Revista Agro&Negócios - 20a Edição 2013

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AGROVICTORIA / LIMAGRAIN EXCELÊNCIA EM PRODUTOS E TECNOLOGIA

ROYALTIES

Do sucesso na lavoura ao drama judicial

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Gestores apresentam andamento do plano de governo


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SUMÁRIO 10 Portal do Campo 20 Café com o Empresário 24 Artigo Amauri Marchese 30 Feeling Empreendedor

ACIJ 78 Informativo

46 Portal UFG 56 Artigo Lygia Pimentel 76 Mapa da Mina 95 Artigo João Olivi

da Safra 70 Escoamento 58 Royalties

50 Capa

Diagramação: Voz Propaganda Colunista: Lorena Ragagnin Edição 20ª - Revista Agro&negócios Ano 2013 A&F Editora Rua Napoleão Laureano, Nº 622 St. Samuel Graham - Jataí - Goiás CNPJ: 13.462.780/0001.33

Diretor administrativo: Francis Barros francisbarros@vozpropaganda.com.br Direção de arte: Allan Paixão allanpaixao@vozpropaganda.com.br Reportagem / Edição: Tássia Fernandes (2703/GO) tassia@agroenegocios.com.br Luana Loose Pereira (15679/RS) luana@agroenegocios.com.br

Leve essa ideia com você:

Artigos: Glauber Silveira Universidade Federal de Santa Maria/ RS, Universidade Federal de Goiás (UFG), Glauber Oliveira, Amauri Marchese, Lygia Pimentel, Gabriel Rossi, João Batista Olivi e Leandro. Colaboradores: Universidade Federal de Goiás (UEG) Sebrae/GO Câmara Municipal de Jataí

Contatos: (64) 8417-4977 – Francis Barros (64) 9956-2859 - Allan Paixão (64) 9642-5882 - Tássia (64) 9644-0714 - Luana (64) 9934-6066 - Michel Site: www.agroenegocios.com.br E-mail: contato@agroenegocios.com.br facebook.com/agroenegocios A Revista Agro&Negócios não se responsabiliza pelos conceitos e opiniões presentes nos encartes publicitários, anúncios, artigos e colunas assinadas.

Impressão: Poligráfica Tiragem: 3.000 Distribuição dirigida: Jataí, Rio Verde, Mineiros

Envie sua sugestão de matéria para a Revista Agro&negócios: contato@agroenegocios.com.br


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EDITORIAL

POR TÁSSIA FERNANDES E LUANA LOOSE PEREIRA, JORNALISTAS RESPONSÁVEIS

“Sem renovação não há transformação. Sem transformação não há evolução. Sem evolução não haverá nada”. Embasados na premissa do poeta brasileiro Adriano Hungaro, nós da Revista Agro&Negócios seguimos trilhando nosso caminho e buscando sempre a renovação, a inovação e, claro, a informação com credibilidade e imparcialidade. Chegamos ao terceiro ano e à nossa 20ª edição. Agora, de cara nova; equipe reforçada e muita disposição. Nas próximas páginas você confere informações relevantes, que abrangem todo o estado de Goiás, especificamente os municípios de Jataí, Mineiros e Rio Verde. No meio rural, marcamos presença durante as discussões que trataram da cobrança dos roylaties pela Monsanto sobre a tecnologia RR1 e nesta edição publicamos uma reportagem completa sobre o assunto. Também fizemos um balanço entre os índices de produção da safra 2012/13 e os problemas encontrados para garantir o escoamento dos grãos. No meio empresarial, fomos a Mineiros, para saber como Enalro José Pereira, proprietário das lojas Du Naro, Perpétua e Cinderela, consegue se destacar no mercado, pontuando algumas dicas para quem deseja assumir o negócio próprio. De Rio Verde, trazemos um bate-papo com os empresários Everaldo e Toninho, que estão à frente do Grupo Tec Agro e mostram como a empresa Sementes Goiás se consolidou no estado. Também fizemos um tour junto à equipe da Caramuru, passando por propriedades goianas onde a agricultura familiar recebe a atenção especial da empresa; parte desta aventura você acompanha no Portal do Cam-

po. Com data marcada para acontecer, os preparativos da 41ª edição da Expaja seguem a todo vapor e a nossa equipe destaca o passo a passo da organização do evento que será realizado no mês de junho. A partir desta edição você acompanha a opinião de profissionais renomados que passam a assinar colunas na Agro&Negócios. Amauri Marchese – ex-presidente da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial - trará dicas preciosas para os empresários que nos seguem. Gabriel Rossi – especialista em marketing digital – abordará pontos importantes que vão auxiliar o empresário a utilizar as mídias digitais em favor do seu empreendimento. Lygia Pimentel – especialista em commodities com ênfase em mercado pecuário – vai enriquecer nosso periódico com informações relevantes, direcionadas a pecuaristas e empresários rurais. João Batista Olivi – jornalista do Canal Rural e do site Notícias Agrícolas – compartilhará seu conhecimento para que o agricultor possa seguir adiante com mais confiança. Além das novas parcerias, temos o prazer de continuar apresentando o ponto de vista e a análise de profissionais reconhecidos e capacitados que já nos acompanham nesta jornada, como da advogada Lorena Ragagnin e do presidente da Aprosoja Brasil, Glauber Silveira. Para selar o pacote de novidades, você vai se surpreender com as novas editorias da Agro&Negócios e se deliciar com o quadro Cozinhado, assinado pelo Restaurante Tia Nena. Conteúdo de qualidade você confere aqui! Boa leitura!

DIRETORIA ADMINISTRATIVA

ALLAN PAIXÃO

FRANCIS BARROS

EQUIPE AGRO&NEGÓCIOS

LUANA LOOSE PEREIRA

TÁSSIA FERNANDES

MICHEL GIMENES

JORNALISTA

JORNALISTA

COMERCIAL


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AGENDA AGRISHOW 2013 Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação

AGROBRASÍLIA 2013

Quando: 29 de abril a 03 de maio de 2013 Onde: Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro-Leste, em Ribeirão Preto – SP

Quando: 14 a 18 de maio de 2013 Onde: Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, BR 251 km 05, em propriedade da COOPA-DF, Brasília/DF

Mais informações: http://www.informagroup.com.br/site/ hotsite.asp?idevento=377

Mais informações: http://www. agrobrasilia.com.br/

Family buniness 2013. Quando: 7 a 8 de maio de 2013 Onde: Teatro Alfa – Hotel Transamérica, Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722. Santo Amaro – São Paulo (SP) Mais informações: http://eventos.hsm.com.br/foruns/ forum-hsm/family-business-2013/

13º Congresso Nacional de Vendas Quando: 25 de maio de 2013 Onde: Centro de Convenções Rebouças, Avenida Rebouças, 600, São Paulo/SP. Mais informações: http://www.klatreinamentos. com.br/13congresso/

CONECTADO

Plantas de cobertura dos solos do cerrado

A Estratégia do Oceano Azul

Resultado do trabalho de pesquisadores, professores e estudantes, a publicação sobre as plantas de cobertura do solo, representa uma importante referência para profissionais e especialistas da área, assim como para produtores que também precisam compreender a necessidade do manejo adequado para garantir produtividade e qualidade no campo.

Este livro apresenta uma nova maneira de pensar sobre Estratégia. Os autores estudaram 150 ganhadores e perdedores em 30 indústrias diferentes, o que eles acharam é que empresas que criam novos nichos, fazendo da concorrência um fator irrelevante, encontram outro caminho para o crescimento, o livro ensina como colocar em prática essa Estratégia.

Onde encontrar: http://vendasliv.sct.embrapa.br

Autor: W. Chan Kim, Renée Mauborgne Onde Encontrar: www.ciadoslivros.com.br


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Dia de Cam COMIGO e BASF S.A. realizam evento em lavour

A cooperativa COMIGO com o apoio da empresa BASF S.A., promoveram no início do ano, o Dia de Campo SOJA. Sediado pela família Gorgen, o evento aconteceu na Fazenda Ariranha – Lugar Certeza de propriedade de Atílio Dionísio Gorgen. Segundo Denilson Zapararolli, representante técnico de vendas da empresa BASF S.A. em Jataí/GO, o evento teve como objetivo apresentar na prática os resultados em fertilidade de solo e os benefícios fisiológicos do manejo preventivo de doenças na cultura da soja. “Neste dia de campo visamos à parte técnica que é primordial e demonstramos os benefícios gerados pela implantação do programa Agcelence da BASF S.A., uma vez que nesta propriedade, via cooperativa, foi utilizado este tipo de manejo em 100% da área cultivada.” Durante o evento, os produtores rurais tiveram a oportunidade de ingressar em meio à lavoura e tirar suas dúvidas a respeito do manejo utilizado. Para Denilson Zapararolli, este é um dos grandes diferenciais dos eventos idealizados pela BASF S.A. “Nossa preocupação é que o produtor adquira informações no ambiente com o qual ele está acostumado. Na fazenda, ele fica mais a vontade para fazer perguntas. Então nós promovemos estes eventos para que os agricultores possam interagir e para que possamos dar as respostas da melhor maneira possível”, destaca Denilson. Adroaldo Gorgen, proprietário da fazenda, salienta que a realização de eventos deste porte só traz benefícios para quem participa. “Desde que começamos na atividade agrícola nós utilizamos os produtos da BASF S.A. e através deste evento nós estamos tendo a oportunidade de apresentar para outros produtores a nossa experiência, o tipo de manejo e fertilizantes que utilizamos por meio da cooperativa COMIGO e também os herbicidas e fungicidas que implantamos com o programa Agcelence da BASF S.A.. Tudo isso é importante para que todos entendam como chegamos a esses índices de produtividade em nossa lavoura comercial”. Reginaldo Pires, gerente da cooperativa COMIGO em Jataí/GO, salienta que a geração e a difusão de tecnologias são alguns dos principais objetivos da cooperativa desde sua fundação, em 1975. “Trabalhamos para que o produtor possa saber exatamente o que ele tem que fazer na lavoura. Para isso, apostamos no acompanhamento de agrônomos e técnicos agrícolas e também na realização de eventos como este dia de campo, onde os produtores podem estar atentos aos resultados obtidos com a utilização de determinadas tecnologias e também, principalmente, onde as equipes técnicas de nosso município podem se atualizar sobre tudo que vem acontecendo na prática nas lavouras de nossa região”.

Fotos: Luana Loose Pereira

POR LUANA LOOSE PEREIRA


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po SOJA

a comercial no município de Jataí/GO

Novo manejo para

2013/2014

Parceria de sucesso Parceiras de longa data, a cooperativa COMIGO e a multinacional BASF S.A., possuem no desejo de investir no desenvolvimento técnico e científico da agricultura promovendo o incremento da produtividade, um objetivo em comum. De acordo com Denilson Zaparolli, representante técnico de vendas da empresa BASF S.A., a multinacional aposta na cooperativa COMIGO como principal via de acesso ao agricultor, tanto em relação a aspectos técnicos como comerciais, na divulgação e implantação dos produtos e programas criados pela BASF S. A.. “Os produtores da região adquirem todos os produtos da BASF S.A. via cooperativa COMIGO. Além disso, eles também recebem assistência técnica, sobre posicionamento de produto e time de aplicação através de profissionais da entidade, fato que garante o diferencial no desempenho das plantas na lavoura”, explica Denilson. Reginaldo Pires, gerente da COMIGO em Jataí/GO, afirma que a cooperativa em 37 anos de existência vem buscando estar aliada aos principais institutos de pesquisa e também as multinacionais de destaque no mercado, como a BASF S.A.. Nós objetivamos trabalhar com as multinacionais que estão focadas no desenvolvimento de novas tecnologias. No contexto agrícola atual, é importantíssimo haver incremento de produção e a empresa BASF S.A. tem um portfólio de produtos que contempla o que há de melhor em tecnologia para ser aplicada no campo”, pontua Reginaldo.

Um dos pontos altos do dia de campo SOJA foi a palestra ministrada pela doutora Jurema Rattes, entomologista, professora da Universidade Rio Verde (FESURV). A palestra teve como tema o novo manejo no controle de lagartas na cultura da soja. Denilson Zaparolli, representante técnico de vendas da empresa BASF S.A., afirma ainda que este manejo é novidade no mercado e deve ser testado já na próxima safra.“Esse novo manejo apresentado durante a palestra ainda não foi utilizado em lavouras comerciais. Essa técnica vai ser comunicada, para que o agricultor não seja surpreendido e possa estar preparado para tomar as devidas providências caso fenômenos de migração de pragas ocorram no decorrer da safra 2013/14.” A pesquisadora afirma que dois fatores são fundamentais na estrutura deste novo manejo. “A Primeira atitude a ser tomada é realizar um manejo preventivo, para não ser surpreendido pela ocorrência da lagarta. Segundo é conhecer a praga, saber onde amostrar para combatê-la de forma eficaz”. Jurema destaca ainda que a consciência do produtor em relação à busca por informações tem facilitado bastante o trabalho e garante hoje os bons resultados em produtividade. “Atualmente os produtores estão muito mais tecnificados e isso se reflete nos altos índices de produtividade que nós estamos encontrando em nossa região. A participação dos produtores em palestra técnicas como esta é fundamental para que ele tenha cada vez mais conhecimento para aplicar de forma consciente em sua propriedade”, conclui a palestrante.

Trabalhamos para que o produtor possa saber exatamente o que ele tem que fazer na lavoura. Para isso, apostamos no acompanhamento de agrônomos e técnicos agrícolas e também na realização de eventos como este dia de campo

Reginaldo Pires, gerente da COMIGO - Jataí/GO


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Dia de Campo TEC AGRO / Osvino Sandri reúne mais de 300 convidados Com a tecnologia presente até no nome, a TEC AGRO já começou 2013 mostrando aos produtores rurais as novidades e tendências do mercado. Pelo terceiro ano consecutivo a empresa promoveu o Dia de Campo em Jataí/GO, evento realizado em parceria com o agricultor Osvino Sandri. “Nosso papel é buscar a tecnologia junto aos nossos fornecedores, compreendê-la e repassá-la ao homem do campo”, destaca Antônio Pimenta, sócio proprietário da TEC AGRO. An�itrião do Dia de Campo, Osvino Sandri, destaca que a con�iança é o alicerce que tem consolidado a parceria com o grupo ao longo dos anos. “A TEC AGRO é uma empresa de muita seriedade e honestidade, além disso, a equipe está sempre trabalhando para trazer informações relevantes para nós”. Osvino também ressalta a importância do produtor rural acompanhar e aderir ao surgimento de novas tecnologias. “É preciso inovar, porque quem �ica parado está andando para trás”. Dirceu Giombelli, gerente da TEC AGRO Jataí, classi�ica

Equipe TEC AGRO

o Dia de Campo como uma vitrine em que o produtor rural tem a oportunidade de conhecer os produtos disponíveis no mercado e, posteriormente, com o auxílio da equipe técnica da empresa, optar pelas tecnologias que melhor se encaixam na sua lavoura. O evento contou com a participação de seus fornecedores, Sementes Goiás, Bayer CropScience, Monsanto: Sementes Agroceres, Roundup e Intacta, que através de suas apresentações repassaram muitas informações e conteúdo ao produtor rural. Os produtores jataienses mostraram que estão preocupados em se pro�issionalizarem tanto da porteira para fora quanto da porteira para dentro e marcaram presença durante o evento. Mesmo com o tempo chuvoso, mais de 300 pessoas participaram da terceira edição do Dia de Campo, que reuniu pesquisadores, produtores rurais e pro�issionais do agronegócio.

Entrega de homenagem Osvino Sandri e Atair do Prado


“Está no DNA da TEC AGRO a presença no campo junto ao produtor rural, para atender às suas necessidades com as tecnologias oferecidas pelos nossos fornecedores. Para obter sucesso é preciso somar os esforços, unindo a empresa, a equipe de assistência técnica, os fornecedores e o produtor rural.” Antônio Pimenta, sócio proprietário TEC AGRO.

Estande Roundup

Roberson e Antônio Luis

“Fazer uso da tecnologia disponível é um dos mecanismos para garantir médias de produtividade satisfatórias. Eventos como Dias de Campo têm duas �inalidades básicas, a primeira delas é apresentar as novidades aos agricultores e, por meio dos dados obtidos nos testes realizados pela empresa, destacar quais são indicadas para serem utilizadas na nossa região. A agricultura é muito dinâmica, é uma das atividades que mais se movimenta e que mais está evoluindo

Estande Bayer CropScience

Lauro, Fábio e Osvino

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Estande Sementes Goiás

Estande Bayer CropScience

nos últimos anos, daí a importância de promover Dias de Campo, para deixar o produtor rural por dentro dos lançamentos. No dia a dia estamos sempre muito atarefados, por isso, devemos aproveitar encontros como esses para rever os amigos, trocar ideias e conversar um pouco”. Antônio Gazarini, produtor rural.


PORTAL DO CAMPO

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Comercialização e Mercado Agrícola 2013 Rodadas de seminários levam informações aos produtores rurais goianos

Fotos: Gutiérisson Azidon / Jana Tomazelli

POR TÁSSIA FERNANDES

JOSÉ MÁRIO SCHREINER, PRESIDENTE DA FAEG

EM JATAÍ Foi aberta a rodada dos Seminários Regionais com a palestra do engenheiro agrônomo e especialista em mercado agrícola, Leonardo Sologuren. O presidente do Sindicato Rural do município, Ricardo Peres, reforçou a importância dos produtores rurais buscarem informações constantemente. “Não basta investir em tecnologia, é preciso estar bem informado para ter condições de firmar bons negócios e obter sucesso na lavoura”. Também participou do evento o presidente do Sindicato Rural de Serranópolis, Edivam de Oliveira Lima

A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e com os sindicatos rurais municipais, realizou durante o mês de janeiro uma série de seminários com o tema “Comercialização e Mercado Agrícola 2013”. O evento passou pelas principais regiões produtoras de soja, milho e algodão do estado de Goiás, levando aos produtores informações sobre o mercado de commodities agrícolas. Jataí foi o primeiro município a receber a palestra, seguido de Itumbiara, Paraúna, Rio Verde, Catalão, Formosa, Goianésia e Niquelândia. Para José Mário Schreiner, presidente da Faeg, apesar de grande parte da produção da safra 2012/13 já ter sido comercializada, a busca por informações sobre mercado é fundamental, para que o produtor possa tomar decisões mais acertadas ao comercializar aquilo que falta e, principalmente, para planejar o cultivo da próxima safra. Nos últimos anos os agricultores goianos têm se atentado para este detalhe, o que tem feito a diferença, de acordo com José Mário. “É uma mudança de comportamento que os produtores estão tendo em Goiás e em todo o Brasil. Eu diria que eles estão mais profissionalizados, fortes, expandindo as atividades e seguindo rumo ao sucesso”.

EM RIO VERDE Mais uma vez, Leonardo Sologuren levou aos produtores rurais informações sobre o cenário dos preços das commodities, referente ao ciclo agrícola 2012/13. O diretor do Sindicato Rural do município, Sadi Seco, elogiou a iniciativa da Faeg, de selecionar profissionais capacitados para contribuírem com a classe agropecuária por meio dos seminários. “O produtor precisa participar de palestras e eventos que têm o propósito de levar conhecimento, assim, ele fica atualizado sobre as tendências de mercado das commodities agrícolas”.

LEANDRO SOLOGUREN, ESPECIALISTA EM MERCADO AGRÍCOLA


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ANÁLISE DE MERCADO Leonardo Sologuren, que conduziu as palestras em Jataí e Rio Verde, destacou que 2012 foi um ano complicado para a produção agrícola, devido à situação climática desfavorável em alguns países, principalmente nos Estados Unidos. Para o especialista, o cenário favoreceu o Brasil e fez com que a produção do país ganhasse destaque internacional. Entretanto, o palestrante acredita que os preços da soja e do milho alcançados no ano passado não se repetirão em 2013. De acordo com Leonardo, apesar da demanda crescente pelos produtos na China, há excesso de estoques no país asiático, o que pode determinar preços mais equilibrados, sem grandes altas. “A diferença entre o crescimento da produção (07%) e do consumo (09%), registrados no último ano, contribuíram para que o preço das commodities aumentasse; cenário que não deve se repetir agora”. Por conta disso, o conselho do especialista é vender a produção do milho segunda safra o quanto antes, enquanto os preços estiverem bons.

“Goiás é o celeiro do Brasil” Com a afirmação, o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás, José Mário Schreiner, enfatizou a importância do estado no que diz respeito à atividade agropecuária. • Nesta safra foram cultivados 4,5 milhões de hectares com grãos em Goiás. • Principal cultura plantada foi a soja, ocupando 2,8 milhões de hectares do total cultivado. • Milho: 1,1 milhão de hectares do total.

Caramuru realiza segunda edição do Rally dos Assentamentos Foto: Tássia Fernandes

POR LUANA LOOSE PEREIRA E TÁSSIA FERNANDES

Com o objetivo de mostrar o trabalho que tem sido realizado junto aos agricultores familiares, a Caramuru promoveu mais uma edição do Rally dos Assentamentos. A parceria com os produtores rurais teve início na safra 2006/07 e, desde então, a empresa viabiliza a aquisição de máquinas e implementos agrícolas, realiza cursos de capacitação e presta assistência técnica gratuita. “O objetivo principal das ações é contribuir com o aumento da geração de renda”, destaca o gerente da agricultura familiar, André Luiz Silva Soares. Nas propriedades rurais dos assentados, as áreas de pastagens degradadas deram lugar às lavouras de soja; cenário nunca antes imaginado pelos agricultores. Para Sebastião Alves Ribeiro, que

há quatro anos mora no Assentamento 3T, em Jataí, a oportunidade de cultivar soja só veio com o auxílio da Caramuru. “Para nós era muito difícil investir na lavoura, principalmente, devido às dificuldades de acesso ao crédito. A chegada da Caramuru facilitou a nossa vida e, sem dúvidas, vai contribuir com o aumento da nossa renda”, comemora. Toda a soja produzida nos assentamentos é adquirida pela empresa e destinada para a produção de biodiesel. “As duas unidades da Caramuru, responsáveis pela geração do produto, têm capacidade para processar 450 milhões de litros de biodiesel por ano”, enfatiza David Depiné, diretor de originação da empresa. Durante os três dias de Rally, a equipe da Caramuru visitou propriedades rurais localizadas nos municípios de Jataí, Rio Verde, Santa Helena, Acreúna e Morrinhos. • Continue por dentro desta aventura na próxima edição da Agro&Negócios. • Veja mais fotos do Rally no site: www.agroenegocios.com.br

Foto: Luana Loose Pereira


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AGROGENE

Fotos: Tássia Fernandes

Informação e conhecimento a serviço do produtor rural

POR TÁSSIA FERNANDES

Conhecer para recomendar. Esta é a linha de pensamento da Agrogene, que comprova, na prática, a qualidade dos produtos disponibilizados pela empresa. É na área experimental, localizada na Fazenda Corina, município de Jataí/GO, que os testes são realizados. Diversas variedades de soja e milho são cultivadas em pequenos talhões, para que o potencial produtivo seja avaliado. “O objetivo do trabalho é o ganho de conhecimento. Analisando as cultivares de perto, temos mais segurança para levar a informação ao agricultor”, ressalta Ilson Costa, Engenheiro Agrônomo e diretor da Agrogene. Para que a troca de informações seja ainda mais eficiente, a Agrogene decidiu, pelo segundo ano consecutivo, abrir as portas da propriedade, promovendo um Dia de Campo diferenciado. Acompanhar o lançamento e a evolução de tecnologias voltadas para a lavoura tem sido fundamental para garantir elevados índices de produtividade e rendimentos satisfatórios. “É um conjunto de ações que leva você a acertar e se você não conhece, não sabe recomendar”, conclui Ilson.

“É um momento importante, pois o agricultor tem a oportunidade de expor as suas conclusões, ouvir a opinião dos colegas de profissão e esclarecer dúvidas junto aos representantes das multinacionais”. Antônio Gazarini, produtor rural.

“Eventos como este fazem toda diferença, pois as informações repassadas ajudam o produtor rural a planejar a próxima safra, contribuindo com a escolha dos produtos que serão utilizados”. Volmir Maggioni, produtor rural.


Fotos: Tรกssia Fernandes

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Empresas Participantes

(64) 3631-8999


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WEB E NOVAS TECNOLOGIAS

Gabriel Rossi Gabriel Rossi é palestrante e diretor da Gabriel Rossi Consultoria www.gabrielrossi.com.br

Crise na web: faça do limão uma limonada Todas as marcas – empresas ou imagens públicas – enfrentam situações de crise, variando em extensão, proporção e origem. Não tem jeito. Inexiste uma marca que esteja garantida contra atribulações. Uma falha humana, uma situação inesperada, uma condição da natureza… há inúmeros motivos para o trem descarrilar. Aí, me apropriando do dito popular, chega a hora de fazer do limão uma limonada. Hoje em dia, além de todo o trabalho para enfrentamento de crises no chamado mundo real, é preciso ter cuidado especial com o mundo virtual. Já não são raros os casos de empresas afetadas negativamente via redes sociais. Os blogs também estão a todo vapor, para o bem e para o mal. Há ainda certa corrida desenfreada em busca de espaço na web, especialmente nas redes sociais. São marcas que vão para o “www” sem planejamento, sem profissionalismo. Mais do que a falta de resultados, estas situações podem gerar uma imagem negativa na rede. Neste ano, o caso mais emblemático de dano à imagem em redes sociais ocorreu com a Brastemp, alvo de críticas no Twitter após um consumidor mostrar-se indignado com uma falha da empresa. Após postar um vídeo no YouTube, teve seu caso escancarado no microblog e conseguiu o apoio de milhares de consumidores. À Brastemp coube a rendição à falha e a tentativa de mudança de rumo. A boa notícia é que não há impacto que seja eterno. Com uma gestão profissional e muito trabalho é possível virar o jogo. Em primeiro lugar é necessário agir de forma muito rápida. Hoje em dia, ser veloz já não é suficiente. É preciso ser, devo dizer, extremamente veloz. E, para isso, deve-se ter um trabalho prévio de monitoramento de marca em todos os espaços. Empresas mais preparadas têm equipes ou se valem de profissionais especializados para desenvolver planos de contingência e monitorar o que acontece no mundo virtual. Monitorar, neste caso, é muito mais do que simplesmente abrir um laptop e ver o que há na internet. É, sim, saber ouvir e aprender diariamente com o que os consumidores estão disseminando sobre sua marca ou empresa. Uma vez que se consegue ouvir o discutido sobre sua marca, é preciso, então, agir prontamente com transparência, relevância e autenticidade. A JetBlue, por exem-

plo, soube resolver esta equação há poucos anos. CEO à época, David Neeleman, dono da companhia Azul, em operação no Brasil, assumiu total responsabilidade sobre o problema que a empresa enfrentou em 2007 em Nova York. A companhia aérea teve dificuldades no aeroporto JFK e, considerando seu posicionamento de viagem divertida e humanizada, Neeleman percebeu que a demanda era por uma rápida resposta. Produziu um vídeo em tom emocional e aparentemente sincero, afirmando que todas as providências para evitar longos atrasos e melhorar os serviços seriam tomadas. Neeleman ainda se desculpou de forma humilde. E a condução, vale reforçar, foi toda liderada pelo então presidente da companhia, o que deu credibilidade à mensagem. Uma crise nas redes sociais segue o mesmo princípio. Deve-se entender como agem os geradores da crítica boca a boca, como estão os setores de qualidade e as características do produto – atendimento ao consumidor, call-center, ambiente interno etc. Tudo com riqueza de detalhes. Em algum ponto certamente está é a origem deste boca a boca digital. Estar no meio do furacão sem conhecer estes aspectos pode ser fatal. Análise – verificando como atuam os internautas que discutem a marca, é preciso conhecê-los. Quem são os blogueiros que mais impactam na comunidade web? – e aí não falo de blogueiros/jornalistas consagrados, mas do blogueiro que reverbera suas opiniões nas comunidades. É preciso analisar o tom desta conversa: é jocoso, é imparcial, é emocional? Quais são as chances de a empresa conseguir interagir planejadamente com este público? As companhias precisam, ainda, repensar seus próprios websites. Muitos deles não estão preparados para momentos de crise, são engessados e foram desenvolvidos em uma época de outra realidade digital. É preciso admitir a relevância do website – que passou há muito do estágio de simples cartão de visita da empresa. Há uma conclusão em todo este processo. Se a empresa já está em crise, inclusive na web, é preciso aprender com o momento. E crescer, melhorar, ampliar. Para algumas empresas e marcas, fica provado, a crise é o melhor que acontece.


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CAFÉ COM O EMPRESÁRIO

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SEMENTES GOIÁS Trajetória marcada pelo contínuo investimento em novas tecnologias

POR TÁSSIA FERNANDES

Agro&Negócios: Três anos depois de fundada a Tec Agro, surge para fazer parte do Grupo a Sementes Goiás. Trabalhar com a produção de sementes era uma decisão planejada? Antônio Pimenta/Everaldo Pereira: Sim. A atividade está no DNA da Tec Agro, pois o Grupo nasceu de dentro de uma empresa de pesquisa e produção de sementes de soja em Brasília, a FT-Pesquisa. Em 2013 a Tec Agro completa 17 anos e a Sementes Goiás 14. Trabalhamos com a marca própria da empresa e em Jataí vendemos sementes por meio de representantes comerciais. Agro&Negócios: Qual a capacidade produtiva da empresa? Antônio Pimenta/Everaldo Pereira: Na última safra comercializamos 340 mil sacas de sementes de soja; na próxima pretendemos atingir a marca de 500 mil. Estamos finalizando uma terceira etapa de ampliação na estrutura da empresa e o objetivo é chegar à capacidade de beneficiamento de 800 mil sacas. O produto pode ser entregue na Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS) em sacas de 40 kg ou em bags de 1.000 kg.

Agro&Negócios: Como tem sido a evolução da empresa ao longo dos 14 anos de permanência no mercado? Antônio Pimenta/Everaldo Pereira: Em 1999 foi construída uma unidade de armazenagem e beneficiamento com capacidade para 100 mil sacas de soja. Quatro anos depois foi instalada uma câmara fria para mais 100 mil sacas. Em 2010 construímos mais um armazém refrigerado, com capacidade para aproximadamente 200 mil sacas, junto com silos para recebimento de grãos, com capacidade total de 27 mil toneladas. Neste ano a empresa finaliza outro projeto e o objetivo é aumentar a capacidade para 800 mil sacas, a partir da instalação de uma nova UBS e de 5.800m² de armazém refrigerado. Agro&Negócios: Com este volume, como a Sementes Goiás se posiciona no mercado? Antônio Pimenta/Everaldo Pereira: Atualmente, atendemos todo o Sudoeste Goiano e com a expansão da empresa iremos entrar, também, na região Sul do estado. Estamos entre as maiores empresas produtoras de


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Os produtores rurais goianos têm como característica o fato de serem tecnificados e de estarem sempre antenados às novas tecnologias disponíveis para o setor. Diferencial que põe em xeque a eficácia de muitas empresas do ramo agrícola. Disputando espaço em um mercado cada vez mais acirrado, é preciso aprimorar, constantemente, a qualidade dos serviços prestados e dos produtos oferecidos. Só assim é possível atender ao cliente, que além de ser exigente, está rodeado de opções. Há 14 anos no mercado, a Sementes Goiás, que faz parte do Grupo Tec Agro, vem seguindo nesta linha. A empresa comercializou mais de 300 mil sacas de sementes de soja na última safra. O objetivo é aumentar para 500 mil no próximo ciclo de plantio e a meta é chegar à capacidade de beneficiamento de 800 mil sacas. Os diretores da empresa, Antônio Pimenta e Everaldo Pereira, dão a dica de como se consolidar no estado que está entre os maiores produtores de grãos do país. ticipar do lançamento da Intacta, nova tecnologia para cultura da soja. Agro&Negócios: Como se destacar em uma região que recebe cada vez mais empresas do setor agrícola? Antônio Pimenta/Everaldo Pereira: Focando em qualidade, respeitando os clientes, conhecendo as necessidades dos agricultores e antecipando as soluções. Prova disto é o pioneirismo no TSI, que há 04 anos é realizado, em parceria com a Bayer, e oferece melhor controle de pragas e doenças. Também trabalhamos com as melhores empresas de genética, disponibilizando para o cliente variedades altamente produtivas. Goiás. Entretanto, vale ressaltar que a nossa prioridade não é o aumento da quantidade e sim da qualidade do produto que é oferecido. Estamos investindo e melhorando a cada dia. Agro&Negócios: Como é a relação da Sementes Goiás com os investimentos em tecnologia? Antônio Pimenta/Everaldo Pereira: A agricultura, de modo geral, vive um momento de altos investimentos em tecnologia e a nossa empresa não fica atrás. Temos uma das instalações mais modernas do Brasil, com três UBS, que possuem equipamentos de ponta para seleção, beneficiamento e classificação de sementes. Armazéns refrigerados, que controlam a temperatura e a umidade do ar durante todo o período de armazenamento da semente. Laboratório, que possui equipe interna e externa com foco exclusivo no controle de qualidade. Além disso, a Sementes Goiás também é pioneira na realização de diversos procedimentos, entre eles, a secagem a gás para sementes, com temperatura controlada; armazenagem refrigerada; Tratamento Industrial de Sementes (TSI) e introdução da tecnologia RR. Inclusive, já estamos preparados para par-

Agro&Negócios: O TSI, oferecido pela empresa, é uma alternativa viável e recomendada? Antônio Pimenta/Everaldo Pereira: Sem dúvidas. A máquina oferece uma qualidade que só é possível devido à alta tecnologia, distribuindo o produto na semente de maneira uniforme. Neste ano tivemos a certeza disso, pois com a falta de chuva, a semente tratada suportou mais o estresse hídrico; fato comprovado pelos próprios agricultores. Além disso, aumenta a resistência a determinados tipos de pragas e doenças, protegendo o stand inicial e o início do desenvolvimento da cultura. Entretanto, é fundamental monitorar a lavoura, pois podem aparecer novas pragas/doenças que o tratamento não contempla. Nossa meta é entregar 100% das sementes tratadas; já que o TSI ainda diminui os riscos e a mão de obra. Agro&Negócios: Para chegar à consolidação do Grupo, quais os principais desafios enfrentados? Antônio Pimenta/Everaldo Pereira: Passamos por diversas crises na agricultura, principalmente, com a presença de doenças que devastaram as lavouras, como


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o cancro da haste, ferrugem, oídio, entre outras. Porém, nossa equipe é altamente qualificada e, felizmente, superamos as dificuldades. Agora, nos preparamos diariamente para enfrentar problemas que por ventura possam surgir. O grupo está consolidado, temos uma marca reconhecida e a preocupação é continuar merecendo respeito e credibilidade. Temos uma grande equipe de gestores e agrônomos, focados no trabalho de campo, levando toda informação que os clientes precisam. Agro&Negócios: Entre as missões da Sementes Goiás está a geração de alimentos com responsabilidade sócio ambiental. Dentro deste ideal, como é a relação da empresa com a sustentabilidade? Antônio Pimenta/Everaldo Pereira: Temos todas as preocupações necessárias com o meio ambiente e com a segurança dos nossos colaboradores e clientes. Seguimos rigorosamente todas as recomendações. O próprio TSI é uma ação sustentável, pois retirando a aplicação das fazendas e trazendo para a indústria, oferecemos uma melhor infraestrutura, com cuidados voltados à natureza e ao ser humano. Também realizamos investimentos em diversas outras práticas sustentáveis, desde o incremento do plantio direto, redução do uso de defensivos e eventos de biotecnologia, como o lançamento da soja Intacta. Agro&Negócios: Qual o grande gargalo enfrentado pelo setor na região? Antônio Pimenta/Everaldo Pereira: Com toda

certeza a logística é o principal problema, considerando as péssimas condições das estradas e, principalmente, a falta de ferrovias e hidrovias para um transporte mais viável. Além disso, trabalhamos em clima tropical, portanto, nossos desafios são permanentes. Temos que somar esforços no sentido de enfrentá-los, pois a meta da empresa é continuar sendo a ligação entre a indústria da tecnologia e os nossos clientes. Agro&Negócios: Como podemos desenhar o cenário dos próximos meses para o Sudoeste Goiano? Antônio Pimenta/Everaldo Pereira: A agricultura tornou-se uma atividade globalizada, portanto, temos interferência nos preços mediante as mudanças de produção em todo o mundo, o que impede uma análise certeira. As grandes quebras de safras, por exemplo, acontecem por conta da variação do clima, que não tem previsão assertiva. Agro&Negócios: É possível estar preparado para enfrentar as oscilações do mercado? Antônio Pimenta/Everaldo Pereira: Acreditamos que o agricultor deve gerir bem a produção, usando mecanismos que o mercado oferece, como hedge e trocas. Assim, protege o custo e se mantém competitivo no setor. O produtor precisa estar de olho no mercado e atento aos problemas do campo. Lembrando que pode contar com o apoio permanente da Sementes Goiás.


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Produzindo sementes de soja e construindo valores de confiança. Qualidade

Rentabilidade

Produtividade

Compromisso

Segurança

Tecnologia

Produção de sementes de soja; Tratamento industrial;

Sementes Goiás

Rodovia GO 174 - Km 03

Laboratório de sementes; Recepção e armazenagem de grãos.

Uma empresa

Grupo

Rio Verde-GO (64) 3611-4500

www.grupotecagro.com.br


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NEGÓCIOS E MARKETING

Amauri Marchese Professor e Consultor nas Áreas de Comunicação e Marketing E-mail: amaurimarchese@uol.com.br

A EMPRESA MODERNA E A COMUNICAÇÃO QUE REALMENTE IMPORTA Mais de 10 anos já se passaram deste terceiro milênio. Os desafios dessa nossa época não têm precedentes na história da humanidade. Estamos assustados pelas ameaças ecológicas à nossa biosfera e inconformados com as atitudes dos nossos governantes. Estamos assistindo, com os olhos vidrados de perplexidade, a uma mudança de hábitos e atitudes. Mirando o espelho das novas realidades do século 21, está mais do que provado: dinheiro não é riqueza, consumo não é felicidade e informação não é conhecimento. Todas as grandes transformações que ocorreram na História apoiaram-se na comunicação, que é um sistema composto de uma série de ações permanentes e integradas. Por isso que, cada vez mais, a comunicação apresenta-se no mundo empresarial como um instrumento da gestão, imprescindível à conquista de resultados positivos. Diante desse quadro, não há outro caminho que não o de uma nova comunicação, a comunicação transformadora, que constrói novos saberes, que mobiliza novas frentes coletivas, que conscientiza, que favorece a paz, fortalece e legitima um futuro coletivo sustentável. Temos de ressaltar os pilares nos quais se apóia a comunicação organizacional deste século. Sem ordem de importância, o primeiro deles é a tecnologia. O suporte eletrônico oferece à comunicação uma agilidade ímpar, proporcionando o aumento significativo – e rápido – do volume de informações fornecidas aos públicos que gravitam ao redor das organizações. O segundo deles diz respeito à sustentabilidade empresarial. Grande parte da comunicação gerada pelas organizações privilegia atualmente questões relacionadas ao crescimento sustentável, à Governança Corporativa, ao papel muito mais amplo que possuem perante a sociedade. O conceito de cidadania empresarial vem sendo cada vez mais discutido e praticado. O exercício da responsabilidade social ajuda as organizações a serem reconhecidas não só como produtoras de bens ou prestadoras de serviços, mas como instituições que contribuem para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e para o desenvolvimento e crescimento do país. Como frisou o empresário Edson Vaz Musa, “a Organização atua numa realidade dinâmica. Sob pena de incompatibilizar-se com a socieda-

de, precisa integrar-se, interagir e até mesmo sofrer com ela”. E por último, uma tendência da comunicação emocional sobrepujar a racional. Cada dia mais as pessoas são atraídas, tocadas, seduzidas, cativadas por uma comunicação mais colorida, mais quente, mais próxima. Para terminar, diante desse cenário podemos afirmar que a comunicação desempenha, hoje, papel preponderante no processo de construção e solidificação da imagem e da reputação das organizações. Roberto de Castro Neves, em sua obra Imagem Empresarial, ressalta que “de nada adiantará fazer tudo como manda o figurino – como conhecer a fundo seu mercado e seus produtos, projetar planos e realizar esforços – se a imagem da empresa não refletir credibilidade ou se sua comunicação falhar”. A reputação passa a ser, portanto, um fator decisivo para o crescimento das empresas. Se a imagem da organização não for positiva, esse fato certamente afetará seu desenvolvimento, fazendo-a sucumbir perante concorrentes que desfrutam de uma reputação mais consistente.


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O QUE PODEMOS ESPERAR? POR LUANA LOOSE PEREIRA E TÁSSIA FERNANDES

No dia 07 de outubro de 2012 os eleitores dos mais de cinco mil municípios brasileiros compareceram às urnas para escolherem prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Já se passaram quase seis meses desde que os nomes dos candidatos eleitos foram anunciados. No Sudoeste Goiano, os prefeitos de Jataí, Mineiros e Rio Verde ficaram definidos já no primeiro turno. Humberto Machado, Agenor Rezende e Juraci Martins assumiram a função de administrarem seus respectivos municípios pelos próximos quatro anos.

Responsáveis pela escolha dos gestores, o papel do cidadão vai mais além. Cada eleitor tem a função de acompanhar os passos do seu candidato, fiscalizar as ações realizadas e exigir o cumprimento das propostas apresentadas durante o período eleitoral. Para auxiliar o leitor na missão de exercer o papel de cidadão, a Agro&Negócios preparou uma entrevista com os prefeitos dos três municípios. Reni Garcia, vice-prefeito/prefeito em exercício, foi quem respondeu por Jataí.

JATAÍ

RENI GARCIA (PREFEITO EM EXERCÍCIO)

SAÚDE

Em relação à reabertura do Hospital Regional, foi assinado o termo de cessão de uso com a Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, para gerir o Hospital. Os serviços de reforma e legalização do mesmo já estão sendo realizados, para que brevemente seja reaberto. Já está em andamento a construção da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), que será instalada na Avenida Jerônimo Silva. Nos próximos meses a prefeitura também

vai dar início às obras de dois Postos de Saúde da Família (PSF), nos setores Santo Antônio e Cidade Jardim. Em relação ao Centro Médico Municipal, as obras de ampliação terão inicio logo após a liberação de recursos do Ministério da Saúde. Diversas outras ações estão sendo empreendidas pela Prefeitura, para elevar o nível de qualidade do sistema de saúde, como, por exemplo, o apoio à criação do curso de medicina.

AGRICULTURA E PECUÁRIA Jataí detém o título de maior produtor de grãos e de leite do Estado de Goiás, primeiro produtor de milho e sorgo do País e grande produtor de etanol. Por isto, as vias de transporte são intensamente utilizadas e para que estejam em condições adequadas, necessitam de investimentos pesados. A Prefeitura, desde

2009, tem estruturado e reforçado as frotas de máquinas e veículos, com aquisição de 02 motoniveladores, 02 pás carregadeiras e 12 caminhões, e está em processo de aquisição de mais 02 motoniveladores e outros veículos, para atender as regiões do município de maneira rápida e eficiente.


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EDUCAÇÃO

A área da educação sempre tem recebido uma atenção especial; tanto na realização de investimentos na construção de novas escolas, construção de quadras cobertas, reforma e ampliação de CMEIS; como em aquisição de equipamentos e apoio à qualificação dos professores.

SEGURANÇA PÚBLICA

ECONOMIA LOCAL

Na área de segurança pública, que é de responsabilidade do Estado, a Prefeitura também tem participado, com fornecimento de alimentação para os detentos; pagamento do banco de horas para policiais (visando intensificar as ações de proteção à população); construção do Complexo da Polícia Civil (reagrupando as diversas delegacias existentes na cidade), entre outras ações.

Está no plano de governo a implantação de um distrito industrial para pequenas e médias empresas. Já está sendo adquirida uma área para esta finalidade.

MINEIROS

AGENOR REZENDE

(PREFEITO)

ECONOMIA LOCAL

SEGURANÇA PÚBLICA

No plano econômico, definimos enquanto políticas prioritárias o apoio ao micro, pequeno e médio empreendedor, pois temos consciência de que é esta a atividade que gera inúmeros empregos e contribui de maneira efetiva para diminuir as desigualdades sociais. É evidente que os grandes produtores são os esteios de nossa economia, é das atividades que coordenam que surgem a força de nossa produção e que elevam Mineiros à condição de potência no agronegócio. Neste sentido, as ações serão coordenadas de modo que toda a cadeia produtiva possa expandir e crescer. Também apoiaremos a capacitação de mão de obra local por meio do Senai, Senac, faculdades e empresas.

Acompanhamos com preocupação o aumento da criminalidade na região e nos dispomos a realizar todos os esforços para implantar programas eficientes no setor de segurança pública, tendo em vista, principalmente, a garantia da tranquilidade de nossas famílias. Vamos agir com firmeza e rigor. Nossa meta é desenvolver um trabalho integrado com as organizações da sociedade (Conselho Tutelar, Ministério Público, secretarias municipais), com as comunidades religiosas e as famílias, para desenvolver ações preventivas. Entre elas, manter a cidade limpa e iluminada para reduzir riscos. Reivindicaremos do Governo do Estado a transformação da 7ª CIPM em Batalhão e iremos fornecer as condições necessárias para o bom trabalho das polícias Civil, Militar e, também, do Corpo de Bombeiros, como, por exemplo, apoiando estes segmentos com programas de lotes ou moradias.


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AGRICULTURA E PECUÁRIA Pretendemos fortalecer a indústria de transformação diretamente ligada ao setor primário. Exemplos disso são: Frigorífico Marfrig, Brasil Foods (BRF -perdigão) e a ETH Bionergia. A meta é conquistar novos investimentos e, para isso, criaremos incentivos fiscais para atrair indústrias de diversos segmentos. Outra medida importante é o fortalecimento das Parcerias Público Privadas (PPP’s), a fim de propiciar a plena integração entre os dois agentes. No que diz respeito à agricultura familiar, queremos atender as demandas básicas de produtores assentados, fortalecer

o SIM – Serviço de Inspeção Municipal, o projeto Balde Cheio, a Secretaria Municipal de Agricultura e respaldar as políticas públicas federais e estaduais para o setor. Vamos apoiar programas de desenvolvimento rural que contemplem a diversificação da produção, como: piscicultura, apicultura, horticultura, fruticultura e outras fontes geradoras de renda e de oportunidades no campo. Nossa meta é formar um poderoso elo entre poder público e organizações que atuam na agricultura e na pecuária, bem como seus sindicatos, tendo em vista políticas de desenvolvimento.

SAÚDE A meta é a atenção integral à saúde, com ênfase em programas de prevenção. Vamos tomar providências para criar novas Unidades Básicas de Saúde, com ampliação do Programa de Saúde da Família e do atendimento domiciliar com equipes multidisciplinares. Vamos dar ênfase ao atendimento odontológico na cidade e no campo. Uma medida inovadora será a Academia da Saúde, para a prática de atividades físicas. Queremos descentralizar a assistência farmacêutica e garantir a distribuição gratuita de medicamentos na rede pública de saúde; reativar a fitoterapia e fortalecer o trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde e do Centro de Atenção Psicossocial (Caps). A frota de ambulâncias também precisa ser ampliada. Outra ação fundamental será implantar a Unidade de Pronto

EDUCAÇÃO

Nossa meta é corrigir as distorções e construir estruturas de ensino fortes, com padrão de excelência. Vamos cumprir integralmente o piso nacional da educação, o estatuto do magistério, o plano de cargos e salários dos profissionais do setor. A Prefeitura vai atuar diretamente para beneficiar as escolas, repassando, mensalmente, R$ 3 por aluno matriculado e que garanta sua frequência, recurso que será destinado à manutenção e investimentos. Vamos procurar impedir a superlotação em salas de aula e oferecer merenda saudável e de qualidade. Estamos determinados a construir, reformar, ampliar e melhorar as unidades escolares e creches. Construiremos escolas com estrutura física e pedagógica compatível para o atendimen-

Atendimento (UPA). Vamos reestruturar e modernizar o Ambulatório 24 horas e o Hospital Municipal. Temos a meta de ampliar a Agência Transfusional (transformando-a em Banco de Sangue ou Núcleo de Hemocentro) e de trazer hemodiálise e UTI para Mineiros, em parceria com hospital privado e devidamente credenciado. Vamos reestruturar a Casa do Mineirense em seus objetivos principais: transporte, hospedagem, alimentação e assistência, pois consideramos fundamental fomentar os programas de prevenção e tratamento do câncer, inclusive apoiando a implantação da Casa do Mineirense em Barretos. Por fim, queremos contratar e pagar pontualmente serviços da rede médica hospitalar privada.

to em tempo integral; creches com atendimento noturno e apoiaremos a implantação do IFG. Garantiremos material didático de qualidade e em quantidade aos alunos. Daremos ênfase ao ensino superior, por meio de apoio às faculdades locais, e iremos cumprir com o repasse financeiro de 2%, estipulado em lei, para a Fimes. Vamos propor junto ao Conselho Municipal de Educação um projeto inovador e funcional para os estudantes da zona rural, desde a área pedagógica até o transporte. Nossa gestão manterá a transparência na aplicação dos recursos, nas ações e nas tomadas de decisões, que serão democráticas e em consonância com o Conselho Municipal de Educação.


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RIO VERDE

Juraci Martins (PREFEITO)

SAÚDE

EDUCAÇÃO

Rio Verde busca a reestruturação e afirmação como referência em saúde pública no estado. É uma cidade pólo, recebedora de pessoas do Brasil e do mundo. Por isso, precisamos investir de maneira ininterrupta e sem erros, para que o sistema não fique sobrecarregado. Hoje temos condições de atender todos os rio-verdenses com qualidade. Reformamos o Hospital Municipal, criamos 09 leitos de UTI e, por meio de parcerias com o Governo Federal, temos a UPA e várias Unidades Básicas de Saúde espalhadas pela cidade. Mas, a demanda não para de crescer, por isso, vamos investir cada vez mais, inclusive com a construção de um Hospital Materno Infantil. Também vamos lutar para receber a contrapartida pelo atendimento de pessoas advindas de outras cidades, o que muitas vezes não acontece.

Se existe uma área em Rio Verde que vai muito bem, é a Educação. Reformamos mais de 70 escolas nos quatro anos de mandato, elevamos nossa nota no Ideb e hoje a cidade é referência. Um exemplo: a Escola Luiz Alberto Leão conseguiu a maior nota do Ideb em todo o estado. Isso é resultado da aplicação correta dos recursos arrecadados. Tenho orgulho do trabalho desenvolvido por todos que estão participando da gestão na área de Educação. Em breve, alunos de outras cidades irão querer estudar em nossas escolas públicas, já que as melhorias são na qualidade de ensino e também na estrutura física dos colégios. A meta, agora, é climatizar todas as unidades municipais de ensino nos próximos quatro anos.

SEGURANÇA

AGRICULTURA E PECUÁRIA

Nunca ficamos acomodados no que tange à segurança pública. A Prefeitura de Rio Verde construiu e mantém a melhor delegacia do estado de Goiás. Além disso, mantemos com a Polícia Militar um banco de horas, no qual a Prefeitura é responsável por parte do salário dos militares, fazendo com que o contingente nunca diminua nas ruas da cidade. Sabemos do desafio que é manter a segurança em uma cidade que recebe tanta gente e cresce em ritmo acelerado, mas jamais ficaremos de braços cruzados. Também estamos sempre buscando melhorar as condições de trabalho dos policias e da Justiça rio-verdense.

Sabemos muito bem os desafios que a classe produtora atravessa. Rio Verde é a capital brasileira do agronegócio e a Prefeitura jamais poderia dar as costas a um segmento tão importante. Oferecemos cursos, consultorias e estamos sempre de portas abertas para os produtores, sejam eles grandes ou pequenos, para que a cidade continue a ser próspera e rica.

ECONOMIA LOCAL Rio Verde é uma cidade muito rica e que dá aos empresários a chance de se desenvolverem. Nossa política tributária é simples e menos onerosa se comparada a outros centros do mesmo porte. Nossa administração tem total interesse em trazer mais empresas para o município e oferecer condições para que aquelas que já estão instaladas cresçam, gerando impostos e empregos, fazendo girar a nossa roda da economia. Temos em Rio Verde o SENAI, o SESI e o SENAT, além do balcão SEBRAE, que oferece apoio aos empresários e empreendedores aqui instalados. Além disso, apoiamos, na medida do possível, entidades como a ACIRV e a CDL Rio Verde.


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FEELING EMPREENDEDOR

SUCESSO AO CUBO Conheça a trajetória de sucesso das lojas Cinderela, Du Naro e Perpétua, localizadas no município de Mineiros/GO. Fruto da audácia e dedicação do empresário Enauro José Pereira, as empresas já são destaque no comércio local e vem conquistando cada vez mais o reconhecimento regional. POR LUANA LOOSE PEREIRA

Tudo começou com um “sim”. Enauro José Pereira resolveu apostar no ramo de confecções e então comprou a primeira loja de vestuário, no município de Mineiros/GO. Hoje, 20 anos depois, já são três empreendimentos de sucesso por ele administrados. A primeira loja adquirida foi a Cinderela. Enauro conta que iniciou com um comércio modesto, mas que aos poucos já começava a dar resultado. “Eu não tinha experiência neste ramo, então abri a primeira loja com aproximadamente 40 peças de roupas, nós trabalhávamos com confecção e calçados esportivos. Depois de muitos erros e acertos, com muita persistência, conseguimos nos sobressair e se manter com boa atuação no mercado”, afirma. Implantando uma estratégia que envolveu, além do aumento da carga horária de trabalho, muito esforço e dedicação, Enauro iniciou a expansão de seus empreendimentos. Nos últimos anos, reformulou a linha de produtos da Loja Cinderela, que desde então comercializa confecção social e esporte fino, e ainda deu início a dois novos empreendimentos, as Lojas Du Naro e Perpétua, ambas revendas exclusivas da marca Hering. Hoje as três empresas já possuem ao todo 18 funcionários. De acordo com Enauro a capacitação da mão de obra tem se tornando um grande diferencial para a superação das adversidades de mercado. “Nós estamos sempre oferecendo cursos para os vendedores das lojas, pois para garantir o sucesso da empresa precisamos de pessoas preparadas para alcançar os objetivos propostos”, pontua. Inovação é uma das palavras-chave que acompanha a trajetória das três empresas aos longos dos anos e meses de atuação no mercado. Enauro salienta que a cada dia

é preciso inovar mais. “A interação empresa/consumidor através das redes sociais é um ponto que ainda não exploramos, mas que vem se consolidando como estratégia para a divulgação da marca e dos produtos. As vendas através da internet, por exemplo, é uma atividade que veio para ficar e quem não se adequar vai ficar fora do mercado”. A meta para os próximos anos, como tudo na carreira de Enauro, é regada com esforço e um pouco de audácia. O objetivo é modernizar os empreendimentos, estando sempre um passo a frente em relação às constantes atualizações e variações do mercado de vestuário. Enauro destaca que pretende, em curto prazo, realizar modificações nas lojas. “Pretendemos tornar os ambientes cada vez mais modernos e confortáveis, atendendo as pessoas conforme elas merecem ser atendidas, de forma eficiente e objetiva. Uma de nossas ideias é melhorar o crediário e oferecer também aos clientes a possibilidade da compra eletrônica”. Construir uma carreira empresarial sólida exige domínio dos objetivos e coragem para enfrentar os desafios impostos pelo mercado. “É preciso acreditar, querer muito e se doar ao máximo para que todos os objetivos se consolidem. O reconhecimento é conseqüência disso tudo”, conclui Enauro.

ENAURO JOSÉ PEREIRA


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ARTIGO Dr. Fábio Fagundes ADVOGADO - Maia & Fagundes Advogados Associados

Responsabilidade civil das instituições bancárias perante terceiros no ato da abertura da conta corrente A conta corrente, sendo uma operação bancária, se constitui em uma escrituração de movimentação de fundos existentes em depósitos, onde o banco se obriga a receber valores emitidos por clientes, acatando suas ordens até certo limite, podendo associar-se a conta corrente a um contrato de abertura de crédito. Não se pode negar que a abertura de conta-corrente a “estelionatários” é uma conduta que se tornou rotineira, digna de preocupação pública, quiçá em virtude da grande disputa econômica entre as instituições bancárias, que, por sua vez, com medo de deixar de alavancar novos clientes, de regra passaram a serem menos criteriosos quanto à análise e conferência dos requisitos no ato da operação bancárias de abertura de conta-corrente. Assim, face à consequente inobservância de regulamentos e resoluções, impostos pelo Banco Central do Brasil (BACEN), vem se consumando a concretização de infindáveis prejuízos a pessoas físicas e jurídicas que, ante a ausência de apropriada orientação jurídica, na maioria das vezes deixam de acionar judicialmente os verdadeiros culpados, quais sejam, as instituições bancárias, que, exceto as públicas, às vezes fazem parte de um grupo econômico. Afinal de contas, não há margens de dúvidas de que a referida prática gerou certo caos nas relações comerciais efetuadas com “cheques”, obrigando-se tanto as pessoas físicas quanto jurídicas, a fazerem uma análise que teria na verdade que ser efetuadas pelas próprias instituições bancárias, por meio de seus empregados e prepostos, tendo-se em vista que é da sabença pública e notória que as regras impostas pelo Banco Central do Brasil são claras e rigorosas a esse respeito. O artigo 186 do novo código civil positiva sua previsão em relação ao comportamento culposo do agente causador do dano, ou seja, ação ou omissão voluntárias, negligência ou imprudência. O ato do agente que floreia o resultado lesivo, “in casu”, as instituições bancárias, pode manifestar-se sob as seguintes formas: imprudência, negligência e imperícia. A verdade é que as atividades das instituições ban-

cárias são notadamente de risco, porque respondem pelas inadimplências que, aqui e ali, seus clientes lhe causam. Certo, os bancos correm riscos. Bem por isso, seus lucros são maiores. Mas, se dessa atividade têm resultados rendosos, há também de se responsabilizar pelos prejuízos que provocam à sociedade. Em obediência a inúmeras instruções e recomendações do Banco Central do Brasil, as instituições bancárias são obrigadas a acautelarem quando da abertura de contas correntes. Afinal, os órgãos de crédito não podem buscar seu lucro à custa de prejuízos de terceiros, que descansam no lastro do respaldo da confiança que as casas bancárias emprestam aos que, voluntariamente, aceitam como seus clientes. Não poderíamos, obviamente e logicamente, prever todas as possibilidades de danos causados a terceiro pelas instituições bancárias, vez que, até mesmo os legisladores, buscando satisfazer o anseio de interesse, mas o dano causado por estas instituições a terceiro, em virtude da abertura de conta corrente a estelionatários, é escandaloso e presente em nosso país, o qual deve ser objeto de reparação, seja moral e/ou material, por questão de lídima e ordeira justiça.


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O QUE É BOM EVOLUI 34

Natural Leite & Corte, 20 anos de parceria com o produtor rural

POR TÁSSIA FERNANDES

Ao longo dos anos Jataí vem conquistando seu espaço no cenário estadual e nacional. De cidade do interior à potência agrícola e pecuária do Sudoeste Goiano, o município ganhou o título de menina dos olhos de Goiás. Além de ser reconhecido como um dos maiores produtores de grãos do estado, principalmente de milho, Jataí é o município que mais produz leite em Goiás. De acordo com a Pesquisa Pecuária Municipal, divulgada pelo IBGE, a cidade abelha é também a cidade do leite e ocupa o primeiro lugar no Ranking de Produção do Estado, com média de geração de 119 mil litros de leite por dia. A marca alcançada é motivo de orgulho para os pecuaristas que atuam no município, afinal, a receita para o sucesso se resume no tripé: trabalho, dedicação e investimentos em tecnologia. A equipe Natural Leite & Corte sabe bem o que isto significa. Há 20 anos ao lado do pecuarista, a empresa agora é especializada em produção de leite. Sempre focada na obtenção de resultados positivos, a Natural evoluiu, se tornou mais experiente e está ainda mais capacitada para auxiliar os pecuaristas a aumentarem o rendimento do rebanho. De acordo com o diretor da empresa, Murillo Assis Pires, os níveis de produção estão diretamente associados aos cuidados com o gado e cada vez mais relacionados aos investimentos realizados pelo pecuarista. “A

tecnologia chegou ao campo com muita força e o produtor rural que utiliza os recursos disponíveis tem mais chances de se destacar. A Natural Leite & Corte, por exemplo, oferece aos clientes o que há de mais moderno no ramo pecuário; com produtos e serviços que tem qualidade garantida”, afirma. Outro detalhe que faz a diferença da porteira para dentro é o conhecimento. O produtor precisa estar sempre bem informado, para não ficar para trás. Pensando nisto, a Natural promoveu, em março, um encontro entre produtores. O evento, realizado em parceria com a DeLaval, colocou em pauta questões relacionadas à nutrição bovina e à produção de silagem na propriedade. “A alimentação adequada é fundamental quando se busca a otimização de resultados. O objetivo da palestra foi permitir que os pecuaristas esclarecessem dúvidas sobre a produção de silagem, além de apresentar as novidades DeLaval que já estão disponíveis no mercado”, pontua Murillo. Jataí tem se destacado na produção de leite e a Natural tem contribuído para que os jataienses mantenham a liderança; aliando tecnologia, conhecimento e baixo custo. Em 2013 a Natural completa 20 anos e se orgulha de fazer parte da história de evolução do município.


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(64) 3631.2584 naturalagropecuaria@brturbo.com.br Rua Jaime Gouveia Vilela, 03, Setor Epaminondas I, Jataí – Goiás


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EXPAJA

Uma das maiores Exposições Agropecuárias do Centro Oeste Brasileiro A EXPAJA chega à sua 41ª edição como uma das maiores referências em feiras de Agronegócios do Brasil. Sucesso confirmado em 2012, a Exposição Agropecuária de Jataí se tornou um expoente em uma região que é conhecida como “O Celeiro de Produtividade do Brasil”. O município de Jataí é hoje o maior produtor de milho e sorgo do país, maior produtor de leite de Goiás e 3º do Brasil e, ainda, possui o maior rebanho confinado do Estado. Com a missão de superar os números alcançados na última edição da feira, a 41ª Expaja, que acontece de 10 a 16 de junho, traz as melhores oportunidades para o fechamento de negócios, palestras com grandes nomes do cenário nacional, além de muita diversão e entretenimento.

Foto: Amarildo Gonçalves

POR LUANA LOOSE PEREIRA E TÁSSIA FERNANDES

A união faz a força Neste ano, o Sindicato Rural de Jataí sugeriu a junção de diversas entidades classistas durante a realização do evento. Como explica o presidente, Ricardo Peres, a intenção é unir as associações para que a Exposição ganhe mais força e, com isso, seja possível divulgar o nome de Jataí, Brasil a fora. Estão juntos nesta missão a Associação Comercial e Industrial de Jataí (ACIJ), a Câmara de Dirigentes Lojistas do município (CDL), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/Subseção Jataí), e a Associação dos Produtores de Grãos de Jataí (APGJ), todos em parceria com o Sindicato Rural do município.

EXPAJA LEITE Em seu segundo ano dentro da feira, o EXPAJA LEITE promete novamente surpreender o público e seus participantes com altos índices de produção leiteira durante os torneios das raças Gir e Girolando. Em 2012, durante a disputa da Raça Gir, dois recordes mundiais foram quebrados, consolidando o torneio como um dos maiores do Brasil. Em 2013, o EXPAJA LEITE trará também a 3ª Exposição Ranqueada da Raça Girolando e a 1ª Exposição Ranqueada da Raça Gir Leiteiro. EXPAJA OVINOS A Exposição Nacional e Ranqueada de Ovinos também será destaque durante a EXPAJA. Em 2012, o evento contou com a presença de mais de 1.500 animais, oriundos de vários Estados do Brasil. O ranqueamento de ovinos realizado durante o evento conta pontos para o Ranking Goiano, o Ranking Nacional e para a FEINCO (Feira Internacional de Caprinos e Ovinos). EXPAJA NELORE O melhor de uma das raças mais admiradas do Brasil se reúne no Ranqueamento Oficial do Gado Nelore que

será realizado de 22 a 29 de junho, logo após a EXPAJA. O evento conta com a presença de renomados criadores da Raça de várias regiões do país. EXPAJA AGRICULTURA FAMILIAR Feira da Agricultura Familiar é uma iniciativa do Sindicato Rural de Jataí e da Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária. Nesse primeiro ano, a feira terá como propósito contribuir para a divulgação de novas tecnologias, socializar o conhecimento e criar oportunidades de negócios, principalmente para o agricultor familiar. Serão apresentados vários projetos que já estão em andamento e que têm atingido resultados expressivos. MEGA LEILÕES Em parceria com o grupo Estância Bahia serão realizados cinco grandes leilões. Durante a 41ª EXPAJA serão realizados, dia 13 de junho, o Leilão do Criador, dia 14 de junho, o 3º Goiás Leite, no dia 15 de junho o Leilão Joias do Cerrado e no dia 16 de junho o Leilão de Girolando do Racho Silverado. Outro grande leilão será o do Confinador que acontece dia 28/06 às 13 horas, durante o EXPAJA Nelore.


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EXPAJA NEGÓCIOS A EXPAJA vem a cada ano se tornando uma grande vitrine para que as empresas possam realizar ótimos negócios. Durante o evento, além das feiras de máquinas e insumos agrícolas, de automóveis, de animais e dos leilões, ainda serão realizadas várias palestras com grandes nomes do agronegócio brasileiro, além de workshops e apresentação de novas tecnologias, com o objetivo de levar mais conhecimento ao homem do campo e da cidade. O evento acontece das 8h às 17h e a entrada da feira de negócios e das palestras é franca.

2013 2012 2011 2010

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O Sindicato Rural de Jataí, com uma gestão de qualidade, conseguiu profissionalizar a organização da EXPAJA transformando-a em uma marca forte e reconhecida a nível nacional, promovendo um crescimento ímpar e saltando de cerca de 500 mil reais em geração de negócios no ano de 2010 para mais de 18 milhões em 2012. Segundo Francis Barros, diretor executivo da Voz Propaganda, empresa responsável pela organização do evento, ao enxergar a exposição como um negócio, foi possível: enquanto a maioria das exposições agropecuárias no Brasil tem que tomar uma decisão entre focar em negócios ou focar em entretenimento, a EXPAJA conseguiu criar uma excelente feira de negócios durante o dia e a noite ainda continua promovendo o entretenimento para a população. O presidente do Sindicato Rural, Ricardo Peres, está conseguindo, junto com a sua diretoria e parceiros, como a prefeitura municipal, fazer com que a EXPAJA leve o nome de Jataí para os quatro cantos do país. “O nosso sonho é que Jataí seja reconhecido nacionalmente como o grande produtor que é, seja na agricultura ou na pecuária. Se o Brasil tem se transformado no celeiro do mundo, Jataí é um dos grandes responsáveis por isso”, conclui. O certo é que a EXPAJA a cada ano vem ganhando força nos cenários estadual e nacional e com isso quem ganha são os nossos produtores rurais, nossa população e o nosso município.


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ARTIGO Leandro Fruhauf Gestor de Empresas, Gestor em Segurança Pública e Consultor Imobiliário

A CRUEL RELAÇÃO ENTRE ESTADO E O MERCADO DE CAPITAL Certa vez ouvi um tio meu, que quando estava pra separar de sua mulher (minha tia) dizer a ela o seguinte: o que é SEU é MEU; o que é MEU é MEU! Rss. É realmente engraçado ver alguém dizer isso, mas na vida real, existem acontecimentos parecidos, e também, de impacto desagradável e pior ainda, causando prejuízos financeiros, moral e até mesmo jurídicos. Por incrível que possa parecer, essa historinha acontece em outro tipo de relação, a dos governos x mercado e com cidadãos. Vamos ás explanações: O ESTADO se mantem através de impostos, pois não produz nada. Essa é a única (fonte de renda) da qual ele sobrevive. Sendo assim, quanto mais ele (ESTADO) cresce, mais ele tem que arrecadar. Isso é um ciclo vicioso e que só tende a piorar. Em análise simplória sobre a intervenção do ESTADO no mercado de capital, críasse indubitavelmente o monopólio, pois de certa forma afetará o LIVRE MERCADO e a competição saudável, ao qual deveriam sobreviver os melhores e os mais hábeis comerciantes e produtos, aos comerciáveis meramente protegidos ou (preteridos) decretados por “instituições reguladoras”. Outra vertente das intervenções, seria o PATERNALISMO do governo ás (empresas preteridas). Exemplo disso foi a GM-General Motors, EUA, onde em 2009 logo depois que pediu falência, o governo injetou dinheiro comprando 60% da empresa, alegando com isso, salvar os empregos de milhares de americanos. Em 2008, bancos também foram socorridos por dinheiro publico americano (paizão tio-sã), a exemplo do Lehman Brothers, seguido por Goldman Sachs e J P Morgan Chase. Peter Schiff nos lembra de que a intervenção governamental é o que torna pequenas recessões em grandes recessões. Mais escandaloso que um sistema em que bancos podem falir é um sistema em que os bancos não podem falir. (http://www.midiasemmascara. org/artigos/economia/13658). A gasolina (estatal) é outra que nos sai muito cara, uma das mais caras do mundo, e que é uma bela porcaria... E lembrando a todos que exportamos inclusive para Argentina, onde lá a mesma é vendia quase pela metade do preço que nos custa aqui. Essa matemática por mais que me esforce, ainda não consegui intender! Noutro instante, temos o MERCADO ABERTO, com toda sua gana de atuações, os quais são sem sombra de dúvida, quem produz emprego e renda a todos os cidadãos, e que pagam tributos altíssimos ao ESTADO não só na comercialização de seus produtos, mas até mesmo na produção e criação dos mesmos (ISQN, IPI, ISS, CPMF...). Sem

contar ainda os royalties pago pelos produtores de grãos á MONSANTO “uma das preteridas” ou qualquer produto comercializado ou reproduzido que tenha uma Marca ou Patente previamente registrada nos cartórios de competência. Um breve exemplo do livre mercado o quão é interessante ao povo (cidadãos), é o setor de telefonia. Onde, há duas décadas a traz, era uma ESTATAL. Onde o preço das linhas telefônicas eram caríssimas (algo de locar uma linha de telefone fixo, por um salário mínimo), além da espera de meses ou mesmo anos para se conseguir uma linha. E tão logo foi privatizada, ou digamos: passada ao capital aberto, o Brasil se tornou em pouco tempo, um dos maiores e melhores consumidores de telefonia fixa e móvel de todo o mundo, onde últimas pesquisas mostram que existe uma média de 2 celulares por habitante em nosso imenso país. Muitos exemplos e historias poderíamos relatar aqui, mas isso tornaria muito grande esta matéria, tão grande quanto ás tributações do ESTADO para conosco. No entanto, a ideia é atiçar o interesse de todos para o entendimento não só da COISA PUBLICA, mas como o conhecimento do mercado de capital, os quais estão intrinsicamente ligados, hora por taxações, regulamentações ou intervenções por supostos interesse da nação... Destilando só um pouco de veneno, não somente ás autoridades constituídas, mas também á todos nós cidadãos, que reflitamos sobre isso: (Como consumidores somos MESTRES DO UNIVERSO, quando cidadãos perante “autoridades governamentais”, somos cordeirinhos dóceis e obedientes)!


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ASSOCIATIVISMO EM PAUTA

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Agilidade no julgamento de processos do meio empresarial 1ª Corte de Conciliação e Arbitragem busca soluções para conflitos de natureza patrimonial POR TÁSSIA FERNANDES

“O empresário, ou a pessoa física prestadora de serviços, está sempre em negociação no seu ramo de atividade. Mas, muitas vezes, uma das partes envolvidas pode acabar descumprindo alguma condição pré-estabelecida e, então, surge o conflito. O papel da 1ª Corte é solucionar negociações conflitantes”. Como explica a advogada Suselma Assis Campos, este é um breve resumo da função da 1ª Corte de Conciliação e Arbitragem de Jataí. À frente da entidade como árbitra-conciliadora, Suselma destaca que todos os trabalhos desempenhados são amparados pela Lei da Arbitragem (9.307/96). O significado do termo conciliação já esclarece que se trata de um acordo entre duas pessoas que estão em litígio, ou seja, que enfrentam algum tipo de disputa. Buscar este acordo de forma pacífica é o primeiro passo. O processo segue adiante apenas se o problema não for solucionado logo de início. A 1ª Corte tem competências semelhantes às do poder judiciário para solucionar questões de natureza patrimonial, se houver entre as partes o compromisso arbitral. Por tanto, a árbitra-conciliadora

é autorizada a julgar casos e proferir sentenças. “O grande diferencial é a capacidade da 1ª Corte em agilizar as demandas que recebe, julgando processos dentro do prazo de, aproximadamente, cinco meses; ao passo que o judiciário pode demorar décadas para encerrar uma ação”, explica Suselma. Olhando do ponto de vista empresarial, a vantagem se torna ainda maior. Afinal, solucionando pendências, o profissional está apto a dar sequência a novas negociações. “Muitas vezes o empresário não procura a 1ª Corte por não saber que tem este beneficio à disposição e que a entidade atua com as mesmas funções do judiciário”. Entre os conflitos que podem ser encaminhados à 1ª Corte estão as pendências financeiras, seja entre cliente e empresário ou entre empresário e fornecedor. “Se uma das partes deixa de cumprir com as condições determinadas, em contrato ou não, como, por exemplo, um pagamento que não é efetuado ou um cheque que volta, a negociação se torna inadimplente e, então, começam os problemas”, alerta a advogada.


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COMO TER ACESSO Empresários associados à Associação Comercial e Industrial de Jataí (ACIJ) têm mais benefícios ao procurarem pela 1ª Corte, como, por exemplo, o diferencial nos custos com o processo. Entretanto, profissionais que não são ligados à ACIJ também podem buscar os serviços de conciliação e arbitragem. Caso a pessoa já tenha dado entrada junto ao poder judiciário, ainda existe a possibilidade de buscar a solução do conflito na 1ª Corte. “Basta informar ao juiz e solicitar a extinção do julgamento pelo judiciário, conforme o artigo 267, VII do Código de Processo Civil, que prevê a extinção do processo, sem resolução de mérito, pela convenção de arbitragem”. Como ressalta Suselma, o próprio judiciário favorece que as questões de natureza patrimonial sejam reconduzidas pela 1ª Corte, já que o órgão está abarrotado de processos aguardando julgamento,

nesta e em outras áreas. “A principal justificativa para a demora na análise dos processos é a grande demanda de um lado e a quantidade insuficiente de juízes do outro. Por conta disso, os trabalhos realizados pela 1ª Corte tornam-se ainda mais importantes. O Código do Processo Civil, inclusive, prevê esta situação no artigo 86”. Para dar entrada em um processo no poder judiciário existe a obrigatoriedade de representação por um advogado. Na 1ª Corte não. Entretanto, para a árbitra-conciliadora de Jataí, a presença do profissional faz diferença. “O advogado está ali para amparar o cliente e é ele que detém todo o conhecimento a respeito das leis que envolvem o caso. O advogado está preparado para ingressar em juízo ou perante a 1ª Corte e vai facilitar o trabalho do empresário, respondendo por ele”, destaca.

VIDA NOVA “Sempre aconselho as partes a esquecerem do que aconteceu. Ressalto que o importante é pensar daqui para frente e buscar soluções para o problema. É preciso esquecer o que foi dito ou o que ficou por dizer; depois da conciliação é vida nova”, pontua Suselma. Para a advogada, estar responsável pela corte é uma satisfação. “Fico muito contente por presidir a audiência, receber as partes e conseguir mudar o cenário de uma situação conflitante para uma situação mais amena”. Para selar o acordo firmado, as partes se cumprimentam. O aperto de mãos é o símbolo da conciliação. “Desta forma estão passando a mensagem de que

as pendências foram solucionadas. Muitas vezes os envolvidos já saem conversando e prontos para fazerem novas negociações”. 9

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Conflito solucionado

Processo encerrado, tornando a decisão irrevogável; Prazo de três meses para que as partes possam recorrer da decisão;

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Decisão da árbitra-conciliadora proferida dentro de 15 dias;

Audiência de Instrução Arbitral - apresentação de provas, depoimentos e testemunhas; 4

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Primeira audiência agendada dentro de 15 dias;

Segunda audiência agendada dentro de 15 dias;

Audiência de Conciliação - tentativa de estabelecer acordo entre as partes;

Procurar a 1ª Corte para dar entrada ao processo;

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PORTAL UFG

SERVIÇOS AMBIENTAIS QUAIS OS BENEFÍCIOS DE MANTER ÁREAS FLORESTAIS INTACTAS?

AUTORAS: Paula Assis Lopes, Laura Rezende Souza, acadêmicas do curso de graduação em Engenharia Florestal da Universidade Federal de Goiás - Campus Jataí (UFG/CAJ) Daniela Pereira Dias, professora do curso de graduação em Engenharia Florestal da UFG/CAJ

O homem utiliza os recursos naturais de diversas maneiras para promover a sua sobrevivência, seja produzindo seu próprio alimento ou utilizando a madeira, a água, os remédios naturais, as fibras, os combustíveis e o oxigênio. Com o aumento da população, o crescimento das cidades, o desenvolvimento de indústrias e a necessidade de produzir mais alimentos, a exploração dos recursos naturais têm aumentado significativamente, o que tem causado danos ao meio ambiente que podem ser, muitas vezes, irreversíveis. Os serviços ambientais são aqueles benefícios que o meio ambiente é capaz de fornecer para a qualidade de vida e comodidades dos homens; ou melhor, a natureza garante que a vida, como conhecemos, exista para todos e com qualidade (ar puro, água limpa e acessível, solos férteis, florestas ricas em biodiversidade, alimentos nutritivos e abundantes etc.). De uma maneira mais direta, a natureza trabalha (presta serviços) para a manutenção da vida e de seus processos.

Os tipos de serviços ambientais existentes são:

Serviços ambientais REGULADORES: os benefícios obtidos pelos processos naturais que regulam as condições ambientais, com a purificação e regulação dos ciclos das águas, capacidade das florestas de absorver carbono por meio da fotossíntese e controle de pragas e doenças.

Serviços ambientais de provisão: onde os ecossistemas tem capacidade de prover bens, como frutas, água, plantas medicinais, pescados, lenha, carvão, óleos, madeira, mel e fibras;

Serviços ambientais CULTURAIS: são os benefícios recreativos, educacionais, estéticos e espirituais que o meio ambiente proporciona a todos nós.

Mesmo não tendo um valor econômico estabelecido, os serviços ambientais são muito valiosos para o bem-estar e a própria sobrevivência da humanidade, que tem suas atividades, como, por exemplo, a indústria (que precisa de combustível, água, matérias primas de qualidade etc) e a agricultura (que demanda solos férteis, polinização, chuvas, água abundante, etc.) dependentes do meio ambiente. Imaginem só, o quão trabalhoso seria

Serviços ambientais DE SUPORTE: a formação dos solos, a ciclagem de nutrientes, a polinização e a dispersão de sementes contribuem para todos os outros serviços.


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para um agricultor fazer o serviço de polinização (que as abelhas fazem sem cobrar) levando o pólen a todas as plantas de sua horta e pomar? Quantas máquinas seriam necessárias para prestar o serviço de produzir oxigênio e purificar o ar, serviço que as plantas e as algas fazem diariamente? Quanto trabalho , o homem não gastaria para transformar toda a matéria orgânica que existe em uma floresta em nutrientes disponíveis para as plantas, se não existissem os seres da natureza (decompositores – fungos e bactérias) que o fazem todo esse trabalho gratuitamente? Qual é o valor atribuído, a todo esse serviço que a natureza faz para a manutenção da existência da vida no nosso planeta? A existência da continuidade desses serviços essências à sobrevivência de todas as espécies depende unicamente da preservação e conservação de recursos, que visem minimizar os impactos das ações humanas. Tarefa difícil é determinar um valor para todos os serviços prestados pela natureza, pois existem elementos que devem ser questionados, que vão desde a discussão sobre aquele proprietário rural que conserva os ecossistemas ao invés de usar o solo de outra forma, passando pelo possível comprador dos serviços ambientais, até propriamente determinar o valor de uso direto (produção de madeira, ecoturismo), indireto (regulação do clima, manutenção do ciclo hidrológico) e de não uso (preservação de espécies ameaçadas).

Quatro formas de obtermos remuneração por serviços ambientais Projetos de proteção de recursos hídricos ICMS Ecológico, onde parte dos recursos arrecadados por meio do ICMS são repassados para os municípios para serem utilizados em ações ambientais

Mercado de carbono, onde são realizadas transações de créditos de carbono Projetos para que países em desenvolvimento adotem medidas de redução de gases de efeito estufa, mais conhecidos por REDD

Leis sobre o pagamento por serviços ambientais já são realidade em alguns estados do Brasil e um bom número de projetos sobre o tema estão em tramitação, porém, ainda assim, existe muita polêmica sobre este tema. Realmente deve-se remunerar alguém por um benefício oferecido gratuitamente pela natureza? Ou não seria melhor aumentar o número de políticas de preservação das florestas? Que garantias serão dadas que as pessoas que serão remuneradas deixarão de destruir os ecossistemas? Conservar a natureza não é obrigatório, é necessário pagar por isso?


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Grandes Motores

COLHEITADEIRA MF9790 ATR II Para colher bons resultados é preciso estar bem equipado. A Volmaq sabe disso e em parceria com a Massey Ferguson oferece ao produtor rural o que há de mais moderno para o campo. A colheitadeira MF 9790, por exemplo, é uma das que recebe a segunda geração dos rotores de tecnologia avançada (ATR, na sigla em inglês), considerados os mais longos do mercado. A palavra de ordem é aumentar a produção e reduzir os gastos. Para alcançar o objetivo, as máquinas vêm com nova motorização, mais potência e maior economia. O

Cabine com alta tecnologia embarcada, com possibilidade de monitoramento do desempenho da colheitadeira, pressão, nível e temperatura dos líquidos hidráulicos e motor, controle de rotações, ajustes automáticos do rotor e côncavos, indicadores da plataforma, horímetro, área, distância, velocidade de deslocamento e umidade dos grãos.

resultado final é o aumento da receita do produtor e a satisfação de trabalhar com um produto de qualidade. Como diferencial, as colheitadeiras são pioneiras no acionamento hidrostático do rotor, característica que garante a manutenção de uma rotação constante e pré-selecionada, independente das oscilações do motor ou da alimentação. Com esses recursos, a trilha e a separação são realizadas de maneira uniforme.


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TECNOLOGIA E EFICIÊNCIA Motor: Novo motor AGCO Power de 6 cilindros, geração Wi: Na MF 9790 ATR II são 380 cv de potência nominal com reserva chegando a 410 cv quando em operação conjunta de colheita e descarga de grãos.

Capacidade do Tanque de Grãos (l) 10,570 Plataforma de Corte (pés) 30 pés Caracol ou 35 pés Draper Potência (cv) 380 Sistema de Processamento Axial - 1 rotor Vazão de descarga (l/s) 88


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MERCADO DO GRÃO

Glauber Silveira Produtor rural, engenheiro agrônomo, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil)

O governo precisa valorizar a produção brasileira no exterior Fui convidado pelo Ministério da Agricultura, Pe- restas do Brasil estão intocadas. cuária e Abastecimento (Mapa) para palestrar no painel Como podemos ver, ninguém poderia fazer o mar“Desafios da área vegetal nas exportações brasileiras”. O keting de produtos verdes e sustentáveis a não ser o Brasil. objetivo era apresentar as demandas do setor no merca- Mas, ao contrário disso, enquanto nossos principais comdo internacional, mostrando a visão dos produtores sobre petidores, EUA e Argentina, já desmataram quase 100%, como podemos ser mais competitivos na exportação, já passamos mais tempo com uma atitude defensiva do que que o Brasil passa a ser o maior exportador de soja do proativa. O governo brasileiro tem que ter uma estratégia mundo e tem grande oportunidade de crescer também de valorização dos produtos brasileiros. com o milho. O Brasil tem uma grande oportunidade com a deO primeiro ponto que apresentei foi sobre as proje- manda de alimentos crescente no mercado mundial, prinções da safra 12/13, com o Brasil produzindo 81 milhões cipalmente o asiático, mas é importante não ficarmos de toneladas e um consumo interno de 40 milhões, ou seja, dependentes da China e buscarmos mercados emergenum volume de 41 milhões para a exportação. Já com o mi- tes, como Índia, Coréia, Malásia e Indonésia, por exemplo, lho, a projeção é de produção de 70 milhões de toneladas, mostrando a eles que temos a melhor soja mundial - que para um consumo de 54 milhões e 16 milhões de tonela- devido ao clima tropical tem mais óleo e proteína que as das para exportação. produzidas em outros lugares. É importante lembrar que a maior parte da soja e O governo brasileiro precisa criar uma estratégia do milho excedente vem da região Centro-Oeste do Brasil, de aumento da nossa competitividade, conciliando logístia uma distância média de dois mil quilômetros do porto. ca interna, desenvolvimento portuário, negociações interSendo assim, nosso maior desafio é a logística de trans- nacionais de aprovação biotecnológica, em sincronia com porte, pois temos o frete mais caro do mundo, uma vez que a aprovação de novos eventos transgênicos e com markeo preço médio pago no Brasil é de 85 dólares a tonelada, ting sustentável aliado à melhoria da nossa sanidade. enquanto na Argentina é de 20 e nos EUA 23 dólares. Fica A consolidação do Brasil como exportador signifievidente que para sermos competitivos na exportação, o ca o suprimento de produtos a preços competitivos para primeiro passo é investir em logística. o mercado interno e externo. Para isto, é preciso ter foco, Outro grande desafio às exportações é o governo uma política definida de longo prazo e investimentos para ter foco no marketing de nossos produtos lá fora. Somos nos tornar competitivos mundialmente, afinal, neste ano o péssimos em divulgá-los. Na maioria das vezes, mais nos Brasil poderia estar produzindo 70 milhões de toneladas a defendemos de ataques do que valorizamos nossos pontos mais de soja e milho, com produtores tendo renda pelo frepositivos, que são muitos, afinal, temos a produção mais te mais barato, a produção de carnes também mais comsustentável do planeta. No entanto, ao invés de dizer isto, petitiva, o governo arrecadando mais impostos e o mundo só falamos das metas de redução de desmatamento, por passando menos fome. Por que não? exemplo. É importante o Brasil mostrar o quanto tem reduzido o desmatamento, mas o mais importante é co71% das florestas do Brasil estão intocadas brar reciprocidade, falar da qualidade de nossos produtos e mostrar que em E enquanto nossos principais competidores, EUA e Argentina nenhum outro país se recolhe quase 100% das embalagens de agrotóxicos. Além disso, o Brasil é o único produtor JÁ DESMATARAM QUASE 100% de soja e milho que respeita a Área de Preservação Permanente (APP) e tem passamos mais tempo com uma atitude defensiva do que proativa reserva legal, sendo que 71% das flo-


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COM MARCHER, TUDO FICA MAIS FÁCIL DE GUARDAR. ATÉ AS VANTAGENS QUE ELA OFERECE: QUALIDADE, DURABILIDADE, TECNOLOGIA E O MELHOR CUSTO BENEFÍCIO.

Se o sistema silo-bolsa é um ótimo jeito de armazenar grãos, a Marcher é a melhor escolha para aproveitar tudo o que ele oferece. Com tecnologia de ponta, as extratoras e embolsadoras Marcher têm mais qualidade e duram muito mais. Pode comparar: é o melhor custo benefício do mercado. INGRAIN 200 Energy

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CAPA

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AGROVICTORIA Compromisso com a evolução do agronegócio

POR LUANA LOOSE PEREIRA

Acompanhando a crescente evolução do agronegócio brasileiro a empresa AgroVictória, desde março de 2008, vem trazendo aos produtores regionais o que há de melhor e mais moderno no mercado de sementes e fertilizantes. Nascida da coragem e perseverança de dois jovens empreendedores, Renato Rezende e Nilson Hoffbrait, a empresa surgiu em um ano de recuperação da agricultura e hoje, num contexto onde o agronegócio se desenvolve em ritmo acelerado, vem colhendo frutos da audácia e do trabalho semeado ao longo destes quatro anos. “Na época da criação da empresa, o cenário agrícola vinha melhorando e nós soubemos aproveitar aquele momento.

De 2009 pra cá, a agricultura vive um momento muito interessante. O agronegócio vem se destacando cada vez mais no cenário regional e nacional e a AgroVictória continua crescendo junto, buscando expandir cada vez mais a atuação técnica e comercial”, destaca Nilson Hoffbrait . Atualmente a empresa possui, além dos dois sócios, mais cinco funcionários. Tendo como parceiros comerciais, a multinacional Limagrain, a Central Sementes, Heringer Fertilizantes e a Bak Science, a AgroVictória está presente em diversos municípios da região. “Atuamos hoje em Jataí/GO, Perolândia/GO, Serranópolis/ GO e também em boa parte do município de Mineiros/GO”, explica Renato Rezende.

FUTURO PROMISSOR Antenada a tudo que acontece no universo do agronegócio, a AgroVictória possui ótimas perspectivas para 2013. Sempre preocupada em melhor atender aos clientes e colaboradores, a empresa irá inaugurar no final do mês de Abril a sua nova sede administrativa. Localizada na saída para o município de Mineiros/GO, a nova sede, com

espaços mais amplos e modernos, visa, além de proporcionar melhores condições aos profissionais que atuam na empresa, atrair novos parceiros e clientes a conhecer o trabalho da AgroVictória. “Desde que abrimos a empresa nós tivemos um crescimento de 30% a 50% em faturamento, e em termos de área também. Então acreditamos que com esta

LINHA DO TEMPO:

2008 PLANTIO

Criação da Empresa. Formação da sociedade. Estabelecimento em sede própria.

2009/2010 Adubação

Fortalecimento da marca no mercado acompanhando a ascensão do agronegócio brasileiro.


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EQUIPE COMERCIAL E TÉCNICA DA AGROVICTORIA

nova sede, este crescimento vai continuar. Para o próximo ano a ideia é crescer mais 30%. Tendo uma sede própria, melhoramos a imagem da empresa perante o produtor e isso com certeza ajuda bastante”, enfatiza Nilson Hoffbrait. Para os próximos anos, a meta dos profissionais da AgroVictória é continuar o trabalho com o mesmo empenho e dedicação. Posicionados sempre a um passo a frente do produtor, estando preparados para trazer informações e produtos de

qualidade que projetem cada vez mais a produção agrícola regional. “Hoje lidamos com clientes de alto nível, então temos que estar aptos a apresentar informações atualizadas sobre os produtos que indicamos. Os produtores vêm interagindo cada vez mais e financeiramente estão estáveis, eles estão acompanhando a evolução dá agricultura e nós da AgroVictória estamos preparados para seguir este ritmo”, conclui Nilson Hoffbrait.

2011/2012 Manejo

Novas parcerias comerciais garantindo ainda mais qualidade e eficiência dos produtos. Investimento em informação e qualificação técnica.

2013 Colheita

Consolidação no mercado regional. Inauguração da nova sede administrativa.


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Bons resultados reafirmam excelência COMIGO reúne cooperados para apresentação de relatório contábil do ano de 2012 POR LUANA LOOSE PEREIRA

Transparência e gestão participativa são alguns dos valores que regem a atuação da cooperativa COMIGO. Fazendo jus a estes princípios, a COMIGO realizou, no dia 17 de março de 2013, no município de Jataí/GO, uma reunião com os associados para a apresentação dos resultados obtidos pela cooperativa no ano de 2012. Realizado anualmente em todos os municípios da área de atuação da cooperativa, o evento acontece antes da realização da assembleia geral ordinária. Segundo Reginaldo Pires, gerente da cooperativa COMIGO unidade loja em Jataí/GO, a realização destas reuniões é de fundamental importância principalmente para os cooperados. “A cooperativa é administrada não só pela diretoria administrativa, mas também pelo associado. Neste sentido, o cooperado tem que estar por dentro do que acontece na cooperativa. Durante a apresentação destes balanços anuais, o cooperado de cada município tem a possibilidade de questionar o que foi apresentado e se preparar para a assembléia geral”. Para Aguilar Ferreira Mota, vice-presidente de Operações, este é um dos momentos mais importantes dentro da programação do calendário da cooperativa. “Este é um momento de transparência, onde nós da diretoria prestamos conta de todo o ano de trabalho. O crescimento da COMIGO é em função do crescimento do

cooperado, através destes encontros, procuramos saber as exigências, visando também estreitar esse relacionamento entre cooperado e diretoria”. A cooperativa COMIGO está hoje entre as dez maiores do cooperativismo brasileiro, no segmento agroindustrial. Durante o evento em Jataí/GO, Dourivan Cruvinel de Souza, vice-presidente administrativo financeiro, salientou a importância da cooperativa para a região. “A COMIGO é a empresa que mais tem investido no setor de armazenagem de grãos. O resultado que alcançamos ao longo dos anos, revertemos em investimentos para os municípios em que atuamos. Hoje já estamos presentes em 13 municípios em toda região”. Reginaldo Pires destacou que, no biênio passado, mais de 250 milhões de reais foram investidos pela cooperativa. “A estrutura de recebimento de grãos, assim como, a capacidade produtiva de esmagamento de soja e a indústria de laticínios foram ampliadas e modernizadas. Expandimos também a capacidade de produção de fertilizantes, de rações e sal mineral e novas lojas agropecuárias foram inauguradas. Além disso, a cooperativa conta hoje com forte estrutura de automação e gerenciamento com tecnologia de informação avançada que coloca a COMIGO em nível de excelência dentro do setor do agronegócio brasileiro”, conclui.


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Melhor resultado da História Em 2012, de acordo com o balanço contábil apresentado durante o encontro dos associados em Jataí/GO, a cooperativa COMIGO aferiu o melhor resultado econômico e social dos últimos 37 anos. Segundo Reginaldo Pires, a excelente infraestrutura foi o que possibilitou a cooperativa aproveitar da melhor maneira as oportunidades de mercado. “A conjuntura nacional e internacional soprou a favor dos produtores de grãos e a COMIGO, com moderna infraestrutura, pode e soube aproveitar esse excelente momento no ano de 2012, alcançando o maior resultado comercial de sua história”.

Evolução do faturamento

Fonte: Informe Comigo Especial. Relatório – Conselho de Administração COMIGO – Demonstrações contábeis período 01/01/2012 a 31/12/2012.

DADOS RELATÓRIO 2012

RECEBIMENTO DE MILHO

(em mil sacas de 60kg)

RECEBIMENTO DE SOJA

(em mil sacas de 60kg)

7.978 21.170

RECEBIMENTO DE SORGO

(em mil sacas de 60kg)

RECEBIMENTO DE GRÃOS

(em mil sacas de 60kg)

866 30.072

RECEBIMENTO DE SEMENTES

(em mil sacas de 60kg)

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RECEBIMENTO DE LEITE IN NATURA (em mil litros)

33.492

Fonte: Informe Comigo Especial. Relatório – Conselho de Administração COMIGO – Demonstrações contábeis período 01/01/2012 a 31/12/2012.


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MERCADO DO BOI

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Lygia Pimentel Médica veterinária, pecuarista e especialista em mercado de commodities

Fonte: Cepea/Assocon/Bigma Consultoria/Agroconsult/AgriFatto

O que ocorre no momento é muito bom, amigos. Temos visto até agora uma safra de preços firmes, fora da normalidade. Quando falamos em custo de produção, estamos perdendo, mas ajuda um pouco ouvir que a arroba está firme, que as escalas têm dificuldades de andar e que o consumo está acima da média para o período. Na onda do consumo em crescimento, dólar firme e custos sustentados, estamos nós, pecuaristas, na corda bamba. Digo na corda bamba, pois os custos de produção foram parar nas alturas no ano passado e, especialmente, neste início de ano. Grãos, dólar (encarecendo produtos importados), combustíveis, salários, entre outros tantos itens que compõem o custo de nossa arroba não deram espaço para respirarmos. O gráfico não deixa dúvidas. Em amarelo ele representa a variação do valor da arroba nos últimos 24 meses. Em cinza ele representa os custos de produção com a pecuária de alta tecnologia. Portanto, não podemos reclamar de preços em alta, pelo menos nesta safra, onde encontra-

GRÁFICO 2

Crescimento do confinamento (a.a.) e valorização do boi na entressafra.

Fonte: Cepea/Bigma Consultoria/AgriFatto

Variações e safra de preços firmes

GRÁFICO 1

Variação da arroba do boi gordo em SP e dos custos de produção com a pecuária de alta

mos firmeza, mas da margem, sim. Ela tem nos castigado nos últimos tempos, sem falar da inflação. Por isso seria loucura dizer que trabalhamos em um mercado com preços bons e favoráveis ao pecuarista. É o reflexo do ciclo pecuário, que traz maior oferta de animais de maneira sistemática. Na outra ponta da oferta, está o consumo. Estudo do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) revela que o comprometimento de renda no Brasil para pagar dívidas cresceu rapidamente nos últimos anos e está no nível mais elevado da história. Com esse aumento, a parcela mensal dos salários das pessoas físicas e da receita das empresas destinada ao pagamento de empréstimos já é comparável à de países como a Itália. Segundo o BIS, 19,9% da renda no Brasil vai para as dívidas, nos Estados Unidos, essa fatia é de 19,8%. Para o BIS, o elevado nível de endividamento no Brasil e outras economias emergentes pode ser um problema.


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Do patamar de 10,8% registrado no fim de 2005, a escalada foi expressiva ao longo dos anos seguintes: 12% no fim de 2006, 14% em 2007, 16% em 2008, 17,5% em 2010 e quase 20% no dado mais recente, confirmando um salto no último ano. Isso representa um entrave ao estilingamento da demanda, como ocorreu em 2010, mas ela ainda poderá se manter sustentada devido às medidas governamentais para manter a economia aquecida, tais como redução dos juros e intervenções sobre o Dólar. Novamente, algo que nos faz pensar em inflação. Em breve falaremos mais sobre o comportamento do Dólar. Mas aqui temos um parêntesis que pode ser positivo para 2013: o péssimo resultado atual do confinamen-

to traz pessimismo entre os pecuaristas, principalmente quando levamos em conta uma expectativa de custos ainda sustentados pelos atuais baixos estoques mundiais de grãos, pela inflação e pelo aumento dos salários. A questão é pensar nos efeitos disso mais adiante. Os grãos devem dar alívio devido à expectativa de uma safra cheia e recorde, tanto aqui como lá fora. Entretanto, frete, salários e outros componentes do custo devem continuar apertando o cinto do pecuarista. Se tudo isso trouxer pessimismo e a Bolsa não conseguir aliviar com boas oportuindades de hedge, teremos menos confinadores que apostam na atividade e, consequentemente, menos oferta na entressafra. E é aí que poderemos nos surpreender!


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SOJA RR1 Do sucesso na lavoura ao drama judicial POR LUANA LOOSE PEREIRA

Desenvolvida pela Monsanto e suas filiadas, na década de 80, a tecnologia RR1 teve como objetivo proporcionar maiores ganhos aos agricultores tornando mais eficiente o manejo da lavoura. Especificamente identificada como evento transgênico 40-3-2, a tecnologia Roundup Ready confere à soja resistência ao glifosato, herbicida conhecido por sua eficiência em eliminar qualquer tipo de planta daninha. A tolerância possibilita ao agricultor aplicar apenas esse herbicida sobre a soja, reduzindo, assim, seus custos de produção e o número de aplicações. Quando chegou ao mercado brasileiro, a soja RR1 foi considerada revolucionária pela maioria dos produtores rurais do país. A utilização da semente geneticamente modificada foi um dos grandes responsáveis por impulsionar a redução de custos da lavoura e aumentar os índices de produtividade e rentabilidade por hectare cultivado. Tanto otimismo, porém, acabou virando um entrave judicial. De um lado produtores rurais brasileiros questionam a exigência do pagamento dos royalties a partir de 2010, ano em que, de acordo com a Lei de Patentes brasileira, deveria ser encerrada a cobrança de royalties sobre o uso da tecnologia RR1. Do outro a multinacional Monsanto reafirma seu papel em relação à tecnologia, tentando prolongar a posse da patente. Na luta para que os direitos sejam atendidos já se passaram três anos e entre acordos e desacordos a história ainda não teve fim.

LINHA DO TEMPO:

Monsato desenvolve a soja Roundup Ready

Década de 80

Para o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), o primeiro depósito da soja RR1 no exterior foi em 1990.

1990 - Primeiro depósito de Soja

Tecnologia RR1 é inserida no mercado brasileiro.

2003 - Inserção no Brasil


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26 de fevereiro 2013 – Adiamento e novo termo de quitação geral Monsanto adia, em todo o Brasil, a cobrança de royalties pelo uso da primeira geração da Soja com tecnologia Roundup Ready até que haja decisão final e definitiva que, após manifestação final do Supremo Tribunal de Justiça, ficará a cargo do Supremo Tribunal Federal. A multinacional propõe ainda uma solução imediata e definitiva aos produtores, que pode ser feita por meio de uma versão simplificada do termo de quitação geral, onde desta vez somente é discutida a soja RR1. Os agricultores que assinaram a primeira versão desse termo podem substituí-lo pelo novo documento.

20 de fevereiro 2013 – CNA rejeita termos dos acordos individuais A Confederação Nacional da Agricultura ao tomar conhecimento de que a Monsanto havia incluído no acordo individual o termo de licenciamento de outras tecnologias, que sequer estão no mercado, exigiu a anulação dos acordos individuais firmados fora dos termos pactuados.

23 de janeiro 2013 – Monsanto juntamente com as 11 federações de agricultura do país propõe acordo de quitação individual Monsanto apresenta contrato individual, no qual desonera o produtor, já na próxima safra, de forma permanente e irrevogável do pagamento de royalties da semente RR1. O produtor, no entanto, abre mão de quaisquer ações futuras pleiteando a restituição do pagamento dos royalties das últimas duas safras. Em uma das cláusulas do contrato o produtor reafirma ainda o pagamento de royalties de futuras novas tecnologias lançadas no país.

De acordo com a Lei de Propriedade Industrial (LPI), de 1996, o tempo máximo para uma patente no Brasil é de 20 anos a partir do primeiro depósito em qualquer parte do mundo.

2010 - Vencimento da patente

Monsanto pede que a patente seja estendida até 2014, como é nos Estados Unidos.

2011 - Pedido da Monsanto

Produtores questionam pagamento dos royalties e entram com processos judiciais contra a multinacional para reaver os valores já quitados e suspender cobranças nas safras futuras.

2012 - Processo Judicial


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SINDICATO EM AÇÃO O Sindicato Rural de Jataí divulga as ações da Diretoria Triênio 2011/2013, que geraram várias conquistas não só para os associados da entidade como também para a comunidade jataiense.

GRANDES PARCERIAS PARA A REALIZAÇÃO DA MAIOR EXPAJA DE TODOS OS TEMPOS

• O Sindicato Rural de Jataí está dando andamento à negociação junto aos órgãos competentes para obter a regularização, licença e execução de serviços para a legalização do funcionamento total do Parque de Exposições Nélio de Moraes Vilela, dentro das normas de segurança exigidas pelo Corpo de Bombeiros.

• Várias audiências realizadas com o Governador de Goiás e com representantes da AGETOP para discutir sobre as outras GO’s que ainda não são pavimentadas, reivindicando que sejam tomadas providências. Também participaram das audiências representantes da FAEG e de outros sindicatos rurais.

• Diversas reuniões com produtores rurais, associações e órgãos competentes, para discutir a questão do FUNRURAL.

• Acionou o Ministério Público, questionando a situação verificada nas propriedades rurais da região, em relação às quedas e à falta de energia elétrica, o que estava causando inúmeros transtornos e prejuízos para os produtores. A reclamação também foi encaminhada para a ANEEL e para a ELETROBRÁS. Sobre este assunto também foram realizadas audiências com o Deputado Federal Leandro Vilela, com o Deputado Estadual Daniel Vilela e com representantes da CELG.

• Em parceria com a APGJ mobilizou agricultores e profissionais da área para lutar pela suspensão da cobrança dos ROYALTIES, realizada pela Monsanto. O SRJ defende que os direitos dos produtores rurais sejam respeitados. • Inúmeras audiências com o Superintendente Estadual do Banco do Brasil, para tratar sobre os seguintes assuntos: Programa ABC, custeios, renegociação de dívidas, crédito rural e sobre a agência de Jataí. • Parceria realizada com FAEG, AGETOP e, também, com produtores rurais para recuperação da GO 467. Com verba repassada pelos produtores da região e do SRJ, a estrada foi recapeada. A AGETOP cedeu o maquinário, que esteve sob a administração do Sindicato durante as obras. • Realização de palestra no Centro de Cultura e Eventos, com Gustavo Beviláqua, do SENAR/GO, sobre o Programa Agrinho.

• Está lutando para conseguir a transferência do Comando da Central de Atendimento da CELG para Jataí. • Mobilização junto às autoridades competentes para que fosse realizada a votação do Código Florestal em Brasília. O SRJ realizou inúmeras viagens à Capital Federal para reivindicar a votação do Código. • Audiências realizadas junto ao INCRA, em Goiânia, para tratar sobre o atraso na liberação do GEOREFERENCIAMENTO. • Participação no Congresso Sindical, em Goiânia, com a presença de todos os funcionários do SRJ.


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• Audiência com o Secretário Estadual do Meio Ambiente, em Goiânia, para questionar sobre a questão do Licenciamento Ambiental, com foco, principalmente, na liberação da licença para retomada das obras do Anel Viário em Jataí. As audiências continuam e o objetivo é reduzir a burocracia que existe para liberação de licenças ambientais. • Reunião com o advogado da FAEG, Dr. Augusto, para esclarecer dúvidas dos produtores rurais, referente à indenização que deve ser paga pelas Usinas Hidrelétricas quando há ocupação da propriedade rural. • Reunião no município de Caldas Novas, sobre a mudança do Estatuto da FAEG. • Realizadas inúmeras reuniões junto aos representantes da FAEG e mobilização junto aos sindicatos rurais de toda a região, visando à realização do Goiás Leite em 2012. Os esforços foram recompensados e o evento contou com a participação de vários representantes das entidades classistas, além dos produtores rurais. • Criação da Expaja Ovinos, evento que trouxe mais de 1.500 animais e que também colocou Jataí em destaque no cenário nacional. • Realização do seminário “O que esperamos do próximo prefeito”, em parceria com a FAEG. • Realização do evento: Sindicato ao Lado do Homem do Campo, com inclusão dos programas: Campo Saúde e Útero é Vida, na Região do São José (Escola Professor Chiquinho). Durante o evento, a população local contou com atendimento médico, emissão de documentos, diversão e palestras relacionadas ao Programa ABC do Banco do Brasil, adubação de pastagens, sanidade animal e, também, sobre leis trabalhistas. • Criação do Expaja Leite, evento que tem julgamento nacional das raças Gir Leiteiro e Girolando. EM 2012 o evento foi considerado o 3º maior do Brasil.

EXPAJA LEITE

Presidente Ricardo Peres é homenageado

• Mobilização dos produtores rurais para que houvesse participação durante o XI Congresso Internacional do Leite, em Goiânia. O evento foi promovido pela Embrapa Gado de Leite, em parceria com o Sistema FAEG/SENAR e sindicatos rurais. • Criação do Mega Torneio Leiteiro que tem uma das maiores premiações do Brasil que em 2012 teve dois recordes mundiais. Participação dos maiores produtores do Brasil. Esse evento colocou Jataí no cenário nacional.

DOIS RECORDES MUNDIAIS

• Realização do Expaja Nelore, evento que tem a participação dos maiores criadores da raça para participar dos julgamentos. O evento valoriza não só os criadores como também destaca o nome de Jataí em todo o estado de Goiás.

EXPAJA NELORE


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EQUOTERAPIA: MAIS DE 60 PESSOAS ATENDIDAS • Em parceria com a Prefeitura Municipal e com produtores o SRJ promoveu uma palestra sobre Viabilidade Econômica na Recuperação de Pastagens, com o palestrante Armindo Neivo Kichel, no Centro de Cultura e Eventos. • Pagamento de banco de horas mensal para a Patrulha Rural. • Realização do Seminário Regional de Comercialização e Mercado Agrícola, em 2012, com o palestrante Pedro Dejeneka – em parceria com o Sistema FAEG/SENAR. • Ainda sobre o Programa Agrinho, foi realizada a cerimônia de premiação de alunos e professores da rede municipal e estadual de ensino, pelo segundo ano consecutivo. Foram entregues medalhas aos mais de 190 premiados de Jataí que, inclusive, conseguiram os dois primeiros lugares.

• Criação do Centro de Equoterapia no Parque de Exposições, visando o atendimento de indivíduos portadores de necessidades especiais. Desde o primeiro ano de mandato este trabalho tem sido realizado. São atendidas crianças que frequentam a Escola Érica Barbosa de Melo, a APAE, entre outras. Mais de 60 pessoas são atendidas atualmente e a meta do SRJ é dobrar este número, pois já foi confirmada a eficiência do tratamento, por meio de resultados de crianças que tiveram melhoras significativas. O Centro de Equoterapia foi criado em parceria com o Sistema FAEG/SENAR. • O programa Útero é Vida também foi realizado no Assentamento Nossa Senhora de Guadalupe, no Assentamento 3T e no povoado de Naveslândia. Durante o evento foram realizados mais de 60 exames. • Para auxiliar os produtores rurais da região do São José, o SRJ realizou um levantamento técnico, com auxílio de engenheiros agrônomos, e a adubação nas áreas arenosas, para viabilizar o cultivo de lavouras. • Realização, em parceria com o Sistema FAEG/SENAR, do Seminário Regional de Legislação Trabalhista e Previdenciária Rural, no Centro de Cultura e Eventos. Estiveram presentes palestrantes da PUC/GO, INSS, FAEG e Receita Federal.

• Lançamento do CNA CARD, em parceria com CNA, FAEG, AGRODEFESA, FUNDEPEC/GO. • Em parceria com a Secretaria Municipal de Indústria e Comércio visitou a empresa Leite Pirancanjuba com o objetivo de trazer uma unidade da indústria para Jataí. • Mobilização de segmentos organizados para alterar a rota de pavimentação da GO 184. O SRJ, junto com a Câmara Municipal, conseguiu uma audiência pública com o representante do governador do estado e com a equipe da AGETOP para tratar sobre a pavimentação da rodovia. A alteração foi aprovada, beneficiando os agricultores jataienses com a pavimentação da Estrada Velha de Caiapônia. • Apoio na realização dos leilões promovidos pelo Núcleo de Combate ao Câncer. O SRJ disponibiliza a estrutura do Parque de Exposições e também alguns funcionários para a realização do evento. • Quadruplicou o número de expositores na Expaja e saltou de 500 mil reais de geração de negócios dentro da feira para mais de 18 milhões em 2012. • Enviou ofício para o Governador do Estado, solicitando a permanência do Major David Pires no comando da Polícia Militar em Jataí, visando à manutenção da ordem no município.


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Investimentos realizados no Parque de Exposições:

• Investimento de mais de 250 mil reais para reforma de toda a parte elétrica. • Reforma na infraestrutura de currais e passarelas; • Implantação de borrachões no piso do apartador dos

CURSO DE PINTURA

• Visitou, juntamente com várias entidades de Jataí, o Secretário Estadual de Indústria e Comércio em busca de novas empresas para o município. • Com o objetivo de aumentar a segurança do homem do campo, realizou inúmeras reuniões com várias autoridades, para buscar soluções para os problemas de roubos de maquinário, gado e insumos nas propriedades rurais. • Apoio às ações da Associação FAVOS, nova entidade que apoia os pacientes com câncer que fazem tratamento no município de Barretos, em São Paulo. • Realização do Seminário Regional de Comercialização e Mercado Agrícola, em 2013, com o palestrante Leonardo Sologurem – em parceria com o Sistema FAEG/SENAR.

currais; • Construção de nova recepção de animais com brete, balança e cobertura; • Adequação em todo o parque para melhor locomoção de portadores de necessidades especiais; • Instalação do Restaurante Fazendinha (O local poderá ser utilizado por entidades filantrópicas para realização de eventos beneficentes); • Recapeamento asfáltico no Parque; • Construção de bancada e pias nos quatro bares; • Construção de banheiro e pia na cozinha e no bar do Tattersal Filó Garcia; • Abertura de mais uma rua pavimentada no Parque. • Melhoramento do estacionamento e reforma e ampliação das avenidas de entrada do parque.

CURSO DE CRIAÇÃO E MANEJO DE EQUINOS

• Apoio às várias entidades filantrópicas do município. • Cursos realizados em 2011 (de 15 de janeiro a 15 de dezembro): 71 treinamentos com capacitação de 743 cidadãos em diversas áreas como tratores, colheitadeiras, GPS, inseminação artificial, apicultura e promoção social. • Cursos realizados em 2012 (de 20 de janeiro a 18 de dezembro): 90 treinamentos com capacitação de 997 cidadãos em diversas áreas como tratores, colheitadeiras, GPS, inseminação artificial, apicultura e promoção social. • Cursos realizados em 2013 (até o mês de março): 19 treinamentos com capacitação de 201 cidadãos em diversas áreas como tratores, colheitadeiras, GPS, inseminação artificial, apicultura e promoção social.

Fortalecimento da classe. Força sindical. Luta por vários interesses de toda a comunidade. Valorização do produtor rural. Representatividade a nível estadual e nacional. Crescimento da Exposição Agropecuária. Auxílio ao pequeno produtor. Com uma gestão profissional, dinâmica e inovadora a diretoria do SRJ vem desempenhando um grande trabalho no município de Jataí.

Venha fortalecer ainda mais a classe rural. Filie-se ao Sindicato Rural de Jataí.


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Foto: Divulgação Fazenda JL

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Silvicultura e Pecuária

Sistema de produção integrado garante rentabilidade em áreas degradadas POR LUANA LOOSE PEREIRA

Fazenda JL A fazenda JL Agrícola e Pecuária, de propriedade do engenheiro agrônomo, José de Laurentiz Neto, é um exemplo de quem, observando a crescente expansão das áreas de cultivo sob as terras antes destinadas a pastagem, encontrou no sistema silvipastoril uma saída para a manutenção da atividade pecuária. Instalada no município de Rio Verde/GO há 32 anos, a fazenda há aproximadamente 17 anos, investe na criação de gado em terras degradadas. De acordo com Benur Augustin, gerente da propriedade, a produção integrada através do sistema silvipastoril foi essencial para a manutenção da atividade pecuária.

“Em função de a agricultura ter vindo para a região com mais intensidade, nós tomamos a decisão de criar o gado em terras de areia, foi quando a fazenda se instalou no município de Serranópolis/GO, Santa Rita do Araguaia/ MT e agora, mais recentemente, no município de Alto Araguaia/MT. Porém, nos últimos 15 anos, a pecuária não esta garantindo lucro ao produtor rural, com isso, começamos a investir também no plantio de eucalipto. Através da modalidade silvipastoril, não foi necessário extinguir o gado, nós trabalhamos hoje com as duas atividades de forma integrada, fator que garante a rentabilidade da área.”

IMPLANTAçÃO DO SISTEMA Atualmente, na propriedade da fazenda JL, a área total de plantio de floresta chega a 1.400 hectares, sendo 800 hectares em modalidade silvipastoril. Benur Augustin conta que depois de um ano e meio de plantio a experiência de implantação do sistema integrado se concretizou. “Hoje as árvores plantadas no sistema silvipastoril estão com três anos e já temos gado de 90 a 100 dias e boa parte destes animais não vai precisar ir para confinamento, a fase de terminação será feita no próprio pasto”. A fazenda JL possui hoje na área de implantação do sistema, aproximadamente 0,8 unidades animal por hectare. Segundo Marlon Lúcio Oliveira Gonçalves de Castro, engenheiro florestal da propriedade, o pasto utilizado hoje é o chamado Braquiarão. “A pastagem é original da propriedade, realizamos apenas o trabalho de calagem do solo”. No sistema integrado são cerca de 500 plantas por hectare, com espaçamento 2m x 10m. Segundo Be-

nur, além do espaçamento adequado, o plantio das árvores é realizado no sentido leste/oeste (nascente ao poente), o que proporciona o aumento da luminosidade essencial para o bom desenvolvimento nutricional da pastagem. As mudas de eucaliptos utilizadas dentro da modalidade são mudas clonais, melhoradas geneticamente. “Não existe uma variedade específica para este tipo de modalidade, porém nós priorizamos as variedades Urograndes”, explica Marlon. Para o plantio das árvores, o solo arenoso necessita de um preparo específico. “O solo arenoso, por ser descompactado, possibilita o melhor desenvolvimento das plantas, porém seu valor nutricional é muito baixo, nestes casos é feito um preparo do solo antes do início do plantio, com abertura das linhas, calagem e subsolagem. O plantio pode ser feito de forma mecanizada, com plantadeiras de Eucalipto ou semi mecanizada, através da utilização de


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A diminuição das possibilidades de expansão das áreas de cultivo no Brasil e no mundo vem chamando a atenção de muitos produtores para o aproveitamento rentável das terras degradadas. O sistema de produção integrada surge, então, como alternativa potencial para a ampliação da produção, assim como, para o aumento da produtividade e renda nas propriedades rurais. Neste contexto, integrando dois complexos produtivos de grande importância no agronegócio nacional, carne e produtos florestais, ganha destaque o sistema silvipastoril, que oportuniza o incremento de renda por unidade de área, beneficiando principalmente o grande contingente de estabelecimentos rurais que possui como principal atividade a pecuária, leiteira ou de corte.

tanques”, pontua Marlon. De acordo com Benur este sistema além de agregar 100% de valor às terras degradadas viabiliza ainda três oportunidades de negócio em uma única área. “Além da produção de carne, com pasto de maior qualidade devido ao sombreamento, os cavacos são utilizados para queima com fins de geração de energia para termoelétricas ou para secar soja, entre outros e as madeiras selecionadas depois de um tempo maior, são vendidas para serrarias para a produção de móveis entre outros subprodutos”.

LICENCIAMENTO

A portaria estadual normativa 002/05, isenta o produtor rural da necessidade de apresentação de licença para o plantio de florestas exóticas, dentre elas o Eucalipto. A licença somente se faz obrigatória em se tratando de corte e comercialização da madeira.

Unidade Embrapa em Alto Araguaia/MT Tamanha a importância do aproveitamento rentável das áreas até então degradadas, a implantação efetiva deste sistema integrado chamou a atenção de pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Há uns seis meses a prefeitura do município de Alto Araguaia procurou a fazenda JL, para saber se teríamos a disponibilidade de uma área de aproximadamente 100 ha para a implantação de uma unidade da Embrapa, direcionada ao consórcio de eucalipto com diversas outras atividades, como gado de corte e de leite, ovinocultura, biomassa, entre outras. A fazenda disponibilizou as terras e o projeto já esta em andamento”, sintetiza Benur. Para Benur este é um grande passo para a expansão dos projetos de implantação da modalidade silvipastoril em terras degradadas. “Este com certeza é um projeto que além de viabilizar aquela região de areia vai dar respingo em outras terras degradadas. A madeira é um negócio legal, toda a atividade que envolve o uso de madeira esta está com carência de matéria prima, então é preciso colocar estas terras para produzir, porque a logística da nossa região ajuda e daqui a pouco, com o aumento da produção local as indústrias começarão a olhar para a região com outros olhos”, conclui Benur.


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Super

safra x POR TÁSSIA FERNANDES

Na safra passada, a região

CentroOeste, com destaque para os estados de

MATO GROSSO E GOIÁS foi responsável por

83%

da movimentação de

SOJA E MILHO

no porto de Santos.

Um sonho que se transformou em pesadelo. Assim pode ser definido o panorama da safra 2012/13, que anuncia mais um recorde de produção. Com a safra de verão concluída e a segunda safra a caminho da etapa de colheita, a expectativa de produção supera os 180 milhões de toneladas de grãos, um total de 10,5% a mais que no ano passado. Dados positivos e que deveriam alavancar a economia do país. Mas, em meio a números surpreendentes, o que desperta a atenção e preocupação dos profissionais que atuam no setor são os problemas encontrados pelo caminho e que ficaram ainda mais evidentes devido ao volume produzido. Entre as dificuldades, se destacam a infraestrutura inadequada para o escoamento da safra e a deficiência para a armazenagem dos grãos. A situação torna-se contraditória, pois à medida que o produtor rural investe na propriedade, utiliza os mecanismos tecnológicos dispoEm decorrência da quebra níveis no mercado e aumenta a área cultivada, de safra americana, o visando o aumento da produção, a contrapartida volume de exportação é mínima. aumentou. Nos últimos cinco anos a safra de grãos passou de 135 milhões de toneladas para 183,58 O milho, por exemplo, milhões. Dados divulgados pela Companhia Dopassou de cas de São Paulo (CODESP) indicam que em fevereiro de 2013 o movimento de caminhões que transportam grãos aumentou 49%, se comparados ao mesmo período do ano passado. Por ouna safra passada, para tro lado, os investimentos em infraestrutura não tiveram grandes avanços. Em relação à capacidade de armazenagem, por exemplo, o estado de Mato Grosso, maior produtor do Centro-Oeste, registra um O embarque do produto déficit de 34%. Com a expectativa de produção é outro entrave no de 43,25 milhões de toneladas nesta safra, o momento de receber as estado tem capacidade para armazenar 28,47 cargas de soja. milhões de toneladas do volume total. O reco-

8,5 milhões de toneladas 25 milhões de toneladas

No Terminal Ferroviário da América Latina Logística, Alto Araguaia/MT, o congestionamento registrado entre Goiás e Mato Grosso ultrapassou 100 km. Carretas ficaram paradas por mais de três dias na estrada.

Em 2013 as filas de caminhões para chegar até o porto de Santos atingiram 25 km. O tempo de espera para descarregar chegou a mais de 50 horas.


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Super

x PREJUÍZOS mendado seria que a capacidade estática fosse 20% maior que a produção. A vantagem é que grande parte dos grãos, principalmente da soja, é comercializada e escoada simultaneamente à colheita, reduzindo os transtornos provenientes da falta de acomodação. Neste sentido, pelo menos o estado de Goiás vai bem. O município de Jataí é o que possui a maior capacidade de armazenagem de grãos estáticos em todo o país (o que não inclui o transbordo). Entre armazéns gerais e particulares, o município acomoda 01 milhão 650 mil toneladas de grãos. Em relação à falta de infraestrutura, o problema é nacional. A malha rodoviária de todo o país é precária e os investimentos realizados são ínfimos, o que resulta em transtornos e pode, inclusive, causar prejuízos econômicos. O atraso no embarque do produto tem gerado especulações de que o grande importador de grãos do país, a China, iria suspender os contratos de compra. Para o presidente da Aprosoja/MT, Carlos Fávaro, a possibilidade existe, pois as empresas chinesas pagaram para receber os grãos com antecedência, o que não tem acontecido. Um importador chinês, inclusive, cancelou o carregamento de 33 navios de soja, trocando a oleaginosa brasileira pela da argentina. Mas, analistas de mercado agrícola apostam que a ameaça tem a finalidade estratégica de baixar preços, pois, apesar de ter estoque, a potência asiática necessita do produto brasileiro. Acreditam que pode haver redução do volume importado, mas não quebra total de contratos. Toda a discussão em torno das dificuldades logísticas encontradas durante a safra surge junto à classificação de Jataí como o sexto município que mais gera riquezas agrícolas para o país. A produção total da safra 2012/13, que está prevista para ficar acima de 880 mil toneladas, deverá movimentar em torno de R$ 1,5 bilhão até o fim do ano. A lição de casa tem sido cumprida pelos agricultores. Mas a recompensa parece ter dado lugar ao martírio.

Em 2012 80% do que passou pelo porto de Santos chegou por meio das rodovias.

JATAÍ

1,65

Jataí é o município que possui a maior capacidade estática MILHÕES de armazenagem de grãos em todo o país, acomodando DE TONELADAS DE GRÃOS Jataí é o sexto município que mais gera riquezas agrícolas para o país. A produção total da safra 2012/13 deverá movimentar em torno de

1,5BILHÃO

R$

até o fim do ano

Em relação à soja, a expectativa é de que sejam produzidas

880.000 TONELADAS de grãos.

PRODUÇÃO NO BRASIL (em milhões)

149,25

55% do grão brasileiro é movimentado em caminhões, 35% por ferrovia e 10% por hidrovia.

162,96

166,17

183,58


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LUGARES INTERESSANTES

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SUCESSO

MAPA DA

MINA

Como sair do oceano vermelho? Acordamos cedo, arrumamos as crianças para irem à escola, tomamos café e saímos de casa. Desde o momento em que você sai da cama para os afazeres do dia a dia, até a hora em que retorna a ela no fim da noite para o seu descanso merecido, você tem contato, em média, com cerca de 1.200 marcas de diferentes empresas. Isso mesmo! Seja no som do carro, pintada em algum muro nas ruas por onde anda, em vários e-mails, folheando uma revista, ou assistindo TV. O tempo todo estamos expostos a milhares de tentativas para nos levar a comprar vários tipos de produtos e serviços. É muito comum ouvirmos por aí: “A última promoção do ano! Queimão de ofertas! O mais barato sempre! Saldão de estoque...”. Mas, dessas 1.200 marcas, da qual o consumidor vai se lembrar no fim da noite? O livro “A Estratégia do Oceano Azul”, dos autores W.Chan Kim e Nenée Mauborgne, traz algumas dicas para que possamos sair do “oceano vermelho” (o vermelho vem do sangue extraído na luta pelo mercado), para entrar em um “oceano azul” (um mar explorado apenas por uma empresa). Mas a grande questão é: como criar novos mercados e ainda tornar a concorrência irrelevante? Segundo o livro, algumas empresas que investem em planejamento têm conseguido essa façanha de deixar a concorrência para trás e ainda agregar valor à sua marca. Um grande exemplo foi o Cirque Du Soleil, que parou de apresentar atrações com animais (que têm um custo muito alto) para investir em pessoas com

super talentos. Além de baixar o custo operacional da empresa, aumentaram o valor da marca, trabalhando uma comunicação ligada aos grandes espetáculos e criando um produto que tem como objetivo “mexer com a emoção das pessoas”. A experiência que um consumidor tem com essa marca é única, o que faz com que o Cirque Du Soleil navegue pelas águas tranquilas do oceano azul. Hoje os consumidores são muito exigentes e bem mais informados (várias pesquisas comprovam que muitos fazem consultas na internet antes de comprarem um produto ou serviço), além disso, eles quase não têm fidelidade com as marcas. É justamente por isso que para ser uma das marcas mais lembradas na mente do consumidor, as empresas precisam investir em comunicação criativa e diferenciada, em treinamento constante com os colaboradores e, principalmente, precisam estar atentas para sempre atenderem às expectativas dos seus consumidores. Não ganhamos dinheiro com clientes. Ganhamos dinheiro com freguês!

Por Francis Barros

Publicitário, especialista em comunicação empresarial e marketing e coaching em vendas. francisbarros@vozpropaganda.com.br


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INFORMATIVO PALAVRA DO PRESIDENTE Nos remotos tempos de uma Jataí ainda pequena, mas que já pensava grande na visão futurista dos comerciantes, a ACIJ surge como uma entidade unida para obtenção de benefícios para toda a coletividade de Jataí, sendo um órgão de luta pelos interesses dos comerciantes, empresários e prestadores de serviços locais. Nossa associação, neste ano que passou, além da ampla reforma no prédio da nossa sede, participou e foi chamada a participar de diversas ações – ora em prol dos empresários, ora em prol da sociedade, tendo recebido em seu auditório diversas autoridades para debater causas a favor do empresariado local e da cidade, dentre tantas, citamos a implantação do SESI∕SENAI, recebemos o Secretário Estadual das Cidades, para informá-lo das necessidades da comunidade, o Secretário da Fazenda para implementação do Programa Recuperar II e inúmeras audiências públicas realizadas conjuntamente com o Legislativo e o Executivo, para solução de problemas do empresariado e do município. Entendemos que o associativismo é o caminho e a corrente forte que busca soluções, sendo assim, necessitamos de mais elos nesta corrente, para mobilizar a integração dos comerciantes, industriais e prestadores de serviços de nosso município, com ações e participação ativa nos anseios da nossa classe e de toda a sociedade jataiense. Um grande abraço a todos!

Lázaro Elandi Freitas Silva Presidente da ACIJ

Serviços ofertados aos nossos associados 1. Um auditório composto de 120 lugares totalmente climatizado, que o associado poderá utilizar para reuniões com seus colaboradores e/ou com seus fornecedores e parceiros comerciais. 2. Posto de Atendimento da JUCEG na própria sede, para melhor atender o associado e a classe comercial/empresarial. 3. Parceria com o SEBRAE – GOIÁS para palestras e cursos ministrados aos associados e seus colaboradores. 4. Parceria com a AGÊNCIA DE FOMENTO DE GOIÁS, proporcionando apoio de crédito ao empresário, com linhas de crédito para investimento e capital de giro através do Crédito Produtivo.

5. Por ser uma associação civil, a ACIJ tem seu foco no associativismo, no sentido de congregar comerciantes, industriais e prestadores de serviço, propondo debates e soluções dos problemas dos associados, quando é solicitada, e, ainda, sugere debates e soluções dos problemas econômicos locais, buscando soluções no âmbito estadual, através da nossa federação (FACIEG), e no âmbito nacional, através da nossa confederação (CACB). 6. Junta de Mediação e Consolidação em parceria com a OAB. 7. Em breve, estará implantado os serviços de proteção de crédito e de certificação digital, todos voltados aos associados.


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SICOOB COOPREM COMPLETA 4 ANOS Em outubro de 2008, surgia, no prédio da ACIJ, a Cooperativa de Crédito SICOOB COOPREM. Com isso, materializava-se o sonho de os empresários jataienses agregarem-se em uma instituição de crédito da qual, além de terem mais vantagens que os bancos tradicionais, ainda são associados ao mesmo. Isso tudo com a cobertura nacional do SISTEMA SICOOB. Hoje, o SICOOB COOPREM é uma instituição de cré-

dito de livre admissão, ou seja, além dos empresários, todos podem se associar a ele e participar das grandes vantagens que oferece. Atualmente, no prédio da ACIJ, funcionam, além do SICOOB COOPREM, a Associação dos Produtores de Grãos de Jataí (APGJ) e a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Jataí (AEAJA). Todos contam com o total apoio e a confiança da ACIJ, que os isenta da cobrança de aluguel.

SEDE DA ACIJ RECEBE AMPLA REFORMA Após 31 anos, prédio recebe sua primeira reforma e proporciona mais conforto aos seus associados Inaugurada em 1981, a sede da Associação Comercial e Industrial de Jataí (ACIJ) passou por sua primeira reforma. No total, foi feito um investimento de aproximadamente 60 mil reais. A sede teve o seu sistema elétrico refeito, todas as salas climatizadas, incluindo o auditório, todo o piso trocado e recebeu uma pintura nova tanto do lado interno, quanto do externo. Algumas importantes adequações também foram realizadas, como a ampliação da sala de recep-

ção e a criação de uma confortável sala para reuniões. A obra foi realizada durante a primeira gestão do atual presidente, Lázaro Elandi Freitas Silva, sendo concluída no dia 28 de fevereiro de 2012. Desde então, a Associação Comercial e Industrial de Jataí tem conseguido oferecer mais conforto aos empresários, autoridades e à população em geral que se utilizam de alguma maneira das instalações da sua sede.

SECRETÁRIO ESTADUAL DA FAZENDA VISITA A ACIJ No dia 26 outubro de 2012, a diretoria da ACIJ recebeu a ilustre visita do secretário estadual da Fazenda, Simão Cirineu Dias, para tratar de assuntos referentes ao Programa de Recuperação de Créditos da Fazenda Pública Estadual (Recuperar II). A reunião resultou em benefícios para diversos empresários jataienses que puderam quitar seus débitos com a Fazenda Estadual, livre de diversos encargos incidentes sobre os mesmos. Mais importante que esse “desconto” alcançado é o prazer de dever cumprido por parte da ACIJ, que conseguiu fazer com que esses empresários pudessem concluir 2012 e entrar em 2013 livres dessa pendência com o Executivo Estadual.


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EXPANDINDO FRONTEIRAS Em parceria com a Case IH, Grupo Uniggel inaugura Uniggel Máquinas em Tocantins POR TÁSSIA FERNANDES

Tecnologia e qualidade são marcas do Grupo Uniggel. Há 25 anos no mercado, a empresa, que surgiu da parceria entre três irmãos, vem ganhando força e espaço. Inicialmente focado na produção de sementes, o Grupo expandiu os negócios para a produção de algodão e, agora, no estado de Tocantins, passa a trabalhar, também, com a revenda de máquinas.

Proporcionando o crescimento e o desenvolvimento por onde passa, a Uniggel possui um quadro de mais de 200 funcionários, apenas na empresa de Tocantins. Tradicional no meio agrícola, a Uniggel tem o objetivo de contribuir com o trabalho do homem do campo em mais um ramo de atividade e, para garantir o sucesso, conta com a parceria da Case IH.

Uniggel Máquinas

www.caseih.com.br

Já consagrado com a produção de sementes de qualidade, o Grupo Uniggel atende demandas do Centro-Oeste brasileiro, do Triângulo Mineiro, Piauí e Maranhão. Agora, Palmas e região também terão a marca do Grupo, porém, no ramo de máquinas agrícolas. No início de fevereiro a empresa inaugurou a concessionária Case IH na capital de Tocantins.

A nova loja vai oferecer produtos voltados para o plantio e para a colheita, como tratores e colheitadeiras Case IH. Além das máquinas, a loja terá suporte de peças e assistência técnica. A estrutura completa oferecida pelo Grupo Uniggel garante o padrão de qualidade exigido pela Case IH e cumpre com o compromisso de servir o agricultor da melhor forma possível.


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Nível Primário ou Preventivo O Terapeuta Ocupacional busca analisar o processo de trabalho, conhecendo detalhadamente a função de cada trabalhador e sugerindo aos responsáveis pela empresa ou instituição, quando necessário, a modificação no processo do mesmo.

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Nível SECUNDÁRIO ou CURATIVO O Terapeuta Ocupacional realiza uma avaliação do trabalhador, observando aspectos como dor, limitação da amplitude de movimento (ADM), presença de encurtamentos, força muscular (FM), coordenação motora e níveis de estresse.

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Nível TERCIÁRIO ou REABILITADOR O Terapeuta Ocupacional trabalha aspectos alterados, contribuindo para a prevenção de deformidades e para a manutenção da capacidade residual, indicando junto ao trabalhador e à equipe uma nova função, ou a indicação de órteses que facilitem o desempenho das diversas atividades.

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ESPAÇO SAÚDE

O trabalho vem ganhando cada vez mais importância na vida das pessoas, afinal, é nesse ambiente que passamos grande parte do nosso dia. No entanto, o trabalho também pode se transformar em fonte de adoecimento, caso não proporcione condições adequadas ao trabalhador, causando várias doenças ocupacionais. Este problema tem aumentado muito, gerando, além de gastos financeiros para as entidades empregadoras, enormes dificuldades sociais. Entre as principais doenças relacionadas à organização do trabalho, destacam-se as Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT) e os sofrimentos psíquicos. No caso dessas doenças, a dificuldade é definir a natureza exata da sua etiologia, mensurar e qualificar a dor e/ou sofrimento, devido a sua subjetividade e invisibilidade. Aspectos referentes às condições e à organização do trabalho contribuem de diferentes formas para o adoecimento dos trabalhadores, entre elas se destacam: • Produção com ritmo e velocidade acelerados; • Intensificação da sobrecarga; • Aumento dos movimentos repetitivos; • Utilização das posições anatomicamente inadequadas para o ser humano; • Sobrecarga nos grupos musculares e tendões; • Relações autoritárias de poder; • Desconfianças e competições entre os trabalhadores; • Impossibilidade de o trabalhador contribuir com sua experiência e aprendizado sobre o trabalho.

A partir da compreensão de que o trabalho é gerador de doenças e sofrimentos, a prevenção ganhou espaço e começou a ser abordada, principalmente, através das condições e da organização do trabalho. Também é possível perceber que nos últimos anos o número de trabalhadores excluídos socialmente aumentou. Portanto, deve-se implantar a prevenção no espaço de trabalho e buscar a reinserção social daqueles trabalhadores afastados/ excluídos do mercado. A Terapia Ocupacional, voltada para a saúde do trabalhador, apresenta-se como uma ciência que realiza um trabalho integrado com outras ciências relacionadas à saúde, em que o Terapeuta Ocupacional está apto a procurar a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e orienta a participação dos mesmos em atividades selecionadas para facilitar, restaurar, fortalecer e promover a saúde. A Terapia Ocupacional intervém em diferentes níveis, dependendo do objetivo do tratamento (primário, secundário ou terciário).

Angélica Barros Terapeuta Ocupacional Crefito: 11-9882 Telefone: (64) 9998-2606 E-mail: barros.angelica@gmail.com


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PORTAL UFSM

CULTIVO DO MORANGUEIRO

O morango (Fragaria x ananassa Duch.) espécie olerícola popularmente classificada no grupo das pequenas frutas, produzida e apreciada nas mais diversas regiões do mundo, devido ao aspecto atraente e sabor diferenciado, possui mercado garantido nas principais economias mundiais. Atualmente, a produção mundial é estimada em cerca de 3,1 milhões de toneladas, no Brasil em torno de 100 mil toneladas. Assim, figuram como principais Estados produtores: São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás. Nos últimos anos verifica-se incremento considerável na produção nacional desta espécie, bem como aumento em seu consumo, e importância sócio-econômica para o país, devido à grande rentabilidade por área cultivada. A produção de morangos apresenta caráter de eminência social e econômica, devido à alta demanda de mão-de-obra, favorece a permanência do homem no campo, garante acréscimos à renda do produtor, tornando-se alternativa para pequenas e médias propriedades rurais, que apresentem características de agricultura familiar. Portanto, deve ser considerado como importante alternativa na diversificação de cultivos e geração de renda, principalmente para propriedades sob-regime familiar, pois emprega na quase totalidade de seu ciclo, grande contingente de trabalhadores. O morango enquadra-se como espécie de grande sensibilidade, altamente exigente em práticas culturais desde o plantio até o pós-colheita. Esta sensibilidade faz com que o manejo seja realizado de forma intensa e frequente, com mínimos critérios técnicos necessários e adequados. Altamente influenciável pelo ambiente, onde os elementos meteorológicos refletem diretamente nas práticas culturais, rendimento e qualidade dos frutos. As variações na adaptação regional das cultivares de morangueiro ocasionam desenvolvimento satisfatório, fato dependente da cultivar utilizada, região de cultivo, condições ambientais. Neste contexto, embora existam algumas informações a respeito do cultivo de morangueiro, torna-se importante identificar o comportamento das cultivares nos diferentes locais de cultivo, torna-se ferramenta chave para os programas de melhoramento genético, bem como práticas de manejo da cultura em determinada região. A utilização de cultivares selecionados para cada região, com base na produtividade, resistência a pragas e doenças, aceitação do mercado consumidor e produção de entressafra, o aumento da lucratividade é um dos fatores que exerce grande influência na produção (REBELO & BALARDIM, 1997; BOTELHO, 1999). A escolha da cultivar para determinada região, torna necessário a realizar ensaios de competição entre os materiais, de modo a possibilitar recomendação de cultivo de morangos e garantir êxito na atividade.

No morangueiro a passagem do período vegetativo para reprodutivo, é necessária a combinação de vários fatores climáticos, como: fotoperíodo, temperatura, a interação entre estes dois fatores acarretam em grande relevância para seu cultivo. A resposta da planta ao fotoperíodo serve como indicativo classificatório das cultivares de morango obtém cultivares de dias curtos, dias neutros e dias longos, atualmente sendo menos utilizadas. Cultivares de dia curto são aquelas que florescem em ocorrência da redução no comprimento do dia, sendo este inferior a 14 horas de luz, e temperaturas abaixo de 15ºC (SILVA et al., 2007). Dias longos com temperaturas

superiores a 25ºC, o crescimento vegetativo da planta é estimulado, ocorre emissão de estolões que proporcionam multiplicação vegetativa da planta. Neste grupo destacam-se as cultivares Camarosa responsável por aproximadamente 60% da produção mundial, Camino Real amplamente utilizada no país, recentemente a cultivar Palomar expressa relevância na qualidade organoléptica de seus frutos. Cultivares de dias neutros são aquelas cuja sensibilidade ao fotoperíodo é relativamente menor, quando comparadas com cultivares classificadas de dias curtos, prolonga seu florescimento, em baixas temperaturas e paralisam suas atividades (SILVA et al., 2007). As cultivares Albion, San Andréas destacam-se pela qualidade de seus frutos, Portolas expressa superioridade no quesito rendimento perante os demais materiais, as cultivares de dias neutros estão sendo introduzidas no Estado do Rio Grande do Sul.


89 POR UFSM - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA

Alternativa Produtiva Para Pequenas e Médias Propriedades Rurais. O cultivo do morangueiro é diretamente dependente do manejo diferenciado durante todo seu ciclo. No Rio Grande do Sul segundo Reisser Junior et al., (2004), o morango apresenta como características a utilização de túneis baixos, construídos com filmes plásticos de polietileno transparentes, cobertura dos canteiros (“mulching”) com filmes plásticos de coloração preta, irrigação por gotejamento sob a cobertura. Extremamente sensível ao déficit hídrico devido ao sistema radicular pouco profundo, exige práticas eficientes de irrigação. Prática cultural indispensável para que o cultivo atinja níveis satisfatórios de produtividade, ocorre

incremento no tamanho e qualidade dos frutos produzidos. O sistema de irrigação por gotejamento é amplamente adotado na cultura do morangueiro, possui alta eficiência no uso da água, menor incidência de doenças devido à redução do molhamento foliar da planta. A utilização de cobertura do solo atua como barreira física à transferência de energia e vapor d’água entre o solo e atmosfera, altera o microclima do sistema solo e reduz as oscilações de temperatura e perdas de água por meio da evaporação. Essa prática possui como objetivo reduzir o contato direto dos frutos com o solo, minimiza a incidência de plantas invasoras e reduzir perdas de nutrientes pelo processo de lixiviação (SANTOS & MEDEIROS, 2003). A partir da década de 50, passou-se a utilizar filmes de polietileno como cobertura do solo. Atualmente o filme de polietileno opaco preto de espessura de 30 ou 50 micras é a cobertura mais utilizada para a cultura do

morangueiro. Segundo Streck et al., (1994), com o uso de cobertura plástica, a evaporação da água presente na superfície do solo pode ser reduzida em até 21%, quando em comparação ao solo descoberto. A ascensão da plasticultura na produção agrícola demonstra a preferência dos produtores pelo uso de túnel baixo como ambiente protegido à produção do morangueiro. Essa preferência deve-se, principalmente ao menor custo de implantação da estrutura quando comparada a outras de porte maior. Possibilita rotacionar a área cultivada, permite maior eficiência no controle de doenças e certas pragas. No cultivo em céu aberto o uso de túnel baixo apresenta vantagens como antecipação da colheita, maior produção e frutos de melhor qualidade, redução nos custos com insumos (fertilizantes e defensivos). Porém, a utilização desse tipo de ambiente protegido, requer manejo correto e constante, baseado na abertura e fechamento diário das laterais do túnel, custos adicionais com a compra e manutenção da estrutura. Recomenda-se o uso de filme de polietileno de baixa densidade aditivado contra raios ultravioleta, expressa transmissividade da radiação solar em torno de 80%, apresenta impactos importantes no manejo da irrigação e demais aspectos correlacionados ao fornecimento de água para as plantas, estudos comprovaram que a evapotranspiração da cultura é relativamente menor quando em ambiente protegido. Segundo Reisser Junior (1991), existe relação direta entre a presença da cobertura e a evapotranspiração, em ambiente protegido ocorre à redução na radiação global incidente sobre a cultura. Frente a este cenário, ainda há inúmeros empecilhos à sua produção, o que torna necessárias pesquisas que visam conhecer aspectos fenológicos de importância, bem como identificar cultivares com melhores características de interesse para a região em estudo, aprimorar técnicas de cultivo já existentes e buscar tecnologias que possibilitem alcançar boas produtividades com ganhos em qualidade do produto. Kassia Luiza Teixeira Cocco, Mestranda em Agronomia: Agricultura e Ambiente. Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen/RS. Denise Schmidt e Braulio Otomar Caron, Professores Associados. Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen/RS. Velci Queiróz de Souza, Professor Adjunto. Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen/RS Paulo Augusto Manfron, Professor Titular Aposentado. Universidade Federal de Santa Maria. Ivan Ricardo Carvalho, Aline Benkowitz e Daniele Cristina Fontana, Acadêmicos do curso de Agronomia, Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen/RS.


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CRAMBE

a nova riqueza da região Centro-Oeste Grão é a aposta para a produção de biodiesel

Foto: Tássia Fernandes

POR TÁSSIA FERNANDES

São mais de quinze anos de estudos sobre o crambe, mas foi só com a criação do Programa Nacional de Produção e uso de Biodiesel (PNPB), a partir de 2004, que a cultura começou a ganhar visibilidade e estar entre as opções de cultivo, principalmente, durante a segunda safra.

Reconhecido pelo potencial como planta de cobertura, até então os estudos em andamento procuravam detalhar as vantagens do crambe quando utilizado para a rotação de culturas e cobertura de solo durante o inverno. O fato da semente também apresentar elevada capacidade para produção de óleo vegetal fez com que as pesquisas mudassem de direção. A potencialidade do crambe como matéria-prima para a produção de biodiesel, aliada à necessidade de encontrar substitutos para os combustíveis fósseis, em busca de um mundo mais sustentável, fez com que a cultura se tornasse pauta de estudo de uma das instituições de pesquisas que mais tem credibilidade no meio agrícola, a Fundação MS. Todas essas descobertas foram possíveis devido ao interesse de um pesquisador em experimentar a cultura no Brasil.

Intercâmbio entre as Américas Foi durante uma viagem ao México, em 1995, que o pesquisador Carlos Pitol teve o primeiro contato com o crambe. “Além do trabalho de pesquisa voltado para as grandes culturas comerciais, sempre busquei encontrar novas culturas para a região, seja para fins comerciais, cobertura de solo para o Plantio Direto ou como adubação verde”. Nesse percurso de busca, Pitol se deparou com a oleaginosa. A cultura havia sido introduzia no México naquele

ano e logo já veio parar no Brasil. “A finalidade era avaliar o crambe como cobertura de solo para o Plantio Direto”, afirma o pesquisador. A capacidade para a produção de óleo já era conhecida. “Sabíamos do uso do óleo de crambe na fabricação de cosméticos e do uso industrial em siderúrgicas”. Entretanto, não era economicamente viável investir na cultura com a finalidade de produção de grãos, o que já acontece atualmente.

ORIGEM E CARACTERÍSTICAS DA CULTURA Crambe abyssinica Hochst é o nome científico da cultura, proveniente da Etiópia (África) e domesticada na região do Mediterrâneo (Europa). Acostumada ao clima quente e seco, a oleaginosa é considerada rústica e fácil de ser administrada; o que se transforma em mais um ponto favorável ao cultivo. Além de ser tolerante à seca, também suporta temperaturas baixas e geadas. Da mesma família da canola, as crucíferas, o crambe tem ciclo médio de 90 dias e, por isso, é indicado como opção para a segunda safra, no sistema de rotação de culturas. Outro detalhe que torna o crambe uma opção é o fato de que não há necessidade de utilização de novas máquinas e equipamentos para o plantio e a colheita.

Jaimir Freitas, técnico agrícola responsável pela assistência técnica do crambe na Fundação MS, ressalta os pontos positivos da oleaginosa. “É uma cultura que se encaixa no período que tem poucas variedades aptas a serem plantadas nas regiões de Goiás e Mato Grosso do Sul. O crambe é bastante resistente à seca, então pode ser cultivado depois das chuvas e depois do plantio do milho. Além disso, tem um custo de produção relativamente baixo, tornando-se rentável para o produtor. Outro detalhe são os equipamentos; o próprio maquinário utilizado na lavoura de soja pode ser aproveitado, basta fazer as regulagens necessárias e, talvez, trocar algum disco para o plantio”.


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DESTINO NOBRE

Foto: Tássia Fernandes

Numa época em que a sustentabilidade torna-se um grande diferencial em qualquer área, a busca por atitudes sustentáveis torna-se o propósito e a finalidade de muitas atividades. Com este pensamento e a certeza de esgotamento dos combustíveis derivados do petróleo, uma alternativa ideal é a produção de biodiesel. Com a busca crescente das indústrias pelo produto, cogitou-se a possibilidade de utilizar o crambe para gerar biodiesel. A ideia deu certo e a partir de então começaram a ser desenvolvidas pesquisas no intuito de melhorar a planta, com foco no aumento da produção e da qualidade do óleo obtido. “Até então os estudos eram realizados visando aumentar a produção de massa, já que o crambe era utilizado como cobertura. A Fundação MS deixou de lado a vertente e passou a trabalhar visando o aumento da produção de grãos”, explica Jaimir Freitas. Apesar de reconhecer a importância da descoberta de novas alternativas de cultivo, levando-se em consideração o aproveitamento da área da lavoura durante todo o ano, e de acreditar que o mercado para o biodiesel é ilimitado, o pesquisador Carlos Pitol lembra que esta pode não ser a destinação mais interessante para o crambe. “O uso do óleo para biodiesel é o que menos agrega valor à cultura, devido às características em função da alta porcentagem de ácido erúcico (em torno de 60%), o que lhe confere um alto valor industrial”.


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ANÁLISE DE RENDIMENTOS Uma boa produtividade do crambe fica entre 1.000 e 1.300 quilos por hectare. A cada mil quilos do grão é possível produzir em torno de 350 litros de óleo. De acordo com Carlos Pitol, o grão contém de 36 a 38% de óleo. O pesquisador esclarece que o crambe ainda não compete com as principais culturas de segunda safra, mas destaca que a oleaginosa se adapta a períodos que são considerados de risco para outras culturas, podendo pro-

porcionar ganhos com menores riscos econômicos. “Outro diferencial do crambe é o baixo custo de produção”, afirma Pitol. Além do biodiesel, o óleo extraído do crambe ainda pode ser destinado para a indústria química fabricar polímeros, lubrificantes e plásticos. O grão também pode ser destinado para a produção de torta e farelo, utilizados como ração animal.

ESTADOS PRODUTORES “O que impede a expansão da cultura é a limitação do transporte a distancias maiores, em função do baixo peso específico do produto (em torno de 350 kg/m³), fator que encarece os custos devido ao frete. Outro problema é a falta empresas que estejam interessadas no produto, para trabalharem com o esmagamento do grão”, esclarece Carlos Pitol.

Foto: Tássia Fernandes

Goiás e Mato Grosso do Sul lideram a produção de crambe. Segundo informações divulgadas, Goiás possui em torno de 3,5 mil hectares plantados com a cultura, com destaque para os municípios de Itumbiara, Rio Verde, Jataí Luziânia e Formosa. Já Mato Grosso do Sul tem cerca de 03 mil hectares cultivados, em Ponta Porã, Maracaju, Dourados, São Gabriel e Chapadão do Sul.

O Grupo Caramuru investe na produção de Biodiesel!

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A empresa faz a compra e o processamento do Crambe.


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João Batista Olivi Jornalista do Canal Rural e responsável pelo site Notícias Agrícolas

Quem ainda não assistiu deveria assistir ao monumental filme LA NAVE VÁ, do mestre Federico Fellini (basta baixar na internet). Além de criativo, Fellini, como sempre, nos deixa uma aula de vida, um olhar sobre o comportamento humano... entre outras coisas ele mostra -- como diz nosso samba-canção -- que ninguém é de ninguém... Por mais empáfia que o sujeito (ou “otoridade”) venha a demonstrar, ele não manda em nada, porque depende de todos (acima e abaixo de sua posição). No grande navio de Fellini, o comandante parece muito cheio de si, mas ele depende do dono do navio, que por sua vez depende dos acionistas, que por sua vez dependem dos clientes, que dependem dos passageiros, que dependem dos marujos, que dependem do piloto, que dependem do comandante, e assim vai a nave da vida... Mas de uma coisa todos têm certeza: no navio do filme (ou do navio da vida), todos são dependentes dos foguistas empoeirados que, nos porões do navio, cuidam das fornalhas, não deixando nunca de alimentar com carvão a boca de fogo que move os motores, que geram energia para as máquinas, que dão luz às cabines, que corrigem o prumo do grande navio. Entenderam onde quero chegar, né? No nosso navio todos somos dependentes de quem coloca carvão nas nossas fornalhas... na nossa alegoria, os trabalhadores do porão são os produtores rurais, os que nunca deixam a população, a sociedade, sem alimentos, sem sobrevivência. Mas como não há justiça nesta nossa terra brasilis, não vamos nos iludir que um dia seremos honrados (como são os produtores americanos, para ficar num só exemplo), então vamos tratar de cuidar das nossas vida, ou seja, vocês, aí de Jataí, fazendo o dever de vocês, que é plantar direito, e eu aqui, tal qual o sineiro do grande navio, batendo o sino para alertar de uma possível trombada à frente. E, aqui neste texto, estou batendo o sino dos preços da safrinha. Vejam o caso da próxima colheita em Jataí. Pelo que me consta, até o momento ninguém sabe como se comportarão os preços, pois estamos totalmente dependentes de que o raio caia de novo sobre a safra norte-americana (mas até o momento nada garante isso). Portanto, como os ianques vão plantar até além do previsto, teremos milho para dedéu lá no Norte. Logo, aqui vai sobrar milho nos terreiros, a céu aberto... alguém duvida??? Bom, só aí em Jataí o pessoal plantou algo em torno de 140 mil hectares (fora sorgo e feijão). Enquanto batuco essas linhas, sei que o clima está ajudando, com boas chuvas na arrancada e no enchimento,

Evidentemente nada de baixar a guarda e plantar menos, que isso é papo de quem não entende da tal balança da ofertae-demanda, e também de quem não acompanha as notícias. Mas também temos que aprender a vender melhor a safra.

logo a promessa é de boa produtividade, mas peguem a estrada e constatarão que os chapadões estão que é só milho. No Mato Grosso então nem se fala. Bom, na Expaja o tema, logicamente, serão os adjutórios esperados pelo Governo, através de PEP, Pepro, etc... infelizmente teremos que depender “deles” e ficar na mão dos cofres da Dilma, que poderá, em dado momento, jogar em nossa cara que tirou dinheiro das escolas e dos postos de saúde para dar sustentação de preços aos fazendeiros. Vejam bem como ficará o nosso já esburacado conceito perante à sociedade, ou seja, vamos, mais uma vez, jogar contra o patrimônio. Ok, João Batista (vocês certamente já deverão estar se perguntando), “já que você gosta tanto de bater o sino, qual a solução?” Minha resposta: evidentemente nada de baixar a guarda e plantar menos, que isso é papo de quem não entende da tal balança da oferta-e-demanda, e também de quem não acompanha as notícias (que mostram que o mundo tem cada vez mais necessitado de milho, vide as 300 milhões de boca/ano que ingressam nas cidades chinesas). Mas também temos que aprender a vender melhor a safra. Fazer, por exemplo, como fazem os americanos. Primeiro, erguendo silos nas propriedades para segurar o milho disponível, e vender no melhor momento; segundo, exigir do Banco do Brasil que lance opções de venda a futuro (como quer a Aprosoja); e terceiro, entrar de cabeça no tal de barter - que nada mais é do que a troca-troca na hora da compra dos insumos. Esse tal de barter, no entanto, está virando a menina dos olhos dos vendedores de


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insumos, que, com a ajuda dos bancos, estão travando suas vendas nas bolsas de futuro. E como já nos ensina a piadinha, se o banqueiro pula do 29º andar do edifício em fogo, nós, sem dúvida nenhuma, temos de pular atrás, porque, lá embaixo, com certeza os banqueiros tem um colchão esperando-os para suavizar a queda. Já nós aqui no “Brasilzão véio de guerra” vamos ficar desprotegidos? Acho que não devemos, e não podemos. Por isso estou tocando o sino: “Olha a trombada aí da

Vocês, aí de Jataí, fazendo o dever de vocês, que é plantar direito, e eu aqui, tal qual o sineiro do grande navio, batendo o sino para alertar de uma possível trombada à frente

safrinha, cuidado com os preços! Não vamos deixar o navio passar de novo! (estão lembrados dos R$ 64,00 por saca de soja que ofereceram aí em Jataí em outubro/novembro e poucos pegaram?). Pois é, vamos repetir as emoções? Creio que não devemos. Portanto, na Expaja vamos conversar bastante sobre esse tal de barter, pois, se não, vou tocar o sino, certo?! Um grande abraço e até a Expaja... e vamos em frente!!!


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PRODUTOR RURAL: Consumidor final ou não?

Neste texto discorreremos sobre um tema um tanto polêmico: se podemos considerar o produtor rural como consumidor final, quando se trata de relação de consumo. O conceito apresentado pelo Código de Defesa do Consumidor, em seu art. 2º, define que: “Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final”. Relação de consumo é a relação existente entre o consumidor e o fornecedor na compra e venda de um produto ou serviço. Colocado o panorama da discussão, qual lei socorrerá o produtor rural quando, por exemplo, adquirir uma colhedora agrícola ou quando um insumo que utilizou não alcançou o efeito desejado? O Código Civil ou o Código de Defesa do Consumidor? Pela leitura isolada dos conceitos acima colocados, conclui-se que qualquer pessoa deve ser considerada consumidora, inclusive produtores rurais. Ocorre que não é esse o entendimento que prevalece nos Tribunais Superiores. A par de alguns julgados contrários, trazendo todo esse contexto para a atividade de produtores rurais, julgadores entendem que quando o produtor rural adquire produto ou serviço para o incremento de sua atividade, não pode ser considerado consumidor final. Baseiam essa tese na chamada teoria subjetiva ou finalista, a qual considera consumidor final quem adquire o

bem e a sua utilização se encerra com este consumidor, o que dizem não incidir sobre o produtor rural, pois ao comprar uma máquina ou insumos, o faz para o incremento da sua atividade, não encerrando ali a sua utilização. Essa interpretação se mostra muito restritiva, tolhendo dos que exercem a atividade rural a chance de se minimizar a disparidade de poderio econômico entre ele e os fornecedores do setor, que geralmente são empresas multinacionais. Tomemos como exemplo o produtor que adquire uma quantidade de adubo. Ele dá a destinação que o produto exige, que é aplicá-lo no solo. O adubo não sofrerá transformação ou beneficiamento para uma suposta revenda. Isso seria darmos uma interpretação extensiva ao conceito de consumidor, delineado no art. 2º. do Código Consumerista, o qual entendo ser de grande valia e mais ajustado à realidade do produtor rural. Assim, é um tema que gera muita discussão doutrinária, mas de grande impacto no dia-a-dia do campo, por isso merece maior atenção de todos os operadores do direito, desde nós, advogados, aos magistrados de nosso país, onde ocorrem situações com realidades tão distintas quanto a sua grandeza.

por LORENA RAGAGNIN

3631-5296 / lorena.advgo@gmail.com


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