Dezembro de 2017 | 8ª Edição
Grand’olhar
Colaboração|Alexandra Costa, Ana Rafael Borrego, Beatriz Sobral, Daniel Vasconcelos, Gabriel Miguel, Gustavo Bigas, Joao Parreira, Maria Pereira, Sara Martins Revisão|Profª Esperança Calado Edição|Biblioteca Escolar E. B. D. Jorge Lencastre
Editorial
Grand’Entrevista
O Grand’olhar pretende ser um jornal realizado pelos alunos e para os alunos. Para isso, todos os anos e necessario reestruturar a equipa e integrar novos alunos, abrangendo principalmente o 2º e 3º ciclos. Queremos deixar aqui um beijinho e desejar muitas felicidades aos alunos que ja saíram da escola e deixaram a equipa e um muito obrigado pela vossa contribuiçao. Se quiseres tambem fazer parte da equipa aparece as quintas-feiras, entre as 14.30h e as 15.30h, na biblioteca da Escola Dom Jorge de Lencastre. Ficamos a espera de novas ideias para o jornal.
Professora Lucília Lança Cor favorita... azul. Nos tempos livres prefiro passear na praia e ler um bom livro. Se pudesse, que animal gostaria de ter em casa? Caes. O filme que me ficou para sempre foi o Titanic. Um prato que não resisto... bacalhau assado no forno com batata doce. Um livro? “As Palavras Que Nunca Te Direi”. Lugar preferido? Paris. O que não pode ficar para trás? A verdade. A qualidade que mais valorizo? Honestidade. Se não tivesse esta profissão o que estaria a fazer? Provavelmente estaria ligada as medicinas alternativas. Para um futuro breve… ser feliz.
Índice Grand’Entrevista……………….……………2 Destaques……………………………..……… 3 Tudo Visto………………………..…….……...7 Opiniao…………………………..……………...8 Poemar…………………………….……………9 Cantiga de Amigo………………….……...10 Estorias no Grand’olhar………………..11 Sugestoes Relevantes|Agenda…….…12
Porquê Grand’olhar? Segundo uma das lendas locais, D. Jorge de Lencastre, gostava de organizar aqui as suas caçadas. “Certo dia, no fim de uma caçada, enquanto cozinhavam um enorme javali, alguem tera exclamado: - Oh!!! Que grande olha! Daí em diante o lugar passou a chamar-se “Grandolha”, mais tarde “Grandolla”, ate chegar a forma atual de Grandola.” A escolha do nome Grand’olhar faz referencia a lenda e ao mesmo tempo brinca com as palavras “Grande” e “Olhar” fazendo ainda uma alusao ao andar por Grandola, a procura do que acontece por aqui. In: http://www.cm-grandola.pt/pages/553
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Destaques MIBE 2017- Ligando Comunidades e Culturas “As bibliotecas escolares desempenham um papel cada vez mais determinante na criaçao e dinamizaçao de comunidades de leitores, de praticas e de aprendizagem, criando pontes e valorizando a diversidade cultural neste mundo globalizado.” RBE No início deste ano letivo e no ambito do Mes Internacional das Bibliotecas Escolares (MIBE) os alunos dos varios ciclos foram desafiados a descobrir as Bibliotecas Escolares atraves de livros, palavras, imagens e açoes que lhes permitiram reconhecer a importancia que estes espaços tem na sua vida
pessoal e escolar.
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Destaques Chá com Letras
Os Heróis da fruta
No passado dia 30 de novembro pelas 19h30, realizou-se a primeira sessao deste ano letivo do “Cha com Letras”, cujo tema era “Frutos de Outono” em que os participantes foram convidados a partilhar receitas, experiencias de vida e musicas, e a fazerem a leitura de contos, lendas, advinhas e proverbios. A sessao contou com a presença de mais de 30 pessoas, desde alunos dos 5.º e 7.º anos aos candidatos do processo RVCC, familiares e professores. Leram-se contos, alguns deles originais, escritos para esta sessao, fizeram-se reflexoes sobre alguns temas atuais e, no fim, cantaram-se
algumas cançoes embaladas pelo som de uma guitarra. Foi um serao bastante agra-
No ambito do projeto “Os herois da fruta”, a
davel e convidativo ao convívio, ao qual nao
Biblioteca da E.B.1 de Grandola, a convite
faltaram o habitual cha com biscoitos e bo-
da Associaçao de Pais e em colaboraçao
los acompanhados, naturalmente, pelos fru-
com as docentes das turmas dos 1.º e 2.º
tos de outono.
anos, dedicou uma semana ao conto " Herois da Fruta e o Misterioso Aumento dos Super Poderes" No final do conto os alunos tiveram a oportunidade de participar num jogo, bastante interessante, com o apoio de alguns elementos da Associaçao de Pais, colocando a prova os conhecimentos na historia que ouviram. Uma atividade que alertou as crianças para a importancia de comer fruta diariamente fruta e legumes. 4
Destaques Dia Internacional da Pessoa com Deficiência Para assinalar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiencia, dia 3 de dezembro, e sensibilizar a comunidade escolar para esta data, realizaram-se, na Escola Basica D. Jorge de Lencastre, algumas atividades: Elabo-
raçao de cartazes, projeçao de um filme sobre os Direitos Humanos e criaçao de um painel alusivo a efemeride. Estas atividades, que contaram com a participaçao dos alunos dos varios ciclos, permitiram uma reflexao e uma partilha entre todos os participantes!
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Destaques Pombal Escolar
A construçao do centro de estagio do pombocorreio iniciou-se no ano transato, nao estando ainda concluída, devido a falta de alguns materiais. No entanto este facto nao impede que cerca de 50 atletas ja estejam instalados nos seus devidos poleiros. Salienta-se ainda que, neste mes de outubro, ja nasceu um casal
de borrachos, nestas instalaçoes.
Iniciou-se no ano passado, no Agrupamento de Escolas de Grandola, um “projeto de Columbofilia”, da responsabilidade do professor Jorge Humberto Filipe. Este projeto visa, nao so dar a conhecer a comunidade educativa o pombo-correio, mas tambem integrar os alu-
nos num projeto multidisciplinar, inovador e diversificado.
Brevemente irao iniciar-se os treinos regio-
Esta iniciativa so foi
nais para preparar os atletas para o campeo-
possível implementar,
nato nacional, onde irao participar, com o no-
porque se conseguiu o
me “Asas da D. Jorge de Lencastre”.
entusiastico apoio do
Esperemos que os resultados sejam os melho-
Agrupamento de Escolas de Grandola, da Ca- res! mara Municipal de Grandola, da Associaçao Columbofila de Setubal e da Sociedade Columbofila de Grandola.
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Tudo Visto por Ana Rafael Borrego
Medo não falta
com frequencia, na casa assombrada ou no
Haveria “Blair Witch” de ser um dos filmes
momento em que uma das personagens “se
mais assustadores e realistas da historia do
parte ao meio”, contando com os efeitos sono-
cinema? Bem, na minha opiniao, a resposta e
ros, brutais, e que, realmente, fazem arrepiar
afirmativa.
de medo, ao mesmo tempo que conferem um
Este filme e em termos de qualidade visual,
toque especial ao filme.
muito criativo e real, a sua forma de gravaçao, Em geral, eu recomendo este filme para quem na primeira pessoa, torna o filme mais realis- aprecia terror e suspense. Gostei muito do filme, pois, apesar de ser um remake, supe-
ta; a título de exemplo, as mini camaras colo-
cadas como auriculares nas personagens, um rou, sem duvida, o original. drone, camaras de infravermelhos e camaras com diferentes resoluçoes, tornam este filme mais verosímil e interessante. Em termos de enredo, sendo este um filme de terror, e bastante aterrorizante e intimidante pois aposta no suspense, o que, por vezes engana o espectador; isso e visível quando uma das personagens abre o zíper da tenda de repente ou quando alguma personagem aparece de imediato. As cenas de terror surgem
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Opinião Por Beatriz Sobral A peça de teatro “Erros meus, ma fortuna, Com isso nao vos preocupais… Nao cantarei os feiamor ardente”, de Natalia Correia, termina no
tos de mais ninguem… Estou acabado… Estou ve-
18º quadro com a morte da personagem prin-
lho… Estou a morrer! Tive, um dia, uma epifania
cipal, Luís Vaz de Camoes e com a populaçao
que me foi concedida por Deus. E foi graças a essa
da epoca a desvalorizar a sua morte. A meu ver, Luís Vaz deveria ter sido glorificado e ad-
mirado e por isso resolvi reescrever o final.
dadiva dos ceus que fui capaz de elevar o bravo Povo Lusitano. Mas nao mais o farei… O trono que se encontra vazio sera, por certo, ocupado pelos tiranos que passam agora as aguas do Guadiana.
18º Quadro Voz pertencente a um mensageiro no meio da
Voz vinda da multidão
multidão
Sera Luís Vaz, entao, o nosso rei. Afinal, todos os
Tristes novas! Tristes novas! El-rei D. Sebastiao
príncipes chegam um dia a ser reis.
pereceu na impiedosa guerra em Alcacer-Quibir!
Alguém grita
Irrompe a população num pranto receoso.
Viva El-rei, o Poeta!
1ª Mulher do povo
Luís de Camões, incrédulo
Estamos perdidos…
Que dizeis? Sou apenas um velho farrapo!
2ª Mulher do povo
Povo, entoando baixinho
Uma naçao sem rumo…
Viva El-rei, o Poeta! Viva El-rei, o Poeta!
3ª Mulher do povo
O canto vai-se intensificando e a população, submis-
Quem nos vai governar agora…?
sa perante Luís de Camões, ajoelha-se.
1º Homem do povo
Luís de Camões, comovido
Quem sera posto no mesmo pedestal onde foram
O patria! O meu mal foi amar-te demais…
postos os reis de antigamente?
Luís de Camões deixa-se cair de fraqueza, morto.
2º Homem do povo
1ª Mulher do povo
Quem trara no seu peito o brasao Lusitano?
Dia negro! Dois reis uma naçao perdeu em tao pouco tempo…
3º Homem do povo E quem ira Luís Vaz exaltar a seguir?
A população chora a morte de D. Sebastião e de Luís
Apontando para um velho e esfarrapado, Luís de
de Camões.
Camoes, que se encontra, tambem, na multidao.
2ª Mulher, soluçando e baixinho
Luís de Camões
Viva El-Rei, O Poeta… 8
Poemar Quem tu és
Minha Mãe
Solta o corpo, deixa a chama florir.
Minha Mae, ouve o que te quero dizer
Grita alto, deixa a mascara cair.
o meu amado vai longe
Sem medos, flutua pelos teus pesadelos,
e horas ja contei onze
Sem magoas, liberta os perigos singelos.
e de tantas so quero morrer; de tao longe que ele esta
Olha-te ao espelho, vem-te conhecer,
que assim nao da.
Nem teu amigo es capaz de ser? Fecha a porta, chora uma vez mais,
E na cama acordo sobressaltada
So nao te esqueças que o fazes demais
Do pesadelo que me assombrou E com ele a esperança levou
Quem es neste momento?
E de tanta dor ja nao sinto nada;
Ja nao consegues viver neste tormento?
de tao longe que ele esta
Volta a abrir a porta, ve o que perdeste,
que assim nao da.
Pelo menos podes dizer que aprendeste. Se ele alguma vez vai voltar E agora? Qual o passo que se segue?
Eu nao sei
Disso, esta a tua consciencia encarregue.
Mas ele que saiba que sempre o amarei
Avança, aproxima-te do objetivo,
E que por ele continuarei a chorar.
O mundo nao esta assim tao abusivo.
De tao longe que ele esta Que assim nao da.
Nao ha receios, falhas ou complicaçoes, Chega de julgares as tuas proprias açoes.
Por: João Parreira,
Chama por ti, reconhece a tua imagem, Ja consegues ter essa coragem? Por: Sara Martins
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Cantigas de Amigo Abandonada
Poder navegar ao sabor do vento
Como vivo triste, amiga, pelo meu amado,
E eu tento,
Ele abandonou-me e nao me diz nada,
Nao pensar muito em ti
E eu pensava que era meu amigo,
Mas e difícil nao te ter ao pe de mim
E eu vivo apaixonada
Ate podermos falar com estrelas ate ao fim
Aí coitada, nao me diz nada, E ele nao tarda nada, Vou morrer sem ser amada, E eu vivo apaixonada
Tu e eu contra o mundo E temos de aguentar ate ao fundo Segurar o que nos e tudo E voltar a surpreender o mundo
E agora estou aqui destroçada,
Isto talvez seja o ultimo adeus
Porque ele nao me diz nada,
E peço a Deus que louve os meus
Vou ficar so e abandonada,
Uma carta de despedida,
E eu vivo apaixonada.
Talvez seja o fim
Por: Liliana Menezes e Marta Freitas
Mesmo ao pe de mim E sim, Levo-te no meu coraçao,
Última viagem – Rap
Meu milhao
Eu sinto a tua falta
A saudade começa a bater
Mas nem imaginas a falta que me fazes
Sem ti nao consigo viver
Aquelas tardes,
Um adeus irei dizer
Que nos passamos no mar adentro
Nao e o primeiro,
A sentir o vento,
Nem sera o ultimo
No rosto das nossas caras
Sinto-me confuso
Palavras raras
O que sera o meu destino
Que no coraçao guardei
Eu sei que irei ser sempre o teu menino
Nao esqueci, simplesmente ignorei Essa pessoa que tanto amei Gostava de voltar aos velhos tempos
Um beijo com amor Meu sol cheio de calor Por: Daniel Vasconcelos
Nao recordar momentos Mas sentir novos sentimentos 10
Estórias no Grand’olhar por Alexandra Costa INJUSTIÇADOS POR RAZÕES ÓBVIAS Quando chega o Outono os figos secos, as romas, as castanhas e os medronhos sentem-se lisonjeados por serem frutos populares daquela epoca. Iam comemorar o Magusto com tangerinas e nozes. - Que comece o Magusto! – disse o Medronho. Passaram horas, horas e horas a dançar. De madrugada todos os frutos foram embora. - Eu, a Sra. Roma, espero pelo proximo ano para voltar a ser saboreada. O Magusto acabou, nos tambem acabamos. O Medronho nao podia deixar que todos os frutos se fossem embora assim. - Meus amigos, tambem me sinto mal por so voltar para o ano e festejar convosco, este lindo dia. Todos olharam e ouviram atentamente o que o Medronho dizia: - Nao e por sermos frutos so desta epoca, que vamos deixar de nos ver! Estamos a ser injustiçados, falam do Natal todo ano e do S. Martinho, so se lembram quando estao em novembro, os Humanos sao do mais injusto que pode haver. Fazemos a mesma coisa todos os dias. Toda a gente concordou com o Medronho, decidiram no Natal voltar a festejar, no Ano Novo voltar a festejar, no Dia dos Namorados voltar a festejar, ate que se cansaram, perceberam que a ideia do Medronho nao foi das melhores, apenas tinha razao, quando disse que estavam a ser injustiçados. O S. Martinho acabou. Ja ninguem lhe ligava nenhuma e se se lembrarem e para comer. Em 2027 as romas perderam a cor, as castanhas o sabor, as tangerinas, ui nem se fala, sao fabricadas em laboratorios, eram poucas as campestres. O Medronho continuava intacto, mas por pouco tempo... entao foi ter com a arvore mais sabia e compreensiva de todas, a qual chamavam a “Arvore da Compreensao”. Quando la chegou o Medronho explicou o que se passava com os outros frutos. - Os outros frutos nao estao habituados a 11
esta epoca, estamos no verao, voces sao frutos de Outono. - Arvore da Compreensao, como estas habituada a estas epocas? - Sou uma Arvore, duro o tempo que for necessario, posso ser eterna, mas tambem posso morrer com uma doença, tal como os teus amigos vao morrer se nao cuidarem de si mesmo. - Obrigada, vou ter com eles e dizer-lhes para voltarem para casa. - De nada! Foi a correr ter com os frutos. Todos perceberam que tinham de voltar. Tambem foi transmitida a mensagem: “Injustiçados, pela sobrevivencia”, pois sabiam que nao aguentariam outra estaçao, sem ser o outono. Estao satisfeitos por terem ficado bem ... bom as tangerinas ainda demoraram a ser campestres, fora isso tudo voltou ao normal, as romas recuperam a cor e as castanhas o sabor. No ano seguinte o S. Martinho foi lembrado antecipadamente, naquele sim, houve festa, sempre a curtir. A partir daquele dia os frutos nunca, nunca mais, nunquinha voltaram a sair de casa sem ser na epoca certa.
SugestĂľes Relevantes
Agenda
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