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INFRAESTRUTURA LOGÍSTICA

PUBLICAÇÃO Perfil Editora DIRETORA Elisabete Coutinho elisabete@informativodosportos.com.br DIRETORA ADMINISTRATIVA Luciana Coutinho luciana@informativodosportos.com.br JORNALISTA RESPONSÁVEL Luciana Zonta (SC 01317 JP) luzonta@informativodosportos.com.br REPORTAGEM Adão Pinheiro, Alessandro Padin, Érica Amores e Luciana Zonta FOTOS Ronaldo Silva Jr./Divulgação Flávio Roberto Berger/Fotoimagem REVISÃO Izabel Mendes COMERCIAL Thaísa Michelle Santos comercial@informativodosportos.com.br PROJETO GRÁFICO Elaine Mafra |Magic Arte DIAGRAMAÇÃO E CAPA Elaine Mafra |Magic Arte - @magicartedigital elaine@informativodosportos.com.br PERFIL EDITORA Fone: (47) 3348.9998 | (47) 3344.5017 www.informativodosportos.com.br informativodosportos@informativodosportos.com.br *Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da revista.

A LOGÍSTICA

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DAS COISAS

A indústria mundial tem passado por transformações ao longo dos últimos séculos. A cada grande mudança pela qual a indústria passa, a história denomina de Revolução Industrial. A Internet das Coisas, que viabiliza, cada vez mais, as trocas de informações em tempo real, é uma das grandes responsáveis por essa nova revolução. Mas vale a pena destacar aqui a evolução do conceito de “fábrica inteligente”, na qual a integração em tempo real com as demandas e a flexibilidade de responder de forma ágil e eficiente marcam mais esta revolução. Estamos vivendo a era da indústria e a logística tecnológica, como bem evidência a reportagem de capa desta edição da revista Informativo dos Portos. A complexidade que muitos já não conseguem mais acompanhar, que inclui sistemas de otimização, monitoramento e simulação, ainda está limitada aos projetos ou às fábricas e armazéns, mas, no cenário da Indústria 4.0, esses limites serão ampliados para a cadeia de suprimentos e acontecerá provavelmente mais uma revolução: a integração total. Definitivamente, a tecnologia faz os negócios caminharem em um ritmo inédito. No Brasil, o mercado de Internet Industrial das Coisas movimentou US$ 1,35 bilhão em 2016, sendo que a indústria automotiva e manufatura foram as mais relevantes, de acordo com um estudo da Frost & Sullivan. Com grande potencial de transformação, especialistas estimam que esse mercado movimentará cerca de US$ 15 trilhões nos próximos 15 anos, promovendo ganhos consideráveis de eficiência e produtividade, atuando também na redução de custos, consumo energético e uso de materiais. Ainda temos muito a evoluir, mas existe um ambiente favorável ao fortalecimento da economia para, quem sabe, finalmente o Brasil seja o país do futuro. Boa leitura! aSegurança e monitoramento 24h aLocalização estratégia a 8km da Portonave aArmazenagem de cargas soltas e conteinerizadas

Em 2019, o Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes ganhou adequações e melhorias na sinalização náutica, que serviram de bases para a instalação de um moderno sistema de monitoramento meteorológico e oceanográfico do canal de acesso aos portos. O propósito da licitação aberta pela Superintendência do Porto de Itajaí na ocasião era, entre outras perspectivas, o de modernizar suas operações, além de obter dados sobre os ecossistemas de seu entorno. Edição nº 227 - Ano XVIII - Av. Coronel Marcos Konder, 805 – 5º andar - sl 509 - Centro Empresarial Marcos Konder - Centro - Itajaí/SC - 88301-303 NOVOS TEMPOS a indústria e a logística tecnológica A adoção da internet das coisas pela indústria brasileira está mais acelerada. Soluções ajudam o setor logístico a ser mais eficiente e com menor custo 20 18 ANUÁRIO BILÍNGUE BILINGUAL YEARBOOK v Empresas catarinenses apostam Movimentação deve chegar a no aumento das exportações 5 milhões de toneladas em Imbituba Quase um ano após a implantação do SIMPORT (Sistema de OceaINFORMATIVO DOS PORTOS nografia Operacional em Áreas Portuárias), os resultados são considerados positivos pelo Porto de Itajaí. “O sistema tem sido muito bem utilizado pela Autoridade Portuária, Marinha e Praticagem no gerenciamento das manobras. Essa transmissão dos dados em tempo real é um excelente instrumento gerenciador de risco, porque, juntamente com batimetrias, dragagens e sinalização náutica, é mais um braço que vem auxiliar na segurança da navegação”, explica o engenheiro Andre Luiz Pimentel Leite da Silva Junior, diretor técnico do Porto de Itajaí.

MONITORAMENTO DE NAVEGAÇÃO NO COMPLEXO DO ITAJAÍ: REVOLUÇÃO NA OBTENÇÃO DE DADOS METEOCEANOGRÁFICOS

Após implantação do SIMPORT, Itajaí avalia positivamente operações, que A falta de infraestrutura rodoviária adequada e a má conservação contam com dados em tempo real das rodovias têm acentuado os prejuízos para o transportador e, sobre as condições de navegação consequentemente, para o país. A avaliação está na pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) 2021, divulgada no final do ano passado. Atualmente, o transporte rodoviário brasileiro é responsável por O SIMPORT já opera com sucesso na baía da Babitonga e no Porto 65% de toda a carga transportada no Brasil de acordo com a CNT. de Imbituba, em Santa Catarina, no Terminal Portuário de Paranaguá Os percentuais demonstram a importância de sester uma malha (TCP), no Paraná, e no Complexo do Porto-Açu, em São João da Barra, rodoviária de qualidade para proporcionar maior competitividade no Rio de Janeiro. Ele monitora e informa os usuários em tempo real da atividade econômica. sobre as condições meteorológicas e oceanográficas que afetam diretamente a navegação. “Monitorar essas variações tem importância De acordo com o levantamento da CNT, o aumento médio de custo fundamental no planejamento e na execução das manobras portuárias operacional do transporte rodoviário devido à falta de qualidade do (atracação, desatracação e navegabilidade), auxiliando a praticagem pavimento atual das rodovias brasileiras é de 30,9%, resultado que v local na navegação e manobras de navios”, explica o oceanógrafo Emiafeta os custos do transporte e, consequentemente, o preço final lio Dolichney, sócio da Acquaplan, empresa responsável pelo sistema. dos produtos destinados ao consumidor. A tendência é esse prejuízo se acentuar, uma vez que os investimentos públicos em rodovias Segundo o engenheiro André, anteriormente à implantação do SIMtêm se mantido em patamares muito baixos nos últimos anos. PORT, a obtenção dos dados hoje dispostos pelo sistema era diferente. “Tudo era muito empírico: ligava-se para o navio para saber como Desde 2011, o total pago do investimento público federal em rodoestava o tempo lá fora, a correnteza era medida pela praticagem, mas vias no Brasil (R$ 19,93 bilhões) vem caindo. Em 2020, ele fechou hoje gerenciamos a abertura e o fechamento de barra com dados técem R$ 7,40 bilhões e até outubro do ano passado o total pago foi nicos mais precisos e com maior agilidade, tendo certeza de que as de R$ 4,16 bilhões. Com recursos escassos, a manutenção das condições ambientais estão propícias para a realização das manobras com segurança”.

MÁ CONSERVAÇÃO DAS RODOVIAS ACENTUA PREJUÍZOS DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO

Pesquisa da CNT mostra que aumento médio rodovias públicas federais fica prejudicada. do custo operacional do transporte devido à falta de qualidade do pavimento das PARTICIPAÇÃO PRIVADA: MAIS EFICIÊNCIA rodovias brasileiras é de 30,9% Esse panorama corrobora o caminho que tem se mostrado uma solução viável de investimento para o setor: a confluência entre a participação pública e privada. Isso fica claro quando se observa o cenário a partir do tipo de gestão entre 2016 e 2020. Neste período, o investimento privado por quilômetro foi muito superior ao público federal, cuja média para vias concedidas foi de R$ 381,04 mil, contra uma média de R$ 162,92 mil nas rodovias federais sob gestão pública. Essa diferença pode ser vista quando se compara a qualidade das rodovias concedidas com as de administração pública. Em 25,8% daquelas sob gestão privada constatou-se algum tipo de irregularidade. Apesar disso, o percentual está bem abaixo dos 71,8% da extensão com problemas nas rodovias sob administração pública. Por outro lado, a busca por maior participação privada não exclui a responsabilidade pública no investimento em rodovias no país – especialmente aquelas que não possuem atratividade para serem concedidas e, portanto, necessi1 tam de uma maior atenção por parte do Estado. Considerando a necessidade de intervenções mais urgentes nas rodovias, estima-se que a reconstrução e restauração dessas vias demandaria um investimento total de R$ 62,9 bilhões, a preços de outubro de 2021. Já para a manutenção dos trechos classificados como desgastados, o custo estimado é de R$ 19,6 bilhões. Importante notar que devem ser somadas a tais intervenções os custos de reestruturação da malha viária, por exemplo, a adequação da capacidade de pistas e a pavimentação de novos trechos. n www.flarmazenagem.com.br - BR 470 - km 7 - Volta Grande - Navegantes/SC - (47) 3319-6400

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