Django Tributo Música
As Angústias do Senhor Trinity Word Spoken
Ruas Primas Exposição de Fotografia
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N.º 1 JULHO 2014 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
1 Ficha Técnica Título: Cenas ao Sul Editor: Associarte Data: Julho de 2014 Tiragem: 5000 exemplares Director: Pedro Miguel Comendinha Grilo, Presidente da Associ’arte. Redação: Gabinete de Comunicação de Cenas ao Sul Design Gráfico: Rui Belo, design+print Depósito Legal:
Diabo na Praça do Giraldo No próximo dia 26, a Praça do Giraldo será ocupada pelo Roque Popular dos Diabo na Cruz. A banda da braguesa com pedaleira tem músicas novas, como Vida de Estrada, e um álbum homónimo a sair até ao final do ano. “Estamos a entrar numa nova fase enquanto grupo, o entusiasmo é grande e pensamos que isso se vai sentir”, afirma Jorge Cruz. Pela primeira vez em Évora, anunciam-se como um dos pontos altos do Cenas ao Sul, materializando uma forte aposta na música intrinsecamente portuguesa, que conjuga, sem pudor, as raízes do canto tradicional e a tenacidade e irreverência do rock. Uma sonoridade alegre e descomprometida, envolvida em crítica mordaz e palavras bonitas para criar música de dançar e pular por mais. “Vamos dançar como sempre, com vontade de ver o povo dançar à nossa frente” promete o vocalista ao Cenas ao Sul.
Formados em 2009, contam com Jorge Cruz na voz e guitarra, Sérgio Pires na braguesa e voz (substituindo B Fachada), Bernardo Barata (ex-Feromona) no baixo, os irmãos João Pinheiro (Tv Rural), na bateria, e Manuel Pinheiro, na percussão, e João Gil (You Can’t Win, Charlie Brown) nos teclados, finalizando este ensemble bucólico da reinvenção musical. Em preparativos para publicar o próximo registo de longa duração, denominado Vida de Estrada, de que nos trarão alguns novos temas, não fica esquecida a discografia aclamada do colectivo lisboeta. Começando por Virou!, álbum introdutório da forma inovadora de abordar a harmonia tradicional, revelou uma maturidade para ver Portugal que há muito não se ouvia. Com influências tão díspares, desde Zeca Afonso aos The Smiths, os Diabos largaram uma pedra no charco da cena musical portuguesa.
O segundo trabalho é, muitas vezes, derradeiro, no que concerne ao futuro de uma banda, podendo confirmar ou demolir o previamente conseguido. Roque Popular alicerçou as expectativas. Quem gostava, gostou mais, quem não conhecia, passou a conhecer. De Bomba-Canção, a lembrar o longínquo A Cantiga É Uma Arma, de José Mário Branco, a Pioneiros, passando pela balada Fronteira, um lamento da geração que se vê obrigada a partir, o segundo trabalho destes jovens é uma sátira da Lusitânia, que tanto tem de refrescante quanto de nostálgica. Para Vida de Estrada espera-se mais. Só se pode esperar mais de quem, como afirma Jorge Cruz, tem como objectivo “fazer cruzar passado e futuro e, no presente, fazer parte do património cultural de Portugal”. Para sábado, é só esperar o melhor do Diabo que vem pregar aos eborenses. Mas não é pecado. w