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Editorial do Conselho

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Novembro chegou, trazendo o final de um ano que, muitos afirmam, sequer começou e, está longe de acabar, no que trouxe de pior e impensado: A pandemia, que paralisou o mundo, espalhou o medo e a incerteza, fechou o Clube por meses e limitou o trabalho deste Conselho Deliberativo, que pouco se reuniu.

Foi um ano sem debates em plenário, com poucas proposições de melhorias para o Clube e seus Associados, mas certamente não foi um ano perdido. Aprendemos, de forma dura, mas sairemos melhor, ou mais preparados, no que foi um verdadeiro ensinamento.

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O Conselho Deliberativo mostrou, numa situação de crise, ser um órgão fundamental para a Associação, juntamente com a Diretoria Executiva, dando-lhe apoio, aconselhando, fazendo que o Paineiras passasse incólume por situação inusitada, que trouxe tantas preocupações e incertezas para nosso futuro como associação.

Medidas duras, mas necessárias de reorganização foram adotadas pela Diretoria Executiva, com resultados amplamente favoráveis, que possibilitam a continuidade das atividades, sem maiores sobressaltos ou sacrifícios dos Associados, que entenderam o momento delicado e aguardam pacientemente pela volta da normalidade, a que todos estávamos acostumados.

A maioria das atividades já retornou, aguardando-se a liberação da prática dos esportes coletivos, como o futebol, o vôlei e o basquete. São Paulo ingressou na Fase Verde do Plano de Retomada, já sendo possível um aumento no número de praticantes e, até de realização de eventos.

A vida que se tornou triste e preocupante, agora em novembro, volta timidamente à sua alegria, sendo, contudo, necessária muita cautela, preservação dos cuidados, para que não caiamos na chamada “segunda onda”, que já vem ocorrendo em alguns países da Europa.

O Conselho Deliberativo cancelou reunião em março, ainda antes do Clube fechar, mostrando sua preocupação com a segurança dos Conselheiros e realizou no mês de agosto a primeira reunião virtual da história do Clube, experiência que, como não poderia ser diferente, trouxe muitos problemas inesperados e limitou o debate e a participação dos Conselheiros.

Ao ler este editorial, o Conselho realizou sua primeira reunião presencial após a pandemia, em 26 de outubro, com temas importantes,

DA ESQUERDA PARA DIREITA – ALESSANDRO MARIA PAGANO, EDOARDO GUGLIELMI E MARCELO DE LIMA DIAS

tais como proposição de reforma eleitoral que prevê a unificação das eleições do Conselho e da Diretoria Executiva que, a cada 06 (seis) anos, coincidem no mesmo ano, no interregno de 02 (dois) meses e a prerrogativa para realização de reuniões virtuais em situações de emergência, não previstas no Estatuto Social atual.

Críticas são importantes e devem ser colocadas, com respeito, especialmente para as difíceis decisões que tivemos e estamos tendo que adotar, tal como a realização de reunião presencial, como forma de permitir o debate, a discussão, os questionamentos e esclarecimentos, impossíveis ou muito difíceis de administrar virtualmente para uma casa com 137 (cento e trinta e sete) Membros.

Todas as medidas de prevenção e mitigação possíveis foram adotadas para garantir a maior segurança possível de todos. Novamente, não é a melhor medida, mas aquela possível para o momento, embora possam ser excludentes para alguns Conselheiros. Na atual situação, nenhuma solução poderá ser perfeita ou, agradar a todos, infelizmente.

Para cada situação, existe uma frase célebre deixada por algum pensador, ou por quem já teve a incumbência de decidir: “Para você que está chegando agora, criticando o que está feito, deveria estar aqui na hora de fazer. Não sejas um especialista em usar a crítica ao que está feito como pretexto para nada fazer. Assina, aquele que fez, quando no momento de fazer, não sabia-se como”. Abraham Lincoln

Abraços paineirenses,

EDOARDO GUGLIELMI PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO

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