Investimentos
Teoria de Opções, sua importância e aplicabilidade IBEF SP reúne executivos financeiros com Andrea Minardi, professora do IBMEC, para discutir a aplicação da Teoria de Opções em projetos de investimentos
Na noite de 08 de agosto, o IBEF SP realizou, em sua sede, um Encontro Informal com Andrea Maria Accioly Fonseca Minardi, professora do IBMEC São Paulo e doutora em Administração de Empresas com ênfase em Finanças pela EAESP/FGV. Dona de um extenso e invejável currículo, Andrea apresentou o tema “Teoria de Opções Aplicada a Projetos de Investimentos” – tema de seu livro, de mesmo título, lançado em 2004 pela Editora Atlas. A apresentação O interesse das empresas por compreender e aplicar a ferramenta da Teoria de Opções Aplicadas a Projetos de Investimentos está crescendo, já que o método do Valor Presente Líquido (VPL) não é considerado adequado para avaliar projetos em condições de incerteza – embora ele ainda seja necessário. “A abordagem da Teoria de Opções permite analisar projetos levando em consideração as alternativas de crescimento existentes, que são a essência da vantagem competitiva e que podem ser muito úteis na indicação de qual é a maneira ótima de gestão. Essa ferramenta pode sugerir quais são as ações gerenciais mais apropriadas a serem tomadas, de acordo com o ambiente econômico no futuro”, explicou a professora durante o encontro. Entender os projetos como coletâneas de opções reais pode auxiliar bas-
tante no desenho do investimento hoje, aumentando as flexibilidades futuras e possibilidades de crescimento. O conceito de opções desenvolvido no mercado financeiro pode ser aplicado em administração financeira. O método do Valor Presente Líquido (VPL) assume que a gestão do projeto não será alterada em função de mudanças das condições do ambiente de negócios. Por isso, ignora as flexibilidades gerenciais existentes, ou seja, as possibilidades que os gerentes têm para alterar suas estratégias iniciais, adequando-se melhor às novas realidades gerenciais. “Essas flexibilidades gerenciais nada mais são que opções reais, como a possibilidade de expandir, estender, contrair, abandonar (temporária ou definitivamente) ou adiar um projeto de investimento em resposta aos eventos ocorridos no mercado, que podem aumentar ou diminuir o valor do projeto ao longo do tempo”, explicou Andrea. “Um projeto de investimento pode ser visto como um conjunto de opções reais. A gerência pode expandir ou prolongar um projeto de investimento, caso as condições de mercado sejam mais favoráveis do que o esperado, mas também pode reduzi-lo ou abandoná-lo, caso os resultados sejam piores do que o inicialmente previsto”, disse. Todas as opções proporcionam maior flexibilidade ao projeto, possibilitando uma maior capacidade de reagir adequadamente às mudanças de mercado, sejam elas positivas ou não. Opções Financeiras Opções são contratos que dão ao seu titular o direito de comprar ou vender um determinado ativo, a um preço préfixado, na data de seu vencimento ou antes dela. Após o término do prazo, a
Andrea Maria Accioly Fonseca Minardi, do Ibmec São Paulo
opção extingue-se. “O titular de uma opção detém o direito, mas não a obrigação de exercê-la. Exercer uma opção refere-se ao ato de comprar ou vender um determinado ativo ao preço de exercício estabelecido no contrato”, esclareceu a professora do IBMEC. As opções, tanto de compra quanto de venda, que podem ser exercidas a qualquer momento até a data do vencimento, são chamadas opções americanas. Já as opções que somente podem ser exercidas na data do vencimento são as opções européias. O prêmio ou valor do contrato de opção é influenciado pelos seguintes fatores: preço de exercício, prazo até o vencimento, preço do ativo objeto, volatilidade das taxas de retorno do ativo objeto e fluxos tipo dividendo que venham a diminuir o preço do ativo-objeto antes da data de vencimento da opção. IBEF NEWS • Setembro 2006
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