Lautriv Mitelob - BV020

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(Carlos Egberto Vital Pereira)

Direção e Redação: Evaldo Brasil e Rau Ferreira Contato: kaquim@gmail.com Conteúdo: De blogs, sites; e inédito.

Paralelas

S

Banabuyê de Esperança ‐ Parahyba ‐ Brasil Dedicado especialmente à arte, à cultura e à história da nossa gente. Nº 020 ‐ 31 de Julho de 2014

O mundo e suas voltas

oube que um Rubem d o s m e u s A vida que a mim consiste escritores Nos moldes que a razão emana preferidos e humano É certo, existir não existe Ana Débora Mascarenhas “c a n i n i z a d o ” e s t á É concisa, fugaz e profana enfermo. Ele que ama O belo que a existência explicita os ipês amarelos, os cachorros e a vida, mais que tudo agora Enruga-se no primor da ode sente a fragilidade da biologia humana. Ele que me ensinou No sonho da donzela se avista a ver o mundo de forma diferente; que numa bienal de livros E se perde a pretexto hoje autografou um dos seus para mim, hoje está hospitalizado. Quem dera se amanhã eu pudesse Uma das almas mais lindas que já conheci. Para mim, Primar pela realidade insana ele é como o Riobaldo de “Grandes Sertão: Veredas”, ou Quem sabe meu coração fenece samurai de Xogum, ou até mesmo o próprio Rubem que gosta de gatos e cachorros e que já teve tantos, assim como Ao ver enrugar-me a vida eu. Se bela, há de ser remota Que nem a nossa ilusão avista. E nas voltas que o mundo dá, certa vez ele disse “Quero que me amem como amo aos cachorros”. Ah, Rubem como eu te amo assim como os cachorros, e gostaria que comigo também assim fosse, como aos cachorros. E estou na torcida para que volte logo a fazer as caminhadas na fazenda Santa Elisa. (http://asvoltasqueomundodar.blogspot.com.br/2014/07/rubem-alves.html)

Mais Egberto no Sarau P10 E ainda: Carlos Almeida Rau Ferreira Evaldo Brasil

Alves

Mais Rubem Alves P04 Mais Ana Débora P07 Manoel Monteiro P09

Soneto Acróstico À Paraíba dou meu cumprimento, Representada aqui por ARIANO, Inconfundível autor paraibano, Astro inconteste do conhecimento. Nunca me fez ferir o sentimento Ouvir alguém falar só por engano Ser este gênio autor pernambucano, Unido estado do seu aposento. Agasalhado ali se foi na lida, Só lhe restou sentir sua partida Sem olvidar que Deus sempre abençoa! Ultrassensível à causa nordestina, Não guarda mágoa nem deixou ruína À sua terra que é João Pessoa. P.S. de DÓRIA

Ariano Suassuna: mais na P08 João Ubaldo P06


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