Os especialistas Arnaldo Peres e Judah Adonai debatem o panorama e perspectivas para o mercado de Comunicação Visual e Sinalização
ARTE & INDÚSTRIA GRÁFICA • ANO XLIX • OUT/DEZ 2024 • Nº 322
ARTE & INDÚSTRIA GRÁFICA • ANO 50 • JAN/MAR 2025 • Nº 323
Novo design do troféu e homenagem a dois italianos pioneiros no ensino da Escola Senai foram destaques na 32ª edição do Prêmio Fernando Pini
Conheça os caminhos disponíveis para aumentar a competitividade e eficiência na gestão inteligente da sua empresa na era da Indústria 4.0
Abigraf Nacional, a comunicação e a democracia
Neste ano, a Abigraf Nacional atingirá uma importante marca: 60 anos trabalhando em prol da indústria gráfica nacional, em uma trajetória que, oficialmente, teve início com empresários e profissionais pioneiros de nosso setor reunidos em Águas de Lindoia para a realização do I Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica. Obviamente que, de lá para cá, muita coisa mudou. Influenciados pela tecnologia, nosso setor e nossas empresas evoluíram. Impactada pelo mundo digital, a comunicação impressa, um bastião que sempre defendemos, também mudou.
Ainda que assistamos à queda das tiragens de livros, revistas e jornais, é inegável que, em um momento em que primamos pela necessidade de debatermos sobre as fake news (uma facilidade que o meio digital criou), a mídia impressa destaca-se como um veículo de extremo valor afinal, o papel é a principal base para atestar a perpetuação de uma informação ou notícia, ao contrário do caráter efêmero das mídias sociais e do universo digital, nos quais conteúdos novos surgem e desaparecem num piscar de olhos.
Falo, aqui, da mídia impressa e da validação da informação com o objetivo de adentrar em um tema de suma importância e que, também, tem direta ligação com a realidade que vivemos realidade essa permeada pela liquidez das mídias digitais. Refiro-me ao papel da Abigraf Nacional de ser uma entidade que, além de desempenhar um papel fundamental diante do associativismo, também tem, como obrigação, ser fonte de informações de relevância para empresas e profissionais que compõem nosso mercado.
Como associação, nós, assim como muitos que primam pela verdade e pela informação de qualidade, enfrentamos dificuldade de colocar em pauta assuntos importantes que afetam nosso setor em virtude do alastramento
da polarização política e do mau uso das mídias sociais e dos espaços jornalísticos para divulgação de informações falsas ou tendenciosas. Em um país em que apresentar dados e trazer conteúdo econômico tornou-se uma porta aberta para haters de todas as ideologias políticas e partidárias, faz-se necessária a reflexão sobre os rumos que estamos tomando. Afinal, quando os bons calam, os mal-intencionados vencem.
Informação crível, de qualidade, sempre foi, e sempre será, uma das principais ferramentas para auxiliar nosso mercado na tomada de decisão sobre o presente e futuro da indústria. A Abigraf Nacional leva muito a sério esse compromisso, bem como o zelo em divulgar conteúdos isentos e que tenham utilidade real a nossos associados, independentemente de suas opções políticas.
Assim é a democracia e assim seguiremos, tanto em nossas plataformas digitais, como impressas, prestando serviço de valor para aqueles que constroem o sucesso da indústria gráfica brasileira.
Esse segue sendo um de nossos importantes compromissos, desde que assumimos a presidência da associação: democratizar o acesso à informação e às ações da Abigraf Nacional com vistas a fortalecer nosso mercado.
Ninguém ficará para trás. Juntos, somos mais fortes.
juliao@graficapontual.com.br
GPresidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Nacional)
REVISTA ABIGRAF
ISSN 0103-572X
Publicação trimestral
Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 529 (Paraíso)
04103-000 São Paulo SP
Tel. (11) 3232-4500 Fax (11) 3232-4550
E-mail: abigraf@abigraf.org.br
Home page: www.abigraf.org.br
Presidente da Abigraf Nacional: Julião Flaves Gaúna
Presidente da Abigraf Regional SP: João Scortecci
Gerente Geral: Wagner J. Silva
Conselho Editorial: Bruno Mortara, Fábio Gabriel, João Scortecci, Plinio Gramani Filho, Rogério Camilo, Tânia Galluzzi e Wagner Silva
Colaboradores: Bruno Arruda Mortara, Carlos Silgado Bernal, Fabiano Peres, Hamilton Terni Costa, João
Scortecci e Roberto Nogueira Ferreira
Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli
Editoração Eletrônica e Fechamento de Arquivos: Studio52 Papel fornecido pela Blendpaper: capa e encarte, Signaplus Gocci 180 g/m²; miolo, Markatto Edition 120 g/m²
BLENDPAPER
Enobrecimento da Capa: Lamimax, aplicação de hot stamping com fitas da MP do Brasil
Impressão e acabamento: Leograf Gráfica e Editora
Acesse: www.abigraf.org.br/revista-abigraf
Apoio Institucional
Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica
NATALÍ DE PAULA
Artista da capa
“‘Intensidade da Vida’ é uma explosão de emoções e significados refletindo a força interior que impulsiona cada ser humano em sua jornada de superação. Criada a partir de uma visão profunda sobre o poder da transformação, essa pintura é uma verdadeira celebração da vida em sua forma mais pura e vibrante.
As cores se entrelaçam com uma energia única, criando um movimento constante que nos envolve e nos convida a refletir sobre a intensidade com que vivemos. Com sua riqueza de traços e formas, a luta e a persistência daqueles que buscam ir além, ultrapassando os limites impostos pela vida e abraçando a própria evolução. Cada parte da composição comunica a urgência de viver com paixão, a necessidade de se lançar ao desconhecido com coragem, e a beleza encontrada em cada desafio superado. A vibração das cores parece pulsar em sintonia com o coração, sugerindo que a verdadeira essência da vida está na busca constante pela renovação, pela vitória sobre os obstáculos e pela reinvenção de nós mesmos. Em perfeita harmonia com o poema ‘Saber Viver’, de Cora Coralina, a obra nos lembra que a verdadeira sabedoria está em viver com intensidade, na plenitude do presente, reconhecendo a grandiosidade das pequenas coisas e a beleza dos momentos mais simples. A poetisa nos ensina que o tempo, por mais fugaz que seja, oferece a cada um de nós a chance de fazer da vida uma obra-prima.”
Obra da artista plástica e muralista Natalí de Paula, de São José dos Campos, SP, “Intensidade da Vida” é um convite para todos aqueles que desejam viver além dos limites do possível, para aqueles que acreditam que, mesmo diante das adversidades, é possível transformar a vida em uma jornada de pura força e beleza. www.natalidepaula.com.br / natalidepaulas@gmail.com / f (12) 99154-4444
Tour da Manroland
Sheetfed passa pelo Brasil
A companhia destacou a importância do mercado brasileiro durante a World Evolution Tour, apresentando inovações tecnológicas e reafirmando seu compromisso com o crescimento e amplo suporte técnico local.
Gestão inteligente na era da Indústria 4.0
FUNDADA EM 1965
Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf)
Hamilton Costa aborda as várias ferramentas disponíveis para aumentar a eficiência, competitividade e incremento das empresas, ressaltando a automação, a análise de dados e a liderança baseada em evidências.
Intensidade da Vida, 130 × 120 cm, acrílica sobre painel, NP 423/2025. Original D @natalidepaulas
Especialistas debatem Comunicação Visual
Arnaldo Peres, diretor da Neoband, e Judah Adonai, CEO da Afacom, discutem os desafios e oportunidades no mercado de comunicação visual, destacando a integração de soluções e a necessidade de gestão estruturada.
Fespa Digital Printing 2025 amplia área
A feira de CV e impressão digital cresce 20% em área ocupada.
O evento traz diversidade tecnológica, palestras, workshops e experiências imersivas, destacando-se como um ambiente para networking e atualização.
Prêmio Fernando Pini: troféu de cara nova
Cerimônia premiou a excelência em 86 categorias (gráficas e fornecedores), homenageou os pioneiros italianos que ajudaram a estruturar a Theobaldo De Nigris e revelou o novo design do conta-fios dourado.
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Transformação digital: da teoria à prática
O artigo de Carlos Silgado apresenta áreas-chave da automação, orientações para avaliar a maturidade digital da empresa e os desafios de implementação, destacando a importância da gestão estratégica na transformação digital.
Normas para impressão de grandes formatos
A impressão de grandes formatos evoluiu significativamente com o jato de tinta. Bruno Mortara destaca a norma ISO 12647-8 como referência para o setor, enfatizando benefícios como repetibilidade e redução de custos.
Abigraf dá suporte a um novo segmento
A Abicomv, nova divisão da Abigraf Nacional, foi criada para apoiar a área de comunicação visual e sinalização, oferecendo suporte técnico e associativo às empresas do segmento e integrando os profissionais que atuam nessa área.
CONTEÚDO DESTA EDIÇÃO
Fedrigoni lança novos papéis para rótulos
Concebida para os segmentos de embalagens e bebidas, a Fedrigoni Special Papers lançou em janeiro a Wet Glue Collection, uma seleção de papéis para rótulos, disponíveis em formato de folha para rotula‑ gem com wet glue. Destinada às indústrias de bebidas e alimentos gourmet, a nova coleção é cons‑ tituída por papéis resistentes à umidade com tecnologia de alto desempenho e propriedades de barreira para suportar condições
críticas, como gordura e variações de temperatura. Disponíveis entre 70 e 100 g/m², os papéis também podem ser solicitados em uma gama mais ampla sob medida, mediante pedido.
A linha Wet Glue dispõe de quatro famílias diferentes: Perfor‑ mance, Natural, Classic e Iconic, cada uma delas com tecnologias, composições, acabamentos e cores próprias. www.fedrigoni.com
Lexmark está sendo adquirida pela Xerox
No final de dezembro de 2024, o Conselho de Administração da Xerox Holdings Corporation apro‑ vou a aquisição da Lexmark Inter‑ national, controlada por Ninestar Corporation, PAG Asia Capital e Shanghai Shouda Investment Cen‑ tre. O negócio, avaliado em US$ 1,5 bilhão, inclui passivos assumidos.
A Lexmark, com sede em Le‑ xington, KY (EUA), parceiro e for‑ necedor da Xerox, é importante desenvolvedor de soluções e tec‑ nologias de imagem, incluindo linha de impressoras e multifun‑ cionais de classe mundial. A tran‑ sação fortalece a capacidade da
Congraf Embalagens
amplia parque gráfico
Em fevereiro, com um investi‑ mento de 705 mil euros, a Con‑ graf recebeu novo equipamento de alto desempenho para aten‑ der à cada vez maior demanda por acabamentos especiais e pela produção de embalagens ou ró‑ tulos premium com hot stamping. Trata se do Promatrix 106 FC, da Heidelberg/Masterwork, sua par‑ ceira de longa data, que oferece recursos avançados, como regis‑ tro ótico e zonas de aquecimento de alta precisão. Com isso, a em‑ presa otimiza a produção e forta‑ lece sua estratégia de inovação e crescimento para 2025.
O equipamento tem capa‑ cidade para produzir até 7.500
folhas por hora, e é dotado de dispositivo para troca rápida de chassi e aplicação de foil na transversal, o que permite maior flexibilidade e precisão nos aca‑ bamentos. A detecção ultrassô‑ nica de folha dupla e a cinta de sucção na mesa do alimentador garantem segurança e eficiên‑ cia na operação, evitando erros e aumentando a produtividade. “Marcas que desejam personali‑ zar embalagens para valorizar a qualidade, o produto e sua identi‑ dade terão excelentes resultados com essa tecnologia”, ressal‑ ta Sidney Anversa Victor Junior, diretor de operações da Congraf. www.congraf.com.br
Mocha
Xerox em atender ao grande e crescente mercado de impressão colorida A4, para responder às necessidades de mais de 200 mil clientes em 170 países, com 125 instalações de fabricação e distribuição em 16 países.
A aquisição está sujeita a apro‑ vações regulatórias, aprovação dos acionistas da Ninestar e ou‑ tras condições habituais de fecha‑ mento. A conclusão da operação está prevista para o segundo se‑ mestre de 2025. Até lá, Xerox e Lexmark mantêm suas atividades de forma independente.
www.xerox.com
Mousse é a Cor Pantone do Ano 2025
Desde 2000, a Pantone seleciona anualmente uma cor que refle‑ te as tendências em vários setores. A prática tem impacto no desen‑ volvimento de produtos e decisões de design na moda, decoração de interiores e embalagens de produtos. Seguindo essa tradição, a Pantone escolheu para 2025 a cor “Mocha Mousse”, um marrom sua‑ ve que remete ao cacau, chocolate e café, identificada pelo código Pantone 17‑1230.
Em 2024, a cor “Peach Fuzz” foi selecionada por evocar otimis‑ mo e calor. Em 2023, foi a vez do “Viva Magenta”, destacando uma energia vibrante. Já em 2022, “Veri Peri” foi escolhida por transmitir tranquilidade e estabilidade. www.pantone.com.br
Druck Chemie: Soluções Personalizadas para Crescimento Sustentável
Na Druck Chemie, entendemos que cada cliente possui necessidades únicas. Por isso, oferecemos soluções eficientes e sustentáveis para impulsionar o seu negócio:
•Produtos de Alta Qualidade: Desenvolvemos produtos químicos de alta performance para a indústria gráfica, garantindo excelência em seus processos.
•Logística Reversa: Implementamos sistemas de logística reversa que promovem a reutilização e reciclagem de materiais,contribuindoparaapreservaçãodomeioambiente.
•Gerenciamento de Resíduos Perigosos: Oferecemos serviços especializados no gerenciamento de resíduos perigosos, assegurando o descarte adequado e em conformidade com as normas ambientais vigentes. (Consulte a disponibilidade em sua região.)
Ao escolher a Druck Chemie, você opta por uma parceria comprometida com a sustentabilidade e o crescimento mútuo. Juntos, podemos transformar desafios em oportunidades, promovendo um futuro mais verde e próspero.
Entre em contato conosco para descobrir como nossas soluções personalizadas podem atender às suas necessidades específicas e contribuir para o sucesso do seu negócio.
Druck Chemie. Do início ao fim, uma boa impressão.
A luta pela manutenção das bulas impressas e o direito da população
A manutenção das bulas im‑ pressas de medicamentos é um tema de relevo no debate so‑ bre segurança e acessibilidade na saúde pública brasileira. Nos últimos três anos, o Movimento Exija Bula vem realizando um produtivo e incansável trabalho em várias frentes, a fim de man‑ ter a bula impressa junto com a caixa do medicamento visando o respeito ao direito de a popu‑ lação ter em mãos total acesso à informação sobre o produto e evitar riscos desnecessários, mui‑ tas vezes, graves. Inúmeras ações nas esferas jurídica, de comuni‑ cação e política garantiram até agora a sua manutenção, ape‑ sar do rolo compressor que tra‑ balha, com grande força, para a sua eliminação.
A Anvisa tem discutido a tran‑ sição para versões digitais, o que gerou preocupações diante da realidade de cerca de 40 milhões de brasileiros que enfrentam di‑ ficuldades de acesso à internet, segundo dados do IBGE. Pesqui‑ sa do Instituto DataFolha, de 2024, reforça essa necessidade ao apon tar que 84% da população consi‑ deram a bula impressa essencial e 66% relatam dificuldades em acessar informações digitais.
A Resolução RDC nº 885/2024, da Anvisa, que propõe a elimi‑ nação gradual das bulas impres‑ sas em favor de versões digitais acessíveis via QR Code, ignora a exclusão digital e desrespeita os resultados de Consulta Pública promovida pela própria agên‑ cia. Isso também afronta o direi‑ to à informação garantido pelo Código de Defesa do Consumi‑ dor, além de colocar em risco a segurança dos pacientes que de‑ pendem de informações claras, e imediatas, para o uso adequado dos medicamentos. Em situações de emergência ou falhas tecno‑ lógicas muito comuns, prin‑ cipalmente no nosso país , a ausência da bula impressa pode trazer consequências graves.
A discussão ganhou desta‑ que no Congresso Nacional, com a apresentação de projetos de lei como o PL 715/2024, da deputada Jandira Feghali, e o PL 4374/2024, de autoria do senador Alessandro Vieira, que visam garantir a obri‑ gatoriedade das bulas impressas. Esses projetos, dentre outros com o mesmo objetivo, têm o apoio de entidades como o Idec, Pro‑ con e Ministério Público Federal, que reforçam a importância do acesso inclusivo e universal às in‑ formações sobre medicamentos.
A mobilização social também foi fortalecida por campanhas amplamente divulgadas pela mí‑ dia espontânea. O tema alcançou dezenas de reportagens em gran‑ des emissoras como Band, Record,
Cultura, SBT, além de centenas de portais online, mídia impressa e visitas a redações de importan‑ tes veículos de imprensa de Brasí‑ lia. Essa exposição contribui para sensibilizar a opinião pública e influenciar decisões políticas. No âmbito internacional, o movimento firmou parcerias de relevo com entidades nos EUA e na Europa, que lutam, há anos, pela manutenção das bulas im‑ pressas de medicamentos. Se so‑ marmos, nas três iniciativas, a população geral afetada, temos, em média 800 milhões de pes‑ soas. Ou seja, praticamente 10% da população mundial. Um con‑ tingente extremamente conside‑ rável e que deve ser respeitado. Manter as bulas impressas não é apenas uma questão de prefe‑ rência; é uma necessidade para garantir segurança, acessibilidade e inclusão social. A digitalização é bem vinda como ação comple‑ mentar, mas não pode substituir um recurso vital para a maioria dos brasileiros. Cabe à socieda‑ de, órgãos reguladores e repre‑ sentantes políticos priorizarem o bem estar da população, ga‑ rantindo que nenhum cidadão fique desprotegido. www.abigraf.org.br
Zanatto inaugura demo center voltado a embalagens
O Centro de Demonstrações da Zanatto Soluções Gráficas, en‑ tregue ao mercado no início de janeiro, em Curitiba, PR, foi de‑ senvolvido especialmente para o segmento de embalagens. Em suas instalações, os clientes pode‑ rão conhecer de perto as tecnolo‑ gias que a Zanatto comercializa para a área de embalagens, tanto
de flexografia como offset, que representa 80% dos negócios da empresa. São soluções que in‑ cluem softwares para edição e gerenciamento de fluxo de tra‑ balho Hybrid, softwares da linha GMG Color, sistemas para geren‑ ciamento de cores X‑Rite e as cha‑ pas flexográficas Miraclon. O novo demo center também contempla
os produtos da nova parceria ce‑ lebrada com a fabricantes france‑ sa Vianord Engineering e as novas tecnologias para gravação, expo‑ sição e processamento RiseFlexo, da própria Zanatto.
Adair Zanatto, presidente da empresa, Edison José Gonçalves, diretor geral, e Robson André Es‑ perança, gerente de flexografia,
recepcionaram os parceiros e for‑ necedores que foram a Curiti‑ ba para conhecer o novo espaço. “Há mais de duas décadas temos investido no mercado de emba‑ lagens e flexografia, e este é mais um passo importante que renova a trajetória da Zanatto”, afirmou o presidente. www.zanatto.com.br
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Comunicação visual:
Com visões diferentes e complementares, Arnaldo Peres, diretor comercial da Neoband, e Judah Adonai, CEO da Afacom, Escola da Comunicação Visual e Gráfica, destrincham o mercado da comunicação visual, apontando oportunidades e fragilidades. Ambos acabam de assumir, respectivamente, a diretoria de Relações com o Mercado e técnica da Abicomv, nova divisão de Comunicação Visual e Sinalização da Abigraf Nacional. integração
Arnaldo, como você enxerga o segmento de comunicação visual? Quais tendências estão transformando o setor?
Arnaldo Peres: Dentre as principais tendências, eu destaco a automação e a velocidade das máquinas digitais, que estão cada vez mais ágeis, permitindo processos mais eficientes; a interação com as telas e a Realidade Aumentada, conectando os displays, os impressos, e levando o mundo virtual ao consumidor; o
desenvolvimento do ponto de venda (PDV) e o vitrinismo. Inclusive no NRF Retail’s Big Show1 voltou-se a falar da importância das lojas físicas, que têm de estar muito bem decoradas, criando, num trabalho conjunto com as lojas virtuais, um ambiente de concierge
1 O NRF Retail’s Big Show é o maior evento global do varejo, realizado anualmente pela National Retail Federation. Em 2025, o evento foi realizado em Nova York, nos EUA, no início de janeiro.
Outro movimento importante: a integração de soluções. Você não é apenas um impressor. Há a produção, mas também o manuseio, a picagem2 , a logística, a instalação e, cada vez mais, a tecnologia para captar leads e engajar o consumidor, formando um conjunto de serviços. Estamos falando em transformar o impresso em uma ferramenta interativa, que não só comunica, mas gera resultados mensuráveis para o nosso cliente.
Olhando para essas tendências, entendo que o segmento de comunicação visual vive um período de muito dinamismo. O mercado está demandante?
Arnaldo Peres: Sim, é pujante e ainda não atingiu seu ápice. Há uma demanda que supera a oferta, e o setor continua se expandindo. Mas eu alerto para a questão da diversificação, tanto em serviços adicionais, quanto novas aplicações. Nesta semana mesmo, um cliente aqui procurou saber se era possível imprimir em cortinas roll on. Sim, há possibilidade de imprimir com tecnologia UV nesse tipo de tecido e aí chegamos ao segmento de arquitetura e decoração, ainda pouco explorado pelo nosso setor.
Entre os vários nichos de mercado que você apontou, quais apresentam um ritmo mais forte de crescimento?
Arnaldo Peres: PDV e vitrinismo estão na crista da onda. Temos de lembrar que a vitrine tem um poder de sedução enorme sobre o consumidor. Da mesma forma, o PDV, no qual há um investimento massivo. O ponto de venda hoje é algo totalmente diferente das lojas tradicionais. Há o marketing olfativo, as telas digitais, uma boa decoração de mobiliário, comunicação visual nas paredes, enfim, um universo 360 conspirando a favor do seu negócio e de seu cliente. E saem na frente as marcas que têm em suas equipes profissionais pensando na experiência do consumidor. O desafio para este e os próximos anos é justamente a integração do impresso com as ferramentas digitais, Realidade Aumentada, gamificação e captação de leads qualificados.
2 Fracionamento dos pedidos.
Seguindo esse mesmo fio, Judah, quais são os desafios para as empresas que atuam em comunicação visual?
Judah Adonai: Para os sign makers, micro e pequenos empresários, o grande desafio é a falta de formação e, principalmente, de gestão. Na Afacom, onde atuamos com uma base de quase 6.000 alunos em sete países, observamos que 64% das empresas faturam menos de R$ 20 mil por mês. Esse cenário reflete a carência de conhecimento técnico e, sobretudo, de uma gestão estruturada que permita escalar o negócio; 20% é formado por empresas de até 10 funcionários, que faturam entre R$ 20 mil e R$ 100 mil por mês, e que estão a poucos passos de virar o jogo completamente. Mas sem um norte claro, muitos empresários se perdem entre diversas demandas do investimento em máquinas à tentativa de acompanhar tendências sem ter uma base sólida de conhecimento. Como o Arnaldo disse, é um mercado extremamente pujante. A gente está falando de um segmento, só considerando a comunicação visual, que movimenta R$ 19 bilhões por ano no Brasil.
Pesquisa utilizando Inteligência Artificial, envolvendo o mercado norte-americano e o
Estamos falando em transformar o impresso em uma ferramenta interativa, que não só comunica, mas gera resultados mensuráveis para o nosso cliente.
Peres, diretor de
com o Mercado, da Abicomv
Arnaldo
Relações
Arnaldo Peres
A especialização pode fazer a diferença.
A escolha deve ser baseada no perfil do cliente e na capacidade de desenvolver uma curva de aprendizagem sólida.
Judah Adonai, diretor Técnico, da Abicomv
brasileiro, mostrou que nos Estados Unidos a impressão solvente, não sustentável, caiu entre 7% e 8% em 2023, enquanto no Brasil cresceu entre 12 e 14%.
Arnaldo Peres: Só um detalhe. Tecnologias solvente e ecossolvente vão acabar. Nós atendemos o mercado internacional. Em hipótese nenhuma você pode usar solvente. Hoje, 80% do que rodamos é UV.
Judah Adonai: E por que o empresário brasileiro não está olhando para isso? Porque ele ainda está correndo atrás da sua primeira impressora solvente, pelo simples fato de não entender o caminho para chegar numa multinacional, numa rede de lojas. Aí, eu vejo o papel da Abigraf como disseminadora de conhecimento, e agora da Abicomv, norteando o mercado.
Voltando ao desafio do gerenciamento do negócio, Judah. Quais são os conselhos para os empresários que ainda não estruturaram seus processos?
Judah Adonai: A gestão é o primeiro degrau para transformar a operação. Sem um planejamento claro, muitos se aventuram em
modelos de negócio sem foco, tentando atender a todos os segmentos sem especialização. Além disso, é fundamental investir em ferramentas digitais para captação de clientes, como o uso de redes sociais e aplicativos que otimizam o primeiro contato. Aquela caixinha que, ao ser escaneada, gera um link e aproxima o cliente, pode fazer toda a diferença.
Vamos imaginar alguém ouvindo esta nossa conversa e sonhando com as possibilidades que o Arnaldo apontou. Se eu quiser chegar numa empresa no porte da Neoband, eu vou correr atrás e modelar a minha operação. Porém, na hora que o empreendedor sonha com isso, ele esbarra na questão do investimento e pensa: ‘pra investir eu preciso vender mais’. Aí uma parte do mercado fala para o empresário: ‘compre máquina para você diversificar sua produção’. Aí tem outro dizendo que agora a nova tendência é o adesivo X, Y, Z. São barreiras de entrada.
O sign marker olha, por exemplo, para a possibilidade de fazer fachadas com ACM 3D3 , um mercado lucrativo. Mas ele não tem na equipe alguém que saiba trabalhar com esse material. Só que o problema não é esse, porque a falta de mão de obra qualificada não é exclusiva da comunicação visual, está em toda a indústria. Uma boa alternativa é ter um modelo de contrato correto para prestadores de serviço e aplicá-lo para os instaladores próximos a ele, que são micrográficas.
Repetindo a pergunta que fiz ao Arnaldo: quais segmentos dentro do mercado de comunicação visual você apontaria como mais promissores para 2025?
Judah Adonai: O setor é muito diverso, mas o que vejo é que a especialização pode fazer a diferença. A escolha deve ser baseada no perfil do cliente e na capacidade de desenvolver uma curva de aprendizagem sólida.
Se você dominar bem o seu segmento terá uma vantagem competitiva, e isso, aliado à capacitação e à inovação, abre caminho para o crescimento sustentável.
3 Material Composto de Alumínio, utilizado em projetos tridimensionais, especialmente em fachadas e revestimentos.
Judah Adonai
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Fespa 2025 amplia área e mostra sua força no mercado
Evento cresce 20% e conta com congressos, lançamentos e experiências imersivas.
AFespa Digital Printing 2025, que acontece entre os dias 17 e 20 de março no Expo Center Norte, em São Paulo, consolida sua posição no mercado brasileiro ao expandir sua área de exposição em mais de 20%.
Pela terceira edição consecutiva, a feira cresce e passa a ocupar integralmente o Pavilhão Azul, reunindo impressoras, insumos, softwares e equipamentos para a indústria de impressão digital.
Alexandre Keese, diretor da APS Feiras e Eventos, organizadora da mostra, destaca que o evento busca oferecer diversidade de tecnologias e conhecimento. “Nosso foco é surpreender o visitante
com iniciativas técnicas, palestras e workshops, além de garantir uma experiência de visitação superior”, afirma. Neil Felton, CEO da Fespa, credita o crescimento à atuação da APS e reforça a expectativa para a edição de 2025.
Sendo a primeira feira do setor no ano, a Fespa Digital Printing é palco para lançamentos exclusivos. O evento atrai decisores da indústria, interessados em novas tecnologias para suas operações. Para gráficas comerciais e rápidas, a feira apresenta soluções para pequenas tiragens, incluindo impressoras de alta velocidade e insumos para produção sob demanda. O congresso Inteligência Gráfica traz especialistas para debater gestão, negócios e tendências do mercado.
A comunicação visual também tem espaço garantido no evento, com exibição de equipamentos para impressão de cartazes, banners e materiais para arquitetura e engenharia. A impressão digital têxtil, uma das áreas de maior crescimento,
conta com a Fábrica de Camisetas, iniciativa da Brother e do Busca Têxtil, que demonstra produção sob demanda de roupas personalizadas. Entre as tecnologias expostas estão DTG (impressão direta no tecido), DTF (impressão em filme para aplicação em tecidos) e sublimação.
No segmento de brindes e produtos promocionais, a Ilha da Sublimação é um dos destaques, com congressos diários sobre personalização de itens. O evento também apresenta novas tecnologias, como impressão 3D e texturização de objetos cilíndricos.
A impressão digital na decoração também é contemplada, com opções para aplicação em tecidos, vinis adesivos, madeira, vidro, metal e outros materiais. O visitante encontra soluções para sinalização, envelopamento automotivo e decoração residencial e corporativa.
Conheça na página ao lado os lançamentos de algumas empresas presentes na Fespa 2025.
Oferta integrada de impressoras, tintas, software, treinamento e serviços
Na área de impressão a jato de tinta, a grande atração da Agfa na Fespa é a impressora híbrida para materiais rolo a rolo e rígidos Jeti Bronco, 6 cores + branco, com cabeças Ricoh e resolução de até 2.400 dpi. Possui alimentação contínua de chapas únicas ou múltiplas e a possibilidade de atualização em campo de 2 para 4 fileiras de cabeças de impressão.
Outro lançamento é a Anapurna Ciervo H2500 LED, um dos carros-chefe da série
Anapurna, com 2,50 m de largura, 6 cores + branco e tintas certificadas, integrada ao software Asanti para controle e conectividade. Os visitantes também poderão conferir a versão atualizada do software de fluxo de trabalho, assim como o novo Dashboard, ferramenta para monitoramento de produção e controle de custos. Serão divulgados também sistemas de impressão industrial jato de tinta como o InterioJet, sistema a base de água de várias passagens para impressão em papel decorativo e laminados; a Alussa, para criação de designs em couro genuíno; e a SpeedSet Orca, impressão single pass com tinta base de água da Agfa recém-apresentada.
Solução oferece fluxo de produção completo, da impressão à finalização
Entre os destaques da linha Durst está a impressora P5 X, com arquitetura trueflatbed, 12 zonas de vácuo selecionáveis (6 de cada lado) e sistema de transporte com motores lineares magnéticos para deslocamento mais suave e preciso do carro de impressão. Possui diagnóstico automático de funcionamento, níveis de tinta e detecção de problemas de impressão
indicado por meio de uma luz lateral. Para impressão de mídias flexíveis em rolos, pode ser configurada com arquitetura de um ou dois rolos. O equipamento tem sistema de impressão de até 10 cores, incluindo tintas fluorescentes para aplicações especiais e tinta branca ultra-opaca, sem necessidade de sobrecamadas de tinta. Adicionalmente, a empresa apresenta o portfólio de recursos do Durst Workflow, software de gerenciamento de fluxo de trabalho modular e intuitivo, e a mesa digital de corte Colex SharpCut, com cabeçote de três posições e recursos para corte, vinco e acabamento. O sistema permite a impressão em mídias rígidas e flexíveis e integra etapas da produção digital.
Nova geração da família de impressoras digitais para rótulos e etiquetas
Pela primeira vez, a Konica Minolta apresenta em uma edição da Fespa Brasil a AccurioLabel 400, nova geração da sua linha de impressoras digitais para o mercado de rótulos e etiquetas em tiragens
Outro destaque é a multifuncional A3 bizhub C301i, da família Series-i, ergonômica, com painel touch e segurança para trabalhos em rede. Para o segmento editorial, a empresa apresenta a AccurioPress 7136P, equipamento monocromático que aprimora a impressão de meios-tons, caracteres e traçados, mesmo em fontes menores, com resolução de 1.200 × 1.200 dpi e velocidade de 136 páginas/minuto, para baixas e médias tiragens.
União com tecnologia consagrada abre portas para segmento offset digital A VinilSul, distribuidora de soluções e tecnologias voltadas ao mercado de impressão digital para comunicação visual e rótulos, e a Fujifilm, consagrada fabricante mundial atuante em diversos segmentos de negócios, aproveitam a Fespa
pequenas e médias. Incorporando funcionalidades de fácil uso e flexibilidade de mídias, o equipamento suporta diversos substratos usados nos processos convencionais de flexografia, na produção com vários SKUs em baixos volumes, ou mesmo com personalização. Opera no padrão CMYK, com opção de branco de alta cobertura, ampliando as possibilidades de aplicações para substratos transparentes.
Brasil para divulgar uma parceria estratégica iniciada em janeiro deste ano. O acordo une a estrutura e os serviços nas áreas comercial e técnica da VinilSul, às soluções da divisão gráfica da fabricante japonesa, que vão desde tintas e solúveis, chapas térmicas e flexográficas, até impressoras de grande porte. Um dos grandes destaques da parceria é a Jet Press 750, impressora digital jato de tinta base de água, em folhas, dotada de sistema de transporte de papéis 100% similar ao offset. Possui suporte a formatos até B2, velocidade de até 5.400 páginas/hora e resolução de 1.200 × 1.200 dpi, contando com certificação G7. O equipamento reproduz 90% da biblioteca Pantone com Delta E de até 3 cores e utiliza tintas à base de água. As páginas saem secas e prontas para acabamento. A parceria abrange ainda as impressoras digitais UV da série Acuity, disponíveis em configurações de mesa, rolo e híbrida.
Jeti Bronco H3300
Accurio Label 400
Jet Press 750
P5 X
Abicomv chega para fortalecer os segmentos de comunicação visual e sinalização
Iniciativa busca integrar profissionais e dar suporte às empresas que atuam em um mercado que se expande com qualidade e diversificação.
Reconhecer, reforçar, valorizar e ampliar ações direcionadas ao segmento de comunicação visual e sinalização. Esse é o propósito da Abicomv, Divisão de Comunicação Visual e Sinalização criada dentro da Associação Brasileira da Indústria Gráfica, Abigraf, para oferecer suporte técnico e associativo às empresas (gráficas e fornecedoras) que atuam nesse mercado. “Esse é um desejo antigo da Abigraf, de nos aproximarmos dessas empresas, agora materializado”, afirma João Scortecci, presidente da Abigraf Regional São Paulo. “O nosso setor vem se transformando de forma cada vez mais acelerada, rompendo os limites entre os nichos de mercado, e temos de acompanhar tanto as mudanças tecnológicas quanto as necessidades dos empresários”, complementa Scortecci.
O objetivo é desenvolver ações que visem unir, fortalecer e expandir o setor por meio da oferta de produtos e serviços especializados de alta qualidade, integrando os profissionais da Comunicação Visual e da Sinalização
servindo como a principal referência do setor no Brasil. “O sistema Abigraf tem procurado sempre abraçar todas as vertentes da comunicação e impressão. Para a Abigraf Nacional, a criação da Abicomv representa a importância de estarmos todos juntos, de aglutinar o setor numa só força”, afirma Julião Flaves Gaúna, presidente da entidade.
À frente da Abicomv estão Judah Adonai, CEO da Afacom, Escola da Comunicação Visual e Gráfica, como diretor técnico; Arnaldo Peres, diretor comercial da Neoband, como diretor de Relações com o Mercado; João Scortecci, como diretor institucional; e Julião Gaúna como presidente.
Está em processo de composição um conselho consultivo, do qual farão parte empresários, organizadores de feiras do setor, fornecedores, professores, consultores, instituições técnicas de ensino, entre outros profissionais.
ABICOMV www.abigraf.org.br
FOLHADEIRA DE ALTA VELOCIDADE
Primeira FOLHADEIRA DE PAPEL DE ALTA VELOCIDADE
Vendida para MUNDIAL PAPER embalagens
Especificações
Alimentação:
Folhadeira de papel de alta velocidade Crossheet 1500/SMCD
Máquina com 4 porta bobina
Automação na entrada: Troca de bobina automática
Automação na saída: Troca de palet automático 300m/min.
Velocidade: Aplicação:
Indicada para cortar cartões de pequena, média e alta gramaturas.
32º PRÊMIO BRASILEIRO DE EXCELÊNCIA GRÁFICA FERNANDO PINI
P+E assume o primeiro lugar no ranking
Noite de celebração destacou gráficas e as personalidades que marcaram o ano na indústria de impressão. Com seus trabalhos conquistando 11 troféus, a P+E passa a ser a maior vencedora do Prêmio Fernando Pini.
Aindústria gráfica brasileira se reuniu em peso na noite de 29 de novembro para a 32ª edição do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini. Em cerimônia realizada no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo, mais de 800 convidados prestigiaram os melhores trabalhos impressos do ano. Com um recorde de 86 categorias premiadas (entre gráficas e fornecedores), o evento consagrou empresas que são referências em qualidade, inovação e excelência. Repetindo as últimas edições, a estrela mais brilhante da noite foi a P+E Digital, que reafirmou seu protagonismo ao conquistar 11 troféus, incluindo o cobiçado Grand Prix de Melhor Impressão Digital. A Leograf ficou em segundo lugar, levando para casa cinco prêmios. Completando o pódio, a Ipsis e a Digital Printz empataram com quatro troféus cada. A Ipsis também foi laureada com o Grand Prix de Melhor Impressão Offset Plana, consolidando-se como uma das principais referências do setor. A cerimônia de premiação reservou espaço para homenagens emocionantes. Bruno Cialone e Lorenzo Baer integrantes do lendário grupo
Julião Flaves Gaúna, presidente da Abigraf Nacional
de técnicos italianos que veio para o Brasil em 1971 para estruturar o Colégio Industrial de Artes Gráficas, posteriormente Escola Senai Theobaldo De Nigris foram reconhecidos como Personalidades Eméritas da Comunicação Impressa. A homenagem destacou a contribuição inestimável desses profissionais para a formação de gerações de técnicos gráficos no Brasil.
Entre os fornecedores homenageados, destacaram-se a Bobst do Brasil, pelos 50 anos de sua fábrica no País; a Suzano, que celebrou seu centenário em 2024; e a Klabin, que comemorou 125 anos de história.
Outro marco da noite foi a apresentação do novo troféu Fernando Pini. Após 32 anos, o tradicional conta-fios dourado foi remodelado para incluir elementos que remetem à Bíblia de
GRÁFICAS PREMIADAS
11 TROFÉUS
◆ P+E (SP)
5 TROFÉUS
◆ Leograf (SP)
4 TROFÉUS
◆ Digital Printz (SP)
◆ Ipsis (SP)
3 TROFÉUS
◆ Plural (SP)
◆ Viena (SP)
2 TROFÉUS
◆ 43 (SC)
◆ Corgraf (PR)
◆ Elbert (SC)
◆ FTD (SP)
◆ Maistype (SP)
◆ Nitoli (SP)
◆ Ótima (PR)
◆ O Estado de S. Paulo (SP)
◆ Sutto (SP)
◆ Tiliform (SP)
INSCRIÇÕES POR ESTADO
1 TROFÉU
◆ Arcus (SC)
◆ Ativaonline (SP)
◆ Braspor (SP)
◆ Congraf (SP)
◆ CPK (SP)
◆ D’Arthy (SP)
◆ Degrafica (RS)
◆ D’Print (SP)
◆ Escala 7 (SP)
◆ Geo-Gráfica (SP)
◆ Impresul (RS)
◆ Kingraf (PR)
◆ Mércur (SC)
◆ Midiograf (PR)
◆ Natal (SC)
◆ Primi (SP)
◆ Rami (SP)
◆ Sarapui (SP)
◆ Sobral (CE)
◆ Tilibra (SP)
TROFÉUS CONQUISTADOS POR ESTADO
NÚMEROS DO 32º PRÊMIO
70 TROFÉUS
São Paulo 54 (77%)
Outros Estados 16 (23%)
36 EMPRESAS PREMIADAS DE 5 ESTADOS
São Paulo 24 (67%)
Outros Estados 12 (33%)
Os profissionais da P+E presentes à festa conquistaram o troféu adicional, especial, de “Torcida mais Animada”
João Scortecci, presidente da Abigraf Regional São Paulo
Gutenberg, o primeiro livro impresso. O projeto contou com o patrocínio da Frantin Produtos Gráficos e representa a evolução e a tradição da indústria gráfica brasileira.
A Abigraf aproveitou o evento para anunciar a criação da Abicomv (Divisão de Comunicação Visual e Sinalização). Sob a liderança de João Scortecci, diretor institucional, Judah Adonai, diretor técnico, e Arnaldo Peres, diretor de relações com o mercado, a divisão busca fortalecer o segmento de comunicação visual no Brasil, promovendo o desenvolvimento técnico e mercadológico. A equipe tem a coordenação do presidente da Abigraf Nacional, Julião Flaves Gaúna.
“O Fernando Pini 2024 recebeu toda a indústria gráfica nacional para ilustrar a qualidade daquilo que vem sendo feito por empresas em todo o Brasil. Todos aqui já são vencedores”, afirmou Julião Gaúna.
A premiação dos fornecedores, que deixou de ser realizada no ano anterior, voltou em 2024 distribuindo 15 troféus, destacando-se a Heidelberg, com três, e a Eco3, com dois, ficando outras dez empresas com um troféu cada.
O 32º Prêmio Fernando Pini teve patrocínio ouro da Actega, Blendpaper, Bobst, Chambril, Durst, Eco3, Expoprint Latin America, Fedrigoni Special Papers, Fespa Brasil, FTD Educação, Ibema, Klabin, Papirus, Sun Chemical e Topcoat; patrocínio prata da Manroland, Quimagraf, Suzano; e patrocínio bronze de Artience, Canon e Heidelberg. A Frantin Produtos Gráficos foi a patrocinadora do novo troféu.
Veja nas próximas páginas o ranking geral das gráficas e todas as peças premiadas.
DE
EMPRESA PRÊMIOS Heidelberg 59 Suzano 46 Agfa 29 HP 28 Sun Chemical 15 Actega 12 Müller Martini 12
Beontag/Colacril 11 Epson 9
Sylvamo/Chambril 8 Cromos 7 Henkel 7 Day Brasil 6
6
Adecol/HB Fuller 5
FORNECEDORES
VENCEDORES POR CATEGORIA 2024
3 troféus
HEIDELBERG
◆ Software de Gerenciamento de cores
◆ Blanquetas
◆ Equipamentos de Impressão Offset
2 troféus
ECO3
◆ Chapas para Impressão Equipamentos para PréImpressão, Sistemas e CtPs
1 troféu
ACTEGA
◆ Tintas
BEONTAG/COLACRIL
◆ Papel Autoadesivo (Papel)
CELLS
◆ Adesivos (Colas)
DURST
◆ Equipamentos para Impressão Digital em Grandes Formatos
FEDRIGONI
◆ Papéis Finos, Especiais e Sintéticos
KONICA MINOLTA
◆ Equipamentos para Impressão Digital
PAPIRUS
◆ Cartão com e sem Revestimento
QUIMAGRAF
◆ Equipamentos para Acabamento Gráfico
SYLVAMO/CHAMBRIL
◆ Papel não Revestido
TOPCOAT
◆ Vernizes
4 Arjo Wiggins 2 Avery Dennison 2
2
2
2
2
2
2
2
1
1
1
1 Cells 1 Durst 1 Flint Group 1 Fujifilm 1
GMG Color 1 Guarani 1
Konica Minolta 1 Prolam 1
Quimagraf 1 TopCoat 1 Weilburger 1
Bruno Cialone e Lorenzo Baer, integrantes do grupo de técnicos italianos que veio para o Brasil a fim de estruturar o Colégio Industrial de Artes Gráficas do Senai (atual Theobaldo De Nigris), foram homenageados como “Personalidades Eméritas da Comunicação Impressa”
Ranking Geral do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica
32º PRÊMIO BRASILEIRO DE EXCELÊNCIA GRÁFICA FERNANDO PINI
Vencedores do Prêmio Fernando Pini 2024
LIVROS
Livros de texto
Viena Gráfica e Editora
Produto: Judas
Cliente: Editora Fruto Proibido
Livros culturais e de arte
Ipsis Gráfica e Editora
Produto: Treelogia
Cliente: Vento Leste Editora e Publicações
Livros institucionais
Ipsis Gráfica e Editora
Produto: Na Contramão
– Ricardo Almeida 40 anos
Cliente: Miolo Produção Gráfica
Livros infantojuvenis
Geo-Gráfica e Editora
Produto: Café com Deus Pai Teens 2025
Cliente: Velos Editora
Livros ilustrados e livros técnicos
Ipsis Gráfica e Editora
Produto: Chris Hamoui – Collection
Cliente: Zeta Editora
Livros didáticos
FTD Educação Gráfica e Logística
Produto: SuperAcción, vol. 2
Cliente: FTD Educação
Guias, manuais e anuários
P+E Digital
Produto: Anuário Clube de Criação 47º CC
Cliente: DeAaZ / Clube de Criação
Photobook digital
P+E Digital
Produto: Photobook 30 Anos Rocas do Vouga
Cliente: Rocas do Vouga
Publicações não contempladas nas categorias anteriores
Digital Printz Serviços Gráficos
Produto: Book F1 2023
Cliente: F1 São Paulo MC Brazil
REVISTAS
Revistas periódicas de caráter variado sem recursos gráficos especiais
Viena Gráfica e Editora
Produto: &Design Magazine
Cliente: +Design
Revistas periódicas de caráter variado com recursos gráficos especiais
Elbert Indústria Gráfica
Produto: Sua Casa
Cliente: Supernova
Revistas infantojuvenis ou de desenhos
FTD Educação Gráfica e Logística
Produto: Cartilha da Justiça
Cliente: Associação dos Magistrados Brasileiros
Revistas institucionais
Elbert Indústria Gráfica
Produto: Periódico Report Jader Almeida
Cliente: Sollos
JORNAIS
Jornais diários impressos em coldset
O Estado de S. Paulo
Produto: O Estado de S. Paulo, ed. 47.698
Cliente: O Estado de S. Paulo
Jornais de circulação não diária
O Estado de S. Paulo
Produto: Brasil Seikyo, ed. 2.658
Cliente: Editora Brasil Seikyo
PRODUTOS PARA IDENTIFICAÇÃO
Rótulos convencionais sem efeitos especiais
Gráfica Rami
Produto: Cinotec Super Premium
Cliente: Bomix
Rótulos convencionais com efeitos especiais
Corgraf Gráfica e Editora
Produto: MokaClube Barrel Aged
Cliente: Moka Cafés Especiais
32º PRÊMIO BRASILEIRO DE EXCELÊNCIA GRÁFICA FERNANDO PINI
Rótulos em autoadesivo sem efeitos especiais
Mércur Embalagens e Etiquetas
Produto: Filé Mignon Suíno Premium
Cliente: Aurora
Rótulos em autoadesivo com efeitos especiais
Degráfica Impressos
Produto: Camilo Primeiro Vinho Fino
Tinto Seco Syrah
Cliente: Zara Mércio
Etiquetas
Braspor Gráfica e Editora
Produto: Gargaleira Chivas
Cliente: Innerworkings
ACONDICIONAMENTO
Embalagens semirrígidas sem efeitos gráficos
Gráfica e Editora Sarapuí
Produto: Stick de Carne para Cães
Abóbora e Espinafre
Cliente: Spin Pet
Embalagens semirrígidas com efeitos gráficos
Leograf Gráfica e Editora
Produto: Caixa Suavié Aquasensi
Cliente: Pierre Fabre do Brasil
Embalagens semirrígidas com efeitos gráficos especiais
Nitoli Indústria Gráfica
Produto: Panettone Chocolate e Frutas
Cliente: Qui o Qua
Embalagens de micro-ondulados com e sem efeitos especiais
43 Gráfica e Editora
Produto: Pack Heineken
Cliente: HH Global
Embalagens sazonais
Congraf Embalagens
Produto: Estrela de Natal DK-FSC
Cliente: Florend / Danke
Sacolas
P+E Digital
Produto: Sacola Farm Rio
Cliente: Grupo Soma
Embalagens flexíveis
Tiliform Indústria Gráfica
Produto: Stand-up Pouch 100% Whey
Cliente: Profit / Sports Nutri
PROMOCIONAL
Pôsteres e cartazes
P+E Digital
Produto: Cartaz Veterinary
Cliente: Lorenzo Vincensi / Veterinary
Catálogos promocionais e de arte sem efeitos gráficos especiais
Grupo Midiograf – Benvenho e Cia.
Produto: Catálogo Recco Inspire
Cliente: Recco Lingerie
Catálogos promocionais e de arte com efeitos gráficos especiais
Leograf Gráfica e Editora
Produto: Book Cyrela
Cliente: Cyrela
Relatórios de empresas
Digital Printz Serviços Gráficos
Produto: Relatório Socioambiental 2022
– Inglês – FSC
Cliente: Granado
Folhetos publicitários
Leograf Gráfica e Editora
Produto: Fôlder Nutrientes Ascenda NUT
Cliente: Nestlé
Kits promocionais
Leograf Gráfica e Editora
Produto: Caixa Livro Luz Negra
Cliente: Almap
Displays, móbiles e materiais de ponto de venda de mesa
Corgraf Gráfica e Editora
Produto: Cartão de Mensagem
Pequeno Príncipe 100 Anos
Cliente: AHPI Dr. Raul Carneiro
Displays e materiais de ponto de venda de chão
Escala 7 Editora Gráfica
Produto: Display Oreo Wandinha
Cliente: Mondelez
Nova tecnologia da NSG Indústria e Comércio melhora a qualidade dos impressos, reduz custos e elimina o uso de álcool isopropílico no processo de impressão.
Projetado para impressoras offset de pequeno e médio porte, o APV-54 otimiza a água do sistema de molha, minimizando o uso de insumos e promovendo maior estabilidade no processo.
B f :
“Nosso objetivo é oferecer tecnologias que agreguem valor ao setor e promovam um impacto positivo no meio ambiente”, destaca Antônio Pedro, sócio da NSG Indústria e Comércio.
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32º PRÊMIO BRASILEIRO DE EXCELÊNCIA GRÁFICA FERNANDO PINI
Calendários de mesa e de parede
P+E Digital
Produto: Calendário Ásia
Cliente: Agência Ásia
COMERCIAL
Cartões de mensagem
Arcus Embalagens
Produto: Cartão Natal Alfa
Cliente: Cooperalfa
Convites em geral
Sobral Indústria Gráfica
Produto: Vila Encanto
Cliente: Vila Encanto
Cartões de visita
Gráfica Natal
Produto: Cartões de Visita Studio M
Cliente: Mariana Voight S. Gomes
Papelarias, certificados e diplomas
Sutto Artes Gráficas
Produto: Pasta
Cliente: Genesis
Impressos de segurança
Primi Tecnologia
Produto: CIVE
Cliente: FNDE
Cadernos escolares em conformidade com a norma
ABNT NBR 15733
Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação
Produto: Caderno Fichário Coleção
Meu Apartamentinho
Cliente: Mercado nacional brasileiro
Cadernos em geral
Ótima Indústria, Comércio, Importação e Exportação
Produto: Caderno Planner Todeschini
Cliente: Todeschini
Agendas
Tilibra Produtos de Papelaria
Produto: Agenda Argolada Plann Magic
Cliente: Mercado nacional brasileiro
Cardápios
CPK Indústria de Embalagens
Produto: Cardápio América Salão
Cliente: Ricardo Santos / América
PRODUTOS IMPRESSOS EM ROTATIVA OFFSET HEATSET
Revistas em geral
Plural Indústria Gráfica
Produto: Revista Piauí, ed. 199
Cliente: Alvinegra
Catálogos e folhetos promocionais
Plural Indústria Gráfica
Produto: Europa para Brasileiros
Temporada 2024/2025
Cliente: Special Tours
PRODUTOS PRÓPRIOS
Kits promocionais
Digital Printz Serviços Gráficos
Produto: Press Kit QSF
Cliente: QSF
Calendários
Impresul Serviço Gráfico e Editora
Produto: Calendário Impresul 2024
Cliente: Impresul
Impressos promocionais
43 Gráfica e Editora
Produto: Enobrecimentos Gráfica 43
Cliente: Gráfica 43
Sacolas
Tiliform Indústria Gráfica
Produto: Sacola Promocional Tiliform
Cliente: Tiliform
Cartões de visitas e papelarias próprios
Viena Gráfica e Editora
Produto: Caderno Portfólio 2024/2025
Cliente: Viena
IMPRESSÃO SERIGRÁFICA
Impressão em serigrafia
Sutto Artes Gráficas
Produto: Cartaz Haku Dragon
Cliente: Paper Dot Studio
32º PRÊMIO BRASILEIRO DE EXCELÊNCIA GRÁFICA FERNANDO PINI
INOVAÇÃO TECNOLÓGICA OU COMPLEXIDADE TÉCNICA DO PROCESSO
Inovação tecnológica
P+E Digital
Produto: Livro Anuário Clube de Criação 47º CC
Cliente: DeAaZ / Clube de Criação
Complexidade técnica do processo
P+E Digital
Produto: Brand Book Spaten
Cliente: DeAaZ / Ambev
SINALIZAÇÃO
Impressão digital em pequenos e médios formatos
Ativaonline Editora e Indústria Gráfica
Produto: Stopper Purina
Cliente: Nestlé / Purina
Impressão digital em grandes formatos
D’Print Editorial Gráfica
Produto: Adesivo de Parede UCB Biopharma
Cliente: UCB Biopharma
PRODUTOS DE BAIXAS TIRAGENS
Editorial
Digital Printz Serviços Gráficos
Produto: Livro Axé Amor Amém
Cliente: BLD / Bold
Identificação e acondicionamento
P+E Digital
Produto: Caixa Guaraná Minicapacete Senna
Cliente: CP+B / Ambev
Promocional e comercial
P+E Digital
Produto: Catálogo Duplo Casa Eden
Cliente: AMAP / Cyrela
DESIGN GRÁFICO
Design gráfico
P+E Digital
Produto: Caixa Disco Vinil Tekoá – Jair Oliveira
Cliente: Leo Macias / Jair Oliveira
SUSTENTABILIDADE
Sustentabilidade ambiental
Leograf Gráfica e Editora
Produto: Fôlder Ecoline
IMPRESSOS DIVERSOS
Impressos diversos
Kingraf Indústria Gráfica
Produto: Calendário Advento Schwan 2023
Cliente: Schwan Cosmetics
NORMAS TÉCNICAS
Conformidade com a norma ISO 12647-7:2016 – Provas digitais
D’Arthy Editora e Gráfica
Produto: Prova D’Arthy
Cliente: D’Arthy
ATRIBUTOS TÉCNICOS DO PROCESSO
Melhor impressão digital
P+E Digital
Produto: Cartaz Veterinary
Cliente: Lorenzo Vincensi / Veterinary
Melhor impressão offset plana Ipsis Gráfica e Editora
Produto: Carnaval do Rio de Janeiro
Cliente: Mesosfera Produções Artísticas
Melhor impressão offset plana Maistype – Type Brasil
Produto: Bíblia Citações
Cliente: Capella Editorial
Melhor impressão offset rotativa heatset
Plural Indústria Gráfica
Produto: O Melhor de São Paulo
Gastronomia 2024
Cliente: Folha da Manhã
Melhor acabamento editorial Maistype – Type Brasil
Produto: Bíblia Citações
Cliente: Capella Editorial
Melhor acabamento cartotécnico
Nitoli Indústria Gráfica
Produto: Caixa para Panettone
Chocolate e Frutas
Cliente: Qui o Qua
Por: Tânia Galluzzi
Com 180 máquinas instaladas e expansão para o mercado de rótulos, empresa projeta primeiro semestre aquecido após sucesso na Drupa 2024.
Sabbry inicia 2025 em ritmo acelerado
Contrariando a costumeira desaceleração que caracteriza esta época do ano, 2025 começou movimentado na Sabbry Industrial Solutions. O mercado está pulsante para a fornecedora de equipamentos e peças fundada em 2019, ritmo que deve marcar o primeiro semestre, segundo Josué Barreto, diretor comercial. Aproveitando o bom momento, a Sabbry traçou como estratégia olhar com ainda mais atenção para o segmento de rótulos. A primeira impressora flexográfica incorporada ao seu portfólio já foi vendida e a meta é incrementar a linha de pós-impressão para esse tipo de produto.
Os sistemas de acabamento compõem o principal negócio da Sabbry desde 2020, e a empresa vem diversificando os nichos de mercado atendidos. Durante a Drupa 2024, em sua primeira participação na feira alemã, a Sabbry vendeu 26 equipamentos de pós-impressão, todos para gráficas brasileiras, surpreendendo as previsões mais otimistas. “Tivemos um ano excelente, com uma boa ampliação de nossa base instalada, que já soma 180 máquinas”, conta o diretor comercial.
Se qualidade dos equipamentos é a base que sedimenta o início de qualquer negociação, de acordo com Josué Barreto é no pós-venda que a Sabbry se destaca. Tal viés acompanha a empresa desde sua origem, quando quatro
integrantes da extinta Goss Brasil se uniram para oferecer mais agilidade à assistência técnica, independente dos sistemas com os quais iriam trabalhar.
Isso significa, por exemplo, não deixar o cliente esperando duas horas por um atendimento. Quando um problema surge, o compromisso é que a máquina volte a rodar em, no máximo, 48 horas. A excelência no atendimento vem da experiência de 30 anos de seus diretores na indústria gráfica e de uma equipe robusta que continua crescendo. Atualmente, a Sabbry conta com 30 colaboradores, dos quais oito são técnicos, e vagas estão abertas nesse departamento.
ATUAÇÃO NACIONAL
O esforço em ouvir e entender as demandas do mercado vem dando certo. “Clientes que compraram a primeira máquina conosco já estão partindo para a terceira”, afirma o diretor comercial. Esse vigor vem sobretudo do segmento de embalagens em cartão e da recuperação do editorial, com destaque para as gráficas do Norte e Nordeste. Josué conta que o segmento sofre muito com a falta de mão de obra e que o empresário acordou para as vantagens da automação.
Os equipamentos mais vendidos são as corte e vinco, seguidas pelas laminadoras e envernizadoras. E a cesta ofertada pela Sabbry continua a se expandir. Além da impressora flexográfica, a empresa está trazendo para o Brasil uma nova folhadeira de papel de alta velocidade, a Crossheet 1500 SMCD, com velocidade de 300 metros por minuto. A primeira linha já foi vendida e está chegando na Mundial Paper Embalagens, de Jaú, interior de São Paulo. O objetivo da convertedora com a aquisição é reduzir etapas no processo produtivo, aprimorar a gestão do estoque de papel, sem contar a redução no custo da matéria-prima.
www.sabbry.com
SABBRY
Josué Barreto, diretor comercial
Por: Tânia Galluzzi
O Brasil em foco na World Evolution Tour da Manroland Sheetfed
Fabricante alemã reforçou a importância do mercado brasileiro e a necessidade do contato próximo com os clientes.
Omercado brasileiro de impressão teve seu protagonismo reafirmado durante a passagem da World Evolution Tour da Manroland Sheetfed por São Paulo, realizada nos dias 27 e 28 de novembro de 2024. Em dois dias de intensa programação, a fabricante alemã trouxe seu CEO, Mirko Kern, acompanhado de uma equipe de executivos.
No primeiro dia, o Allegro Buffet, em São Caetano do Sul, foi palco de uma coletiva de imprensa seguida por uma programação de palestras e um jantar de networking. O segundo dia reservou uma visita técnica à gráfica Escala 7, onde foi apresentada a primeira impressora offset plana Roland 900 Evolution instalada no Brasil. Durante a coletiva, Mirko Kern destacou a importância do Brasil para a Manroland Sheetfed e compartilhou sua visão sobre o mercado global de impressão, além de detalhes sobre os planos da empresa para o futuro.
“O Brasil é um de nossos mercados mais importantes, com clientes leais e muitas oportunidades de crescimento”, afirmou Kern. Ele ressaltou que o País, juntamente com México e Índia, compõe os principais focos de investimento da empresa. Apesar do impacto da queda nas encomendas do mercado chinês no início de 2024, Kern destacou o equilíbrio da Manroland Sheetfed, que tem se fortalecido na Europa e América Latina. “Estamos vendo uma recuperação na China, mas nunca dependemos exclusivamente de um único mercado. Nosso compromisso é global, e o Brasil é um exemplo de região na qual temos clientes fiéis e muitas oportunidades de crescimento”, explicou o executivo.
Entre as inovações apresentadas, o CEO mencionou soluções para impressão personalizada com tecnologia jato de tinta integrada às máquinas offset, um recurso cada vez mais demandado na produção de embalagens.
Ele também revelou projetos que visam a redução do desperdício, como a otimização de layouts de impressão que podem economizar até 245 mm de papel por folha. “Isso gera uma economia significativa ao longo de um ano, algo que já estamos testando com sucesso em instalações-piloto”, acrescentou.
A confiabilidade das máquinas e a eficiência no suporte técnico foram apontadas como os diferenciais mais valorizados pelos clientes brasileiros. Segundo o executivo, “o que realmente importa é a estabilidade das máquinas. Nós garantimos que elas operem 24 horas por dia, sete dias por semana, com um suporte local
eficaz e proativo”. Kern faz questão de ressaltar o compromisso da Manroland Sheetfed em oferecer soluções completas, que vão além da venda de equipamentos, incluindo serviços de consultoria e melhoria de desempenho. Em sua primeira visita ao Brasil como CEO da Manroland Sheetfed, Mirko Kern se mostrou otimista com as perspectivas locais. “Fiquei impressionado com a receptividade e o otimismo dos clientes que visitamos. O Brasil é um país cheio de potencial, e estamos comprometidos em atender às demandas desse mercado com soluções que reforcem nossa parceria de confiança e lealdade”, concluiu.
Parceria renovada
Essa não é a primeira vez que a Escala 7 se posiciona como ponta de lança na implantação de novas tecnologias no Brasil. Foi assim em 2017, quando a gráfica paulista adquiriu a Roland 700 Evolution. O pioneirismo se repetiu em julho de 2024 com a chegada da primeira impressora Roland 900 Evolution do Brasil.
O projeto de modernização do parque gráfico da Escala 7 começou a ser delineado há quatro anos, visando a elevação da produtividade, redução de setup e aumento da qualidade do produto final.“Começamos a buscar, entre as alternativas disponíveis, a mais adequada às nossas necessidades e acabamos optando pela 900 Evolution não só pela robustez e tecnologia embarcada, quanto pelo atendimento e suporte da Manroland Sheetfed”, diz Sergio Brusco, diretor comercial da Escala 7. Pesou também a parceria de mais de 30 anos da gráfica com a fabricante alemã, que contribui decisivamente para a familiaridade da equipe operacional com os equipamentos. Além da nova máquina, a gráfica conta com outras três impressoras offset planas da Manroland.
Os ganhos com o novo equipamento são consideráveis e os bons resultados devem crescer à medida que evolui a interação das equipes com a máquina. O treinamento teve início assim que a aquisição foi oficializada e prosseguiu com a instalação da 900 Evolution, com uma última etapa concluída em fevereiro.
Mirko Kern, CEO da Manroland Sheetfed, esteve no Brasil pela primeira vez para participar da World Evolution Tour. À direita, Paulo Sergio Raimundo, presidente da Manroland do Brasil
A gráfica Escala 7, de São Paulo, recebeu
Por: Tânia Galluzzi
APV.54 Eficiência e sustentabilidade na impressão offset
Nova tecnologia da NSG01 Ecologic melhora a qualidade dos impressos, reduz custos e elimina o uso de álcool isopropílico no processo de impressão.
gora é álcool zero com ótimos resultados.” A frase de Paulo Pereira da Silva, proprietário da gráfica Spel, localizada em Pirapozinho, interior de São Paulo, resume o impacto da adoção do APV.54. Desenvolvido pela NSG Indústria, Comércio e Locação de Equipamentos Gráficos, o equipamento trouxe ganhos em qualidade, produtividade e sustentabilidade, tornando-se um diferencial competitivo para o negócio.
A gráfica Spel conta com onze impressoras bicolores, e o APV.54 já está instalado em 10 delas. “Quando a manutenção da última máquina terminar, imediatamente iremos instalar mais um APV.54”, afirma Pereira. A implementação do sistema permitiu eliminar 100% do álcool isopropílico e reduzir em 35% o consumo de tinta. Além disso, os impressos passaram a apresentar melhor definição e secagem acelerada, o que se reflete diretamente na produtividade do setor de acabamento.
Projetado para impressoras offset de pequeno e médio porte, o APV.54 otimiza a água do sistema de molha, minimizando o uso de insumos e promovendo maior estabilidade no processo. Ao possibilitar a aplicação de menor quantidade de água e tinta, o equipamento reduz o ganho de ponto, resultando em imagens mais bem definidas e impressos de maior brilho. “Menos emulsionamento da tinta significa menos desperdício e maior controle do processo, evitando velaturas e perdas”, explica Antônio Pedro Vergete, químico industrial e um dos responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia. Um dos principais benefícios do APV.54 é a economia de insumos, com redução de 100% do álcool isopropílico, 50% da solução de fonte e de 20% a 30% da tinta. Essa otimização repercute diretamente na redução de custos operacionais e na melhoria da eficiência produtiva.
GANHO AMBIENTAL
Sediada em São Gonçalo, Rio de Janeiro, a NSG desenvolveu o APV.54 com tecnologia 100% nacional. Antonio Pedro ressalta o alinhamento do sistema com as práticas ESG. Ecologicamente correto, o equipamento diminui significativamente o uso de produtos químicos no processo de impressão, contribuindo para a preservação ambiental. Socialmente, melhora a qualidade do ar no ambiente industrial e reduz a exposição dos trabalhadores a substâncias químicas. Do ponto de vista da governança, gera ganhos produtivos e econômicos que reforçam a sustentabilidade financeira das empresas do setor gráfico.
“Nosso objetivo é oferecer tecnologias que agreguem valor ao setor e promovam um impacto positivo no meio ambiente”, destaca Antônio Pedro. O APV.54 é um exemplo dessa missão, garantindo que a impressão offset possa evoluir com mais qualidade, menos impacto ambiental e maior eficiência produtiva.
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Aimpressão de embalagens e rótulos ao longo dos próximos anos deverá se consolidar como o principal vetor de crescimento da indústria gráfica. Recentemente, um relatório de mercado publicado pela Mordor Intelligence trouxe a informação de que o mercado global de impressão de embalagens foi avaliado em US$ 405,20 bilhões em 2024 e deve alcançar US$ 596,49 bilhões até 2029, crescendo a uma taxa composta anual de 8,04% durante esse período. Esse dado nos ilustra que, enquanto boa parte dos segmentos da indústria gráfica enfrenta dificuldades com a digitalização e as mudanças de hábito do consumidor, o mercado de embalagens vive em crescimento robusto.
Fatores como o crescimento do consumo global e o aumento da classe média (e a consequente mudança do comportamento de compra) em mercados emergentes como África, América Latina e Ásia geram um aumento de demanda por produtos embalados, criando o ambiente ideal para o desenvolvimento de processos mais eficientes e inovadores. Outro ponto é que os consumidores e marcas também estão exigindo mais que seus fornecedores tenham preocupação e programas efetivos relacionados a sustentabilidade.
Uma pesquisa realizada pela consultoria EY Future Consumer Index e divulgada pela revista Exame, apontou que 73% dos brasileiros entrevistados estão profundamente preocupados com a fragilidade do planeta e 46% estão dispostos a pagar mais por produtos feitos de maneira sustentável. Isso quer dizer que as empresas que adotam práticas verdes são vistas como mais confiáveis e atraentes para uma parcela grande dos consumidores.
O aumento das regulamentações ambientais nos países incentiva o setor a manter uma adaptação constante para adotarem, cada vez mais, processos produtivos mais ecológicos, otimizados e com insumos diferenciados.
Da digitalização à sustentabilidade: os caminhos da impressão de embalagem
A impressão digital vem ganhando espaço em função de sua capacidade de personalização, maior agilidade na produção e mais flexibilidade para diferentes tipos de demandas das marcas, cada vez mais competindo com a flexografia. As duas tecnologias normalmente operam em conjunto, onde a impressão digital atende as baixas tiragens e necessidades de personalização e a flexografia lida com as altíssimas tiragens. Com aumento de produtividade e diminuição de custos de impressão digital, a tendência é que esta amplifique sua presença nesse mercado. A flexografia segue como a tecnologia predominante na impressão de embalagens no mundo todo devido a sua eficiência em altas tiragens, mas a impressão digital seguirá avançando de forma constante, impulsionada por sua versatilidade, sustentabilidade ambiental, redução de desperdícios e a necessidade de atender a um mercado cada vez mais dinâmico e segmentado.
A automação também terá um papel determinante na competitividade das gráficas durante os próximos anos. À medida que os mercados vão se tornando mais exigentes e as operações vão ficando cada vez mais complexas, sistemas avançados de gestão de fluxo de trabalho serão fundamentais para a criação de uma produção otimizada, sem desperdícios e com maior
eficiência operacional. Ferramentas que permitem a integração e automatização da produção entre diferentes sistemas já existem e tendem a seguir em evolução.
A presença de IA vem crescendo na indústria, porém ainda se encontra em estágio inicial, mas com potencial para dominar as etapas de criação, acelerando processos de design, otimizando layouts e reduzindo o tempo de desenvolvimento de novos produtos. Além disso, a IA pode ser utilizada para aprimorar a personalização, permitindo campanhas de marketing mais segmentadas e envolventes.
Olhando para o futuro, é nítido que a impressão de embalagens seguirá como um setor dinâmico e inovador no qual a digitalização, a sustentabilidade e a segmentação continuarão a transformar o mercado. Investir em tecnologia, automação e flexibilidade da produção, combinando a sabedoria dos métodos tradicionais com inovações tecnológicas nos ajudará a estar na vanguarda das empresas que têm a oportunidade de aproveitar as melhores oportunidades no mercado em rápido crescimento.
Fabiano Peres
Diretor da Afeigraf
Diretor de Vendas da Canon do Brasil fperes@cusa.canon.com
FABIANO PERES
Por: Tânia Galluzzi
Druck Chemie aposta em soluções personalizadas e sustentáveis
Com o lançamento do Alkoless SF 4010 e outras soluções, empresa fortalece seu compromisso ambiental e amplia presença no mercado.
Em 2023, a gráfica Santa Marta, de São Bernardo do Campo, São Paulo, apresentou uma necessidade para a Druck Chemie: reduzir o uso da acetona na limpeza dos rolos de molha das impressoras offset. Substância-base para o produto mais empregado no Brasil, a acetona é extremamente volátil e inflamável, e a Santa Marta buscava tornar o processo produtivo mais seguro para os funcionários.
Desafio posto, entrou em campo a equipe do laboratório da Druck Chemie, em Valinhos (SP), que poucos meses depois já estava entregando para a Santa Marta os primeiros lotes. Dessa experiência nasceu o Rolomatic BK, solvente não inflamável, zero resíduos na evaporação e com alta força de limpeza, secagem rápida e ponto de fulgor maior que 60°C, isento de acetona, MEK, tolueno, xileno, características que retiram o produto do rol de itens que têm de ser controlados pelas Polícias Civil e Federal.
Esse é um dos exemplos da estratégia que a Druck Chemie vem adotando no desenvolvimento de produtos químicos para a indústria gráfica: a personalização. Nessa empreitada, a empresa, que está no Brasil há 27 anos, conta com o suporte da holding inglesa da qual faz parte, a Langley, e seu apetite por aquisições. Entre as mais recentes estão as fabricantes de consumíveis Hi-Tech Chemicals e BluePrint, nome forte na produção de soluções de fonte na Europa, em 2020, e a PCO, em 2023. Tais movimentos têm permitido a diversificação das linhas da Druck Chemie Brasil, cujo mais novo fruto é o Alkoless SF4010. Lançada em 2024, a solução de fonte tem feito sucesso ao diminuir a utilização do
álcool no processo de impressão, tornando-o mais seguro e sustentável. Em equipamentos mais novos, o Alkoless SF 4010 possibilita até a eliminação total do álcool.
PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS
“Acompanhamos não só as demandas do mercado. Procuramos ir ao encontro da essência do cliente, entender o momento dele, criando soluções customizadas”, afirma Larissa Bonazzio, gerente comercial da Druck Chemie. A empresa também ampliou a linha de produtos auxiliares para limpeza de rolaria para tintas UV e está prestes a lançar uma solução de fonte para offset
Produtos recentemente desenvolvidos pela Druck Chemie: Rolomatic BK, solvente não inflamável; e Alkoless SF 4010, solução de fonte sem álcool
rotativa, a Wassertop HS 3007B com a mesma pegada ambiental da SF 4010 , agora em fase final de testes.
O alinhamento com práticas sustentáveis acompanha a Druck Chemie há muito tempo. Ela foi uma das primeiras a oferecer à indústria gráfica brasileira o gerenciamento de resíduos, cumprindo a exigência da logística reversa de suas embalagens, dentro das normas da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que entrou em vigor em 2010. A gestão das embalagens e mesmo dos resíduos líquidos se tornou uma parte importante do negócio, possibilitando a conquista de novos clientes, a fidelização e até a oferta de preços diferenciados para alguns químicos com a reutilização das embalagens.
Além da personalização de produtos, neste ano a Druck Chemie Brasil está focada no incremento de sua cobertura geográfica, com o desenvolvimento de novos distribuidores. Atualmente, a empresa tem representantes em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, Brasília, Goiás e no Ceará; e também na Bolívia. A ideia é expandir essa rede não só no Brasil quanto na América do Sul.
DRUCK CHEMIE www.druckchemie.com.br
Larissa Bonazzio, gerente comercial da Druck Chemie
Por: Tânia Galluzzi
Emocionante, inspirador, produtivo, enfim, um dos melhores eventos dos últimos tempos. Assim foi a primeira edição do Fórum Mulheres de Impressão, realizada no dia 1º de novembro no Rio de Janeiro.
Protagonismo feminino
OI Fórum Mulheres de Impressão, que reuniu empresárias, gestoras e profissionais do setor, superou expectativas ao promover discussões fundamentais sobre liderança, inovação e oportunidades de negócios para mulheres no universo da impressão.
Organizado pelo movimento Mulheres de Impressão, o fórum apresentou palestras inspiradoras com Beatriz Padrão, da Wellhub, Mariana Reis, da Uptalent, e Flavia Camanho, especialista em desenvolvimento humano, abordando temas como vendas, recursos humanos e comportamento. A programação foi estruturada para incentivar reflexões e fortalecer a rede de mulheres que atuam na indústria gráfica e de conversão.
A dinâmica do evento também se destacou. Durante o dia, as discussões na Casa Firjan, em Botafogo, foram exclusivas a mulheres do setor, garantindo um espaço para troca de experiências e aprendizado estratégico. À noite, um coquetel na Mansão
as oportunidades de networking e negócios.
Além de proporcionar conteúdos relevantes, o fórum foi um ponto de encontro para profissionais de diferentes regiões do País. Muitas participantes destacaram a importância desse espaço para ampliar conexões, compartilhar desafios e incentivar o crescimento feminino dentro do setor. Como ressaltou Renata Daflon, uma das idealizadoras do movimento, “este é apenas o começo”.
O fórum foi a primeira iniciativa do Mulheres de Impressão voltada ao mercado. Criado em abril de 2024, o movimento objetiva fortalecer a presença feminina na indústria gráfica. A proposta surgiu da necessidade de ampliar a representatividade das mulheres no setor, onde atualmente ocupam menos de 20% dos cargos de liderança. O objetivo do grupo é ambicioso: elevar esse número para 50% nos próximos cinco anos.
Com a participação de empresárias que juntas representam um faturamento anual de quase R$ 5 bilhões, o MDI tem se consolidado como uma rede de apoio, troca de conhecimento e incentivo ao empreendedorismo feminino.
“Queremos reescrever a história da indústria gráfica, dando voz e visibilidade aos negócios liderados por mulheres e promovendo um ambiente mais inclusivo e sustentável”, afirmam as organizadoras do movimento. A iniciativa busca fomentar a igualdade de oportunidades por meio de eventos, mentorias e ações estratégicas que conectem mulheres do setor e ampliem suas perspectivas de crescimento.
Quatro ações já estão programadas para 2025. O MDI estará em São Paulo na Fespa Brasil 2025, no final de março, e na conferência Flexo & Labels Experience, em maio; vai organizar um brunch no Rio Grande do Sul, em junho; fechando com o II Fórum Mulheres de Impressão, em outubro, em local a ser definido.
MULHERES
Beatriz Padrão, da Wellhub Mariana Reis, da Uptalent
Renata Daflon, da Holográfica
O Fórum do MDI lotou o auditório da Casa Firjan
Alvite, em Santa Teresa, foi também aberto aos homens, ampliando
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gestão inteligente Os caminhos da na gráfica
Olivro que o Carlos Silgado e eu lançamos no final do ano passado, O empresário gráfico e o novo ciclo de inovação tecnológica1, tem como base as atuais tecnologias gráficas e a inserção na chamada indústria 4.0. Mas não é só isso. Na verdade, é um manual para uma autoavaliação tecnológica e os caminhos necessários para uma revisão dos processos produtivos e de gestão da produção visando a automação desses processos, redução dos tempos de produção, ganhos de produtividade e, consequentemente, redução de custos.
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Nesse aspecto, não só mostramos as tecnologias embutidas nos equipamentos, já atualizadas com os lançamentos da última Drupa, como dedicamos um capítulo todo para falar de workflow, ou fluxo de trabalho, e sua importância nessa busca da automação e produtividade.
A tecnologia gráfica atual permite uma melhoria substancial nesses aspectos citados, incluindo algo fundamental para isso: a obtenção de dados em tempo real. E não só, necessariamente, usando os equipamentos gráficos de última geração. Obter dados produtivos e de gestão, desde que priorizados pela empresa, podem sempre ser conseguidos. A questão é o timimg, ou seja, obtê-los na hora dos acontecimentos e agir sobre eles. E é nisso que se enquadra o que chamamos de gestão inteligente.
A gestão inteligente na indústria gráfica, portanto, não se limita apenas à adoção de tecnologias de ponta, mas também à implementação de uma cultura de análise e otimização contínua baseada em dados. Na era da Indústria 4.0, a capacidade de coletar, analisar e agir sobre informações em tempo real se torna um diferencial competitivo importante.
Uma das chaves para essa transformação é o uso estratégico de Indicadores-Chave de Desempenho (Key Performance Indicators, KPI). Ao definir KPIs alinhados com os objetivos de negócios, as gráficas podem monitorar continuamente o desempenho de suas operações, desde a eficiência do equipamento até o cumprimento de prazos de entrega. Isso não apenas facilita a identificação de gargalos e oportunidades de melhoria, mas também permite uma resposta ágil às demandas do mercado.
O capítulo dedicado ao workflow em nosso livro destaca como a automação dos fluxos de trabalho contribui para a produtividade. A automação reduz a intervenção manual, minimiza erros e acelera processos, resultando em ciclos de produção mais rápidos e eficientes. A integração de sistemas e processos, alimentada por dados em tempo real, permite uma visão holística das operações, proporcionando insights valiosos para ajustes rápidos e eficazes.
No entanto, a tecnologia por si só não é suficiente. É essencial investir na capacitação da equipe para garantir que os colaboradores estejam preparados para trabalhar em um ambiente altamente digitalizado. Além disso, fomentar uma cultura de inovação e melhoria contínua é fundamental para que a gestão inteligente se torne parte do DNA organizacional.
A gestão inteligente na indústria gráfica não se limita apenas à adoção de tecnologias de ponta, mas também à implementação de uma cultura de análise e otimização contínua baseada em dados.
Por outro lado, é crucial abordar alguns mitos comuns que podem dificultar essa transição para a gestão inteligente. Um dos equívocos frequentes é a crença de que a digitalização completa é inviável para pequenas e médias gráficas devido aos altos custos associados. No entanto, com o avanço das tecnologias, soluções escaláveis e modulares estão se tornando cada vez mais acessíveis. Isso permite que empresas de qualquer porte iniciem a adoção de práticas inteligentes de maneira gradual, conforme suas capacidades financeiras.
A implementação pode começar com atualizações em áreas específicas, como o controle de estoque, controles adequados de produção ou mesmo a adoção de práticas como a Manutenção Produtiva Total (Total Productive Maintenance), que vale a pena ser conhecida e o que ela muda na gestão.
Outro mito persistente é que a automação substituirá completamente a mão de obra humana, gerando um ambiente de trabalho desumanizado. Na realidade, a automação é uma aliada poderosa na liberação dos colaboradores de tarefas repetitivas e monótonas, transformando o ambiente de trabalho em um espaço onde a criatividade e o julgamento humano são altamente valorizados.
Com a automação, os trabalhadores podem assumir funções mais estratégicas, como análise de dados, programação de máquinas ou desenvolvimento de novos produtos. Isso não só melhora a eficiência operacional, mas também enriquece a experiência profissional dos funcionários, promovendo um ambiente de trabalho mais satisfatório e motivador. Empresas gráficas avançadas em processo de automação realocam profissionais de pré-impressão, por exemplo, para suporte a vendas e desenvolvimento de produtos.
Existe também a percepção de que a análise de dados é complexa e inacessível para muitas empresas. Essa visão, no entanto, está se tornando obsoleta graças à crescente
A automação dos fluxos de trabalho reduz a intervenção manual, minimiza erros e acelera processos, resultando em ciclos de produção mais rápidos e eficientes.
disponibilidade de ferramentas de análise de dados intuitivas e amigáveis. Essas plataformas são projetadas para serem usadas por pessoas com diversos níveis de conhecimento técnico, permitindo que gestores e equipes tomem decisões informadas rapidamente. A capacidade de transformar dados brutos em insights significativos não só melhora a eficiência operacional, mas também abre novas oportunidades de negócios. Isso ajuda as empresas a se adaptarem mais rapidamente às mudanças de mercado e às preferências dos consumidores, permitindo que antecipem tendências e inovem continuamente.
Na era digital, a quantidade de dados disponíveis aumenta exponencialmente a cada dia, e a capacidade de transformar esses dados em informações acionáveis se torna ainda mais crucial. As empresas de embalagem e impressão enfrentam o desafio de não apenas coletar dados, mas também garantir sua precisão e relevância para evitar decisões baseadas em informações incorretas.
Nesse contexto, emerge a chamada liderança baseada em dados, como um enfoque importante para a tomada de decisões inteligentes e rápidas. A expressão cunhada pelo chamado pai da administração, Peter Drucker, “se não pode medir, não pode gerenciar”, se torna especialmente relevante na Indústria 4.0, onde o acesso a dados em tempo real impulsiona a eficiência e a inovação nas operações.
A liderança baseada em dados se fundamenta no uso de evidências quantitativas para apoiar decisões, em vez de depender exclusivamente de intuições ou experiências passadas. Isso é particularmente crítico na Indústria 4.0, onde a digitalização e automação transformam os processos de produção. Os benefícios incluem decisões mais inteligentes e precisas, com a identificação de tendências e previsão de resultados através de análises preditivas.
Além disso, a capacidade de tomar decisões rápidas com base em dados em tempo real permite que as empresas atuem com agilidade para aproveitar oportunidades. Mas traz desafios e barreiras que precisam ser superadas, como a garantia da qualidade dos dados, integração de sistemas e desenvolvimento de uma cultura de dados.
Para promover uma liderança baseada em dados, as empresas precisam investir em tecnologia, como inteligência artificial para análise rápida de dados e automação de processos para coleta e processamento eficiente de informações. E trabalhar no desenvolvimento de habilidades analíticas entre líderes e funcionários. O que é crucial para interpretar corretamente os dados e gerar insights acionáveis.
Cultivar uma cultura organizacional que valorize a tomada de decisões baseada em dados e estabelecer KPIs claros para monitorar o desempenho são passos essenciais para ajustar estratégias conforme necessário.
Finalmente, a colaboração com outros players do setor, como fornecedores de tecnologia e parceiros de negócios, pode amplificar os benefícios da gestão inteligente. Por meio de parcerias estratégicas, as empresas gráficas podem acessar novos conhecimentos, compartilhar riscos e recursos, e acelerar o seu caminho rumo à digitalização completa. Essa abordagem colaborativa não só fortalece a posição competitiva da empresa, mas também contribui para a criação de um ecossistema mais robusto e inovador no setor gráfico.
Em suma, os caminhos da gestão inteligente na gráfica são pavimentados pela combinação de tecnologia, análise orientada por dados e uma cultura organizacional adaptável. Ao adotar essas práticas, as empresas do setor gráfico estão não apenas se modernizando, mas também se posicionando de maneira mais competitiva em um mercado em constante evolução. Essa abordagem não apenas reforça a importância da inovação tecnológica, como também enfatiza a necessidade de uma estratégia bem definida para aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pela Indústria 4.0.
Com certeza, avançar nesse caminho é uma medida inteligente. Pense nisso.
Hamilton Terni Costa AN Consulting/Ciglat hterni@anconsulting.com.br Podcast Ondas Impressas
No caminho da transformação digital
Um apelo à ação proativa: onde está sua tecnologia hoje?
Em meus artigos e palestras tenho repetido em vários tons: uma prioridade da alta administração consiste em implantar de forma sistemática a integração e a automatização de processos, seja qual for o mercado em que uma empresa gráfica opera (livros, comunicação visual, impressos comerciais, embalagens) e qualquer que seja seu tamanho. Embora a automatização compreenda múltiplas funcionalidades, das vendas até a administração, da produção até a logística, da integridade e segurança dos dados até a gestão da qualidade, elas podem ser resumidas em cinco áreas chaves:
◆ automatização da gestão das contas e pedidos de clientes;
◆ automatização da recepção dos arquivos;
◆ automatização da pré-impressão e revisão prévia dos arquivos;
◆ automatização da gestão e monitoramento de pedidos, e
◆ automatização do acompanhamento das ordens de produção até à expedição.
maneira manual!, com o consequente consumo de tempo e o desgaste de energia em atividades repetitivas, enquanto funções que agregam valor são negligenciadas.
Todas as ações que relaciono em seguida são suscetíveis de automatização na indústria gráfica moderna e na maioria das empresas:
PRODUÇÃO
PRINCIPAIS FUNCIONALIDADES DE UM FLUXO DIGITAL DA
Entre muitos gerentes, diretores, chefes de área e trabalhadores especializados na indústria gráfica, existe um desconhecimento de como as soluções digitais de fluxo de trabalho disponíveis hoje agilizam processos e funções. Um número demasiado deles pretende continuar a realizá-las por meio de programas de software cujos dados não se integram à rede, e quase de
◆ Predefinir, executar e controlar de forma automatizada as etapas, processos e sequências de planejamento ideais aplicáveis aos fluxos de impressão (comercial, de publicações, de embalagens e rótulos).
◆ Gerenciar a saída para impressão convencional e digital.
◆ Incluir ferramentas especializadas para revisão prévia dos arquivos, imposição, aprovação em linha e outras.
CARLOS SILGADO BERNAL
◆ Estabelecer uma interface entre os dados de pré-impressão e os equipamentos da planta que suportam dados CIP3 PPF / CIP4 (por exemplo, para o pré-ajuste da tinta e o formato nas impressoras offset, reduzindo significativamente o tempo de arranjo e o desperdício).
◆ Mediante interface com os módulos de gestão da produção, monitorar cada fase e etapa da produção e manter um registro em tempo real do estado da produção e dos tempos de trabalho por equipe. Além disso, gerar cronogramas de lista de trabalhos otimizados para impressoras que suportam dados eletrônicos para produção autônoma e guiada.
◆ Habitualmente incorporar módulos opcionais de comércio eletrônico: web-to-print.
◆ Opcionalmente, estabelecer uma conexão bidirecional com os sistemas de gestão da empresa, MIS/ERP, por meio do JDF
CIP 4 e acompanhar os pedidos criados, calcular os custos de pós-produção, fornecer informações para o planejamento e gerar relatórios sobre o uso dos recursos.
◆ Poder incluir módulos de colaboração com o cliente e módulos para o desenvolvimento de projetos de marketing multicanal (cross-media) personalizados, que combinam meios impressos e digitais.
A gestão de cada empresa deve determinar quais são as prioridades e, portanto, deve ser objeto de um projeto de inovação. O gráfico abaixo mostra o surpreendente avanço das funcionalidades automatizadas hoje na indústria gráfica.
ENTENDA O ESTADO ATUAL DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL
EM SUA EMPRESA
As seguintes atividades são um ponto de partida prático para determinar a compatibilidade ou incompatibilidade dos fluxos
de dados e processos, a interconectividade dos equipamentos, a capacidade das redes e o nível de capacitação do pessoal, entre outros fatores em cada empresa:
◆ Verifique objetivamente se os operadores estão devidamente capacitados.
◆ Elabore uma lista completa dos programas de software (desenvolvidos internamente ou adquiridos) utilizados na gestão administrativa do negócio, na gestão da produção e para a operação dos equipamentos, e verifique objetivamente se seus usuários estão devidamente capacitados.
◆ Identifique se há ou não compatibilidade do fluxo de dados entre cada um deles e se possuem compatibilidade com JDF; caso contrário, investigue com seus especialistas e fornecedores como estabelecê-la.
◆ Identifique as redes em uso, internas e externas, áreas que integram e sua capacidade.
Fluxo de dados do negócio GRÁFICO
Funcionalidade automatizada
Plataforma de colaboração com o cliente
Web to print
Custeio/cotação
Ordem de compra
Recepção de arquivos
Fluxo de trabalho único para saída em impressão convencional (sistemas analógicos e digitais)
Intercâmbio automático de dados com sistemas MIS, via JDF
Ordem de produção
Gestão de material
Job Ticket: especificações técnicas do pedido em formato eletrônico
Planejamento/ programação
Preflighting
Imposição
Gestão de cor
Provas/aprovação
RIP/separações/ produção de chapas Link CIP4 com impressão, acabamentos e logística
Saída para impressão digital Base de dados (especificações de equipamentos, papéis e tintas, curvas de calibração de cor, retículas digitais)
Inserção de dados dos pedidos no painel de comando da impressora
Pré-ajuste da impressora
Acerto da impressora
Obtenção da folha OK Tiragem
Documentação da qualidade
*Certas funções são executadas usando diferentes técnicas e arquiteturas de sistema, dependendo dos desenvolvimentos do fornecedor.
Inserção de dados dos pedidos no painel de comando dos equipamentos de acabamento
Acertos
Tiragem
Certificação da qualidade
Inserção de dados das instruções de logística, embalagem, fulfillment, entrega Entrega eletrônica
AVALIAÇÃO DAS NECESSIDADES DE RACIONALIZAÇÃO DE PROCESSOS
AVALIAÇÃO ▶
PROCESSOS ▼
1 – COTIZAÇÃO
Avalie o tempo de resposta e a transparência do processo tanto para o cliente quanto para as áreas internas de vendas e produção.
2 – CRIAÇÃO DA ORDEM DE PRODUÇÃO
Avalie se a ordem de trabalho é retirada automaticamente dos dados da cotação aprovada pelo cliente ou se é inserida manualmente em outro programa.
3 – PROCESSAMENTO DO ORIGINAL DO CLIENTE ATÉ OBTER UM ARQUIVO PRONTO PARA IMPRESSÃO
Avalie o procedimento seguido para o carregamento e pré-verificação dos originais do cliente e sua conversão para arquivos de saída (PDF).
4 – IMPOSIÇÃO
Avalie o procedimento seguido para estruturar a imposição.
5 – PROVA E APROVAÇÃO PELO CLIENTE
Avalie o procedimento seguido para aprovação.
6 – PRODUÇÃO DE CHAPAS
Avalie a qualidade e a oportunidade do processo.
7 – PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO (CAPACIDADE, DISTRIBUIÇÃO, PRODUÇÃO, MATERIAIS, SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL)
Avalie o procedimento utilizado, principalmente se o planejamento é realizado manualmente, com seu próprio programa ou através de um robusto programa de planejamento dinâmico.
8 – ENTREGA DE CHAPAS PARA A ÁREA DE IMPRESSÃO
Avalie as práticas seguidas neste processo.
9 – ALOCAÇÃO DE PAPEL E TINTA
Avalie as práticas seguidas neste processo.
10 – ACERTO DA IMPRESSORA (INCLUI OPORTUNIDADE E INTEGRALIDADE DOS DADOS DO PEDIDO) E TIRAGEM
Avalie as práticas seguidas neste processo.
11 – APROVAÇÃO DA FOLHA OK
Avalie as práticas seguidas neste processo.
12 – ACERTO DOS EQUIPAMENTOS DE ACABAMENTO (INCLUI OPORTUNIDADE E INTEGRIDADE DOS DADOS DO PEDIDO) E EM EXECUÇÃO
Avalie as práticas seguidas neste processo.
13 – APROVAÇÃO DA FOLHA OK NOS ACABAMENTOS
Avalie as práticas seguidas neste processo.
14 – CONTROLE DE QUALIDADE
Avalie as práticas seguidas neste processo.
15 – EMBALAGEM E ENTREGA
Avalie as práticas seguidas neste processo.
16 – FATURAMENTO
Avalie as práticas seguidas neste processo.
◆ Integre ao processo a equipe de tecnologias da informação (TI) da sua empresa e aos especialistas de suporte dos seus fornecedores de equipamentos e programas.
◆ Elabore uma lista completa dos equipamentos utilizados em cada um dos
ESTE PROCESSO REPRESENTA ATUALMENTE UM GARGALO? NÃO SIM
processos de produção, desde a concepção e recepção do pedido do cliente até à logística de entrega da encomenda.
◆ Identifique se há ou não compatibilidade do fluxo de dados entre cada um deles e se são compatíveis, principalmente
por meio do padrão JDF; caso contrário, investigue com seus especialistas e fornecedores como estabelecê-la.
REALIZE UMA AUTOAVALIAÇÃO COM A AJUDA DE SUAS EQUIPES DE TRABALHO
Uma autoavaliação também é necessária para determinar as necessidades específicas de racionalização dos processos. Pode começar pelos dezesseis processos indicados na tabela ao lado, respondendo objetivamente se atualmente representam um gargalo, analisando com sua equipe de trabalho o impacto (baixo, médio ou alto) que esse gargalo tem na qualidade do serviço e na eficiência dos processos, e estudando as possíveis causas. Considerando que as mudanças na infraestrutura de negócios e de produção que constituem o núcleo de um negócio representam um processo desafiador, avaliações detalhadas como as propostas acima conseguem evitar erros e distorções por omissão, bem como concentrar investimentos e esforços organizacionais em áreas e processos relevantes.
CONCLUSÃO: O
TESTE
DA “VONTADE POLÍTICA”
É claro que as soluções de fluxo digital de trabalho têm um alto potencial de desenvolver valor para as empresas gráficas. No entanto, dadas essas etapas anteriores, entender o estado atual da transformação digital da empresa (a compatibilidade ou incompatibilidade dos fluxos de dados e processos, a interconectividade dos equipamentos, a capacidade das redes e o nível de capacitação do pessoal, entre outros fatores) e detectar as áreas de processo que precisam ser melhoradas para criar vantagens competitivas, colocará à prova, em consequência, a “vontade política”: estabelecer projetos de inovação, dotá-los de um gestor e de um orçamento e apoiá-los para que a transformação digital possa avançar. Automatizar não se limita à aquisição de tecnologia, significa principalmente gerenciar projetos, reconstruir processos com meios digitais e liderar mudanças organizacionais.
Carlos Silgado Bernal Especialista em processos gráficos carlos.silgadobernal@gmail.com
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orgulho de ter impresso o seu livro e feito jus à oportunidade e confiança a nós concedida. Mais do que especializados na produção de livros, jornais e revistas para pequenas e grandes tiragens com qualidade na impressão e no acabamento, oferecemos todo o suporte e cuidado necessários para que sua obra alcance o sucesso almejado.
Aimpressão de materiais de comunicação visual em sistemas de grandes formatos tem tido uma evolução impressionante, tanto em espaço de mercado quanto nas tecnologias de impressão, tintas e substratos. O processo de impressão mais utilizado e de maior qualidade é o jato de tinta, no qual máquinas de grande formato contam com um “carrinho”, com um ou mais cabeçotes de impressão, que deslizam perpendicularmente em relação ao avanço do substrato. Esse sistema oferece maior qualidade e menor produtividade do que os modelos de produção que, em geral, é o de bobinas, ou seja, os que contam com uma barra com cabeçotes fixos que cobre toda a largura do substrato. As máquinas de impressão jato de tinta podem ser base solvente, UV ou água. As base solvente aquecem o substrato para secagem, as base UV têm lâmpadas led para curar as tintas e as base água também podem ter sistemas de aquecimento para secagem. Neste artigo, vamos nos deter às normas técnicas que padronizam esse tipo de impressão. Historicamente, tínhamos a norma de “impressão de layout” ISO
12647-8 como norma de referência para esse setor, pois não havia uma norma específica para grandes formatos. Observando de perto, essa norma atende bastante bem ao que precisa ser verificado em um sistema de impressão digital, servindo tanto para sistemas de impressão tipo “laser” (ou eletrofotográficos) quanto para sistemas de impressão base jato de tinta.
É fato que o TC130 da ISO tentou criar uma norma específica para impressão digital de grandes formatos: a ISO 15311-3 Tecnologia gráfica – Requisitos para material impresso para a produção comercial e industrial – Parte 3: Impressão de sinalização de grande formato. Essa norma, que estava em estudo, bem estruturada e com potencial de ser votada positivamente pelos países do TC130, acabou sendo abandonada devido ao desinteresse dos países e dos fabricantes de equipamentos envolvidos. Alessandro Beltrami, na época representante da Itália e cientista da HP, conta que “Andy (Andreas Kraushar da Fogra) e eu tentamos envolver algumas indústrias relacionadas à impressão digital. Eu também tentei a adesão de uma associação de gráficas na Itália. Como não houve apoio dos fabricantes
BRUNO MORTARA
nem dos clientes finais, o projeto foi cancelado.” Moral da história: a ISO 12647-8 é hoje o melhor método disponível para padronizar a impressão digital de grandes formatos. Mas, resta a pergunta: a ISO 12647-8 não foi criada para provas de layout contratuais?
PROVA CONTRATUAL VERSUS IMPRESSÃO PADRONIZADA
Uma prova contratual é uma prova digital de alta qualidade. É uma representação visual do documento que está sendo impresso em quantidades maiores, seja em impressão analógica (offset, flexo etc.) ou em sistemas digitais. Ela é usada como parte do acordo entre cliente e gráfica e deve manter o tamanho, quando possível o mesmo substrato, fidelidade de cores, reprodução tonal e registro. A prova simula a aparência esperada da impressão a ser produzida com um alvo numa condição de impressão pública, dentro de tolerâncias rígidas.
O conceito de “prova contratual” é normalizado por dois documentos da ISO: a 12647-8 e a 12647-7. Ambos especificam os requisitos para sistemas de provas de contrato diretamente a partir de dados digitais. A diferença entre elas está nas tolerâncias permitidas: na Parte 7 são bem mais restritas que na Parte 8 da norma.
A Parte 8 surgiu a partir da necessidade dos criativos, agências e designers terem uma ideia aproximada da aparência visual e das cores dos projetos gráficos desde o início da criação. Em geral, esses profissionais têm acesso a uma boa impressora eletrofotográfica (laser) e a 12647-8 visa justamente padronizar o uso deste tipo de equipamento de escritório para fornecer uma referência visual e colorimétrica razoável. Uma prova feita em um sistema de impressão digital calibrado segundo a ISO 12647-8 é denominada de “prova de layout” e, em geral, utiliza papéis mais comuns como o offset.
VISÃO GERAL DOS REQUISITOS
Os requisitos da ISO 12647-8, listados na tabela ao lado mostram como a simulação, mesmo que com maiores tolerâncias, deve seguir objetivos bem padronizados. Esta padronização quando aplicada aos provedores gráficos de impressões de grandes formatos é uma ferramenta ideal para que possam demonstrar a seus clientes e
REQUISITOS
DA CERTIFICAÇÃO
ISO 12647-8
ENSAIO FORMA DE TESTE FINALIDADE
1 Cor e brilho do substrato e OBA
2 Uniformidade
3 Precisão de cores
4 Repetibilidade
5 Limite de reprodução
6 Resolução
O substrato não impresso
Testform com 3 páginas de uniformidade com cinza composto
Fogra Media Wedge CMYK V3
Opcional: cores especiais
Repetibilidade Testform colorimétrico
Observação de patches da escala do testform
Meta de resolução
7 Tonalidade dos canais CMYK Medição de chapados e meios tons
8 Registro
Testform registro
Medição do brilho e do nível de OBA
Teste da uniformidade das impressões
Para testar a precisão da cor da reprodução com as condições de impressão pretendidas
Avaliação de cores especiais
Testar a repetibilidade de curto prazo (após 1h)
Para testar o limite de reprodução
Para testar o poder de resolução e a reprodução de vinhetas
Verificar a linearidade tonal em relação ao Dataset alvo
Para testar o registro entre tintas
FIGURA 1 – TESTFORM DE UNIFORMIDADE E REPETIBILIDADE COM OS CÍRCULOS NOS PONTOS DE MEDIÇÃO
parceiros sua capacidade técnica de reprodução de cores, em especial as cores de marca, que são os quesitos mais importantes para os clientes.
A fim de testar cada um dos requisitos, as empresas que fazem a certificação de processos gráficos com a CEC LATAM utilizam ensaios com os chamados testforms, que são impressos em condições controladas e medidos, em geral, com um espectrofotômetro calibrado, em conformidade com a ISO 13655. Por exemplo, para os ensaios de uniformidade e repetibilidade é utilizado o testform de três páginas, similar ao da Figura 1.
Para os ensaios colorimétricos de acordo com a ISO 12647-8, se utiliza um testform conforme o da Figura 2.
IMPRESSÃO DE GRANDE
FORMATO CERTIFICADA
Um provedor de impressões de grande formato pode controlar seu sistema com relativa facilidade para estar em conformidade com a ISO 12647-8. As principais vantagens que ele obtém são:
◆ A gráfica pode ser certificada por uma Certificadora como o CEC LATAM/Baluarte Certificadora, demonstrando sua excelência e cuidado com os trabalhos de seus clientes;
◆ Consegue uma repetibilidade que dá tranquilidade aos clientes quando repetem trabalhos obtendo os mesmos resultados visuais;
◆ Os clientes que tiverem sistemas com monitores calibrados poderão prever o resultado da impressão mesmo antes da execução do trabalho;
◆ A gráfica diminui sensivelmente os retrabalhos e testes de impressão, reduzindo custos com hora máquina, tinta, substrato, eletricidade e pessoal;
◆ O resultado é a melhor utilização de toda a estrutura da empresa, permitindo a impressão de mais trabalhos por turno, ou seja, há um aumento de OEE (Overall Equipment Efficiency);
◆ A diminuição de desperdício, mão de obra, eletricidade e insumos se concretiza numa maior sustentabilidade da empresa;
◆ Como consequência, há um aumento de receita e diminuição de despesas aumentando a lucratividade.
Como se vê, as vantagens são cumulativas e extremamente benéficas para as gráficas. Se houver interesse nesta normalização é possível participar das reuniões da Comissão de Impressão Digital do CB-27, consultando as datas de reuniões pelo e-mail cb27@abigraf.org.br. Se houver interesse em certificação, é possível o contato direto pelo e-mail bmortara@ alumni.usp.br
Vamos demonstrar aos nossos clientes e à cadeia produtiva a nossa qualidade e nos diferenciarmos dos concorrentes que ainda não o fazem? Mãos à obra!
Superintendente do CB-27
Bruno Arruda Mortara
www.bmfgrafica.com.br www.bmfgrafica.com.br
Estreia da sexta temporada do primeiro podcast independente dedicado ao universo da impressão fala da renovação dos cadernos com uso da IA generativa.
Ondas Impressas completa cinco anos
No dia 19 de fevereiro de 2020 foi ao ar o primeiro episódio do podcast Ondas Impressas. Criado e produzido pela jornalista Tânia Galluzzi e pelo consultor Hamilton Costa, o programa levantava a polêmica questão do papel imune. De lá para cá, o canal discutiu os mais variados assuntos, desde como enfrentar as consequências da covid nos primeiros meses da pandemia, passando pela digitalização do setor, marketing e vendas, a evolução da flexografia, rótulos, comunicação visual, reciclagem, IA, sem falar na cobertura das principais feiras do setor, incluindo a maior delas, a Drupa de 2024. As cinco primeiras temporadas somam 91 episódios, 175 entrevistados e mais de 30 mil downloads somente nas plataformas de áudio. Em 2024 o podcast ganhou a versão em vídeo, com uma audiência crescente no YouTube.
Encerrando a temporada passada, os dois últimos episódios abordaram a LearnI, plataforma que promete ser um grande portal para
o universo da impressão, reunindo cursos e os mais diversos conteúdos sobre a indústria gráfica e de conversão. Clovis Castanho, Ricardo Minoru e João Fidalgo, criadores da plataforma, abordam os objetivos e a estrutura da LearnI, discutindo a importância de uma plataforma de formação e atualização para a indústria gráfica. O ano fechou com o lançamento da microfranquia de gráfica online Ampliz, idealizada por Alexandre Almeida, CEO da paulista Elyon. Agora, em 2025, o programa estreou na data de seu aniversário contando como o produto caderno está se renovando. O gancho é o lançamento do caderno JandaIA, que incorpora ferramentas de Inteligência Artificial generativa. Trata-se de uma plataforma interativa que utiliza IA para oferecer suporte educativo em tempo real, unindo o caderno e o aplicativo JandaIA. Quem conta essa história é o Ivan Duckur Bignardi, diretor executivo da Jandaia Cadernos e do Grupo Bignardi.
O Ondas Impressas está disponível em formato podcast e videocast, pode ser acessado no YouTube, nas principais plataformas de streaming de áudio e no site www.ondasimpressas. com.br, oferecendo uma visão ampla dos movimentos e desafios que moldam o futuro da impressão e da conversão no Brasil.
CA impressão gráfica eterniza
omeça 2025. Ano em que a Abigraf, Associação Brasileira da Indústria Gráfica, completa seis décadas de contínua, dedicada e eficiente atuação em defesa da bicentenária indústria gráfica nacional. Certamente, será mais um ano em que o empresário gráfico, isoladamente, ou junto a sindicatos e associações, terá de ir além de produzir e vender, comprar e revender, prestar serviços, gerar emprego e renda por meio de seu exercício profissional. Há que se preparar, como sempre, para o enfrentamento de velhas e novas ameaças. Além da passividade, da morosidade e do relativamente baixo conhecimento dos agentes públicos.
O papel impresso, apesar das ameaças, sempre vencerá. Tenho em mãos o livro A Busca, escrito por um dos maiores empresários do País. Dele, retiro: “Vivemos no melhor país do mundo. Temos condições naturais, uma população plural, com atitude positiva e atividade empresarial pujante. Nosso setor primário alcançou liderança mundial e conquistas fantásticas. Então, o que nos falta é extremamente pequeno, mas depende essencialmente de uma competência profissional de governança e que passa pelo aprimoramento do processo político”.
E segue o empresário, registrando seus valores. “Quem se acha gênio ou superior perde a capacidade de aprender.” E é direto ao tratar desse símbolo do poder: “Quando vejo pessoas que alcançam algum resultado e começam a ter indicativos de falta de humildade, meu sentimento é de pena: eles definiram o seu teto”.
Faço essa longa introdução só para homenagear o impresso, o livro impresso, como elemento insubstituível em nossas vidas. Ele está em minhas mãos, posso consultá-lo e com ele aprender a hora que desejar, hoje, amanhã, sempre. É como uma Bíblia de menos de 200 páginas.
Os princípios que nortearam a experiência pessoal, familiar, social e profissional do autor estão contidos em 23 expressões, que nos ensinam a riqueza do pensamento e a constante busca da excelência do empresário, que ao cabo estimula que cada um denós façamos a nossa “busca”.
Dessas 23 expressões/palavras que norteiam a vida empresarial do autor, a partir de valores familiares que desenharam o caminho profissional, detalharei duas:
RESPEITO. Que se manifesta nas menores e maiores coisas: na família, na relação com colegas de trabalho, com meus concorrentes, no trânsito e até mesmo com os adversários mais ferrenhos.
ESPIRITUALIDADE: É ela que serve de base para os valores que movem toda a relação da pessoa com a sua comunidade.
E o autor segue apresentando seus valores: Austeridade. Busca. Comunidade. Educação. Excelência. Família. Fé. Futuro. Governança. Generosidade. Humildade.
Liberdade. Pessoas. Plenitude. Propósito. Resultados. Saúde. Simplicidade, Sustentabilidade. Transparência. Amor. Em relação a cada um desses valores, o autor apresenta breve síntese do significado e da importância para o sucesso pessoal e empresarial.
O livro me remeteu a mim mesmo na BUSCA dos valores que, ao longo de minha existência, construíram minha vida pessoal, familiar e empresarial. É isso. Para ter sucesso empresarial não basta produzir e vender, prestar serviços, com foco e sustentação material. O valor RESPEITO, do autor, é dispensado, com o mesmo amor e naturalidade, ao cliente mais “importante”, bem como ao funcionário da menor escala profissional, seja ela qual for.
A Busca é um livro que veio para ficar. E ficará. Como todos os impressos ficam. Não me furtarei a mencionar o autor, Jorge Gerdau, companheiro de longas jornadas desprovidas de relação financeira, focadas na produção de teses e análises a indicar o caminho do que seria o melhor para o País e para o povo brasileiro.
Assim ele se referiu, de próprio punho, ao autor dessas breves linhas: “Caro amigo Roberto. Companheiro das grandes causas, com uma identificação total de valores”.
Honrado, leio, releio, aprendo, reflito. E provoco: qual seria a minha, a sua, a nossa “Utilidade Pessoal”, “Utilidade Coletiva” e “Utilidade Sustentável”?
E concluo: as coisas eternas passam pela impressão gráfica.
Roberto Nogueira Ferreira
Consultor da Abigraf Nacional em Brasília, DF roberto@rnconsultores.com.br
O autor é membro da Associação Nacional de Escritores, da qual foi vice-presidente, e da Academia de Letras do Brasil, ambas sediadas em Brasília
Foto: Joanna Marini
ROBERTO NOGUEIRA FERREIRA
RAÍZES
Texto: João Scortecci
“
Gazzetta: moeda veneziana e a Gazeta da Restauração
Gazeta” ou “gazzetta” no dialeto veneziano, “gaxeta” é o nome de uma moeda de prata da Sereníssima República de Veneza, no valor de dois centavos, do século XVI. O nome vem de “empréstimo”. Havia um título de 0,948 gramas e um peso de 0,24 gramas. No anverso, estava a figura do Juiz sentado e, no reverso, a do Leão de São Marcos. Foi emitida a partir de 1539, durante o governo do Doge Pietro Lando (1462–1545). Foi cunhada com esse peso até 1559.
(1604–1656), apelidado de “O Restaurador”, para consolidar o poder e combater os “feitos” dos espanhóis, durante longos 60 anos enraizados no espírito do povo português, principalmente entre a nobreza.
Entre 1580 e 1640, a linha fronteiriça que separa a Espanha de Portugal deixou de existir, e os dois países formaram um só reino, chamado de União Ibérica. A primeira edição de “A Gazeta da Restauração” teve a marca tipográfica da Oficina de Lourenço de Anveres, sediada em Lisboa. As oito
Em 1563, foi publicada a primeira “folha de avisos”, uma folha de notícias vendida ao público pelo preço de dois centavos. A partir de então, tornou-se um epíteto palavra ou expressão que se associa a um nome ou pronome para qualificá-lo para jornal, tipo específico de publicação periódica, quando os primeiros jornais venezianos custavam uma gazeta.
O primeiro jornal em português, “A Gazeta da Restauração” (formato 14 × 20 cm, 12 páginas) foi fundado em 1641, pelo alvará régio concedido ao poeta, impressor e livreiro Manuel de Galhegos (1597–1665), um ano depois de Portugal recuperar a independência, em 1º de dezembro de 1640. Serviu de instrumento de propaganda de D. João IV
seguintes publicações foram impressas na tipografia do jornalista Domingos Lopes Rosa, com a redação de João Franco Barreto e depois do frei Francisco Brandão. “A Gazeta da Restauração” ganhou, ainda, uma nona edição, a última, em julho de 1642. Em 19 de agosto de 1642, por força de uma lei, foi proibida sua impressão e de todas as gazetas com notícias do reino ou de fora, com a seguinte argumentação: “Em razão da pouca verdade de muitas e do mau estilo de todas elas”.
João Scortecci Editor, gráfico e livreiro. scortecci@gmail.com
Edições de A Gazeta da Restauração, primeiro jornal em português
Ainda estamos aqui!
ssisti ao filme “Ainda Estou Aqui”.
Eu e mais 5 milhões de pessoas.
História triste, dolorosa, de luta pela liberdade e democratização do País. Os corações estão, hoje, apaixonados pela atriz Fernanda Torres e o que ela representa para todos: não desistir, nunca!
Quando o mundo fica assim, complicado e trágico, muitos começam a acreditar que estamos perto do fim. Não poderia ser diferente. O medo tem sido um inimigo poderoso e cruel, que nunca dá trégua. Ocupa-nos e consome o que temos de melhor: a esperança.
modernizou-se e encontrou novos caminhos: seguros e eficientes. Hoje, sem as usinas nucleares, não teríamos energia para as “big techs” e os “data centers”, local físico onde se armazena e se processa o conhecimento de todos nós. Exemplos não faltam.
NESTES DIAS TÃO
CONTURBADOS, AINDA
ESTAMOS AQUI, COM O ESPÍRITO DE GUTENBERG
E A ARTE INCRÍVEL DE IMPRIMIR HISTÓRIAS
O mundo vasto mundo anda perplexo, assustado e indefeso, com os gatilhos que assolam o espírito da alma humana. E, agora, quando se inicia o segundo mandato do presidente norteamericano Donald Trump e suas malvadezas maquiavélicas, o pânico se generalizou.
Estamos também assombrados com o apoio que, desde sua posse, o presidente Donald Trump vem recebendo dos “meninos” das “big techs”, que, magnânimos, controlam a Internet, as redes sociais, as comunicações, os satélites, as viagens espaciais e nossas vidas.
O Grande Irmão anda tirando nossos sonhos. Lembro que, no ano 1986, quando o reator nº 4 da Usina Nuclear de Chernobyl, no norte da Ucrânia, explodiu, causando um acidente nuclear, o mundo gritou: “É o fim!”. Desde então, aquele mundo dos infernos, sobreviveu, modificou-se, transformou-se,
A roda gira e a sorte muda. Faz parte do jogo, da natureza humana. O ano de 2025 começou assim: apocalíptico e imprevisível. Não será um ano fácil. As dificuldades na dimensão cósmica do planeta não podem e não devem ser um espelho do momento. Reflexos, talvez. Tempos de paz e prosperidade devem ser celebrados, sempre. Tempos de guerra, desgraça e injustiça não podem tirar nossa paz e esperança. Até quando? Não sei. O importante é que ainda estamos aqui, com o espírito de Gutenberg e a arte incrível de imprimir histórias.
scortecci@gmail.com
JoãoScortecci
Presidente da Associação
Brasileira da Indústria Gráfica
Regional São Paulo (Abigraf‑SP)
I Ã E IMPRIME O FUTURO
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