“Meu corpo havia tombado no chão há pouco, e não poderia me manter em pé. Era capaz de pensar, mas meu corpo iria apodrecer. Que antítese! Para todos os efeitos estava finalmente morta. O veneno brincava com minha alma como se esta fosse descartável. Aos poucos me acostumei com a dor, como se estivesse entranhada em mim, até que ela cessou. Não distinguia mais do que borrões quando compreendi que parte de mim não era mais humana... Mesmo para os céticos, o vampirismo nada mais era do que uma forma de se pensar numa vida após a morte de forma poética.”<br><br>
“O cinema era então um grande cemitério? Não conseguia mais refletir, esta frase deixou-me inquieta. Apareceu quando não esperava por ela. Eu estava, tal como, o cinema da primeira década do século XX, ainda em formação. Não possuía nenhum alicerce, desse modo, esta frase me deso- rientou. Tom deveria estar certo, mesmo que essas não tivessem sido as palavras proferidas por ele... Era por que nutria demasiado impulso pelas imagen