Hoje Macau 05 MAIO 2023 #5243

Page 1

Céu aberto

A Air Macau vai deixar de ter a exclusividade de representar a RAEM nos céus asiáticos. A medida que põe fim ao monopólio, prometida desde 2019 e adiada devido à covid-19, deverá avançar na AL nas próximas semanas, agora que o Governo deu por concluída a nova proposta de lei de liberalização do transporte aéreo.

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ MOP$10 SEXTA-FEIRA 5 DE MAIO DE 2023 • ANO XXI • Nº5243
www.hojemacau.com.mo • facebook/hojemacau • twitter/hojemacau JOGO RECUPERAR
PÁGINA 7 LIVRO | FERNANDO SOBRAL MACAU NOS
VOZES
TURISMO
FELIZES EVENTOS FLÁVIO TONNETTI PÁGINA 5
ASTRONOMIA E CALENDÁRIOS José Simões Morais PUB. A DANÇA DA VIDA VASCO WELLENKAMP ENTREVISTA DAVID CACHOPO PÁGINA 4
AS MASSAS
ANOS 20
SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA
OS DIAS
hojemacau

VASCO WELLENKAMP

“Sinto-me completamente

Sobe hoje ao palco do Centro Cultural de Macau o espectáculo

“Na Substância do Tempo”, da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo. Eis o mote para uma conversa com o seu director e fundador, Vasco Wellenkamp, um dos mais importantes coreógrafos portugueses da actualidade, que fala sobre a sua carreira e o lugar que a coreografia tem hoje na sua vida, mais ligada ao experimentalismo

Que expectativas tem quanto à apresentação deste espectáculo em Macau?

Há uns anos apresentámos o espectáculo “Amaramália” que teve muito sucesso em Macau e daí resultou o convite mais tarde, quando começou a pandemia. Por questões profissionais e devido a alguns problemas complicados que tivemos na companhia vamos fazer este ano uma outra apresentação com uma boa coreógrafa, Margarida Belo Costa [e não com o projecto feito em parceria com Miguel Ramalho]. Abrimos com um programa dela [Em Redor da Suspensão], seguindo-se um dueto meu [Outono para Graça] e “Requiem”, a peça fulcral da obra, por

ser uma homenagem à Sophia. Esta é, aliás, uma versão de uma obra que fiz há uns anos e que percorreu a Europa, com muito sucesso. Ficámos todos muito orgulhosos. Devo dizer que fomos muito bem recebidos, da primeira vez, em Macau. Os chineses estão muito habituados à estética europeia [da dança]. Têm visto muita dança europeia e não tenho nenhuma dúvida de que estamos completamente enquadrados. Essa é a impressão que eu tenho do público, mas o público é sempre uma incógnita, porque é sempre muito vago, não sabemos muito bem que público vamos ter. Mas estou convencido de que vai ser um espectáculo bem recebido.

Qual a ideia por detrás de “Na Substância do Tempo”?

Esta é uma expressão de um poema de Sophia de Mello Breyner. Mantivemos esse título em homenagem a uma das maiores poetisas portuguesas de todos os tempos. Direi que o “Requiem”

“Sinto que consegui construir [coisas] por mim próprio e manter a mesma linguagem. Posso fazer coisas novas, mas não deixo de ser eu.”

foi uma obra muito dançada na Europa, uma primeira versão, e foi feita há muito tempo, nos anos 90. Mas tem sofrido muitas alterações devido a várias questões. E eu sou um coreógrafo que não me importo nada de fazer novas versões, porque tudo depende dos bailarinos que temos. As características dos bailarinos contam muito. Esta obra já foi feita muitas vezes, mas, na verdade, é uma obra nova que teve um sucesso enorme. Estamos numa fase em que trabalhamos com um grupo de bailarinos absolutamente maravilhosos e acho que uma das coisas belas na Companhia é termos gente muito jovem e bonita. São bailarinos formados em escolas

portuguesas e esse é outro orgulho que temos de ter.

A Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo surgiu em 1997. Que balanço faz do trabalho desenvolvido até aqui? A Companhia fez um percurso absolutamente excepcional e isso deve-se ao seu profissionalismo e à exigência dos bailarinos, que estão ali a dançar cada vez melhor e sempre à procura de melhorar as suas condições estéticas, físicas, de linguagem. Introduzimos, nesta Companhia, a técnica de Martha Graham [com quem Vasco estudou em Nova Iorque], que é muito particular, com os seus códigos, e não era isso que queria

2 entrevista 5.5.2023 sexta-feira www.hojemacau.com.mo
PEDRO CORREIA / GLOBAL IMAGENS

realizado”

fazer na minha carreira, nunca o fiz. Procurei sempre fazer a minha própria linguagem, descobri-la. E descobri. Mas a técnica que usamos na Companhia tem evoluído consoante a evolução da dança no mundo, nem fazia sentido ser de outra maneira. Trabalhamos sempre de forma evolutiva. O que é realmente importante é saber tirar partido dos meus bailarinos e fazer com que eles fiquem bem, apareçam bem em público e estejam no máximo das suas competências. Quando temos uma Companhia clássica ou neoclássica, os bailarinos são escolhidos a dedo para serem todos iguais, onde o sentido colectivo é muito importante. A dança contemporânea é feita por individualidades. Cada bailarino que chega tem de se habituar a trabalhar com o conjunto, pois usamos o mesmo estilo e técnica, mas não posso pedir aos bailarinos que sintam as coisas de maneira igual. Eles sentem à sua maneira, cada um é diferente. Isso é uma riqueza enorme. Além disso, numa obra, a música e a dança têm uma grande irmandade. A música não tem um sentido, um significado.

Mas tem um propósito. Claro. É o de tocar as pessoas. Mas a música, ainda assim, diz-nos a todos qualquer coisa que não se pode pôr em palavras. A história da música é muito mais longa do que a história da dança, que tem cerca de 200 anos. A história da música é milenar. Dançamos no silêncio e há coreógrafos que já o fizeram. É interessante, mas não é a minha onda.

Já teve obras que correram menos bem?

Tenho muito pudor em falar do meu trabalho. Mas nunca fiz uma obra que tenha sido um desastre. Sempre tive o cuidado de apresentar bons bailarinos, para que não se ponham em causa as suas interpretações. Isso permite-me logo uma obra com um grande grau estético e de profissionalismo. Sou muito exigente com os meus bailarinos, mas mais comigo próprio. Mas tive obras de que não gostei, que não estavam no plano que eu queria, que não estavam ao nível deste programa [Na Substância do Tempo] ou do “Amaramália”. Cada vez que surge uma oportunidade de mudar um trabalho do qual não gosto tanto, vingo-me e mudo, seja à primei -

espiritual. Há qualquer coisa de importante na forma como eles se manifestam nos seus trabalhos e é isso que mais me apaixona. Quando vejo os bailarinos que tenho fico apaixonado.

ra, segunda ou terceira vez. Um dos projectos que não precisava de mudar era o “Amaramália”, e mudei-o muitas vezes. Mas deixe-me dizer-lhe que o trabalho que temos feito não é só meu, diz respeito a todos os bailarinos que dançaram comigo. Assim tem sido a nossa vida.

Fala sempre dos bailarinos com quem trabalha e do seu trabalho com uma perspectiva colectiva. Grande parte do seu sucesso nasce desta ligação.

Pode ter a certeza disso. Dá-me uma alegria enorme. Passo a vida no estúdio a discursar sobre aquilo que eu quero que eles sintam, que pratiquem do ponto de vista de uma relação entre eles. Quando estão em cena são uma unidade, influenciam-se entre si, têm de ter um espírito colectivo no sentido

Começou a estudar bailado no período do Estado Novo, nos anos 60. Sendo homem, como foi escolher a dança, vista à época como uma coisa de mulheres? Foi uma grande aventura. Fui para a dança porque namorava uma jovem, aos 18 anos, que fazia ballet. Ia ver as aulas dela e a professora convidou-me a dançar com eles. Primeiro disse que não, mas quando via aquelas coisas ficava... nunca tinha visto nada daquilo. Ela viu que eu tinha todas as condições para dizer que sim. Mas eu tinha um dilema: “Gosto, mas será que gosto mesmo?”. Naquela altura já trabalhava, comecei muito cedo, aos 13 anos, tive de ajudar os meus pais que não tinham meios para sustentar três filhos. Nunca tinha visto dança, mas já tinha uma relação com as artes. Fui sempre bom aluno nas disciplinas ligadas à criatividade. Sempre quis ser artista de cinema e de teatro, mas

isto [a dança] surgiu na minha vida como um sonho, que realizei por uma circunstância única da vida, e com esse convite que foi a coisa mais importante que tive. Primeiro fiz uns trabalhos, para aprender, e depois comecei a experimentar. A professora foi para uma Companhia, os Bailados Verde Gaio, havia falta de rapazes e chamou-me. Mas depois pensei: “E agora, como é que eu conto aos meus pais? O que é que o meu pai vai pensar de mim?”. Sobre os homens bailarinos havia uma espécie de espada em cima da cabeça, essa atitude. Disse primeiro à minha mãe, que reagiu pessimamente.

Pior do que o seu pai?

Muito pior. Disse-me: “Vai falar com o teu pai, que não quero ouvir mais falar sobre isso”. Ela queria que eu fosse bancário, mas era a última coisa que eu queria. O meu pai perguntou-me se era isso que eu queria fazer, e para ser o melhor de todos. Foi francamente maravilhoso. Depois fui à tropa, fui para Angola e quando voltei para Portugal regressei aos Verde Gaio, onde trabalhei loucamente para recuperar tudo o que eu tinha perdido. Na tropa não parei, fui fazendo uns exercícios de dança. Consegui manter-me em forma em termos de flexibilidade. Depois fui para o Ballet Gulbenkian, a origem daquilo que foi importante na dança em Portugal. Os Bailados Verde Gaio era algo muito amador. Depois ganhei uma bolsa e fui para a América [Nova Iorque] estudar dança contemporânea, onde estive

três anos. Vim para o Conservatório [em Portugal] dar essa disciplina. Depois, em 1997, criei a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo [com a bailarina Graça Barroso]. Mas devo dizer-lhe que não somos apoiados pela DGArtes [plataforma pública de concessão de subsídios às artes em Portugal]. Isso é algo inexplicável. Fazemos serviço público puro.

“Cada vez que surge uma oportunidade de mudar um trabalho do qual não gosto tanto, vingo-me e mudo, seja à primeira, segunda ou terceira vez.”

Que papel tem hoje a coreografia na sua vida? Ainda é o mesmo que era no início da carreira? Não é o mesmo. Sinto que consegui construir [coisas] por mim próprio e manter a mesma linguagem. Posso fazer coisas novas, mas não deixo de ser eu. É sempre algo que tem a ver com aquilo que eu sou. Ninguém consegue fugir aquilo que é, se não é forçado. Não há que forçar nada. Quando vou para o estúdio deixo que as coisas aconteçam por si. Antes ia com toda a matéria na cabeça, mas agora já não consigo fazer isso. Vou para o estúdio, fico em frente dos bailarinos e começo a fazer material, a experimentar coisas que estejam de acordo com o espírito que quero para aquela obra. Sinto-me infeliz, nem é por mim, pois já não há nada que me toque. Estou-me nas tintas para a crítica, para o que dizem ou não. A minha Companhia é invejada e todos acham que somos um pouco antigos. E eu pergunto-me: “Se assim fosse, tínhamos o sucesso que temos?”. Mas fico infeliz porque depois vejo os meus bailarinos a ganhar 400 euros, que só estão comigo porque querem muito e gostam muito de dançar.

Ainda pretende desenvolver novos projectos?

Neste momento estou numa fase em que não me sinto ainda acabado. Mas já me sinto completamente realizado na vida. A minha carreira foi tão longa que não me deixava mágoa parar nesta altura. Parar é sempre uma coisa difícil nas profissões, mas não me importava de parar. Mas ainda penso nos meus bailarinos. A Companhia está bem dirigida pela Cláudia Sampaio, mas o que conta é continuar a trabalhar com eles. É alimentar artisticamente os bailarinos, que gostam e precisam disso. Andreia

entrevista 3 sexta-feira 5.5.2023 www.hojemacau.com.mo
“Parar é sempre uma coisa difícil nas profissões, mas não me importava de parar. Mas ainda penso nos meus bailarinos.”
Sofia Silva
“Tenho muito pudor em falar do meu trabalho. Mas nunca fiz uma obra que tenha sido um desastre. Sempre tive o cuidado de apresentar bons bailarinos.”
DAVID CACHOPO

AVIAÇÃO

Transportes Cheong

Sok Leng quer eficácia nos autocarros

Cheong Sok Leng, subdirectora do Centro da Política da Sabedoria Colectiva e associada dos Moradores, considera que com o aumento do número de turistas em Macau, as autoridades precisam alterar rotas e frequências dos autocarros públicos. As declarações foram feitas depois da conselheira ter recebido várias queixas devido à baixa frequência de autocarros, o que faz com que estejam sempre cheios. A responsável entende também que algumas carreiras têm demasiadas paragens, e demasiado próximas, alargando os tempos de viagem. Cheong Sok Leng apontou ainda que é compreensível que durante a pandemia as frequências fossem menores, mas que agora é necessário responder ao aumento do número de turistas, para que os residentes não fiquem prejudicados.

Zona A Zheng Anting pede melhorias nas estradas da área

O deputado Zheng Anting apontou a necessidade de melhorar a rede de estradas na Zona A dos Novos Aterros com a maior rapidez possível. As declarações foram feitas durante a participação no programa Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau. Na óptica do legislador, com a recuperação do turismo e o acordo que permite aos veículos de Macau entrarem no Interior, fica cada vez mais claro que a rede viária da Zona A, onde se situa o único acesso à Ponte Hong Kong-Macau-Zhuhai, estrangula a fluidez do trânsito. Ainda em relação ao programa que permite aos veículos de Macau entrarem em Cantão, o deputado defende que as autoridades do Interior deviam permitir que a entrada seja feita através de outras fronteiras, além da ponte, o que permitiria resolver muitos dos problemas actuais.

LIBERALIZAÇÃO

Promessas antigas

Nas próximas semanas deve dar entrada na Assembleia Legislativa a nova proposta de lei que vai acabar com a exclusividade da Air Macau. O fim do monopólio estava prometido desde 2019, mas foi adiado devido à covid-19

correncial das actividades concessionadas.

Aposta internacional

O fim do monopólio do contrato para o serviço público de transporte aéreo de passageiros, bagagem, carga, correio e encomendas postais de e para Macau enquadra-se na nova política de internacionalização do mercado, e nas recentes obras de expansão do aeroporto.

Ao longo dos anos, o regime de exclusividade, em vigor desde Novembro de 1995, tem sido apontado como um dos grandes entraves à internacionalização do mercado de aviação em Macau. Em causa está o facto de a Air Macau focar a sua atenção quase exclusivamente no mercado do Interior, sem oferecer aos consumidores grandes alternativas regionais.

OGoverno concluiu a proposta de lei que vai acabar com a exclusividade da Air Macau. O novo regime deve dar entrada na Assembleia Legislativa nas próximas semanas, de acordo com a informação avançada ontem pela TDM-Rádio Macau.

O contrato para o serviço público de transporte aéreo de passageiros, bagagem, carga, correio e encomendas postais de e

para Macau, foi assinado a 8 de Março de 1995, com validade de 25 anos, contados a partir da entrada em exploração do Aeroporto Internacional de Macau, que aconteceu a 9 de Novembro de 1995.

No entanto, a nova legislação vai permitir a liberalização do sector aéreo, uma intenção que esteve para avançar em 2019, como noticiou na altura o HM, mas que acabou adiada devido à pandemia da covid-19.

O regime de exclusividade, em vigor desde Novembro de 1995, tem sido apontado como um dos grandes entraves à internacionalização do mercado de aviação de Macau

Em 2019, a Autoridade da Aviação Civil informou a Air Macau que ia avançar para a liberalização, mas em Setembro de 2020 optou por prolongar a concessão em regime de monopólio por três anos adicionais.

No entanto, o contrato assinado entre o Governo e a companhia detida pela Air China previa que o regime de monopólio podia ser encurtado, se entrasse em vigor um novo regime de exploração con-

DIREITOS COUTINHO APONTA INOPERÂNCIA DE CONSELHO DO CONSUMIDOR

Odeputado Pereira Coutinho está descontente com a protecção dos direitos dos consumidores e considera que o Conselho do Consumidor não protege com eficiência a população, “por inexistência de recursos humanos”, mas também por sobreposição de funções com outras instituições.

Numa interpelação escrita divulgada ontem, o deputado argumenta que “o público aguarda com expectativa a protecção dos direitos dos

consumidores na aquisição de bens e serviços”, (...) mas que a aprovação da lei não significa que os direitos dos consumidores em Macau sejam efectivamente protegidos.

Além disso, embora exista legislação específica de protecção aos direitos, Pereira Coutinho considera que “não há um organismo de execução para fazer cumprir a lei, ou seja, não existe uma verdadeira estrutura organizacional para fazer cumprir a autoridade dada pela nova lei”.

O deputado dá como exemplos da confusão de competências o facto de a Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico ser responsável pelo controlo das regras de rotulagem dos géneros alimentícios, o Instituto para os Assuntos Municipais ter como incumbência a aplicação do lei de segurança alimentar, ou as competências do Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica na supervisão e con-

trolo de actividades publicitárias de medicamentos e de objectos apresentados como tendo efeitos benéficos para a saúde.

No meio da dispersão de diversos departamentos e instituições diferentes, perde-se eficácia na protecção dos direitos dos consumidores, indica Pereira Coutinho, levantando a questão de como pretende o Governo centralizar esta matéria e aumentar a utilidade do Conselho do Consumidor.

Também apesar de o contrato autorizar a Air Macau a ceder, total ou parcialmente, os direitos de tráfego, as tentativas feitas de subconcessão com a low-cost Macau Asia Express – fruto de uma joint-venture entre a Air Macau, CNAC (China National Aviation Corporation) e Shun Tak – e com a Golden Dragon Airlines (detida na altura por Stanley Ho) falharam. Ambas perderam a licença de subconcessão sem nunca terem levantado voo. A Viva Macau, declarada falida em 2010, foi pelo mesmo caminho, ao fim de aproximadamente três anos de operações.

No entanto a liberalização pode trazer um novo interesse para o sector da aviação em Macau. Por exemplo, em 2019, quando se começou a falar da liberalização, a operadora malaia Air Asia demonstrou interesse no mercado local. João Santos Filipe

4 política 5.5.2023 sexta-feira www.hojemacau.com.mo
J.L.
CIVIL GOVERNO AVANÇA COM NOVO REGIME DE
RÓMULO SANTOS
MASTER FILMS
RÓMULO SANTOS RÓMULO SANTOS

Entre 29 de Abril e 3 de Maio, o território recebeu 491.968 turistas e ultrapassou todas

1º DE MAIO QUASE MEIO MILHÃO DE TURISTAS NOS FERIADOS

Relatório e contas

três vezes maior do que em igual período de 2022

MACAU recebeu perto de meio milhão de visitantes durante os cinco dias da chamada Semana Dourada do 1.º de Maio, um dos picos turísticos da China continental, foi ontem anunciado.

De acordo com dados divulgados pelo Corpo da Polícia de Segurança Pública (CPSP), a RAEM acolheu 491.968 turistas entre 29 de Abril e 3 de Maio.

O pico foi atingido no domingo, dia em que Macau recebeu 133.911 visitantes, o valor diário mais elevado desde o início de 2020, antes do início da pandemia.

A média diária de turistas ficou perto de 100 mil, mais de três vezes

maior do que em igual período de 2022, altura em que algumas das principais cidades chinesas, incluindo Pequim e Xangai, enfrentavam confinamentos devido a surtos de covid-19.

Durante os primeiros três dias dos feriados do 1.º de Maio em 2019, a cidade recebeu 531.503 visitantes, uma média diária de mais de 177 mil.

Os dados ficaram também muito acima da previsão feita na semana passada pela directora dos Serviços de Turismo, Maria Helena de Senna Fernandes: uma média de 70 mil visitantes por dia.

Na quarta-feira, o vice-presidente da Associação das Agências de Turismo de Macau disse numa conferência de imprensa que a Semana Dourada estava a ser me-

PORTO INTERIOR TURISTAS ACAMPARAM NA RUA

TAM Chan Lam, membro do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central, revelou que nos feriados do 1º de Maio turistas acamparam no Porto Interior. A informação foi avançada, com as respectivas fotografias, na reunião do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central que decorreu na quarta-feira.

Segundo o conselheiro, a entrada de muitos turistas por ocasião da Semana Dourada gerou a uma escalada muito acentuada

dos preços dos quartos de hotéis. Tal realidade levou a que os turistas com menos dinheiro optassem por acampar em algumas zonas da cidade mais escondidas, junto dos passeios, como aconteceu no Porto Interior.

Tam Chan Lam afirmou ter recebido várias queixas de moradores da zona, que se mostraram preocupados com perigos relacionados com a falta de condições de higiene e segurança. O conselheiro alertou ainda para a situação de turistas que passaram a noite nas

praias do território, longe dos hotéis.

Face a este fenómeno, Tam apelou às autoridades para aumentar a supervisão, de forma a acabar com casos de “acampamentos ilegais” e pediu medidas de toda a sociedade para que sejam criadas condições para que estes turistas possam encontrar hotéis que sirvam as suas necessidades.

Entre as medidas adoptadas, Tam Chan Lam avançou a possibilidade de as autoridades emitirem mais licenças para pensões.

lhor do que as expectativas. Tang

Ka Man revelou que cerca de 300 excursões organizadas tinham vindo da China continental para Hong Kong e Macau durante os feriados.

Quartos mais caros

Na mesma conferência de imprensa, a vice-presidente da Associação dos Hoteleiros de Macau, Wong

Lai Mei, disse que a ocupação hoteleira era, em média, de 85 por cento, semelhante a 2019, e que os preços dos quartos estavam mesmo 2 por cento acima dos níveis pré-pandemia.

No entanto, em 15 de Abril, o presidente da Associação dos Hotéis de Macau, Luís Heredia, disse à televisão pública TDM que cerca de 15 por cento dos quartos iriam permanecer fechados durante os feriados do 1.º de Maio devido à falta de mão de obra.

Os dados ficaram muito acima da previsão de 70 mil visitantes por dia da Direcção de Serviços de Turismo

De acordo com o CPSP, quase 2,7 milhões de pessoas atravessaram as fronteiras do território durante os cinco dias, sendo que a maioria passou pelas Portas do Cerco, no norte da península. Macau, que à semelhança da China seguia a política ‘zero covid’, anunciou em meados de Dezembro o cancelamento gradual da maioria das medidas de prevenção e contenção, depois de quase três anos de rigorosas restrições.

A China levantou em 6 de Fevereiro todas as restrições devido à pandemia de covid-19 nas deslocações para Hong Kong e Macau, permitindo o reinício das excursões organizadas para as duas cidades.

PJ LUTA EM CASINO DÁ 13 PROIBIÇÕES DE ENTRADA

ASautoridades anunciaram ontem que 13 pessoas vão ficar proibidas de entrar no território, depois de um caso de pancadaria num casino, durante os feriados do 1.º de Maio. A situação tornou-se viral, após vários vídeos terem circulado nas redes sociais.

Numa conferência de imprensa que decorreu ontem de manhã, os representantes da Polícia Judiciária (PJ) afirmaram que “qualquer tipo de luta violenta nunca vai ser tolerado” e que os “meios legais à disponibilização” vão ser activados, para obrigar os responsáveis a assumirem

as responsabilidades legais. Segundo as explicações da PJ, num primeiro momento, foram detidas 10 pessoas, com idades entre os 22 e 48 anos, quase todas naturais de Shandong. As autoridades consideraram que os detidos tinham cometido o crime de ofensa à integridade física, pelo que vão ficar proibidos de entrar no território por um período de quatro a cinco anos.

Mais tarde, foram detidas outras três pessoas que na óptica das autoridades incentivaram a luta, embora não tenham participado, pelo que ficam proibidas de entrar no território durante um ano.

Além das medidas de proibição de entrada, a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) anunciou que os visados vão ficar barrados de entrar nos casinos durante dois anos. Esta medida apenas tem efeitos práticos para os três últimos detidos, uma vez os primeiros 10 detidos ficam impedidos de entrar em Macau pelo menos quatro anos. As punições apresentadas foram justificadas não só com a natureza do alegado crime, que foi encarado como um atento à ordem e segurança públicas, mas também pelos danos para a imagem de Macau.

sociedade 5 sexta-feira 5.5.2023 www.hojemacau.com.mo
as expectativas das autoridades. Feito o balanço, a média diária de turistas ficou perto de 100 mil, mais de
RÓMULO SANTOS

ECONOMIA MONTE DO PASTO APOSTA NA EXPORTAÇÃO PARA A ÁSIA

O prado em expansão

O Grupo Monte do Pasto, que

CHINA e Japão estão na mira do Grupo Monte de Pasto, companhia de produção de gado bovino que faz parte do Grupo CESL Asia, para a exportação de carne.

Segundo adiantou ontem à agência Lusa a directora executiva da empresa, Clara Moura Guedes, neste momento, o Monte do Pasto exporta carne de bovino “para Macau e Hong Kong” e, no próximo mês de Julho, vai estar no Japão, integrando uma comitiva liderada pelo comissário europeu de Agricultura, o polaco Janusz Wojciechowski.

“Estamos a tentar abrir outros mercados [na Ásia]”, justificou Clara Moura Guedes, apontando como exemplos “o Japão, Coreia do Sul, Singapura e Vietname”. A empresa alentejana, que produz bovinos e ovinos em 4.200 hectares nos municípios de Cuba e Alvito, tem também a entrada no mercado chinês no ‘horizonte’, dada “a dimensão e o potencial que este tem”.

“O mercado da China já está aberto para a carne de porco de Portugal, mas ainda não está para a carne de bovino e estamos a desenvolver um conjunto de ‘démarches’ para conseguirmos essa licença para exportar”, revelou Clara Moura Guedes.

Fundado em 1981, o Monte do Pasto foi adquirido, em 2019, pelo grupo CESL Asia, com sede em Macau, exportando actual-

Trânsito Rua de Francisco António encerra segunda-feira

A partir de segunda-feira, até 21 de Julho, um troço da Rua de Francisco António entre a Rua do Almirante Sérgio e a Travessa do Gamboa vai estar encerrado ao trânsito, à excepção de entrada e saída de viaturas do parque de estacionamento. A informação foi anunciada pela Companhia de Electricidade de Macau (CEM) e justifica-se devido à realização de trabalhos de colocação de cabos, tubagens e condutas de água, bem como ligação de esgotos. Desde 8 de Março e até 21 de Julho é ainda proibido o estacionamento em parte dos estacionamentos com parquímetro, estacionamento de motos e na zona de cargas/descargas da Rua de Francisco António. Será também proibido estacionar junto à paragem de autocarros na Rua do Almirante Sérgio, perto do Edifício Kuong Fat e em parte dos estacionamentos com parquímetro da Praça de Ponte e Horta.

Zona de Cooperação PIB cresce 3,8 por cento

No primeiro trimestre, o produto interno bruto da Zona de Cooperação Aprofundada entre Macau e Cantão na Ilha da Montanha cresceu 3,8 por cento face ao período homólogo, para 10,9 mil milhões de yuan, de acordo com do gabinete da Zona de Cooperação. O valor agregado da indústria primária (agricultura, silvicultura, pecuária e pesca) foi de 20 milhões de yuan, um aumento de 5,4 por cento, enquanto o valor agregado da indústria secundária (indústria e construção) foi de 563 milhões de yuan, no que foi uma redução de 16,6 por cento. Finalmente, o valor agregado da indústria terciária (serviços) foi de 10,348 mil milhões de yuans, um aumento de 5 por cento em relação ao ano anterior. Os dados também mostram que o mercado dos consumidores está em recuperação, com as vendas a retalho de produtos de primeira necessidade a crescerem. O total de vendas a retalho de bens de consumo atingiu 597 milhões de yuan, um aumento de 75 por cento em relação ao ano anterior.

CHCSJ Atendimento garantido apesar de simulacro

mente 95 por cento da produção e tendo várias áreas de negócio.

Pão e vinho sobre a mesa

“Controlamos toda a cadeia, do prado ao prato”, explicou à Lusa Clara Moura Guedes, acrescentando que a empresa “exporta

animais vivos, sobretudo para o norte de África e Médio Oriente, e carne de bovino, sobretudo para a Ásia”. O mercado asiático é um dos “alvos” da nova marca do Monte do Pasto, a ‘Autêntico Portuguese Cuisine’, inspirada na gastronomia portuguesa e apresentada oficialmente duran-

te a feira agropecuária Ovibeja, que decorreu em Beja, entre os dias 27 de Abril e 1 de Maio.

“Estamos com um interesse grande em desenvolver o conceito da gastronomia portuguesa, que achamos que está subvalorizada e não está a ser suficientemente explorada pelo turismo português”, explicou Clara Moura Guedes.

De acordo com a administradora, a nova marca “é destinada à restauração” e conta no seu portefólio, além da carne de bovino, com carne de porco preto ou de borrego, peixe e mariscos.

“Em Macau há um enorme potencial, pois é a região do mundo com maior densidade de restaurantes com estrela Michelin e 35 milhões de visitantes por ano. Tem um potencial na área da restauração gigante que nós vamos tentar aproveitar.”

“Queremos alargar isto a um conjunto de produtos portugueses, genuínos e sustentáveis, para conseguir exportar um conceito e não um conjunto de produtos”, frisou. Os primeiros produtos com o selo ‘Autêntico Portuguese Cuisine’ serão exportados esta semana, com destino a Macau, seguindo-se Hong Kong. “Em Macau há um enorme potencial, pois é a região do mundo com maior densidade de restaurantes com estrela Michelin e 35 milhões de visitantes por ano. Portanto, tem um potencial na área da restauração gigante que nós vamos tentar aproveitar”, observou.

Segundo a directora executiva do Monte do Pasto, “Portugal não tem dimensão para competir em preço, no entanto, tem produtos de altíssima qualidade”. “Acho que devemos encontrar nichos de mercado e é isso que temos vindo a fazer”, concluiu.

O Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ) e o Corpo de Bombeiros realizam um simulacro de incêndio amanhã a partir das 09h no Edifício da Clínica Obstetrícia e Pediátrica, indicaram ontem os Serviços de Saúde. Apesar do exercício, as autoridades garantem que os serviços ao público mantêm o seu funcionamento normal. O exercício de simulacro durará cerca de 20 minutos, envolvendo cerca de 180 pessoas, e tem como objectivo “melhorar a capacidade de resposta dos trabalhadores na eventualidade de ocorrência de fogo, além de serem testados os mecanismos de comunicação”. Durante o exercício, o Corpo de Bombeiros providenciará estacionamento das viaturas dos bombeiros, na periferia do CHCSJ e iniciará as operações de evacuação e salvamento.

Gripe Detectados mais novos casos colectivos

Os Serviços de Saúde de Macau (SSM) detectaram, esta terça-feira, novos casos colectivos de gripe. Um deles, ocorreu numa turma do Colégio de Santa Rosa de Lima - Secção Chinesa, com oito alunos infectados, com cinco anos de idade. Já o segundo caso, foi registado numa turma da creche Lara Reis, da Santa Casa da Misericórdia de Macau, com 11 crianças e adultos doentes. Os sintomas de gripe, como febre ou tosse, entre outros, começaram a registar-se na semana passada. Uma criança da creche Lara Reis teve de ser internada devido a bronquite aguda, estando actualmente estável. O estado clínico dos restantes doentes é considerado ligeiro. Não foram registados casos graves nem de internamento.

6 sociedade www.hojemacau.com.mo 5.5.2023 sexta-feira
produz gado bovino nos concelhos alentejanos de Cuba e Alvito (Beja), quer aumentar a exportação de carne para a Ásia, nomeadamente para os mercados japonês e chinês

Universidade de Macau Ministro português deu palestra online

João Costa, ministro português da Educação, deu, “recentemente”, uma palestra online, a partir de Lisboa, para alunos da Universidade de Macau (UM), com o tema “A Educação em Artes e Humanidades no século

XXI - A Experiência de Portugal”. Na sessão, Joaquim Kuong, assistente

do director da Faculdade de Artes e Humanidades da UM, destacou os fortes laços que unem Macau a Portugal, enquanto João Veloso, director do departamento de português da mesma instituição, destacou os contributos de João Costa para as áreas da educação e linguística.

O ministro destacou, na sua apresentação, o papel da linguística na educação de artes e humanidades neste século em que vivemos, alertando para os novos desafios que os sistemas educacionais enfrentam, nomeadamente relacionados com a tecnologia.

Educação Deputado Lam Lon Wai quer mais centros educativos

O deputado Lam Lon Wai defende a criação de mais centros educativos nas Ilhas e na Zona Central da cidade. Os dois pedidos fazem parte de uma interpelação escrita do legislador ligado à Federação das Associações dos Operários de

Macau (FAOM), que foi divulgada ontem. Em relação ao centro educativo da Zona Centro, Lam indicou que devia haver mais instalações nesta zona e que o horário devia ser alargado, uma vez que actualmente apenas funciona de segunda a sexta-feira,

JOGO MERCADO DE MASSAS RECUPERA PARA MAIS DE 90% DO PERÍODO PRÉ-COVID

Um Verão bastante azul

Os analistas da J.P. Morgan estimam que a procura do segmento de massas tenha ascendido a mais de 90 por cento do nível pré-pandémico durante os feriados do Dia do Trabalhador. O período das férias de Verão, entre Julho e Agosto, pode trazer mais uma época alta para a indústria do jogo

até às 19h. Sobre as Ilhas, apesar de reconhecer que há um centro a ser construído em Seac Pai Van, Lam Lon Wai considera que mesmo assim não é suficiente para a procura, e desejou que sejam construídos centros extra, um dos quais em Coloane.

A pouco e pouco

Taxas de juro em Macau sobem pela 10.ª vez em cerca de um ano

AAutoridade Monetária de Macau (AMCM) aprovou ontem um aumento de 0,25 pontos percentuais da principal taxa de juro de referência, a décima subida desde Março de 2022, seguindo a Reserva Federal norte-americana.

A AMCM fixou em 5,5 por cento a taxa de redesconto, valor cobrado aos bancos por injecções de capital de curta duração, de acordo com um comunicado. É o nível mais alto desde Dezembro de 2007, em plena crise financeira e económica mundial.

O regulador financeiro da RAEM seguiu o aumento anunciado na quarta-feira pela Reserva Federal. AAMCM disse que a subida era inevitável, por a moeda de Macau, a pataca, estar indexada ao dólar de Hong Kong, pelo que “a taxa de juros em Macau é consistente com a taxa de juros em Hong Kong”.

A decisão da AMCM surgiu pouco depois de a Autoridade Monetária de Hong Kong ter anunciado a subida da taxa de juro de referência, devido ao aumento imposto pelo banco central dos EUA. O dólar de Hong Kong está indexado ao dólar norte-americano.

Negociações em HK

Depois do anúncio, a bolsa de valores de Hong Kong negociou em alta, com o principal índice, o Hang Seng, a subir 1,21 por cento até às 10h30.

MENOS de meio ano depois do levantamento de restrições fronteiriças impostas pelo combate à pandemia de covid-19, a indústria do jogo de Macau apresenta resultados que apontam para a recuperação quase total. O banco de investimento J.P. Morgan emitiu ontem uma nota onde refere que a procura do mercado de massas poderá ter recuperado para mais de 90 por cento dos níveis verificados em 2019, antes da pandemia.

“Os feriados do Dia do Trabalhador foram muito fortes, bastante acima das expectativas do mercado”, refere o analista DS Kim, num comunicado divulgado ontem, citado pela Macau News Agency.

O especialista salienta os impressionantes números de

visitantes que Macau recebeu durante os feriados, que chegou quase a meio milhão (ver página 5), acrescentando que “a qualidade dos turistas deve manter-se a um nível superior ao período antes da covid-19”. O analista contextualiza o bom resultado da indústria durante os feriados de

A retoma da indústria é uma demonstração de resiliência, especialmente tendo em conta que Macau ainda tem lacunas a nível de transportes e de capacidade hoteleira

Maio sublinhando que procura do segmento de massas superou em muito a média verificada nos primeiros três meses do ano, quando o mercado recuperou para cerca de 65 por cento dos níveis de 2019.

Patinho feio

A nota do analista do banco de investimento realça também a performance do sector VIP, segmento onde as expectativas eram quase nulas, mas que tem demonstrado níveis de recuperação entre 150 a 200 por cento dos níveis pré-pandémicos para alguns operadores de salas VIP. Os resultados devem traduzir-se numa recuperação para 30 por cento das receitas brutas apuradas pelo segmento, apesar da quase destruição do mercado depois da queda em desgraça dos maiores junkets de Macau.

Tudo somado, os analistas da J.P. Morgan estimam que durante os feriados de Maio os casinos de Macau apuraram receitas brutas entre 65 e 70 por cento dos níveis pré-pandémicos, bastante acima dos 45 por cento verificados durante os primeiros três meses do ano.

É ainda apontado que a retoma da indústria é uma demonstração de resiliência, especialmente tendo em conta que Macau ainda tem lacunas a nível de transportes e de capacidade hoteleira.

Os analistas apontam agora para o período das férias de Verão, entre Julho e Agosto, como o próximo pico de procura no mercado do jogo, empurrando a retoma para um nível superior. João Luz

A Reserva Federal, o banco central dos Estados Unidos, decidiu na quarta-feira subir a sua taxa de juro em 25 pontos base, colocando-a no intervalo entre 5 por cento e 5,25 por cento, o nível mais elevado da taxa de juro de referência desde 2006.

No comunicado divulgado após uma reunião de dois dias, a Reserva Federal disse estar preocupada em travar a inflação, sobretudo após a recente crise bancária: “o aperto das condições de crédito às famílias e às empresas deverá pesar na actividade económica, nas contratações e na inflação”.

Numa conferência de imprensa, o presidente da Fed, Jerome Powell, disse que o limite das subidas das taxas de juro vai depender dos dados económicos das próximas semanas e será feita uma “avaliação contínua (…) reunião a reunião”.

Esta posição marca uma mudança de tom em relação às reuniões anteriores, quando se antecipou a necessidade de continuar a aumentar as taxas.

sociedade 7 www.hojemacau.com.mo sexta-feira 5.5.2023

APÓS A fundação da dinastia Ming (1368-1644) foi promulgado o Calendário Da Tong (大统历), que apenas era uma simples revisão do Calendário Shou Shi (授时历, Narração do Tempo) formulado por o astrónomo Guo Shoujing (郭守敬, 1231-1316) e o matemático Wang Xun (王恂, 1235-1291) durante a dinastia Yuan (1279-1368).

A série de observatórios astronómicos criados a partir do século VII na Ásia Central, Índia e na China, colocou em contacto astrónomos de diferentes culturas e filosofias, a trocar conhecimentos e leituras das observações, corrigindo ou confirmando os dados e na procura de um datum para os seus calendários.

Já uma anterior grande reforma nos calendários da China ocorrera a partir do importante legado dado no ano 85 por Jia Kui (贾逵, 30-101) ao anunciar estar o ponto do solstício de Inverno distanciado 20,25° de φ (fi) Sagittarii. Pegou no diagrama das "Nove Passagens da Lua" de Lui Xiang e atribuiu-o à excentricidade do curso da Lua, dizendo o apogeu avançar 3° pelo mês anomalístico (tempo gasto por a Terra entre duas passagens sucessivas pelo mesmo ponto da sua órbita). Este datum significa serem necessários 9,18 anos para se percorrer um ciclo completo e o mês anomalístico ser de 27,55081 dias. Técnica a permitir uma exactidão sem precedentes.

Astronomia e Calendários

Zhang Heng (张衡, 78-140), servindo na corte da dinastia Han do Leste, ficou encarregue de fazer observações meteorológicas e astronómicas para aperfeiçoar o sistema no Si Fen Li (四 分历, Calendário do Quarto que Sobra), calendário feito por Jia Kui e em uso desde o ano 85 até 263. Tinha esse nome pois baseado na duração de um ano solar de 365 dias e ¼ e inseria sete meses extra em cada dezanove anos. Continha cálculos precisos no período sinódico de Vénus, Júpiter, Mercúrio, Marte e Saturno, sendo a precisão para o de Mercúrio próxima à de hoje. Zhang Heng corrigiu em 123 o Calendário Si Fen para que coincidisse com as estações e sobre Astronomia escreveu o Ling Xian (A Constituição do Espírito). Acreditava ser o Universo infinito e os corpos celestes terem uma regularidade no seu movimento, a Lua reflectir a luz do Sol e o eclipse lunar ocorrer quando a Terra obstruía a luz do Sol.

Calendários da dinastia Yuan

Na dinastia Yuan o território chinês expandiu-se para Oeste, abarcando as conquistas mongóis muitos territórios muçulmanos e além de muçulmanos trazidos do Médio Oriente, com eles chegou a cultura árabe, assimilada pela China mongol. O sistema do calendário árabe foi estudado pelos as-

trónomos chineses, quando em 1220 Yelu Chucai recompilara o Calendário "Hui Hui" (回回, povo muçulmano a viver na China) através dos estudos feitos no Observatório de Samarcanda e após revistos, passou a Calendário "Ma Ta Ba", adoptado em 1236 pelos muçulmanos do Norte da China. Com intervenção preciosa na feitura desse calendário, o astrónomo persa Jamal al-Din ibn Mahammad al Najjari veio em 1267 para a China e ofereceu o "Calendário dos Dez Mil Anos"

a Kublai Khan (1260-94), imperador mongol da dinastia Yuan entre 1279 e 1294, passando a ser este também calendário oficial.

Guo Shoujing (郭守敬, 1231-1316) fundara no interior do Palácio Imperial em 1279 o Observatório Astronómico de Dadu (Beijing), e em 1283 tornou-se seu Director, tendo aperfeiçoado os relógios de água provenientes dos criados por Yi Xing e o engenheiro Liang Lingzan, assim como por Su Song.

O monge budista, astrónomo e matemático Yi Xing (一行, 683-727) em 727 criara o Calendário Da Yan Li ( 大衍历) baseado no ciclo lunar-solar, a dar a duração de 88,89 dias para os seis termos do solstício de Inverno até ao equinócio da Primavera e 91,73 dias para o Sol percorrer o quadrante seguinte ao longo da eclíptica. Yi Xing em conjunto como o engenheiro Liang Lingzan (梁令瓒) “construíram no ano 725 o primeiro relógio mecânico do mundo, um relógio de água regulado por uma roda motriz que o punha em funcionamento. A roda motriz abria e fechava uma válvula fazendo com que o fluxo de água vazasse de modo constante. Este relógio de bronze apresentava um mapa celeste, mostrava as horas, a localização do Sol e da Lua e representava o movimento das constelações equatoriais”.

Já na dinastia Song, em 1088, Su Song ( 苏颂 , 1020-1101) fizera um relógio de água e com ele construiu o Império Cósmico, o antepassado do computador, numa fusão de relógio de água, planetário e esfera armilar, iniciado em 1088 e concluído no ano de 1092. “Mecanismo com dez metros de altura, onde as rodas de escape, através de um fluxo de água constantes, giravam de modo a alimentar o relógio e o planetário, uma representação mecânica dos céus, enquanto a esfera armilar permitia calibrá-los através da observação do Sol e dos planetas.” Estava então o dia dividido em 12 shichen ( 时辰 ) e cada shichen tinha duas partes: a primeira chu ( 初 ) e a segunda zheng ( 正 ), passando assim o dia a ter 24 partes.

A criação de um novo calendário foi entregue a Guo Shoujing e a Wang Xun, pois o cálculo das órbitas planetárias e a aplicação da astronomia esférica continuava a conter muitos erros. Serviram-se da Tabela Astronómica Il-Khanate, escrita em persa e terminada em 1272 pelo Observatório Astronómico de Malag, resultante da compilação dos estudos provenientes da

VIA do MEIO 5.5.2023 sexta-feira 8
Calendário Ming Um instrumento astronómico de bronze sobre um suporte de dragão ornamentado Guo Shoujing

Calendários (XIV)

antiga Grécia, Arábia, Pérsia e China. Esta foi a base para Wang Xun resolver os problemas matemáticos do novo Calendário "Shou Shi" feito em 1280, que adaptando no cálculo astronómico a fórmula trigonométrica da esfera do Calendário Hui Hui, juntou-a ao cálculo dos movimentos diários do sistema solar, referindo ser a duração do ano trópico de 365,2425 dias, um erro de 26 segundos para o actual.

Guo Shoujing inventou um novo gnomo, chamando-lhe um definidor de sombra, pois facilitava a leitura da linha da sombra do Sol, confirmando estarem correctos os cálculos de Yi Xing sobre o movimento da eclíptica do Sol e a flutuação da sua velocidade aparente.

Assim se fez a quarta grande reforma na história do sistema do calendário chinês.

Os instrumentos astronómicos do Observatório Astronómico Zijin, num dos montes a Oeste da Montanha Púrpura (Zijinshan) em Nanjing, foram feitos na dinastia Yuan por Guo Shoujing e Wang Xun para o Observatório da capital Dadu (Beijing). Após a tomada do poder em 1368 por os Ming, foram eles transferidos para a nova capital, Nanjing. Em 1421, o terceiro imperador da dinastia Ming, Yongle (1402-24) retornou a capital (jing) para Norte (Bei), mas os instrumentos não regressaram, temendo-se trazer má sorte uma nova mudança. Daí se-

rem feitos novos para o observatório construído em 1442 em Beijing.

Em Nanjing encontram-se vários instrumentos astronómicos fundidos em bronze, entre os quais um gnomo e uma esfera armilar de 1437, mas inventada para determinar a posição dos corpos celestes por Luo Xia-hong à volta do ano de 104 a.n.E.. Numa placa, diz-se terem os instrumentos sido levados para Berlim pelas tropas dos Oito Aliados (britânicos, franceses, japoneses, americanos, russos, alemães, austríacos e italianos), após o fim da revolta dos Boxers e só retornaram à China passados vinte anos, em 1921, com a assinatura do Tratado de Versalhes.

VIA do MEIO 5.5.2023 sexta-feira 9
PUB. PRIMEIRA PARTE
Simões Morais Observatório de Su Song

LITERATURA HISTÓRIA EM CAPÍTULOS DE FERNANDO SOBRAL EDITADA EM LIVRO

Jogos póstumos

Será lançado, em Portugal, pela editora Quetzal, o livro “O Jogo das Escondidas”, uma história da autoria de Fernando Sobral passada nos anos 20 em Macau, período que teve como governador Rodrigo Rodrigues. “O Jogo das Escondidas” foi publicado em capítulos, no HM, ao longo de 2021

UMA história passada em Macau, no tempo do governador Rodrigo Rodrigues, ou seja, entre 1922 e 1924, com laivos de intriga política, mas também com casos de amor pelo meio. É esta a receita por detrás de “O Jogo das Escondidas”, romance da autoria do jornalista Fernando Sobral, já falecido, que será editado este mês pela editora portuguesa Quetzal. “O Jogo das Escondidas” é o resultado da história que foi sendo publicada em capítulos no HM ao longo do ano de 2021 e que o autor chegou a rever, a fim de ser editada em livro.

À semelhança de outras obras de Fernando Sobral, que exploram o exotismo de Macau e do Oriente, contam-se em «O Jogo das Escondidas» as ligações de personagens como Ding Ling ou Félix Amoroso, com pormenores sobre o período em que o regime republicano dava os primeiros passos em Portugal e se manifestava também em Macau, sem esquecer as ligações à Maçonaria. Exemplo disso, é o facto de a personagem Félix Amoroso, num dos capítulos, reflectir sobre a tentativa de “colocar, pela primeira vez, representantes da comunidade chinesa local no Conselho do Governo, algo que não era do agrado das entidades mais conservadoras”.

Além desta obra, a Quetzal vai editar “À espera da subida das águas”, romance de 2010 da escritora francesa Maryse Condé, que chega em Maio, mês em que se conhecerá o vencedor do Prémio Booker Internacional, de que a autora é finalista.

Nomeada este ano por “The Gospel According To The New World”, a escritora, natural da ilha de Guadalupe, de 86 anos, é a pessoa mais velha de sempre a ser finalista do Prémio Booker Internacional, tendo já sido nomeada em 2015 pelo conjunto da sua obra.

Apesar disso, em Portugal, foi apenas publicado um livro seu, em 2022, pela Maldoror, que teve pouca visibilidade, intitulado “Eu, Tituba, bruxa… negra de Salem”.

Agora, a Quetzal vai lançar o romance que se passa entre Guadalupe e o Haiti e que, através da história de ligação entre um médico e uma criança filha de uma mulher que morre durante o parto, traça o mapa de duas regiões ligadas pelos danos do colonialismo. A mesma editora publicará também o primeiro romance de Anabela Mota Ribeiro, intitulado “O quarto do bebé”.

Outros títulos

Por sua vez, a editora Bertrand lança um novo romance de Ana Bárbara Pedrosa, “Amor estragado”. Entre as novidades da Leya encontra-se

“A arte de driblar destinos”, de Celso Costa, vencedor do Prémio Leya 2022. Já a Dom Quixote vai editar o mais recente romance do Nobel da Literatura sul-africano J.M. Coetzee, “O polaco”, publicado este ano, e o segundo romance de Marieke Lucas Rijnveld, dos Países Baixos, intitulado “Minha querida favorita”. Este é o segundo romance de Marieke Lucas Rijneveld, que se segue a “O desconforto da noite”, obra com que ganhou o Prémio Booker

Internacional de 2020. Pela Planeta, vai sair “Viver depressa”, de Brigitte Giraud, o último vencedor do Prémio Goncourt, um romance que reconta a improvável cadeia de acontecimentos que levaram à morte do seu marido.

Na coleção dos Penguin Clássicos, sai “O estranho caso do Dr.

À semelhança de outras obras de Fernando Sobral, que exploram o exotismo de Macau e do Oriente, contam-se em «O Jogo das Escondidas» as ligações de personagens como Ding Ling ou Félix Amoroso, com pormenores sobre o período em que o regime republicano dava os primeiros passos em Portugal e se manifestava também em Macau

Jekyll e do Sr. Hyde e outros contos”, de Robert Louis Stevenson, e, na chancela Iguana, uma banda desenhada assinada por Nuno Markl e Miguel Jorge, intitulada “Manual de Instruções”.

A Relógio d’Água vai publicar neste mês de Maio “Neve, cão e lava. Aproximações assimptóticas”, de Rui Nunes, “O império da dor: A história secreta da dinastia Sackler”, de Patrick Radden Keefe, “Tempos emocionantes”, de Naoise Dolan, e “Os inquietos”, de Linn Ullmann.

Novos poemas de Gluck

Na mesma editora vão sair ainda mais um livro de poesia de Louise Gluck, “Margarida e rosa”, “O imperador Deus de Duna”, de Frank Herbert, e “Um balé de leprosos”, de Leonard Cohen, bem como os “Poemas”, de Bertolt Brecht, há muito esgotados. Na Presença, vão ser lançados os dois primeiros volumes da trilogia sobre Roma Antiga, de Robert Harris, “Imperium” e “Lustrum”, e “A morte contada por um Sapiens a um Neandertal”, livro de História que junta os autores Juan José Millás e Juan Luis Arsuaga.

A Porto Editora publica “Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas”, de José Saramago, com capa caligrafada por José Luís Peixoto, completando assim a colecção das obras do Nobel da Literatura português assinadas com a letra de várias personalidades. Este volume conta ainda com textos de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano, que situam e comentam as últimas pa-

DANÇA “HERMAPHRODITUS” NO ALBERGUE SCM ESTE FIM-DE-SEMANA

O Albergue SCM será palco no sábado e domingo do espectáculo “Hermaphroditus”, o segundo episódio do projecto “A Room of One’s Own”, baseado no imaginário poético da escritora britânica Virginia Woolf, cuja sessão inaugural foi

apresentada na última edição do Festival Rota das Letras. O espectáculo assenta na perspectiva de androgenia proposta por Woolf, com interpretações de Jay Zheng, Tina Kan, Helen Ko, Karen Hoi, M.Chow e Ezaak Ez, musicado pela suavidade

delicodoce da electrónica de Evade, que inclui momentos de intimidade como uma versão quase sussurrada de New Order.

“Hermaphroditus” resulta da soma de vários elementos, da dança à música ao vivo, passando pelos conceitos de ce -

nografia e guarda-roupa, explorando as subtilezas e a inconstância na natureza humana, particularmente num contexto relacional.

O projecto resulta numa narrativa performativa sem história, ou indiferente a essa necessidade, coreografada por Tina Kan e Jay

lavras em papel de José Saramago, e com ilustrações de Günter Grass.

Na mesma editora sairá “A morte e o pinguim”, do escritor ucraniano Andrei Kurkov, autor de “Abelhas Cinzentas”.

A Livros do Brasil faz chegar “Guerra”, de Louis-Ferdinand Céline, romance inédito durante quase noventa anos, encontrado entre os manuscritos do escritor desaparecidos durante a libertação de Paris, em 1944, e que agora, sessenta anos após a morte do seu autor, é trazido a público mundialmente. A Assírio & Alvim publica um novo título de Adília Lopes, “Choupos”, e “75 Canções”, de Sérgio Godinho, volume que reúne canções (partituras, letras e cifras) do músico português.

Mais Sena

A editora Guerra e Paz publica mais uma obra de Jorge de Sena, “Novas andanças do demónio”, um livro sobre Júlio Pomar, “Depois do novo realismo”, da autoria do filho Alexandre Pomar, e “Eduardo Lourenço: A história é a suprema ficção”, uma edição de capa dura, com fotos da infância e juventude do ensaísta, uma entrevista de José Jorge Letria e texto final de Mário Soares, em homenagem ao centenário do nascimento do escritor.

A mesma editora vai ainda publicar todos os sonetos de Florbela Espanca, em “E dizê-lo cantando a toda a gente”, o romance autobiográfico de Joseph Conrad, “O espelho do mar”, traduzido pela primeira vez em Portugal, e “A vida de Tolstoi”, biografia do escritor russo autor de “Guerra e Paz”, pelo Nobel da Literatura Romain Rolland.

A chancela Minotauro, da Almedina, apresenta como novidades “A tentação de Santo Antão”, de Gustave Flaubert, inspirado num quadro de Pieter Bruegel, “Almoço nu”, a obra mais famosa de William S. Burroughs e um clássico da ‘beat generation’, e “O correspondente”, de David Jiménez, romance inspirado em acontecimentos reais que mostra o mundo íntimo dos repórteres de guerra.

Pela Antígona vai sair a obra “Ensinar uma pedra a falar. Expedições e Encontros”, uma compilação de 14 ensaios autobiográficos da autora vencedora do Prémio Pulitzer Annie Dillard, que formam um périplo por alguns dos locais mais remotos do planeta – do Polo Norte às Galápagos, passando pela selva equatoriana, os Apalaches e o estreito

Zheng, interpretada pelas bailarinas locais Helen Ko e Karen Hoi, acompanhadas por interpretações do poeta português de Macau Ezaak Ez e do poeta local M. Chow.

Os espectáculos começam às 20h e a entrada custa 200 patacas. J.L.

Na Tinta-da-China vão ser publicados “Tribuna negra. Origens do movimento negro em Portugal (1911-1933)”, por Cristina Roldão, José Augusto Pereira e Pedro Varela, “A vida por escrito”, um guia de escrita de biografia por Ruy Castro, e “A vida errante”, de Guy de Maupassant, um périplo do escritor por Paris, Génova, Florença, Nápoles, Palermo, Argel, Tunes e Cairuão, na coleção de literatura de viagens.

10 eventos www.hojemacau.com.mo 5.5.2023 sexta-feira
MIGUEL BALTAZAR

Casa Garden Dia Mundial Língua

Portuguesa em concerto

Acontece amanhã, a partir das 20h, na Casa Garden, o concerto organizado pela Casa de Portugal em Macau (CPM) em jeito de celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa. O espectáculo conta com os músicos da CPM, nomeadamente Tomás Ramos de Deus, Miguel Andrade e Paulo Pereira, que têm trabalhado em diversos projectos musicais que fazem uma homenagem à língua portuguesa e a alguns dos seus autores, bem como Ivan Pineda, Mario Venditti e Irawan Kusuma. Na voz, e como convidadas especiais, estarão as cantoras Betchy Barros e Jandira Silva.

Notificação n.º 014/DLA/DHAL/2023

(Aviso sobre a decisão do cancelamento da licença ao titular de licença do estabelecimento de comidas ou bebidas)

Considerando que não se revela possível notificar os interessados, por ofício, telefone, ou outras formas, da decisão do cancelamento da licença, nos termos dos artigos 10.º e 58.º do “Código do Procedimento Administrativo”, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, notifico pela presente, nos termos dos artigos 68.º e 72.º do mesmo código, os titulares de licença dos estabelecimentos de comidas ou bebidas abaixo, do conteúdo das decisões administrativas.

N.º Nome do estabelecimento de comidas ou bebidas Endereço Titular Data do despacho

1 ESTABELECIMENTO DE COMIDAS DA XI (LICENÇA N.º 54/2019)

2 ESTABELECIMENTO DE COMIDAS JIAO (LICENÇA N.º 39/2010)

3 CHO SI A I CAFÉ ESTABELECIMENTO DE BEBIDAS (LICENÇA N.º 57/2020)

4 ESTABELECIMENTO DE COMIDAS CHIN MEI FONG (LICENÇA N.º 39/2006)

5 ESTABELECIMENTO DE COMIDAS WANG TENG (LICENÇA N.º 18/1996)

6 A COZINHA DO DOM (LICENÇA N.º 90/2019)

7 FONDUE DE CANJA SON TAK (LICENÇA N.º 58/2009)

8 ESTABELECIMENTO DE COMIDAS KAN SEI (LICENÇA N.º 134/2015)

9 ESTABELECIMENTO DE COMIDAS SA YUN (LICENÇA N.º 138/2014)

10 ESTABELECIMENTO DE COMIDAS SAN HOU CHOI WAN (LICENÇA N.º 29/2012)

RUA DE ÉVORA, N.° 453, EDF.ROYAL ASCOT, R/C M, TAIPA CHI KEONG LDA. 2023/04/11

RUA NOVA DA AREIA PRETA, N.°456, ESTRADA MARGINAL DA AREIA PRETA N.° 368, RUA DE MÁ KÁU SÉAK N.°63, TONG WA SAN CHUN BLOCO 4, R/C E K/C, BLOCOS A, B E E, MACAU

CHAN TENG CHUN 2023/04/11

TRAVESSA DOS BECOS, N.° 24, R/C, 1.º ANDAR E 2.º ANDAR, MACAU DIZON JOSEFINA ALFONSO 2023/04/11

AVENIDA DA AMIZADE, N.°893 E PRACETA DE MIRAMAR N.°3-9, SAN ON FA YUEN, BLOCO 1, R/C E 1.º ANDAR, LOJA B, MACAU

LEI, FUN KUN 2023/04/11

RUA DA RESTAURAÇÃO, N.° 4, R/C, LOJA A, MACAU CREATIVE SUCCESS LDA. 2023/04/11

RUA DE PEDRO COUTINHO, N.° 23B, CENTRO CHIU FOK, R/C E K/C E, MACAU LAU, YIN YIN 2023/04/11

RUA DO VISCONDE PAÇO DE ARCOS, N.° 133, EDF. HONG HEI KOK, R/C A, MACAU

GRUPO DE RESTAURAÇÃO I SON FONG, LIMITADA 2023/04/11

ESTRADA DA AREIA PRETA, N.° 21-A, EDF. NAM NGAI KOK, R/C A, MACAU CHAN CHI PAN 2023/04/11

RUA DOS NEGOCIANTES, N.°31, R/C E 1.º ANDAR, TAIPA 豐澤(澳門)沙縣 小吃管理有限 公司

RUA CIDADE DO PORTO, N.ºs 327-351, EDF. KAM YUEN, R/C LOJAS AJ E AK E 2.º ANDAR LOJAS AH,AI,AJ,AK E AL, MACAU

HOU WAN RESTAURANTE DE MARISCO E FONDUE CHINÊS LDA.

2023/04/11

2022/11/01

Tendo em conta que cada estabelecimento acima não tinha requerido ao IAM a renovação da licença de estabelecimento de comidas ou bebidas até ao termo do prazo de validade da licença, nos termos do artigo 131.º da Lei da actividade dos estabelecimentos da indústria hoteleira n.º 8/2021, que altera o n.º 1 do artigo 31.º do Decreto-Lei n.º 16/96/M, de 1 de Abril, e cuja alínea b) prevê que, no termo do prazo de validade da licença, sem que ocorra a sua renovação, a licença do restaurante, sala de dança, bar, estabelecimento de bebidas ou estabelecimento de comidas pode ser cancelada pela entidade licenciadora, o signatário exarou, no uso de competências conferidas pelo Despacho da Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais do Instituto, O Lam, n.º 04/VPW/2022, de 06 de Dezembro de 2022, publicado na Série II do Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 52, de 28 de Dezembro de 2022, despacho, em 01 de Novembro de 2022 e 11 de Abril de 2023, no sentido de cancelar as licenças dos estabelecimentos supracitados.

Nos termos dos artigos 145.º e 149.º do Código do Procedimento Administrativo, os interessados poderão apresentar reclamação ao autor do acto contra o citado acto do cancelamento de licença, no prazo de 15 dias, e/ou apresentar recurso hierárquico facultativo ao Conselho de Administração para os Assuntos Municipais deste Instituto, no prazo previsto no artigo 25.º do Código de Processo Administrativo Contencioso e no n.º 2 do artigo 155.º do Código do Procedimento Administrativo, sem prejuízo da aplicação do artigo 123.º do Código do Procedimento Administrativo.

Por outro lado, os interessados poderão ainda interpor recurso contencioso para o Tribunal Administrativo da RAEM contra o acto administrativo acima referido, no prazo previsto na Secção II do Capítulo II do Código de Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 110/99/M.

Para informações ou consulta do processo, os interessados poderão dirigir-se à Divisão de Licenciamento Administrativo, sita na Avenida da Praia Grande, n.os 762-804, Edifício China Plaza, 2.º andar, zona B do Centro de Serviços do IAM, Macau.

Aos 21 de Abril de 2023.

O Chefe do Departamento de Higiene Ambiental e Licenciamento Fong Vai Seng www. iam.gov.mo

eventos 11 www.hojemacau.com.mo sexta-feira 5.5.2023
PUB.

MNE CONFIRMADA VISITA DE VICE-PRESIDENTE A PORTUGAL

Bem-vindo Sr. Han

após se retirar do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês (PCC), a cúpula do poder no país asiático, composta por sete quadros.

Oministério dos Negócios Estrangeiros chinês confirmou ontem que o vice-presidente, Han Zheng, visitará Portugal na próxima semana, a seguir à coroação

do Rei britânico, Carlos III. Após deslocar-se ao Reino Unido no dia 6 de Maio, para representar a China na coroação de Rei Carlos III, Han Zheng vai visitar Portugal e a Holanda entre 7 e 12 de Maio, indicou a

PUB.

HM • 2ª vez • 5-5-23

porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning.

Han Zheng foi nomeado vice-presidente em Março passado, na sessão plenária da Assembleia Popular Nacional da China, mantendo assim uma vida política

A vice-presidência é um cargo sobretudo cerimonial, limitada a representar o país em cerimónias e eventos no exterior e a receber convidados estrangeiros na China. O poder no país asiático provém da posição dentro da hierarquia do Partido Comunista. Mas Han foi o único membro cessante do Comité Permanente do Politburo que assegurou o exercício de um cargo de Estado. O anterior vice-presidente, Wang Qishan, era um aliado próximo do actual líder da China, Xi Jinping.

A subir

INDÚSTRIA TRANSFORMADORA CONTRACÇÃO NO MÊS DE ABRIL

Aactividade da indústria transformadora da China contraiu, em Abril, segundo dados publicados ontem pela revista privada Caixin, sinalizando um desequilíbrio na recuperação da segunda maior economia mundial, após abolir a estratégia ‘zero covid’.

ANÚNCIO

Execução Ordinária n.º CV2-21-0142-CEO

2º Juízo Cível

Exequente: BANCO OCBC WENG HANG S.A./ 華僑永亨銀行股份有限

公司, registada na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis de Macau sob o n.º376(SO), com sede em Macau, na Avenida Almeida Ribeiro, n.º241.

Executados: CHONG MEI NGA / 庄美雅, do sexo feminino, maior, com sede em Macau, com sede em Macau, na Rotunda do Estádio 23, Edf. Mei Keng Garden Bloco 4, 7º andar P.

Nos autos supra identificados, foi designado o dia 20 de Junho de 2023, pelas 10:15 horas, neste Tribunal, para a venda por meio de propostas em carta fechada, o bem abaixo identificado.

Imóvel

Denominação: Fracção autónoma “P7” do 7.º andar “P”.

Situação: nº20 a nº38 da Estrada Governador Albano de Oliveira, nº21-A a nº67 da Avenida de Guimarães, nº 10 a nº 138 da Rua de Aveiro, nº37 a nº273 da Rua de Bragança e nº3 a nº61 da Rotunda do Estadio.

Fim: Para habitação.

Número de matriz: 040820.

Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 21992 da Fls. 177v do Livro B104A.

Valor a anunciar para a venda: MOP$6.025.500,00 (Seis Milhões, Vinte e Cinco Mil, Quinhentas Patacas).

Os preços das propostas devem ser superior aos valores a anunciar acima indicados.

Os interessados na compra devem entregar a sua proposta em carta fechada, com indicação nos envelopes das propostas, a seguinte expressão “proposta em carta fechada”, “2º Juízo Cível” e o “Processo Número: CV2-21-0142-CEO”, na Secção Central deste Tribunal, até o dia 19 de Junho de 2023, até 17:45 horas, podendo os proponentes assistir ao acto da abertura das propostas.

Quaisquer titulares de direito de preferência na alienação do imóvel supra referido, podem, querendo, exercerem o seu direito no próprio acto da abertura das propostas, se alguma proposta for aceite, nos termos do artº 787º do C.P.C.M.

Macau, aos 11 de Abril de 2023. ***

Após deslocar-se ao Reino Unido no dia 6 de Maio, para representar a China na coroação de Rei Carlos III, Han Zheng vai visitar Portugal e a Holanda entre 7 e 12 de Maio

Han Zheng chefiou a Liga da Juventude Comunista no município de Xangai, no início dos anos 1990, e subiu gradualmente na hierarquia do governo local, até se tornar vice-presidente da câmara, em 1998, e presidente da câmara, em 2003, permanecendo no cargo durante nove anos.

Como o segundo funcionário mais importante do município, Han foi o principal assessor de três secretários do Partido Comunista em Xangai, incluindo do actual Presidente da China, Xi Jinping.

Han acabou por assumir o cargo de secretário do Partido em Xangai em 2012 e, em 2017, foi promovido ao Comité Permanente do Politburo, onde permaneceu até Outubro passado.

Ucrânia Pequim pede contenção após alegado ataque ao Kremlin

A China pediu ontem a “todas as partes” que evitem “medidas que possam agravar a situação”, após o alegado ataque com veículos aéreos não tripulados (‘drones’) contra o Kremlin, ocorrido na noite de terça-feira. “A posição chinesa sobre a crise na Ucrânia é consistente e clara. Todas as partes devem evitar tomar medidas que possam piorar ainda mais a situação”, disse a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Mao Ning, em conferência de imprensa. Segundo Moscovo, dois ‘drones’ foram destruídos, na noite de terça-feira, quando se dirigiam para o Kremlin. Os destroços dos aparelhos caíram nas instalações da residência presidencial, sem causar vítimas nem danos materiais.

O índice de gestores de compras (PMI, na sigla em inglês), elaborado pela empresa de informação económica britânica IHS Markit e difundido pela Caixin, caiu para 49,5 pontos, no mês passado, após se fixar nos 50 pontos, em Março.

Trata-se da primeira contracção neste indicador desde Janeiro.

Quando se encontra acima dos 50 pontos, o PMI sugere uma expansão do sector, enquanto abaixo dessa barreira pressupõe uma contracção da actividade. O índice da IHS Markit, que cobre principalmente empresas menores e voltadas para a exportação, em comparação com o PMI oficial, é tido como um importante indicador da evolução da segunda maior economia do mundo.

“Isto sugere que a recuperação económica da China desacelerou significativamente depois de as infecções por covid-19

terem atingido o pico no início do ano”, apontou Wang Zhe, economista do Caixin Insight Group, no comunicado que acompanha os dados. “Resta saber se a recuperação é sustentável, após a libertação da procura reprimida ter permitido um aumento no curto prazo”, acrescentou.

A economia chinesa cresceu, no último trimestre, ao ritmo mais rápido no espaço de um ano, impulsionada, em grande parte, pelos gastos do consumidor, após o país ter abolido a política de ‘zero casos’ de covid-19, que, em 2023, paralisou a actividade económica, devido à imposição de bloqueios altamente restritivos em dezenas de cidades do país.

O consumo registou forte recuperação durante os feriados do Dia do Trabalhador, com os gastos a retornarem aos níveis anteriores à pandemia, à medida que milhões de pessoas viajaram para as principais cidades e pontos turísticos em todo o país.

Vários grandes bancos esperam agora que o crescimento anual do PIB (Produto Interno Bruto) supere a meta de Pequim para este ano, de “cerca de 5 por cento”.

Xi’an Queda de helicóptero mata três

Três pessoas morreram e outra ficou gravemente ferida na sequência da queda de um helicóptero na cidade chinesa de Xi’an, centro do país, informou ontem a imprensa local. O aparelho, que caiu na terça-feira, pertencia à agência que gere a zona turística de Bailucang e operava voos para turistas, de acordo com o jornal Global Times. Vídeos publicados nas redes sociais chinesas mostram o local do acidente. Num dos vídeos uma testemunha afirma que o helicóptero caiu num pomar de cerejeiras propriedade de agricultores locais. Um funcionário do recinto disse à imprensa local que o local está aberto e a operar normalmente. As autoridades abriram uma investigação para apurar as causas do acidente e, por enquanto, não divulgaram a identidade das vítimas.

12 china 5.5.2023 sexta-feira www.hojemacau.com.mo
JASON LEE REUTERS

SUDOKU

UMA SÉRIE HOJE

BLACK SUMMER | KARL SCHAEFER E JOHN HYAMS

“Black Summer” é um dos contributos do Netflix para a popularidade das séries que têm o apocalipse zombie como pano de fundo. Com apenas oito episódios, e numa atmosfera que não permite grande evolução das personagens, esta série escapa aos moldes tradicionais da forma como este género é tratado. Zombies que correm desalmadamente, sem se cansarem, e infectados que se transformam quase imediatamente são dois ingredientes que tornam o perigo muito mais real. A série segue um argumento minimalista, focado numa mãe que procura, a todo o custo, encontrar a filha. Cumpre os propósitos e consegue, a tempos, criar ambientes aterradores. João

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Nunu Wu Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Gonçalo Waddington; José Simões Morais; Julie Oyang; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Olavo Rasquinho; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Pátio da Sé, n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo

TEMPO AGUACEIROS MIN 24 MAX 29 HUM 75-98% UV 8 (MUITO ALTO) • EURO 8.92 BAHT 0.23 YUAN 1.16
www. hojemacau. com.mo
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 52 PROBLEMA 53 50 8169703425 2751648390 3496520781 0324179856 4618235079 9075864132 7582091643 1203987564 5947316208 6830452917 52 8456302791 2194785036 7635910824 0821693475 5312874609 4760529318 1908467253 6243051987 3079148562 9587236140 54 55 6831740295 9243586170 56 6472108953 8217953064 9031465782 5924837601 1759026348 0863541279 2348790516 7106382495 3590614827 4685279130 4120936587 9762850134 6854713209 8046279351 2538691740 1973405826 58 6874913052 2096785314 1345207698 5260194837 0512368749 4789532106 7931846520 3427650981 8103479265 9658021473 59 60 8349207516 7218356094 6502419783 9035871642 1926043875 4683725901 0751694238 2160938457 3874560129 5497182360 51 3426 6725 23695 5489 10598 68541 3279 67094 8931 0895 52 8301 217836 359108 1693 30 71 8467 430519 301462 9230 53 5843 5903 7215 120465 0174 5620 93045861 4159 0524 54 CINETEATRO CINEMA BORN TO FLY SALA 1 GUARDIANS OF THE GALAXY VOL.3 [B] Um filme de: James Gunn Com: Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista 14.00, 18.30, 21.15 THE SUPER MARIO BROS. MOVIE [A] FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Aaron Horvath, Michael Jelenic 16.45 SALA 2 HACHIKO [A] FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Ang Xu Com: Feng Xiaogang, Joan Chen 14.15, 19.15, 21.30 GUARDIANS OF THE GALAXY VOL.3 [B] Um filme de: James Gunn Com: Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista 16.30 SALA 3 BORN TO FLY [B] FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Liu Xiaoshi Com: Wang Yibo, Hu Jun, Yu Shi, Zhou Dongyu 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
PUB. Assine-o TELEFONE 28752401 | FAX 28752405 E-MAIL info@hojemacau.com.mo www.hojemacau.com.mo [f]utilidades 13 sexta-feira 5.5.2023 www.hojemacau.com.mo
Luz

SAGRAÇÃO DA PRIMAVERA

Sofrer vai ser a minha última obra

A ARTE como florescimento da vida: desse modo abrimos o Festival de Artes de Macau em 2023, com o espetáculo de dança A Sagração da Primavera, coreografado e dirigido por Yang Liping. Uma peça comovente e forte para quem esteve recolhido ao longo de três longos anos de pandemia, reclusão e silêncio. Como se, ao fim dum rigoroso inverno, estivéssemos agora vivendo um novo momento: o de ver florescer as forças remanescentes, que podem eclodir num ciclo de renascimento.

Nessa versão oriental, concebida por entrelaçamentos de perspectivas conceituais hinduístas, budistas, taoistas e xintoístas, somos apresentados a uma profunda reflexão sobre o significado da vida e da morte, reposicionando nossa impressão sobre os ciclos da natureza e o sentido das nossas existências. Podemos afirmar, sem qualquer receio, que estamos nos limites duma arte sacra.

Na versão original do balé, coreografado em 1913 pelo russo Vaslav Nijinsky para o concerto de Igor Stravinsky, uma jovem é escolhida para um rito sacrificial de fecundação da terra, tendo como pano de fundo uma narrativa ficcional inspirada em ritos pagãos europeus e narrativas populares russas. A morte de um indivíduo – uma mulher, uma jovem – é o tributo sem o qual a vida coletiva não se realiza. Ainda que tenhamos elementos de uma espiritualidade, numa perspectiva ocidental pagã, trata-se de uma cosmologia completamente assentada na ideia de indivíduo – orientado por noções como raça, gênero e espécie – e na separação criada entre sujeito e mundo ou entre cultura e natureza.

Na versão chinesa, o sacrifício é vivido por todos nós, presos ao ciclo de nascimentos e mortes, para o qual o sofrimento é condição inerente e verdade incontornável para qualquer ser que viva em um corpo, independente de qual seja. Todos nós somos sacrifício e oferenda, todos somos beneficiadores e beneficiados. E não há mal externo a ser combatido: as coisas são como são. E nesse eterno refazer-se do mundo, há o domínio da vida como manutenção da repetição: a vida é treino em campo aberto. Há por isso, nessa coreografia, uma vocação para o butô, ainda que em sua expressão coreográfica sejam mais facilmente reconhecíveis, do ponto de vista visual, elementos de danças indianas e indonésias – ou até mesmo da ginástica artística.

Uma criança pequenina que assistia à peça em companhia de sua mãe portuguesa, que se entusiasmara com os saltos acrobáticos do solista, chegou mesmo a dizer que também sabia fazer aquilo na capoeira, gerando graça por sua percepção subjetiva, muito bem assentada em seu próprio repertório. Penso que temos de dar ouvidos aos miúdos. Parece muito pertinente pensar essa coreografia como uma luta, e muito significativo percebê-la como resistência. Só a noção do enfrentamento é que muda, porque o inimigo não está fora. Mas, afinal, a capoeira também não é uma luta que se dança em roda?

Para o budismo que sustenta toda a estrutura dramatúrgica, o trabalho de vigília que temos de fazer é sobre nós mesmos, e a vida é nossa única obra, sobre a qual devemos nos debruçar sem apego. Isso reforça a presença de um monge tibetano ao longo de todo o espetáculo. Anti-dançarino da música mais silenciosa.

Nesse terreiro, o monge também produz sua roda: uma mandala por entre, e por sobre, a qual irá dançar todo o corpo de baile. Essa mandala redonda – ovo, olho, universo – é feita por pequenas partes diminutas que formam uma delicada tessitura, como uma renda holandesa. Se as olhamos com atenção, vemos que cada uma delas expressa um caractere chinês próprio – 唵 嘛呢叭咪吽 – que podem ser combinadas na revelação de mantras, em especial o mantra Om mani padme hum, enunciado como sentença de motivação para livrar do sofrimento a todos os seres sencientes. É, portanto, um mantra inscrito para fazer vibrar um bom carma, para gerar positivos méritos que não se acumulam apenas para si, mas se estendem a toda vida existente no cosmos. É na construção desse chão que se assentará todo o trabalho.

É curioso pensar como, do ponto de vista plástico, essa mandala significa o universo atomizado, feito de pequenas partículas que se combinam de modo infinito. No taoísmo, essa fusão de forças, que produz um articulado conjunto complexo, pode ser pensada como uma energia em constante movimento, intuito por meio de uma imagem também circular, e com a qual já estamos bem familiarizados graças a enorme difusão do símbolo do Yin Yang: um círculo dividido em duas partes, uma branca e outra preta, cada uma delas com uma bolinha redonda na cor oposta, representando a presença do “diferente” no lugar do “mesmo”. Se animássemos essa imagem, dando a sua materialidade o movimento que ela conceitualmente expressa – em outras palavras, se a fizéssemos dan-

Uma criança pequenina que assistia à peça em companhia de sua mãe portuguesa, que se entusiasmara com os saltos acrobáticos do solista, chegou mesmo a dizer que também sabia fazer aquilo na capoeira

çar! – dissolveríamos a sua estrutura polar em um infinito espectro de cinzas. Se acrescentamos a essa realidade um conjunto de cores, que se combinam e recombinam na experiência da luz e da sombra, então seríamos capazes de nos aproximar plasticamente da estrutura de mundo preconizada por esse misticismo budista-taoísta. Parece-nos que revelar artisticamente essa cosmogonia tem sido um dos esforços de Yang Liping, como seu trabalho cotidiano.

Sísifo empurrando a pedra e dela se soltando a cada ciclo de escaladas… A qualquer momento em que decidamos assumir a tarefa repetitiva de ampliar a consciência dos seres sencientes para que se libertem do sofrimento gerado pela roda da vida, poderemos perceber que não há solidão.

A única forma de ir é entregando-se ao fluir de tudo aquilo que flui. Da pequenez do nosso ego individual nos prostramos à imensidão dos mistérios do universo.

Apenas sobre o chão fértil dessa entrega é que poderemos bailar a dança infinita da vida

Nossa dança acontece num rito comunitário dos que dançam conosco em meio aos que se recusam à dança, numa rede de acolhimento que vai tecendo o suporte da vida para que os outros possam entrar. Na tarefa de produzir a auto-iluminação e compartilhá-la, contamos ainda com os mil braços de Avalokiteshvara, a divindade da suprema compaixão que, no espetáculo, se revela no corpo coletivo das bailarinas com seus belíssimos braços e mãos alinhados em fila, donde vemos emergir todos os milagres constitutivos da realidade viva, numa reconfiguração dessa que é uma das imagens mais potentes das danças espirituais do oriente.

Outro elemento da cultura chinesa que aparece no espetáculo é a face do dragão, signo da transmutação, da renovação e da fertilidade, muito presente nas danças de passagem do ano novo. O artista possui a energia do dragão. O que significa dizer que o artista transmuta o mundo. Recolhendo e configurando a realidade em face da morte, cuja imagem da caveira, um dos ícones do budismo, está colocada como avesso do princípio ativador da vida, nas costas do figurino do solista masculino. E é potente que a morte esteja agarrada na figura daquele corpo que é em cena o mais forte, o mais viril, o mais atlético, mostrando-se como expressão de nossa transitoriedade, como convite ao desapego e como alerta em relação às seduções do ego. O céu fecunda a terra, mas é a terra quem faz crescer a vida. A mesma terra que dá, é a terra que toma. O terreno em que tudo se aglutina é o mesmo onde tudo se dissolve. Atividade e passividade se confundem como dinâmicas ambíguas. Como é possível caminhar nesse terreno em tudo movediço? Como é possível salvaguardar-se entre as forças polares geradoras e destruidoras da experiência vivida?

Como o monge no chão, recolhemos e organizamos os elementos desse universo, criando nossa mandala efêmera, feita de repetição sem acúmulo, posto que será imediatamente desfeita tão logo nosso ciclo se complete. Estamos nesse círculo do samsara. Essa é a sabedoria de quem vive habitando a consciência absoluta da morte. Sabemos já que, na verdade, nada nunca se completa, não há princípio nem fim. Quando entramos no auditório, já lá está o monge: entre os trabalhos e horas há sempre um Outro anterior que permanece. A mandala está incompleta quando chegamos, e seguirá descompleta quando partirmos.

Lágrimas escorrendo por sobre a barba branca, depois que os bailarinos se retiraram, fiquei após o final do espetáculo obser-

14 vozes 5.5.2023 sexta-feira www.hojemacau.com.mo
*Flávio Tonnetti é PhD pela Universidade de São Paulo e professor do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal de Viçosa, no Brasil.

vando o monge silenciosamento. Um segurança veio retirar-me do auditório. Era hora de evacuar o lugar. Mas o monge lá permanecia. Outros provavelmente virão quando ele se for para estruturar a continuidade desse trabalho mínimo, invisível, estruturante de toda a malha da vida. Se penso nesse caminho como um ‘do’, imagino cozinheiras, jardineiros, professoras, agricultores… cada qual repetindo seus gestos num universo sem sentido e nele produzindo estrutura. Tudo é feito em movimento, ainda que não o percebamos, mesmo os agradeci-

mentos são fluxo continuo: aproximação e dissolução, fazer-se e desfazer-se. Quando os bailarinos recebem flores e a querem entregar ao monge, ele completamente as ignora, nada o distraí do seu trabalho, nada pode elevá-lo para cima dos outros seres, não pode haver reconhecimento porque não há ego. É preciso compreender a radicalidade do conceito de igualdade, rebaixando-se – ou elevando-se – para o mesmo nível de todas as formas de vida, o que é o mesmo que entrar em sintonia com o cosmos. Fazer a mandala é participar da dan-

ça do universo. Desfazê-la também. Todo trabalho é em si mesmo absurdo, mas não devemos deixar de fazê-lo, porque viver é participar do chão da vida. Mas de que forma estamos pisando nela? E o que é que nela plantamos? Cada caracter depositado no chão dessa coreografia é uma semente que florescerá. Cada elemento desses mantras é signo de um auspício que alimentamos: generosidade, ética, paciência, diligência, renúncia, sabedoria. Ao dizer as palavras certas, ao executar os gestos apropriados, projetamos no mundo aquilo

que queremos que nele floresça: fazemos nossos mantras e mudras e criamos fluxos de energia.

Não há outra matéria a ser modificada senão a nós mesmos, num mundo que é em si mesmo mudança. A única forma de ir é entregando-se ao fluir de tudo aquilo que flui. Da pequenez do nosso ego individual nos prostramos à imensidão dos mistérios do universo. Apenas sobre o chão fértil dessa entrega é que poderemos bailar a dança infinita da vida. Nós é que somos a primavera.

vozes 15 sexta-feira 5.5.2023 www.hojemacau.com.mo
Em Macau, é pesquisador pós-doutor na Universidade de Macau, trabalhando com temas de língua, cultura e arte contemporânea. Escreve em Português do Brasil.

TIBETE ESTIMADAS MUDANÇAS NO VOLUME DOS LAGOS

UMAequipa de investigadores do Instituto de Física Atmosférica da China registou alterações drásticas no volume de armazenamento de água de 1.400 lagos com pelo menos um quilómetro quadrado de área, nas terras altas do Tibete.

Com o clima mais quente e húmido, os lagos das terras altas experimentaram uma expansão drástica, suscitando riscos de inundação para aldeias e estradas vizinhas, segundo o estudo, divulgado pela agência noticiosa oficial Xinhua.

Os investigadores usaram dados da Experiência de Recuperação da Gravidade e Clima (GRACE) e simulações de modelos de superfície terrestre de alta resolução para também estimar o volume dos 18 lagos com uma área de superfície superior a 300 quilómetros quadrados no interior do planalto tibetano, entre 2002 e 2018.

“O volume de água nos 18 lagos aumentou rapidamente, com uma taxa de crescimento de 26,92 milímetros por ano”, disse Jia Binghao, investigador do instituto.

Os especialistas também projectaram mudanças futuras no volume de armazenamento de água para um cenário intermédio baseado em modelos de inteligência artificial.

“Prevê-se que o ritmo de crescimento do volume de armazenamento de água em meados do século XXI num cenário intermédio diminua para 40 por cento dos valores registados nas últimas décadas”, afirmou o investigador.

“As estimativas do volume de armazenamento de água com base nos dados do GRACE e um modelo de superfície terrestre podem ser usados para identificar mudanças regionais em lagos para áreas com dados limitados disponíveis, o que é uma ferramenta útil para monitorar mudanças nos recursos dos lagos”, acrescentou.

IMPRENSA SITUAÇÃO “MUITO MÁ” EM 31 PAÍSES

AChina é o país com o maior número de jornalistas detidos, 158, dos quais 56 em Hong Kong, adiantou ontem em Londres a representante da organização não-governamental (ONG) Repórteres sem Fronteiras (RSF) no Reino Unido, Fiona O’Brien.

A situação contribuiu para a penúltima posição da China na 21.ª edição do ‘ranking’ mundial da liberdade de imprensa da RSF, publicado ontem por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, assinalado esta quarta-feira.

A China desceu quatro lugares, para a 179.ª posição, na lista composta por 180 países, ficando apenas acima da Coreia do Norte.

Maus velhos tempos

Eventuais compensações impedem pedido de desculpa sobre escravatura

Oprofessor de História

Mundial Manuel Barcia, especializado em escravidão no Atlântico, defendeu em declarações à Lusa que o receio de se pagarem eventuais compensações tem impedido Portugal e outros Estados de pedirem desculpa pela escravatura.

No 25 de Abril, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que Portugal deve um pedido de desculpa, mas acima de tudo deve assumir plenamente a responsabilidade pela exploração e pela escravatura no período colonial.

“O problema é que, se [Portugal] pedir desculpas, está a colocar-se numa posição, do ponto de vista legal, em que pode ter que pagar” compensações, sublinhou na quarta-feira Manuel Barcia, após uma palestra realizada em Macau.

“Os políticos em todas as partes estão muito assustados com isso”, disse o professor na Universidade de Leeds, no Reino Unido, apontando o caso do primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, que na semana passada se recusou a pedir desculpa pelo papel que o país teve no comércio de escravos.

Um pedido formal de desculpas por parte do Estado português seria “uma coisa mínima depois de tudo o que aconteceu”, defendeu Manuel Barcia.

“Mas a resposta tem de ser dada pela gente que descende dos escravos. São eles que têm de dizer se precisam” de um pedido de desculpa, acrescentou o académico cubano.

Péssimos hábitos

A posição de Marcelo Rebelo de Sousa foi assumida no discurso na sessão solene comemorativa do 49.º aniversário do 25 de Abril na Assembleia da República, a propósito da sessão de boas-vindas ao Presidente brasileiro, Lula da Silva.

“Também isso nos serve para nós olharmos para trás, a propósito do Brasil. Mas seria também possível a propósito de toda a colonização e toda a descolonização, e assumirmos plenamente a responsabilidade por aquilo que fizemos”, considerou.

“Não é apenas pedir desculpa – devida, sem dúvida – por aquilo que fizemos, porque pedir desculpa é às vezes o que há de mais fácil, pede-se desculpa, vira-se as costas, e está cumprida a função. Não, é o assumir a

responsabilidade para o futuro daquilo que de bom e de mau fizemos no passado”, defendeu.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que a colonização do Brasil teve “de mau, a exploração dos povos originários, denunciada por António Vieira, a escravatura, o sacrifício do interesse do Brasil e dos brasileiros”.

“Um pior da nossa presença que temos de assumir tal como assumimos o melhor dessa presença. E o mesmo se diga do melhor e do pior, do pior e do melhor da nossa presença no império ao longo de toda a colonização”, acrescentou.

Manuel Barcia defendeu que foi só devido à pressão do Reino Unido que Portugal aboliu por completo a escravatura, em 1869.

Apesar de Portugal ter sido o primeiro país europeu a abolir a importação de escravos, em 1761, a medida só abrangia as colónias na Índia e a metrópole, onde havia “muito pouco” sentimento anti-esclavagista, disse o académico.

Barcia lembrou ainda que, apesar da abolição, Portugal continuou a permitir, a partir de Macau, o comércio de chineses, em condições de escravatura por dívidas, para o continente americano, incluindo para Cuba.

“Esta é a posição mais baixa que a China alguma vez teve no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa. Há muito tempo que está no fundo, mas este é o pior”, afirmou O’Brien, numa conferência de imprensa.

Actualmente, segundo detalhou a representante, estão detidos 102 jornalistas ou trabalhadores de meios de comunicação social na China, número que sobe para 158 se forem incluídos os profissionais presos em Hong Kong.

O relatório da RSF - que analisa a situação em 180 países ou territórios - diz que a situação é “muito má” em 31 países, “má” em 42 países, “problemática” em 55 e “boa” ou “razoavelmente boa” em 52 países.

Pelo sétimo ano consecutivo, a Noruega aparece como o país com melhor ambiente para o jornalismo, mas o segundo lugar não é ocupado por um país nórdico (o que é invulgar em relação às recentes edições do inquérito), surgindo aí a Irlanda, que subiu quatro posições, ficando à frente da Dinamarca.

Portugal aparece em nono lugar, a primeira posição no patamar dos países com a classificação de ambiente “razoavelmente bom”, a uma posição do patamar de “bom”, atrás da Estónia e à frente de Timor-Leste, Liechtenstein e Suíça.

sexta-feira 5.5.2023
“As figuras imaginárias têm mais relevo e verdade que as reais.”
PUB.
Fernando Pessoa PALAVRA DO DIA
“O problema é que, se [Portugal] pedir desculpas, está a colocar-se numa posição, do ponto de vista legal, em que pode ter que pagar” compensações, sublinhou na quarta-feira Manuel Barcia, após uma palestra realizada em Macau

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Issuu converts static files into: digital portfolios, online yearbooks, online catalogs, digital photo albums and more. Sign up and create your flipbook.