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Jornal Independente da Manutenção e Reparação Automóvel

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Menos peso Menos emissões

A marca automóvel alemã Audi recebeu o prémio de Inventor do Ano, atribuído pela Oficina Europeia de Patentes, que os entrega a empresas que tenham tido ideias consideradas “contribuições significativas” para o crescimento económico e competitividade europeia. A distinção foi para a Audi Space Frame Technology (ASF), uma estrutura de alumínio onde estão integrados painéis que permitem reduzir o peso dos veículos, o que por seu turno reduz as emissões e melhora as prestações.

Sumário Página 04

As tendências tecnológicas

Página 32

Rali Blue Print 2008

Página 36

Formação: a arma do Séc. XXI

Página 38

Documentação para o cliente

Página 40

Atrair e reter talento

Página 72

Gestão Oficina de Repintura

Página 76

Análise de emissões de gases de escape

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Director: João Vieira • Ano II • Mensal • 3 Euros

Nº 31 Junho 2008

Comissão Europeia publica texto preliminar para consulta

Novo BER na forja

ia 28 de Maio de 2008 ficará nos anais da história como um dos mais importantes dias para o mundo automóvel. Não somente ao nível do sector da reparação, como também ao nível da própria concorrência no comércio de automóveis novos. Com efeito, esta foi a data da publicação por parte da Comissão Europeia do texto preliminar sobre o novo regulamento do Block Exemption (BER), para consulta pública. Este período terminará no próximo dia 31 de Julho. No fim do ano está então previsto o lançamento do relatório de avaliação desta consulta, para no início de 2009 se proceder novamente a uma ronda de consultas mais restritas. O processo é longo. A democracia a isso obriga. Só em meados de 2009 será elaborado um rascunho do texto BER definitivo, com consulta mais uma vez aberta para o limar de arestas. Por fim, no final de 2009, na melhor das hipóteses, será então adoptado o novo e definitivo regulamento.

A importância dos próximos meses é determinante. Disso mesmo deu conta Jürgen Creutzig, Presidente do Conselho Europeu para o Comércio e Reparação Automóvel (CECRA), uma das entidades com mais peso no sector: “A coisa mais importante que influenciará o sector automóvel nos próximos anos – que providencia cerca de 2.8 milhões de empregos na União Europeia – será o regulamento do novo Block Exemption”. Com o relatório de avaliação sobre o BER 1400/2002 em cima da mesa e prestes a ser moldado com a força dos argumentos e da razão, Creutzig sempre adianta que o CECRA espera que o relatório final pinte um quadro realista do sector e que não seja manchado por agendas políticas préestabelecidas. Reclama que não existe necessidade de mudar no fundamento o actual quadro regulamentar à luz das evoluções positivas no sector no que diz respeito à competição e benefícios para o consumidor. PUB

Brembo com bons resultados

O fabricante italiano de sistemas de travão Brembo, registou um lucro líquido de 15,7 milhões de euros durante o 1.º trimestre do ano, o que se traduz num aumento de 24,7% em comparação com o período homólogo de 2007. A facturação da multinacional transalpina situou-se nos 273,2 milhões de euros nos primeiros três meses de ano, uma progressão de 19,1% em comparação com o montante alcançado no mesmo período de 2007. No 1.º trimestre investiu 45 milhões de euros.

Navegadores Em alta na Europa

A venda de sistemas de navegação, tanto portáteis como integrados nos veículos, rondará em 2008 as 36 milhões de unidades na Europa Ocidental, um crescimento de 50% relativamente a 2007, segundo previsões da Navteq. Segundo aquele fornecedor de mapas digitais, 1 em cada 3 utilizadores europeus utilizaram em 2007 um sistema de navegação e cerca de 60% dos potenciais compradores de automóveis dizem que influenciam a compra do veículo.


UM MUNDO DE PEÇAS


Veículos e Peças S.A.

AO SEU DISPOR

ALMADA Largo Antero de Quental, 4-A/B - Cova da Piedade - 2800-345 Almada Telefone: 212739430 - Fax: 212739439 - almada@autozitania2.pt

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Jornal das Oficinas Junho 2008

Editorial

MERCADO AS TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS

Ainda e sempre a electrónica A meta da evolução tecnológica do automóvel a curto prazo, é instalar terminais de várias funções em cada lugar do veículo, que permitam o acesso à Internet, às comunicações e aos sinais de rádio e TV. Deste modo, nunca mais haverá longas viagens aborrecidas para ninguém.

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Emprego para todos uma altura em que o tema emprego está de novo na ordem do dia, pelas piores razões, o Jornal das Oficinas avança com uma nova secção exclusivamente dedicada a esta área. Denominada “Emprego”, a nova secção pretende ser um meio privilegiado para os profissionais do sector procurarem ofertas de emprego nas áreas onde operam. Concebida em colaboração com a conceituada empresa de recrutamento especializado Hays - com uma presença forte e dedicada no sector automóvel - esta nova secção irá contribuir para uma maior divulgação das ofertas de emprego que actualmente existem no sector automóvel. Trata-se de um mercado muito dinâmico, como prova a base de dados da Hays, que actualmente conta com mais de 3.500 candidatos do sector, com especial destaque nas áreas do Pós-venda, Comercial e de Gestão Técnica e Comercial. A Hays implementou os seus serviços em Portugal no ano de 2000 e rapidamente expandiu as suas operações para as principais cidades do país. Dispõe actualmente uma equipa de 48 consultores, prontos a guiar e assistir as necessidades dos clientes, de uma forma profissional e eficaz. Com a publicação regular desta nova secção de Emprego nas páginas do Jornal das Oficinas, queremos ajudar os leitores a encontrarem a melhor carreira para a sua actividade profissional, colocando ao seu dispor uma grande diversidade de soluções de oferta de emprego especializado e de elevada qualidade. Nos próximos anos, e tendo em consideração que o investimento nas novas tecnologias ligadas à reparação e manutenção automóvel está a ganhar um papel crucial no desempenho das oficinas automóveis, será necessário recrutar profissionais cada vez mais competentes. As organizações que tenham os seus processos bem definidos, que promovam as pessoas pelo mérito e que as desenvolvam, serão organizações que poderão ambicionar a manter dentro das suas estruturas os melhores. João Vieira joao.vieira@apcomunicacao.com

Ficha Técnica

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esde o final do século passado que os construtores entregaram a pesquisa, inovação e desenvolvimento de conceitos aos seus fornecedores de componentes e sistemas, centrando a sua atenção no produto, na imagem e na marca. Essa evolução foi consequência do aumento da competição e da redução das margens, acabando por se tornar também uma causa daquilo que a originou. Efectivamente, a competição entre marcas acabou por se fixar na inovação tecnológica e nas suas vantagens para o consumidor, levando os fabricantes e fornecedores de peças e sistemas a oferecer uma profusão infindável de opções e uma panóplia inesgotável de soluções. Apesar de tudo, tudo se resume a três questões, que constituem os três maiores desafios que a indústria automóvel do momento enfrenta: - Estabilização do ambiente e renovação dos recursos energéticos; - Adaptação dos modelos a novos mercados e novas utilizações; - Promoção da renovação do parque. No que se refere ao primeiro ponto, já não há muito a acrescentar. A geração anterior das emissões de escape está praticamente dominada a 95% do impacto ambiental, mas a ameaça do CO2 está mais forte do que nunca. Para manter o actual nível de CO2 na atmosfera, que já está a causar problemas graves, seria necessário efectuar reduções muito drásticas das emissões. Isso possivelmente estagnaria o desenvolvimento e reduziria o nível de vida da maior parte da humanidade. Resta a alternativa, que não é científica, mas sociológica, de reduzir sistematicamente as emissões de CO2, em literalmente tudo o que for possível. Quanto aos combustíveis, o dilema não é menos dilacerante, porque a produção automóvel e as necessidades energéticas gerais do globo não param de crescer, mas os recursos petrolíferos estão de facto em fase de esgotamento. A subida estrutural do preço do crude é a melhor demonstração disso mesmo. Tal como na eliminação do CO2, a diversificação dos recursos energéticos tem

que ser encontrada em todas as formas e para todos os usos, sem limitações de nenhuma espécie. No que respeita à questão número dois, parece ponto assente que grande parte da oferta da indústria automóvel europeia e norte-americana não é generalizável a regiões como a América Latina, África, Médio Oriente e Ásia. É mais fácil os países emergentes venderem os seus "carrinhos" nos países desenvolvidos, do que estes exportarem os seus "carrões" para lá. De resto, o conceito do carrão está condenado pela redução das emissões. Automóveis com centenas de HP poderão ter que pagar taxas de emissões da ordem dos milhares de euros/ano. Só mesmo os nichos de mercado e as cerimónias protocolares de estado é que poderão manter esse segmento activo. Por outro lado, o automobilista médio dos mercados onde o potencial de crescimento é grande ou enorme, tem prioridades de necessidades que têm que ser correctamente equacionadas. A ideia da globalização é aceitável, no seu conteúdo positivo, mas não se pode globalizar o que não interessa, nem o que não existe! O ponto três desta reflexão, está ligado a esta questão do novo carro "universal". A batalha pela redução dos custos na produção e distribuição automóvel está muito longe de ter terminado, porque ainda mal começou. A redução dos custos actual é fictícia, devida à concorrência entre as marcas e os diversos países produtores, porque a oferta automóvel ainda é em muitos aspectos monopolista e elitista. Para abordar correctamente a questão dos mercados emergentes e da renovação do parque global é preciso apelar à noção do produto "low cost", consumível e descartável. Isso implicará também uma redução considerável da carga fiscal, ou até a sua quase eliminação, porque senão estaremos a globalizar a venda de usados, que é a forma dos consumidores se esquivarem a carga fiscal automóvel, pelo menos até onde podem. Além disso, nos países desenvolvidos o parque tem-se desenvolvido mais à custa da motorização das famílias, até onde ainda é possí-

DIRECTOR: João Vieira DIRECTOR ADJUNTO: Paulo Homem CHEFE DE REDACÇÃO: João Vila PROPRIEDADE: AP Comunicação SEDE DE REDACÇÃO: Rua da Liberdade, 41 - 1º Esq. - Mucifal - 2705-231 COLARES Telefone: 21.928.80.52 Fax: 21.928.80.53 E-mail: geral@apcomunicacao.com REDACÇÃO: Augusto Quelhas, Artur Rebelo, Fátima Rodrigues, António Lopes, Carla Ramos PRODUÇÃO GRÁFICA: Pedro Vieira, António Valente PUBLICIDADE: Telefone: 21.928.80.52 Director: Mário Carmo E-mail: mario.carmo@apcomunicacao.com - Anabela Machado E-mail: anabela.machado@apcomunicacao.com IMPRESSÃO: Mirandela - Estrada Nacional 115, Km 80 - Santo Antão Tojal - 2660-161 Loures Telef: 21.012.97.00 PERIODICIDADE: Mensal ASSINATURA ANUAL: 34 Euros (12 números) Nº de Registo no ERC: 124.782 Depósito Legal nº: 201.608/03 © COPYRIGHT: Nos termos legais em vigor é totalmente interdita a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte, sem a autorização prévia e por escrito do “Jornal das Oficinas”

Uma publicação da AP Comunicação

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Jornal das Oficinas Junho 2008

MERCADO vel descortinar que existam, as quais concentram a posse de vários veículos, do que por serem criados novos grupos de automobilistas. A culpa disto não é só fruto das assimetrias sociais e económicas, mas igualmente do próprio produto, da fiscalidade, dos seguros, da assistência pós-venda, etc. Os propulsores do futuro Tendo como pano de fundo as condicionantes e os contextos já evocados, parece óbvio que a evolução do conceito automóvel irá repousar essencialmente na tecnologia dos propulsores e nas formas de energia que os alimentam. É em torno disso que se joga tudo, ou quase tudo, a médio e longo prazo. Os motores de combustão interna, que têm servido de base ao automóvel até agora, são bastante ineficientes do ponto de vista termodinâmico, De facto, cerca de 40% da energia potencial do combustível é desperdiçada sob a forma de calor. O facto de serem económicos de produzir e de constituírem um bom negócio, não impede que sejam muito ineficientes do ponto de vista energético. Todos os esforços que têm sido feitos para optimizar a combustão (alimentação, ignição, distribuição, etc.) são meritórios e terão que continuar, mas esbarram na barreira intransponível da termodinâmica e da libertação de CO2. Por outro lado, a electrónica já fez tudo (ou quase) o que tinha a fazer para optimizar a combustão. Há ainda a explorar as distribuições electrónicas (sem cames) e os sistemas inteligentes de controlo térmico do motor, mas os ganhos só podem ser modestos. Tudo leva a crer que o epitáfio do motor de combustão será lavrado perto da data em que também será escrito o do petróleo, que foi a base do seu sucesso. A grande solução para o problema global das emissões seria a pilha de combustível, mas o seu elevado custo, por um lado, assim como a escassez da platina, por outro, que é indispensável para converter o hidrogénio em corrente eléctrica, estão a condicionar gravemente esta opção. Além disso, teria que ser encontrada uma solução para a produção de hidrogénio a baixo custo e limpa, isto é, sem emissões de CO2. Faltando a solução ideal, restam as meias medidas, ou seja, o conceito híbrido. Os carros híbridos já estão na rua, mas ainda lhes falta andar um longo caminho, de duas formas. No plano tecnológico e no plano do marketing, assim como ao nível da aceitação social. O híbrido é hoje inferiorizado, marginalizado e quase excluído, porque as pessoas ainda julgam que estão no tempo em que podiam optar entre um carro que anda a 200 km/h, 250 ou 300! Esse tempo, em termos práticos já acabou. A opção que se

põe hoje é a de andar de carro ou não andar de carro. Quando os governos tiverem que taxar as emissões de CO2, para não serem eles a ter que pagar as emissões de toda a gente, o problema vai colocar-se dessa forma. E assim, o conceito híbrido será a tábua de salvação para muita gente, porque fará tudo o que outros carros fazem, mas com menos de metade das emissões. Nessa altura, as acelerações e a velocidade de ponta já terão passado de moda há muito tempo. No plano técnico, o conceito híbrido tem duas grandes vantagens sobre o modelo tradicional do automóvel: recupera a energia cinética, isto é, a energia que foi gasta para lançar o carro, e permite que o motor de combustão seja reduzido à sua expressão mais simples, ou seja, tornando-se mais limpo e mais económico. Na realidade, ao tornar-se apenas num meio de gerar energia eléctrica, o motor de combustão de um carro híbrido pode trabalhar a regime e carga constan-

- Gestão electrónica global do sistema de propulsão/travagem/geração de corrente;

Tecnologia electrónica comanda o futuro O grande factor de inovação, de concorrência económica e aperfeiçoamento tecnológico continua a ser a electrónica e assim deverá continuar ainda por muito tempo. Depois de tirar a "5.ª essência" dos vetustos motores de combustão, a tecnologia electrónica está agora voltada para a segurança, assistência à condução e para a comunicação e meios de entretenimento. Tudo leva a crer que as gerações vindouras de automóveis incluam cada vez mais sistemas inteligentes, dirigidos a praticamente tudo o que se relaciona com as funções dos veículos e com o bem-estar e segurança dos seus ocupantes. No entanto, para além dos motores de combustão, os sistemas de climatização ainda constituem um problema do ponto de vista do aquecimento global,

O grande factor de inovação, de concorrência económica e aperfeiçoamento tecnológico continua a ser a electrónica e assim deverá continuar ainda por muito tempo. tes, o que optimiza muitíssimo o nível de consumo e de emissões. Por outro lado, o motor fica dispensado de ter grandes cilindradas, potências e binários. Basta que gere um volume de corrente constante suficiente. No entanto, para que os híbridos se tornem uma opção mais aliciante, há ainda que promover os seguintes aspectos: - Baterias de acumuladores eléctricos mais, leves, mais eficientes, mais fiáveis e mais económicas; tudo isso é possível fazer com a tecnologia actual; - Fontes de recarga de energia limpas, porque não faria sentido ligar um híbrido a uma rede eléctrica, para recarregar as baterias, se a produção dessa electricidade envolvesse a produção de toneladas de CO2; - Estrutura dos veículos mais leve e com maior optimização do espaço; - Simplificação mecânica: sem caixas de velocidades, sem transmissões e com travões e direcção mais simples;

devido ao impacto dos fluidos que se libertam. Tudo se mede em GWP (potencial de aquecimento global) e o melhor gás refrigerante do momento tem um valor GWP de 1.300, o que já representa um grande avanço em relação ao fluido anterior (R12), que tinha um valor GWP de 14.000. O objectivo agora é alcançar os 150 GWP, tendo como meta 2011 para todos os veículos novos e 2017 para todo o parque circulante. Naturalmente, os sistemas de climatização continuarão a ter gestão inteligente, podendo chegar ao requinte de personalizar a atmosfera de cada ocupante. O comando automático da iluminação é outro sistema em que os fornecedores de tecnologia já estão a trabalhar, podendo ser homologada a breve prazo. Uma câmara de visão artificial funciona como sensor óptico do sistema, regulando automaticamente a altura e a intensidade do feixe luminoso, de acordo com as condições exteriores. Maior segurança nas es-

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tradas e maior conforto para os condutores são as garantias deste sistema. A assistência das direcções também passará a ser electromecânica, porque deixa de absorver a energia directamente do motor e assegura um controlo mais rigoroso da assistência. Na travagem, o último verdadeiro grande reduto dos sistemas hidráulicos, poderá também acontecer a invasão dos sistemas electrónicos. A Siemens VDO já tem um sistema de travões em cunha, que não requer potência de travagem, o último grande argumento do sistema hidráulico. O contacto entre os elementos de fricção é assegurado pelo arrastamento entre ambos. Com este sistema, os travões passam a ser igualmente comandados "by wire" dispensando até o sistema ABS. O controlo inteligente de estabilidade e das suspensões irá continuar a evoluir, o mesmo sucedendo em relação às transmissões. As caixas "manuais" vão mesmo passar à história. Na assistência à condução, espera-se a generalização dos sistemas de controlo automático da distância entre veículo, avisadores de saída de faixa e retrovisores sem ângulos mortos. Os sistemas de apoio à travagem (pára-arranca e travão de parque inteligente) e ao parqueamento irão também continuar a evoluir e a generalizar-se.

Automóveis On-line Os sistemas de navegação e as comunicações móveis, a par dos meios de entretenimento a bordo, serão os vectores mais óbvios de desenvolvimento da electrónica de consumo no automóvel. Os telemóveis sem fios já são um grande avanço, mas a activação/desactivação das chamadas, buscas de números, sms, etc. serão sempre manuais, tornando-se incompatíveis com uma condução segura. O grande passo em frente são os chamados sistemas inteligentes de reconhecimento da voz, que permitem a activação de inúmeros comandos, através da comunicação oral. Isso tornará efectivamente possível uma condução de mão livres, como é exigível e necessário. Naturalmente, o reconhecimento de voz, cuja evolução já permite ultrapassar defeitos de pronúncia e erros de linguagem dos condutores, também será um avanço notável para os sistemas de navegação, tal como para os telefones móveis, bastando ao condutor pronunciar um nome ou um número, para obter o que pretende. A redução do tamanho dos processadores, que já permite montar num iPod a potência de um computador portátil, também irá permitir instalar teclados a bordo e sistemas de fax, podendo transformar o lugar do condutor ou dos bancos de trás da viatura num autêntico posto de secretariado administrativo. PUB


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Breves NOVO CATÁLOGO TEROSON DA HENKEL

Com três novas referências, o novo catálogo da gama de produtos destinados à reparação de materiais plásticos Teroson já se encontra disponível nos distribuidores da Henkel. A primeira novidade é o Terokal 9225, uma cola bicomponente à base de poliuretano, capaz de endurecer à temperatura ambiente, tornando a reparação mais rápida e com menores custos de energia. É indicado para reparações de párachoques, frisos decorativos e outras peças de carroçaria fabricadas em plástico. O Terokal 9225 Super Fast apresenta a mesma base do produto anterior, mas tem uma secagem ainda mais rápida, o que o torna indicado para reparações rápidas em peças onde seja necessária grande resistência inicial. Estão neste caso os suportes de faróis e dos párachoques, por exemplo. A terceira e última novidade do novo catálogo Teroson da, Henkel, é uma massa de enchimento para plásticos de poliéster bicomponente com uma grande capacidade de aderência a superfícies plásticas. Endurece em poucos minutos e não se contrai durante a o processo de cura.

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NOTÍCIAS CORRECÇÕES Por lapso nosso, foi publicada informação desactualizada sobre a Würth, no Jornal das Oficinas 29, reportagem “Melhor Mecatrónico 2008”. Publicamos agora a informação correcta: A Würth em Portugal possui 55.000 clientes, 19.500 produtos (100.000 em todo o Grupo), 860 colaboradores, e 10 FiliaisLojas - Sintra, Maia, Braga, Paredes, Aveiro, Viseu, Coimbra, Leiria, Montijo e Quarteira. Realizou em Portugal uma facturação de 74,9 milhões de Euros no ano de 2007.

Dados Würth

Substituição líquido de travões

No artigo de Manutenção Preventiva publicado no Jornal das Oficinas nº 30, foi referido que o líquido de travões deve ser substituído a cada 3 anos ou 100.000 Km, o que está incorrecto. Na verdade, a recomendação de substituição em sistemas DOT 4, que abrange a maioria da oferta do mercado, é de 2 anos ou cada 20.000 Km

Visita às instalações da

Brembo

No passado mês de Abril, a Auto Silva Acessórios, SA levou um grupo de clientes a Itália. O propósito foi conhecer, em “Kilometro Rosso” o parque cientifico e tecnológico, onde está sistematizado o departamento de investigação e desenvolvimento dos produtos Brembo, onde se constatou os vários testes e ensaios que executam com a intervenção de uma numerosa equipa de engenheiros. De seguida, o grupo deslocou-se ao local onde decorre a produção efectiva dos discos de travão, e observou “in loco” desde da recolha de materiais para a fundição, o forno, o enchimento das formas até à linha de acabamento e controlo de qualidade. A Brembo equipa com o seu sistema de travagem todos os modelos Ferrari pelo que devido à existência desta parceria com a Ferrari, foi com grande satisfação que todos puderam visitar a fabrica em Maranello.

Vá de Férias com a

SKF

A SKF aguça o apetite pelos dias quentes de praia e lança uma grande Campanha de Verão sobre os Kits de Rolamentos de Roda VKBA. Assim, de 1 de Junho a 15 de Julho, na compra de 750 euros de Kits VKBA, o cliente ganha 1 Toalha de Praia SKF; e na compra de 1.500 euros de Kits VKBA, ganha 1 Colchão de Praia SKF. A marca sueca proporciona, assim, uns dias de lazer mais coloridos a todos os que apostem na qualidade dos seus produtos.

LuK produz o milionésimo conjunto de polias CVT A LuK, uma das marcas do Grupo Schaeffler, alcançou a marca de 1 milhão de conjuntos de polias para CVT (Transmissão Variável Contínua). Essa transmissão tornou-se conhecida em 1999 pelo nome Multitronic® – com o construtor alemão Audi – e desde então mantém a sua popularidade entre os condutores de carros desportivos, que desfrutam os benefícios oferecidos pelo sistema. O presidente da Divisão de Sistemas de Transmissão e Chassis do Grupo Schaeffler, na Alemanha, Norbert Indlekofer, referiu: "A LuK, em colaboração com a Audi, transformou essa transmissão num produto notável. A popularidade do Multitronic® impulsiona-nos a optimizar a nossa sofisticada tecnologia de olho no futuro”.


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NOTÍCIAS Novos Compressores

AS Parts sempre em crescimento

A AS Parts passou a partir do mês de Abril a distribuir a gama de hidráulica (bombitos de travão, bombas centrais e auxiliares de embraiagem e repartidores de travão) da marca LPR. A LPR fabrica uma extensa gama de produtos de hidráulica para o primeiro equipamento e para o aftermarket.

Gonçalteam promove formação

A Gonçalteam realizou uma acção de formação para os produtos Haweka, ministrada por Uwe Westermann, responsável da prestigiada empresa germânica. A Haweka AG é um fabricante de sistemas inovadores de equilíbrio de rodas (adaptadores), alinhamento de direcção e controle de aperto. Aquele responsável deslocou-se ao nosso país a convite da Gonçalteam, com a intenção de formar os quadros comerciais da empresa nesta área. Como referiu António Gonçalves, Director Geral da Gonçalteam, “a empresa aposta sempre na mais alta qualidade dos seus serviços e produtos, esforçando-se e exigindo da parte dos seus parceiros de negócio o mesmo empenhamento na descoberta de soluções para o competitivo mercado Nacional. A Gonçalteam está também a levar a cabo a promoção de equipamento de Montar/desmontar pneus: Máquina desmontar automática até jante 23’’ e enchimento tubeless: 1900 € + IVA. Braço auxiliar para pneus de baixo perfil e RTF: 1050 € + IVA. Os valores incluem montagem, formação e garantia de 2 anos contra defeitos de fabrico. Esta promoção é válida para pedidos efectuados entre o dia 2 de Junho e o dia 30 Junho. A Gonçalteam oferece 1% de cada equipamento a uma instituição de caridade a indicar pelo cliente que mais facturar no período da campanha.

TMD Friction dispara na competição

O fabricante líder mundial em produtos de travagem, TMD Friction (Textar, Pagid, Mintex, Don), fortaleceu a sua posição na competição automóvel. Com efeito, a nova divisão TMD High Performance Division passou a combinar todas as actividades de venda e desenvolvimento de produtos para as corridas e carros de alta performance. Darren Robinson, 39 anos, assumiu o cargo de Vice President Racing and High Performance. Com o novo departamento, a TMD Friction aumentará a sua força inovadora no desenvolvimento de produtos e materiais, conduzindo o processo mais cuidadosamente rumo às necessidades dos clientes na competição e equipamento original (OE), no segmento de alta performance.

Lucas

A TRW Automotive Portugal, Lda. acaba de lançar uma gama de compressores de ar condicionado com a marca Lucas. Tratase de um programa que complementa a conhecida gama de motores de arranque e alternadores recondicionados Lucas, que a companhia já comercializa há várias décadas no mercado nacional. Disponível desde Maio de 2008, esta nova gama apresenta cerca de 460 referências em catálogo, que cobrem aplicações para veículos ligeiros e pesados. Na fase inicial de lançamento, a TRW terá mais de 160 referências em stock, para as aplicações mais populares, no armazém de Talaíde. O programa de compressores de ar condicionado é suportado por um catálogo em papel muito completo e actualizado, e para uma identificação fácil, todas as referências da gama têm o prefixo ACP (exemplo: ACP241). O catálogo e informação técnica sobre esta gama também estão disponíveis online em www.lucasee.com e no TecDoc.

Millers Oils ajuda a manter os motores

Alternadores Volvo em promoção

A promoção 100% de energia 10% de desconto em Alternadores Volvo, decorre até 31 de Dezembro de 2008 e está presente em toda a Rede de Concessionários de Camiões e Autocarros da marca Sueca. Os Alternadores Volvo são vendidos sem polia, o que lhes garante versatilidade de aplicações, e com o ventilador integrado, prevenindo o sobreaquecimento e a consequente imobilização das viaturas. Estas duas características aliadas à comprovada durabilidade e qualidade deste componente tornam o Alternador Volvo numa aposta segura.

Com os fabricantes agora muito empenhados em reduzir as emissões e o consumo de combustível, aumentando os intervalos de serviço muitas vezes para 50 mil quilómetros, os aditivos assumem uma importância crescente. Os produtos para limpeza dos motores, como é o exemplo o Millers Oils Engine Flush, constituem uma oportunidade para um limpeza total com pouca quantidade de produto e pouco tempo de aplicação, durante uma muda normal de óleo. Desaloja a maioria da fuligem e lamas que deterioram a performance e as emissões de um motor ao longo do tempo. Outro produto útil com benefícios de longo prazo é o Millers Oils Stop Leak. Está concebido para ser aplicado nos motores ligeiros a gasolina e diesel, minimizado as fugas no motor e sistemas de transmissão, através do aumento ligeiro dos vedantes de borracha. Reduz o consumo de óleo, vedando inclusive as zonas de difícil acesso.

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Breves CONTITECH A plataforma electrónica de venda de peças de substituição para automóveis, TecDoc, temse tornado num importante instrumento de venda da marca de correias para motores ContiTech, tornando mais eficiente a comunicação entre distribuidores e oficinas. Neste momento, já existem mais de 2.700 referências de artigos ContiTech no catálogo on line da TecDoc, incluindo instruções de montagem para cada aplicação, que se têm vindo a tornar cada vez mais complexas.

TIRA PARTIDO DA TECDOC

O NOVO FIAT 500 RODA COM SKF

Este modelo da Fiat, que apresenta um conceito automóvel bastante actual e original, foi o vencedor do concurso internacional "Carro do Ano 2008”, graças a isso mesmo. Nos pontos essenciais, contudo, a Fiat apostou em soluções tradicionais comprovadas, tendo escolhido os rolamentos SKF para equipar de origem o seu novo modelo. Além dos rolamentos de roda de ambos os eixos, são da SKF as juntas homocinéticas da transmissão, assim como algumas peças da distribuição e sistema arrefecimento do motor.

BREMBO A empresa italiana Brembo, especializada em sistemas de travagem avançados, está na China desde 2001, prevendo a expansão do mercado local, que de facto se está a verificar. Nesse ano fundou a NYABS (Nanjing Yuejin Automotive Braking Systems), preparando-se agora para ficar com 70% do capital da empresa, através de uma operação financeira que movimenta 5,9 milhões de US dólares. A aquisição ainda depende da aprovação das autoridades locais, mas a Brembo espera ter o processo encerrado dentro de dois meses. Deste modo, a NYABS irá tornar-se no principal pólo de produção da Brembo na China.

PROSPERA NA CHINA

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Jornal das Oficinas Junho 2008

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SKF eleita pela AD International Fornecedor do Ano 2007 A SKF foi eleita pela AD International (ADI) como Fornecedor do Ano 2007. A AD International é um Grupo especialista no negócio de peças de reposição no mercado Europeu, fundado em 1970. Em 2007, os 500 Distribuidores AD, através dos seus 2.000 Membros, facturaram mais de 5.2 biliões de euros. A SKF tem sido o fornecedor preferencial do Grupo ADI há uma década e contribuído tremendamente para o sucesso da rede. O objectivo da parceria passa pela sinergia entre o profissionalismo da rede Europeia ADI e a importância duma marca de Primeiro Equipamento como a SKF. O relacionamento AD-SKF reforça-se cada ano que passa, a nível Europeu. Lars Wilsby, presidente da SKF Vehicle Service Market, disse, “A Parceria AD-SKF é um casamento perfeito, combinando duas marcas fortes com o focos comum em valor acrescentado, qualidade e disponibilidade da maior gama disponível para o mercado de reposição auto. A logística ímpar da SKF e o forte relacionamento do Grupo ADI com o segmento garagens são elementos chave de sucesso na última década.” Num mercado tão competitivo, este troféu é o testemunho da liderança da SKF em termos de qualidade e apoio. Numa escala de 1 (muito fraco) a 10 (excelente), a SKF obteve mais de 9 nas categorias “Qualidade OE, Homologação OE e outras, fiabilidade de produto”.

Autozitânia finalista no Torneiro Futebol de 5 Castrol

A Castrol, patrocinadora oficial do Campeonato Europeu UEFA EURO 2008™ promoveu em toda a Europa uma torneio de Futebol de 5, como forma de proporcionar a todos os seus clientes um maior envolvimento neste grandioso evento. O torneio realizado no nosso país para apurar a equipa vencedora, contou com a presença de mais de 160 jogadores de 20 equipas diferentes, em representação de alguns dos maiores clientes Castrol. Estas equipas disputaram um total de 37 jogos, que se realizaram em três Domingos entre 2 de Fevereiro e 16 de Março. O prémio para as equipas finalistas de cada país inclui viagem, alojamento, bilhetes para os elementos da equipa poderem assistir ao jogo dos quartos de final do Campeonato da Europa em Viena, um kit Adidas/Castrol com o todo o material necessário para cada jogador, jantar com o embaixador da marca Castrol, dois dias de competição na Fan Zone de Viena, análise completa da performance de cada jogador através da TRACAB - tecnologia de topo ao nível do que se pratica nas equipas profissionais e, claro, a possibilidade do título de campeão Europeu de Futebol de 5 Castrol pelo seu país. Nessa altura a equipa vencedora de Portugal – Autozitânia – irá participar no torneio final com todas as equipas vencedoras dos outros países da Europa, onde se irá consagrar a equipa vencedora do torneio europeu de Futebol 5 Castrol. Esta final realizar-se-à no Viena Fan Zone, no coração de Viena, a praça que albergará o ecrã gigante onde os adeptos podem seguir os jogos do Europeu e onde os responsáveis esperam 120 mil pessoas por dia. A equipa da Autozitânia apresenta-se assim como forte candidata ao título de Campeã Europeia Castrol. Aproveitamos para desejar a melhor sorte à equipa Autozitânia e votos de conseguir alcançar o pódio deste torneio internacional.

Poupe combustível… com

Bosch Car Service

Conscientes da importância que a poupança de combustível tem hoje em dia para a economia familiar e da sua repercussão no nosso meio ambiente, a Robert Bosch lançou, através da rede de oficinas Bosch Car Service, uma acção que visa prestar um conjunto de conselhos que ajudam os clientes desta rede de oficinas a controlar o consumo de combustível e a poupar. Com efeitos desde o dia 14 de Maio, as oficinas Bosch Car Service estão a disponibilizar aos seus clientes informações úteis acerca de como poupar combustível, quer através de posters expostos nas oficinas, quer através da distribuição de folhetos informativos. No âmbito desta acção, as oficinas Bosch Car Service propõem-se a verificar os componentes do automóvel que mais estão relacionados com o consumo de combustível: Filtros, Sondas Lambda, Velas de Ignição e de Incandescência e Injectores, de forma a comprovar que os mesmos se encontram em perfeitas condições de proporcionar uma maior economia de combustível. Segundo a estimativa apresentada no folheto alusivo a esta acção, os automobilistas poderão reduzir em 14% o consumo de combustível, o que se traduz em cerca de 260,00 € de poupança, no fim de um ano.


2 Simpósio Pós-venda Automóvel 16 de Outubro de 2008

Centro de Congressos de Lisboa – Rua da Junqueira – Lisboa

O 2º Simpósio Pós-venda Automóvel vai ser palco do grande debate das questões que mais afectam o aftermarket na actualidade.

TEMAS EM DEBATE: • As energias alternativas e o automóvel Como preparar o Pós-venda?

• O Comércio de Peças Peças de Marca versus Peças Independentes • Tendências para o futuro da distribuição de peças

• A Oficina de hoje Oficina independente tradicional versus Redes de Oficinas e Concessionários • Formação Profissional Tendências e Necessidades

• Novo BER Acesso à informação técnica

• Tecnologia Automóvel O maior obstáculo do aftermarket • Novos players na Indústria Índia e China

• Mobilidade a preço baixo precisa-se! Construtores apostam em híbridos e automóveis mais leves ORGANIZAÇÃO:

€ 0 UPE 10

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VALORES DA INSCRIÇÃO (por pessoa)

*Até 31 de Junho 2008: 100,00 € (IVA incluído) A partir de 1 de Julho 2008: 200,00 € (IVA incluído)

Cotado como autor, orador, moderador e consultor da indústria automóvel europeia e global, John Wormald moldou a sua carreira em torno das questões cruciais da indústria automóvel, em especial no que se refere à distribuição e ao aftermarket. Co-fundador e Director da empresa autoPOLIS, uma conceituada empresa consultora que realiza análises estratégicas e previsões para vários actores do sector automóvel, incluindo construtores de veículos, fornecedores OEM, distribuidores, prestadores de serviços, instituições financeiras e organismos governamentais.

Josef Frank

Director de Aftermarket do CLEPA, Josef Frank é especialista no Pósvenda Automóvel e grande conhecedor da realidade deste mercado em toda a Europa e das tendências que irão prevalecer no futuro. O CLEPA integra os mais proeminentes fornecedores de peças de automóveis, sistemas e módulos; associações nacionais de comércio e associações sectoriais europeias de vários países representando directa e indirectamente mais de 3.000 companhias automóveis de todas as dimensões, empregando mais de três milhões de pessoas e gerando uma facturação de três biliões de euros.

Michel Vilatte

Michel Vilatte, Presidente da FEDA (Féderation des Syndicats de la Distribuition Automobile – Federação dos Sindicatos da Distribuição Automóvel) vem falar do direito dos distribuidores de peças receberem informação técnica, dados e códigos do construtor do veículo, para permitir não só a entrega das peças, mas também para fornecer informação técnica aos reparadores independentes, para os permitir levar a cabo reparações de qualidade.

BOLETIM DE INSCRIÇÃO

* A R GO

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John Wormald

PATROCINADOR PRINCIPAL:

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Venha assistir ao debate com os protagonistas

Empresa: ________________________________________________________________________________________________________________________________

Morada: _________________________________________________________________________________________________________________________________

Código Postal: _________________________ Localidade: ________________________________________________________________________________________ Telefone: _____________________________ Fax: _______________________________________________ Contribuinte: __________________________________ Nome da pessoa a inscrever: ________________________________________________________________________________________________________________ E-Mail: _____________________________________________________________ Telemóvel: ___________________________________________________________

PAGAMENTO

Por cheque, endereçado a AP Comunicação Envie para: Rua da Liberdade, 41-1º Esq. – Mucifal - 2705-231 Colares

Por transferência para a conta Millennium bcp NIB 0033.0000.4533.7401.7190.5


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Breves NOVO SINTONIZADOR

PIONEER

A marca japonesa especializada em equipamentos áudio lançou um sintonizador para automóveis da última geração, com leitor de CD e RDS. O código da nova unidade é DEH-4000UB, sendo caracterizada por um design atractivo, som comprimido e personalizado e uma potência exuberante. Outra característica do novo aparelho da Pioneer é o facto de poder reproduzir música digital armazenada em dispositivos externos, através de fichas USB integradas na grelha frontal do sintonizador.

NOVOS CONTRATOS

TENNECO/FORD

Foram assinados contratos recentes entre as duas empresas, visando o fornecimento de sistemas de controlo de emissões, principalmente colectores e catalisadores, que serão equipamento de origem de novos modelos a lançar pela Ford em 2009 e 2010. Os modelos que passarão a estar equipados com componentes fornecidos pela Tenneco são o F-150 (camião pequeno) o Ford Expedition, Lincoln Navigator e Ford Econoline, com motores a gasolina e a diesel.

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NOTÍCIAS Portugal no Calendário 2008 da

Spies Hecker

No calendário 2008 da Spies Hecker podemos admirar o vencedor português do concurso Obras-Primas 2007 – Jaguar MK V DHC de 1949 restaurado pelos profissionais de pintura da Madeira Auto-Car. Portugal figura no calendário 2008 da Spies Hecker, mês de Julho, com a reconstrução total de um Jaguar MK V DHC de 1949 e respectivos profissionais Luciano Mendonça e José Silva, da Madeira Auto-Car, bem como o proprietário Dr. Afonso Tavares da Silva. A Madeira Auto-Car foi uma das premiadas no concurso Obras-Primas da Spies Hecker. O concurso aberto a todas as oficinas que trabalham com os produtos Spies Hecker a nível mundial, visa reconhecer anualmente os 12 melhores trabalhos de pintura. Com sistemas de produtos de alta qualidade, métodos de trabalho eficientes e conselhos de profissionais, a Spies Hecker oferece aos seus clientes de todo o mundo as melhores soluções para repinturas que respeitam o meio ambiente. Tem mantido este compromisso através de uma relação próxima com o mercado da repintura há mais de 125 anos. Hoje, a Spies Hecker é um dos líderes mundiais em repintura automóvel e oferece proporciona aos seus clientes de mais de 60 países as últimas tendências em tecnologia e formação em repintura.

Plastilube - massa lubrificante da ATE

A AZ Auto, importador da ATE para Portugal, alerta para os cuidados da aplicação de massas lubrificantes não recomendadas nos sistemas de travagem. O Plastilube é a solução avançada para uma lubrificação perfeita e para o fim dos ruídos. Muitas vezes os reparadores utilizam a massa de cobre ou outras massas à base de ácidos e detergentes nos sistemas de travagem, o que é totalmente desaconselhável. A massa de cobre além de ser condutora, o que pode provocar corrosão nos vários materiais de aço do sistema de trava-

gem, reage quimicamente com o pó criado pelas pastilhas de travões criando um género de massa pastosa que impede o movimento do sistema de travagem. Existem também alguns técnicos que não aplicam qualquer massa e outros mesmo que aplicam massa em demasia. “O Plastilube é o lubrificante perfeito para os sistemas de travagem e não só! As suas características de impermeabilidade, resistência ao calor, choque e corrosão, tornam o Plastilube num excelente produto de lubrificação”, refere em comunicado a AZ Auto.

Campanha

Tech

A empresa Altaroda, com sede em Paredes, lançou uma campanha sobre os novos manómetros digitais da marca TECH, TIG11 e TIG12. O representante oficial para Portugal da marca TECH, propõe-se comercializar os novos modelos ao preço de 59 euros + IVA. Os TIG11 e TIG12 caracterizam-se por possuírem protector em borracha e de serem resistentes ao choque, terem um mostrador grande LCD, integrarem a graduação em Psi/Bar/Kpa, a rosca ser de ¼’’ NPT e o leque de pressões os seguintes: TIG11: 0.4~6.8 Bar/ 10~99 Psi/ 40~680 Kpa TIG12: 0.4~12 Bar/ 10~170 Psi/ 40~1200 Kpa A precisão de leitura é de 0.01 Bar/ 0.2 Psi/ 1 Kpa, a gama de temperaturas de -18 - 40°C (em funcionamento) e -30 - 60°C (armazenamento), e as dimensões de 260 mm (comprimento) e 115 mm (largura). O peso é de 0,4 Kg e as baterias recarregáveis de 1,5V AAA (não fornecidas). Mais informações disponíveis em www.altaroda.pt



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Breves RECAMBIOS BOLÍVAR DISTRIBUI MARCA FAPA

A empresa espanhola distribuidora de peças e acessórios para veículos, Recambios Bolívar, assegurou a distribuição autorizada para Portugal e Espanha dos produtos FAPA, um dos principais fabricantes italianos de barras de tejadilho para transporte de bagagens, material de ski, bicicletas e malas de tejadilho aerodinâmicas.

CENTRO ZARAGOZA A Henkel Ibérica, que comercializa os produtos Teroson, anunciou com natural satisfação e certificação da cola de montagem directa de vidros em veículos Terostat 8597 HMLC, pelo Centro Zaragoza de investigação e certificação automóvel. Com esta aprovação o produto será introduzido em todas as bases de dados de peritagem das seguradoras que cooperam com o Centro Zaragoza. O largo período de cura e a elevada resistência à descolagem também garantem uma fixação directa de vidros em qualquer carroçaria, seja de alumínio ou de aço.

NOTÍCIAS Auto Sueco na distribuição peças em Espanha

O Grupo Auto Sueco, o Grupo Auto Union Espanha, S.L. e a Alliance Industrie, S.L. (França e Reino Unido) anunciaram a constituição de uma nova companhia - a Alliance Automotive Espanha, S.L. - cujo objectivo é adquirir outras empresas de distribuição de peças e acessórios para o sector automóvel, assegurando a sua permanência no mercado, através da sustentabilidade e gestão adequada. O volume de negócios consolidado destas três companhias é superior a 2.300 milhões de Euros, dos quais 1.291 milhões correspondem a vendas de peças e acessórios de automóveis ligeiros e pesados nos mercados espanhol, francês, inglês e português. Francisco Ramos, Director da Unidade de Negócio de Componentes da Auto Sueco e Administrador da ova companhia em representação do grupo nacional disse que “Para o Grupo Auto Sueco, a criação da Alliance Automotive Espanha é um passo impor-

tante na nossa estratégia de desenvolvimento da actividade de aftermarket, num mercado tão importante como o mercado espanhol. Após garantirmos a liderança do mercado português, de peças e acessórios, com um volume de vendas superior a 105 milhões de Euros, queremos obter, até 2010, uma posição de relevo no mercado ibérico. Este projecto de criação desta nova empresa, concretizado através desta parceria, enquadra-se perfeitamente nos nossos objectivos”. Por seu lado, Fernando Pardo, Director Geral do Grupo Auto Union Espanha, mostrou-se “igualmente muito satisfeito com a constituição da nova sociedade, pelo oportunidade que vai proporcionar aos parceiros envolvidos de potenciar as suas actividades. Esta parceria vai permitir assegurar um dos principais objectivos do nosso grupo, que é garantir a permanência no mercado das empresas nossas associadas.

CERTIFICA TEROSTAT 8597 HMLC

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CS-Peças Auto

Balcões abertos aos Sábados

Desde o início de Maio que a CS-Peças Auto abre os seus balcões de Almada, Lisboa, Porto e Faro, aos Sábados de manhã das 9H00 às 13H00. Desta forma, a empresa pretende oferecer um melhor serviço, disponibilizando toda a vasta gama de peças que comercializa, aos clientes que visitam os seus balcões nas manhãs de Sábado. “Chegámos à conclusão que existem muitos profissionais que trabalham ao Sábado, por isso sentimos necessidade de ter a loja aberta também nesse dia, o que tem tudo a ver com o nosso lema de servir bem o cliente, todos os dias e a qualquer hora”, justificam assim os responsáveis da CS-Peças Auto esta decisão.

Lubrificantes

KIP FIT já disponíveis

A gama de lubrificantes KIP FIT, distribuídos em exclusivo pela CS-Peças Auto, já está disponível no mercado português. Destaque para a linha totalmente sintética e multigraduada para motores a gasolina KIP FIT 5W-40. Tratam-se de lubrificantes especialmente recomendados para veículos de turismo, gamas média e alta, equipados com injecção electrónica, para uma condução desportiva ou em qualquer situação em que se pretenda uma melhor prestação do motor. As vantagens do KIP FIT 5W-40 são a Resistência à deterioração; Aumento da estabilidade térmica e de oxidação; Controlo de depósitos; Redução da formação de lamas, vernizes e resíduos; Protecção de desgaste; Melhora a resistência da película lubrificante; Volatilidade; Menor evaporação e consumo de óleo em condições extremas.



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Febi com catálogo de apoios

A Febi-Bilstein já tem disponível o primeiro carálogo de apoios e sinoblocos para as barras estabilizadores de veiculos comerciais. Neste novo catálogo, com mais de 280 referências, todos os items são apresentados com a respectiva figura, números originais e esquema de montagem o que facilita a sua identificação. A Febi-Bilstein é representadada por Jochen Staedtrler - Representações.

TRW

lança novo ensaiador de óleo de travões

Como parte da estratégia de desenvolvimento da sua oferta de produtos para sistemas de chassis, a TRW Automotive Aftermarket acaba de lançar um novo ensaiador de óleo de travões, com a referência YWB214. Marco Loth, gestor do grupo de produtos de travagem da TRW Automotive Aftermaket Eurorpa, afirma: “O novo ensaiador da TRW opera com um método seguro de teste de medição do ponto de ebulição real do próprio óleo de travões, em oposição aos chamados “ensaiadores de humidade” que determinam e medem a quantidade de água no óleo de travões. Uma vez que funciona independentemente da temperatura exterior e da composição química do óleo, o ensaiador da TRW oferece uma leitura mais precisa e fiável em menos de 60 segundos.” Marco Loth, acrescenta: “O óleo de travões é um componente de segurança importante no processo de travagem, assim uma leitura verdadeira da sua temperatura, é essencial para uma condução em segurança. É impossível determinar o estado do óleo olhando apenas para a sua cor – a única forma segura é testando. A TRW recomenda um teste anual ao óleo de travões e que se proceda à sua substituição, pelo menos, de 2 em 2 anos.”

Dampo exclusivo

Atlantic Parts

Com distribuição exclusiva em Portugal efectuada pelo grupo Atlantic Parts, os amortecedores Dampo são certificados e oferecem 2 anos de garantia. Trata-se de um marca vencedora em termos de segurança e conforto, garantem qualidade a preço muito competitivo, segundo informa a Atlantic Parts. O mais recente catálogo da Dampo dispõe de 2000 referências que completam uma gama de amortecedores versão óleo e versão óleo-gás - amortecedor hidráulico com adição de gás (3 bar) ao óleo interno, tendo como principal vantagem e factor de diferenciação o facto de funcionar como um hidráulico comum quando perde o gás que contém.

Degradador biológico de óleos e gorduras

A Reúsa Ambiente– Tecnologias de Tratamento e Valorização de Resíduos, Lda, tem disponível o “Bio Tubes”. Trata-se de um produto que foi especialmente desenvolvido com o objectivo de absorver e degradar os óleos e gorduras acumulados superficialmente em águas. Encontra-se especialmente indicado para funcionar em caixas separadoras de óleo existentes na drenagem de oficinas e parques de automóveis, na rede de colectores, etc... Cada “Bio Tubes” é composto por um tecido interno capaz de absorver os óleos. Este tecido serve de suporte a uma população selecionada de bactérias que digerem os óleos. As bactérias dos “Bio Tubes” actuam sobre as cadeias de Hidrocarbonetos constituintes dos óleos, quebrando-as e dando origem a Dióxido de Carbono e água. Este processo é um exemplo de Bioremediação. Inicialmente o material absorve até 20 vezes o seu peso em óleo e as bactérias são activadas pela afluência de caudal. Após 42 dias em funcionamento, forma-se uma biomassa no Bio Tube e as bactérias convertem os óleos em água e Dióxido de Carbono a um ritmo de 1,5 a 2 kg de Óleos por semana. O desenvolvimento e crescimento da colónia de bactérias está dependente da temperatura, do oxigénio presente e da quantidade de nutrients disponíveis (óleos e hidrocarbonetos). Quando são atingidas as condições ideais de funcionamento, podem ser observadas bolhas de Dióxido de Carbono à superfície, indicador de que os óleos estão a ser degradados.



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NOTÍCIAS

Breves

Civiparts parceira do Exército Português

MERCADOS EMERGENTES TERÃO 50% DAS VENDAS

Peritos de investigação em assuntos do sector automóvel afirmam que até 2012 os países emergentes ficarão com 50% do mercado global de veículos novos, contra os actuais 25%. Presentemente, os mercados maduros têm 75% das vendas, mas os problemas económicos irão decidir a favor dos chamados países BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Segundo as mesmas fontes, a recessão actual nos EUA ainda é muito suave e a probabilidade de ocorrer uma recessão grave é de um para três.

5,8 MILHÕES DE Este dado é adiantado pelo estudo Basef Seguros da "Marketest", que acrescenta ter subido 26,7% a posse de seguro automóvel, entre 2000 e 2007. De acordo com o estudo, o factor mais influente nesta matéria é a ocupação, pois os quadros médios e superiores afirmam em 97,7% dos casos ter seguro automóvel. Não surpreende que os homens tenham 82,8% das apólices, contra apenas 58,8% de mulheres, pois isso espelha uma realidade de divisão social.

PORTUGUESES COM SEGURO

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Midas abre novo posto

A Midas, líder mundial da Reparação Rápida de Automóveis, continua a sua expansão em território nacional com a abertura do seu 24.º posto, em Odivelas, na sequência de um período de sete anos a operar em Portugal. A Midas Odivelas localiza-se no Posto Galp da Av. Miguel Torga, Casal da Troca.

Realizou-se no passado dia 3 de Abril, nas instalações da Brigada Mecanizada, uma acção de formação ministrada pela direcção técnica da Civiparts. Esta acção de formação incidiu nos sistemas de travagem e ABS de veículos industriais. Os módulos de formação compreenderam conhecimentos técnicos sobre todo o tipo de válvulas e componentes electrónicos que compõem os sistemas de travagem de um veículo industrial. A Civiparts utiliza sistemas tecnológicos únicos, de Hardware e Software que permitem fazer o diagnóstico, simulação e testes aos referidos sistemas dando a oportunidade aos formandos de participarem em todos os processos num ambiente real. Trata-se de uma parceria de sucesso que a Civiparts tem com o exército, no sentido de proporcionar conhecimento técnico, tanto de sistemas convencionais como da “State of Art” de sistemas electrónicos aplicada aos veículos industriais.

Correias e kits de distribuição

A Flennor, marca alemã com a sua actividade centrada na concepção e produção de soluções para o mercado automóvel é agora distribuída por CS-Peças Auto. A marca é parte integrante do Grupo Walther Flender, fundado em 1935 e com sede em Dusseldorf, Alemanha. O grupo abrange diversas áreas tecnológicas, que vão desde o automóvel até aos transportes onde mais de 40 enge-

Flennor

nheiros asseguram de forma permanente, o rigor de processos e qualidade de produto ao mais alto nível de exigência. Conformidade com as exigências do mercado de origem (OEM) e uma excelente relação qualidade/preço, são as principais características das correias de distribuição Flennor. Os Kits são compostos por correia, tensores e suportes de metal, e permitem que não haja erros de montagem nem problemas de funcionamento.

Mota & Pimenta com promoção

Dreumex

A Mota & Pimenta tem em desenvolvimento uma promoção com a marca Dreumex. Esta promoção consiste na oferta de um doseador de 4,5 litros, na compra de duas latas lava mãos de 4,5 litros Plus ou 4,2 Kg Special. Cada conjunto de duas latas mais o deseador estão embalados separadamente numa caixa, na qual aparece uma referência explícita à promoção. Segundo a Mota & Pimenta, o uso de um doseador é muito mais higiénico, evitando contaminações do produto, para além disso garante uma utilização mais económica, devido ao controlo da porção. Os doseadores são simples de usar e mantêm o balneário mais limpo, adverte a Mota & Pimenta.



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Breves CATÁLOGO

MANN-FILTER 2008 O novo catálogo de filtros para automóvel da Mann-Filter contém mais 600 novos tipos de filtros, atingindo um total de 3.700 referências, correspondentes a 34.000 aplicações e uma cobertura do parque automóvel da Europa Ocidental superior a 95%. Dos novos filtros apresentados, cerca de 200 completam a gama para automóveis, camiões e veículos todo-o-terreno, 100 são hidráulicos e 300 de ar comprimido. Nas referências por veículos, aparecem cerca de mil modelos novos, incluindo todos os carros e camiões novos lançados em 2007. Uma novidade são os filtros de ureia para camiões, com tecnologia SCR e um agente secador com filtros de coalescência, os quais evitam que os aerossóis penetrem no ar comprimido dos travões, causando problemas. O novo catálogo da Mann-Filter é mais simples de usar, facilitando a busca e eliminando os erros. A versão do catálogo 2008 on line, por outro lado, possui uma função que permite descarregar o catálogo digital para o cliente, o que evita estar sempre ligado à Internet.

MAIS ÚTIL

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NOTÍCIAS Mais informação para as oficinas

A Febi tem um novo meio de manter as oficinas informadas. Sob o titulo de "Febi Exakt" passou a estar disponível regularmente informação técnica sobre alguns produtos Febi. Cada edição irá focar um componente diferente onde incidirá toda a informação técnica para que a oficina se mantenha constantemente actualizada e possa prestar um serviço mais eficaz e competente. A edição do "Febi Exakt" estará disponivel num distribuidor Febi autorizado assim como na internet em www.febi.com. A Febi-Bilstein é representada por Jochen Staedtler - Representações.

Star Extras Line renova catálogos

Tendo em conta a política de segmentação definida, a Star Extras Line, divulgou recentemente a criação de dois catelogos diferentes, mas orientados para os respectivos públicos-alvo. Repletos de novidades e destaques, os Catálogos LINEXTRAS 2008 apresentam uma nova imagem e um novo grafismo, sendo bastantes funcionais e práticos. Numa clara aposta na qualidade da imagem, os catálogos apresentam uma nova sistematização das categorias dos produtos comercializados pela empresa. Passam assim a estar disponíveis o Cátalogo Acessórios (peças, acessórios, artigos de styling e para competição), o Catálogo Body Parts (personalização automóvel) e o Catálogo 4x4 (full-boxes, hard-tops, bed-liners, protecções frontais e traseiras, entre outros artigos para veículos 4x4).

Agip Formula Future foi lançado

O Formula Future, da AGIP, é um óleo de motor de alta qualidade e tecnologia “mid SAPS” para os modernos veículos de passageiros com motores a gasolina e diesel, equipados com filtros diesel de partículas (DPF) e preparado para prolongados intervalos de mudança de óleo. Trata-se de um óleo de motor sintético da moderna geração tecnológica de lubrificantes “High-Tech”. Para além dos requisitos gerais ACEA, este lubrificante cumpre os níveis de performance exigidos pelos sistemas de tratamento de gases de escape e turbo charger. Paralelamente a formulação deste óleo congrega os requisitos de lubrificação da Mercedes-Benz, BMW, Renault e Volkswagen. Este lubrificante caracteriza-se pela excelente protecção à formação de espuma, pelas suas propriedades que melhoram o arranque a frio e pelo baixo teor de fósforo utilizado no tratamento dos catalizadores, sendo também de aplicação universal.

Campanha

Bilstein na Auto Silva Acessórios

A Auto Silva Acessórios S.A., importador de peças e acessórios para automóveis, com armazéns no Porto e Lisboa está a promover uma campanha de amortecedores Bilstein. O cliente quando atingir a compra de 8 unidades recebe de imediato um relógio de design moderno e desportivo de tecnologia fiável com estojo. Para incentivar esta campanha existe um panfleto promocional com referências de amortecedores a preços muito competitivos.



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DuPont Imron Industry

Com o lançamento de Imron Industry, a DuPont Refinish estende a versatilidade dos seus sistemas de pintura e propõe novas soluções, não só para a repintura automóvel, mas também em aplicações industriais ligeiras. Imron Industry permite uma vasta gama de soluções para as oficinas, e como o seu uso é compatível com as máquinas misturadoras já existentes, não é necessário efectuar um grande investimento adicional. Imron Industry pode ser utilizado em diferentes aplicações, tais como estruturas de aço e bicicletas, maquinaria para a construção e até mobiliário urbano, atingindo em todo o momento um acabamento de alta qualidade. A gama Imron Industry inclui produtos para um elevado número de substratos, como plástico, madeira, pavimentos, superfícies revestidas e metais (quer ferrosos quer não ferrosos). Imron Industry completa o leque de possibilidades do sistema de mistura polivalente, que permite usar a mesma máquina misturadora, com diferentes componentes da DuPont PowerTint, de eficácia demonstrada. Imron Industry oferece uma vasta paleta de cor a partir de milhares de referências de cores, incluindo alguns corantes novos, desenvolvidos especificamente para o sistema Imron Industry.

Muitas novidades na

Auto Delta

A Auto Delta introduziu, no mês de Maio, uma série de novidades na sua já extensão e bastante completa gama de produtos. Uma das novidades é a gama completa de kits de distribuição FEBI, num total de 178 referências que cobrem aproximadamente 98% do parque automóvel em Portugal. Foi igualmente introduzido, no portfolio de produtos da Auto Delta uma gama de discos de travão LEMFORDER, num total de 72 referências, como também uma nova gama de transmissões da marca GSP, num total de 158 referências. Finalmente, a gama de cabeças de motor AMC foi expandida, com a introdução de 9 novas referências. As duas primeiras novidades já podem ser consultadas na webshop TECDOC da Auto Delta, sendo que as restantes poderão ser consultadas já a partir do mês de Outubro.

Sistema de Comparação de Cores

3M

A 3M acaba de lançar um novo produto, o 3M™ PPS™ Sistema de Comparação de Cores, para facilitar o trabalho dos especialistas de pintura na área da reparação automóvel. Este inovador equipamento portátil fornece luz idêntica à luz do dia, permitindo equiparar a tonalidade das cores com maior exactidão, qualquer que seja o local onde o veículo se encontre na oficina. O 3M™ PPS™ Sistema de Comparação de Cores põe fim aos trabalhos refeitos, devido à má comparação de cores, reduz os custos de pintura, e de material, e torna o acabamento mais fácil e rápido.

Würth lança novo PATCH UV

A Würth introduziu em Junho na sua gama de artigos um produto que se apresenta como um novo conceito para todo o tipo de pequenas reparações. O Patch UV é um adesivo (150 x 75 mm) à base de fibra de vidro que adere a uma grande variedade de materiais, curando através da exposição à luz UV. Após uma correcta aplicação, o Patch UV é resistente a temperaturas até 200ºC, 11 BAR de pressão e uma grande diversidade de produtos químicos. A Würth disponibiliza mais informação sobre este produto através da sua rede comercial.



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Nova linha de

carregadores de bateria

A Macos lançou recentemente uma nova linha de recarregadores de bateria da marca Ring. Dos quatro modelos disponíveis, destaque para as referências 80.770 (20 Amperes) e 80.771 (22 Amperes). Trata-se de um carregador profissional de alta qualidade, ideal para uso em garagens e oficinas. Possui uma construção robusta em metal e borracha e a opção de carregamento 6, 12 e 24 V. O carregamento da bateria é completamente automática, existindo a possibilidade de carregamento rápido e lento. Disponível para arranque do motor.

Akzo Nobel

Sistema de pintura de reparação com aprovação Ford

A Akzo Nobel recebeu a aprovação técnica global para todos os sistemas de reparação da Ford Motor a nível mundial. Esta aprovação é extensível a todos os centros de reparação que trabalhem com veículos Ford em todo o mundo. “A Companhia Ford Motors realiza um grande esforço em manter e melhorar continuamente a qualidade dos seus produtos e serviços” comenta Gerry Bonanni, Ford’s Body, Paint, Damageability Engineer. “Por isso, reconhecemos a necessidade de cooperar globalmente com parceiros fortes e a Akzo Nobel satisfaz os nossos requisitos. Akzo Nobel oferece os produtos e serviços que a Ford Motor necessita para satisfazer as expectativas dos seus clientes”. “Os nossos produtos passaram os testes requeridos pela Ford Motor,…” acrescenta Stefan Wieditz, Global Technical Manager OEM Aftermarket, Akzo Nobel Car Refinishes. “Os seus testes são reconhecidos por serem dos mais difíceis da indústria. Ao passá-los fomos escolhidos como um dos seus parceiros, o que confirma os nossos esforços e os standards que a Akzo Nobel estabelece para as suas marcas de reparação automóvel”.

Fiat com filtros

UFI

A parceria entre a UFI FILTERS e o Grupo FIAT, há muito tempo assente no fornecimento de filtros de gasóleo, tem vindo a desenvolver-se. O reconhecimento dos filtros gasóleo UFI por parte da FIAT é realçado com o actual Fiat Croma, que desde 05/2007, está equipado com o filtro gasóleo 24.ONE.01 de longa duração, alta eficiência filtrante e separação de água. Este filtro respeita os limites impostos pela Normativa Euro 4. Refira-se que a UFI foi a primeira fábrica a desenvolver este tipo de filtros gasóleo com elevada separação de água. Estes filtros instalados pela FIAT são de terceira geração: compactos, respondem aos níveis máximos de filtração e cumprem por completo a principal função de separação de água. O facto de a FIAT ter escolhido os produtos UFI para aplicar nos novos modelos demonstra que a UFI não é só líder no mercado para a filtração gasóleo, mas que o negócio diesel está a crescer de forma, verdadeiramente, importante, e que a UFI está determinada a tornar-se um dos maiores fornecedores neste sector.

Bombóleo com promoção de Medidores de Massa de Ar

Com inicio em Maio e estendendo-se até final do mês de Junho, está em vigor a promoção de Medidores de Massa de Ar Bosch (Gasolina e Diesel) com preços muito atractivos. Esta promoção engloba 20 referências, que pela sua procura e historial são das mais representativas no parque automóvel português. Nos veículos automóveis e o Medidor de Massa de Ar é uma das peças mais importantes do sistema de injecção. Veja-se o seguinte: - A unidade de comando, obtém um sinal de tensão proporcional à massa de ar, registada pelo medidor de massa de ar, e calcula com base nisso, o caudal de combustível requerido. Quando este componente está defeituoso ou aplicado incorrectamente, provoca impactos negativos no veículo nomeadamente perda de potência, aumento do consumo de combustível, possíveis alterações no catalisador, aumento de fumos e emissões contaminantes.



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Jornal das Oficinas Junho 2008

Breves SACHS Este é o título do novo catálogo editado pela ZF Trading Ibérica, que inclui 600 referências de amortecedores desportivos, molas, e kits de suspensão de altura regulável. Estes kits permitem reduzir a altura total do veículo até 45 mm, baixando o centro de gravidade, o que dá uma nova dimensão de controlo dinâmico da viatura, graças aos amortecedores e molas especialmente estudados para uma condução mais exigente.

PERFORMANCE 2008/09

VW COM SUSPENSÕES O novo chassis inteligente DCC do Passat CC será equipado com as suspensões electrónicas CES da última geração, fabricadas pela Tenneco. O sistema CES foi lançado em 2003 pela Tenneco, tendo sido utilizado em viaturas exclusivas de topo de gama, mas neste momento já está a ser disponibilizado para plataformas de maior volume de produção. Até 2011, a empresa de origem norte-americana tenciona multiplicar por 4 a sua quota de mercado de sistemas de suspensão a nível global.

INTELIGENTES

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NOTÍCIAS Brembo e Ferodo em campanha

A Auto Silva Acessórios S.A., importador de peças e acessórios para automóveis, com armazéns no Porto e Lisboa está a promover uma campanha dos discos de travão Brembo e de calços Ferodo até final do mês de Junho. Para incentivar esta campanha existe um panfleto promocional com referências de discos e calços de travão a preços muito competitivos.

Krautli com campanha Textar

A Krautli tem a decorrer uma campanha, até final do mês de Junho, com a marca Textar.

A campanha consistw na oferta de uma T-Shirt (com logo Textar e logo Krautli) por cada quatro jogos de pastilhas de travão ou por cada dois jogos de discos de travão da Textar.

Gabriel

Promoção na AS Parts

Até final do mês de Junho a AS Parts está a levar a efeito uma campanha com os amortecedores Gabriel. Esta promoção consiste na oferta de um sistema de navegação TOM TOM na compra de 80 amortecedores desta marca.

Pneus da Península com novo site

A Pneus da Península, empresa grossita na área dos pneus, representante, entre outras marcas, da Vredstein, inagurou um novo site. Esta nova “ferramenta” sera desenvolviida em três fases distintas. A primeira, que já se encontra online, poderá ser vista toda a gama de pneus que a empresa comercializa. Nesta fase, o cliente poderá localizar, por distrito, todos os revendodores que comercializam os pneus da empresa, bem como outras informações, como testes comparativos e notícias diversas sobre a empresa. Numa segunda fase, até Setembro 2008, no menu revendedores, os mesmos, mediante um código de utilizador e uma palavra passe poderão aceder a uma página única onde poderão visualizar e efectuar o download das nossas campanhas, tabelas de preços, promoções, etc. A terceira fase, a concluir já em 2009, vai aparecer um site business to business (B2B), que permite aos revendedores autorizados aceder à sua conta e efectuarem encomendas via online.

Stand Barata alarga horários

O Stand Barata, Empresa do Grupo Auto Sueco na área do retalho de peças auto multimarca, continua o seu plano de inovação e melhoria de serviço aos seus clientes.antia No passado dia 3 de Maio (sábado), extendeu a mais duas Lojas a abertura dos seus balcões durante sábado todo o dia. Assim, das suas nove Lojas, três já prestam um serviço de vendas desde segunda a sábado das 9h00m às 18h30m. As Lojas agora abrangidas são Setúbal, Almada e Seixal. Nas restantes Lojas de Faro, Portimão, Barreiro, Cruz de Pau, Évora e Santiago do Cacém, abertas actualmente aos sábados das 9:00 ás 13:00h, prevê-se que também venham a prestar este serviço de "sábado todo o dia", durante os próximos meses.



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Jornal das Oficinas Junho 2008

NOTÍCIAS

Breves WABCO MANTÉM APOIO À EQUIPA ALLGAUER

A empresa fornecedora de sistemas de travagem, suspensão, transmissão e estabilidade para a indústria de camiões, renovou o contrato de colaboração com a equipa de competição Allgauer, que participa no Campeonato da Europa de corridas de camiões. Desde 2001 que a Wabco patrocina a equipa do campeão da Europa na categoria de camiões, fornecendo sistemas de travagem pneumáticos de alto rendimento, com ABS. Em 2008, a estrela da equipa Allgauer é o piloto russo Mikhail Konovalov, através do qual a Wabco conta projectar a sua imagem de marca no mercado soviético.

BERU APOIA A Uma das formas de manifestar a sua proximidade relativamente aos seus clientes é a pronta assistência técnica, traduzida em informação do produto e das tecnologias utilizadas nos veículos, bem como uma elevada disponibilidade de stock de peças. O material informativo é uma das formas de apoio técnico e comercial mais efectivas.

DISTRIBUIÇÃO

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José Saraiva na

Trelleborg

A Trelleborg, empresa de origem sueca e multinacional líder na área dos pneus agrícolas e industriais, nomeou José Saraiva como responsável da marca para o mercado português. A entrada de José Saraiva na empresa sueca coincide com a nova estratégia do grupo para o mercado nacional. Assim, o novo responsável terá como principal objectivo levar a Trelleborg Portugal a atingir uma quota de mercado equivalente à que já existe no resto da Península Ibérica. Ficará também responsável por gerir, localmente, a mudança definitiva da marca Pirelli Agricultura para a marca Trelleborg. A Trelleborg adquiriu, em 2001, a totalidade da empresa Pirelli Agricultura, marca que agora passará em definitivo para a Trelleborg. José Saraiva tem larga experiência no mercado de pneumáticos e grande conhecimento do sector. Da sua carreira, destacam-se o cargo de director comercial da CAMAC e de director do departamento de marketing da alemã Continental.

44ª loja

Gabriel

Promoção na AS Parts

Até final do mês de Junho a AS Parts está a levar a efeito uma campanha com os amortecedores Gabriel. Esta promoção consiste na oferta de um sistema de navegação TOM TOM na compra de 80 amortecedores desta marca.

da

Centrauto

O Grupo Centrauto, inaugurou no mês de Abril uma nova loja de venda a retalho de Peças e Acessórios para automóvel. Trata-se da 44ª Loja - Elvas, de José Manuel Barradas e Henrique Barradas, com uma área de armazenagem e venda de 350m2.

RPL aposta na comunicação

A empresa algarvia RPL Clima passou a editar, desde Março passado, uma newsletter de informação sobre novos produtos e campanhas. Esta nova forma de comunicação é enviada para todos os clientes da RPL. Por sua vez, desde o passado mês de Maio que o site da RPL está actualizado com os novos produtos, incluíndo melhores imagens. A busca do tipo de peças, marca ou referência ou mesmo o modelo da viatura, também está mais rápida, sendo assim mais fácil encontrar aquilo que se procura. Em termos de novidades, a RPL passou a disponibiliza para os miniautocarros Toyota Optimo, os compressores Denso 10P30C, novos e originais. Este compressor vende-se sem embraigem, podendo assim o cliente optar comprar só a embraiagem ou só o compressor.

Nova linha de produtos

Star Extras Line

A Star Extras Line lançou recentemente as novas malas bagageiras Farad Box, que demonstra que a empresa sabe interpretar as tendências e exigências do mercado. As novas malas apresentam um design moderno, e são fabricadas em material bastante resistente, com sistema de protecção contra raios U.V.. Segundo a empresa, as malas Farad Box permitem uma utilização muito flexível, dados que existe a possibilidade aberura de ambos os lados e a sua montagem é extremamente fácil e rápida. A linha de malas Farad Box, permite ao cliente escolher a que melhor se adapta ao seu automóvel (incluíndo uma de duas cores e diferentes capacidades de carga), possui homologação TUV GS, o que compra a sua qualidade. A segurança também não foi esquecida, dispondo esta mala de chave anti-roubo.



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Jornal das Oficinas Junho 2008

Breves Vege com novo catálogo

A Vege Motoren Ibérica, S.L., lançou o seu catálogo 2008/2009 de Culatas novas, da reconhecida marca VEGE. A VEGE conta com uma ampla rede de distribuição em todo o mundo. A sede oficial da marca encontra-se na Holanda. Na vizinha Espanha a VEGE tem a sua própria sucursal de distribuição desde 1994, com um amplo stock de motores e culatas seleccionados para o mercado ibérico.

Vieira & Freitas A Vieira & Freitas lançou uma nova linha de bombas de alta pressão reconstruídos da marca Teamec. Para alem das bombas, a empresa de Braga disponibiliza também uma nova linha de compressores de ar condicionado da mesma marca. As bombas de alta pressão estão disponível para diversos modelos de automóveis que tenham motores common rail da Fiat, Mercedes, Renault , Peugeot, Citroen entre outras.

com nova linha Teamec

Novo catálogo Bosal de escapes

A Bosal já finalizou a distribuição aos seus clientes da nova edição do catálogo de escapes 2008/2009. Com mais de 1.200 páginas, este catálogo compila a mais completa gama de escapes e catalisadores que se podem encontrar no mercado, a partir da informação do veículo, do motor, chassis e cilindrada. Com mais de 6.000 aplicações em veículos de turismo e veículos comerciais ligeiros, o novo catálogo apresenta mais 2.000 referências que o anterior, destacando-se a gama de escapes e catalisadorss para os veículos com as siglas TDi, TDCi e JTD. Toda a informação está disponível em papel, embora também se possa obter no site oficial da Bosal em www.catalogue.bosal.com.

Serviço Helpdesk da Audatex com novo horário

Após um período experimental, o serviço Helpdesk da Audatex está agora a funcionar em pleno com uma extensão de duas horas no atendimento aos utilizadores. O horário de funcionamento passou a estar comprendido entre as 8h30 e as 18h30, sem interrupção. Nos últimos três meses, o serviço de Helpdesk recebeu um total de 3657 chamadas, com uma representação média de 1219 chamadas por mês. O respectivo “nível de serviço” situou-se nos 97% (percentagem de chamadas em que o atendimento é realizado antes dos 30 segundos em espera), sendo que cada chamada apresentou uma duração média de 5 minutos e 57 segundos.

NOTÍCIAS Novidades “eléctricas” da

WD-40

A WD-40 Company lançou no mercado novos produtos (Limpiador de Contactos, Lubricante de Silicona e o Multiusos WD-40 ) destinados aos profissionais do sector eléctrico e electrónico, para fazer a limpeza e manutenção dos seus equipamentos. O Limpiador de Contactos, é um produto dieléctrico de rápida secagem, que pertence à gama 3-EN-UNO Profesional, que restaura a continuidade eléctrica de todo tipo de contactos ao mesmo tempo que melhora o rendimento e previne falhas ao eliminar óleos, gorduras e sujidades de uma maneira rápida e sem deixar resíduos. É a solução para a manutenção de interruptores, circuitos impressos e conectores eléctricos e electrónicos, entre outros. Por outro lado, o Lubricante de Silicona é um produto que se caracteriza pelo seu elevado poder de lubrificação sendo compatível com todo o tipo de borrachas e plásticos. O Lubricante de Silicona 3-EN-UNO oferece uma protecção duradoura alargando desta forma a vida útil e o funcionamento de qualquer mecanismo. Lubrifica equipamentos eléctricos e electrónicos, sistemas de ignição, caixas de fusíveis, cintas transportadoras, interruptores, etc.

Hexagonais da BERU no Citroën C4 e C4 Picasso

A Citroën equipa os motores a gasolina dos modelos de grande sucesso de vendas C4 e monovolume compacto C4, com velas de ignição de platina da BERU. O fabricante francês monta o fiável produto da BERU nos propulsores a gasolina de quatro cilindros 1,4 16 V com 88 CV e 1,6 16 V com 109 CV. As finas velas de ignição M12 com dupla extensão de chave hexagonal (Bi-Hexagonal), tem numerosas vantagens construtivas: Possuem um diâmetro reduzido e uma rosca de entrada alargada. Ao mesmo tempo, são exactamente iguais em termos de resistência eléctrica e mecânica às velas de ignição com rosca M14 e também iguais na capacidade de ignição. As potentes velas de ignição Bi-Hexagonais BERU equipadas nos Citroën C4 e C4 Picasso revelam um comportamento de arranque a frio óptimo, incluindo a temperaturas muito baixas.

Akzo Nobel

obteve a Homologação Técnica da GM Europa A General Motors Europa (GM) atribuiu à Akzo Nobel Car Refinishes a homologação técnica para a sua marca de pintura Sikkens. A homologação é extensiva a todos os centros de reparação da GM, assim como, aos centros de reparação que trabalham com produtos da GM como Chevrolet/Daewoo, Vauxhall e Saab. Baseando-se numa longa e bem sucedida relação como fornecedor de produtos para a GM Opel e na homologação técnica existente para GM Norte Americana (GM4901M), a GM Europa concedeu a homologação técnica à Akzo Nobel para a sua marca Sikkens em Chevrolet/Daewoo, Vauxhall e Saab. Junto com a homologação da GM Norte Americana, renovada com esforço ano após ano, isto significa uma homologação técnica global. “Estes resultados tão convincentes foram possíveis graças a uma excelente qualidade dos produtos e serviços da Sikkens, e à perfeita cooperação dos nossos colegas alemães junto da Opel durante estes últimos anos,” comenta Stefan Wieditz, Central Technical Manager OEM Aftermarket. “A Sikkens desenvolve os melhores produtos para as oficinas de hoje, já que só os melhores produtos são capazes de conseguir reparações perfeitas de forma contínua”.

ANECRA abre Convenção a Associados e entidades

A próxima Convenção da ANECRA, que terá lugar em 7 e 8 de Novembro de 2008, em Lisboa, vai contar este ano com a participação dos Associados - assim como de todo o universo afecto directa ou indirectamente ao sector automóvel - para a escolha dos temas em debate. Nestes termos, a Direcção da ANECRA convida todos os interessados de forma pioneira, a participar na Preparação e Organização da 19.ª Convenção contribuindo com conteúdos que servirão para definir a temática, o programa e o próprio formato do evento. Todos os interessados poderão contribuir de uma das seguintes formas: - Propor um trabalho próprio, para apresentar na Convenção (no caso de uma prelecção esta deve ter uma duração prevista de 20 minutos); - Sugerir temas, conteúdos ou questões que gostassem de ver abordados na Convenção. - Propor ideias inovadoras em relação ao próprio formato da Convenção. A recepção de propostas é até dia 15 de Julho

Goodyear apoia BMW Portugal

A BMW realizou, com o apoio da Goodyear, oito Eventos de Condução nos Autódromos do Estoril e Braga, todos eles no âmbito do Programa ‘BMW Group Driving Experience’, nascido há três décadas como uma Escola de Condução. O apoio da Goodyear à realização destes eventos surge na sequência do acordo de colaboração entre ambas as companhias, que se traduz no fornecimento exclusivo de pneus para a Escola de Condução da marca alemã em Portugal e que amplia o acordo já existente em Espanha, desde 2005. Foram vários dias de testes com o intuito de permitir aos participantes um contacto mais próximo com os modelos BMW, bem como transmitir técnicas de condução que conduzam à optimização da perícia ao volante, aumentando a segurança. Entre os participantes estiveram convidados, clientes e potenciais clientes BMW e Goodyear.

Nova mesa de extracção

Nerderman

A Nerderman lançou em finais de Abril a nova Mesa de Extracção para Soldadura e Rebarbagem, alargando a sua oferta de produtos líderes na captação de fumos e poeiras no local de trabalho. A mesa, robusta e muito flexível, é destinada ao trabalho industrial, tendo funções de extracção de fumos de soldadura e poeiras de rebarbagem que resultam do processo de fabricação em metal. A captação dos poluentes é efectuada antes que estes atinjam a zona de respiração do operador, melhorando as condições de trabalho. A mesa pode ser ligada a uma rede de condutas com um ventilador externo, podendo estar inserida num sistema com outras mesas, braços de extracção e filtros, ou funcionar como uma unidade independente. A mesa está disponível em três tamanhos – 900mm, 1350mm e 2000mm e pode oferecer a flexibilidade de poder ser ligada em conjunto com a diversa gama de filtros da Nederman, desde a Filterbox, até às várias dimensões do sistema Filtermax.



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Jornal das Oficinas Junho 2008

CAMPANHA “Controle a pressão e o estado dos pneus”

Michelin contribui para a segurança

P

Pelo segundo ano consecutivo, a Michelin promoveu uma campanha de segurança rodoviária em Portugal, cujo objectivo foi consciencializar os condutores sobre a importância dos pneus em bom estado. A adesão do público foi enorme, ficando mais uma vez provada a validade desta iniciativa.

ara os automobilistas que visitaram os 91 Centros de Pneus Vialíder envolvidos na Campanha “Controle a pressão e o estado dos pneus”, a experiência foi sempre muito positiva, pois receberam informações importantes sobre a pressão dos pneus das suas viaturas, bem como o seu estado geral e a profundidade do piso. Além disso, para premiar o compromisso com a segurança dos participantes, todos os condutores que participaram na Campanha receberam grátis um boné de competição Michelin. Suportada por um grande investimento publicitário, onde se incluía um site específico (www.controlaapressao.com), no qual os internautas podiam encontrar informações diversas relacionadas com os pneus, esta Campanha resultou num grande evento nacional enquadrado no objectivo da Michelin de trabalhar activamente na redução do número de acidentes de trânsito. Um objectivo no qual os pneus desempenham um papel fundamental. Apesar das diversas inovações e do desenvolvimento tecnológico dos pneus na sua construção, sublinhados através do significativo aumento das performances nas últimas décadas, a eficácia, a aderência e a duração dependem sempre do utilizador final que, na maioria dos casos, não costuma controlar nem tratar adequadamente os pneus. Por isso, campanhas como esta, em que se incide especialmente na consciencialização dos condutores, são sumamente importantes. Logística complexa Com 91 Centros de Pneus Vialíder envolvidos na Campanha, a organização necessitou de várias semanas de trabalho com toda a rede, de modo a que cada Centro tivesse os técnicos devidamente formados e preparados para atender os condutores que os visitavam. Assim, antes de dar a necessária formação aos técnicos, a organização teve de distribuir mais de 20.000 bonés, folhetos e posters publicitários pelos diversos Centros Vialíder espalhados pelo Continente e Ilhas. Seguiram-se as acções de formação com os responsáveis dos Centros, que receberam a formação mais actualizada dos especialistas da Michelin. A adesão da rede foi total, e todos demonstraram o seu entusiasmo e orgulho em poderem participar nesta iniciativa que é uma grande campanha de segurança e um trabalho de consciencialização para uma maior segurança nas estradas nacionais. Assim, para além da divulgação da Campanha nos seus Pontos de Venda, muitos Centros

A Campanha Michelin foi apresentada a toda a rede Via Líder, que recebeu formação específica sobre esta iniciativa

OPINIÃO Filipe Marques Responsável Rede Centros Via Líder Quais os objectivos da 2ª Campanha “Controle a pressão e o estado dos pneus”? Esta Campanha foi muito mais do que uma simples verificação dos pneus. A medição da altura do piso, a anotação dos danos, entrega de uma folha de exame e de um folheto com recomendações ao utilizador, fizeram desta acção uma autêntica campanha de segurança. O nosso objectivo é fazer no mínimo o mesmo número de diagnósticos que fizemos no ano passado e atingir uma meta de 20.000 veículos examinados, ou seja, vinte mil condutores a quem são dados conselhos de segurança onde se inclui a pressão correcta dos pneus. Trata-se acima de tudo de uma acção pedagógica e de prevenção para a segurança rodoviária sensibilizando as pessoas para a importância que é ter a pressão correcta, não só para a segurança dos seus veículos, mas também em termos ecológicos, pois está provado que os pneus com pressão incorrecta originam um maior consumo de combustível e consequente emissão de CO2 para a atmosfera. Esta Campanha também tem objectivos comerciais? A Michelin tem um compromisso com a União Europeia, pois assinou a carta europeia para a segurança rodoviária. Trata-se de uma iniciativa com base na resolução aprovada pela UE em Outubro de 2005 e que visa uma melhoria na segurança rodoviária global. Promover acções relativas a factores chave que tenham um maior impacto na prevenção da sinistralidade rodoviária, caso da pressão dos pneus, faz parte do nosso compromisso com a sociedade civil. Não existe por isso qualquer objectivo de venda de pneus e o único benefício resulta do facto dos Centros Vialíder terem um afluxo de clientes que este tipo de acções provoca. Esta Campanha é muito importante para nós, não só como profissionais do sector, mas principalmente como cidadãos e com a consciência que temos algo a fazer pela segurança rodoviária. Tencionam organizar uma 3ª Campanha de Verificação de pressões? Não nos podemos comprometer para o futuro. Mas este ano decidimos avançar com a Campanha pois achámos que os resultados obtidos em 2007 (mais de 20.000 veículos inspeccionados) justificavam a repetição da iniciativa. Para 2009, e depois de apurados os resultados deste ano, logo decidiremos qual a melhor acção a tomar.

O simpático boneco da Michelin, marcou presença nos vários Centros Via Líder aderentes à Campanha apostaram em anúncios nas rádios e jornais locais, assim como em Outdoors e jornadas de animação com o simpático Boneco Bibedum da Michelin, que fez as delícias das crianças que acompanhavam os pais na verificação dos pneus das suas viaturas.

Êxito repete-se Apesar da Campanha só ter terminado no passado dia 31 de Maio e não existirem resultados até à data do fecho do Jornal, pode-se já considerar um êxito pela adesão entusiástica do público, que durante as três semanas em que decorreu a Campanha, manteve uma enorme afluência aos Centros Vialíder. Foi uma excelente oportunidade para muitos automobilistas tomarem consciência da importância dos pneus na segurança dos seus veículos. Para os proprietários dos Centros e seus funcionários, foram dias de trabalho diferentes, com um movimento acrescido de visitas e o orgulho de poder participar numa campanha única e de importância vital para a segurança rodoviária. Consegue-se assim com estas iniciativas, valorizar também uma profissão cuja actividade vai mais além da tarefa de montar e desmontar pneus. Na verdade, o técnico das oficinas de pneus é um profissional que zela pela segurança dos seus clientes, aconselhando-os e informando-os sobre a melhor maneira de utilizarem os pneus e conseguirem avaliar o seu estado.



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EVENTO Rali Blue Print 2008

“Corrida” de solidariedade A Automotive Distributors Ltd. (ADL), empresa proprietária da Blue Print, deu o exemplo e organizou um rali de solidariedade. Os clientes da marca “reconstruíram” antigos veículos asiáticos e percorreram 3.051 km de Inglaterra até Portugal, para um fundo de apoio aos empregados do sector automóvel.

As Etapas do Rali Blue Print

A

Automotive Distributors Ltd. (ADL), também faz a diferença em acções de solidariedade. Nesse sentido, realizou o seu próprio rali – “2008 Blue Print Rally” - para angariar dinheiro para o BEN, um fundo da indústria automóvel que se destina a providenciar apoio a empregados no sector automóvel (e seus dependentes) em alturas de necessidade. O rali foi promovido através da publicação trimestral da Automotive Distributors Ltd. (ADL), “Blue Life”, e esteve aberto a todos os distribuidores e mecânicos. A Automotive Distributors Ltd. conPUB

Dia 1 O evento teve início na sede da Automotive Distributors Ltd., em Marden, Reino Unido. Os concorrentes apanharam o ferry para Calais, conduzindo depois para Cergy (às portas de Paris). Total: 352 km + Ferry. Dia 2 Partida de Paris até Clemont-Ferrand, uma das mais antigas cidades de França, onde os concorrentes pernoitaram e provaram o bom vinho da região. 432 km. Dia 3 Partida de Clemont-Ferrand até Perpignan através do enorme viaduto de Millau. Total percorrido: 435 km. Dia 4 Largada de Perpignan, atravessando a fronteira espanhola até Valência na costa Mediterrânea. Total percorrido: 534 km. Dia 5 A etapa mais longa: percurso de Valência até Granada, num total de 540 km. Dia 6 Partida de Granada com destino a Faro, já em solo Luso. Total percorrido: 464 km. Dia 7 A última manga foi de Faro até à sucursal portuguesa na Venda do Pinheiro, às portas de Lisboa. 294 km.

Equipa da Automotive Distributors Ltd.: 2Fat 2Flatulent


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EVENTO

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AUTOMOTIVE DISTRIBUTORS LTD Sede: Quinta dos Estrangeiros Pavilhão 108/109 2665-593 Venda do Pinheiro Telefone: 219 663 720 Fax: 219 663 729 Internet: www.blueprint-pt.com

Equipa da Automotive Distributors Ltd.: The Blues Print Brothers

Equipa da Automotive Distributors Ltd.: 2Fat 2Flatulent

Foto de grupo das 23 equipas na chegada a Portugal. O mais importante nesta aventura foi sem dúvida o espírito solidário dos 46 participantes que enfrentaram um percurso de 3.051 Km num carro de valor inferior a 500 £! tou com 23 equipas de dois elementos cada, que se prepararam exaustivamente para este acontecimento. As 23 equipas tiveram cada uma de adquirir um veículo Japonês ou Coreano - ou não fosse a Blue Print uma marca especialista em peças para estes veículos - por menos de 500 Libras, os quais tiveram de conduzir desde a sede da ADL no Reino Unido situada em Marden / Kent, atravessar toda a Europa, terminando nas instalações portuguesas localizadas às portas de Lisboa.

O rali teve início no dia 17 de Maio de 2008, para uma viagem de 3.051 km, com duração de 7 dias. A Automotive Distributors Ltd. (ADL), acentuou que esta não foi uma corrida, mas um rali de estrada onde chegar a cada ponto de paragem e no fim aos escritórios da ADL em Portugal, era tudo o que interessava. Isso foi um desafio suficiente para os carros e membros das equipas. O objectivo das equipas foi angariar no mínimo 5.000 Libras para o BEN,

sendo que algumas delas também angariaram fundos extra para outros centros de caridade da sua escolha. No final, conseguiram angariar mais de 10.000 Libras. Foram duas as equipas da Automotive Distributors Ltd. a participar neste rali solidário. The Blues Print Brothers e 2Fat 2Flatulent. Quanto aos nomes, o intuito foi fazer algo que divertisse todos os participantes. Depois de adquirirem o carro, a equipa do Honda Legend de 1990, reparou nas enormes semelhanças entre o seu carro e o dos afamados The Blue Brothers. Daí o nome da equipa e toda a sua produção. Quanto à equipa do Mitsubishi Galant de 1993, decidiram, também, fazer alusão a um filme: 2Fat 2Flatulent faz um gracejo ao 2Fast 2Furious, daí a extravagante decoração do veículo.

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EVENTO ATEC organiza Workshop de Mecatrónica Automóvel

Novas tecnologias, Novos desafios Sob o lema das novas tecnologias, realizou-se no passado dia 20 de Maio, nas instalações da ATEC – Academia de Formação, um Workshop de Mecatrónica, que contou a participação de diversos responsáveis de oficinas automóvel e também de formadores e representantes de marcas.

C

om o surgimento das novas tecnologias no mercado automóvel, emergem novas necessidades em prol dos novos produtos e na satisfação do cliente. Com base na apresentação de duas novas tecnologias de ponta, actual e futura, este workshop pretendeu contribuir para a discussão e levantamento das necessidades imperiosas dos profissionais às novas tecnologias do mercado. De facto, as apresentações de João Apolinário (Honda Portugal) e João Ulrich (BMW Portugal), vieram demonstrar que as novas tecnologias ligadas aos combustíveis alternativos são já uma realidade, e poucos anos vão faltar para que as oficinas comecem a receber os actuais carros equipados com motores híbridos com é o caso do Honda Civic Hybrid. Para João Apolinário, a tecnologia utilizada neste modelo da Honda é um grande passo em frente na diminuição das emissões de CO2. Mas a grande transição está ainda para acontecer, quando o modelo experimental FCX movido a células de hidrogénio, começar a ser produzido e comercializado. Nessa altura o conceito de propulsão dos veículos, assim como a sua assistência técnica, irão mudar radicalmente o conceito automóvel tal como o conhecemos actualmente. A opção da BMW para conseguir diminuir as emissões de CO2 nos seus veículos assenta na solução denominada “Efficient Dynamics”, um pacote de equipamentos que utiliza um conjunto completo de tecnologia inovadoras que permitem uma redução significativa do consumo e das emissões. É o caso da função automática Start/Stop, que desliga o motor assim que o automóvel pára, o condutor pisa no pedal de embraiagem e coloca o carro na posição neutra, por exemplo nas paragens em sinais de trânsito ou filas. O motor volta a ligar-se no momento em que a embraiagem é novamente utilizada. A construção de baixo peso integrada também reduz o consumo de combustíPUB

vel, assim como as condutas de entrada de ar que podem ser controladas electronicamente. João Ulrich, da BMW Portugal, referiu-se também ao serviço pós-venda que está a ser implementado em toda a rede de concessionários BMW na Europa, e que consiste num poderoso software que liga em rede todos os concessionários à fábrica. No futuro, será o próprio sistema a gerir a assistência do parque de viaturas BMW em toda a Europa, conseguindo fazer o diagnóstico dos automóveis on-line e informar os condutores das revisões periódicas dos seus BMW’s.

Galeria de desafios No final das intervenções dos oradores convidados, seguiu-se um trabalho de equipa entre todos os participantes. O objectivo foi promover o debate e a troca de ideias e opiniões entre os membros das equipas presentes. Em grupo, os participantes puderam reflectir sobre quais as competências que os

Em grupo, os participantes puderam reflectir sobre quais as competências que os actuais e futuros colaboradores das oficinas auto necessitam adquirir para acompanharem as novas tecnologias actuais e futuros colaboradores das oficinas auto necessitam adquirir para acompanharem as novas tecnologias. Socorrendo-se de cartões, as várias equipas foram registando a lista de necessidades técnicas, comportamentais e outras, que na sua opinião são mais pertinentes. No final, assistiu-se à apresentação dos diferentes trabalhos pelo responsável de cada grupo, tendo-se constatado a necessidade urgente das oficinas apostarem em cola-

boradores Mecatrónicos, pois só eles conseguem garantir a assistência e reparação das modernas viaturas. Dentre as várias competências mencionadas para os actuais e futuros profissionais da reparação e manutenção automóvel, destacamos: domínio de línguas estrangeiras, mente aberta para a mudança, formação técnica, flexibilidade, pontualidade, assiduidade, motivação, disciplina e pró-actividade.



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NA 1ª PESSOA Por: Dário Afonso

Formação a arma do Séc. XXI P

O nosso meio envolvente muda quase todos os dias e nós, como Seres Humanos, temos de acompanhar essa mudança, fazendo um esforço de adaptabilidade constante. Como não somos todos iguais, cada um de nós tem uma capacidade diferente, para a adaptação a novas situações.

ara além da capacidade inata de cada um, a Formação é uma ferramenta muito importante, para que seja possível ao indivíduo desenvolver competências e comportamentos, que o ajudem a melhorar as suas performances pessoais e profissionais. Conheço algumas empresas que possuem ferramentas apuradas e que conseguem avaliar a evolução de cada indivíduo. São avaliações muito interessantes, porque permitem ao indivíduo perceber quais as atitudes e comportamentos com que “nasceu” (são-lhe naturais), e da mesma forma, saber quais aquelas que possui na fase actual. Esta “evolução”, deve-se a todo um conjunto de experiências que o indivíduo sofre ao longo da sua vida no meio envolvente em que viveu e foi formado. Continuo a ter a ideia, que a Formação é, em muitos casos, mal compreendida pelos gestores. Em alguns casos, pede-se à Formação a resolução de males estruturais ou de processos internos nas empresas. Neste ponto a Formação não resolve nada…! Se a empresa não possui ferramentas para identificar os problemas estruturais internos, então poderá ser dada formação aos intervenientes/decisores do processo “Resolução do Problema” e estes, depois de “formados”, desenvolvem o processo da seguinte forma: - Identificação do problema - Identificação da solução - Implementação da solução - Monitorização da implementação - Correcção da implementação (se necessário)

Existem, em muitas multinacionais, sistemas implementados de “Resolução de Problemas” com vista na procura da optimização dos processos e na consequente melhoria da qualidade dos produtos/serviços. Nestas empresas, existem pessoas formadas para este efeito e que dão conta das suas sessões de “Resolução de Problemas” à gestão de topo. Programas como TQM (Total Quality Management) ou CIP (Continuous Improvement Process) são nomes diferentes com praticamente os mesmos conteúdos e, seguramente, com os mesmos objectivos. Para os cépticos, e referindo-me a estas “reuniões”, digo-vos que só podem ser cépticos se nunca assistiram a uma, ou se já assistiram a uma reunião deste tipo, provavelmente foi uma versão “a brincar”…! Já participei em “reuniões” CIP, em que quando entrei na sala, a empresa era uma e, quando saí duas horas depois, a empresa era outra comple-

tamente diferente, com departamentos diferentes, pessoas mudadas de departamentos, pessoas apontadas para serem despedidas…! Não me digam que não é sério! Porque em algumas empresas, é muito a sério!! Depois existem os outros tipos de gestores, os que definitivamente não acreditam na formação. Alguns são cépticos por natureza e dão enorme crédito ao seu próprio “Eu”. São normalmente self-made man, que alcançaram sucesso sozinhos, sem necessitar de ajuda de ninguém e, como tal, só param de olhar para o “umbigo” quando as coisas começam a correr mal e…o “umbigo” não dá respostas… Nesta categoria, ainda há aqueles gestores, que tiveram uma má experiência nesta área e decidiram que “nunca mais”! Em qualquer das categorias que acabo de apresentar, gostava de tecer os seguintes comentários:

Relativamente àqueles que solicitam formação para solucionar problemas estruturais da empresa, duas situações podem acontecer: - A empresa prestadora de formação não se apercebe da situação, ministra a formação em causa e o resultado será nulo ou próximo disso. - A empresa prestadora de formação apercebe-se da situação, informa o seu cliente do potencial insucesso e tenta ajudar na resolução do problema em causa se tiver competência para o efeito. No que respeita aos cépticos por paixão ao “umbigo”, estes só procuram ajuda quando as coisas correm mal. Existe um período normal de negação, o período do “isto passa”! Depois vem o período de transferência, em que “a culpa é da concorrência” ou “do Governo” ou “da chuva”… Depois destes períodos, quando ainda existe empresa, vendem ou procuram ajuda.

Relativamente aos cépticos devido a uma má experiência, devem, de alguma forma, dar o benefício da dúvida, seleccionar uma empresa de formação que já tenha dado bons resultados comprovados em situações semelhantes e experimentar. Para qualquer tipo de gestor, penso que é necessário entenderem o seguinte: A Formação só faz sentido num contexto organizacional. Dar formação a um indivíduo, sem que ele venha a usar essas competências ou esses comportamentos adquiridos, numa organização, não faz muito sentido. Quantas vezes ouvimos os gestores a falar de Trabalho de Equipa nas suas organizações e a realidade é bem diferente?! Uma das ferramentas mais poderosas, para conseguirmos colocar um conjunto de pessoas a trabalhar em equipa, é indiscutivelmente a formação. As acções de formação em grupo destroem muitas barreiras de comunicação entre os intervenientes. As barreiras artificiais que se vão desenvolvendo ao longo do tempo, entre os indivíduos num espaço organizacional como uma empresa, são a semente para o desenvolvimento de grupos ou subgrupos, que normalmente, nada têm a haver com a estrutura formal dessa mesma empresa. Seguramente já ouviram falar dos famosos “quintais”…e dos respectivos “donos”. Pois, muitas vezes esses “quintais” são muito prejudiciais à empresa e é necessário retirar o poder informal, aos respectivos “donos”…! A formação em Equipas, “Team Building ”, é uma das ferramentas imprescindíveis no alcance deste objectivo. No meu entender, a Formação é um dos meios para aumentar a produtividade do indivíduo e este, inserido na organização, aumentará a produtividade da mesma. Se quisermos acelerar o processo, então, segmentamos os grupos que fazem parte da organização e ministramos formação “à medida” de cada grupo. Quando isto é possível, a formação transforma-se numa componente essencial da gestão estratégica da empresa. Um dos problemas que normalmente surge no processo de contratação, de um processo formativo, é o seguinte: Teoricamente deveriam existir duas entidades neste processo. Quem compra o serviço de formação deve definir os objectivos da empresa, e quem vende deve definir os objectivos do processo formativo. No entanto, a realidade normalmente é outra. Nas empresas de maiores dimensões, o pedido é efectuado pelos chefes de secção, que o transmite aos di-


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NA 1ª PESSOA rectores de departamento, que, por sua vez, o transmite ao director-geral para aprovação. Depois de aprovado, o pedido é passado ao director de recursos humanos e é este quem “encomenda” a formação. Neste processo, já muita da informação necessária à empresa de formação foi alterada e/ou ocultada. Por sua vez, o gestor de clientes da empresa de formação (que por vezes é um comercial) recebeu a informação da direcção de recursos humanos do seu cliente e transmite ao seu responsável, que por sua vez passa a informação ao formador…! Por vezes corre bem, mas o risco de correr mal é bastante elevado! Nas empresas de menores dimensões o processo é no seu todo simplificado. Menos intermediários; processo mais rápido; maior conhecimento da realidade da organização, no que diz respeito às suas bases. O que pode falhar? “Quem passa o dia junto da árvore, perde a perspectiva da floresta”. Isto é dizer: não é seguro que a identificação das necessidades de formação esteja correcta. Em qualquer dos casos, é muito importante que a empresa de formação tenha a hipótese de estar na empresa sua cliente e, falando de forma informal com os formandos, aprenda qual é o seu dia-a-dia, o seu meio envolvente e seus valores. Existe ainda a hipótese, de enviar um Cliente Mistério para a empresa cliente e verificar os pontos fortes e fracos apresentados nessa visita.

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seu “cliente”, os formandos, dando mais força ao sentimento de injustiça já instalado no grupo.

A Formação só faz sentido num contexto organizacional. Dar formação a um indivíduo, sem que ele venha a usar essas competências ou esses comportamentos adquiridos, numa organização, não faz muito sentido. Não nos podemos esquecer nunca, que para a empresa de formação o seu cliente é a organização pagadora. Para o formador, os seus clientes, são os formandos. Isto pode parecer uma redundância…mas quando o processo de identificação das necessidades não é claro e objectivo, por vezes, faz toda a diferença. Imagine este cenário: Um grupo de vendedores, da mesma empresa, é recrutado para uma formação de vendas. Ao longo do processo formativo, o formador identifica que existe um problema de comunicação (estrutural!) entre o departamento de marketing e departamento de vendas. As competências téc-

nicas dos vendedores não apresentam quaisquer pontos fracos notórios e o insucesso deve-se tão somente a uma barreira de comunicação entre os dois departamentos. Resultado de uma situação como a agora apresentada: - A Força de Vendas sente que esteve a perder tempo com esta formação. - A Força de Vendas interpreta esta formação, como uma forma da gerência os acusar do insucesso nas vendas e é desenvolvido um sentimento de injustiça no grupo. - O formador, ao longo do processo formativo, identifica o problema e, de alguma forma, solidariza-se com o

Conclusão: - Não foi resolvido o problema e foi desenvolvido um outro…! Neste processo formativo, todos perderam! Podemos culpar a formação? Não me parece! Seria como culpar o alicate por não conseguir enfiar o prego na madeira. Alicate e martelo são ambos ferramentas, mas cada uma usada na sua função específica é que é garantia de sucesso. A formação é um assunto muito sério, ou não fosse uma ferramenta que permite mudar as pessoas…! Perante tal poder que a formação nos confere, deixo aqui a minha expressão de indignidade, perante aqueles “gestores”, que investem dezenas ou centenas de milhares de Euros em equipamentos e não são capazes de investir nos recursos humanos algumas centenas de Euros em formação. Não acredito que cafeína funcione em “cavalos mortos”, e como tal, dar formação só por dar, a pessoas em quem já não acreditamos, é perder tempo e dinheiro. No entanto, pessoas comuns com a formação adequada, podem produzir trabalho extraordinário. Mais do que elas próprias acreditariam…e essa é a beleza da formação. Não esqueça: Formação é um Investimento Produtivo e não um custo! PUB


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CONHECER DOCUMENTAÇÃO PARA O CLIENTE

Da arbitrariedade,

N

à legalidade

Nenhuma oficina de reparação automóvel pode considerar-se actualizada e numa via de progresso efectivo, enquanto todos os actos de relacionamento com o cliente não estiverem total e devidamente documentados, de acordo com o que estipula a lei, o bom senso e a consciência cívica e democrática.

em se pode dizer que exista um serviço de recepção digno desse nome, se não for emitida documentação relativa a todos os passos e entendimentos havidos com o cliente, de forma a salvaguardar, tanto os legítimos interesses da empresa, como os do cliente. O argumento de que os " papéis " não servem para nada e só servem para perder tempo é um atestado de incompetência que alguém passa a si mesmo, quando o utiliza. Com os actuais sistemas informáticos e as bases de dados, impressoras e todos os outros suportes digitais de informação, não existe a mínima desculpa para que as coisas não sejam feitas da única forma que devem ser feitas, ou seja, com transparência, idoneidade e competência. Começando pelo facto de que os dados de cada um e de todos os clientes de uma oficina são matéria-prima vital para que esta possa efectuar uma gestão de clientes rentável e consequente. Em seguida, temos a imagem da empresa e o marketing intrínseco da forma de estar e dos procedimentos seguidos. Nenhum cliente que seja movido pela boafé e pelos princípios correctos vê com bons olhos e aceita que tudo o que se relacione com os seus dados pessoais e do seu veículo, assim como o teor das conversações realizadas com a oficina, sejam vertidos apressadamente para um folha de papel solta, um canto de jornal, para a palma da mão, ou simplesmente para o ar… Procedimentos de recepção A recepção existe nas oficinas automóvel e em todas as formas organizadas de actividade, por razões fundamentais de triagem de situações e organização das intervenções, gerando produtividade e rentabilidade para a empresa, bem como para causar boa impressão e satisfação no cliente, criando condições para uma saudável relação de lealdade e de parceria mutuamente profícua e enriquecedora, tanto do ponto de vista humano, como material. É na recepção que uma oficina mostra o que vale. Se não souber lidar de forma adequada com as pessoas, também é provável que não lide da melhor forma com os veículos… com os negócios, etc. etc. Se o cliente está ali pela primeira vez, trata-se de uma oportunidade única de recolher o máximo de informações sobre a sua identidade, actividade, interesses e outros dados básicos para perfilar uma actuação satisfatória, assim como sobre o veículo. Os sistemas informatizados da actualidade possuem formulários virtuais para a recolha organizada

de dados e para que não ocorram omissões ligeiras ou graves. Se o cliente e o veículo já têm ficha aberta na oficina, basta conferir os dados e passar directamente ao assunto que traz o cliente à oficina. De qualquer modo, há vários detalhes que é necessário respeitar. Um deles, é a psicologia do clientes. Há clientes que se limitam a deixar o carro e ficam à espera que a oficina lhes diga o que há a fazer e quanto custa. Outros, gostam de participar no diagnóstico e nas decisões que envolvem a reparação, assim como têm interesse em acompanhar a forma como a oficina soluciona os problemas. Como não há clientes melhores do que outros, do ponto de

vista da recepção, tudo o que há a fazer é orientar o processo no sentido da máxima satisfações do cliente, dentro dos limites do possível e do que é lógico. No entanto, independentemente do tipo cliente e do seu pedido, é sempre necessário efectuar uma ficha de recepção do veículo, quanto este fica à guarda da oficina. Nessa ficha, são registados todos os dados actualizados do veículo, possíveis danos na carroçaria e anomalias mecânicas/eléctricas, bem como objectos, documentos e outros deixados pelo utilizador dentro da viatura. Naturalmente, uma cópia desse documento é entregue ao cliente, depois de assinada pelo mesmo. Esse documento defende a

É na recepção que uma oficina mostra o que vale. Se não souber lidar de forma adequada com as pessoas, também é provável que não lide da melhor forma com os veículos, com os negócios, etc. etc.

oficina de acusações infundadas e dá ao cliente uma ideia de competência, eficiência e idoneidade, que inspira confiança, base de qualquer relação sólida e produtiva.

Significado do orçamento A meta do atendimento é obter uma ordem de reparação (OR), tão extensa quanto possível, mas é necessário antes ultrapassar um degrau muito importante, que é o orçamento. O orçamento correctamente executado, permite ao cliente saber exactamente o que vai ser reparado e quais os custos parcelares (peças, mão-de-obra, produtos, etc.) que isso implica. Em reparações de certa envergadura, o orçamento deve conter igualmente eventuais descontos e/ou condições de pagamento acordadas com o cliente. Em relação à oficina, o orçamento permite testar o estado de organização da mesma e o seu grau de produtividade, ao comparar o custo total pedido com a média da concorrência. Por outro lado, convém ter a noção de que um orçamento é uma ordem de reparação que o cliente ainda não assinou, devendo conter argumentos que a assinar, nomeadamente as tarefas que serão executadas, respectivos custos e as garantias que são oferecidas. Visto de outro prisma, uma ordem de reparação é um orçamento que o cliente assinou. No sistema informático apenas o cabeçalho do documento muda, mas para a oficina é importante que os dois documentos


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CONHECER sejam exactamente iguais, porque é isso que o cliente espera e tem o direito de esperar. A oficina organizada, competente e decente não precisa de truques para ganhar a vida desafogadamente, aplicando os princípios de gestão consagrados pela teoria e pela prática. .Contudo, para além da perfeita transparência do teor técnico-comercial do orçamento/ordem de reparação, há outros requisitos que devem ser respeitados, a bem da legalidade, por um lado, bem como a favor da respeitabilidade da oficina e da confiança do cliente: • Deve constar o número do alvará da oficina e a respectiva data da sua atribuição; bem como a sua identificação fiscal e domicílio social; • É obrigatório estar explícito o nome, morada e contacto rápido do cliente; • É igualmente obrigatória a identificação do veículo, incluindo marca, modelo e matrícula, assim como a quilometragem registada no conta-quilómetros; • Devem constar obrigatoriamente e explicitamente as reparações a efectuar, as peças a substituir, assim como todas as acções complementares para obter a reparação completa das anomalias verificadas, incluindo os custos parciais e a verba total a pagar pelo cliente; • É um elemento de validação indispensável a data e a assinatura do agente que presta o serviço, ou se responsabiliza por ele;

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• Deve constar o prazo de entrega da viatura reparada, com data e hora claramente expressas, a partir do momento em que o orçamento e dado com aceite pelo cliente, através da sua assinatura; no espaço do documento especificamente reservado para esse efeito; • Se não constar o período de validade do orçamento, pode considerar-se que a sua validade se mantém indefinidamente.

Na hipótese do cliente recusar o orçamento, é da maior importância que a oficina tente apurar as razões da recusa, no seu próprio interesse, reservando-se o direito de alterar o orçamento, caso isso seja do interesse do cliente. De qualquer forma, a viatura tem que ser disponibilizada ao cliente exactamente nas mesmas condições em que foi recebida pela recepção da oficina. Qualquer anomalia não constante da ficha de recepção/aceitação da viatura, é da inteira responsabilidade da oficina. De modo nenhum a oficina pode proceder a qualquer intervenção na viatura, mesmo provisória, sem a aprovação do orçamento e o consentimento do cliente. Obrigatoriedade do mútuo acordo No caso de surgirem avarias e/ou anomalias durante o curso da reparação, não detectadas previamente, nem pelo utilizador da viatura, nem pelos técnicos da oficina, estas devem ser comuni-

O orçamento correctamente executado, permite ao cliente saber exactamente o que vai ser reparado e quais os custos parcelares (peças, mão-de-obra, produtos, etc.) que isso implica. cadas obrigatoriamente ao cliente, bem como o respectivo custo de reparação, que tem o prazo de 48 horas para decidir se quer ou não que as mesmas sejam reparadas. As viaturas entregues à oficina para reparação estão sujeitas a um título de depósito ou recolha, que poderá ser reclamado por seguradoras, em caso de sinistro. A ficha de recepção /aceitação da viatura cumpre inicialmente essa função, sendo substituída pelo orçamento/ordem de reparação, depois de aceites por ambas as partes. No caso da viatura permanecer na oficina para além da data da entrega prevista no orçamen-

to/ordem de reparação, terá que ser emitido um novo título específico de depósito da viatura. Nesse documento, terão que figurar obrigatoriamente todos os dados registados no orçamento e na ficha de recepção/aceitação da viatura. Desta forma, ninguém senão o cliente poderá levantar a viatura depositada na oficina, a não ser que se apresente com o título de depósito assinado pelo cliente. No entanto, se o custo da reparação não estiver pago e não tiver sido concedido qualquer tipo de crédito, a viatura reparada poderá ficar retida na oficina, até liquidação da dívida, salvo decisão judicial em contrário. PUB


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EMPREGO Por: Duarte Ramos

Atrair e reter talento É

A Hays possui mais de 380 escritórios e mais de 7.500 colaboradores dedicados a captar quadros técnicos, médios e superiores. Será com base em 8 anos de experiência em Portugal e numa metodologia em constante actualização que iremos abordar as dificuldades de empresas e profissionais.

com enorme prazer que a Hays se associa ao Jornal das Oficinas numa colaboração editorial que pensamos vir adicionar uma nova perspectiva ao leitor. Sendo a Hays uma consultora de recrutamento especializado, com uma presença forte e dedicada no sector automóvel, cremos poder contribuir com a nossa experiência para uma análise faseada das melhores práticas no sector, ao nível de recrutamento, retenção e captação de talento, gestão de recursos humanos e outros indicadores vitais para a compreensão do mercado de trabalho nesta área. A Hays é uma empresa líder mundial de recrutamento especializado e a nº 1 na Europa em termos de facturação. A empresa está cotada na bolsa de Londres – no índice FTSE 250 – sendo uma das maiores empresas Britânicas. A nível internacional, a Hays possui mais de 380 escritórios espalhados por 27 Países e conta com mais de 7.500 colaboradores dedicados a uma só actividade: auxiliar empresas na captação de quadros técnicos, médios e superiores. Para tal, a Hays possui uma estrutura internacional com 22 áreas de especialização, através das quais divide e forma os seus consultores, de modo a que os mesmos falem a linguagem do cliente, conheçam o seu sector de mercado e o possam auxiliar na definição das melhores estratégias e ferramentas para encontrar o profissional certo para a sua função. A Hays tem vindo a conhecer um crescimento célere e revelador da mais-valia que os clientes reconhecem à sua metodologia especializada. Após a abertura do

Duarte Ramos, Sénior Manager Hays Portugal

primeiro escritório da Hays em Portugal, em Abril de 2000 com uma equipa de 6 consultores, a empresa tem vindo a crescer organicamente e hoje possui mais um escritório no Porto, com uma equipa de 48 consultores divididos pelas nossas 6 áreas de actuação. São elas: Tecnologias da Informação, Contabilidade e Finanças, Comercial & Marketing, Banca, Indústria Farmacêutica e Engenharia e Construção. É dentro desta última que se encontram 3 consultores dedicados em exclusivo ao recrutamento no sector Automóvel, dois deles trabalhando em Lisboa para a zona Sul e outro trabalhando a zona centro e norte baseado no Porto. A Hays trabalha com o sector Automóvel desde o ano 2000 e possui a maior base de dados de candidatos do sector, a par de um portfolio de experiência que fala por si: em 8 anos concluiu mais de 700 processos de recrutamento e construiu uma base de dados com mais de 3.500 candidatos do sector, com especial enfoque nas áreas Pós-Venda, Comercial e de Gestão Técnica e Comercial. A lista de clientes inclui fabricantes, importadores, pequenos e grandes retalhistas, serviços rápidos e distribuidores de peças e componentes. Será com base em 8 anos de experiência em Portugal, no recrutamento para o sector Automóvel e numa metodologia em constante actualização com as melhores práticas que partilhamos através da nossa presença mundial, que a Hays irá abordar as dificuldades de empresas e profissionais, procurando dar-lhes uma resposta alicerçada nos projectos que desenvolve diariamente com empresas de todas as dimensões e zonas geográficas. A nossa experiência revela que estas organizações partilham entre si uma preocupação à qual dará especial atenção: Atrair e reter talento, mantendo flexibilidade para suportar as crescentes exigências do mercado.

Hays

A Hays Portugal trabalha com o sector Automóvel desde o ano 2000 e em 8 anos concluiu mais de 700 processos de recrutamento e construiu uma base de dados com mais de 3.500 candidatos do sector, com especial enfoque nas áreas Pós-Venda, Comercial e de Gestão Técnica e Comercial.

Sede: Av. da República, 90 1º andar - Fracção 4 1600 – 206 Lisboa Senior Manager Portugal: Duarte Ramos Telefone: 21 782 65 63 Fax: 21 782 65 66 e-mail: duarte.ramos@hays.pt internet: www.hays.pt



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EMPRESA F. COSTA

Subir a

pulso

A história da F. Costa é semelhante à de tantas outras oficinas automóvel deste país. Fernando Costa iniciou as suas lides no pós-venda automóvel há cerca de 30 anos, numa altura em que os "bons tempos" de convergência dos fundos estruturais para o nosso país permitiu um rápido alargamento do mercado.

F. Costa, Lda. Sede: Vale de Santa Maria, Lote 28 8200-392 Albufeira Gerente: Fernando Costa Telefone: 289.513.386 Fax: 289.512.836 e-mail: fcosta.lda@sapo.pt

A

empresa abriu com 2 sócios, dedicando-se exclusivamente ao ramo da electricidade. Depois de alguns anos de luta pela sobrevivência, Fernando Costa, actual gerente da oficina, viu uma oportunidade bater-lhe à porta, quando resolveu aderir ao Serviço Bosch. Há cerca de 20 anos, a Bosch era a única empresa do mercado que oferecia um programa de formação completo, permitindo às oficinas que participavam na sua rede oferecer serviços mais avançados e com maior retorno. A F. Costa estava nessa altura localizada no centro urbano de Albufeira, uma localidade próspera do Sotavento algarvio, mas as suas instalações eram um pouco antiquadas. A hipótese de realizar obras eram limitadas e o local carecia de espaço envolvente e de locais para os clientes estacionarem os seus carros. Compreendendo a necessidade de precaver a futuro, Fernando Costa resolveu em boa hora transferir as instalações da empresa para a nova Zona Industrial da cidade, onde o espaço e as infraestruturas permitiam organizar a oficina de uma forma mais racional e moderna.

O salto em frente As actuais instalações da F. Costa surgiram há cerca de 6 anos, numa altura em que a Bosch actualizava a sua rede de oficinas, tendo introduzido o conceito Bosch Car Service, mais abrangente, mais competitivo e com maiores perspectivas de crescimento económico. Nessa altura, porém, a empresa já tinha alargado a sua actividade à área da mecânica, para corresponder à crescente procura de serviços. Mais recentemente, foi também introduzida a área de pneus (montagem, equilibragem de pneus e alinhamento de direcção). Uma linha de assistência a siste-

mas de ar condicionado também faz parte da oferta. Das especialidades da assistência automóvel, neste momento, a F. Costa só não tem serviço de chapa e pintura. Nas novas instalações, foram admitidos mais alguns colaboradores, tendo ficado a empresa com 7 mecânicos e 3 electricistas, o que atesta bem a polivalência do serviço prestado pela oficina. A clientela que a empresa foi gerando ao longo dos anos tem-se mantido ao longo do tempo, tendo sido engrossada pelos clientes da área da mecânica, que chegaram nos tempos mais recentes. O facto de trabalhar na rede Bosch Car Service permite à F. Costa beneficiar dos grandes clientes empresariais que mantêm acordos de serviço com a Bosch.

Os novos tempos Apesar de não sentir a falta de clientes, Fernando Costa nota que actualmente é mais difícil fidelizar clientes. Estes apresentam maior mobilidade e preferem correr todas as "capelinhas", à procura de melhores condições e de maiores vantagens. Neste momento, a empresa enfrenta um nível maior de concorrência do que no passado, mas isso não impede a F. Costa de manter boas relações com os concorrentes da zona em que exerce a sua actividade. A escolha dos clientes é baseada nas informações que recolhem das oficinas, quanto a qualidade de serviço, condições e atendimento. Apesar das dificuldades que são comuns a todo o país, o preço não é factor fundamental de atracção de clientes, como sublinha Fernando Costa. O atendimento personalizado e a capacidade de atendimento até 20 carros/dia são factores mais importantes para garantir a preferência dos clientes. A Bosch, é naturalmente o principal fornecedor da F. Costa, que também aposta nas peças originais, cujo preço

tem vindo a tornar-se progressivamente mais competitivo. A formação contínua é a grande vantagem da rede Bosch, permitindo aos profissionais do sector acompanhar a evolução da tecnologia e lidar com sucesso com os novos modelos de veículos. A oficina oferece sempre dois orçamentos alternativos, com peças de origem e de segunda linha, a fim do cliente poder optar pelo que mais lhe convenha. O Marketing é também deixado a cargo da Bosch, pelo que a empresa não faz publicidade directa. Nas novas tecnologias, o site da Bosch é a ponte de ligação da oficina ao novo mundo da assistência automóvel, ao qual a F. Costa se orgulha de pertencer.

Perspectivas para o futuro Fernando Costa reconhece que a concorrência dos serviços rápidos e de outros novos operadores do mercado é real, mas não interfere com a viabilidade do projecto. O maior factor adverso à prosperidade da empresa é o baixo poder aquisitivo da população em geral, causado pela quebra da actividade económica global e pelo desemprego elevado. Apesar de tudo, na óptica do dirigente da empresa, o mercado está estabilizado e os preços permanecem nivelados. As dificuldades de cobrança de algumas dívidas são comuns a todos os ramos de actividade. A verdade, porém, é que todos os anos entram cada vez menos carros nas oficinas. O mês de Agosto de 2007 foi muito fraco, contrariamente a outros anos anteriores. Muitos carros velhos, que já não compensa economicamente reparar, fazem o número de reparações decrescer. Em média, os clientes da F. Costa têm carros com idades entre 6 e 10 anos. Um dia, os donos deixarão de investir na sua manutenção. Mesmo assim, a F. Costa está preparada para enfrentar os desafios

Em média, os clientes da F. Costa têm carros com idades entre os seis e os dez anos

O facto de ser um BCS, permite à F. Costa beneficiar dos grandes clientes empresariais que mantêm acordos com a Bosch que aparecerem. Com uma área total de 1.500 m2, a oficina tem boas condições para prestar um bom nível de serviço e está bem equipada. Um banco de teste de travões, uma máquina de alinhar direcções, três elevadores e seis aparelhos de diagnóstico, garantem um grau de produtividade adequado.



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ENTREVISTA

José Maria Alapont, Chairman, President & Chief Executive Officer da Federal-Mogul

“Damos muita importância ao fabrico de

componentes ‘amigáveis’“ A

A tecnologia é um factor determinante para José Maria Alapont, mas frisa a importância do fabrico de componentes que permitam carros a preços competitivos e acima de tudo nunca descurar a eficiência desses componentes para um serviço de manutenção eficaz.

companhia Federal-Mogul é um produtor global de peças para veículos, servindo os mais avançados construtores, assim como o aftermarket em todo o mundo. A Federal-Mogul está focada na sua estratégia de crescimento lucrativo global, criando valor e satisfação para os seus clientes, empregados e accionistas. Fundada em Detroit em 1899, a companhia tem sede em Southfield, Michigan, e emprega 50 mil pessoas em 35 países. Possui um naipe de valiosas marcas e produtos, de que são exemplo a Champion (velas de ignição e de incandescência, escovas limpa pára brisas, filtros e cabos de ignição); Ferodo, Abex, Beral (fricção); Moog (chassis); Payen, Goetze (juntas); AE, Glyco, Goetze, Nüral (peças motor). Calmo e sereno nas suas palavras, o nosso interlocutor resumiu alguns das ideias que tem sobre o modo de funcionamento da indústria automóvel, particularmente no que tem a ver com a companhia que dirige. Meia dúzia de linhas gerais que dão para perceber que a estratégia que José Maria Alapont implementou na Federal-Mogul tem fundamentos bem sólidos, explicando porque é uma das companhias de maior sucesso no mundo.

Como caracteriza a Federal-Mogul? A Federal-Mogul é uma companhia global e líder de mercado. A globalização e o desenvolvimento sustentado e lucrativo fazem parte dos objectivos da companhia. Para os alcançar precisamos de continuar a desenvolver o conhecimento e a inovação, e precisamos ao mesmo tempo de contribuir para o fabrico de carros competitivos. Isso irá permitir-nos, por um lado, fortalecer a nossa liderança na Europa e na América do Norte, e ao mesmo tempo tornarmoPUB

O PERFIL DE UM VENCEDOR

nos também líderes em países emergentes como a China, Índia, Rússia, países de Leste, América do Sul e México. A Federal-Mogul é uma das maiores companhias mundiais do aftermarket. E o que é único para nós é que somos líderes em todos os produtos que fazemos para o OE – construtores automóveis – e ao mesmo tempo alcançamos 2,5 biliões de dólares de receita anual no aftermarket. Que factores considera importantes no aftermarket? Os factores importantes no aftermarket não são somente tecnologia e inovação, mas também fabricar componentes

José Maria Alapont, Chairman, President & Chief Executive Officer, Federal-Mogul, possui uma experiência de mais de 30 anos de liderança global quer em construtores automóveis como em indústrias fornecedoras. Antes de se juntar à Federal-Mogul em Março de 2005, Alapont foi chefe executivo officer e membro do quadro de directores na IVECO – a companhia de veículos comerciais do Grupo Fiat. Entre 1997 e 2003, Alapont deteve várias funções de liderança na Delphi Automotive Systems. Iniciou a sua carreira como director da Delphi, sistemas de energia e chassis. Pouco depois foi promovido a presidente da região Europa, Médio Oriente e África, e tornou-se membro do Delphi Strategy Board, o grupo que orienta as políticas de topo da companhia. Em 2003, Alapont foi presidente das operações internacionais e vice-presidente de vendas e marketing. Entre 1990 e 1997, Alapont serviu numa variedade de posições executivas chave no Grupo Valeo. Nativo de Espanha, tirou várias graduações em engenharia industrial na Escola Técnica de Valência e em filosofia na Universidade de Valência. amigáveis e capazes de contribuir para a resolução dos problemas que o veículo terá mais tarde durante a manutenção. Por um lado temos esta tecnologia líder, mas também estamos muito focalizados em alcançar soluções sobre a forma mais eficiente para manter o veículo.

Que análise faz do mercado ibérico? Conheço muito bem a península ibérica, particularmente Espanha porque sou nativo de lá. Conheço bem Portugal porque tinha nas anteriores companhias onde estive muitas actividades em Portugal. Em ambos os casos a indústria automóvel implantou-se à procura de mão-de-obra barata e passo a passo essa indústria foi transformada em mão-deobra pouco intensiva e com maior valor acrescentado. O desafio para qualquer país na Europa Ocidental é o de ter a melhor produtividade possível e o maior retorno para o investimento. A indústria automóvel sempre foi muito exigente em custos competitivos e países como a Espanha e Portugal não são tão competitivos como o eram no passado. Por isso, a solução passa por as companhias e as entidades laborais encontrarem a estratégia certa para desenvolver a competitividade. Investimentos eficientes, produtividade, mas também relações laborais flexíveis, são a chave. É uma combinação disto, e depois incorporar mais tecnologia e mais valor acrescentado e dar menos focos no custo de trabalho. E na indústria do aftermarket em particular, o que acrescenta? Para a indústria do aftermarket há que ter em conta o que disse no início: A incorporação de tecnologia para a tornar competitiva deve simultaneamente torná-la ‘amigável’ nas soluções de manutenção. Porque no fim, não é a mesma coisa possuir um carro novo e depois fazer a manutenção do mesmo. O que se aplica no primeiro equipamento tem depois de ser muito eficiente no serviço do pós venda.



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ENTREVISTA Andrea Vivenzi, Director de Vendas de Área da Industrie Saleri Italo

a

“O mercado está encolher todos os anos”

A Industrie Saleri Italo é o fabricante das bombas de água SALERI, marca com forte presença no aftermarket independente e no OE (Equipamento Original). Possui uma cobertura de mercado de 20-25% e até superior em muitos países, como a Alemanha, Suíça, Itália, França, Bélgica e Holanda. A qualidade é o pilar que sustenta esta realidade.

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s bombas de água Saleri são produzidas pela empresa italiana Industrie Saleri Italo, na unidade fabril em Lumezzane, 20 km a norte de Brescia. Desde 1942 que a Industrie Saleri Italo tem vindo a desenhar e a fabricar bombas de água para a indústria automóvel. Hoje, a companhia fornece com os seus produtos os mais relevantes construtores de carros - tais como a BMW, Ford, Ferrari, Maserati, Detroit Diesel, Fiat, Lancia, Alfa Romeo, Mitsubishi, Lombardini, Same - e as mais qualificadas redes de distribuição do aftermarket. Produz dez mil bombas de água por dia, sendo que metade da produção é reservada para Primeiro Equipamento e os restantes 50 por cento destinam-se ao aftermarket independente. As bombas de água deste fabricante italiano estão disponíveis numa gama alargada de referências, que permitem cobrir todos os veículos europeus e asiáticos. Andrea Vivenzi, Director de Vendas de Área da Industrie Saleri Italo, traçou as linhas gerais de funcionamento e estratégias futuras da companhia. Existem mais de vinte marcas de bombas de água no aftermarket português, o que significa que este é um sector muito competitivo. Que argumentos tem a Saleri para se destacar dos outros players de mercado? Existem muitas marcas mas a maioria é de companhias ligadas ao comércio. Entre os fabricantes, a Saleri é um dos mais qualificados em termos de design e qualidade dos componentes. A nossa companhia conta com uma estrutura moderna, maquinaria robótica de última geração e uma equipa de engenheiros e técnicos especializados constantemente a cooperar com os construtores automóveis.

SALERI Morada Via Ruca, 406 25065 - Lumezzane (Brescia) Itália Telefone +39 030 8250 411 Fax +39 030 8922 536 Internet www.saleri.it E-mail saleri@saleri.it

alcançado e ultrapassado em muitos países, como a Alemanha, Suíça, Itália, França, Bélgica e Holanda.

Na sua opinião, quais são as principais dificuldades que o aftermarket independente enfrenta hoje na Europa? O mercado está a encolher todos os anos, existe uma competição muito forte e o comportamento dos concessionários de carros tornou-se muito agressivo nos últimos tempos. Em tal cenário, as melhores oportunidades são dadas às redes de distribuição bem organizadas, que eliminam as mais pequenas ano após ano.

E o que diferencia a Saleri de outras marcas de bombas de água em termos de qualidade? A Saleri é o único fabricante de bombas de água envolvido 50 por cento no aftermarket e 50 por cento no OE (Equipamento Original). Nós cooperamos com as mais importantes redes de distribuição do aftermarket tais como a Temot International, membros do GAU e AD. No que diz respeito ao OEM e OES, a Saleri fornece marcas de prestígio tais como a BMW, Fiat, Vm-Motori, Ford e Ferrari.

A marca Saleri ainda não é muito conhecida em Portugal. Que iniciativas desenvolverá a empresa para alterar este quadro? Leva tempo construir uma boa imagem de marca. A publicidade e a imprensa especializada são instrumentos que ajudam, mas o principal é ter um produto com qualidade de topo que fale por si, e a difusão também se realiza pela palavra de boca a boca. A qualidade é importante, mas o preço também é um aspecto determinante no ambiente actual.

Como caracteriza a Saleri no que diz respeito à relação preço/qualidade? Nós temos de ter sempre presente que a bomba de água se tornou numa peça de alta qualidade/sensível que influencia directamente a performance do motor, em particular através da optimização da temperatura. O cliente deve primeiro considerar a qualidade dos componentes básicos tais como o rolamento, vedante e roda impulsora. Um produto standard OE deve ser produzido com componentes de qualidade máxima. A poupança é possível através de uma produção totalmente automatizada e uma ligação preferencial com fabricantes de componentes OE, que permitem um preço competitivo no mercado.

A Industrie Saleri Italo está implementada em países como a Espanha, França e Alemanha e com que sucesso? A marca Saleri é bem conhecida em todos os principais países da Europa Ocidental. Uma cobertura de mercado satisfatória para a Saleri é de cerca de 2025%, e este é um alvo que tem sido

Sente que o aftermarket independente de bombas de água em Portugal é diferente ou similar a outros países europeus no que diz respeito à forma como funciona e principais dificuldades? Podemos dizer que o mercado português está muito fragmentado e bastante orientado para o preço, mas de certa forma isto é válido para outros países. Existem de facto companhias de qualidade que estão a obter um bom feedback do mercado. A nossa impressão é que a consciência acerca das questões relacionadas com a qualidade está a aumentar, e isso é um aspecto muito importante para nós, porque a bomba de água é um produto técnico e está a tornar-se cada vez mais estratégico no interior do motor. A Industrie Saleri Italo tem uma estratégia global para todos os mercados europeus ou adopta uma abordagem diferente em cada país? Claro que cada país tem as suas próprias peculiaridades e por isso nós satisfazemos a procura dos clientes no sentido de apoiar o seu negócio e consequentemente promover a nossa marca. Como estratégia geral, procuramos os melhores players em cada país, apontando para relacionamentos de longo prazo.

Como vê o futuro na Europa em termos da performance da Saleri, tendo em mente que a situação económica no velho continente ainda é incerta? Estamos bastante optimistas acerca das performances da Saleri. Do lado do OE estamos a trabalhar em projectos muito interessantes que devem trazer um crescimento significativo do nosso negócio. No que diz respeito ao aftermarket, executamos uma política de consolidação, almejando estabilizar as nossas relações correntes e ganhar novos contratos nos países onde a nossa posição é mais fraca.



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ENTREVISTA Roland Schuler, Director Geral da Gutmann Messtechnik GmbH

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“Integramos todas vertentes do diagnóstico”

A Gutmann espelha o rigor germânico na área do diagnóstico automóvel e motos. A inovação faz parte do seu modo de vida. A filosofia: integrar todas as vertentes do diagnóstico para a máxima eficácia.

marca alemã Gutmann Messtechnik desenvolve e fabrica equipamentos para teste de emissões e aparelhos de diagnóstico para todos os sistemas e marcas de viaturas. Roland Schuler, Director Geral da companhia com o mesmo nome, fez o retrato da presença da Gutmann Messtechnik no mercado Ibérico.

stechnik é muito semelhante em todos os países onde está presente, a principal diferença centra-se no ajuste das redes de distribuição. À semelhança do que se verifica em Portugal, cada um dos revendedores em Espanha tem o apoio de um técnico da Gutmann Messtechnik que presta assistência não só técnica como também comercial.

Como se processou a introdução da Gutmann Messtechnik no mercado Ibérico e quais os resultados alcançados? A Gutmann Messtechnik entrou na Península Ibérica através de Portugal onde alcançámos bons resultados. O facto do software dos nossos equipamentos já se encontrar em português, aliado à elevada qualidade do mesmo, assim como dos equipamentos e assistência técnica, contribuiu para o sucesso da implantação da Gutmann Messtechnik em Portugal.

Aponte três ou quatro argumentos para convencer um potencial cliente que os equipamentos Gutmann Messtechnik são melhores que os da concorrência. Antes de mais gostaria de realçar que a concorrência contribui para uma maior dinâmica do mercado. A grande vantagem da Gutmann Messtechnik é o suporte prestado, o Call Center, o software e logicamente o equipamento em si. Na Gutmann não vendemos ao cliente apenas isso, vendemos também uma filosofia onde está tudo integrado. Recentemente a Dekra, uma entidade neutra e de enorme prestígio em todo o mundo, fez um teste comparativo com dez marcas de equipamentos de diagnóstico e a Gutmann Messtechnik foi a vencedora à frente da Bosch, o que comprova a qualidade dos nossos equipamentos, ao mesmo tempo que é um reconhecimento importante do nosso trabalho.

Quais as maiores dificuldades e desafios que a Gutmann Messtechnik encontra em Portugal? A economia portuguesa atravessa uma fase difícil, mas apesar disso existe uma boa procura dos equipamentos Gutmann, assim como de sessões de formação proporcionadas pelo Centro de Formação Tecnológica da marca. Na área do diagnóstico, Portugal tem ainda um imenso potencial de crescimento não só na venda de equipamentos, como também na especialização técnica e formação profissional, o que nos abre boas perspectivas para o futuro.

Na vizinha Espanha a aposta da implantação da Gutmann Messtechnik está a ser idêntica à que se verifica em Portugal? Sim. Como sabe o mercado espanhol tem outra dimensão geográfica e populacional e logicamente a estrutura tem de ser ajustada a essa dimensão. A filosofia comercial e técnica da Gutmann Mes-

O Call Center é uma das “armas” da Gutmann para a optimização da sua relação com os clientes

GUTMANN

Parceiro imprescindível Com a fundação da Gutmann Messtechnik A.G. Sucursal Portugal em 2002, a Gutmann Messtechnik abriu o caminho para a sua implantação definitiva em território Luso. Além das numerosas oficinas independentes, cujo serviço incide sobre as mais variadas marcas, também instituições de renome, como o Instituto Politécnico do Porto e o Centro de Formação Salvador Caetano, confiam no know-how de diagnóstico da Gutmann. Os principais interlocutores em Portugal são o Gerente pela sucursal portuguesa Alexandre Rodrigues e três colaboradores competentes com elevados conhecimentos técnicos. As instalações amplas da Gutmann Portugal com sala de exposições são usadas para apresentações e seminários periódicos, assim como reuniões tradicionais de clientes realizadas anualmente e destinadas ao intercâmbio de experiências. Os seguintes cursos fazem sempre parte do programa: - Diagnóstico automóvel - Sistemas eléctricos e electrónicos automóveis - Diagnóstico dos gases de escape

Empresa Gutmann Messtechnik AG Sucursal Portugal Sede Praceta António Correia de Carvalho, 40 4400-022 Vila Nova de Gaia Telefone 22 37 47 420 Fax 22 37 47 429 E-mail portugal@gutmann-messtechnik.com Internet www.gutmann-messtechnik.com

Com o mega macs 50, o profissional tem tudo o que necessita na palma da mão para um diagnóstico eficiente



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ENTREVISTA Philippe Roosen, Director de Marketing da Sunoco

“Os dados de crescimento são

promissores” Philippe Roosen é um homem de marketing e como tal acredita “cegamente” nas potencialidades desta ferramenta, até mesmo quando tudo o resto parece falhar. Não é o caso da Sunoco. A marca norte americana continua a revelar-se uma boa aposta, sendo amplamente aceite pela sua qualidade e preços concorrenciais.

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Os condutores estão a par da existência de óleos específicos para os carros que possuem e do perigo de encherem o cárter com um óleo errado? Excepto para os proprietários mais interessados, a maioria das pessoas confiam no seu concessionário ou oficina. O conhecimento das pessoas é limitado em geral no que diz respeito a índices de viscosidade e mineral ou sintético. A Sunoco esforça-se por informar a sua rede de distribuição o melhor possível. Os distribuidores passam esta informação para os seus clientes. No entanto, todos deviam estar conscientes que usando o óleo certo representa uma poupança enorme no custo total do seu carro.

creditar no mercado é uma característica de Philippe Roosen. A sua formação e o aliado de peso Sunoco, para isso contribuem. Sobre Portugal, está certo que continuará na senda da boa performance para os lubrificantes Sunoco.

Como caracteriza globalmente o mercado de lubrificantes na Europa? O mercado europeu de lubrificantes continua a evoluir no sentido de mais produtos especializados. No mercado automóvel a tendência para lubrificantes semi-sintéticos e totalmente sintéticos, continua. Os OEM’s tentam ganhar mais quota de mercado através da actualização e diferenciação regular das suas especificações. Nesse sentido o mercado está inundado com novos lubrificantes muito específicos. Quais as principais vantagens que a Sunoco oferece quando comparada com as marcas mais conhecidas na Europa? A Sunoco tem a vantagem de ser suficientemente pequena na Europa para ser capaz de ser flexível. Onde os grandes instalam cada vez mais distribuidores nacionais, aumentando a distância entre o fabricante e o cliente final, a Sunoco está muito mais perto dos seus clientes locais. Comparativamente a muitas “marcas” locais, a Sunoco é uma marca forte, com uma imagem americana de qualidade muito forte. A Sunoco vai manter a estratégica em Portugal ou prevê mudanças no sentido de aumentar a sua presença? A Sunoco tem uma estratégia de crescimento muito forte em geral, também em Portugal. Eu não posso descartar mudanças estratégias num futuro próximo.

SUNOCO Empresa Sun Oil Company (Bélgica) N.V. Sede Ingberthoeveweg, 4 B-2630 Aartselaar Telefone +32 3 458 12 30 Fax +32 3 458 14 78 Internet www.sunoco.be

Qual a implementação da marca em mercados como o espanhol, francês e germânico? Em Espanha e França a Sunoco tem alguns distribuidores importantes. Na Alemanha trabalhamos através de uma companhia afiliada. Tal como acontece em Portugal, assistimos ao crescimento dos volumes no Benelux nos restantes países de exportação.

Como avalia a distribuição da Sunoco em Portugal? Temos muita fé nos nossos distribuidores portugueses. Quer a Sonicel quer a Fabião estão a sair-se muito bem. Os dados de crescimento que nos revelam são muito promissores.

Que expectativas tem para o mercado português? Penso que a médio e longo prazo, também o mercado português evoluirá no sentido de lubrificantes com standards mais altos. Os carros velhos do amanhã necessitarão de lubrificantes semi-sintéticos. No entanto, estes produtos com standards mais elevados continuarão a estar sob pressão de preços num mercado maduro. Contudo, a estratégia certa de marketing levará a bons resultados. Os veículos de hoje necessitam de óleos específicos para os seus motores. Esta diversidade constitui um problema ou em vez disso é um factor que joga a favor, já que somente os produtores de óleos mais capazes são capazes de acompanhar esta evolução tecnológica?

A Sunoco sempre ofereceu uma variedade alargada de produtos aos seus clientes. Companhias com instalações de refinamento próprias (tal como a Sunoco) são capazes de produzir o que quer que o mercado solicite. Esta produção é regulada pela procura: novas misturas necessitam quantidades de encomenda mínimas. A Sunoco mantém estas quantidades muito baixas para se manter flexível. Onde os grandes rejeitam especialidades de pequeno volume, e os revendedores não têm instalações de mistura, a Sunoco preenche perfeitamente esse vazio. O facto dos óleos durarem mais é uma preocupação ou em vez disso é compensado pelo preço mais elevado dos produtos? O preço mais elevado dos produtos é uma consequência dos preços mais elevados do crude e óleos base. Como misturador, a Sunoco está esmagada entre a pressão para baixa dos preços de venda na maioria dos mercados e custos de produção a aumentar.

Como prevê seja o futuro na Europa em termos da performance da Sunoco, tendo em vista que o aftermarket é muito competitivo e que existe uma grande incerteza sobre o desempenho económico em geral? Depois dos gigantes, a Sunoco é uma das mais fortes marcas em todo o mundo. Esta presença em todo o mundo é uma segurança quando certos mercados ficam sob pressão. Através de um marketing inovador, distribuição fluente e produtos de alta qualidade, a Sunoco planeia crescer num mercado de facto muito competitivo. Actualmente, num mercado europeu a encolher, a Sunoco continua a provar ser uma marca forte e até em crescimento. A nossa sabedora estratégia de marketing é um factor chave.

A Sunoco tem iniciativas especiais de marketing apontadas para Portugal em 2008? Sim. Em Maio introduzimos uma nova linha de merchandising no vestuário, consistindo de 18 itens condizentes. A linha de vestuário possui a marca de Sunoco Línea Nera ou linha preta. Esta linha tornar-se-á num item de colecção rapidamente. Além disso, a Sunoco continuará a apoiar os seus distribuidores portugueses nos seus esforços. Uma viagem realizada a Cancun é disso exemplo.



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ANÚNCIOS CLASSIFICADOS

10 Módulos - 250 € + iva

4 Módulos 100 € + iva


ANÚNCIOS CLASSIFICADOS

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2 Módulos 50 € + iva


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EMPRESA Opel Trade Club

Mais próximo do mercado A

A General Motors Portugal, como representante da marca Opel para o nosso país, tem vindo a apostar no desenvolvimento do Trade Club, um clube de peças de marca virado para as oficinas independentes e não só.

quebra nas vendas de automóveis novos, levou as marcas a trabalhar de forma ainda mais profissional noutros centros de lucro. Pós-venda, seguros, financiamento e frotas foram algumas dessas áreas, sendo que uma das mais recentes foi o desenvolvimento de um clube de peças que a Opel designou como Trade Club. O Trade Club é um programa de fidelização promovido pela Opel junto de oficinas independentes, que contempla venda de peças originais a um preço e desconto constantes ao longo do ano. Este programa destina-se a todos os reparadores independentes que obedeçam a um conjunto de critérios previamente definidos, designadamente: oficinas independentes de mecânica, chapa e pintura; oficinas para frotas; serviços de reparação rápida (Quick Fit); reparadores autorizados de outras marcas; serviço de mecânica móvel; clubes de veículos motorizados; estabelecimentos especializados em venda de pneus, de reparação de vidros e de ar condicionado. Neste programa da Opel estão incluídas as peças originias da marca, que são classificados internamente como de grande consumo, nomeadamente as baterias, filtros de óleo, ar e combustível, velas, óleo, pastilhas de travão, discos, chapa diversa, pára-choques, vidros e faróis, entre outras. Todas estas peças, vendidas pelos Reparadores Autorizados Opel aos aderentes ao Trade Club, apresentam vantagens comerciais muito significativas, de acordo com as condições estabelecidas pela GM Portugal. Vantagens São diversas as vantagens para os aderentes ao Trade Club, que trazem ganhos efectivos, tanto ao nível comercial, como de produto quer mesmo da distribuição. Essas vantagens traduzem-se, sobretudo, na grande estabilidade dos preços a longo prazo, não sujeita a campanhas esporádicas mas de acordo com um programa que

GM Portugal Sede: Quinta da Fonte, Ed. Fernão Magalhães Piso 2 2770-190 Porto Salvo Director Relações Externas Miguel Tomé Telefone: 808 200 700 E-mail: n.d. Internet www.opel.pt

visa uma relação comercial/profissional ao longo do ano, bem como na evidente tranquilidade que resulta da utilização de peças originais Opel/GM, que se adaptam perfeitamente ao veículo e que dispõem também de uma garantia de 24 meses (sendo que nas baterias esta é de 36 meses). Adicionalmente, importa também referir a grande disponibilidade de stocks, a possibilidade de duas entregas diárias de peças e os descontos muito significativos, que podem atingir 60 por cento, como por exemplo no óleo sintético. Note-se ainda que os aderentes ao Trade Club dispõem, caso seja necessário, de aconselhamento prestado por especialistas de Reparadores Autorizados Opel e de apoio no terreno por parte de equipas especializadas. Muitos dos serviços disponíveis num Reparador Autorizado Opel estão também contemplados no Trade Club, especialmente no que se refere aos serviços de assistência e logística associados ao negócio de peças. Neste momento, o Trade Club da Opel conta com 4300 aderentes, embora seja um número que poderá aumentar nos próximos anos. Refira-se ainda que a responsabilidade de promover o Trade Club para os reparadores independentes é transversal, ou seja, quer a rede Opel aderente quer a GM Portugal promovem o conceito junto dos potenciais clientes, sob as mais diversas formas.



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EMPRESA Petronas Lubrificants Portugal, Lda

Oportunidade de crescimento O

Fruto da aquisição do Grupo FL Selenia por parte da Petronas, tornando-se num dos maiores grupos mundiais a operar no sector dos lubrificantes, também em Portugal esse negócio teve e vai ter repercussões. Saiba quais.

Grupo FL Selenia nasceu há mais de 100 anos dentro do Grupo Fiat. Por lá esteve até ao início desta década, quando a Fiat, devido à sua crise interna, decidiu vender diversas unidades de negócio, incluindo os lubrificantes. Os acordos técnicos e comerciais entre a FL Selenia e todas as empresas do Grupo Fiat mantiveram-se, tendo a empresa de lubrificantes passado pela gestão de diversos fundos financeiros até conhecer um novo rumo em Novembro de 2007, passando para a responsabilidade da Petronas, um fortíssimo grupo petrolífero malaio, com grande expansão no mercado asiático e africano. O Grupo FL Selenia e a Petronas juntas acabam por garantir a presença desta empresa da Malásia em todo o mundo, entrando a Petronas no mercado europeu e a FL Selenia em mercados onde não estava presente, nomeadamente na China acompanhando os seus parceiros estratégios da Fiat nesse mercado. A imagem instuticional da Petronas está já a ser adopta nos mais diversos mercados, incluíndo o português, onde desde o passado dia 1 de Abril a empresa se passou a chamar de Petronas Lubrificants Portugal, Lda.

Produto A Petronas possui vários linhas de produtos para o sector auto e moto (entre outras), sendo intenção da Petronas Lubrificants Portugal introduzi-las, a breve prazo, no mercado português. Tal não implicará o fim da comercialização das linhas de produtos da FL Selenia (Selènia, Urânia, Ambra, Akcela, Akros, Paraflu, Tutela e Arexons), que continuarão a ser trabalhadas no mercado português, à excepção do FL. “Em termos de produto e marcas, tudo se irá manter no mercado português como estava até Abril. A novidade para já será a introdução de uma linha de produto para automóvel da Petronas, designada Syntiums”, refere Paulo Bravo Director-Geral Petronas Lubrificants Portugal, Lda, acrescentando que “outros produtos da Petronas irão ser lançados nos mercado, todavia não irão sobreporse à gama de produtos que já temos, serão, isso sim, complementares”. A coexistência dos lubrificantes Petronas e FL Selenia no mercado será pacífica, pois segundo Paulo Bravo vai haver uma diferenciação / segmentação de produtos por canais. “Existindo uma nova gama teremos que criar novos canais para ela. Sendo um produto Premium, não irá fazer a diferenciação pelo preço, mas sim pela

Syntium Racer X1 - Lubrificante Premium A Petronas Lubricants Portugal prepara-se para colocar à venda uma nova e completa gama de lubrificantes sintéticos e semi-sintéticos tendo como destaque o Syntium Racer X1 para motores de última geração, produto que incorpora as mais recentes tecnologias de base e aditivos, através do know-how adquirido nos muitos anos de experiência da Petronas, nomeadamente no exclusivo campo de testes que é a Fórmula 1, em parceria com a equipa BMW. Cumprindo as mais exigentes especificações internacionais (ACEA, API) e dos principais construtores mundiais (como VW, BMW, MB, entre outros), a nova gama de lubrificantes Syntium da Petronas apresenta viscosidades desde 15W-50 a 0W-40, chegando ao 10W-60 para aplicações mais desportivas, complementado por uma gama suplementar de óleos minerais denominada Mach 5. A família de lubrificantes Syntium também conta com uma gama de óleos totalmente sintéticos e semi-sintéticos para o competitivo mercado das motos, embora não esteja prevista a sua comercialização em Portugal nesta primeira fase de lançamento. qualidade tecnológica do lubrificante”, refere Paulo Bravo. Num momento em que ainda está a ser definida a política de distribuição que será adoptada para os produtos Petronas, a empresa em Portugal vai continuar apostar nas recomendações de marca para os seus produtos tradicionais, enquanto que com os novos produtos irá ser trabalhados numa perspectiva de conquista de mercado. Ao lançar em Portugal um produto que não tem recomendações de marca, a nova empresa reforçou-se em termos em termos comerciais e de marketing. Passou a existir um responsável de Marketing e

Petronas Sede: Rua Quinta do Paizinho, nº2, 1º 2970 – 237 Carnaxide Director-Geral: Paulo Bravo Telefone: 214 245 740 Fax: 214 245 742 E-mail: rmiranda@flportugal.pt Internet: n.d.

Paulo Bravo, Director-Geral da Petronas Lubrificants Portugal Comunicação, que se vai ocupar não só com a marca Petronas mas também aprofundar o trabalho com os Lubrificantes da FL Selenia. Está também a ser formada uma equipa comercial, com mais dois elementos que se dedicaram ao negócio Petronas, e que se irão juntar aos cinco comerciais que a empresa já dispunha no mercado. “A FL Portugal, dentro dos especialistas em lubrificantes, tem já um mercado interessante em Portugal no ramo auto. Com a introdução da Petronas, com posicionamento diferente, é sem dúvida uma oportunidade de crescimento”, assegura Paulo Bravo, acrescentando que “tendo por trás um investidor que é uma potência mundial, logicamente que existirão outros objectivos do que a mera presença no mercado europeu”. Para já, grande parte do trabalho será desenvolvido também na divulgação do nome Petronas, conhecido na Europa eessencialmente pela sua ligação à BWW no Mundial de Fórmula 1.



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EMPRESA Europeças promove visita de clientes à fábrica Gates

Marca de prestígio em fornecedor de sucesso

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A Europeças, S.A., líder nacional na distribuição de material Gates, promoveu nos dias 9 e 10 de Maio último, uma visita de grupo à fábrica em Balsareny (Barcelona), envolvendo clientes de todo o país e a equipa comercial da própria empresa.

eforçar conhecimento da gama de produtos e da garantia de qualidade deste fornecedor de material OE e de Aftermarket foi o principal objectivo. A Europeças, no seguimento de promoção comercial realizada nos meses de Março e Abril últimos, organizou uma visita à unidade fabril em Balsareny (Barcelona) da sua representada Gates, bem como uma visita guiada à cidade de Barcelona, proporcionando um estreitamento de contacto e relacionamento comercial entre os seus clientes e comerciais, como também com este importante e reconhecido fabricante de material de reparação. O Grupo Gates é líder mundial em termos de produção de correias de borracha de alta tecnologia e tubagens para aplicação industrial, hidráulica, agrícola e automóvel. Na Europa, emprega cerca de 3.000 colaboradores em diferentes centros de produção, vendas e distribuição. O Gates P.T. Spain S.A., foi o centro de produção visitado, que está situado em Balsareny (Barcelona), empregando cerca de 240 pessoas. Aqui são produzidas correias de transmissão de potência para o sector automóvel, tanto para o mercado OE como para o mercado independente de peças de reparação. Engloba também o departamento técnico de desenvolvimento de produto – a nível mundial – de correias caneladas ou de pistas, bem como um laboratório Dinâmico e um laboratório Físico. Em produção desde 1989, esta unidade fornece essencialmente correias de pistas da gama Micro-V XF, correias de ventoinha e as novas correias de dupla face com um inovador e patenteado sistema de marcação da respectiva referência por laser. Com a recepção de boas vindas a ser feita através de um almoço-volante no refeitório da própria fábrica, o director da fábrica e director da produção acompanharam de seguida os clientes e comerciais da Europeças numa visita guiada às instalações, explicando e apontando especificamente os mais importantes métodos e processos aplicados na construção de uma correia, bem como os respectivos requisitos e exigência relativas ao controle de qualidade dos produtos produzidos. Assistiu-se depois a uma apresentação técnica dos produtos Gates, prestada por um dos seus formadores, Enrique Diaz, onde foram realçadas as crescentes exigências ao nível de transmissão de potên-

A visita à fábrica da Gates permitiu conhecer “in loco” o processo produtivo

Europeças S.A. Sede: Rua José Afonso Edificio A. Santos Quinta de Sta. Rosa 2685-583 Camarate Responsável marketing: Luís Parreira Telefone: 219 488 936 Fax: 219 488 939 E-mail: luis.parreira@europecas.pt Internet: www.europecas.pt cia, potenciadas pelo crescente desempenho e evolução dos motores automóveis. A informação técnica e aferição técnica por instrumentação específica - como por exemplo o tensímetro sónico ou alinhador a laser – são ferramentas cada vez mais imprescindíveis na montagem de qualquer tipo de correia, ajudando a manter um nível óptimo de funcionamento do

A relação entre o construtor, fornecedor e clientes saiu reforçada nesta visita à Gates sistema, bem como assegurando a respectiva fiabilidade e isenção de falhas e avarias – normalmente onerosas para a oficina. Um dos aspectos mais reforçados nesta acção, diz respeito à rotura prematura de uma correia, que é usualmente uma consequência e não o motivo de avaria e danos no motor.

O responsável comercial da Gates por Portugal e Espanha, Salvador Grima, finalizou esta visita com uma apresentação geral da Companhia e das suas actuais gamas de produtos, abrangendo não apenas as correias, mas também os tensores e kits de correias, acoplamentos flexíveis, tubagens e conectores para sistemas de refrigeração, de combustível, de ventilação, de ar comprimido e de vácuo, termóstatos, tampas de radiador, braçadeiras, tampões de depósito de combustível e ferramentas oficinais. De salientar ainda que se tratam de produtos com aplicação tanto em veículos ligeiros como veículos pesados. O primeiro dia de visita foi finalizado com um jantar de grupo, permitindo apreciar várias das especialidades gastronómicas da região, enquanto o segundo dia permitiu aos cliente e colaboradores da Europeças uma visita guiada à cidade de Barcelona. Luís Parreira, responsável técnico e de marketing da Europeças, resumiu esta iniciativa, dizendo que “tivemos oportunidade de reforçar a parceria entre a Europeças, seus clientes e um dos principais fabricantes mundiais de componentes automóvel. Agradecendo o profissionalismo e hospitalidade demonstrados pela Gates, julgo ter sido de benefício comum toda a informação e experiência recebidos neste evento, com o objectivo final de melhorar cada vez mais o serviço e apoio prestados aos nossos clientes finais, que são as oficinas independentes”.



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EMPRESA Correias II

Nos pesados

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e nos ligeiros

Com quase duas décadas de mercado, a empresa Correias II, de Torres Vedras, possui algo que é raro neste mercado, isto é, está presente simultanemente no mercado das peças para pesados e para ligeiros.

início de tudo foi em Setembro de 1990. Nessa altura dedicouse o negócio, quase em exclusivo, à comercialização de peças para camiões e galeras, aproveitando uma oportunidade de mercado, já que não existiam em Torres Vedras operadores neste ramo de actividade dedicado aos pesados. Inicialmente teve o nome de C.L.M. Peças, mas com a saída de dois sócios e a existência no mercado de outra empresa com um nome parecido, passou a ter uma nova designação, Correias II, que ainda hoje mantêm. Nos finais da década de 90, para além do material para pesados, a empresa iniciou também a comercialização de peças para ligeiros, que ano após ano foi ganhando cada vez mais importância dentro da Correias II, até porque os pesados perderam alguma expressão naquela zona do país. “Os dois mercados são muito importantes para nós e apostamos fortemente em qualquer deles”, assegura Álvaro Correia, Director da Correias II, adiantando que “neste momento os ligeiros representam 55% da nossa actividade enquanto os restantes 45% dizem respeito às peças para pesados. Contudo, venderemos aquilo que o mercado mais procure seja em ligeiros seja em pesados. Será o mercado a ditar o nosso crescimento em cada uma das áreas”. Ao nível das peças para pesados esta empresa de Torres Vedras é agente da DAF (peças originais), sendo também um dos distribuidores para Portugal da Federal Mogul (quer para ligeiros quer para pesados) e sub-concessionários de peças da Renault (peças originais) bem como da Mercedes Benz (peças originais). Contudo, quer para pesados quer para ligeiros, a gama de produtos é muito vasta, dispondo a Correias II de muito material de qualidade equivalente, num total de 15.000 referências distintas, apenas não trabalham as peças de chapa, apesar de as poder fornecer por encomenda. Um dos aspectos diferenciadores da Correias II neste mercado é o facto de “todo o material que vendemos ter certificado de qualidade”, assegura Álvaro Correia, justificando essa aposta como “uma forma de não haver problemas, quer para nós quer para os clientes, é fornecermos peças de boa qualidade”. Outra mais-valia oferecida pela empresa é a rapidez do serviço, nomeadamente nas entregas, algo a que a empresa dá muita importância e valor. “No início da nossa actividade, e durante muitos anos, só vendiamos peças para pesados e frotas de pesados. Como um camião não pode

Rancho em Portugal Num mercado em que é cada vez mais difícil ter exclusividade na comercialização das peças, a Correias II, possui desde 1994 um produto nessas condições. Trata-se dos amortecedores da Rancho, uma marca norte americana, de produtos para todo-o-terreno.

A Correias II está presente no mercado das peças para veículos pesados e ligeiros

estar parado, pois é um prejuízo enorme para o cliente final, tinhamos que entregar rapidamente as peças. Nós habituamo-nos a essa rapidez, e é com ela que conseguimos a fidelização dos nossos clientes e o nosso crescimento”, afirma o responsável da Correias II. Em termos de distribuição, a empresa de Torres Vedras vende para todo o país, mas a sua acção comercial directa está concentrada na zona Oeste, onde tem um vendedor que visita as oficinas da Lourinhã, Peniche, Bombarral, Caldas da Rainha, Cadaval, Torres Vendras Vila Franca de Xira, Sobral de Monte Agraço, Carregado, Arruda dos Vinhos, Mafra e parte do concelho de Sintra. Para além disso, a Correias II dispõe de um balcão de peças aberto ao público, precisamente nas suas instalações de Torres Vedras, onde se encontra um pequeno

armazém de 100 m2, abastecido por outro armazém de 500 m2, onde está concentrado grande parte do stock de peças da empresa. Cerca de 65% do que é vendido por esta empresa é importado directamente das fábrica pela Correias II, pois “caso não fosse a nossa luta neste mercado era mais complicada”, adverte Álvaro Correia que adianta “haver cada vez mais competitividade e ser cada vez mais difícil fidelizar o cliente”. Considerando que não é o momento oportuno de investir, Álvaro Correia fala mesmo assim de um bom ano de 2007 nas vendas. “Crescemos cerca de 20% nas nossas vendas”, refere o responsável da empresa, explicando que “grande parte desse crescimento ficou a dever-se à exportação para África, mas também crescemos em Portugal”.

Correias II Sede: Bairro dos Ameais Rua Leonel Trindade, 15A 2560-615 Torres Vedras Director Admistrativo e financeiro: Álvaro Correia Director Comercial Carlos Batista Telefone: 261 315 833 Fax: 261 321 700 E-mail: correias2@mail.telepac.pt Internet: n.d.



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EMPRESA Menapeças

Relações de confiança

A

Especializada em peças asiáticas, a Menapeças tem vindo a evoluir a sua gama de produtos também nas peças para veículos europeus, ao mesmo tempo que tem investido em novas instalações.

Menapeças iniciou a sua actividade em Agosto de 1984 com uma pequena loja em Castanheira do Ribatejo. Passados dois anos a empresa, devido ao seu crescimento, foi para outras instalações na mesma zona, para apenas em Dezembro de 2000 ocupar o actual edifício onde se encontra, no Carregado, construído de raiz para a actividade da empresa. Em 2006, a Menapeças adquiriu um armazém em Serzedo (Vila Nova de Gaia) com 1.000 m2, expandido a sua actividade para o norte do país, bem como para a Madeira, onde a empresa possui duas lojas (uma delas funciona como armazém). Já mais recentemente, em Abril de 2007, a Menapeças investiu em mais uma loja, desta feita em Odivelas. No início da actividade a Menapeças fazia apenas a comercialização de peças para veículos Mitsubishi, dado que o seu fundador e actual Director-Geral, Orlando Mena, esteve várias anos como Presidente da Univex que era a representante da Mitsubishi em Portugal. Mais tarde a empresa começou a trabalhar também peças para as marcas Toyota e Nissan, surgindo depois as peças para os veículos Hyundai, tendo a Menapeças uma clara especialização em peças asiáticas, apesar de já mais recentemente, ter introduzido na sua gama de produtos as peças para veículos europeus e para outras marcas asiáticas. “A nossa experiência, como grossitas, é muito grande em material asiático, mas já temos também muito material exclusivo para veículos europeus”, refere Orlando Mena, explicando esta opção como sendo “uma forma de dar uma maior apoio aos nossos clientes e também aumentar as vendas”. Apesar de dispor de balcões e lojas de venda directa, apenas destinados ao mercado local, a Menapeças é um grossista que desenvolve a sua actividade essen-

Menapeças Sede: Edifício Menapeças Quinta da Mendanha, Lt2 Apartado 114 2584-908 Carregado Director-Geral: Orlando Mena Telefone: 263 856 771 Fax: 263 856 773 E-mail: geral@menapecas.com Internet: www.menapecas.com

Marcas representadas O portfólio de representações da Menapeças é muito vasto e diversificado. Porém, algumas dessas marcas de peças destacam das restantes por serem exclusivas da Menapeças ou por serem muito representativas. Ao nível das marcas em que a Menapeças é distribuidor exclusivo destaque para a Filter Master (filtros de ar, óleo e combustível), Sahi (material de suspensão e direcção), Roulunds (discos, pastilhas e maxilas de travão) e Vasco Filters (filtros de ar, óleo, combustível e habitáculo). A Menapeças trabalha ainda o material da PHC / Valeo (material de embraiagem, Kits, discos, pratos e rolamentos), QH (material de desgaste) e Arco (material de motor, conjuntos, camisas, pistons e segmentos). cialmente para os retalhistas (revendedores de peças). Para esse fim, a empresa dispõe de uma equipa de seis comerciais, divididas por zonas no país (incluíndo Madeira), que visitam regularmente as casas de peças, até porque a Menapeças defende o canal de distribuição tradicional (grossista / retalhista / oficina). “Todas as semanas é implementado no retalhista um programa com os preçarios e a disponibilidade de stock da Menapeças”, refere Orlando Mena, adiantando que “estamos também a implementar as vendas online, via internet, onde teremos todo o nosso stock, bem como os preços e outras informações úteis aos nossos clientes”. Produto Apesar de também poder disponibilizar aos seus clientes material de origem, até porque a Menapeças tem diversos acordos com determinadas marcas de automóveis, a maioria do material que comercializa são peças de qualidade original, de fabricantes que também fornecem a origem. “Uma das nossas preocupações é que as peças comercializadas tenham de facto muita qualidade. A maioria dos nossos fornecedores mantêm uma relação co-

mercial com a Menapeças de há longos anos e também eles já conhecem o mercado português e sabem o que os nossos clientes querem”, revela Orlando Mena. A especificidade de trabalhar com fornecedores que na sua maioria estão na Ásia, o que gera um prazo muito dilatado entre a encomenda e recepção da mesma e alguns problemas com a desvalorização do Iene (no caso do Japão), obriga a Menapeças, também pela especificidade que é trabalhar as peças para veículos asiáticos, a uma cuidada gestão de stocks. “A equipa que trabalha na Menapeças é muito experiente e conhecedora. Quer ao nível das compras quer das vendas temos muita experiência do mercado e sabemos as necessidades dos nossos clientes. Isso é um factor realmente diferenciador face à nossa concorrência”, refere Orlando Mena, adiantando que “a forma como estamos no mercado tem de ser coerente e leal. Só dizemos ao cliente que temos uma determinada peça se na realidade ela está em stock e a podemos entregar-lha”. Em termos de política de preços, a Menapeças não entra em “saldos” nem em guerras de descontos, segundo diz o seu responsável, afirmando que “os nossos preços são conhecidos de todos. Cada cliente, dependendo das suas compras e

A Menapeças possui instalações no Carregado (sede), Vila Nova de Gaia, Madeira e Odivelas da sua fidelidade à Menapeças sabe perfeitamente como trabalhamos os preços. Também aqui somos transparentes para com o cliente, que está sempre informado”. A lógica de investimento registada nos últimos anos em novas estruturas (Gaia, Madeira e Odivelas), como forma de estar mais próximo dos clientes dando-lhes mais apoio através de uma maior proximidade, será para manter no futuro, embora não este ano. “Nesta altura estamos numa fase de consolidação dos nossos investimentos, tentando sempre incrementar às nossas vendas, de modo a rentabilizar o nosso trabalho diário, servindo o cliente o mais rapidamente possível”, refere Orlando Mena, concluindo que “os nossos investimentos concentram-se agora em ter mais stock para ter mais disponibilidade e servir melhor o cliente com qualidade”.



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EMPRESA Portyre

Repensar a

P

distribuição de pneus

A Portyre é a empresa que representa em Portugal a Euro-tyre, um grupo holandês que se dedica à distribuição de pneus multimarca para automóvel. Apesar de recente, a Portyre apresenta uma forte dinâmica no mercado

ortyre é uma marca criada pela Euro Tyre BV exclusivamente para trabalhar o mercado da distribuição de pneus em Portugal e Espanha, que está associada a um forte grupo internacional na distribuição dos pneus. A Euro-tyre BV é uma empresa que existe desde 1984, tem a sua sede na Holanda, tendo chegado a Portugal em 2005, pelas mãos do empresário Manuel Félix. A política da Euro-Tyre, quando entra num determinado país, é ter uma presença física nesse mercado, pelo que em Julho de 2007, Manuel Félix, que trabalhava apenas como um delegado comercial da Euro-Tyre em Portugal, desenvolve a Portyre como empresa, tendo instalações em Cantanhede, ficando desde logo com a responsabilidade de trabalhar o mercado ibérico. “Neste momento estamos a trabalhar todo o mercado português e também a Galiza em Espanha, embora com outros pontos de contacto no país vizinho”, começa por referir Manuel Félix, Director Comercial da Portyre. O conceito deste grossista de pneus é “ter produto e serviço”, revela Manuel Félix, pelo que o crescimento da actividade e do número de clientes passou pela disponibilização de um stock local e pelo alargamento da estrutura (de duas passou para sete pessoas), mas também por um profícuo trabalho de desenvolvimento ao nível do Marketing. “Começámos com 4.000 pneus e actualmente temos em stock mais de 12.000 pneus com mais de 950 medidas diferentes, e em quase um ano de actividade passámos de 99 para mais de 500 clientes que já compraram pelo menos uma vez este ano”, revela com orgulho o responsável da Portyre. Num mercado muito concorrencial e maduro como o dos pneus, Manuel Félix assume que a Portyre tem diferenças face à concorrência, nomeadamente, pela dis-

ponibilidade do produto, pelo preço competitivo e também pelo serviço. A estratégia de mercado da Portyre ao nível produto, passa por “termos sempre em todas as medidas que comercializamos uma oferta em marca premium, outra em marca quality e outra ainda em marca budget. Numa determinada medida pretendemos ter sempre três ou quatro opções, e dentro de cada nível de qualidade, temos a marca que melhor representatividade tem em cada medida”. Na opinião de Manuel Félix, outra das vantagens da Portyre “é que somos especializados em produtos de alta gama. Temos disponibilidade de produto a preços competitivos em pneus de alta gama, tão só porque a nossa casa mãe também é especializada em pneus de gama alta. Contudo, a nossa oferta é muito diversificada em pneus de ligeiros, comerciais e 4x4”. Outra das fortes apostas da Portyre tem sido no serviço, algo que para Manuel Félix faz claramente a diferença neste mercado da distribuição de pneus. Com uma delegação em Lisboa (brevemente abrirá uma no Porto) e sede em Cantanhede, o responsável da Portyre

afirma que “serviço é o cliente ter os pneus no menor espaço de tempo possível, após ter feito o pedido dos mesmos”. Assim, os pedidos de pneus podem ser feitos à Portyre até às 19 horas, sendo todos entregues até às 13 horas do dia útil seguinte. Contudo, num raio de 60 Kms da sede, a Portyre garante um serviço de entregas próprio em três horas. Outra aposta da Portyre tem sido na disponibilização online dos pedidos. Para além dos métodos tradicionais (telefone e Fax), a utilização da internet para fazer compras online por parte dos clientes tem vindo a ganhar cada vez mais espaço dentro da Portyre representando já 25% das encomendas diárias. O cliente pode relacionar-se com a empresa sem nunca precisar de telefonar. Toda a informação está disponivel no site da empresa ( encomendas, facturas, recibos, etc ). Algo que esta empresa não abdica é do estrito rigor dos pagamentos, “até porque a casa mãe assim nos obriga”, mas também na independência total face ao mercado. Outra característica importante é o facto de “não comprarmos pneus directamente a nenhum fabricante. Todos os benefícios que obtemos na compra são

Portyre Sede: Quinta da Boavista Rua Chão de Conde 3060-852 Cantanhede Director Comercial: Manuel Félix Telefone: 707 200 946 Fax: 707 200 945 E-mail: mfelix@portyre.com Internet: www.portyre.com www.euro-tyre.com\portugues reflectidos de imediato na venda dos pneus aos nossos clientes”, garante Manuel Félix. Para além do trabalho dos três comerciais que a empresa tem no terreno, a Eurotyre todos os meses faz campanhas, “mais para dar a conhecer a nossa oferta, pois os nossos preços são sempre muito competitivos”. PUB



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EMPRESA Motul

Gama, diversidade e qualidade

N

Com uma forte imagem de marca no mercado francês, os lubrificantes Motul caracterizam-se pela diversidade da gama de produtos. Conheça o desenvolvimento do negócio Motul em Portugal.

ascida em Nova York nos Estados Unidos em 1853, a Motul foi uma das primeiras empresas do mundo a desenvolver lubrificantes de alta qualidade. No entanto, nos anos 50 foi aquirida por capital Francês mantendo-se assim até aos dias de hoje. Tem a sua sede em Paris e está presente em 75 paises, sendo toda a produção para a Europa efectuada na fábrica de Aubervilliers também em França. A Motul possui várias familias de produtos começando na gama automóvel, moto, pesados, náutica e acabando na indústria (não trabalhada em Portugal). Dentro dos produtos auto, a gama “Specific” é a mais que se destaca, embora a Motul tenha no seu portfolio duas especialidades muito interessantes e exclusivas, que são as gamas para competição e para clássicos. Na gama Specific estão presentes os produtos com as últimas homologações de todos os fabricantes de automóveis. Para além disso a Motul possui uma gama de 100% sintéticos, dividida entre os “Full SAPS”, “Mid SAPS” e “Low SAPS”, passando pelos semi-sintéticos, gama que designada por “Technosynthese” devido à utilização de bases sintéticas de esteres em vez das tradicionais, o que oferece uma excelente qualidade face aos habituais semi-sintéticos disponíveis no mercado. O leque de produtos inclui ainda os lubrificantes minerais e as restantes especialidades para as transmissões, manutenção, car care, etc. Na gama auto de competição a Motul possui uma oferta de seis viscosidades que vão desde um 0W20 até ao 20W60, podendo ser usados quer em competições de estrada (como os ralis) quer nas competições de pista (velocidade). Um dos aspectos que caracteriza a Motul é precisamente o facto de apresentar uma gama muito grande e diversificada. “Possuimos produtos para todos os segmentos de mercado, no entan-

to a Motul posiciona-se como uma empresa que faz a diferença através das soluções de alta tecnologia que utiliza na concepção dos seus produtos” refere Hugo Brito, Area Manager para Portugal da Motul Ibérica, SA., acrescentando que “temos um posicionamento de produto de gama alta e que está de acordo com a nossa qualidade. No entanto, posicionamo-nos com preços competitivos comparativamente com as nossas concorrentes que apresentam a mesma qualidade ou que são precepcionadas como marcas de alta qualidade”. Um dos trunfos da Motul, na opinião de Hugo Brito é “realmente a proximidade que temos com os fabricantes de automóveis. Isso permite-nos ser muito rápidos na obtenção das novas homologações das marcas e desenvolver os produtos adequados e necessários ao parque automóvel novo e em garantia, mas também aos veículos recentes que já não têm garantia. Hoje em dia é condição essencial possuir todas as homologações, pois a maioria dos automóveis que são reparados em oficinas independentes, praticamente todos já necessitam de utilizar produtos homologados pelos fabricantes”.

Motul Ibérica, SA Sede: Provenza, 3865, 3ª Planta 08025 Barcelona Área Manager: Hugo Brito Telefone: + 351 263 738 432 Fax: n.d. E-mail: hugo.brito@motul.es Internet: www.motul.com Para o Área Manager da Motul, é fundamental que as oficinas utilizem produtos homologados pelas marcas de modo a “poderem dar garantia dos seus serviços e trabalhar com a qualidade de um concessionário. Ao contrário de outros países, em Portugal evoluímos da fase do “15w40 que dá para tudo” para o “10W40 que dá para tudo”, o que como sabemos é um erro tremendo”. A estratégia de distribuição da Motul para Portugal assenta fundamentalmente nos grossistas e retalhistas, que por

Para Hugo Brito, Área Manager da Motul, é fundamental que as oficinas utilizem produtos homologados pelas marcas sua vez têm a responsabilidade de comercializar os produtos desta marca junto das oficinas. “Não achamos justa a estratégia de vender nos dois canais. É uma estratégia que muitas marcas utilizam, mas que exige muita cautela pois arriscam-se a entrar em choque tanto com os seus clientes retalhistas como com as oficinas”, afirma Hugo Brito. Neste momento a empresa está ainda a construir a rede de distribuição “a um bom ritmo mas com a precaução necessária para evitar as indesejadas guerras entre parceiros de distribuição. Penso que se trata de uma oportunidade única para os distribuidores que apostarem na distribuição da Motul pois quem ficar connosco neste trabalho inicial vai não só colher os frutos imediatamente como principalmente no futuro”.

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A Qualidade assegura o Futuro Importação e Exportação de Escapes, S. A.

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SERVIÇO FUGAS DE ÓLEO (II PARTE)

Conhecer as

causas

Depois de termos analisado na I Parte deste trabalho as principais causas de consumo de óleo, vamos agora referir algumas causas possíveis para perdas de óleo. Quando existe perda de lubrificante devido a fugas em qualquer parte do motor, estamos perante uma "fuga de óleo".

CAUSA 1 PROBLEMAS DE VEDAÇÃO Os vedantes são elementos indispensáveis para o correcto funcionamento do motor, dentro do qual circulam fluidos que não se podem misturar aleatoriamente: óleo, água de arrefecimento, ar de admissão e gases de escape. Se for usado o produto incorrecto, aplicado produto em excesso, ou não for aplicado qualquer vedante, os problemas de vedação surgem rapidamente, podendo ser causados danos consideráveis no motor. Os vedantes são aplicados nas superfícies de união das peças, para evitar a fuga dos fluidos ou a entrada de ar ou água nos diversos sistemas do motor. Há casos em que o produto tem que suportar elevadas pressões ou temperaturas, devendo possuir qualidades específicas. Se for aplicado produto em excesso, podem ocorrer fugas, porque a união não fica isolada homogeneamente. Por outro lado, os resíduos de vedantes usados podem infiltrar-se nos circuitos de óleo ou água e provocar entupimentos. Por essa razão, muitos dos modernos produtos de vedação dissolvem-se naturalmente ao entrar em contacto com o óleo. Outro facto importante na aplicação dos vedantes é a temperatura das peças estar estabilizada e a zona de aplicação do vedante e as instruções de aplicação serem integralmente respeitadas.

CAUSA 2 CORPOS ESTRANHOS NAS SUPERFÍCIES Quando resíduos ou corpos estranhos se interpõem entre as superfícies a vedar e as juntas e/ou produtos vedantes, a vedação não é perfeita e as fugas podem

dar-se a qualquer momento. No caso de juntas planas, pode ainda dar-se o caso das superfícies das peças ficarem empenadas. Ao aplicar juntas e/ou vedantes é portanto fundamental efectuar a limpeza prévia de todos os resíduos e impurezas das superfícies a vedar, para que haja aderência total dos produtos às superfícies. Infelizmente, os corpos estranhos e outras impurezas são a causa mais frequente e decepcionante de anomalias no funcionamento do motor. Na junta da cabeça do motor é necessário especial cuidado, porque tem uma grande área e diversos furos. Se a junta não requerer qualquer produto vedante, é imperativo não aplicar nada.

CAUSA 3 FUGAS PELOS RETENTORES RADIAIS Os retentores de veios são anilhas resistentes a cargas elevadas, produzidas com um composto plástico, que envolvem uma mola de aço inoxidável. Essa mola assegura uma forte e permanente

elasticidade, compensando o desgaste do retentor e exercendo forças de vedação tecnicamente especificadas. Para que o retentor funcione normalmente, é necessário que a respectiva mola seja correctamente instalada. Por outro lado, a eficiência da vedação depende do estado do veio no qual o retentor está montado. Se o veio tiver qualquer excentricidade e o retentor apresentar golpes na superfície de encosto ao veio, a pressão da mola não será suficiente para impedir fugas de óleo. Nesses casos, a superfície de contacto do retentor pode ser reparada com uma anilha de protecção do veio. De um modo geral, os retentores de óleo não podem suportar pressões muito elevadas. Se a pressão aumentar excessivamente dentro do cárter, isso pode em certos casos provocar a fuga de óleo para o exterior do motor. Para evitar problemas com os retentores, seguir sempre as instruções de montagem do retentor, fornecidas pelo fabricante. Muitos dos actuais retentores de óleo necessitam de uma fina película de óleo para serem montados.

CAUSA 4 DEFEITOS NAS SUPERFÍCIES DE APERTO Se as superfícies das peças que são apertadas uma contra a outra tiverem defeitos ou estiverem distorcidas, nenhuma junta ou vedante conseguirá eliminar o risco de fugas, pois ficam pequenos intervalos entre as peças, depois de apertadas. É o que acontece muitas vezes nas juntas

da cabeça do motor, permitindo a fuga de óleo e/ou água para a câmara de combustão. Para evitar este tipo de problemas, seguir as normas e procedimentos adiante descritos: • Verificar a forma das peças com uma régua metálica direita, rectificando a superfície se for necessário. • Verificar a espessura mínima da cabeça do motor e do bloco dos cilindros, de acordo com as especificações do construtor. • Verificar sempre a espessura da junta da cabeça do motor, especialmente nos casos em que existe protrusão do êmbolo. • Verificar a rugosidade das superfícies de aperto, pois o desempenho da junta depende muito da natureza da superfície contra a qual é apertada.

CAUSA 5 AVARIA NA BOMBA DE VÁCUO Se ocorrer uma perfuração no diafragma da bomba de vácuo, o óleo do motor passa para o circuito de vácuo. Para além da perda do óleo, este irá provocar a deterioração de vários componentes do sistema de vácuo do veículo, os quais terão que ser substituídos.



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CAUSA 6 PRESSÃO DE ÓLEO MUITO ELEVADA A pressão de óleo excessiva pode provocar a fuga de óleo, através das juntas e uniões do motor. Entre as causas que podem originar pressões demasiadamente elevadas, podemos citar as seguintes: • Tubos, canais ou filtros entupidos com sujidade ou outros elementos estranhos. • O circuito de lubrificação pode ficar bloqueado por uma válvula anti-retorno defeituosa ou por uma avaria do sistema da válvula de controlo da pressão de óleo. • Filtros de óleo sem bypass entupidos. • Montagem de peças não especificadas (tubos, válvulas, etc.) ou lubrificante não especificado para o motor em causa.

CAUSA 7 CONSEQUÊNCIAS DE UMA MÁ RODAGEM A precisão do estudo prévio e planeamento dos motores actuais, aliados a uma qualidade de fabrico exemplar, poPUB

SERVIÇO deriam tornar obsoleto o conceito de efectuar a rodagem do motor. De facto, muitos vendedores de automóveis, instrutores de condução e outros agentes técnicos fazem passar a ideia de que os motores actuais não necessitam de qualquer tipo de rodagem. A realidade, porém, é que muitos construtores e muitas marcas de veículos continuam a incluir nos seus manuais de utilização do carro certas regras para efectuar a rodagem do motor. Embora essas instruções do fabricante não sejam obrigatórias, seria ingénuo pensar que são supérfluas, porque os construtores importam-se mais com a possibilidade de vender mais carros e mais peças do que com a saúde financeira dos condutores com menores rendimentos. Postas as coisas nestes termos, a rodagem continua a ser um investimento para quem pretende conservar o seu carro e evitar problemas de " velhice " no fim da vida do mesmo. Para os veículos de frotas, locadoras e outros sistemas de utilização de rotação rápida, os custos de manutenção estão definidos à partida e o facto da rodagem poder ter alguma mais valia acaba por passar ao lado da contabilidade das grandes empresas, porque " alguém háde pagar a factura… " No que todos os técnicos e especialistas estão de acordo, é que os motores reparados ou recondicionados necessitam de um período de rodagem mínimo, sem o que as peças novas acabam por sofrer um desgaste intensivo e obrigar a

breve trecho a nova reparação. Qualquer pessoa entende que peças que se movem demasiado justas a altos regimes de rotação, cargas elevadas e altas temperaturas acabam por sofrer um desgaste anormal, que se repercutirá posteriormente no desempenho e duração do motor. Nas reparações em que são montadas camisas, êmbolos, segmentos capas de bielas e da cambota, etc. as peças necessitam de um período de 1.0001.500km de ajustamento progressivo, em que o veículo deve circular a velocidades e cargas moderadas, o que garantirá um desgaste do motor uniforme e gradual ao longo do tempo. Outra regra importante para os motores novos e/ou reparados, é a primeira mudança de óleo. Mesmo nos motores actuais e com componentes de grande qualidade, as

primeiras centenas de km produzem grande quantidade de limalhas e aparas metálicas, que representam um risco muito sério para as peças móveis do motor. Portanto, a primeira mudança de óleo e respectivo filtro deve ter lugar aos 500km. Embora não haja regras fixas para a segunda mudança de óleo, qualquer que seja o tipo e qualidade do lubrificante, esta deve realizar-se até aos primeiros 5.000km, após a reparação ou compra do carro novo. A partir daí, as mudanças de óleo podem entrar nos intervalos especificados pelo construtor, que podem ir aos 40-50 mil km nos veículos ligeiros e sensivelmente o dobro nos veículos industriais. A partir da segunda mudança de óleo, o motor deixa de estar " de baixa " e pode começar a ser utilizado a pleno das suas capacidades. Durante a rodagem, além da velocidade e carga medianas, convém igualmente evitar os regimes muito baixos, para o motor beneficiar sempre de um fluxo de lubrificante suficientemente abundante, o que não acontece a 1.0001.200 rpm. Por outro lado, nos motores reparados pode ser conveniente dar uma preparação superficial adequada aos cilindros, a fim de evitar o elevado consumo de óleo desde o início e garantir a máxima duração dos êmbolos, segmentos e camisas. Fonte: MSI – Motor Service International



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REPINTURA Gestão da Oficina de Repintura

A batalha da qualidade E

As mudanças que se operaram no mercado de colisão estão a colocar uma enorme pressão no sector reparador, o que exige uma gestão orientada para aumentar margens de exploração, com uma gestão muito eficiente e processos optimizados.

mbora a diminuição da procura no mercado da reparação não afecte todos os países do mesmo modo, essa tendência está estabelecida na Europa, devido aos consistentes esforços para diminuir a sinistralidade rodoviária. Por outro lado, os mercados emergentes, que são as companhias seguradoras, de leasing e gestoras de frotas, querem máxima qualidade de serviço a preços baixos. A tecnologia de produção de veículos também provocou um aumento das peças e maiores custos na manutenção das viaturas, o que está a exigir das oficinas de carroçaria / repintura um grande esforço de investimentos em equipamento e formação técnica especializada. Na origem, o número de cores continua a aumentar constantemente, exigindo equipamentos de colorimetria de grande qualidade e conhecimentos técnicos inequívocos. Neste contexto, surgem frequentemente problemas de finanças e baixa rentabilidade, agravados pela cada vez maior competição entre os operadores do sector. As redes de assistência oficial das marcas, por outro lado, estão a tentar rentabilizar ao máximo o seu negócio, fidelizando os clientes com seguros especiais, vendas em leasing e pacotes de serviço completos. Segundo estudos recentes, verificou-se uma diminuição do número de oficinas na Europa, tendo fechado 10.000 empresas em 3 anos, com perspectivas de encerramento de mais 2.000 a curto prazo. Para sobreviver nestas condições, a oficina de carroçaria repintura tem que lançar mão das melhores soluções, para os grandes desafios que enfrenta. O aumento constante da eficiência em todas as áreas do negócio, deve tornar-se, assim, no objectivo principal das empresas, a fim de gerar margens mais seguras e garantir a sustentabilidade dos projectos. Para o conseguir, as oficinas têm que apostar o mais possível na formação contínua e na aquisição de conhecimentos e capacidades de ponta. A procura dos grandes clientes institucionais exige padrões muito elevados de profissionalismo e produtividade, exigindo processos de trabalho reconhecidamente eficientes e rentáveis. Por seu turno, as oficinas de carroçaria / repintura têm que lançar mão da criatividade e abrir a sua actividade a todas as oportunidades de negócio e às novas áreas e nichos de mercado, sem qualquer limitação. Os verdadeiros profissionais não deixam nada ao acaso. Os clientes espe-

GESTÃO DE STOCKS E DA SALA DE MISTURA • Verificam-se regularmente os stocks, para haver sempre o melhor em armazém? Sim____Não____ • Colocam-se sempre os produtos novos na parte de trás da prateleira, para que os mais velhos saiam à frente Sim____Não____ • O piso da sala de misturas resiste aos solventes e existe a colecção completa de vasilhas? Sim____Não____ • Como é que são armazenados os produtos? Sim____Não____ - Num local quente e ventilado - Tintas aquosas nunca a menos de 5º C - À temperatura ideal de armazenamento de 20º C • Limpam-se regularmente os batedores do misturador? Sim____Não____ • Os copos da mesa de mistura estão bem posicionados e seguros? Sim____Não____ • O misturador funciona pelo menos duas vezes ao dia durante 15 minutos? Sim____Não____ • Quando a cor da mistura é alterada, bate-se o novo copo manualmente, durante 2 minutos com uma vareta e depois mais 15 minutos na mesa de mistura? Sim____Não____ • As balanças são limpas e afinadas regularmente? Sim____Não____ • Existem as últimas actualizações das fórmulas de cor, de modo a encontrar as cores mais recentes do mercado? Sim____Não____ • Faz-se um arquivo das amostras de todas as cores que são aplicadas? Sim____Não____ Os seguinte dados devem figurar nas costas da placa das amostras: - Marca do veículo - Modelo do veículo - Código de cor - N.º da amostra - Série/tonalidade da tinta - Tamanho do bico e tipo de pistola - Data da fórmula - N.º de demãos e pressão do ar à entrada da pistola - Nome do pintor (assinatura do próprio)



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REPINTURA EQUIPAMENTO DE LIXAGEM • Existem máquinas especiais (orbitais) para serviços de preparação e acabamentos? Sim____Não____ Nota: Seguir sempre as instruções dos fabricantes das lixadeiras e dos discos abrasivos •Usam-se discos grossos para desbastar e trabalhos intermédios? E discos finos para acabamentos? Sim____Não____ • Os discos estão em perfeitas condições? Sim____Não____ Nota: Discos com falhas provocam imperfeições • Utilizam-se os abrasivos recomendados nas Folhas de Informação Técnica? Sim____Não____ • As condutas de extracção de poeiras são limpas regulamente? Sim____Não____ • As lixadeiras são lubrificadas, segundo as recomendações do fabricante, para evitar danos nos rolamentos? Sim____Não____ • Verifica-se regularmente a alimentação de lubrificante para as lixadeiras? Sim____Não____

PISTOLAS AEROGRÁFICAS

CONDIÇÃO DO AR COMPRIMIDO Qual é a capacidade de ar comprimido da oficina? Volume de ar (l/minuto) 900 900 + 200

Dimensão da oficina Pequena (3 operadores) Média/grande

• Verifica-se sempre a pressão de ar na entrada da pistola? Sim____Não____ Nota: Utilizar sempre as instruções do fabricante da pistola e os dados das Folhas de Informação Técnica das tintas. • Antes de iniciar a aplicação, verifica-se a forma do leque da pistola? Sim____Não____ Nota: Sabe-se que uma incorrecta afinação do jacto dá origem a borbulhas, escorridos e manchas de cor? • Lavam-se sempre as pistolas na máquina de lavar automática com diluente e substitui-se regularmente o fluido de lavagem, para evitar problemas de pintura? Sim____Não____ • O diluente de lavagem está adaptado ao produto? Sim____Não____ Nota: Seguir sempre as instruções do fabricante.

Nota: Estes dados servem apenas para orientação. A capacidade de ar comprimido tem que ser definida com rigor em cada projecto de implantação da oficina. • O local onde está implantado o compressor é limpo, fresco e seco, recebendo ar renovado continuamente, a fim de proporcionar ar comprimido limpo e assegurar uma longa vida útil do compressor? Sim____Não____ • São usados filtros de água e óleo e a sua manutenção é regular? Sim____Não____ • Utiliza-se um secador frio, para prevenir a condensação? Sim____Não____ • Há uma unidade de filtragem e um redutor de pressão em cada terminal de abastecimento de ar comprimido? Sim____Não____ • Qual é o diâmetro das linhas de ar comprimido, em relação ao seu comprimento e volume do fluxo de ar? Fluxo de ar (l/minuto) 500 1000 1500

50 3/4 1 11/4

Comprimento (m) 100 1 1 11/4

150 1 11/4 11/2

• Qual é o diâmetro das uniões rápidas? (Recomenda-se 3/8") • Qual é o diâmetro das mangueiras de ar comprimido? (Recomenda-se mínimo de 9 mm) (Fugas nas uniões resultam de um consumo excessivo de ar comprimido e consequentemente de energia) • Nas grandes oficinas de veículos pesados, com mangueiras mais compridas e maiores volumes de ar, são necessárias linhas de maior diâmetro Diâmetro interior (mm)

6 mm

9 mm

Pressão de operação (bar) 3 4 5 6 3 4 5 6

• Verificam-se regularmente as uniões das mangueiras?

Queda de pressão (bar) extensão 5 m 10 m 15 m 0,7 1,2 1,8 1,0 1,6 2,2 1,3 1,9 2,5 1,5 2,2 2,8 0,23 0,38 0,60 0,34 0,55 0,81 0.43 0,63 0,92 0,60 0,80 1,10 Sim____Não____

GESTÃO DE RESÍDUOS 1. Generalidades • A responsabilidade pela organização da recolha interna, entrega e concentração de lixos e resíduos foi atribuída por escrito? Sim____Não____ • Alguém foi treinado para lidar com substâncias perigosas? Sim____Não____ • Toda a equipa da oficina está informada sobre os correctos procedimentos em relação ao lixo e substâncias perigosas? Sim____Não____ • Há instruções claras para o tratamento de lixos interno, por exemplo, sob a forma de cartazes com instruções em locais visíveis? Sim____Não____ • É feito diariamente o registo de todas as substâncias usadas e as respectivas ficha de segurança está disponível? Sim____Não____ 2. Recolha e armazenamento de resíduos • Os lixos/resíduos que fazem parte da Lista de Substâncias Perigosas ou de combustíveis líquidos são armazenados nas áreas de laboração da oficina? (Por exemplo: redutores usados) Sim____Não____ • Todos os lixos e resíduos têm lugares definidos de armazenamento? Sim____Não____ • Todos os locais de armazenamento de detritos estão providos de um número suficiente de depósitos ou contentores aprovados? Sim____Não____ • Os locais de armazenamento estão claramente identificados pelas substâncias ali depositadas? Sim____Não____ • As águas com resíduos perigosos são recolhidas em depósitos, compartimentos de recolha ou contentores de parede dupla? Sim____Não____ Nota: O armazenamento é considerado como a retenção de substâncias no local de trabalho mais de 24 horas ou de uma jornada de trabalho para a outra) As águas com resíduos perigosos incluem: • Óleos • Massas lubrificantes • Ácidos e bases • Graxas • Agentes de limpeza • Tintas • Redutores


Jornal das Oficinas Junho 2008

REPINTURA CABINAS DE PINTURA E SECAGEM • Os filtros primários e do tecto estão justos? Sim____Não____ Nota: A entrada de ar poluído pode causar defeitos na pintura. • Os filtros primários são substituídos nos prazos recomendados? Sim____Não____ Nota: De 4 em 4 meses os filtros primários devem ser verificados e limpos. Quando a respectiva luz do painel de comando se acende, devem ser substituídos. • Os filtros do tecto são verificados regularmente e substituídos quando necessário? Sim____Não____ Nota: Se a luz avisadora dos filtros do tecto se acender, os filtros primários também devem ser substituídos. O prazo de substituição dos filtros de tecto depende do uso da cabina: até 5 carros por dia = 1 vez por ano: + de 5 carros por dia = 2 vezes por ano. • Os filtros do solo também são verificados e mudados? Sim____Não____ • Quando a cabina está parada muito tempo, o equipamento é limpo? Sim____Não____ Nota: Nas cabinas novas ou que não são utilizadas por longos períodos, deve ligar-se a ventilação durante um certo tempo, antes de pintar, para eliminar as poeiras) • O uso de fatos profissionais é sistemático, para evitar o desprendimento de sujidades e fios? Sim____Não____ Fluxo de ar • A sobrepressão da cabina é verificada regularmente? Sim____Não____ Nota: A sobrepressão não deve exceder 3-5 Pa. Para regular a pressão interior da cabina abrem-se ou fecham-se as saídas de ar. • A velocidade do ar descendente é de 0,2-0,3 m/s? Sim____Não____ Nota: A velocidade pode ser medida durante as operações de manutenção de rotina do fabricante ou do serviço pós-venda da cabina. • A velocidade do ar é muito lenta, gerando neblina e longos tempos de secagem? Sim____Não____ • A velocidade do ar é muito rápida, causando turbulências e tempos de secagem muito curtos? Sim____Não____ • A temperatura exterior ajuda a temperatura de secagem interior a evitar longos períodos de secagem? Sim____Não____ Iluminação • São usadas lâmpadas fluorescentes de luz solar? (Osram L 58W/32-965 ou Phillips TC-D58W/965) Sim____Não____ Nota: Características mínimas da iluminação: temperatura de cor = 4.000º kelvin; potência luminosa = 1.000 lux. Claridade e limpeza • As paredes interiores da cabina estão brancas? Sim____Não____ Nota: As paredes sujas com tinta provocam reflexos coloridos e prejudicam a iluminação, podendo causar erros de pintura. • As portas de entrada da cabina e as saídas de ar são regulamente limpas? Sim____Não____ Secadores de Infravermelhos • É costume usar secadores IV de ondas curtas? Sim____Não____ Nota: Os cabos de alimentação dos secadores e de todos os outros equipamentos devem ser verificados regulamente por um electricista profissional. Se os secadores tiverem filtros, estes deve ser limpos com jacto de ar ou substituídos. ram sempre o máximo da qualidade de trabalho e de serviço. Para corresponder a essas expectativas e atingir os melhores resultados, o profissional tem que lançar mão dos materiais e equipamentos da máxima actualização e eficiência. O que quer que seja que isso implique - agitando o misturador todos os dias, verificando a pressão de ar da pistola, ou equipando a cabina com a melhor iluminação possível - o profissional é capaz de criar as melhores condições possíveis para atingir os resultados máximos na repintura.

Mais qualidade

=

Mais segurança

Utilizando os produtos e equipamentos de topo de gama, pode-se conseguir uma actividade isenta de proble-

mas e eliminar as perdas de tempo e os custos das repetições de serviço e das correcções. Isso quer dizer que também se está a promover a segurança na oficina e a garantir activamente o bem-estar dos seus empregados. Tudo completamente controlado? Fazer sempre a verificação da oficina, permite saber exactamente o que é necessário, quer sejam as falhas de material, quer seja a actualização de stock ou os métodos de trabalho que têm que ser melhorados. Nos quadros que seguem preparámos todas as perguntas chave. Tudo o que é preciso fazer é responder "sim" ou "não". Não tenham pressa! Pode-se responder nos "tempos livres". Ao responder "não" a certas perguntas, estáse sem dúvida a resolver alguns problemas. Portanto, é de incluir este questionário no Plano de Actividade da oficina. Fonte: Spies Hecker

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ÁREA DE POLIMENTO E RETOQUES • A oficina tem uma área específica para retoques, acabamentos e polimentos? • É suficientemente espaçosa? • É utilizado algum sistema de polimento adequado para eliminar imperfeições? • É utilizado uma máquina de polir com uma rotação de pelo menos 2.000 rpm? • O dispositivos de fixação dos discos estão limpos e sem risco de causar danos? • Há ali um secador de infravermelhos para secar as zonas com defeitos?

Sim____Não____ Sim____Não____ Sim____Não____ Sim____Não____ Sim____Não____ Sim____Não____

SEGURANÇA E HIGIENE LABORAL • As folhas de instruções de segurança estão completas e acessíveis, para o caso de ocorrer uma emergência? Sim____Não____ • Os principais procedimentos de segurança estão claramente afixados em cada posto de trabalho? Sim____Não____ • Há um plano de emergência com os números dos bombeiros e da emergência médica claramente assinalados? Sim____Não____ • As rotas e saídas de emergência estão claramente assinaladas? Sim____Não____ • Existem pontos de acesso livre para os bombeiros no exterior da oficina? Sim____Não____ • Todas as portas de emergência se podem abrir facilmente? Sim____Não____ • Existem extintores adequados e suficientes (2 por cada 50 m2 de oficina)? Sim____Não____ • Os extintores são revistos uma vez cada 2 anos? Sim____Não____ • Os locais dos extintores estão claramente assinalados? Sim____Não____ • Existem sinais de perigo adequados e exigidos pelas instituições seguradoras? Sim____Não____ • São feitas reuniões de esclarecimento e exercícios de segurança para emergências? Sim____Não____ • As áreas onde existe risco de explosão estão devidamente assinaladas? Sim____Não____ • As áreas de preparação de tintas, sala de mistura e armazém de produtos inflamáveis estão espacialmente isoladas entre si? Sim____Não____ • Há suficientes sinais de " Não fumar " nas zonas de pintura? Sim____Não____ • A segurança das instalações e equipamentos é verificada com regularidade? Sim____Não____ • A oficina tem um profissional de segurança laboral privativo? Sim____Não____ • As ferramentas e equipamentos eléctricos são inspeccionados regulamente por um profissional? Sim____Não____ • As substâncias perigosas usadas nos postos de trabalho estão identificadas segundo a lista oficial de produtos perigosos? Sim____Não____ • Existe uma sistema de extracção de ar que elimine os vapores tóxicos e perigosos na origem? Sim____Não____ • Os filtros de impurezas e de carvão activado são substituídos regularmente? Sim____Não____ • As máscaras faciais estão guardadas em caixas separadas, para não se poluírem e durarem mais tempo? Sim____Não____ • As escadas e degraus existentes estão em bom estado de segurança? Sim____Não____ • A oficina tem alguém treinado em primeiros socorros ou o contacto de profissionais dessa área? Sim____Não____ • Todo o equipamento e kit de primeiros socorros está disponível e facilmente acessível e assinalado? Sim____Não____ • Elementos de primeiros socorros indispensáveis: - Caixa com kit de primeiros socorros (verificar a data de validade) Sim____Não____ - Elástico de garrote Sim____Não____ - Garrafa de lavar olhos Sim____Não____ - Chuveiro de emergência Sim____Não____ • Todos os empregados fazem exames regulares de higiene/saúde laboral? • A oficina tem um seu próprio médico avençado? • Que equipamentos de protecção dispõe o pessoal da oficina? - Fato de protecção - Luvas de borracha - Óculos de protecção - Protector para a pele - Protectores auriculares - Máscaras anti gases - Calçado de segurança

Sim____Não____ Sim____Não____ Sim____Não____ Sim____Não____ Sim____Não____ Sim____Não____ Sim____Não____ Sim____Não____ Sim____Não____


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Jornal das Oficinas Junho 2008

MECÂNICA PRÁTICA

Colaboração:

PASSO A PASSO

Análise de emissões dos gases de escape

1º PASSO É indispensável para esta operação um analisador de 4 gases e sonda lambda, homologado e afinado segundo a legislação vigente.

2º PASSO A inspecção visual da linha de escape da viatura cujas emissões se pretendem analisar deve comprovar que não existem perfurações, nem uniões mal apertadas, que possam permitir a entrada de ar no escape.

A análise dos gases de escape é uma boa forma de avaliar o estado mecânico e a afinação do motor de um veículo, mas é também indispensável para verificar se os níveis de emissões estão de acordo com os valores máximos actualmente permitidos pela legislação, incluindo a percentagem de CO. Nas linhas seguintes estão resumidos os procedimentos para a correcta análise dos gases de escape de motores a gasolina, em 10 passos. 4º PASSO O teste de medição correcta dos gases de escape deve realizar-se à temperatura de serviço do motor, isto é, com uma temperatura mínima do óleo do motor de cerca de 60º C.

8º PASSO Para efeitos de diagnóstico, utilizar os valores de emissões declarados pelo construtor do veículo, como termo de comparação. Se esses valores não estiverem disponíveis, aplicar os valores limite estipulados na legislação vigente. Condições de medição Motor ao ralenti Motor acelerado

6º PASSO Introduzir a sonda de medição do aparelho na ponteira de saída dos gases de escape do veículo.

Lambda

CO (%)

1 +/- 0,03

0,5

1 +/- 0,03

0,3

9º PASSO Tabela de valores limite de gases de escape. Valores aplicáveis para motores a gasolina, com catalisador, desde Janeiro de 1997. CO HC CO2 O2 Lambda (%) (ppm) (%) (%)

Possivel Anomalia

Fugas no escape, com entrada de ar atmosférico Mistura Alto Alto Baixo Baixo <1 excessivamente rica (consumo elevado)

3º PASSO Posicionar a viatura no posto de medição de emissões, com o motor a funcionar, colocando o funil de aspiração de fumos

CURSOS

Baixo Baixo Baixo Alto

>1

Baixo Alto Baixo Alto

Mistura excessivamente >1 pobre (falhas de ignição)

5º PASSO Ligar o equipamento analisador de 4 gases.

7º PASSO Verificar ao ralenti os valores de CO e da sonda lambda obtidos pelo analisador.

10º PASSO A partir da tabela acima, é possível efectuar uma previsão de diagnóstico do estado do motor, segundo o teor dos valores de emissões de escape obtidos no analisador de 4 gases.

Centro Zaragoza Carretera Nacional, 232, Km 273 50690 Pedrola (Zaragoza) Espanha

Telefone: +34.976.549.690 Fax: + 34.976.615.679

e-mail: czinf@centro-zaragoza.com Internet: www.centro-zaragoza.com

CURSOS DE FORMAÇÃO - SETEMBRO 2008

TPeritos de Seguros Automóvel Diagnóstico Processos de preparação de pintura Circuitos e Sistemas eléctricos e electrónicos Formação Comercial para vendedores Reparação de carroçarias de alumínio Técnicas de Aerografia Identificação de peças da carroçaria Sistemas de Orçamentação Detecção de fraudes Processos de soldadura na reparação de veículos

DATAS

9 Set a 5 Dez 16 e 17 Setembro 16 a 19 Setembro 19 e 20 Setembro 20 e 30 Set e 1 Out 22 e 23 Setembro 22 a 26 Setembro 24 Setembro 24 a 26 Setembro 25 Setembro 29 e 30 Setembro

DURAÇÃO

443 horas 2 dias (10 horas) 4 dias (22 horas) 2 dias (10 horas) 3 dias (16 horas) 3 dias (16 horas) 5 dias (28 horas) 1 dia (4 horas) 3 dias (16 horas) 1 dia (6 horas) 2 dias (10 horas)

PREÇO

4.500 Euros (+ IVA) 520 Euros (+ IVA) 1.096 Euros (+ IVA) 520 Euros (+ IVA) 778 Euros (+ IVA) 730 Euros (+ IVA) 1.204 Euros (+ IVA) 299 Euros (+ IVA) 720 Euros (+ IVA) 330 Euros (+ IVA) 599 Euros (+ IVA)



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Jornal das Oficinas Junho 2008

CARROÇARIA

Colaboração:

ÁREAS DE TRABALHO

Uma questão de organização

O FI C I NA C E RTI FI CAD A

As áreas de trabalho dentro da oficina de carroçaria/repintura são uma questão de eminente importância para a organização da empresa reparadora, sendo que se considera uma área de trabalho a superfície da oficina destinada a desenvolver uma função ou de um processo relacionado como a reparação de veículos.

O

contexto actual de crescente competição económica e de concorrência generalizada impõe às empresas uma estratégia de organização e de disciplina, que integra um conjunto de técnicas utilizadas para aumentar a produtividade do trabalho industrial, através da racionalização de meios, da optimização de procedimentos e da criação de condições favoráveis à concretização dos objectivos. As oficinas de reparação automóvel não escapam nem podem escapar a esta lógica, porque são unidades de produção industrial que requerem as condições correctas de organização, a fim de alcançar a rentabilidade empresarial pretendida. Neste sentido, as áreas de trabalho dentro da oficina de carroçaria/repintura são uma questão de eminente importância para a organização da empresa reparadora. O Centro Zaragoza criou o Sistema de Certificação de Oficinas para garantir que a oficina assume um compromisso de qualidade em relação à gestão e aos serviços prestados, transmitindo ao cliente a confiança necessária relativamente à competência técnica da oficina e ao cumprimento das normas aplicáveis à actividade. A Oficina Certificada demonstra o seu compromisso com a qualidade por intermédio de uma organização adequada, tanto nos processos de gestão, como nos procedimentos laborais, traduzida por uma distribuição da sua actividade por áreas de trabalho, de acordo com as suas necessidades e objectivos. Sendo que se considera uma área de trabalho a superfície da oficina destinada a desenvolver uma função ou de um processo relacionado como a reparação de veículos. Influência do factor espaço O potencial de capacidade produtiva da oficina é determinado por diversos factores, o menos importante dos quais não é certamente a superfície total disponível. A partir da superfície da oficina e aplicando uns parâmetros adequados da superfície necessária para o pessoal técnico, é possível chegar à quantidade de profissionais que se podem acomodar em perfeitas condições, o que dará a capacidade produtiva da oficina, ou seja, a quantidade de reparações que é possível efectuar. Por outro lado, é importante também que a oficina respeite as áreas de trabalho atribuídas a cada especialidade, porque são elas que em definitivo determinam o grau de saturação da oficina, situação em que é alcançada a máxima rentabilidade. Ao ultrapassar a capacidade óptima de trabalho, acima do nível de saturação, é possível que a pressão leve a

culação de viaturas, tendo em conta todas as condicionantes do local em que se encontra a oficina. Uma oficina de reparação automóvel é uma unidade de produção e como tal a distribuição de áreas de trabalho, equipamentos e outras instalações têm que levar em conta as limitações geométricas dos edifícios em que estão instaladas, de modo a favorecer o fluxo de reparação produtivo, evitando todas as interferências que gerem atrasos e movimentações inúteis de viaturas. Em certos casos, as ineficiências geradas pela má distribuição das áreas de trabalho pode alcançar valores exagerados, tornando o labor da oficina improfícuo. Embora não haja regras fixas para todas as oficinas e para todos os locais, a correcta identificação, distribuição e delimitação das áreas de trabalho contribui de forma notável para a performance da oficina, assente numa actividade produtiva organizada e estruturada, com bons índices de rentabilidade.

oficina a utilizar processos que não sejam os mais correctos, uma vez que ao não respeitar as condições óptimas de espaço para trabalho se criem operações improdutivas, deslocações de veículos inúteis, etc. Ora, tudo isto influi negativamente na rentabilidade global da oficina, o mesmo sucedendo em relação à qualidade final do serviço prestado. Ao determinar a área ideal de uma oficina, deve levar-se em consideração a sua área de influência e o mercado potencial, para gerar um equilíbrio entre a oferta da oficina e os seus potenciais clientes. A perfeita concepção do tamanho da oficina, da equipa de profissionais, dos equipamentos necessários, dos espaços disponíveis e dos serviços prestados são a base

sólida para se atingir um nível de rentabilidade excelente e um alto grau de qualidade nas reparações.

Concepção global da oficina Uma oficina actualizada deve possuir um superfície total que permita uma distribuição equilibrada das diversas áreas de actividade, incluindo zonas de estacionamento e salas de espera, recepção, postos de trabalho, vestuários e sanitários, zona de lavagem de viaturas, compartimento para compressores, armazém de peças e produtos, zonas de preparação para pintura, área de recolha de resíduos (inertes, tóxicos e perigosos) para expedição ao gestor de resíduos autorizado, assim como superfícies de acesso e de cir-

Marcação e plena utilização A delimitação das áreas de trabalho, dependendo das funções efectuadas, pode ser meramente marca no solo ou obtida através de divisórias, amovíveis ou não, de modo a impedir as interferências que limitem a plena utilização dos recursos humanos e materiais. A realização de trabalhos específicos, susceptíveis de prejudicar outras áreas de trabalho circundantes, têm que dispor de isolamento suficiente, para não gerar danos noutros trabalhos ou poluir o ambiente geral da oficina. Uma oficina bem ordenada e limpa impressiona positivamente os clientes e inspira-lhes confiança no resultado dos trabalhos, contribuindo para a sua fidelização. Os próprios profissionais sentem-se estimulados a dar o seu melhor, quer pelas melhores condições de que dispõem, quer pela maior exposição individual a que estão sujeitos, contrariando a tentação de inventar intervalos e pausas desnecessários e injustificados. Nos casos em que a qualidade final do serviço pode ser prejudicada, como é o caso das cabinas de pintura, o acesso deve ser controlado e limitado ao estritamente necessário, a fim de que o fluxo de serviço e a qualidade de acabamento se mantenham num nível óptimo.


2 Simpósio Pós-venda Automóvel 16 de Outubro de 2008

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SUPLEMENTO TÉCNICO Suplemento do Jornal das Oficinas

COLECCIONÁVEL

Nº 31 Junho 2008

BOLETIM TÉCNICO Colaboração:

ALFA ROMEO 147 1.9 JTD O sistema de injecção electrónica de gasóleo de alta pressão - Common rail - trouxe grandes benefícios para os modelos com ele equipados, entre as quais podemos apontar a maior potência e elasticidade, diminuição do consumo de combustível e menor índice de emissões. Apesar da sua eficiência e fiabilidade, os sistemas Common rail também se avariam, sendo necessário efectuar o respectivo diagnóstico das anomalias e proceder à sua reparação. No caso que vamos tratar, o motor não pega, sendo necessário verificar quatro pontos principais: • Comportamento dos injectores • Circuitos de alta e baixa pressão • Válvula reguladora da pressão • Bomba de baixa pressão Método de diagnóstico de sistemas Common rail Para verificar a capacidade dos injectores electrónicos pode desligar-se, seja o tubo de recirculação de combustível, seja a ligação eléctrica dos injectores, devendo estrangular-se o tubo, para evitar a fuga de gasóleo. Depois de ter fechado o tubo de retorno do gasóleo, rodar a chave de ignição para a posição de arranque, durante 5 segundos. Verificar se sai uma pequena porção de gasóleo pelo canal de retorno de cada injector, devendo ser igual em todos. Sensor da pressão de combustível (alta pressão) Ligar o aparelho de diagnóstico (Texa) à unidade central de gestão do motor e fazer girar o motor de arranque durante alguns segundos (o motor do veículo deve atingir as 200 rpm, pelo menos), verificando o parâmetro "pressão de combustível". O valor apresentado no aparelho de diagnóstico deve estar compreendido entre 250 e 400 bar. Se estes valores não forem alcançados, desligar o sensor de pressão e fazer girar o motor de arranque outra vez. Se o motor pegar desta vez, o sensor de alta pressão deve ser substituído. Válvula reguladora de alta pressão de combustível (Alta Pressão) Mantendo o aparelho de diagnóstico ligado à unidade de gestão do motor, verificar agora o parâmetro "Regulação da pressão do gasóleo", cujo valor deve oscilar entre 16 e 22%. Se mantendo o motor de arranque a funcionar mais uns segundos o valor ultrapassar o referido máximo, podemos ter duas causas: • Falha de pressão causada pela gripagem da bomba de gasóleo de alta pressão, ou • Válvula reguladora de pressão alta pressão presa na posição "fechada". Para verificar a pressão do circuito de baixa pressão, efectua-se a medição à saída do filtro de gasóleo. Com a chave na posição de contacto, a pressão medida deve estar entre 2 e 3 bar (a pressão nominal é de 2,5 bar). Para medir a pressão de retorno do gasóleo, que deve ser inferior a 1 bar, desliga-se o tubo de retorno que vai para o depósito de combustível. Classificação dos injectores Para garantir o nível de emissões consagrado na lei, os veículos a gasóleo da Alfa Romeo, como é o caso do 147 1.9 JTD, produzido a partir de 9/2001, com motor de 2.4, e de 10/2001 com motores 1.9, estão equipados com injectores ditos "classificáveis". A principal característica destes injectores é a possibilidade de afinação rigorosa da quantidade de injecção do gasóleo, a partir da classe a que pertencem. Nestes motores, os injectores têm gravado na parte superior o nº de identificação do fabricante (Bosch 0 445 110 119). A classe é identificada por um número (1, 2 ou 3)

ESQUEMA BÁSICO Nº 01 02

Descrição X-Y Unidade central electrónica E 33 de gestão do motor Interruptor de segurança de inércia S 28

03

Bomba de combustível

N 12

04 05 06 07

Relé da bomba de combustível Relé principal Bateria de arranque Comutador de ignição

S 34 S 34 S 33 P 28

08 09 10 11

Interruptor dos travões UCR-Computador de bordo Interruptor da embraiagem Relé actuador do aquecimento de combustível Actuador do aquecimento de combustível Sensor de água no combustível

P 28 S 28 P 28 S 34

Electroválvula EGR Electroválvula de comando da turbina de geometria variável Electroválvula da borboleta Sensor de massa de ar Sensor da temperatura de ar

N 31 P 34

12 13 14 15 16 17 18 19 20 21

E 30 E 30

P 33 P 34 P 34

Módulo electrónico das velas I 30 de pré-aquecimento Vela de incandescência Luz avisadora do painel de instrumentos

Localização Compartimento do motor, à direita Na base do montante do lado do condutor Debaixo do assento do passageiro Junto à bateria Junto à bateria Compartimento motor No habitáculo, do lado do condutor Junto ao pedal do travão Junto à caixa de fusíveis Junto ao respectivo pedal Junto à bateria Compartimento do motor, à direita Integrado no filtro de gasóleo Compartimento motor Compartimento motor Compartimento motor Conduta de admissão Integrado no sensor de massa de ar Compartimento motor

Nº 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37

Descrição X-Y Localização Ligação ao sistema de Cruise Control Ligação ao sistema ABS Relé de arrefecimento do motor (alta velocidade) Relé de arrefecimento do motor (baixa velocidade) Motor eléctrico de arrefecimento do motor Sensor de rotações L 31 Compartimento motor Sensor de temperatura do motor M32 Compartimento motor Sensor de sobrealimentação L 32 Compartimento motor Sensor de pressão do combustível L 32 Compartimento motor Sensor de fase G 31 Compartimento motor Comando do Cruise Control Potenciómetro P 28 No pedal do acelerador do pedal do acelerador Injectores eléctricos I 32 Compartimento motor Electroválvula reguladora I 31 Compartimento motor da pressão do combustível Sensor da temperatura L 35 Compartimento motor de combustível Pressostato de lubrificante L 35 Compartimento motor

2

01

SISTEMA COMMON RAIL Fiat Punto (188) 1.9 JTD (Euro 3) ALFA ROMEO 147 1.9 JTD


SUPLEMENTO TÉCNICO Suplemento do Jornal das Oficinas

ESQUEMA ELÉCTRICO

Tipo de Dispositivo Pin Out Activação relé de arrefecimento motor (alta velocidade) A019 Activação relé de arrefecimento motor (baixa velocidade) A020 ECU motor - Alimentação - actuador do relé A004 ECU motor - Alimentação - relé principal A005 ECU motor - Alimentação - pela chave A058 ECU motor - Massa nº 1 A001 ECU motor - Massa nº 2 A002 ECU motor - Massa nº 3 A003 Ligação ao sistema ABS - Sinal Linha CAN (H) A029 Ligação ao sistema ABS - Sinal Linha CAN (L) A028 Comando do Cruise Control - Aumento de velocidade A057 Comando do Cruise Control - Diminuição de velocidade A056 Comando do Cruise Control - On/Off A053 Comando do Cruise Control - Resumo A055 Injector nº 1 - Sinal B119 Injector nº 2 - Sinal B120 Injector nº 3 - Sinal B121 Injector nº 4 - Sinal B114 Injectores 1 e 2 - Alimentação B117 Injectores 3 e 4 - Alimentação B118 Electroválvula da borboleta - Sinal de controlo ao fechar A015 Electroválvula EGR - Sinal A016 Electroválvula de geometria variável - Sinal A017 Electroválvula da pressão de combustível - Sinal 1 B108 Electroválvula da pressão de combustível - Sinal 2 B109 Interruptor da embraiagem - Sinal On/Off A061 Sensor de massa de ar - Alimentação B097 Sensor da massa de ar - Massa de referência B088 Sensor da massa de ar - Sinal B089 Sensor da massa de ar - Sinal da temperatura do ar B086 Módulo de comando das velas - Sinal de activação A022 Módulo de comando das velas - Sinal de diagnóstico A062 Potenciómetro do acelerador 2 - Massa de referência A079 Potenciómetro do acelerador 2 - Sinal A080

2 02

SISTEMA COMMON RAIL Fiat Punto (188) 1.9 JTD (Euro 3) ALFA ROMEO 147 1.9 JTD

Potenciómetro do acelerador 1 - Alimentação Potenciómetro do acelerador 1 - Massa de referência Potenciómetro do acelerador 1 - Sinal Potenciómetro do acelerador 2 - Alimentação Pressostato do lubrificante motor - Sinal On/Off Relé de aquecimento do gasóleo - Activação negativa Relé da bomba de gasóleo - Activação negativa Relé principal - Activação negativa Ligação do interruptor travão ao ABS - Sinal c/pressão Ligação do interruptor travão ao ABS - Sinal s/ pressão Sensor de água no filtro de gasóleo - Sinal Sensor de fase de efeito Hall - Alimentação Sensor de fase de efeito Hall - Massa de referência Sensor de fase de efeito Hall . Sinal Sensor de rpm - Massa de referência Sensor de rpm - Desligado Sensor de rpm - Sinal no arranque do motor

A078 A076 A077 A081 B098 A023 A024 A013 A059 A054 B105 B102 B104 B103 B099 B101 B100

Sensor de rpm - Sinal com motor em marcha Sensor de sobrealimentação - Alimentação Sensor de sobrealimentação - Massa de referência Sensor de sobrealimentação - Sinal Sensor de pressão de combustível - Alimentação Sensor de pressão de combustível - Massa de referência Sensor de pressão de combustível - Sinal Sensor da temperatura do gasóleo - Massa de referência Sensor da temperatura do gasóleo - Sinal Sensor da temperatura do motor - Massa de referência Sensor da temperatura do motor - Sinal Pino da luz avisadora da injecção UCR (computador de bordo) - Sinal linha CAN (H) UCR (computador de bordo) - Sinal linha CAN (L) UCR (computador de bordo) - Sinal linha K

B100 B093 B095 B094 B090 B092 B091 B083 B082 B085 B084 A021 A010 A009 A048 Nota: Informação obtida do software Texa IDC3 Plus


Colaboração: COLECCIONÁVEL

Nº 31 Junho 2008

BOLETIM TÉCNICO

ATENÇÃO: se no entanto fosse necessário montar uma unidade de comando do motor fabricada a partir dessa data, é necessário classificar os injectores, considerando que pertencem à Classe 2. A falta de configuração dos injectores levaria a que aparecesse na memória da unidade de controlo o seguinte erro: "CLASSIFICAÇÃO INJECTORES".

Figura 1 A identificação do injector está gravada na parte superior.

DIFICULDADE DE PEGAR A FRIO Pesquisar avaria

Pin Out* (ECU)

ECU - Alimentação do actuador de relé

A004

ECU - Alimentação do relé principal

A005

ECU - Alimentação pela chave

A058

Sinal do Sensor de temperatura do gasóleo

B082

Sinal do Sensor de temperatura do motor

B084

Sinal do Sensor de rpm, no arranque

B100

Sinal do Injector nº 4

B114

Sinal do Injector nº 1

B119

Sinal do Injector nº 2

B120

Sinal do Injector nº 3 B121 * Todos os controlos referem-se à massa da bateria

inserido num círculo, também visível na parte superior do injector (Fig. 1). Injector da Classe 2 Se for necessário substituir um injector ou a unidade central de gestão do motor, nos carros com a data de fabrico acima indicada, é preciso efectuar os procedimentos de instalação ou classificação do injector, tal como vem na página REGULAÇÕES do aparelho TEXA (Linha AXONE/NAVIGATOR), sendo necessário tomar as seguintes precauções: Nos modelos 147 1.9 JTD anteriores à data 10/2001, só devem ser montados injectores convencionais (não classificáveis), produzidos até à data acima indicada. Neste caso, não é necessário instalar ou classificar os injectores através do aparelho da Linha AXONE/NAVIGATOR (TEXA). Nesse mesmo modelo, se fosse necessário substituir a unidade de comando do motor, levar em conta que essas unidades produzidas até à referida data não requerem nenhum procedimento suplementar.

Nos modelos Alfa 147 1.9 JTD posteriores a 10/2001, se for necessário substituir um ou mais injectores, verificar que o respectivo código tem a indicação numérica 2. A eventual presença de uma letra "C" junto do nº 2 indica que o injector é do tipo "certificado para substituição". No caso de ser substituída a unidade de comando do motor, utilizar somente componentes fabricados depois da referida data do modelo e seguir os procedimentos de classificação dos injectores. Como a evolução do mercado levou a que as motorizações diesel superassem em muitos casos as movidas a gasolina, é necessário verificar e/ou substituir as velas de incandescência, assim como o seu sistema de alimentação e regulação. Quando se verificam anomalias no sistema das velas incandescentes, no Alfa 147 com o motor 1.9 JTD Euro3, a respectiva lâmpada avisadora começa a piscar, ficando o código de erro registado na memória da unidade de gestão da injecção. O sistema compõe-se de uma unidade de comando (relé temporizado) e as quatro velas. Para efectuar o controlo do sistema, convém verificar previamente o circuito de alimentação eléctrico: massa, alimentação 12V com fusível, através da chave de contacto. Se a unidade de controlo recebe a energia correctamente, devem seguir-se os seguintes procedimentos: 1. Controlo das velas; 2. Controlo do sinal de comando da unidade de comando do motor à unidade de comando das velas; 3. Controlo da unidade de comando das velas; é necessário verificar se a tensão que chega às velas é de 12V. Mesmo depois de substituir o componente defeituoso, a luz avisadora do sistema de pré-aquecimento continua a piscar. Para voltar a reinstalar o sistema e ele ficar a funcionar correctamente, deve proceder-se da seguinte maneira: 1. Rodar a chave de ignição até à posição de Marcha e esperar que a lâmpada avisadora (pré-aquecimento) se apague; 2. Pôr o motor a funcionar, até a unidade de comando (pós-aquecimento) se desactivar; a luz avisadora nesta fase está apagada; 3. Após uns momentos, a luz avisadora começa a piscar novamente, durante 30 segundos, porque a anomalia ainda está memorizada no sistema electrónico (autodiagnóstico); 4. Quando a luz deixar de piscar, desligar o motor (OFF) e voltar a ligar novamente 5. Se a luz avisadora já não pisca, porque não existe nenhum defeito no sistema, é necessário apagar o erro da memória do sistema, utilizando um aparelho de diagnóstico apropriado (TEXA) e seguindo os procedimentos recomendados pelo próprio programa.

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SISTEMA COMMON RAIL Fiat Punto (188) 1.9 JTD (Euro 3) ALFA ROMEO 147 1.9 JTD


SUPLEMENTO TÉCNICO Suplemento do Jornal das Oficinas

Sensores de massa de ar Logo após o seu aparecimento, os sensores de massa de ar eram chamados erradamente "Air Flow Meter" (medidores do fluxo de ar), mas rapidamente se concluiu que era a massa de ar que interessava medir e não o volume, porque a pressão e a temperatura alteram a densidade do ar, falseando os dados da mistura ar/gasolina. Isto é assim porque o que interessa para a combustão dos motores é o oxigénio e este varia na razão directa da densidade do ar. Não é pois de estranhar que os sensores de massa de ar se tenham tornado no elemento chave da gestão electrónica dos motores actuais, uma vez que o teor de oxigénio interessa a todos os sistemas de controlo da combustão e das emissões, começando pela injecção de combustível, que produz a mistura ar/gasolina, pela ignição, que provoca a inflamação desta, pela distribuição, que gere o tempo de abertura das válvulas, para terminar no catalisador, que efectua o tratamento dos efluentes da combustão. Nos motores turbocomprimidos, a informação do sensor de massa de ar é também vital para regular a pressão do turbo, do mesmo que é igualmente imprescindível para os sistemas auxiliares de controlo das emissões, como é o caso dos sistemas EGR e de ar secundário. Neste contexto, a avaria do sensor ou sensores de massa de ar, que se pode traduzir por falta de sinal enviado à ECU ou pelo envio de sinais incorrectos, desorganiza completamente a gestão de qualquer motor, seja a gasolina ou diesel, de pequena ou grande cilindrada, atmosférico ou comprimido. Obviamente, o sistema de gestão do motor possui em memória valores de substituição teóricos, para estas emergências, valendo-se por outro lado dos valores fornecidos pela sonda Lambda, mas é evidente que o rendimento do motor fica prejudicado, o consumo aumenta e as emissões também progridem na mesma proporção. Sensores de massa de ar actuais Dependendo do construtor da viatura e da aplicação, os sensores de massa de ar podem ser fornecidos em módulos completos (Figuras 1 e 2), equipados com um tubo adaptável à linha de admissão, difusor de fluxo de ar, componentes electrónicos para tratamento do sinal eléctrico e o elemento sensor propriamente dito. Noutras situações, o sensor é apenas montado na linha de ar original do veículo. Nos primeiros sensores, o elemento sensível era um filamento metálico, que se aquecia ao rubro, quando se desligava o motor, a fim de limpar as impurezas. Nas últimas gerações de sensores foi introduzida a tecnologia da película aquecida, que elimina a necessidade de máximo aquecimento dos anteriores modelos. O princípio de funcionamento dos sensores de massa de ar baseia-se numa película sensível, aquecida a uma temperatura constante, que pode variar de 120 a 180 ºC, dependendo dos veículos (Fig. 3). Quando o ar de admissão entra em contacto com a película aquecida, esta é obrigada a elevar a tensão de funcionamento, para conservar a mesma temperatura. A diferença de tensão é naturalmente proporcional à massa de ar, sendo transformada pelos componentes electrónicos do sensor num sinal que é enviado â unidade de processamento central. Os sinais eléctricos são modulados em impulsos com um certo padrão de frequência, que a ECU utiliza para avaliar a quantidade de ar de admissão (Fig. 4). Em modelos mais sofisticados, são montados dois sensores separados, o que permite medir os refluxos e a pulsação que ocorrem no interior da conduta de admissão, de acordo com o padrão de funcionamento do motor. Havendo dois sensores, um também pode substituir o outro, em caso de avaria, o que constitui uma vantagem, para o normal funcionamento da gestão do motor.

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DEFEITOS, Fiat Punto (188) 1.9 JTD (Euro 3) AVARIAS E CAUSAS

Princípios de manutenção Quando o sensor de massa de ar está danificado ou coberto por partículas de sujidade, os sinais são incongruentes e podem mesmo deixar de ser emitidos. As consequências são praticamente imediatas e o carro começa expelir fumo negro pelo escape e perde potência, excepto se a gestão do motor activar uma função substitutiva provisoriamente. A luz avisadora do painel de instrumentos MIL (Malfunction Indicator Lamp) aparece activada e podem aparecer mensagens do tipo "mistura rica/pobre" ou "fluxo EGR baixo/alt", etc. No entanto, a origem do problema é realmente o sensor de massa de ar. É preciso saber "traduzir" as mensagens do sistema de autodiagnóstico e "adivinhar" o seu significado. Muitas vezes, o sensor está realmente avariado, mas é necessário descobrir a causa última dessa anomalia. A maior parte dos sensores que a marca Pierburg recebe para reclamação, estão cobertos de óleo e/ou sedimentos, apresentando sinais de terem sido "bombardeados" por um jacto de areia (Fig. 4). Nestes casos, o que pode acontecer é a tubagem de admissão estar solta ou com folgas, o que permite a entrada de partículas, que são projectadas a alta velocidade sobre o elemento

sensível. Certos filtros de ar desportivos, utilizados pelos adeptos do tuning e outros condutores desprevenidos, cujos elementos filtrantes contêm óleo, são uma ameaça real para os sensores de massa de ar, pois formam uma película isolante sobre o elemento sensível, distorcendo as medias do sensor e impedindo-o de funcionar, no final (Fig. 6). O mesmo resultado pode obter-se, quando o sistema de ventilação do cárter gera grandes

FIG. 1

FIG. 4

FIG. 3 Processador electrónico de sinal

Sensor

Corte da secção de um sensor de enroscar na admissão

Módulos completos e sensor de massa de ar isolado

FIG. 2 Sensor de temperatura do ar

Película sensível aquecida Grelha difusora

Processador electrónico de sinal

Elementos de um módulo completo

Representação gráfica dos impulsos eléctricos modulados, que o sensor de massa de ar envia à ECU.


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MECÂNICA PRÁTICA

quantidades de vapores de óleo. Por outro lado, a entrada de água seja e/ou salgada no sistema de admissão também inutilizará o sensor de massa de ar (Fig. 7). Durante a mudança do filtro de ar, é importante limpar completamente a respectiva caixa e evitar deixar detritos no seu interior. Os filtros de ar de má qualidade também não ajudam a proteger o sensor, permitindo a passagem de certo tipo de partículas, que atingem o elemento sensível a alta velocidade. A sujidade no ar de admissão também pode entupir os difusores de fluxo do sensor, o que impede este de apresentar valores correctos de medição (Fig. 8). Mesmo assim, antes de chegar a uma conclusão sobre um problema de sensor de massa de ar, é necessário verificar o correcto funcionamento do sistema EGR, da válvula de ventilação do depósito de combustível, desafinação do turbocompressor, etc. Todos esses factores, bem como os outros citados anteriormente, contribuem negativamente para a fiabilidade do sensor de massa de ar.

FIG. 5

Falhas ocasionais Quando a luz avisadora de avarias se acende por uns momentos e se volta a apagar, é possível que se trate de anomalias provocadas por partículas de óleo ou outras impurezas depositadas no sensor e o sistema de autodiagnóstico esteja a dar um aviso preliminar. De facto, o sistema OBD nem sempre acende a lâmpada MIL imediatamente após a verificação de uma anomalia. Isso só acontece se forem avarias que podem danificar seriamente o motor e fazer parar a viatura. No caso de falhas esporádicas, em sistemas que não sejam vitais para a segurança do veículo (emissões de escape, por exemplo), o sistema OBD ou EOBD regista as anomalias e só activa a lâmpada avisadora, se o problema se repetir em vários ciclos de condução sucessivos, de acordo

Aspecto ampliado da célula sensível poluída. Nestes casos, o contacto do ar com a película aquecida é deficiente e as medições são incorrectas.

FIG. 6

com um padrão que tem registado na sua memória. Também pode acontecer que a lâmpada de aviso se apague, porque a anomalia deixa de se verificar, após um certo período de tempo. Quando o sensor de massa de ar é afectado por algum problema (humidade, vapores de óleo, impurezas, etc.), os valores do sinal electrónico tornam-se incoerentes e o sistema OBD assinala a anomalia. No entanto, se a sequência dos sinais for normal, após algum tempo, a luz avisadora volta a apagar-se. Deste modo, é importante não substituir imediatamente o sensor, sem verificar todas as hipóteses já aqui ventiladas. A substituição imediata só deve ocorrer, para evitar falsas reclamações e os transtornos que acarretam para os clientes finais, fornecedor e a própria oficina, quando há evidência de que o sensor está danificado. É o que se pode ver na Fig. 9, na qual um dos filamentos do elemento sensível está claramente levantado. Na Fig. 10, depois de ampliado o elemento sensível, pode verificar-se que os filamentos "desapareceram", provavelmente devido a impactos, excesso de temperatura, vibrações excessivas, etc.

FIG. 9

FIG. 8 Sensor de massa de ar visivelmente danificado

FIG. 10

Partículas de óleo condensadas na superfície da película sensível, distorcem os valores registados pelo sensor.

A função do difusor é uniformizar o fluxo de ar junto do sensor, mas entupido desta forma pouco poderá fazer…

FIG. 7

Aspecto de um sensor, com detalhe ampliado da célula sensível, isolada por depósitos de água salgada.

Ampliação do elemento sensível de dois sensores de massa de ar Esquerda: em bom estado. Direita: danificado (sem filamentos metálicos).

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DEFEITOS, Fiat Punto (188) 1.9 JTD (Euro 3) AVARIAS E CAUSAS


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SERVIÇO

Substituição de sedes de válvulas Embora pareçam simples anéis metálicos comuns, as sedes das válvulas têm uma importância crítica no correcto funcionamento do motor de combustão interna, porque a sua função é vedar a câmara de combustão, durante os tempos (ou fases) fundamentais da compressão e da combustão. Se a vedação for imperfeita, a combustão não é completa, devido à falta de compressão, e a energia elástica gerada na combustão é perdida parcialmente, ao escaparem gases de combustão pelas sedes das válvulas. Além desta importante função, as sedes das válvulas também asseguram as funções de amortecimento do impacto da cabeça da válvula na cabeça do motor e a transmissão térmica do calor da cabeça da válvula, para a cabeça do motor. Todas estas funções se tornam mais difíceis de garantir, porque a maior parte das cabeças de motores de veículos ligeiros são fabricadas em liga de alumínio, que apresenta coeficientes de dilatação diferentes do aço com o qual são fabricadas as válvulas, embora tenham a grande vantagem de serem mais leves e eliminarem mais rapidamente o calor, devido à melhor condutibilidade térmica. Não admira, pois, que o fabrico das sedes das válvulas tenha que obedecer a técnicas muito especializadas, sendo o seu material obtido por fundição centrifugada ou por fundição centrifugada. Nos dois casos, a preocupação é obter uma peça de grande coesão interna, assim como elevada resistência mecânica e térmica. Na técnica de sinterização, um mistura de pós metálicos, de características correspondentes aos resultados pretendidos para cada motor, é moldada com uma massa onde prevalece uma coesão mínima entre as partículas. A peças " verde " é depois submetida a um processo de fundição sob pressão, obtendo-se a peça definitiva. No fundição centrifugada, o metal fundido é introduzido num vaso rotativo, contra as paredes do qual o metal se conforma à pressão, devido à força centrífuga. Deste modo, as operações de maquinação e acabamento final são limitadas ao mínimo, para não alterar as características da liga metálica. Apesar de todos estes cuidados postos nas técnicas de fabricação das sedes das válvulas, as muito elevadas solicitações térmicas e mecânicas a que estão sujeitas acabam por fazer estragos, sendo normal que as sedes das válvulas tenham que ser rectificadas e/ou substituídas, de acordo com a recomendação do fabricante do motor, quando a vedação da câmara de combustão deixa de ser perfeita. Técnicas de substituição Basicamente, existem dois processos de extracção das sedes das válvulas da cabeça do motor: extracção mecânica e fresagem. O primeiro método é mais violento e passível de causar danos na cabeça do motor. Deste modo, a grande vantagem deste método, a sua economia, perde-se, porque a cabeça tem que ser maquinada antes de montar as sedes novas. O segundo processo, consiste em fresar as sedes usa-

FIG. 1

Com a fresa centrada pela guia da válvula, pode retirar-se a sede inutilizada, sem causar danos à cabeça do motor.

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VITAL Fiat PuntoFUNÇÃO (188) 1.9 JTD (Euro 3) DE VEDAÇÃO

FIG. 2

A sede que se pretende retirar fica reduzida a aparas de metal.

Depois de montadas, as sedes das válvulas ajustam-se à cabeça do motor, devido às diferenças do coeficiente de dilatação das peças. Por outro lado. a caixa da sede deve ter medidas exactas, de modo que a sede fique completamente inserida na cabeça do motor, sem excessiva penetração (Fig. 6). Se a caixa ficar muito funda, há o perigo da cabeça se deformar ou até criar fissuras (Fig. 5). Neste caso, há o risco da sede se poder soltar com o funcionamento do motor. Pelo contrário, se a caixa ficar demasiado elevada, a sede não se apoia totalmente na cabeça do motor e solta-se facilmente com a trepidação do motor a funcionar. Estas situações causam sérios danos na distribuição do motor e nos êmbolos, exigindo uma reparação total do motor. das, até desgastá-las completamente (Fig.s 1 e 2). Posteriormente, a cabeça pode ser alargada um pouco mais, a fim de receber sedes de substituição de medida maior do que as originais (Fig. 3). No processo de extracção mecânica, é costume soldar uma peça metálica `(geralmente uma válvula usada) na sede que se vai substitui, martelando-a até soltar a sede da cabeça do motor. Montagem por contracção térmica São utilizados vários processos para a montagem das sedes das válvulas, embora alguns sejam mais aconselháveis do que outros. Eis alguns métodos possíveis de montagem: • A sede é introduzida na sua caixa à pressão, com as peças à temperatura ambiente; com este método empírico, corre-se o risco de empenar, riscar ou picar a sede, comprometendo o seu posterior desempenho e a duração; existe ainda o risco de provocar danos na cabeça do motor • Introdução da sede igualmente à pressão, mas tendo aquecido previamente a cabeça do motor; a dilatação da caixa da sede reduz a pressão de montagem, bem como os riscos de danos na peça. • Arrefecimento da sede com azoto líquido (Fig. 4), mantendo a cabeça do motor à temperatura ambiente; a montagem é feita a baixa pressão, sem riscos de danificar as peças. • Aquecimento da cabeça do motor e arrefecimento simultâneo da sede; este é o método ideal, porque permite montar as sedes praticamente à mão e em pouco tempo, sem causar nenhum prejuízo às peças.

FIG. 3

FIG. 4

Tanto para retirar a sede, como para rectificá-la, é importante eliminar as aparas de metal, antes de voltar a montar a cabeça do motor.

A baixa temperatura do azoto (nitrogénio) líquido facilita a montagem das sedes das válvulas, protegendo-as.

Rectificação das sedes As sedes de válvula têm que ser rectificadas, sempre que apresentarem desgaste desigual e quando são montadas de novo, a fim de assegurar uma vedação correcta com a cabeça da válvula. Isso só é possível quando o ângulo de apoio da sede é igual ao da face interior da cabeça da válvula. Em qualquer dos casos, esta operação de mecanização é efectuada com recurso ao fresas ou a esmeril, libertando limalhas. Antes de montar novamente a cabeça do motor no bloco, esta tem que ser totalmente limpa, para evitar danos internos no motor, quando este voltar a funcionar. Escolha das peças de substituição Para se obterem reparações de qualidade, é necessário seguir rigorosamente as especificações do fabricante do motor e do fornecedor das peças originais, não só quanto a medidas das sedes de substituição, como aos respectivos materiais de fabrico. Segundo informações da Mahle, um dos principais fornecedores de peças de motor, para equipamento original e reposição, cada material apresenta características específicas, que devem ser obrigatoriamente observadas, a fim de evitar anomalias no motor. As sede fabricadas em liga de fundição são resistentes ao desgaste e apresentam elevada dureza a alta temperatura. As ligas de aço com elevado teor de crómio, também são resistentes ao desgaste e a elevadas temperaturas, mantendo estabilidade dimensional a alta temperatura. As ligas de metais sinterizados apresentam boa resistência ao desgaste, tanto por impacto, como por fricção, sendo utilizados geralmente nos motores de alto rendimento específico, a gasolina ou diesel.

FIG. 5

Ruptura da cabeça do motor, provocada por excessiva maquinação da caixa e/ou sedes de dimensões acima do especificado.

FIG. 6

Montagem de sedes de válvula com um resultado óptimo.


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SERVIÇO

Montagem de Correias Dentadas Para garantir uma mudança de correia dentada de distribuição sem problema, damos aqui uma ajuda para a sua instalação.

Em cada mudança de correia dentada deve-se controlar o bom estado da bomba de óleo. Para realizar a montagem de uma nova correia deve seguir esta ordem: - Desconecte o cabo de terra da bateria. - Retire todas as correias de transmissão, polias ou tubos que podem dificultar a separação da protecção da correia dentada de distribuição. - Separe a protecção situada em cima da correia dentada de distribuição. - Gire a roda dentada no sentido do andamento do motor até ao ponto morto superior. Alinhe a marca situada na carcaça do motor com a marca situada na roda dentada (Fig. 1). - Afrouxe o parafuso de graduação do tensor. - Afaste o tensor da correia dentada de distribuição e volte a aparafusar o tensor (Fig. 2). - Retire a correia dentada de distribuição. - Submeta o tensor interior, tensores exteriores lisos e polias de transmissão a uma revisão sobre possíveis desgastes e danos, e substituía-os se necessário (Fig. 3). - Ajuste todas as marcas nos alinhamentos correspondentes. - Coloque a nova correia dentada de distribuição nas polias. - Afrouxe o parafuso de graduação do tensor, para que este se possa mover de novo até à correia dentada de distribuição. - Coloque o tensor com cuidado na posição definitiva (tenha em conta a força elástica!). No caso de um tensor não automático, tense a correia dentada de distribuição com o correspondente medidor de tensão, segundo as instruções do fabricante do automóvel (Fig. 4). - Controle os alinhamentos das marcas. - Mova a roda dentada da árvore pelo menos duas rotações no sentido do andamento do motor para garantir a tensão óptima da correia dentada de distribuição através do tensor. - Uma vez mais controle os alinhamentos das marcas. - Ajuste o tensor até à sua posição assinalada e aperte os parafusos com o par de motor assinalado (Fig. 5).

Conselhos de Segurança - Utilize para a montagem obrigatoriamente - se as instruções assim o indicarem - ferramentas especiais! Coloque a correia com a mão, sem forçá-la. - As correias dentadas de distribuição nunca devem ser montadas nas polias de maneira forçada ou empregando chaves de fenda porque se pode danificar a armação.

Figura 2

Figura 3 - Não submeta nunca os componentes de comando a um tratamento com dissolventes corrosivos.

Figura 4

- Proteja a correia do óleo lubrificante e outros produtos químicos! - Em todos os casos preste atenção às indicações de montagem do fabricante do automóvel! Podem-se encontrar, por exemplo, num manual ‘Autodata’ Substituição da correia dentada de distribuição.

Figura 1

Figura 5

- Na embalagem encontrará além da correia um adesivo ‘substituição da correia dentada de distribuição’. Cole-o visivelmente na carcaça do motor. - Não importa que componentes estão defeituosos - se o tensor, a polia de inversão ou a polia guia - em qualquer

- Coloque a protecção da correia dentada de distribuição assim como todas as correias de transmissão, polias e tubos retirados, no seu lugar original. - Conecte de novo o cabo de terra à bateria. - Arranque o motor. - Em caso de necessidade realize os ajustes oportunos. - Destrua ou recicle de forma adequada a correia substituída.

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CORREIAS Fiat Punto (188)DENTADAS 1.9 JTD (Euro 3) DE DISTRIBUIÇÃO


SUPLEMENTO TÉCNICO

Colaboração:

Suplemento do Jornal das Oficinas

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SERVIÇO

Substituição da embraiagem

FIG. 5

Peugeot 307 O modelo reparado foi um 307 1.4 a gasolina, cujo tempo estipulado pela marca para a substituição da embraiagem é de 3,7 horas. Excelente oportunidade para os reparadores independentes poderem realizar alguns lucros, pois a intervenção pode ser efectuada em cerca de metade do tempo, com método, procedimentos adequados e empenhamento.

FIG. 1

FIG. 2

FIG. 3

FIG. 4

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Fiat SUBSTITUIÇÃO Punto (188)DA1.9EMBRAIAGEM JTD (Euro 3)

Esta intervenção é relativamente simples e não exige ferramentas especiais, embora seja recomendável utilizar uma barra para suportar o motor. Uma armadilha que convém evitar é não deixar o cilindro da bomba secundária descomprimido durante muito tempo (durante toda a noite), pois o ar pode introduzir-se no circuito hidráulico e levantar problemas muito complicados de purga. Um elevador de duas colunas é quanto se torna necessário, para desmontar as rodas da frente. Também convém desmontar logo a bateria, a respectiva tampa e suporte, bem como o conjunto do filtro de ar, a fim de se trabalhar mais à vontade. Para fazer isto, desliga-se o cabo de massa da bateria e desapertam-se os parafusos superiores. Para chegar ao último parafuso (Fig. 2) é necessário desmontar a protecção interior da roda, comprimindo o centro das patilhas de plástico. Desmontar igualmente os dois parafusos da parte de cima do apoio do motor e da caixa de velocidades (Fig. 3). De seguida, retira-se o tubo da bomba secundária da embraiagem e a ficha da luz de marcha-atrás. Levantando o carro um pouco mais, para trabalhar na parte de baixo do motor, esvaziase a caixa, retirando o bujão com uma chave quadrada de 8mm e uma bocado de cartão, para encaminhar o óleo (Fig. 4). Voltar a fechar a caixa, metendo uma anilha de cobre nova no bujão. Para continuar, desmontar as porcas dos cubos e os arames de segurança. Separar as rótulas inferiores, afastar os braços da suspensão (Fig. 5) e soltar os semi-eixos dos cubos. Estes devem deslizar suavemente. A parte interior da transmissão também pode retirar-se da caixa de velocidades. Para retirar o veio de transmissão exterior é preciso desmontar o suporte do rolamento central, para o que se devem desapertar as 2 porcas de 11mm. Depois, empurrar os parafusos com cabeça para trás e para fora, dando meia volta (Fig.6). Seguidamente, retirar com cuidado o rolamento e o eixo. Baixar o carro para o nível do chão e suspender o motor com uma barra de suporte. Com uma chave de parafusos pequena, soltar as barras de comando das mudanças. Retirar também o cabo de massa da bateria. Retirar igualmente o apoio da caixa e o respectivo suporte (Fig.8). Depois de retirar o suporte do comando das mudanças, o parafuso superior do motor de arranque e os dois parafusos de cima da concha da caixa de velocidades, esta pode ser também retirada. Levantar o carro até à altura da cabeça, suportando a caixa por baixo, com um macaco de transmissões. Desapertar a bomba secundária da embraiagem e afastá-la, com o respectivo suporte, da caixa de velocidades (a mola do êmbolo distende-se até ao seu curso máximo). Retirar a protecção térmica do sensor de velocidade e os dois parafusos inferiores do motor de arranque, puxando-o para fora do seu alojamento. Os dois restantes parafusos da concha da caixa também podem ser retirados (um dos quais também fixa o suporte do escape). Afastar a caixa para trás e rodá-la para fora, tendo o cuidado de não danificar o sensor plástico de velocidade, podendo agora ser baixada. Nesta posição, a embraiagem usada pode ser desmontada e o volante examinado cuidadosamente. Ter atenção aos tons azulados, provocados por sobreaquecimentos, a fendas e outros danos, que justifiquem a substituição. Convém igualmente verificar o estado do rolamento de accionamento da embraiagem, devendo ser substituído se apresentar folgas e/ou desgaste. Fugas de óleo, tanto pelo retentor da cambota, como no lado da caixa, têm que ser verificadas e solucionadas, caso existam. O estriado do veio primário da caixa deve ser limpo e lubrificado com uma massa de alto ponto de fusão. Para distribuir uniformemente a massa lubrificante e retirar o excesso, pode-se utilizar o prato da embraiagem, fazendo-o deslizar no veio estriado. O rolamento da embraiagem não necessita lubrificação. Do mesmo modo, o casquilho do rolamento de plástico, que desliza sobre metal, também dispensa lubrificação. No entanto, se a peça dor metálica, é aconselhável uma ligeira lubrificação, com massa resistente a altas temperaturas. Cuidadosamente, voltar a colocar a forquilha da embraiagem na sua junta esférica, que não deve ser lubrificada, se o material for plástico (Fig 8). Uma limpeza é suficiente para assegurar um bom funcionamento. Colocar o novo disco da embraiagem e a respectiva protecção, com a ajuda de uma ferramenta universal de alinhamento, apertando os parafusos do prato de pressão progressivamente e em sequência. Enquanto a caixa está desmontada, é fácil montar os vedantes de óleo do veio de transmissão. Os vedantes usados podem ser arrancados e colocados os novos, pressionando-os homogeneamente a toda a volta, para dentro do respectivo alojamento. Neste ponto, a caixa pode ser montada, pela ordem inversa dos procedimentos usados ao desmontar, devendo todos os pontos de fixação ser apertados com o binário especificado. Com a caixa no seu lugar, convém atestá-la com 2 litros de um óleo SAE 75W-85, utilizando um funil e o respirador da parte superior da caixa (Fig. 9).

FIG. 6

FIG. 7

FIG. 8

FIG. 9


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