CAPÍTULO 10
A COLÔNIA MILITAR SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA NO RIO GURUPI E A OCUPAÇÃO DA FRONTEIRA: DISCURSOS E CONFLITOS (PARÁ-MARANHÃO, 1852-1872)
Sueny Diana Oliveira de Souza1 Talita Almeida do Rosário2
Introdução Certos lugares do nosso país não podiam ser povoados por muitos anos, se o governo não tomasse a deliberação de fazê-los policiar, a fim de manter a segurança das pessoas que os quisessem habitar; e o meio que melhor pareceu ao governo para conseguir tal resultado foi o estabelecimento de colônias de soldados ou de indivíduos sujeitos a certo regime militar, para que pudesse haver a subordinação e disciplina indispensáveis à realização daquele fim, e por isso deu-lhes a denominação de colônias militares. E porque os colonos prestam certos serviços de polícia e segurança local, vencem uma etape e um soldo durante o seu engajamento e pouco tempo 1 2
Doutora em História Social da Amazônia. Professora da Faculdade de História da Universidade Federal do Pará/Campus Ananindeua. Membro do grupo de pesquisas Militares, Políticas e Fronteiras na Amazônia.
Graduanda em Licenciatura em História da Universidade Federal do Pará/Campus Ananindeua. Membro do grupo de pesquisas Militares, Políticas e Fronteiras na Amazônia.