CENTRO DE ARTES CULTURA CAFÉ E BOTECO
A ÁREA
SÃO FRAN CISCO
O contexto em que o lote de trabalho se encontra, além de uma importância histórica presente ao todo, demonstra um caráter socio-econômico definidor do entorno.
DOM ADAU TO RIO BRANCO
LA GOA
CEM RÉIS 1 8 1 7
VISCON DE DE PE LOTAS
GENERAL OSÓRIO
INTERVENÇÃO PROJETUAL NA ESQUINA DA PRAÇA BARÃO RIO BRANCO
DUQUE DE CAX IAS
3 PO DE RES
PAVI LH ÃO
ELIZEU CESAR
TERCEIRÃ O
POR POLIANA VASCONCELOS
Os espaços públicos da área são historicamente muito visitados e são áreas de considerável permanência. O circuito de praças do centro da cidade está inserido em um meio de intenso comércio e movimentação, mas, em contrapartida, promove estadia a pedestres e convida um público a ‘’passeio’’ por tais áreas. A relação entre esses espaços e as edificações em sua volta reflete diretamente nos seus usuários, e na manutenção do caráter desses locais. A Praça Rio Branco se encontra estrategicamente entre 3 das principais ruas de comércio da cidade, e se contrapõe ao fluxo de pessoas, às calçadas estreitas e a presença incansável de veículos como um espaço de sombra e descanso. Utilizar e estimular essas (e outras) características positivas da praça, com intervenções físicas e sociais fará mais que construir uma boa edificação, mas uma boa relação com os espaços públicos a sua volta.
N
USO OCUPAÇÃO
FLUXOS PEDESTRES
FLUXOS VEÍCULOS
LOTE COMERCIAL INSTITUCIONAL RESIDENCIAL O caráter comercial da região define a maioria dos fluxos, de pedestre ou veículos . A praça funciona com nó entre fluxos de diversos sentidos. Esta característica influencia na quantidade de carros que trafega nas vias, de maneira a ‘’lotar’’ as ruas com estacionamento e via expressa. As aberturas dos lotes vizinhos criam um ritmo na fachada da rua bastante perceptível pelo observador. Enquanto na Duque de Caxias o prédio localiza-se em uma posição de ‘’moldura’’ para praça, ao lado do IPHAN ele imprime uma diferença de tamanho e proporções.
CONTATO COM A PRAÇA RELAÇÃO COM PRÉDIOS INSTITUCIONAIS EXPANSÃO DA ‘’CALÇADA’’ SOMBREAMENTO PERMANENTE
ÁREA ENTRE EDIFICAÇÕES | SOL NASCENTE | VENTILAÇÃO PREDOMINANTE SOL POENTE ESTACIONAMENTO CALÇADA ESTREITA FACHADA TRADICIONAL COM A DUQUE DE CAXIAS
1/3
CENTRO DE ARTES CULTURA CAFÉ E BOTECO
FACHA DAS
POR POLIANA VASCONCELOS
ESPAÇO DE PREPARO ÁREA PARA MESAS ÁREA PARA EXPOSIÇÕES SALAS DE ATIVIDADES BANHEIROS ESCADA PLATAFORMA ELEVATÓRIA DEPÓSITO RECEPÇÃO ADMINISTRAÇÃO
ESPAÇO FLEXÍVEL
PROGRAMA DE NECESSIDADES
COLETIVIDADE RELAÇÃO COM VAZIO
CAFÉ | LANCHONETE | BOTECO OFICINAS | AULAS DE ARTESANATO WORKSHOPS ACESSO A ACERVOS CULTURAIS | SHOWS EXPOSIÇÕES | EXIBIÇÃO DE FILMES | FEIRAS
CIRCULAÇÃO CENTRAL
POSSÍVEIS USOS
CONEXÕES VISUAIS
As diretrizes focaram no aproveitamento dos pontos fortes do edifício e do entorno e na melhoria dos pontos mais fracos. A flexibilidade e integração gere a setorização posterior, seja na sala ou nos vazios, e, aliada às importantes conexões visuais do entorno, vai posicionar as regiões de abertura.
DIRETRIZES FORMAIS
FLUXO DIAGONAL
O café/boteco mantém o caráter comercial da região, intensificando a circulação de pessoas em todos os horários do dia, enquanto o centro cultural promove atividades diárias e esporádicas, com versatilidade nos usos.
PARTIDOS E CONCEITOS Os partidos tomados em relação ao exterior expressam a primeira relação direta prédio-entorno. As conexões com a rua da praça e o empraçamento podem se tornar uma expansão do andar do térreo, juntamente aos prédios do IPHAN, que partilham do mesmo caráter cultural. O vazio posicionado no canto sudeste do edifício seria beneficiado pela ventilação predominante, e o ‘’deslocaria’’ da massa enclausurada de prédios vizinhos. Às fachadas vizinhas, o respeito às linhas de força e aberturas promove uma composição com as ruas Duque de Caxias e da própria praça, propondo intervenções que não agridam ao contexto do entorno.
INTERVENÇÃO PROJETUAL NA ESQUINA DA PRAÇA BARÃO RIO BRANCO
Os conceitos que formam o programa partiram de estudos relacionados aos usuários da área, o uso dos edifícios do entorno e a adequação à praça. Ao centro cultural foi aderido um café/lanchonete, que também seria um boteco, estendendo o horário de funcionamento do estabelecimento.
VA ZIO
CONE XÕES
2/3
CENTRO DE ARTES CULTURA CAFÉ E BOTECO
O zoneamento do prédio acompanhou os partidos relacionados ao entorno destacados no estudo.
13
INTERVENÇÃO PROJETUAL NA ESQUINA DA PRAÇA BARÃO RIO BRANCO
7
6
O bloco do café/boteco foi localizado no canto sudoeste do volume, mantendo sua abertura tradicional para a Duque de Caxias, e aproveitando o fluxo de pedestre nessa direção. A relação com o jardim foi enfatizada com o posicionamento da circulação entre o mesmo e as salas, criando um pátio interno como importante área. A circulação vertical no centro da fachada principal unifica as diferentes zonas, associado ao bloco de serviço/banheiro, a fim de servir a ambos os pavimentos. A recepção e área administrativa formam uma área mais voltada ao centro cultural, direcionado ao canto noroeste. Por fim, a sala de acervo foi posicionada ao lado da recepção, para uma abordagem mais convidativa e aberta aos usuários da praça.
8 12
11
3
8 5
4
POR POLIANA VASCONCELOS
2
10
9
3
No andar superior, um mezanino cobre uma parte do café, firmando uma relação visual forte e unificante. Os ateliês são voltados a praça, com conexão visual importante, e acesso direto ao pátio interno.
2 1
ADMINISTRAÇÃO CAFÉ CIRCULAÇÃO VERTICAL CIRCULAÇÃO HORIZONTAL SERVIÇO VAZIO
ORGANOGRAMA TÉRREO
PRIMEIRO PAVIMENTO
9 JARDIM
10
8 CIRCULAÇÃO 1 CAFÉ/BOTECO
8 CIRCULAÇÃO
ATELIÊ ADMINISTRAÇÃO 7
ACERVO
RECEPÇÃO
6
5
TÉRREO
MEZANINO
BANHEIROS DEPÓSITO 4
ESCADA/ELEVADOR
13
ATELIÊ 12
ATELIÊ DEPÓSITO
2
11
3
ESCADA/ELEVADOR 2
3
ESQUEMA DE FLUXOS
PRIMEIRO PAVIMENTO
N
PLANTA BAIXA ESQUEMÁTICA ESCALA 1:200 1
5
10
3/3