Revista Empoderar Você: Edição #5

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discutindo questões de gênero

EDIÇÃO #5



EDIT ORI AL

Oi, migos e migas, tudo bem? Estamos na nossa quinta edição, e a primeira de 2020. Eu estou muito feliz e empolgada! Nessa edição contamos a história de duas mulheres empreendedoras, de ramos diferentes, mas que que se ligam através da luta feminista. Também trouxemos um texto, feito pela colaboradora Michelly, que fala sobre a importância de conversar sobre a gordofobia e como esse preconceito pode trazer resultados negativos na vida de muitas pessoas. Mais uma vez, nossa playlist no spotify está presente, e dessa vez só com mulheres da nossa linda Paraíba. Nathalia Bellar, Gatunas, Cátia de França, Val Donato, Mira Maya, Sinta A Liga Crew e Roberta Miranda (que eu nem sabia que tinha nascido em João Pessoa haha). Obrigada mais uma vez por se fazer presente, e se você é nova ou novo aqui, seja bem vindx. Boa leitura, espero que goste, se sinta informadx e não esquece de nos seguir no instagram, @empoderarvoce.


QUEM SOMOS? RAQUEL DUARTE - Jornalista; - 22 anos; - Canceriana; - Paraibana arretada; - Viciada em Grey’s Anatomy; - Muito dançarina de funk; - Feminista; - Ovolactovegetariana; - Tentando finalizar todos os livros de Dan Brown; - Fã da DC e da Marvel.

LUCAS CAMPOS

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PLAYLIST SÓ DE MULHER PARAIBANA?

- Jornalista; - Designer Gráfico; - 23 anos; - Geminiano;

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MULHERES INSPIRADORAS: KAROLYNE

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GORDOFOBIA

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CONSUMO CONSCIENTE & EMPREENDEDORISMO

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VOCÊ SABE O QUE É BROPRIATING?

- LGBT e com muito orgulho. - Vegetariano; - Fã alucinado de cultura pop; - Treinador pokémon; - Nas horas vagas desenho, escrevo e jogo; - Fã na empresa Empoderar Você.

MICHELLY SANTOS

COLABORADORA

- Estudante de jornalismo; - 23 anos; - Geminiana; - Pernambucana de corpo e alma; - Ovolactovegetariana; - Amante da fotografia e das sensações que ela proporciona; - Bolo de rolo e frevo me representa mais do que carnaval e futebol.

EXPEDIENTE IDEALIZADORAS Nathália Cruz Raquel Duarte

EDITOR GRÁFICO Lucas Campos

COLABORADORA Michelly Santos

SUMÁRIO


PLAYLIST SÓ DE MULHER PARAIBANA?

TEM SIM SINHÔ! ITABAIANA

CATAVENTO

Cáthia de França

Nathália Bellar

A DITADURA DO POVO

FURTACOR

Val Donato

Nathália Bellar

FACA AMOLADA

ODE AO BOZO

Val Donato

Gatunas

NA CAMA

CAMPO MINADO

Mira Maya

Sinta Liga Crew

DE IGUAL PARA IGUAL

QUEM DISS

Roberta Miranda

Sinta Liga Crew

“playlist só de mulher paraibana?“ encontra-se disponível no Spotify!

NEGRA DE GINGA Gatunas

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mulheres inspiradoras

“ME TORNEI BODY PIERCING SEM QUERER E AGORA NÃO ME VEJO FAZENDO OUTRA COISA” TEXTO RAQUEL DUARTE Fotos: Arquivo Pessoal

As mulheres estão cada dia mais inseridas dentro da vida econômica brasileira. Segundo a pesquisa da GEM Brasil 2015 (Global Entrepreneurship Monitor), o público feminino se inseriu mais em novos empreendimentos do que os homens. Tudo isso só mostra o quanto as mulheres tem buscado mais autonomia financeira. É desde 2017 que Karolyne Lourenço, de 23 anos, se tornou uma empreendedora e começou a ganhar dinheiro com seu próprio negócio. Mas diferente de muitas mulheres que planejam por anos ou meses como vender seu produto, ou trabalhar com sua marca, Karol – como gosta de ser chamada – caiu de paraquedas na profissão de body piercing. “Decidi trabalhar porque o studio estava precisando, já que os meninos tatuavam e não tinham tempo de conciliar

piercing e tattoo. Na época eu só cuidava do marketing e podia trabalhar de casa, enquanto cuidava do meu filho que ainda não tinha feito 1 ano”, complementou. Você sabe o que é um body piercing? Traduzindo para o português, é uma perfuração do corpo, ou seja, um profissional que insere um objeto de metal em determinados lugares, de acordo com a escolha da outra pessoa. Mãe de um baby japinha chamado Kyo Sugawara, de apenas 3 anos, ela divide seu tempo entre ser mãe e body piercing. E quem disse que nunca pensou em desistir? Diversas vezes Karol sentiu que não dava a total atenção que seu filho merecia, ou nem sempre conseguia manter a casa organizada, ou até fazer um almoço melhor para ele. Mesmo quando chorava por estar cansada, pôr as vezes precisar decidir entre o filho ou trabalho, Karol não deu o braço a torcer e continuou trabalhando com aquilo que descobriu que amava. Ela sabia que um dia seu filho teria orgulho por todo esforço que ela fazia. Mesmo estando dentro de um meio predominantemente masculino, Karol contou que teve muita sorte em ter conhecido pessoas que sempre a respeitaram e 6 EMPODERAR VOCÊ

que mesmo quando não sabia de nada sobre perfuração, teve total ajuda de outros profissionais que se disponibilizaram para tirar todas as suas dúvidas. Mesmo assim, ela sabe que nem todas as outras mulheres que entram nesse meio têm a mesmo privilégio. “Eu acompanho as tatuadoras pelo instagram da perpétua e vejo como elas reagem a um post de segmento voltado para as mulheres e em como a gente se posiciona e escolhe um lado, que para nós é algo natural, mas para elas parecem um alívio, uma raridade, ou seja, sofrem muito por ser mulher nesse meio”, disse ela. Karol contou também o alívio que suas clientes mulheres sentem por saberem que serão atendidas por outra mulher e expressa o quanto isso é triste. Mesmo não sofrendo preconceito dentro do seu meio profissional, ela falou do


quanto já foi desacreditada como mulher de casa, justamente por precisar trabalhar e deixar o filho. Sabemos a dificuldade de ser uma mulher empregada, com um filho pequeno para cuidar e da cobrança da sociedade para ser mãe, mas que nos rejeita no mercado de trabalho quando temos filho. Mas não é só de perrengues que a vida de Karol é resumida, pelo contrário, ela sente muito orgulho do trabalho que faz e das pessoas que a ajuda. Algumas delas são sua mãe e sua irmã, que se disponibilizam para cuidar do seu filho e a incentiva a continuar indo Fotos: Arquivo Pessoal

atrás do que quer. “Minha mãe me ensinou e ainda ensina muita coisa sobre liderança e posicionamento, longas conversas no café da manhã e comida no terraço do sítio”, contou Karol, afirmando que a família já foi até mesmo tatuar e colocar piercing com ela. Quando você tem uma família que apoia seu trabalho e seus planos e te ajuda a realizá-los, a vida acaba se tornando muito mais fácil e encorajadora, mas sabemos que essa realidade não é a mesma de outras mulheres, por isso, mesmo sem apoio, não se pode desistir, no final das contas é você com você mesma, lutando, correndo atrás, suando e sendo recompensada. Falando em recompensa, Karol tem colhido os frutos de toda sua dedicação. Em 2018 ganhou um prêmio na categoria simetria, e em 2019 ganhou na categoria geral de piercing, que julgava simetria e estética, mas a felicidade não é apenas por ganhar, e sim por todo reconhecimento e pelas amizades que vai fazendo em cada evento que participa. “Faço amigos e levo comigo a experiência de ter participado. Ganhar é consequência de um trabalho dedicado, o que vale mesmo é o que consigo aprender com isso”, finalizou. Vale ressaltar também que Karol estuda muito sobre o que faz, para produzir um trabalho cada vez mais bem feito, sem colocar em risco a vida do cliente. Não é todo profissional que está apto a fazer esse tipo de atividade, e ela busca sempre se diferenciar para não prejudicar o outro. Mas seus planos não param por aí, Karol também mantém uma loja online onde vende roupas e acessórios, almeja ser conhecida mundialmente e servir de referência no que faz para outras mulheres que estão chegando. Ela ainda diz mais, “eu não me vejo fazendo outra coisa a não ser trabalhando para mim, empreendendo seja com o que for” (Se não for pra ser assim, eu nem quero). Feminista assumida, ela viu no movimento uma luz para se re7 EMPODERAR VOCÊ

encontrar. “A partir do momento que eu sei o meu lugar, que eu sei quem sou e principalmente depois que tive um filho, foi o ponto crucial para eu entender como uma mulher tem que lutar por tudo. É como se a ideia do feminismo tivesse me tirado do escuro, o feminismo sou eu sabendo da minha capacidade, valor, mérito e sou eu sabendo do valor, capacidade, mérito de outra mulher também”, relatou cheia de orgulho. Karol fez questão de enfatizar também que não se compara e nem compete com ninguém, pelo contrário, afirma que todo mundo está aqui para se ajudar, e que diferente de outras profissões, o piercing une as pessoas. Inclusive, ela criou um grupo no whatsapp, junto com outros profissionais onde juntos tiram dúvidas, trocam experiências, mandam artigos, sempre a fim de enriquecer a classe. Karol é aquela mulher que faz questão de levantar outras mulheres, de trabalhar com amor, dedicação e seguir se profissionalizando cada vez mais no que faz. O Studio dela, onde divide espaço com outros sócios, fica no Centro de João Pessoa, no Edifício Lagoa Center, e no momento vem trabalhando com hora marcada, de segunda a sábado, das 10h às 18h. Para acompanhar seu trabalho e ver todas as suas dicas, é só segui-la no instagram @loca.chola e seguir também o insta do seu studio @perpertuatatuaria.


Gordofobia A luta constante de existir em um mundo padronizado

Ilustração: Raquel Botelho Luz


TEXTO Michelly Santos Se você ainda não ouviu falar sobre gordofobia, a hora é agora! A potência da discussão desta problemática ganhou impulso na internet e, cada vez mais, aparece em espaço como, a mídia e em conversas no dia a dia. A gordofobia nada mais é do que a aversão ao corpo gordo; causando repulsa e ódio contra pessoas gordas. Mas se engana quem associa este tipo de preconceito apenas à estética, vai muito além disso. Para entender melhor, vamos fazer um exercício básico! Imagine você, que não é uma pessoa gorda, pegar um ônibus e sentir constrangimento ou medo de não passar na catraca; imagine ir ao médico em uma consulta cotidiana para saber como anda sua saúde e ser cobrada de forma rude e desumana; imagine não conseguir ir ao cinema, teatro, ou, simplesmente, não conseguir sentar em uma cadeira no hospital porque ela não comporta seu corpo; ir a alguma loja para comprar roupa e não encontrar do seu tamanho, porque as marcas, em sua maioria, só fazem roupa padronizadas. Seja no transporte público, em uma consulta médica ou uma simples acomodação, a gordofobia está enraizada de forma a qual consegue afetar a vida social e o cuidado com a saúde. Jayane Souza é estudante de jornalismo e conta que já sofreu diversos constrangimentos em consultórios médicos em sua vida. Um dos recentes foi em uma consulta no dentista. “Para mim foi uma situação bem inusitada. Eu fiquei assustada, porque eu fui lá para cuidar dos meus dentes e ela acabou falando do meu peso” disse. Ela ainda conta que, antes de ir à alguma consulta, sempre tem receio do que vai encontrar. A preocupação também se estende para a forma a qual é tratada na academia, pois, é sempre vista como a pessoa que está ali, única e exclusivamente para emagrecer.

O corpo gordo e a associação a doenças

A Organização Mundial da Saúde (OMS), classifica a obesidade como uma doença e isso abre a porta para discursos de ódio. Se observarmos no nosso dia a dia, sempre terá quem associe ser gordo com hábitos ruins e saúde precária. As pessoas se sentem livres para apontar o dedo e dar opinião no corpo alheio de forma invasiva e repugnante. Thiago Bronze é nutricionista e em seu consultório recebe pacientes que levam uma bagagem de cobranças com a forma física, ele explica que todo mundo tem ou pode ter uma doença, contudo a obesidade é encarada de forma diferente. “Assim como outras doenças, a obesidade é a única que a pessoa é culpada por ter e é maltratada por ter”, diz. Ainda segundo o nutricionista é possível sim ser uma pessoa saudável e gorda ao mesmo tempo. O perigo está no efeito de emagrecer e engordar de forma frequente. “O peso saudável é o

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que a pessoa consegue manter pelo maior tempo possível da vida. Se ficar ganhando e perdendo sempre, isso sim é ruim”, observa.

Acessibilidade como pauta “Eu entro nos lugares já analisando se vou caber na cadeira, isso sempre é um problema pra mim”, fala a estudante Jayane Souza. Ela conta que, ao longo do processo de empoderamento do corpo e entendimento de que ele não é errado, passou por situações constrangedoras. O que acontece com Jayane é recorrente no cotidiano de muita gente. A estudante ainda fala que, já ficou presa na catraca da biblioteca da universidade, tem dificuldade com cinto em ônibus e enfrenta percalços para comprar roupa. Pegar um transporte público ou simplesmente não conseguir sentar em algum espaço, paralisa, isola e afasta pessoas gordas do convívio social. É preciso problematizar o nosso conforto e repensar se ele está adequando todas as formas de existência.

Fotos: Adilson Santana


CONSUMO CONSCIENTE + EMPREENDEDORISMO É ALGO QUE DÁ CERTO? Jesley Santos prova que sim!

TEXTO RAQUEL DUARTE 23 anos e cheia de vontade de mudar o mundo. É assim que Jesley Santos, natural de João Pessoa – PB, busca, através do empreendedorismo feminino, trazer um consumo mais consciente para as pessoas. Foi pensando no planeta, e na quantidade de lixo que geramos, que Jesley pensou em trocar o absorvente descartável, pelos de pano. Fazendo buscas na internet e nas redes sociais, percebeu que ninguém em João Pessoa trabalhava com esse tipo de produto. Foi a partir daí que surgiu a ideia. “Por que não fazer os meus próprios?”. “Comprei o tecido e fiz meu próprio absorvente costurado a mão, usei e me senti muito confortável, daí então

pensei em dividir esse conforto com outras mulheres”, disse Jesley, contando como decidiu transformar algo pessoal, em um consumo para outras mulheres. Através do instagram criou uma página para o seu empreendimento, onde deu o nome carinhoso de ‘Camuá’. “Eu queria um nome que tivesse a ver com a terra, Camuá é uma expressão indígena que significa palmeira. Eu gostei porque tem a ver com terra e verde, e também por ser uma expressão do povo da nossa origem”, completou. Mas não pense que Jesley resolveu sair vendendo os absorventes de qualquer jeito não. Antes de colocar seus produtos à venda, ela se fazia de cobaia e testava cada um dos seus absorventes, afim de saber quais melhorias precisavam, até conseguir deixar do jeito que queria. “Primeiro tive a ajuda da internet, depois fui testando, vendo se era confortável e fazendo os moldes de acordo com o que eu ia usando”, complementou.

Fotos: Arquivo Pessoal

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Sobre a produção dos absorventes, Jesley no contou um pouco do processo. Primeiro faz o molde, depois estuda as medidas e por fim, separa os materiais. Ela usa tecidos 100% algodão e impermeável, preocupação que tem justamente por saber que o absorvente terá contato direto com a pele da mulher, além de permitir que a nossa vagina respire e não tenha alergias. Mas não é só mulheres que serão beneficiadas com essas vendas não. Além de absorvente, Jesley também confecciona discos de limpeza facial, bolsinha para levar guardanapos e talheres, mochila de saco, e saco para fazer feira. Tudo feito com amor, e pensando diretamente no meio ambiente. Todo esse trabalho é reflexo de uma vida mais consciente que Jesley já leva há um tempo. Há alguns anos já não consome carne, e já desenrolava seus próprios produtos, assim como também adorava presentar as amigas com tudo que ela mesma fazia. Mesmo estando no início do empreendimento, Jesley tem a intenção de vender esses produtos em um valor acessível, para que chegue ao maior número de pessoas. Para que todos tenham a consciência de cuidar de si e do meio ambiente. Atualmente cursando Design de produto e se dividindo entre estudar e empreender, Jesley quer ver ainda mais mulheres trabalhando pra si e se tornando independentes financeiramente, além de ver as pessoas tendo consciência do impacto que seus consumos geram. Para acessar todos os produtos e acompanhar toda produção e dicas que Jesley posta, é só seguir pelo instagram @_camua. (Jesley, conte comigo pra tudo, tá? Hahaha)


Ilustração em jUSTIÇA DE SAIA

VOCÊ SABE O QUE É

bropriating? Texto: Raquel Duarte

Se você é um leitor assíduo da revista, já sabe que nas edições passadas já falamos sobre termos como Manterrupting, Mansplaining e Gaslighting. Se você ainda não leu, termina essa edição e corre pra ler as outras. Continuando nessa mesma onda de práticas machistas, que ocorrem no dia a dia da vida de uma mulher, hoje vamos falar sobre bropriating. Você já ouviu essa palavra em algum lugar? Talvez não, já que esse termo é considerado recente e ainda se tem pouca informação sobre ele. Bro (de brother/irmão) e appropriating (de apropriação), é um termo usado quando o homem rouba a ideia de uma mulher, agindo como se fosse dele e não dando nenhum crédito a ela por isso. Essa situação tem muita ligação com as demais que já citamos, pois sempre gira nessa ideia de não ouvir a mulher, de interrompe-la, ou de explicar algo que ela já sabe. É muito comum uma mulher falar, não ser dado atenção, o homem ouvir ou entender o que ela queria dizer, e partir a frente disso e falar como se fosse ele que teve a ideia, afinal, ele sabe que é muito mais fácil de ser ouvido do que ela. Inclusive, essa situação pode ser um dos fatores de muitas 11 EMPODERAR VOCÊ

mulheres não crescerem dentro de suas profissões. A ideia dessa palavra é bem atual, existe pouco sobe ele na internet, mas, a prática é extremamente comum. Você já passou por isso? Já comentou com um colega sobre algo que estava pensando que seria bom para a empresa, e ele rapidamente levou essa ideia para o chefe e agiu como o bom moço inteligente e interessado em fazer o empreendimento crescer? Mulheres estão falando mais alto, estão buscando ser ouvida e estão conseguindo enxergar quando essas situações acontecem. Mas vale ressaltar também o cuidado que precisamos ter na hora de contar algo a alguém. Nem todo mundo homem está preparado para ver o crescimento de uma mulher.


SER FORTE NÃO SIGNIFICA EXERCITAR OS MÚSCULOS.

SIGNIFICA ENCONTRAR SEU PRÓPRIO BRILHO SEM FU-

GIR... SIGNIFICA SER CAPAZ DE APRENDER, SER CAPAZ DE

DEFENDER O QUE SABEMOS.

SIGNIFICA MANTER-SE E VIVER.

MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS


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