Vivemos tempos de retomadas. Após anos de pandemia, com incertezas sanitárias, impactos econômicos e diversas vulnerabilidades assolando a população, este é o momento de assegurar o caminho da retomada de oportunidades, que ficaram prejudicadas pela adversidade. Pensar no futuro e propor estratégias para o desenvolvimento socioeconômico tem sido preocupação constante do empresariado.
Atenta ao bem-estar e à qualidade de vida de seus trabalhadores e respectivos familiares, a classe empresarial do comércio de bens, serviços e turismo, por meio da criação do Sesc, em 1946, empenha-se em proporcionar atividades para fruição de seu público prioritário, como também para a comunidade em geral. Desenvolvidas nas áreas de educação, cultura, lazer, saúde e assistência, as ações ofereci-
We live in times of recovery. After years of the Covid-19 pandemic, with health uncertainties, economic impacts and various vulnerabilities plaguing the population, this is the time to ensure the path of resumption of opportunities, which have been hampered by adversity. Thinking about the future and proposing strategies for socioeconomic development has been a constant concern of the business community.
Attentive to the well-being and quality of life of its workers and their families, the entrepreneurs in businesses, tourism and services, through the creation of Sesc, in 1946, strives to provide activities for the enjoyment of its priority community, but also for the society in general. Developed in the areas of education, culture, leisure, health and assistance, the actions
das pela instituição visam, sobretudo, ao desenvolvimento humano, entendendo-o como importante etapa para a formação de indivíduos cujas habilidades e competências contribuirão para a sociedade.
Ao longo de seus anos de existência, muitos projetos marcaram a história do Sesc, bem como sua relevância para o desenvolvimento do setor cultural e para as áreas a ele relacionadas. Uma dessas realizações é a Bienal Sesc de Dança, que conta com a participação de artistas nacionais e internacionais, ativando uma rede econômica que envolve diferentes parceiros, sendo o público o maior beneficiário da ação. Assim, seguimos impulsionando o crescimento econômico de diferentes setores, acreditando que uma sociedade plenamente desenvolvida pode proporcionar melhores condições de vida à sua população.
offered by the institution aim, above all, at human development, understanding it as an important stage for the formation of individuals whose skills and competencies will contribute to society.
Throughout its years of existence, many projects have marked the history of Sesc, as well as its relevance for the development of the cultural sector and the areas related to it. One of these achievements is the Bienal Sesc de Dança, which counts on the participation of national and international artists, activating an economic network that involves different partners, with the audience being the biggest beneficiary of the action. Thus, we continue to drive the economic growth of different sectors, believing that a fully developed society can provide better living conditions to its population.
bienal sesc de dança 2023
O que nos move? What moves us?
Danilo Santos de Miranda
Diretor do Sesc São Paulo
Director of Sesc São Paulo
Os estímulos são um motor para os movimentos. Em relação ao corpo, podem ser de natureza endógena, para manutenção da vida, com a satisfação dos desejos e necessidades fisiológicas dos indivíduos, ou de natureza exógena, como uma resposta ao clima, a um obstáculo físico ou a uma dinâmica social, por exemplo. Semelhante às faíscas de ignição, os estímulos atuam como agentes capazes de desencadear reações físicas, principiando e perpetuando movimentações. Tais processos, voluntários ou involuntários, nos situam em relação ao ambiente e a nós mesmos, em manifestações em que, muitas vezes, o domínio racional nos escapa, acionando circuitos de sentido que se aproximam mais do campo das emoções que do da razão.
Expressões artístico-culturais podem ser ativadoras desses sensíveis percursos, com potencial de nos arrebatar e nos deslocar, ao menos simbolicamente, das vivências do senso comum, ao proporcionarem experiências inabituais.
Stimuli are a motor for movements. Concerning the body, they can be endogenous, for the maintenance of life, with the satisfaction of the physiological desires and needs of individuals, or exogenous, as a response to the weather, a physical obstacle or a social dynamic, for example. Similar to ignition sparks, stimuli act as agents capable of triggering physical reactions, initiating and perpetuating movements. Such processes, voluntary or involuntary, situate us about the environment and ourselves, in manifestations in which, many times, the rational domain escapes us, triggering circuits of meaning closer to the field of emotions than to that of reason. Artistic and cultural expressions can be activators of these sensitive paths, with the potential to snatch us and displace us, at least symbolically, from the common sense, by providing unusual experiences.
In this perspective, Sesc holds, in
Nessa perspectiva, o Sesc realiza, em 2023, a Bienal Sesc de Dança que, em sua décima terceira edição, retorna ao formato presencial, após o período de restrições impostas por questões sanitárias. Em uma vereda que interseciona sentidos diversos e dialógicos, a dança contemporânea ocupa-se de corporeidades e interações variadas, podendo apresentar complexidades vitais que extrapolam restrições estéticas, oposições binárias ou modos colonizadores.
O movimento torna potência em ato; o corpo é um organismo relacional. Considerando esses dois aspectos, é possível afirmar: afetos, resultantes das relações entre dentro e fora, é que acenderão as mudanças tão necessárias para a constituição de uma sociedade mais justa. Para tanto, esperamos que eventos como este possam contribuir para essa formação cidadã, por meio de reflexões propostas a partir de um panorama artístico diverso, que inspiram conexões e nos convidam a fazer a diferença, movimentando-nos.
2023, the Bienal Sesc de Dança which, in its thirteenth edition, returns to the face-to-face format, after the period of restrictions imposed by sanitary issues. In a path that intersects diverse and dialogical meanings, contemporary dance deals with varied corporeities and interactions, and may present vital complexities that extrapolate aesthetic restrictions, binary oppositions, or colonizing modes.
Movement turns potency into act; the body is a relational organism. Considering these two aspects, it is possible to affirm: affections, resulting from the relations between inside and outside, will trigger the changes that are so necessary for the constitution of a fairer society. To this end, we hope that events like this can contribute to this citizenship formation, through reflections proposed from a diverse artistic panorama, which inspires connections and invite us to make a difference, moving us.
bienal sesc de dança 2023
Quais movimentos coreografam os reencontros?
Which movements choreograph the reencounters?
Ana Dias de Andrade, Maitê Lacerda, Natália Nolli Sasso, Soraya Portela, Talita Rebizzi e Thiago Aoki.
curadoria Bienal Sesc de Dança 2023
A cada nova edição da Bienal Sesc de Dança o desejo é de delinear os passados, agradecer os caminhos abertos e seguir mirando, questionando e construindo os rumos do festival.
Afinal, como curar uma Bienal que acontece presencialmente, após anos de um hiato em que os corpos ficaram tão reclusos, num confinamento sanitário, cultural e político? Como fazer de um festival de dança uma grande rampa onde corpos, radicalmente plurais, possam subir lado a lado e (re)inventar o horizonte? Como acender as chamas para que se recuperem as histórias e agentes da feitura das danças desse chão que chamamos de Brasil?
Quanto mais se dobra uma pergunta, outras tantas nascem. Propor um recorte curatorial não se trata de buscar respostas, mas de estar com as escutas abertas, captar sinais dos contextos e umbigá-los. Fazer das conexões possíveis o terreno fértil para o surgimento de novas provocações que rompam o conforto de certa normatividade que insiste em decretar, arbitrariamente, o que o corpo deve ser e a quem deve servir.
E, dessa breve fenda, as possibilidades escapam e parece ser possível sonhar outros mundos, construir novas rampas para se subir coletivamente, florestar futuros, espiralar o tempo.
Para a décima terceira edição da Bienal Sesc de Dança, a curadoria almeja um festival que possa ser vivido como experiência comunitária, a partir de encontros e conexões entre artistas
At each new edition, the Bienal Sesc de Dança outlines the past, thanks the paths opened and continues aiming at, questioning and building the course of the festival.
After all, how to curate a festival after years of a hiatus in which the bodies were reclusive in sanitary, cultural and political confinement? How can a dance festival act as a ramp, on which radically plural bodies can walk up side by side and (re)invent the horizon? How to light up the flames so that we can retrieve the stories and agents responsible for the making of the dances of this land we call Brazil? When a question is dissected, many more arise. Proposing a curatorial approach is not about searching for answers, but about being open to listening, capturing signs within the contexts and taking them in. Making connections is the fertile ground for the emergence of new challenges that disrupt the comfort of normativity, which insists on dictating what the body should be and whom it should serve.
From this brief rift, all the possibilities break away, making it seem reasonable to dream up other worlds, to build new ramps on which to walk up collectively, to forest futures and to wind time.
For the thirteenth edition of the Bienal Sesc de Dança, the curatorship aims for a festival that can be lived as a community experience, based on encounters and connections between artists and audiences. The program proposes a look that contemplates various contexts of
e públicos. A programação propõe um olhar que contemple diversos contextos de dança no Brasil e no mundo, revelados na forma de passinhos, danças de luta e resistência, tradições clássicas e contemporâneas colocadas em perspectiva. Propõe-se aquilombar danças e entender quais sentidos as danças de muitos lugares reunidas adquirem neste território-tempo, Campinas-Bienal.
É desejo também dançar para transmutar as carnes: lavagens, banhos coletivos, giras e derrocadas imaginárias de monumentos e mundos que não fazem mais sentido. Anseia-se a presença e o reencontro frente a frente, lado a lado. Que aulas abertas e coletivas banhem a cidade de suor!
As atividades formativas convidam todas as pessoas a ocuparem o mesmo chão. Com múltiplas vozes amplificadas, investigaremos o que há nas palavras da dança, transbordando o que por vezes não coube nas escolhas dos espetáculos, e aproximando artistas de diferentes territórios, trajetórias e memórias.
E, assim, acontece a tentativa de construir uma curadoria para outridade, para a comunidade e para danças diversas. A busca segue em fomentar e articular alianças possíveis para seguirmos dançando ante um mundo que se coloca por vezes de maneira tão limitada e limitante.
Contra os obstáculos, a programação desta Bienal clama as diferentes fusões e inventividades que cada corpa/corpo/ corpe assume para ser como é e contar suas próprias histórias.
dance in Brazil and the world, revealed in the form of “passinhos” [a style of Brazilian popular dance], dances of struggle and resistance, classical and contemporary traditions put into perspective. The purpose is to create spaces of defiance built around the art of dance, while figuring out what meanings the dances of different places acquire when gathered in this territory-time, Campinas-Bienal.
It is also an aspiration to dance to transmute the flesh: cleansings, communal baths, giras (a ceremony in the Umbanda religion) and the imaginary fall of monuments and worlds that no longer make sense. The presence and the reunion face to face, side by side, are longed for. Let the classes bathe the city in sweat!
The educational activities invite people to occupy the space. With multiple amplified voices, we will investigate what is in the words of dance, overflowing what did not fit in the selection of shows, and bringing together artists from different territories, trajectories and memories.
Therefore, the attempt to build a curatorship for alterity, for the community and for different dances takes place. The pursuit extends to fostering and articulating alliances so we can keep on dancing in a world that can be restricted and restrictive.
Against the barriers, the Biennial’s program calls for the different fusions and inventiveness that each body assumes to be as it is and tells its own stories.
É artista da cena, pesquisadora e curadora. Seus trabalhos transitam entre dança, performance e vídeo. Vive em Parnaíba-PI e trabalha colaborando com artistas e instituições por todo Brasil como artista independente à frente do @canteiroteresina – plataforma multidisciplinar de criação e articulação de ações culturais em THE/PI entre as infâncias e velhices, onde é co-criadora. Faz desde 2017, a curadoria e a direção do TRISCA Festival de arte com crianças. Também curadora e diretora do projeto NUVEM - conjunto de ações que ocupa espaços públicos como: Centros Culturais, Bibliotecas, Escolas e Instituições (desde 2016) que pensam arte, infância e cidade.
Para Toda Dança uma Companhia, uma Duração, um Lugar, uma Pergunta, uma Posição, uma Feitura…
For Every Dance a Company, a Duration, a Place, a Question, a Position, a Way...
Soraya Portela1 Curadora
dança corpo e.
Fazer corpo que nasce, fazer corpo para o calor, fazer corpo para dançar, aloucada, desapessoada, encandeada. Arranjos entre existências que ora estranham, ora espantam, ora fazem alianças até compor matérias que façam sentido, uma cultura em conjunto. Corpos vazantes abertos para o mundo. Danço como quem sonha. Sonhos povoados. Sonhar com o que faz bem e que tenha lugar para mais alguém. Dançar sem a cabeça sendo dona de tudo. Dançar o que não pode ser dito embalada por cantigas que não existem. E quem sabe reparar histórias mal contadas sobre nós. Deixar esta dança nos tomar com total liberdade, tal qual um corpo enfeitiçado. O corpo nasce quando dança lançando histórias vividas. A dança é uma lançadeira de sementes. Nasce uma dança, ganha-se vida! dança antiga e.
Existe muita vida quando a gente dança. E se o corpo quando dança for a estratégia de ganhar vida? A dança é uma coisa velha, todo lugar dança. Quando a gente dança agitam-se as histórias de um território. A dança luta no corpo antes de sair mundo afora. Toda dança nasce de danças antigas, de lutas antigas, de presenças antigas no presente. A dança acontece porque a gente lembra e especialmente porque a gente esquece. A
body dance and.
Make a body that is born, make a body for the heat, make a body to dance, crazy, personless, dazzled. Arrangements between existences that are sometimes strange, sometimes startling, and sometimes make alliances until composing matters that make sense, a culture together. Leaking bodies open to the world. I dance like someone dreaming. Populated dreams. Dreaming of what is good and that has room for someone else. Dancing without your head owning everything. Dancing what can’t be said lulled by songs that don’t exist. And who knows how to repair poorly told stories about us? Letting this dance take us with total freedom, like a bewitched body. The body is born when it dances, releasing lived stories. Dance is a seed shuttle. A dance is born, and life is gained!
ancient dance and.
There is a lot of life when we dance. And what if the body that dances is the strategy to come to life? Dancing is an ancient thing, every place dances. When we dance, the stories of a territory stir. The dance struggles in the body before going out into the world. Every dance is born of ancient dances, of ancient struggles, of ancient presences in the present. The dance happens because we remember and
vida é uma luta danada. Uma danação. Quem está viva estranha o mundo, transita no que é estranho para encarar esse mundo e evitar futuros convencionais.
A dança chama para fazer vida. Quero dançar até morrer, quero a dança que cria lugares que afundem nossos pés. Enraizar futuros para conversar com o que existe de diferente aqui, ali e em qualquer lugar.
Qual o lugar da dança na sua vida?
Com a dança se aprende a divagar, a nascer como tudo neste mundo. Nascer de si, pois somos um desmanche contínuo de vidas antigas. Somos corpos antigos do corpo do mundo. Somos uma dança antiga, uma conversa em movimento inesgotável de materialidades em variação. Uma dança que é reviravolta, que se revolta, reelaborada de geração a geração. São esses giros que a vida dá que vão nos organizar como corpos na imensidão.
O corpo é a oportunidade máxima de fazer escolhas, é uma vida cheia de perguntas.
A dança cria territórios provisórios e lança no mundo “corpos histórias”. O desejo de saber é como um microscópio apontado para o horizonte. Uma viva história de dança.
Alguém que se posiciona como artista gera uma força que corta o mundo. Então, como pôr dança nesse mundo?
especially because we forget. Life is a damn struggle. Damnation. Whoever is alive stranges the world, transits in what is strange to face this world, and avoids conventional futures.
Dance calls to make life. I want to dance until I die, I want the dance that creates places that sink our feet. Root futures to talk to what’s different here, there, and everywhere.
What is the place of dance in your life?
With dance one learns to ramble, to be born like everything else in this world. To be born of oneself, because we are a continuous dismantling of ancient lives. We are ancient bodies of the body of the world. We are an ancient dance, an inexhaustible moving conversation of varying materialities. A dance that is twisted, revolted, and reworked from generation to generation. It is these turns that life gives that will organize us as bodies in immensity.
The body is the ultimate opportunity to make choices, it’s a life full of questions.
Dance creates provisional territories and launches “story bodies” into the world. The desire to know is like a microscope pointed at the horizon. A living dance story.
Someone who positions himself/ herself as an artist generates a force that cuts through the world. So, how do you put dance in this world?
1
Artist of the scene, researcher and curator. Her works move between dance, performance and video. She lives in Parnaíba, Piauí, and works collaborating with artists and institutions from all over Brazil. She is an independent artist and is in charge of @canteiroteresina, a multidisciplinary platform for cultural actions involving childhood and old age. Since 2017, she has curated and directed the TRISCA Festival of Art with Children. She is also the curator and director of the Cloud project, a set of actions that occupies public spaces such as cultural centers, libraries, schools and institutions (since 2016) to think about art, childhood and the city.
dança comunidade e.
A dança faz o corpo acontecer. É da natureza da dança ser pública, e sua força não estará jamais naquilo que aniquila existências outras. O tropeço da arte é se separar da vida.
Cada corpo desta terra é uma comunidade processual em composição, alianças entre substâncias e mundos para plantar danças. E quem planta torce, aposta, tem fé. Macerando com os pés uma dança sincera, animando este chão, para quem sabe “broiar” coisa viva. A dança é uma força que rasga o chão.
A vida dança o presente carregado de um passado indizível. Então, qual a última vez que você dançou? E o último lugar, a última pessoa? Fico com vontade de fechar os olhos e abrir meus braços, assim bem abertos, disponibilizar para aquele sol manso da manhã minha atenção e toda minha consideração.
A potencial inclinação da dança é a abundância. “Ataiando” e “arrudiando” a vida concebemos corpo. Essa confluência de hábitos à procura do que flui, aberto como um delta. A luta natural do corpo está entre o nascer, se emparelhar e se desmanchar em outras presenças. Se desmanchar até virar terra fofa, ou se desmanchar em água de rio que corre para o mar, ou numa carnaúba que dança nas alturas, bailando suas palhas. As carnaúbas se envergam mas não
community dance and.
Dance makes the body. It is the nature of dance to be public, and its strength will never be in what annihilates other existences. The stumbling block of art is to separate itself from life.
Each body of this earth is a procedural community in composition, alliances between substances and worlds to plant dances. And whoever plants bets, has faith. Macerating a sincere dance with their feet, animating this floor, for those who know how to “sprout” living things. Dance is a force that tears the ground apart.
Life dances the present laden with an unspeakable past. So when was the last time you danced? And the last place, the last person? I feel like closing my eyes and opening my arms, wide open like that, offering my attention and all my consideration to that gentle morning sun.
The potential inclination of dance is abundance. “Involving” and “contouring” life we conceive body. This confluence of habits, looking for what flows, opens like a delta. The body’s natural struggle is between being born, pairing, and breaking apart in other presences. To dismantle until it becomes soft earth, or to crumble into river water that flows into the sea, or into a carnauba tree that dances on the heights, dancing its straws. The carnauba trees bend
quebram, e sempre escolhem campos lindos para nascer, com uma visão no horizonte que prioriza o que é solar. Elas refletem a imensidão do mundo, elas enfeitam os caminhos com suas danças. A vida de selvagem não é fácil.
Dançar é uma maneira de amansar inimizades. Sabe aquela dança da vontade, aquela dança de um corpo emocionado, aquela dança sincera que acontece movida por uma música, um lugar, uma presença, uma lembrança?
Dançar é uma festa. Uma “dança festa” que organiza o entorno, o simbólico, o efêmero. Muitas das vezes somos incendiadas por alguém dançando com tanta emoção que nem precisamos dizer qual dança é. A dança dá ao corpo a oportunidade de ser festa, ritualizada em uma lógica de “pensar viver”. A dança é uma chama. Chama memórias, chama popular, chama atenção para além do olho.
Chama sentir!
Dançar pode ser um lugar de descansar as ordens do/no corpo e assim criar espaços de liberdade, de tal maneira que não desconhece as alianças e os elos próprios entre as coisas e as pessoas. Chamar alguém, se envolver, ter companhia para sustentar comunidades desejantes. Dance e sonhe e dance e sonhe e dance…
Qual a última vez que você dançou?
Qual foi a última vez que você dançou com alguém? Você lembra? E para onde vai a dança quando esta acaba?
but do not break, and always choose beautiful fields to be born, with a view on the horizon that prioritizes what is solar. They reflect the immensity of the world, they adorn the paths with their dances. Wildlife is not easy.
Dancing is a way to tame enmities. Do you know that dance of the will, that dance of an emotional body, that sincere dance that happens moved by a song, a place, a presence, a memory? Dancing is a party. A “party dance” that organizes the surroundings, the symbolic, the ephemeral. Often we are set on fire by someone dancing with so much emotion that we don’t even need to say which dance it is. Dance allows the body to be a party, ritualized in a logic of “thinking to live”. Dance is a flame. It calls memories, it draws popularity, and it draws attention beyond the eye. It is called “feel”!
Dancing can be a place to rest the orders of the body and thus create spaces of freedom, in such a way that it does not ignore the alliances and the proper links between things and people. Calling someone, getting involved, having company to sustain desiring communities. Dance and dream and dance and dream and dance…
When was the last time you danced? When was the last time you danced with someone else? Do you remember it? And where does the dance go when it’s over?
bienal sesc de dança 2023
1
Pesquisadora da Linha Matriz Africana no GEPEJA - Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação de Jovens e AdultosUNICAMP. Doutora no Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCampinas), gestora da Casa de Cultura Afro Fazenda Roseira, mestre e liderança da Comunidade Jongo Dito Ribeiro (Campinas/SP) e mãe de santo umbandista no CEMA - Centro de Estudos de Matriz Africana
Mãe Cambinda e Cabocla Jurema, Campinas/SP. alejongo@ gmail.com
O Corpo-território no Jongo e na Casa de Cultura Fazenda Roseira, em Campinas/SP
Alessandra Ribeiro Martins1
E quando você dança jongo
Pisa na tradição, pisa na tradição
E vai firmando essa pisada
Pisa na tradição, pisa na tradição
E quando chego na Roseira
Pisa na tradição, pisa na tradição
Ponto da Comunidade Jongo
Dito Ribeiro, Campinas/SP
Pisar na tradição é uma metáfora jongueira que significa estar aliado com sua raiz, história, memória, valores, tradições e com tudo que se refere à construção identitária da vida, tendo a dança do jongo como expressão. O jongo é uma manifestação afro-brasileira que se tornou patrimônio cultural imaterial do Brasil no ano de 2005. Registrado no “Livro de Registro das Formas de Expressão”, trata-se de uma dança circular, ritmada por tambores comumente chamados de “tambus”, em que seus dançarinos, os jongueiros, cantam e dançam, se alternando no centro da roda. Por meio de seus cânticos, o jongo também era utilizado como código para ritmar o trabalho e trocar informações entre os escravizados no final do século XIX nas fazendas de café do Vale do Paraíba. Os escravizados dominavam as metáforas dos pontos cantados e, por meio deles, articulavam suas fugas e ações defensivas contra o processo árduo da escravidão. Após a abolição, várias famílias preservaram essa prática, sendo este o primeiro patrimônio afro-brasileiro com dimensão regional, já que seus praticantes ainda se encontram distribuídos no território sudestino: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
A experiência da dança que usa o corpo como instrumento criativo se transforma em (re)existência quando esse corpo é compreendido enquanto território. Para além de escalas geográficas e sob a perspectiva dos debates feministas decoloniais, esse corpo-território é entendido como símbolo para existir no mundo, estando associado a diversos marcadores sociais, de acordo com suas características físicas. Assim, os corpos que mais evidenciam esses marcadores são os das matrizes africana e indígena, que por muito tempo foram atravessados por múltiplas (des) territorialidades e ainda hoje clamam pela garantia dos direitos que regem a Constituição brasileira. Para Aníbal Quijano (2010), o corpo foi consumido e explorado na maior parte do mundo colonial ao mesmo tempo que foi, e ainda é, estruturante para a consolidação dos territórios, evidenciando relações de poder, de direito e de posse.
Na exploração, é o “corpo” que é usado e consumido no trabalho e, na maior parte do mundo, na pobreza, na fome, na má nutrição, na doença. É o “corpo” o implicado no castigo, na repressão, nas torturas e nos massacres durante as lutas contra os exploradores. Pinochet é um nome do que ocorre aos explorados no seu “corpo” quando são derrotados nessas lutas. Nas relações de gênero, trata-se do “corpo”. Na “raça”, a referência é ao “corpo”, a “cor” presume o “corpo” (QUIJANO, 2010, p. 126).
Ao refletir sobre a relação entre raça, cor e gênero, tendo o corpo-território como centralidade, o documento da Marcha das Mulheres Indígenas em Brasília, no ano de 2019, nos mostra o cerne dessa questão.
(…) queremos dizer ao mundo que estamos em permanente processo de luta em defesa do “Território: nosso corpo, nosso espírito”. (...) Enquanto mulheres, lideranças e guerreiras, geradoras e protetoras da vida, iremos nos posicionar e lutar contra as questões e as violações que afrontam nossos corpos, nossos espíritos, nossos territórios. Difundindo nossas sementes, nossos rituais, nossa língua, nós iremos garantir a nossa existência. (...) Precisamos dialogar e fortalecer a potência das mulheres indígenas, retomando nossos valores e memórias matriarcais para podermos avançar nos nossos pleitos sociais relacionados aos nossos territórios
(MARCHA DAS MULHERES INDÍGENAS, 2019, p. 340-341).
Um exemplo dessa defesa pelo existir no corpo-território da matriz africana é quando adentramos a Casa de Cultura Fazenda Roseira, em Campinas, sede da Comunidade Jongo Dito Ribeiro. Nela, temos a representação majoritária de mulheres negras e de lideranças que conduzem o processo de defesa de seu território e da tradição jongueira. Segundo Martins (2011), a sede da
bienal sesc de dança 2023
Fazenda Roseira é o fragmento de uma grande fazenda construída em 1830 que, ao longo dos anos, foi cedendo áreas para a especulação imobiliária e sofrendo contínuas depredações.
Em 2005, a sede se transformou em um equipamento público comunitário graças à presença, defesa e mobilização da Comunidade Jongo Dito Ribeiro, que no ano de 2008 passa a ser gestora do espaço para a realização da salvaguarda do jongo. Assim, a comunidade jongueira passa a realizar a difusão e a vivência compartilhada desse patrimônio de matriz africana, tendo a educação, a cosmovisão ambiental e a cultura como pontos centrais.
Basta atravessarmos a porteira da Casa de Cultura Fazenda Roseira para sentirmos essa força ancestral de matriz africana que se expressa pela mata preservada, pelo cuidado com o casarão – que, mesmo centenário e apresentando a necessidade de maiores intervenções e reparos, se mantém aconchegante – e pelos corpos-territórios pretos ali representados com o acolhimento a todos que chegam. Cada movimento das saias, cada batida dos pés no chão, cada troca de casais no centro da roda, tudo isso faz da dança do jongo o registro das marcas de um passado que se reinventa diariamente no presente. Corpos que se movem e giram, e que, nessa brincadeira jongueira, pisam cotidianamente na tradição de sua ancestralidade.
referências
MARCHA DAS MULHERES INDÍGENAS.
“Documento Final da Marcha das Mulheres Indígenas” (2019).
InSURgência: revista de direitos e movimentos sociais, Brasília, v. 7, n. 2, p. 339–345, 2021. DOI: 10.26512/ insurgncia.v8i2.39122. Disponível em: bit. ly/3OuEd1B. Acesso em: 7 ago. 2023.
MARTINS, Alessandra Ribeiro. Requalificação urbana: a Fazenda Roseira e a comunidade Jongo Dito Ribeiro. Dissertação. Campinas (São Paulo): PUC/ Campinas, 2011.
QUIJANO, Aníbal. “Colonialidade do poder e classificação social”. In: B. S. Santos e M. Meneses (eds.). Epistemologias do Sul. São Paulo: Cortez, 2010.
1
Researcher of the African studies in the Group of Studies and Research in Youth and Adult Education (Gepeja) of the State University of Campinas (Unicamp).
Ph.D. from the Program in Urbanism at the Pontifical Catholic University of Campinas (PUC/ Campinas), manager of the Afro Cultural Center Fazenda Roseira, master and leader of the Jongo Dito Ribeiro Community, in Campinas, and mother of saint umbandista at the Center for Studies of African Matrix Mother Cambinda and Cabocla Jurema (Cema), also in Campinas. alejongo@ gmail.com
The Body-territory in Jongo and the Casa de Cultura Fazenda Roseira, in Campinas/SP
Alessandra Ribeiro Martins1
And when you dance jongo
Stepping on tradition, stepping on tradition
And it is firming up these footsteps
Stepping on tradition, stepping on tradition
And when I get to the Roseira [Rose Garden]
Stepping on tradition, stepping on tradition
Jongo Dito Ribeiro Community Point, Campinas/SP
Stepping on tradition is a “jongueira” metaphor that means being allied with our roots, history, memory, values, traditions and with everything that refers to the identity construction of life, having the jongo dance as an expression. The “jongo” is an Afro-Brazilian manifestation that became an intangible cultural heritage of Brazil in 2005. Registered in the “Book of Record of Forms of Expression”, it is a circular dance, rhythmed by drums called “tambus”, in which its dancers, the jongueiros, sing and dance, alternating themselves in the center of the circle. Through their songs, the jongo was also used as a code to rhythm the work and exchange information among the enslaved people in the late nineteenth century at the coffee farms of the Paraíba Valley. The enslaved people mastered the metaphors of the sung points and, through them, articulated their escapes and defensive actions against the arduous process of slavery. After abolition, several families preserved this practice,
the first Afro-Brazilian heritage with a regional dimension, since its practitioners are in the southeastern territory: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro and Espírito Santo.
The experience of dance that uses the body as a creative instrument is transformed into (re)existence when this body is understood as a territory. Beyond geographical scales and from the perspective of decolonial feminist debates, this body-territory is understood as a symbol for existing in the world, being associated with various social markers, according to its physical characteristics. Thus, the bodies that most evidence these markers are those of the African and Indigenous matrices, which for a long time were crossed by multiple (de)territorialities and still claim the guarantee of the rights that govern the Brazilian Constitution. For Aníbal Quijano (2010), the body was consumed and exploited in most of the colonial world at the same time that it was, and still is, structuring for the consolidation of territories, evidencing relations of power, law and possession.
In exploitation, it is the “body” that is used and consumed at work and, in most parts of the world, in poverty, hunger, malnutrition, and disease. It is the “body” that is involved in punishment, repression, torture and massacres during the struggles against the exploiters. Pinochet is a name for what happens to the exploited in their “body”
when they are defeated in these struggles. In gender relations, it is about the “body”. In “race”, the reference is to the “body”, and “color” presumes the “body”
(QUIJANO, 2010, p. 126).
By reflecting on the relationship between race, color and gender, with the body-territory as centrality, the document of the March of Indigenous Women in Brasilia, in 2019, shows us the core of this issue.
(...) we want to tell the world that we are in a permanent struggle in defense of the “Territory: our body, our spirit”. (...) As women, leaders and warriors, generators and protectors of life, we will stand up and fight against the issues and violations that confront our bodies, our spirits, our territories. By spreading our seeds, our rituals, our language, we will guarantee our existence. (...) We need to dialogue and strengthen the power of indigenous women, resuming our values and matriarchal memories so that we can advance in our social claims related to our territories
(MARCHA DAS MULHERES INDÍGENAS, 2019, p. 340-341).
An example of this defense for existing in the body-territory of the African matrix is when we enter the Casa de Cultura Fazenda Roseira, in Campinas,
bienal sesc de dança 2023
headquarters of the Jongo Dito Ribeiro Community. In it, we have the majority representation of black women and leaders who lead the defense of their territory and the jongueira tradition. According to Martins (2011), the headquarters of Fazenda Roseira is the fragment of a large farm built in 1830 that, over the years, has been ceding areas to real estate speculation and suffering continuous depredations. In 2005, the headquarters became a public community facility thanks to the presence, defense and mobilization of the Jongo Dito Ribeiro Community, which in 2008 became the manager of the space for safeguarding the jongo. Thus, the jongueira community starts to carry out the diffusion and shared experience of this heritage of the African matrix, having education, the environmental worldview and culture as central points.
It is enough to walk through the gate of the Casa de Cultura Fazenda Roseira to feel the ancestral force of the African matrix that is expressed by the preserved forest, by the care of the mansion – which, even centenary and presenting the need for interventions and repairs, remains cozy – and by the black bodies-territories represented there with the welcome to all who arrive. Every movement of the skirts, every tapping of the feet on the ground, each exchange of couples in the center of the circle, all this makes the jongo dance the record of the marks of a past that reinvents itself daily in the present. Bodies that move and rotate, and that, in this jongueira game, step daily in the tradition of their ancestry.
referências
MARCHA DAS MULHERES
INDÍGENAS. “Final Document of the March of Indigenous Women” (2019). InSURgência: revista de direitos e movimentos sociais (Journal of Rights and Social Movements), Brasília, v. 7, n. 2, p. 339–345, 2021. DOI: 10.26512/insurgncia. v8i2.39122. Available in: bit.ly/3OuEd1B. Access on: 7 Aug. 2023.
MARTINS, Alessandra Ribeiro. Urban requalification: Fazenda Roseira and the Jongo Dito Ribeiro community. Dissertation. Campinas (São Paulo): PUC/ Campinas, 2011.
QUIJANO, Aníbal “Coloniality of Power and Social Classification”. In: B. S. Santos and M. Meneses (eds.). Epistemologies of the South. São Paulo: Cortez, 2010.
1
Artista da dança, da performance e do teatro, Edu O. é também pesquisador, professor da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e diretor do Grupo X de Improvisação em Dança. Além de ter realizado produções como “Ah Se Eu Fosse Marilyn” e “O Corpo Perturbador”, trabalhou com a Candoco Dance Company (Londres) e com a Cie Kastor Agile (França).
Carta aos Bípedes #8
Edu O.1
Santo Amaro, 12 de agosto de 2023
Você talvez não saiba, mas você é bípede. Se você não possui deficiência e considera as experiências da deficiência como patologias e anormalidades ou se, ainda, considera a pessoa com deficiência improdutiva, inferior, incapaz, menos bela e indesejável.
O que apresento como bipedia não se trata da maneira de andar. Eu não estou dizendo sobre como você ou a galinha e o canguru se deslocam. Falo sobre o sistema de opressão pautado numa construção também histórica da normalidade, assim como é construída a ideia de deficiência.
Eu tive poliomielite com um ano de idade e sempre andei engatinhando pela casa, ando de cadeira de rodas e, às vezes, ando carregado quando as estruturas arquitetônicas e urbanísticas que você constrói me roubam a autonomia. Andei de bicicleta empurrado por minha mãe ou na garupa de minha irmã, empinei pipa correndo no colo de uma amiga e brinquei de elástico, baleado, esconde-esconde... Então, desde cedo, entendi que podemos fazer as coisas de diferentes modos. Não seria diferente com a Dança que você sequestrou como propriedade exclusiva da sua bipedia.
A Dança é parte das estruturas capacitistas. Quando você pensa em Dança, qual o corpo que pode dançar a sua Dança? Quem pode fazer a sua arte? Quem pode vê-la e acessá-la? Por isso, afirmo que a sua Dança é bípede quando:
• nas suas aulas desconsidera a diversidade de corpos e não se dá conta das limitações da própria bipedia, tão redutoras sobre o que é dança e corpo;
• suas escolhas estéticas, artísticas e, portanto, políticas, mantêm e reproduzem espaços de invisibilidade e não reconhecimento da produção de artistas Defs;
• sua curadoria não se dá conta de que o tema secular da Dança é o corpo branco-cisgênero-bípede que você nunca parou para discutir;
• desconsidera a contribuição que a experiência da deficiência já tem dado sobre movimento, tempo, espaço, composição e dramaturgia;
• sua produção não se importa com a acessibilidade e até descumpre o que determinam as leis brasileiras.
Você, provavelmente, nem conhece o trabalho de Estela Lapponi, Jania Santos, Marconi Araujo, Moira Braga, Mickaella Dantas, Dave Toole, Annie Hanauer, Dan Daw, Claire Cunningham,
Natalia Rocha, João Paulo Lima, Jéssica Teixeira, Roland Walter, Chisato Minamimura, Aristide Rontini, Chiara Bersan, Pelenakeke Brown, Musa Motha, Katarzyna Żeglicka, Diana Niepce, entre tantos outros.
Você sabe tão pouco sobre tanta coisa! Só para te lembrar, bípede, Rosa Luxemburgo, Frida Kahlo, Antonio Gramsci, Stephen Hawking, Franklin Roosevelt e Tutancâmon tinham deficiência. A origem da dança no Egito é associada a BES, um deus com nanismo. Até o rei da música brasileira também tem deficiência, sabia? Talvez, se ele tivesse assumido, de fato, essa característica, você não o consideraria tão rei assim, não é?
No nosso caso, somos reis e rainhas que sempre estamos nus. Nós revelamos o seu jogo perverso e já apontamos mudanças paradigmáticas porque somos o futuro-agora, mas você finge não reconhecer que já estamos aleijando as suas estruturas. Você tem medo! Como eu sempre digo:
VOCÊS, BÍPEDES, ME CANSAM!
Porém, quebrar as barreiras impostas pela normatividade deve ser o que nos faz seguir mostrando outras narrativas na espiral da ancestralidade Def que nos atualiza e nos mantém no tempo passado-presente-futuro-AQUI. Quem sabe, a gente se encontra por aí!
1
Artist of dance, performance and theater, Edu O. is also a researcher, professor at the School of Dance at the Federal University of Bahia (UFBA) and director of Group X of Improvisation in Dance. He acted in “Ah Se Eu Fosse Marilyn” and “O Corpo Perturbador”, and worked with the Candoco Dance Company (London) and Cie Kastor Agile (France).
Letter to the Bipeds #8
Edu O.1
Santo Amaro, August 12th, 2023
You may not know it, but you are a bipedal. If you do not have a disability and consider the experiences of disability as pathologies and abnormalities or if you still consider unproductive, inferior, incapable, less beautiful and undesirable the person with a disability. What I present as bipedalism is not about the way of walking. I’m not talking about how you or the chicken and the kangaroo move. I’m talking about the system of oppression based on a historical construction of normality, just as the idea of disability.
I had polio at the age of one and I have always crawled around the house. I use a wheelchair and sometimes I’m carried by other people when the architectural and urban structures you build rob me of my autonomy. I rode a bicycle pushed by my mother or my sister, I flew a kite running on a friend’s lap and played with a rubber band, hide and seek... So, from an early age, I understood that people can do things in different ways. It wouldn’t be any different with the Dance you hijacked as the exclusive property of your bipedal way of life.
Dance is part of the ableist structures. When you think of Dance, which bodies can dance your Dance? Who can make your art? Who can see and access it? Therefore, I affirm that your Dance is bipedal when:
• in your classes, you disregard the diversity of bodies and do not realize the limitations of bipedalism itself, which are so reductive about what is dance and body;
• your aesthetic, artistic and, therefore, political choices maintain and reproduce spaces of invisibility and non-recognition of the production of artists with disabilities;
• your curatorship doesn’t realize that the secular theme of Dance is the white-cisgender-bipedal body that you’ve never discussed;
• disregards the contribution that the experience of disability has already given to notions of movement, time, space, composition and dramaturgy;
• your production doesn’t care about accessibility and even does not comply with what Brazilian laws determine.
You probably don’t even know the work of Estela Lapponi, Jania Santos, Marconi Araujo, Moira Braga, Mickaella Dantas, Dave Toole, Annie Hanauer, Dan Daw,
Claire Cunningham, Natalia Rocha, João Paulo Lima, Jéssica Teixeira, Roland Walter, Chisato Minamimura, Aristide Rontini, Chiara Bersan, Pelenakeke Brown, Musa Motha, Katarzyna Żeglicka, Diana Niepce, among many others.
You know so little about so much! Just to remind you, bipedal, Rosa Luxemburg, Frida Kahlo, Antonio Gramsci, Stephen Hawking, Franklin Roosevelt and Tutankhamun had disabilities. The origin of dance in Egypt is associated with BES, a god with dwarfism. Even the king of Brazilian music has a disability, do you know that? Perhaps, if he had assumed this trait, you wouldn’t consider him such a king, would you?
In our case, we are kings and queens who are always naked. We have revealed your wicked game and pointed out paradigmatic shifts because we are the future-now, but you pretend not to recognize that we are already destroying your structures. You are afraid! As I always say:
YOU BIPEDS MAKE ME TIRED!
However, breaking the barriers imposed by normativity should keeps us showing other narratives in the spiral of “Def” ancestry that updates us and keeps us in the past-present-future-HERE time. Who knows, we might see you out there!
bienal sesc de dança 2023
bienal sesc de dança 2023
22 74 100 106
130 148 shows performances instalations
formative learning meeting point information
26 C A C U N D A [C A C U N D A: The Oldest Entity]
30 Com as Coisas: coreo-infâncias para tempos de reencontro [With Things: choreo-childhoods to reunion times]
Lagartixa na Janela
32 Corpos Velhos - Pra que servem? [Old Bodies – What Are They Good For? ]
52 Lavagem [Washing] Alice Ripoll | Cia. REC
54 NumCorre Núcleo Iêê
56 O Agora não Confabula com a Espera [The Now Does Not Confabulate With Waiting] Iara Izidoro
58 Olhos nas costas e um riso irônico no canto da boca [Eyes at my back and a smile at the corner of my lips] Luciane Ramos-Silva
60 SANGRIA – Manifestos Poéticos [BLOODLETTING – Poetic Manifestos] Osibàtá Coletivo de Dança | Enoque Santos, Kiusam de Oliveira e Rose Maria
36 Encantado [Enchanted ] Lia Rodrigues (em) Companhia de Danças
40 Engasgadas, segundo rito para regurgitar o mundo [Chokes, second rite to regurgitate the world ]
Zona Agbara
42 EU NÃO SOU SÓ EU EM MIM - Estado de natureza - procedimento 01 [I AM NOT ONLY ME IN ME - State of Nature - procedure 01] Grupo Cena 11
44 Gente de Lá [People from There]
[
50 Lança Cabocla [Cabocla Spear] Plataforma Lança Cabocla
62 Schönheit ist Nebensache ou a beleza revela-se acessória [Schönheit ist Nebensache or beauty is accessory] Pol Pi | Cie NO DRAMA
64 Selvagem [Wild ] Clarissa Sacchelli
66 Somoo Art Project BORA
68 The Ecstatic [O Êxtase] Jeremy Nedd e Impilo Mapantsula
70 The Sacrifice [O Sacrifício] Dada Masilo
72 tReta, uma invasão performática [tReta, a performative invasion] Original Bomber Crew
bienal sesc de dança 2023
ATO 1
The SalaMUDA group promotes dialogues between music and dance, exploring improvisational practices in both arts. Its performances are based on hip-hop and contemporary dance, as well as having influences from jazz and African music. e s t r e ai aiertse tse aier aiertse e s t r e ia estreia es t reia estreia
O grupo SalaMUDA se dedica a promover um diálogo entre música e dança, explorando práticas de improvisação em ambas as artes. Seus trabalhos são baseados em princípios do hip hop e da dança contemporânea, além do jazz e de linguagens musicais africanas.
Em seu novo trabalho, o grupo SalaMUDA mergulha nas questões vividas no cotidiano por pessoas pretas. Os artistas exploram a busca desses corpos por reconhecimento e pertencimento, em contraste com uma realidade marcada pela imposição da violência, pelo apagamento de suas narrativas e pela negação de suas identidades.
Ressignificando a herança e a ancestralidade afrodiaspórica por meio de sonoridades e movimentos contemporâneos, o espetáculo traz a potência das danças urbanas e da cultura hip hop aliadas à musicalidade do jazz e de composições africanas. Preservando e aprofundando suas investigações, marcadas pelo improviso e pelo constante diálogo entre os músicos e dançarinos, o grupo apresenta sua primeira obra narrativa.
Nela, o elemento surpresa do improviso em música instrumental e dança hip hop se mistura a um direcionamento cênico proposto pela direção de Vine Hernani e pela coreografia de Alexandre Natalio, que buscam trazer à tona questionamentos sobre identidade, resistência e ancestralidade.
In its new performance, the SalaMUDA group addresses everyday issues experienced by black people. In focus is the search of these bodies for recognition and belonging, in contrast to a reality marked by the imposition of violence, the erasure of their narratives, and the denial of their identities.
Reframing Afrodiasporic heritage and ancestry through contemporary sonorities and movements, the show brings the power of urban dances and hip-hop culture allied to the musicality of jazz and African music. Preserving and deepening its investigations, marked by improvisation and constant dialogue between musicians and dancers, the group presents its first narrative performance.
In it, the surprise element of improvisation in instrumental music and hip-hop dance is mixed with a scenic direction proposed by Vine Hernani’s direction and Alexandre Natalio’s choreography, which brings up questions about identity, resistance and ancestry.
espetáculos / shows
Concepção e direção coreográfica [Choreographic design and direction]: Vine Hernani e Alexandre Natalio; Dançarinos [Dancers]: Vine Hernani, Rafael Henrique, Wagner Silva, Krishna Ferreira e Klisman Santos; Músicos [Musicians]: Lucas Slanzon, Pedro Franco, Alexandre Natalio, Mateus França e Filipe Wesley; Desenvolvimento e construção coreográfica [Choreographic development and construction]: Vine Hernani, Rafael Henrique, Wagner Silva, Krishna Ferreira, Klisman Santos, Lucas Slanzon, Pedro Franco, Alexandre Natalio, Mateus França e Filipe Wesley; Iluminação [Lighting]: Dickson Resstel; Sonorização [Sound system]: Henrique Manchúria; Produção [Production]: Hellio Zulu/Margem Cultural Produtora.
bienal sesc de dança 2023
foto Rafael Smaira
THE OLDEST ENTITY
ADNÃ IONARA Brasil, SP
30 min | AL [ All Ages ] @adna_ionara
C A C U N D A
Artista e pesquisadora, Adnã Ionara é graduada em dança e mestra em artes da cena pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Iniciou os estudos na dança quando criança, no terreiro da avó. Hoje, seus trabalhos pautam-se por perspectivas afrodiaspóricas de/em movimento.
Artist and researcher, Adnã Ionara has a degree in dance and a master’s degree in performing arts from the State University of Campinas (Unicamp). She began her studies in dance as a child, in her grandmother’s yard. Today, her works have Afrodiasporic perspectives of/in motion.
Originada na língua africana quimbundo, a palavra cacunda diz respeito à curvatura acentuada das costas, geralmente consequência da idade, abaulando o corpo. Refere-se também àquela que dá abrigo e proteção, àquela que lança pragas e deseja o mal pelas costas. Nos terreiros, cacunda é a entidade mais velha na seara da umbanda, a Cacurucaia: uma mulher velha e ranzinza, uma poeira que baila na curva do tempo e risca seu ponto num encontro entre passado, presente e continuidade.
No solo de Adnã Ionara, cacunda dá nome a uma dança que mobiliza o tempo e suas curvas, questionando e celebrando o peso que carrega a existência. Em cena, uma narrativa de músculos é amparada por sonoridades, simbologias e sutilezas do álbum “Padê”, de Juçara Marçal, e das obras literárias “Um Defeito de Cor”, de Ana Maria Gonçalves, e “Becos da Memória”, de Conceição Evaristo.
Para criar o espetáculo, a artista e pesquisadora partiu de referenciais bibliográficos e simbologias afrodiaspóricas ligadas ao tempo e à memória, entendida como construção social e coletiva. Assim, quando em culto, a memória é responsável pela ancestralização, firmando-se como eco de existências antigas, e operando como um cordão que gesta e delineia as curvas espiraladas do tempo.
The word “cacunda”, from the African language Kimbundu, refers to the sharp curvature of the back that overwhelms the body, usually a consequence of age. It also refers to the one who gives shelter and protection, the one who launches plagues and wishes evil behind her back. In the “terreiros” (meeting places for Umbanda), cacunda is the oldest entity, the Cacurucaia: an old and grumpy woman, a cloud of dust that dances in the curve of time and is between past, present, and continuity.
In the solo of Adnã Ionara, cacunda gives its name to a dance that mobilizes time and its curves, questioning and celebrating the weight that existence carries. On stage, a narrative of muscles is supported by sounds, symbologies, and subtleties of the album “Padê”, by Juçara Marçal, and the literary works “Um Defeito de Cor”, by Ana Maria Gonçalves, and “Becos da Memória”, by Conceição Evaristo.
To create the show, the artist and researcher started from bibliographic references and Afrodiasporic symbologies linked to time and memory, understood as a social and collective construction. Thus, in worship, memory is responsible for ancestry, establishing itself as an echo of ancient existences, and operating as a cord that gestates and delineates the spiral curves of time.
espetáculos / shows
Criação e interpretação [Creation and Performance]: Adnã Ionara; Direção artística [Artistic Direction]: Adnã Ionara e José Teixeira; Direção, composição e execução de trilha musical [Direction, composition and execution soundtrack]: Yandara Pimentel, Otavio Andrade e Marcelo Santhu; Design e operação de luz [Design and light operation]: Karen Mezza; Operação de som [Sound operation]: Pedro Flório; Figurino [Costume]: Graciete Mary dos Santos; Produção artística [Artistic production]: José Teixeira; Contrarregragem [Stage Manager]: Yasmin Berzin; Produção executiva [Executive Production]: Wannyse Zivko (Arte & Efeito).
bienal sesc de dança 2023
foto Paula Freitaz
E SÍRIA
45 min | A14 [ 14 years old ] @mithkalalzghair www.mithkalalzghair.com
CLAMORS
Nascido na Síria, Mithkal Alzghair é coreógrafo e dançarino. Estudou dança em Damasco antes de continuar sua formação em Montpellier. Impedido de retornar à sua terra natal por causa da guerra, vive como refugiado político na França. Criou trabalhos como “Déplacement”, “Transaction” e “We are not Going Back”, além do solo “Clamors”.
Mithkal Alzghair is a Syrian choreographer and dancer. He studied dance in Damascus and Montpellier, and currently lives as a political refugee in France, prevented from returning to his homeland because of the war. He created performances such as “Déplacement”, “Transaction” and “We Are Not Going Back”, in addition to the solo “Clamors”.
Os questionamentos em torno do confronto entre o homem e as autoridades ecoam neste solo de Mithkal Alzghair. Por meio de uma exploração figurativa, escultural e cinética, ele busca criar o retrato de um corpo diante de um mundo fragmentado e cercado por formas de dominações e de ameaças.
O artista encontra na fisicalidade um meio de materializar e revelar as transformações pelas quais indivíduos e povos passam por conta de realidades impostas, capazes de determinar seus destinos. A investigação se equilibra entre a ambiguidade e a incerteza, entre o passado e o futuro, entre a própria narrativa pessoal do artista e o contexto global – por causa da guerra na Síria, Mithkal vive como refugiado político na França.
Por meio do seu corpo, o performer se concentra na passagem entre dois tempos – o passado e o que virá – e dois lugares – o que estava e o que está. Tornando o movimento uma necessidade e um motivo para restaurar a atual paisagem de destroços, ele experimenta passos e estruturas rítmicas, além de brincar com a repetição contínua e crescente dos movimentos. Faz isso para pesquisar o limite da resistência do corpo e questionar até que ponto é possível dar continuidade a uma ação para se adaptar.
Mithkal Alzghair’s solo echoes the questions surrounding the confrontation between the man and the authorities. Through a figurative, sculptural, and kinetic exploration, he portrays the body in front of a fragmented world surrounded by dominations and threats.
Physicality is his means of materializing and revealing the transformations that individuals and peoples go through because of imposed realities, capable of determining their destinies. The investigation happens between ambiguity and uncertainty, between the past and the future, between the artist’s personal narrative and the global context –because of the war in Syria, Mithkal lives as a political refugee in France.
The performer’s body focuses on the passage between two times – the past and what will come – and two places – what was and what is. Movement is a necessity and a motive for restoring the current landscape of rubble: he plays with rhythmic steps and structures, as well as with the continuous and increasing repetition of movements. Thus, he researches the limit of the body’s resistance and questions the extent to which it is possible to continue an action to adapt.
espetáculos / shows
Um solo de [A solo of ] Mithkal Alzghair; Design de iluminação [Lighting design]: Philippe Gladieux; Criação de som e música [Sound and music creation]: Mohannad Nasser; Olhares externos [Outside looks]: Gilles Amalvi, Min Kyoung Lee e Virgile Riquet; Produção e administração [Production and administration]: Raphaël Dussauchoy; Foto [Photo]: Youssef Iskandar; Produção no Brasil [Production in Brazil]: Pedro de Freitas e Adolfo Barreto / Périplo; Coprodução [Co-production]: La Briqueterie - CDCN du Val-de-Marne, Ballet National de Marseille, Kampnagel e Les Subsistances; Apoio [Support]: DRAC Ile-de-France, Théâtre de la Ville , CNDC Angers Pays de la Loire e Baryschnikov Art Center de Nova York.
Esse espetáculo foi desenvolvido por meio do programa “Exile Today - Production Residencies for Artists”, uma iniciativa da Kampnagel e da Körber-Stiftung.
sesc de dança 2023
foto Youssef Iskandar
WITH THINGS: CHOREO-CHILDHOODS TO REUNION TIMES
Lagartixa na Janela | Brasil, SP
Para Crianças [ For Children] 35 min| AL [ All Ages ] @lagartixanajanela www.lagartixanajanela.com.br
COM AS COISAS:
O Lagartixa na Janela, dirigido por Uxa Xavier, tem como proposta pesquisar dança para e com todas as infâncias. Atualmente possui quatro performances: “Poemas Cinéticos”, “Varal de Nuvens”, “Breves Partituras para Muitas Calçadas” e “Com as Coisas”.
The group Lagartixa na Janela, directed by Uxa Xavier, aims to research dance for and with all childhoods. The collective currently has four performances in the repertoire: “Poemas Cinéticos”, “Varal de Nuvens”, “Breves Partituras para Muitas Calçadas” and “Com as Coisas”.
Partindo da noção de coreografia como uma organização que aciona deslocamentos espaciais e temporais de corpos humanos e não humanos, o grupo Lagartixa na Janela propõe para as crianças um estado de jogo aberto. Brincando e investigando, elas são convocadas pelo movimento dos artistas a criarem suas coreo-infâncias, transformando as coisas e o ambiente por meio de suas corporalidades.
Tudo começa com uma simples meia. Ao longo da performance, porém, ela deixa de ser uma materialidade funcional para se tornar um lugar, um dispositivo do imaginário que aciona e ativa movimentos, memórias, paisagens, cartografias e relações. Explorando como um objeto pode transportar e mover o outro para estados de invenção, os artistas buscam pensar formas de elaborar teias de afetos capazes de sustentar e mover o coletivo.
A ação cênica é uma continuidade das pesquisas da companhia dirigida por Uxa Xavier. Desde 2010, os artistas se debruçam sobre as infâncias na perspectiva de revelar o corpo da criança no espaço público, questionando onde e como elas ocupam esses locais na cidade. Tendo o corpo como potência para a criação e os encontros, os trabalhos do coletivo propõem um trânsito entre os espaços topológico e imaginário, deixando que a criança performer emerja nesse fluxo.
The choreography is a trigger for spatial and temporal displacements of human and non-human bodies: this is the premise of the group Lagartixa na Janela, which proposes a state of play for children. Playing and investigating, they are summoned by the movement of artists to create their choreo-childhoods, transforming things and the environment through their corporealities.
It all starts with a simple sock. Throughout the performance, however, it ceases to be a functional object to become a place, a device of the imaginary that triggers and activates movements, memories, landscapes, cartographies and relationships. By exploring how one object can transport and move the other into states of invention, the artists think about how to create webs of affections capable of sustaining and moving the collective.
The performance, directed by Uxa Xavier, continues the company’s research. Since 2010, artists have focused on childhood from the perspective of revealing the child’s body in public spaces, questioning where and how they occupy these places in the city. The body is a power for creation and encounters: the collective’s works propose a transit between topological and imaginary spaces, allowing the child performer to emerge in this flow.
espetáculos / shows
Direção artística [Artistic Direction]: Uxa Xavier; Performers [Performers]: Andrea Fraga, Tatiana Cotrim, Vinicius Brasileiro e Ana Carol Yamamoto; Preparação corporal [Body Preparation]: Uxa Xavier; Figurino [Costume]: Lagartixa na Janela; Fotos [Photos]: Silvia Machado, Marcelo Villas Boas e Fellipe Oliveira; Direção de produção [Production direction]: Rafael Petri (MoviCena Produções).
bienal sesc de dança 2023
foto Fellipe Oliveira
OLD BODIES –WHAT ARE THEY GOOD FOR?
Luis Arrieta Brasil, SP
55 min |AL [ All Ages ] @rluisarrieta
CORPOS VELHOSPRA QUE SERVEM?
Coreógrafo, bailarino, professor e pesquisador, Luis Arrieta iniciou seus estudos de dança em 1972, na Argentina, sua pátria, onde estreou como bailarino. Sua primeira coreografia, “Camila”, é de 1977 e, desde então, criou mais de uma centena de obras.
Luis Arrieta is a choreographer, dancer, teacher and researcher. He began his dance studies in 1972 in Argentina, where he debuted as a dancer. His first choreography, “Camila”, dates from 1977. Since then, he has created more than a hundred works.
Onde estão os corpos velhos da dança? É a partir desse questionamento que nasce o espetáculo idealizado e dirigido pelo bailarino e coreógrafo Luis Arrieta. Ao lado de expoentes artistas da dança brasileira –Célia Gouvêa, Décio Otero, Iracity Cardoso, Lumena Macedo, Marika Gidali, Mônica Mion, Neyde Rossi e Yoko Okada –, ele investiga em cena as danças possíveis para esses corpos.
Cada um deles traz seus gestos e movimentos, repletos dos erros necessários ao saber, no tempo e no lugar do presente. O encontro abre espaço para uma conversa não falada, para um improviso carregado de memórias e de histórias de criadores pertencentes a uma geração pioneira da dança cênica, com mais de meio século de trajetórias distintas.
Ao colocar esses corpos como protagonistas, o trabalho mostra a transversalidade e a urgência das questões e temáticas que atravessam o etarismo na sociedade, e exalta a permanência do fazer artístico como ato de resistência política, poética e subversiva.
Where are the old dancing bodies?
The show was born from this questioning and was conceived and directed by the dancer and choreographer Luis Arrieta. Alongside exponent artists of Brazilian dance – Célia Gouvêa, Décio Otero, Iracity Cardoso, Lumena Macedo, Marika Gidali, Mônica Mion, Neyde Rossi and Yoko Okada –, he investigates on stage the possible dances for these bodies.
Each artist puts their gestures and movements on stage, with the errors necessary for knowledge, in the time and place of the present. The meeting is an unspoken conversation, an improvisation loaded with memories and stories of creators who belong to a pioneering generation of scenic dance, with more than half a century of trajectories.
By placing these bodies as protagonists, the performance shows the transversality and urgency of the issues and themes that cross ageism in society, and exalts the permanence of artistic making as an act of political, poetic and subversive resistance.
espetáculos / shows
Direção geral [General direction]: Luis Arrieta; Artistas [Artists]: Célia Gouvêa, Décio Otero, Iracity Cardoso, Luis Arrieta, Lumena Macedo, Marika Gidali, Mônica Mion, Neyde Rossi e Yoko Okada; Assistente de direção [Assistant director]: Lumena Macedo; Assistente de coreografia [Choreography assistant]: Suzana Mafra; Assistente técnica [Technical assistant]: Cleusa Fernandes; Iluminação [Lighting]: Silviane Ticher; Vídeo [Video]: Vinícius Cardoso; Fotos [Photos]: Emidio Luisi, Gil Grossi e Naava Bassi; Edição de trilha sonora [Soundtrack editing]: Marcos Palmeira - colagem musical com músicas de Guilherme Vaz e Mercedes Sosa; Coordenação de projeto [Project coordination]: Portal MUD (Talita Bretas); Produção [Production]: Corpo Rastreado; Apoio [Support]: Ballet Stagium, Fábio Villardi e Loty Okada.
bienal sesc de dança 2023
foto Gil Grossi
min
DEVOTEES
João Paulo Lima é artista, performer, educador e escritor. Doutorando em dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). É ativista dos direitos das pessoas com deficiência e colaborador do coletivo LGBT: Vale PCD.
João Paulo Lima is an artist, performer, educator and writer. Ph.D. student in dance at the Federal University of Bahia (UFBA). He is an activist for the rights of people with disabilities and a collaborator of the LGBT collective: Vale PCD.
A imagem de um corpo com deficiência é transfigurada em uma dança de fetiches no solo de João Paulo Lima. Acompanhado pela trilha sonora original de Felipe Giffoni, o performer se expõe sem constrangimento em uma partitura sonoro-coreográfica. Em cena, músico e dançarino criam um diálogo erótico de olhares e movimentos, remetendo, por vezes, à ideia de dominação e submissão presente na comunidade BDSM.
Este jogo também é lançado ao público, que é convocado a repensar os tabus e preconceitos relacionados à deficiência e à sexualidade. O espetáculo aborda como o devoteísmo – atração sexual por pessoas com deficiência – se manifesta de formas distintas, sendo possível a descoberta do desejo por alguém que está fora do eixo da padronização, além da compreensão de se ver como instrumento da fantasia de alguém.
Ao colocar-se em cena com uma ambiência erótica, o artista reafirma seu direito à sexualidade e ao desejo. O solo partiu de sua própria compreensão, ao longo dos anos, acerca do fetiche em torno de sua imagem: ser um objeto de desejo o empoderava como corpo dissidente que socialmente é tratado como assexual. A ideia é que, ao vê-lo dançar, outros corpos, com deficiência ou não, possam sentir o mesmo.
The image of a body with disabilities is transformed into a dance of fetishes in João Paulo Lima’s solo. Accompanied by the original soundtrack by Felipe Giffoni, the performer exposes himself, without embarrassment, in a piece of sound-choreographic sheet music. On stage, the musician and the dancer create an erotic dialogue of looks and movements, sometimes referring to the idea of domination and submission present in the BDSM community.
The audience is also invited to the game and called upon to rethink the taboos and prejudices related to disability and sexuality. The show addresses how devoteeism – sexual attraction to people with disabilities – manifests itself in different ways: from the discovery of desire for someone who is outside the axis of standardization to the understanding of seeing oneself as an instrument of someone’s fantasy.
By placing himself on stage with an erotic ambiance, the artist reaffirms his right to sexuality and desire. The solo started from his understanding, over the years, of the fetish around his image: being an object of desire empowered him as a dissident body that is socially treated as asexual. When watching him dance, other bodies, with disabilities or not, may feel the same.
espetáculos / shows
Concepção e interpretação [Conception and Performance]: João Paulo Lima; Direção [Direction]: Clarissa Costa; Música [Music]: Felipe Giffoni; Luz [Light]: Wallace Rios; Som e técnica [Sound and technique]: Jad Pereira.
bienal sesc de dança 2023
foto Allan Diniz
56 min | A16 [ 16 years old ] @liarodriguescia www.liarodrigues.com ENCHANTED Lia Rodrigues
ENCANTADO
Lia Rodrigues é artista associada do Théâtre National de Chaillot e do Le 104, ambos em Paris. Ganhou do governo francês a medalha de Chevalier des Arts et Lettre e recebeu o prêmio da Fundação Prince Claus, da Holanda, por seu trabalho artístico e social. Também foi agraciada, entre outras premiações, com o AFIELD Fellowship, por sua iniciativa no Centro de Artes da Maré.
Lia Rodrigues is an associate artist at the Théâtre National de Chaillot and Le 104, both in Paris. She won from the French government the medal of Chevalier des Arts et Lettre and received the prize of the Prince Claus Foundation of the Netherlands for her artistic and social work. She also won the AFIELD Fellowship, for her initiative at the Centro de Artes da Maré.
espetáculos / shows
bienal sesc de dança 2023
foto Sammi Landweer
A palavra encantado, do latim incantatus, designa algo que é ou foi objeto de encantamento ou de feitiço mágico. É, também, sinônimo de maravilhado, deslumbrado ou fascinado, além de ser uma expressão de cumprimento social. No Brasil, o termo tem, ainda, outros sentidos: se refere às entidades que pertencem a modos afro-ameríndios de percepção de mundo. Os encantados, animados por forças desconhecidas, transitam entre o céu e a terra, nas selvas, nas pedras, em águas doces e salgadas, nas dunas e nas plantas, transformando-os em locais sagrados. Partindo de cosmogonias indígenas e africanas, a diretora Lia Rodrigues orquestra em cena corpos que se acoplam em arranjos variados na busca pelo coletivo. Embolando-se entre si e em cobertores, vestes e tecidos estampados, os intérpretes-criadores vasculham possibilidades de encantar o que
The word enchanted, from the Latin “incantatus”, designates something that is or has been the object of enchantment or magical spell. It is also synonymous with amazed, dazzled, or fascinated, and an expression of social fulfillment. In Brazil, the term also has other meanings: it refers to the entities that belong to the Afro-Amerindian perception of the world. The enchanted ones, animated by unknown forces, move between heaven and earth, in the jungles, in the rocks, in fresh and salty waters, in the dunes, and in the plants, transforming them into sacred places.
Director Lia Rodrigues draws on indigenous and African cosmogonies to choreograph the bodies that come together in varied arrangements in the search for the collective. Tangled in patterned blankets and fabrics, the interpreters-creators search for possibilities to enchant what surrounds them – images, dances, and landscapes –
os cerca – imagens, danças e paisagens – e transformá-lo em seus corpos e ideias, refletindo formas de ir ao encontro dos seres viventes em toda a sua diversidade.
O espetáculo, trabalho mais recente da Companhia de Danças, estreou em 2021 no Festival d’Automne de Paris, fazendo temporada em dois teatros da capital francesa, o Teatro Nacional de Chaillot e o Le 104, dos quais a coreógrafa é artista associada. No Brasil, a montagem foi apresentada pela primeira vez no Sesc Pinheiros, no ano seguinte.
A produção surgiu no contexto da crise sanitária provocada pela pandemia de Covid-19 e nasceu do desejo de usar a magia e a encantação como guias para conduzir o processo criativo durante esse período dramático.
and transform it into their bodies and ideas, reflecting ways of meeting living beings in all their diversity.
The show, the most recent work by Companhia de Danças, premiered in 2021 at the Festival d’Automne in Paris, and was presented in two theaters of the French capital: the National Theater of Chaillot and Le 104, of which the choreographer is an associate artist. The performance was presented for the first time in Brazil at Sesc Pinheiros, the following year. The production emerged in the context of the health crisis brought on by the Covid-19 pandemic and was born out of the desire to use magic and enchantment as guides to drive the creative process during this dramatic period.
Criação e direção [Creation and direction]: Lia Rodrigues; Dançado e criado em colaboração por [Danced and created in collaboration by]: Leonardo Nunes, Valentina Fittipaldi, Andrey Da Silva, Larissa Lima, David Abreu e Raquel Alexandre; Também dançado por [Also danced by]: Alice Alves, Daline Ribeiro, Cayo Almeida, Vitor de Abreu e Sanguessuga; Colaboração na criação [Collaboration in creation]: Carolina Repetto, Joana Castro, Matheus Macena, Ricardo Xavier e Tiago Oliveira; Assistente de criação e direção [Creative and Directing Assistant]: Amália Lima. Dramaturgia [Dramaturgy]: Silvia Soter; Colaboração artística e imagens [Artistic collaboration and images]: Sammi Landweer; Criação de luz [Creation of light]: Nicolas Boudier, com assistência técnica de Baptistine Méral e Magali Foubert; Iluminação (criação e operação) no Brasil [Lighting (creation and operation) in Brazil]: Jimmy Wong; Trilha sonora e mixagem [Soundtrack and mixing]: Alexandre Seabra (a partir de trechos de músicas do povo Guarani Mbya – Aldeia de Kalipety da T.I. Tenondé Porã – cantadas e tocadas durante marchas de povos indígenas em Brasília, em agosto e setembro de 2021, contra o Marco Temporal); Produção no Brasil [Production in Brazil]: Gabi Gonçalves (Corpo Rastreado); Produção e difusão internacional [International production and distribution]: Colette de Turville, com assistência de Astrid Toledo; Administração na França [Administration in France]: Jacques Segueilla; Idealização e produção do projeto de apoio do Instituto Goethe [Idealization and production of the Goethe Institute support project]: Claudia Oliveira; Secretária e administração [Secretary and administration]: Glória Laureano; Professores [Teachers]: Amalia Lima, Sylvia Barretto e Valentina Fittipaldi; Agradecimentos [Acknowledgments]: Thérèse Barbanel, Antoine Manologlou, Maguy Marin, Eliana Souza Silva e equipe do Centro de Artes da Maré.
Uma coprodução [a co-production]: de Scène Nationale Carré-Colonnes; Le TAP – Théâtre Auditorium de Poitiers; Scène Nationale du Sud-Aquitain; La Coursive – Scène Nationale de La Rochelle; L’empreinte, Scène Nationale Brive-Tulle; Théâtre d’Angoulême Scène Nationale; Le Moulin du Roc, Scène Nationale à Niort; La Scène Nationale d’Aubusson; Kunstenfestivaldesarts (Brussels); Brussels, Theaterfestival (Basel); HAU Hebbel am Ufer (Berlin); Festival Oriente Occidente (Rovereto); Theater Freiburg; l’OARA – Office Artistique de la Région Nouvelle Aquitaine; Julidans (Amsterdam); Teatro Municipal do Porto; Festival DDD, Dias de Dança; Chaillot – Théâtre National de la Danse (Paris); Le CENTQUATRE-PARIS e Festival d’Automne à Paris.
Com apoio [with support] de FONDOC (Occitanie)/França; Fundo Internacional de Ajuda para as Organizações de Cultura e Educação 2021 do Ministério das Relações Exteriores da República Federal da Alemanha, do GoetheInstitut e de outros parceiros; e Fondation d’entreprise Hermès/França, com a parceria de France Culture.
Uma produção [a production] da Lia Rodrigues Companhia de Danças com apoio da instituição Redes da Maré, da Campanha “A Maré diz não ao Coronavírus – Projeto Conexão Saúde” e do Centro de Artes da Maré.
Lia Rodrigues é artista associada ao CENTQUATRE, na França.
“Encantado” é dedicado ao Oliver.
espetáculos / shows
bienal sesc de dança 2023
foto Sammi Landweer
50 min | A16 [ 16 years old ] @zonaagbara CHOKED, THE SECOND RITE TO REGURGITATE THE WORLD
Zona Agbara | Brasil, SP
ENGASGADAS, SEGUNDO RITO PARA REGURGITAR O MUNDO
Com seis anos de existência e pesquisa, a Zona Agbara é um grupo de dança contemporânea preta que pauta a visibilidade e a valorização da produção artística de mulheres pretas e gordas como disputa de imaginário estético, ferramenta de transgressão e desobediência.
With six years of existence and research, Zona Agbara is a black contemporary dance group that guides the visibility and appreciation of the artistic production of black and fat women as a dispute over the aesthetic imaginary, a tool of transgression and disobedience.
No espetáculo dirigido por Gal Martins, seis intérpretes expõem as muitas violências que suas corpas pretas e gordas sofreram ao longo de suas existências e anunciam que não aceitam mais engolir esse mundo indigesto. “É preciso soltar esse amargo. O engasgo é inevitável e a partir daí é preciso regurgitar para sobreviver”, afirmam as artistas.
A dramaturgia coreográfica ressignifica dores, transformando-as em potência a partir do contato com uma memória de futuro ancestral. Tomadas por ela, as lembranças da terra plantam no sagrado um matriarcado negro, junto de poéticas da flacidez e do nascimento da verdade e do desejo. Assim, corpos antes confinados pela sociedade ao estereótipo de doentes, sem tônus e sem pulso, desfazem os nós que os perturbam e dançam, se movimentam e falam, acompanhados de uma trilha sonora com referências da música preta contemporânea.
Desenvolvendo uma forma de criação dedicada a romper estigmas, alcançar novos imaginários e eliminar olhares que patologizam as “gorduras que as moldam”, as artistas da Zona Agbara propõem uma revisão dos pilares da gordofobia. A ideia é refletir sobre a padronização da beleza, fazendo com que outras mulheres se sintam representadas e encorajadas a enfrentar seus medos e angústias.
In the show directed by Gal Martins, six performers expose the violence that their black and fat bodies have suffered throughout their existences and announce: they no longer accept to swallow this indigestible world. “We have to let go of that bitterness. Choking is inevitable. It is necessary to regurgitate to survive”, say the artists.
The choreographic dramaturgy reframes pain, transforming it into power from contact with a memory of the ancestral future. The memories of the earth plant a black matriarchy in the sacred, along with poetics of flaccidity and the birth of truth and desire. Thus, bodies previously confined by society to the stereotype of sick, without tonus and pulse, undo the knots that disturb them and dance, move and speak, accompanied by a soundtrack with references of contemporary black music.
The creation is dedicated to breaking stigmas, reaching new imaginaries and eliminating looks that pathologize the “fats that shape them”, proposing a revision of the pillars of fatphobia. The idea is to reflect on the standardization of beauty, making other women feel represented and encouraged to face their fears and anxieties.
espetáculos / shows
Concepção, direção artística e coreografia [Conception, direction and choreography]: Gal Martins; Assistente de direção e preparação corporal [Assistant director and body preparation]: Rosângela Alves; Intérpretes-criadoras [Performers – creators]: Iolanda Costa, Letícia Munhoz, Suzana Araúja, Gal Martins, Gustav Couber e Rosângela Alves; Trilha sonora [Soundtrack]: Dani Lova; Texto [Text]: Elenco; Figurinos e adereços [Costume and accessories]: Thaís Dias; Preparação vocal [Body Preparation]: Klécio Miranda; Direção de produção [Production direction]: Dani Lova; Assistente de produção [Production Assistance]: Ana Paula Almeida; Projeto e operação de luz [Lighting designs and operation]: Camila Andrade; Operação de som [Sound Operation]: Dani Lova; Fotografia e audiovisual [Photography and audiovisual]: Lua Santana.
50 min | A16 [ 16 years old ] @grupocena11ciadedanca www.cena11.com.br
EU NÃO SOU SÓ EU EM MIM - ESTADO DE NATUREZAPROCEDIMENTO 01
Desde 1986, o Grupo Cena 11, dirigido por Alejandro Ahmed e com sede em Florianópolis, atua na produção artística de dança. Referência nacional e internacional na área, tem cerca de 20 espetáculos em repertório e recebeu uma série de prêmios, como o APCA e o Rumos Itaú Cultural.
Since 1986, the Grupo Cena 11, directed by Alejandro Ahmed and based in Florianópolis, has been active in the artistic production of dance. A national and international reference in the area, it has around 20 shows in its repertoire and has received awards such as the APCA and Rumos Itaú Cultural.
Um contraponto anarco-coreográfico em relação ao conceito de “povo brasileiro”, encontrado na obra do antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997), é proposto neste novo trabalho do Grupo Cena 11. Atravessados pela definição de uma “étnico-identidade nacional” desenvolvida pelo escritor mineiro, os artistas investigam a identidade como um fluxo constante de mudanças, questionando o que poderia ser uma dança brasileira.
Nesta transdução em dança e coreografia, as relações entre fatores como a alteridade e a identidade são moduladas com o objetivo de horizontalizar hierarquias entre linguagem e comportamento. Com concepção e direção de Alejandro Ahmed, a obra é o primeiro procedimento de aplicação teórico-prática do novo projeto do grupo, que pesquisa formas de reconsiderar as tensões práticas e terminológicas da dicotomia entre comportamento e linguagem, à luz da tecnologia como natureza.
Criando um ecossistema algorítmico de alteridades associadas, no qual tudo que se move é composição coreográfica em potencial, os performers encontram na dança um campo de conhecimento formado pela modulação músculo-esquelética-emocional da força da gravidade. Dançam, então, como uma incorporação sintomática da causalidade espalhada que define bioculturalmente o ser humano em seu comportamento cinético.
The new performance by Grupo Cena 11 proposes an anarcho-choreographic counterpoint to the concept of “Brazilian people”, found in the work of anthropologist Darcy Ribeiro (1922-1997). Crossed by the definition of an “ethnic-national identity” developed by the writer from Minas Gerais, the artists investigate identity as a constant flow of change, questioning what a Brazilian dance could be.
In this transduction into dance and choreography, the relationships between factors such as otherness and identity are modulated with the aim of horizontalizing hierarchies between language and behavior. Conceived and directed by Alejandro Ahmed, the work applies in a theoretical and practical way the group’s new research, which reconsiders the practical and terminological tensions of the dichotomy between behavior and language, in the light of technology as nature.
The performers create an algorithmic ecosystem of associated alterities, in which everything that moves is a potential choreographic composition: they find in dance a field of knowledge formed by the musculoskeletal-emotional modulation of the force of gravity. They dance, then, as a symptomatic incorporation of the scattered causality that culturally defines human beings in their kinetic behavior.
Concepção, direção e coreografia [Conception, direction and choreography]: Alejandro Ahmed; Criação, coreografia e performance [Creation, choreography and performance]: Alejandro Ahmed, Aline Blasius, Ana Clara Pocai, Bibi Vieira, Carlos Calê, DG Fabulloso, Diego de los Campos, Gal Freire, João Peralta, Karin Serafin, Malu Rabelo, Natascha Zacheo e Vitor Hamamoto; Operação e criações em vídeo e som [Operation and creations in sound and video]: Alejandro Ahmed, Diego de los Campos e João Peralta; Direção técnica [Technical direction]: Grupo Cena 11; Assistente de direção [Direction Assistance]: Karin Serafin; Interlocução para iluminação [Interlocution for lighting]: Irani Apolinário; Trilha sonora [Soundtrack]: Tálamo . K ; “Variações sobre tema de Ligeti para piano” [Variations on the Theme by Ligeti for Piano]: João Peralta; Figurinista [Costume designer]: Karin Serafin; Assistência de direção de movimento [Motion steering Assistance]: Aline Blasius; Direção de produção [Production direction]: Karin Serafin; Assistência de produção [Production Assistance]: Malu Rabelo; Criação e programação de objetos, instrumentos, e mecanismos para cena [Creating and programming objects, instruments, and mechanisms for the scene]: Diego de los Campos; Comitê teórico-prático [Theoretical-practical committee]: Ana Maria Rabelo Gomes, Fabiana Dultra Britto, José Fernando Peixoto de Azevedo, Leonarda Glück; Fotografias [Photographs]: Imagem criada por IA a partir de foto de João Peralta [Image created by AI from a photo by João Peralta]; Tradução [Translation]: Marcos Morgado; Difusão nacional [National broadcast]: Gabi Gonçalves – Corpo Rastreado; Apoio para produção [Production support]: Edinburgh Fringe Society, MITsp e MITbr; Apoio para elaboração de projetos [Support for project development]: EPEC-Capacitação e serviços para empreendedores criativos; Sede e preparação técnica [Headquarters and technical preparation]: Jurerê Sports Center (JUSC); Agradecimentos [Acknowledgments]: Adilso Machado, Andrea Druck, Beto Propheta, Bia Mattar, Eduardo Serafin, Ledícias de la Madre, Marcos Morgado, Nelci Vieira, Norma Adó, Paloma Bianchi e Paulo Pierin Luz.
bienal sesc de dança 2023
/ shows
foto João Peralta
PEOPLE FROM THERE
Wellington Gadelha Brasil, CE
60 min | A16 [ 16 years old ] @well.gadelha
GENTE DE LÁ
Artista multidisciplinar, Wellington Gadelha desenvolve trabalhos e pesquisas na Plataforma Afrontamento. Realiza performances, videodanças, instalações e processos imersivos em arte tecnológica e arte sonora, além de integrar uma rede de coletivos com ênfase em direitos humanos, periferia e juventude negra.
A multidisciplinary artist, Wellington Gadelha develops works and research at the Afrontamento Platform, including performances, videodances, installations and immersive processes in technological and sound art, in addition to integrating a network of collectives with emphasis on human rights, periphery and black youth.
A ação cênica preta, favelada, urbana e transversal de Wellington Gadelha propõe um instante poético de denúncia e afronta. A performance parte da investigação de um corpo roleta-russa, enquanto discurso, para refletir questões urgentes que vão das chacinas cotidianas na cidade de Fortaleza, no Ceará, ao massacre estrutural da população negra no país.
Ao atravessar a dança pelas artes visuais, o artista se relaciona com objetos – criando e recriando as formas e os sentidos que as materialidades carregam – e constrói uma corporeidade que joga e que está prestes a disparar algo. A composição busca experimentar os aspectos relacionais desse corpo-objeto como discurso e como arma, capaz de perfurar as fronteiras pré-estabelecidas para o negro na dança e de repensar territórios, violências e circuitos subjetivos de segregação étnico-racial e espacial no contexto urbano.
Os movimentos do solo, cujo som encontrou no funk 150 bpm seu termômetro, foram pensados a partir de matrizes construídas pelo artista em sala de trabalho, relacionadas a situações vividas por ele. “Gente de Lá” cria, assim, uma poética contranarrativa, não colonial, que, ao disparar imagens-movimentos, intensifica o lugar artístico no qual estética e política se encontram e vida e arte se esbarram.
Wellington Gadelha’s black, slum, urban and transversal scenic action proposes a poetic moment of denunciation and affront. The performance starts from the investigation of a Russian roulette body, as a discourse, to reflect on urgent issues ranging from the daily massacres in the city of Fortaleza, in Ceará, to the structural massacre of the black population in the country.
By traversing dance through the visual arts, the artist relates to objects – creating and recreating the forms and meanings that materialities carry – and builds a corporeality that plays and that is about to trigger something. The composition experiences the relational aspects of this body-object as a discourse and as a weapon, capable of perforating the pre-established boundaries for black people in dance and of rethinking territories, violence and subjective circuits of ethnic-racial and spatial segregation in the urban context.
The movements in the ground, which found their thermometer in funk 150 bpm, were conceived from matrices built by the artist and related to situations lived by him. “People from there” thus creates a counter-narrative, non-colonial poetics that, by firing images-movements, intensifies the artistic place in which aesthetics and politics meet and life and art clash.
/ shows
Criação, dramaturgia e pesquisa sonora [Creation, dramaturgy and sound research]: Wellington Gadelha; Criação audiovisual e sonorização [Audiovisual creation and sound ]: Priscilla Sousa; Iluminação [Lighting]: Yanka Leandra; Cenografia [Scenography]: Wellington Gadelha e Emanuel Oliveira; Tutoria [Tutoring]: Luiz de Abreu; Interlocutores dramatúrgicos [Dramaturgical interlocutors]: Leonardo França e Thereza Rocha; Produção musical [Musical production]: DJ Pedro Ribeiro; Produção executiva [Executive Production]: Georgiane Carvalho; Produção [Production]: Plataforma Afrontamento; Projeto gráfico [Graphic project]: Diogo Braga; Apoio [Support]: Rumos Itaú Cultural.
bienal sesc de dança 2023
foto Renato Mangolin
GRACE
Giradança Brasil, RN
45 min | A18 [ 18 years old ] @giradanca www.giradanca.art
GRAÇA
A Giradança nasceu em 2005 e tem sede em Natal, no Rio Grande do Norte. É uma companhia que se compreende enquanto zona de tensões, interessada na relação entre corpos com e sem deficiência em contexto coreográfico. Em 18 anos de existência, acumula mais de 15 criações em dança, diversos prêmios e turnês pelo Brasil, Paraguai, Costa Rica, Portugal e Alemanha.
Giradança was created in 2005 and is headquartered in Natal, Rio Grande do Norte. It is a dance company interested in the relationship between bodies with and without disabilities in a choreographic context, understood as a zone of tension. In 18 years, it has accumulated more than 15 creations in dance, several awards and tours in Brazil, Paraguay, Costa Rica, Portugal and Germany.
A diversidade de corpos femininos e suas –nem sempre – diversas representações são investigadas neste encontro entre a companhia Giradança e a coreógrafa Elisabete Finger. Questionando como as mulheres têm sido retratadas, da mitologia antiga à vida contemporânea, três performers incorporam posturas e posições mais ou menos conhecidas, encontradas em arquivos pessoais, revistas femininas, anúncios, pinturas e esculturas históricas.
A coreografia opera como uma “economia” – um regime de atividades que rege uma dança – para incorporar narrativas, fazendo e desfazendo arquétipos de beleza, poder, fertilidade, êxtase, amor e guerra. Se as mitologias são narrativas que transmitem determinados saberes, as artistas fazem suas automitologias e atribuem ao próprio corpo qualidades e possibilidades diversas – muitas vezes fantásticas.
The diversity of female bodies and their –not always – diverse representations are investigated in this meeting between Giradança and the choreographer Elisabete Finger. By questioning how women have been portrayed, from ancient mythology to contemporary life, three performers incorporate postures and positions found in personal archives, women’s magazines, advertisements, paintings, and historical sculptures.
The choreography incorporates narratives of activities, making and undoing archetypes of beauty, power, fertility, ecstasy, love, and war. If mythologies are narratives that transmit knowledge, the artists create their mythologies and attribute different qualities and possibilities – often fantastic – to their bodies.
espetáculos / shows
Concepção e coreografia [Conception and choreography]: Elisabete Finger; Em colaboração com [In collaboration with]: Alexandre Américo, Ana Vieira, Jânia Santos e Joselma Soares; Performance [Performance]: Ana Vieira, Jânia Santos e Joselma Soares; Pinturas [Paintings]: Elisabete Finger, Ana Vieira e Samuel Oliveira; Direção artística [Artistic Direction]: Alexandre Américo; Assistência de direção [Direction Assistance]: Ana Vieira; Produção artística e executiva [Artistic and executive production]: Celso Filho; Desenho de Luz [Light design]: Camila Tiago; Fotografia de divulgação [Disclosure photography]: Brunno Martins, Guesc e Debby Gram; Design gráfico [Graphic design]: Vinicius Dantas ( AYA+ ); Colagem [Collage]: Manuela Eichner; Pintura corporal (execução) [Body painting - running]: Álvaro Dantas; Residências Artísticas [Artist residencies]: Espaço Giradança (Natal/BR) e Casa Líquida (São Paulo/BR); Produção [Production]: Listo! Produções Artísticas | Corpo Rastreado; Direção financeira [Financial direction]: Cecília Amara; Direção Espaço Giradança [Space direction Giradança]: Roberto Morais.
bienal sesc de dança 2023
foto Brunno Martins
70 min | A12 [ 12 years old ] @estoesunhammam www.javierapeon-veiga.com www.estoesunhammam.com HAMMAM Javiera Peón-Veiga
HAMMAM
Coreógrafa, pesquisadora, performer e gestora, Javiera Peón-Veiga investiga experiências imersivas que questionam os limites entre o interior e o exterior dos corpos. É uma das fundadoras do NAVE, Centro de Creación y Residencia, no Chile, tendo sido codiretora artística até 2019 e, desde então, é artista associada e integrante da equipe curatorial.
Choreographer, researcher, performer, and manager, Javiera Peón-Veiga investigates immersive experiences that question the boundaries between the inside and outside of the body. She is one of the founders of NAVE, Centro de Creación y Residencia, in Chile: until 2019 she was co-artistic director of NAVE and has been an associate artist and member of the curatorial team since then.
Inspirada nas práticas tradicionais de banhos de água quente, a obra dirigida por Javiera Peón-Veiga propõe uma experiência imersiva de um expurgo coletivo. Num ambiente repleto de vapor, o público é convidado a se mover livremente para criar, junto com o performer Claudio Muñoz, um ritual comunitário de limpeza do corpo e da mente. A partitura coreográfica do artista percorre as etapas do “hammam”, popularmente conhecido como “banho turco”: calor, massagem, esfoliação, lavagem e relaxamento.
O banho é investigado como fenômeno coletivo de purificação no qual a esfera íntima e o espaço público se cruzam. Borrando os limites entre interior e exterior, o corpo é entendido como um organismo permeável que derrama, absorve e é atravessado por forças distintas de informações e resíduos. No processo, o vapor e o som funcionam não só como fenômenos ambientais, mas também como meios táteis capazes de fazer os corpos vibrarem.
Para além do espetáculo, o projeto é uma prática criativa multidisciplinar que explora a potencialidade do vapor e do som de afetarem os corpos e os ambientes. A pesquisa cruza a dança, a arte sonora, a performance e a escrita, cultivando ações que permitam conectar o humano a um ecossistema interdependente, no qual corpo e entorno são um só, possibilitando o ato de estar dentro e fora ao mesmo tempo.
The performance directed by Javiera PeónVeiga is inspired by the traditional practices of hot water baths and proposes an immersive experience of collective purge. In an environment full of steam, the audience is invited to move freely to create, together with the performer Claudio Muñoz, a community ritual of cleansing the body and mind. The choreography goes through the stages of the “hammam”, popularly known as the “Turkish bath”: heat, massage, exfoliation, washing, and relaxation.
The show investigates bathing as a collective phenomenon of purification in which the intimate sphere and the public space intersect. Blurring the boundaries between inner and outer, the body is a permeable organism that pours, absorbs and is crossed by distinct forces of information and waste. In the process, steam and sound function as environmental phenomena and tactile means capable of vibrating bodies.
The project is a multidisciplinary creative practice and explores the potential of steam and sound to affect bodies and environments. The research crosses dance, sound art, performance, and writing, cultivating actions that allow connecting the human to an interdependent ecosystem, in which body and environment are one, enabling the act of being in and out at the same time.
espetáculos / shows
Direção artística [Artistic Direction]: Javiera Peón-Veiga; Criação [Creation]: Claudio Muñoz, Antonia Peón-Veiga, Rodrigo Sobarzo, Natalia Ramírez Püschel e Javiera Peón-Veiga; Desenho sonoro [Sound drawing]: Rodrigo Sobarzo; Desenho de iluminação [Lighting design]: Antonia Peón-Veiga; Performance [Performance]: Claudio Muñoz Documentação [Documentation]: Natalia Ramírez Püschel; Design gráfico [Graphic design]: Simón Sepúlveda; Colaboradores [Collaborators]: Luc Delannoy, Rodrigo Ríos Zunino, Luis Enrique Díaz-Lazcano, Andrea Moro, Núria Buch Canet, Daniela López, Mario Carreño, Camilo González, Paz Pachy Durán e projeto Soundlapse, da Universidade Austral do Chile; Assessoria em tráfego virtual [Virtual traffic advisory]: Rossana Santoni; Gestão de mídia e imprensa [Media and press management]: Graciela Marín; Produção [Production]: HAMMAM; Produção no Brasil [Production in Brazil]: Associação SÙ de Cultura e Educação; Direção de produção no Brasil [Production management in Brazil]: Marisa Riccitelli Sant’ana e Rachel Brumana; Produção executiva no Brasil [Executive production in Brazil]: Luiza Alves e Paula Malfatti; Assistência de produção e receptivo no Brasil [Production and receptive assistance in Brazil]: Carol Vidotti; Financeiro no Brasil [Financial in Brazil]: Dani Correia; Direção técnica no Brasil [Technical direction in Brazil]: André Boll; Assistência de direção técnica no Brasil [Technical direction assistance in Brazil]: Giovanna Gonçalves; Técnico de som no Brasil [Sound technician in Brazil]: Guilherme Ramos; Técnico de palco no Brasil [Stage technician in Brazil]: José da Hora; Co-produção [Co-production]: NAVE, Centro de Creación y Residencia (Chile); Apoio [Support]: Fundo Nacional para o Desenvolvimento Cultural e Artístico do Chile (2019).
A participação na Bienal Sesc de Dança foi possível graças ao apoio da Divisão de Culturas, Artes, Patrimônio e Diplomacia Pública do Ministério de Relações Exteriores do Chile.
bienal sesc de dança 2023
foto Fernanda Ruiz
CABOCLA SPEAR
Plataforma Lança Cabocla
Brasil | BA/CE/MA
60 min | A16 [16 years old] @lanca_cabocla @territorioencante
LANÇA CABOCLA
Plataforma Lança Cabocla é uma aparição proposta por Tieta Macau, Abeju Rizzo, Elton Panamby e Inaê Moreira, uma macumbaria cênica que imerge do universo das encantarias e caboclarias que atravessam os saberes ancestrais afropanorâmicos.
Lança Cabocla [Cabocla Spear] Platform is an apparition proposed by Tieta Macau, Abeju Rizzo, Elton Panamby, and Inaê Moreira, a scenic macumbaria that emerges from the universe of enchantments and caboclarias that cross the ancestral Afropanoramic knowledge.
A aparição presencial, dançante e multimídia propõe uma experiência multissensorial, na qual o público constrói o espaço juntamente com os performers. A ação se dá em uma relação simultânea entre a criação e a aparição sonora desenvolvida em tempo real por Elton Panamby e a dança-travessia realizada pelos artistas Tieta Macau, Abeju Rizzo e Inaê Moreira. No processo, eles compõem e decompõem seres encantados a partir dos objetos imantados presentes no local.
Aliados às plantas de proteção e às danças de caboclo, os performers dançam uma defesa preparada para o ataque e pesquisam corpos que se assentam entre a vida e a morte, entre o escuro e o invisível. Seus movimentos vão ao encontro de macumbarias dançantes e sonoras, maiores que o feitiço da pólvora e das políticas de morte.
O trabalho, fruto de estudos da performatividade em danças populares e afrodiaspóricas, transita entre pensar e dançar o contemporâneo junto a cosmologias ancestrais. A ideia é olhar para a dança a partir de afrocentramentos, distanciando-se dos padrões folclorizantes e estratificados de corpos negros em cena, e rearticular narrativas para desviar de padrões, propondo fins e – por que não? – inícios.
The audience builds the space with the performers in this face-to-face, dancing and multimedia apparition, which proposes a multisensory experience. The action happens between the creation, the sound apparition developed in real time by Elton Panamby and the dance-crossing performed by the artists Tieta Macau, Abeju Rizzo and Inaê Moreira. In the process, they compose and decompose enchanted beings from the magnetized objects in the place.
Allied to the plants of protection and the dances of caboclo*, the performers dance a defense prepared for the attack and research bodies that are between life and death, between the dark and the invisible. Their movements meet dancing and sonorous macumbaria [a kind of Brazilian religious cult], bigger than the spell of gunpowder and the politics of death.
The show, the result of studies of performativity in popular and Afrodiasporic dances, moves between thinking and dancing the contemporary with ancestral cosmologies. The idea is to look at dance from an Afrocentric point of view, distancing itself from the folklore and the stratified patterns of black bodies on stage, and rearticulating narratives to deviate from patterns, proposing ends and – why not? – beginnings.
* caboclo is the designation given, in Brazil, to the person born from the miscegenation of an indigenous with a white person
/ shows
foto Carolina Libério
Artistas criadores [Creative Artists]: Elton Panamby, Tieta Macau, Abeju Rizzo e Inaê Moreira; Produção [Production]: Encante Território Criativo, Abeju Rizzo e Tieta Macau; Captação de vídeo [Video capture]: André de Oliveira; Edição [Edition]: Luiza Fernandes; Figurino [Costume]: Ana Duarte e Nana Saias; Cenário [Setting]: Vortex.
LAVAGEM
Coreógrafa, intérprete e diretora de movimento para teatro e cinema, Alice Ripoll dirige os grupos REC e SUAVE. Seus trabalhos, que abraçam a dança contemporânea e as danças urbanas, foram exibidos em diversos festivais no Brasil e no exterior.
Choreographer, performer and movement director for theater and cinema, Alice Ripoll is director of Cia. REC and SUAVE. Her works, which unite contemporary dance and urban dances, have already been exhibited at several festivals in Brazil and abroad.
Realidade e fantasia se misturam em um delírio, como num sonho apocalíptico, no novo trabalho da coreógrafa Alice Ripoll. A partir do ato de lavar – com a ajuda de baldes, água e sabão –, a performance da Cia. REC investiga imagens ambivalentes e questiona o que de fato precisa ser limpo. Os elementos utilizados se desdobram em múltiplas imagens poéticas de êxodos, travessias, rituais, renascimento e resistência: a espuma tinge os corpos e remete à invisibilidade; as bolhas sugerem um mundo de sonhos, em contraste com a falta de mobilidade social do mundo real.
O público é convidado a acompanhar de perto, contemplando a obra sob uma ótica pictórica, mas também refletindo sobre posições sociais e hierarquias, destinos traçados e oportunidades. Ampliando modos de estabelecer o contato entre os intérpretes e a plateia, surge a possibilidade de uma nova experiência de compartilhamento do espaço. A proximidade dos corpos ora remete à claustrofobia, aos apertos concretos ou simbólicos, ora se apresenta como o acolhimento de um útero, onde os cheiros, as texturas da pele e o calor dos corpos são sentidos.
Fruto das investigações do coletivo formado por artistas da favela que elaboram e recriam a arte contemporânea, o espetáculo apresenta uma ancestralidade cheia de lutas e segredos sobre a alegria de não ficar obcecado em vencer a corrida pelo maior capital.
In the new performance by the choreographer Alice Ripoll, reality and fantasy blend into a delirium, an apocalyptic dream. From the act of washing – with buckets, soap and water – the performance of Cia. REC exposes ambivalent images and questions what needs to be cleaned. The elements unfold in poetic images of exoduses, crossings, rituals, rebirth and resistance: the foam dyes the bodies and refers to invisibility; the bubbles suggest a dream world, in contrast to the lack of social mobility in the real world.
The audience is invited to contemplate the performance from a pictorial perspective, and to reflect on social positions and hierarchies, traced destinies and opportunities. The possibility of a new experience of sharing the space expands the contact between the interpreters and the audience. The proximity of the bodies sometimes refers to claustrophobia and concrete or symbolic squeezes, and sometimes it presents itself as the welcoming of a uterus, where the smells, the textures of the skin and the heat of the bodies are felt.
Result of the investigations of the collective formed by artists from the favela [slum] who elaborate and recreate contemporary art, the show presents an ancestry of struggles and secrets about the joy of not becoming obsessed with the race for money.
/ shows
Direção [Direction]: Alice Ripoll; Ideia original [Original idea]: Alan Ferreira; Criação [Creation]: Alan Ferreira, Hiltinho Fantástico, Katiany Correia, Romulo Galvão, Tony Hewerton e Tuany Nascimento; Intérpretes [Interpreters]: Alan Ferreira, Hiltinho Fantástico, Katiany Correia, Romulo Galvão, Tony Hewerton e Tamires Costa; Direção de produção [Production direction]: Natasha Corbelino | Corbelino Cultural; Produção executiva [Executive Production]: Milena Monteiro; Produção e assistência de ensaio [Production and rehearsal assistance]: Thais Peixoto; Fotos [Photos]: Renato Mangolin; Colaboração [Collaboration]: Laura Samy; Cenário [Setting]: Raquel Theo; Figurino [Costume]: Paula Ströher; Luz (criação) [Light (creation)]: Tomás Ribas; Luz (técnica responsável) [Light (responsible technician)]: Tainã Miranda; Tour planning [Tour planning]: ART HAPPENS; Apoio [Support]: Rafael Machado Fisioterapia e Centro Coreográfico do Rio de Janeiro; Coprodução [Co-production]: Kunstenfetivaldesarts, PACT Zollverein, Kaserne Basel, Wiener Festwochen, Julidans, Festival de la Cité Lausanne, PASSAGES - Festival International, Romaeuropa Festival e Teatro di Roma - Teatro Nazionale.
bienal sesc de dança 2023
foto Manoel Vason
NUMCORRE Núcleo Iêê Brasil, SP
naircarap çsa arap irc a n ç a s paracrian ç as para cri a n ç a s
Para Crianças [ For Children ] 45 min | AL [ All Ages ] @nucleoiee_
NUMCORRE
A partir do encontro de ex-integrantes do Projeto Núcleo Luz das Fábricas de Cultura, o Núcleo Iêê se formou em 2015 por capoeiristas da zona leste de São Paulo. Colocando as vivências periféricas em foco, o grupo investiga a capoeira, a música e a poesia marginal.
From the meeting of members of the Núcleo Luz das Fábricas de Cultura Project, Núcleo Iêê was formed in 2015 by capoeiristas from the east side of São Paulo. Focusing on experiences of the periphery, the group investigates capoeira, music and marginal poetry.
Quando se é criança, a sensação de girar pode ser mágica. À medida que se cresce, porém, o encantamento proporcionado por ações corriqueiras como essa vai diminuindo e, por vezes, desaparece. Neste espetáculo, o Núcleo Iêê busca trazer à luz a simplicidade perdida com o passar dos anos. “Quando ficamos adultos, quanto tempo perdemos nos preocupando com tudo, menos com o agora?”, questionam os intérpretes-criadores.
Partindo da capoeira para a criação corporal e das vivências periféricas para as construções cênicas, o trabalho propõe uma vivência fragmentada em corpo, música e poesia que compara e conecta o paradoxo entre a correria infantil e o “corre” do adulto. Assim, os artistas convidam as crianças a verem no ato de brincar as possibilidades de aprender; e os adultos a criarem uma válvula de escape em suas rotinas e a se conectarem com suas crianças interiores.
A criação do grupo, formado por artistas da zona leste da capital paulista, parte do desejo de unir a capoeira com a dança, a música ao vivo e a poesia marginal falada para materializar em cena as experiências vividas na periferia. As investigações do coletivo constroem não apenas o material estético e semântico de suas produções, mas também retomam o direito de exercer e propagar a capoeira enquanto dança, luta e ação cultural.
For children, the sensation of spinning can be magical. As we grow up, the enchantment provided by ordinary actions like this diminishes and sometimes disappears. In this show, Núcleo Iêê resumes the simplicity lost with maturation. “When we become adults, how much time do we waste worrying about everything but the now?”, the performer-creators ask.
Starting from capoeira [Brazilian martial art] to body creation and from experiences of the periphery to scenic constructions, the show proposes a fragmented experience in body, music and poetry that compares and connects the paradox between the child’s rush and the “run” of the adults. Thus, the artists invite children to see in the act of playing the possibilities of learning; and adults to create an escape valve in their routines and to connect with their inner children.
The group, formed by artists from the east side of São Paulo, unites capoeira with dance, live music and marginal spoken word poetry, and materializes on the scene the experiences of the periphery. The collective’s investigations inspire the aesthetic and semantic creation and reassume the right to exercise and propagate capoeira as dance, struggle and cultural action.
espetáculos / shows
Direção artística [Shared Artistic Direction]: Rafael Oliveira; Intérpretes-criadores [Performers – creators]: Lion Santos, Alex Araujo, Juliana Farias, Talita Bonfim, Fernando Ramos e Rafael Oliveira; Musicistas [Musicians]: Wesley Bahia e Duda Chris; Produção executiva [Executive Production]: Camila Silva e Ellen Vitalino; Produção operacional e mídias [Operational production and media]: Ellen Vitalino; Poeta convidado [Guest poet]: Kenyt e Juliana de Jesus; Técnico de som [Sound technician]: Gil Douglas.
bienal sesc de dança 2023
foto Sergio Fernandes
THE NOW DOES NOT CONFABULATE WITH WAITING
| Brasil, PE
Iara Izidoro
75 min | A12 [ 12 years old ]
@podeserdesligado
@sereiadepau
O AGORA NÃO CONFABULA COM A ESPERA
Tendo o corpo como disparador de questões, Iara Izidoro trabalha com diferentes linguagens artísticas, prezando pela relação horizontalizada entre corpo e espaço. Atualmente, dirige e performa projetos que investigam a experiência sensorial do tempo e o diálogo entre matérias.
Iara Izidoro works with various artistic languages and uses the body as a trigger of questions, in a horizontalized relationship between body and space. Currently, she directs and performs projects that investigate the sensory experience of time and the dialogue between subjects.
Como algo que está por vir pode caminhar pela fissura do espaço-tempo e cruzar o visível e o invisível? Partindo desse questionamento, a performer lara Izidoro dialoga com dispositivos digitais e analógicos na tentativa de construir uma experiência sensorial do tempo numa condição não-linear.
Interessada na composição de camadas simultâneas, a artista refuta a temporalidade cronológica, entendendo que ela é o tempo branco, do acúmulo, do progresso. Suspender simbolicamente o tempo, como ato político, é uma forma de deixar de lado o imediatismo característico da atualidade e de deslocar-se das formas hegemônicas de pensamento.
Em suas criações, Iara preza pela relação horizontalizada entre o espaço, o corpo e seus próprios dispositivos improvisacionais, buscando entender como outras materialidades podem falar sobre seus interesses e construir uma presença cênica. Nesta dança entre superfícies de coexistências, o público é convidado a fluir livremente pelo espaço, tal qual em uma galeria, experimentando diferentes camadas do trabalho.
How can something to come walk through the fissure of space-time and cross the visible and the invisible? Starting from this questioning, the performer Iara Izidoro dialogues with digital and analog devices in an attempt to construct a non-linear experience of time.
Interested in the composition of simultaneous layers, the artist refutes chronological temporality, understanding that it is the time of accumulation and progress. To suspend time, as a political act, is to leave aside the immediacy characteristic of the present and to move away from hegemonic forms of thought.
In her creations, Iara values the horizontal relationship between space, the body and her improvisational devices, seeking to understand how other materialities can talk about her interests and build a scenic presence. In this dance between surfaces of coexistence, the audience is invited to flow freely through the space, just like in a gallery, experiencing different layers of the work.
espetáculos / shows
Direção, performance e desenho de luz [Direction, performance and light design]: lara Izidoro; Trilha sonora e desenho de som [Soundtrack and sound design]: Podeserdesligado; Figurino [Costume]: Podeserdesligado, Iara Izidoro e Renan Soares; Digital luthier [Digital luthier]: João Tragtenberg; Produção executiva [Executive Production]: Caeu Fidelis; Design [Design]: Igea Martins; Administração [Administration]: Rafael Gusmão.
bienal sesc de dança 2023
foto Domar
EYES AT MY BACK AND A SMILE AT THE CORNER OF MY LIPS
OLHOS NAS COSTAS E UM RISO IRÔNICO NO CANTO DA BOCA
Luciane Ramos-Silva é artista da dança, antropóloga e educadora. Pesquisa as corporeidades afrodiaspóricas e africanas, articulando as ideias de pluralidade, transformação e escritas contra-hegemônicas.
Luciane Ramos-Silva is a dance artist, anthropologist and educator. She researches Afrodiasporic and African corporeities, articulating the ideas of plurality, transformation and counter-hegemonic writings.
O solo é uma travessia, no sentido atlântico e contra-hegemônico. O corpo de Luciane Ramos-Silva atua, a um só tempo, como território da diferença e da anunciação crítica. Entre imaginários, ficções e camadas de histórias, a obra interroga as lógicas que produzem os “mesmos” e os “outros”, examinando a natureza de nossas relações.
O espetáculo mobiliza afetos, memórias, violências e contradições do legado colonial que define quem pode e quem não pode participar do “clube dos humanos”. Para a artista, abordar a construção de “outros” não é apenas discutir alteridade, mas refletir sobre como padrões de estereótipos e perfis identitários são tomados como realidades ontológicas, ignorando a compreensão de que as identidades são rios caudalosos e não ideias fixas.
Dançando nas fissuras do pensamento ocidental, o trabalho põe em risco a dicotomia entre corpo e pensamento, articulando e expondo, num mover-pensar, o que baseia tal separação. Embalada por um ritmo que pulsa como na levada de um jazz – tão livre quanto ensaiado –, a dançarina convida os presentes e os passados a partilharem um riso irônico no canto da boca – aquele de quem sabe que a dança ainda não acabou. O gesto dançado conduz a memória como recriação do vivido e oferece o jogo, sutil e sagaz, como modo de transcendência.
The performance represents an Atlantic and counter-hegemonic crossing. Luciane Ramos-Silva’s body acts as a territory of difference and a critical annunciation. Between imaginaries, fiction and layers of stories, the work interrogates the logic that produces the “same” and the “other”, examining the nature of the relationships.
The show mobilizes affections, memories, violence and contradictions of the colonial legacy that defines who can and who cannot participate in the “human club”. For the artist, addressing the construction of “others” is not only discussing otherness but reflecting on how patterns of stereotypes and identity profiles are taken as ontological realities, ignoring the understanding that identities are flowing rivers and not fixed ideas.
Dancing in the fissures of Western thought, the work jeopardizes the dichotomy between body and thought, articulating and exposing, in a movement-thinking, what underlies such a separation. Lulled by a rhythm that pulsates like a jazz beat – as free as it is rehearsed –the dancer invites the present and the past to share an ironic laugh in the corner of her mouth – the one of those who know that the dance is not over yet. The danced gesture leads the memory as a recreation of what was experienced and offers the game, subtle and sagacious, as a way of transcendence.
espetáculos / shows
Concepção, coreografia e interpretação [Conception, choreography and performance]: Luciane Ramos-Silva; Trilha sonora [Soundtrack]: Noisestudio; Figurino [Costume]: Julia Martins; Luz [Light]: Dedé Ferreira; Som [Sound]: Dara Duarte; Assistente de direção [Assistant director]: Vinicius Bernardo; Produção [Production]: Corpo Rastreado.
bienal sesc de dança 2023
foto Daisy Serena
BLOODLETTING –POETIC MANIFESTOS
Osibàtá Coletivo de Dança | Enoque Santos, Kiusam de Oliveira e Rose Maria | Brasil, SP
30 min | A14 [ 14 years old ] @enoque_santos67 @mskiusam @rosemaria.desouza
SANGRIA –MANIFESTOS POÉTICOS
O Osibàtá Coletivo de Dança foi formado em 2023 por Enoque Santos, Kiusam de Oliveira e Rose Maria, artistas que têm longos anos de pesquisa em dança, corporeidade e tradição popular. Juntos, eles estabelecem diálogos dançantes para pensar os corpos negros em cena e discutir a decolonialidade.
Enoque Santos, Kiusam de Oliveira and Rose Maria research dance, corporeality and popular culture. In 2023, they formed the Osibàtá Coletivo de Dança. Together, they establish dancing dialogues to think about black bodies on stage and discuss decoloniality.
O espetáculo marca a estreia do Osibàtá Coletivo de Dança, composto pelos artistas Enoque Santos, Kiusam de Oliveira e Rose Maria. Debatendo a decolonialidade e estabelecendo diálogos dançantes por meio da corporeidade e da cultura popular, a obra propõe uma reflexão crítica sobre os efeitos do racismo nos corpos negros e um caminho ancestral para a cura.
As narrativas autobiográficas dos três dançarinos sustentam a criação do trabalho, que também cruzou com a poética de Luiza Romão em seu livro “Sangria”, com os embasamentos teóricos de Luiz Rufino em sua obra “Pedagogia das Encruzilhadas”, e com o conceito de corpo-templo-resistência de Kiusam de Oliveira em sua “Pedagogia Eco-ancestral”. Para a dança enquanto linguagem, se inspiraram nas técnicas do mestre Clyde Morgan e da mestra Germaine Acogny. Trilhando caminhos que passaram pelos universos da dança de matriz africana e da dança contemporânea, o dançarino e as dançarinas provocam, metaforicamente, suas próprias sangrias em cena.
Expurgando as dores sofridas, o corpo sangra e também se autorregula, num ato de preservação. Esta autodepuração expressa em movimentos e em diversos cruzamentos de linguagens da cena é uma forma de transgressão e de embasamento para que novos seres possam nascer. Promovendo um momento de beleza e de celebração, o trabalho se manifesta como um bailado de existência, resistência, resiliência e reconstrução.
The show is the debut of the Osibàtá Coletivo de Dança, formed by Enoque Santos, Kiusam de Oliveira and Rose Maria. Debating decoloniality and establishing dancing dialogues through corporeality and popular culture, the work reflects on the effects of racism on black bodies and ancestral paths to healing.
The autobiographical narratives of the three dancers sustain the creative process, which intersected with the poetics of Luiza Romão in her book “Sangria”, with the theoretical foundations of Luiz Rufino in his work “Pedagogia das Encruzilhadas”, and with the concept of body-temple-resistance of Kiusam de Oliveira in her “Pedagogia Eco-ancestral”. The inspiration also came from the dance techniques of masters Clyde Morgan and Germaine Acogny. By traversing African and contemporary dance, the dancers provoke, metaphorically, their bloodletting on stage.
Purging the pain suffered, the body bleeds and regulates itself, in an act of preservation. The self-purification expressed in movements and several crossings of languages of the scene is a transgression and a foundation for new beings to be born. A moment of beauty and celebration, the performance manifests itself as a dance of existence, resistance, resilience and reconstruction.
/ shows
Direção [Direction]: Osibàtá Coletivo de Dança Criação, concepção e roteiro [Creation, conception and script]: Enoque Santos, Kiusam de Oliveira e Rose Maria; Elenco [Cast]: Enoque Santos, Kiusam de Oliveira e Rose Maria; Criação de trilha sonora [Soundtrack creation]: Daniel Puertorico e Ana Colomar; Técnica sonora [Sound technique]: Kleber Marques e Julia Mauro; Técnica de luz [Light technique]: Eduardo Salino; Artes gráficas e fotografia [Graphic arts and photography]: Fábio Vera Cruz; Figurino [Costume]: Lídia Lisboa; Maquiagem e adereços [Makeup and accessories]: Luiz Martins; Produção executiva [Execuive Production]: Antonio Franco e Vivi Bezerra.
bienal sesc de dança 2023
foto Fábio Vera Cruz
SCHÖNHEIT IST NEBENSACHE OR BEAUTY IS ACCESSORY
Pol Pi –Cie NO DRAMA | França e Brasil
60 min | A12 [ 12 years old ] @pol_pi_no_drama www.pol-pi.com
SCHÖNHEIT IST NEBENSACHE OU A BELEZA REVELA-SE ACESSÓRIA
Pol Pi é um artista transmasculino e brasileiro, residente na França desde 2013. Interessado em uma compreensão mais ampla do campo coreográfico, investiga principalmente obras de site specific e trabalha com memória e temporalidade, linguagem e tradução, além de explorar a noção de arquivo na dança.
Pol Pi is a transmasculine Brazilian artist who lives in France since 2013. Interested in a broader understanding of the choreographic field, he investigates site-specific performances. His works explore memory and temporality, language and translation, as well as the notion of archive in dance.
A frase “a beleza revela-se acessória” (“beauty is accessory”, em inglês) aparece como uma das instruções presentes no início do quarto movimento da “Sonata para Viola Solo Opus 25 nº 1”, do compositor alemão Paul Hindemith (1895-1963). O texto, porém, poderia pertencer à compatriota dele, a coreógrafa expressionista Dore Hoyer (19111967), autora do ciclo de dança “Afetos Humanos”. As obras, compostas por cinco solos curtos, puros e expressivos, abordam de forma subjetiva as consequências de governos totalitários vivenciados por ambos.
Baseado na França, o artista brasileiro e transmasculino Pol Pi, que há seis anos trabalha na dança de Hoyer, propõe um diálogo entre ela e Hindemith por meio de cartas escritas por ambos. Um delicado trio é tecido por palavras, música e movimento, mostrando o quanto a arte e a política estão intimamente conectadas.
O espetáculo estende essa troca à situação política brasileira dos últimos quatro anos, sob o governo de Jair Bolsonaro. A cada sessão o artista convida intérpretes brasileiros, cujas carreiras também foram marcadas por importantes questões políticas nos últimos tempos, para dividir a cena com ele em alguns momentos.
The phrase “beauty is accessory” appears as one of the instructions at the beginning of the fourth movement of the “Sonata for Solo Viola Opus 25 nº 1”, by the German composer Paul Hindemith (1895-1963). The text, however, could belong to the expressionist choreographer Dore Hoyer (19111967), author of the dance cycle “Human Affections”. The works, composed of five short, pure and expressive solos, subjectively address the consequences of totalitarian governments experienced by both.
Based in France, the transmasculine Brazilian artist Pol Pi, who has been working with Hoyer’s dance for six years, proposes a dialogue between her works and Hindemith’s through letters written by both. A delicate trio is woven by words, music and movement, showing how much art and politics are connected.
The show also addresses the Brazilian political situation of the last four years, under the government of Jair Bolsonaro. At each session, the artist invites Brazilian performers, whose careers have been marked by political issues in recent times, to share the stage with him.
60 min | A12 [ 12 years old ] @clarissasacchelli www.ganhapao.xyz/clarissasacchelli
SELVAGEM
A artista Clarissa Sacchelli trabalha com e a partir da dança. Desenvolve seus projetos movendo-se entre peças coreográficas, performances, instalações e ações formativas. Em sua trajetória, interessa-se pela coreografia como modo de construção artística e social.
Clarissa Sacchelli works with and from dance. She develops her projects by moving between choreographic pieces, performances, installations, and training actions. She is interested in choreography as an artistic and social construction.
Clarissa
A palavra selvagem é comumente associada ao oposto das coisas ditas civilizadas. O novo trabalho de Clarissa Sacchelli, porém, questiona os sentidos do termo, buscando desconstruir as narrativas de ordens civilizatórias associadas a ele. Apostando em um contato que não segura nada no lugar, o espetáculo investiga a criação de relações que só podem existir porque tudo se encontra fora do eixo, recusando a se fixar.
Em cena, numa espécie de dança de salão em trio, as performers movem-se em suporte mútuo, apostando na inclinação como uma prática coreográfica, uma ética de cuidado e um movimento de desorientação e reorientação dos sentidos. Partindo da aproximação entre a dança e o cuidado, a obra investiga como os corpos se orientam no espaço e no tempo quando se direcionam para algo ou alguém. Ao invocar o que está entre e além do binário vertical-horizontal, a peça interroga quais orientações têm sido determinadas aos corpos pelas estruturas coloniais e patriarcais.
A ideia não é extinguir a verticalidade, mas desfazer o ponto de vista no qual ela e suas relações com a estabilidade, a linearidade e a autonomia fazem sentido. Ao trazer a inclinação como possibilidade de perturbar os modos como os corpos humanos usualmente se organizam, a montagem convoca para uma dança social e para um tempo de se estar junto.
The word wild is commonly associated with the opposite of what is civilized. Clarissa Sacchelli’s new work, however, questions the meanings of the term, deconstructing the civilizing narratives associated with it. The show investigates the creation of relationships that can only exist because everything is off the axis, refusing to fixate on it, and bets on a contact that doesn’t hold anything in place.
On stage, in a kind of trio ballroom dance, the performers move in mutual support: the inclination is choreographic practice, ethics of care and movement of disorientation and reorientation of the senses. Bringing dance and care together, the work investigates how bodies orient themselves in space and time when they are directed toward something or someone. By invoking what lies between and beyond the vertical-horizontal binary, the performance interrogates which orientations have been determined to bodies by colonial and patriarchal structures.
The idea is not to extinguish verticality, but to undo the point of view in which it and its relations with stability, linearity and autonomy make sense. The inclination is the possibility of disturbing how human bodies are organized, calling for a social dance and a time of being together.
espetáculos / shows
Concepção [Conception]: Clarissa Sacchelli; Coreografia e performance [Choreography and performance]: Carolina Callegaro, Danielli Mendes e Clarissa Sacchelli; Luz e coordenação técnica [Light and technical coordination]: Laura Salerno; Desenho de som [Sound design]: Luisa Puterman; Arquitetura de som [Sound architecture]: Miguel Caldas; Composição visual [Visual composition]: Renan Marcondes; Diálogo coreográfico [Choreographic dialogue]: Thiago Granato; Diálogo dramatúrgico [Dramaturgical dialogue]: Anne Kersting e Niklaus Bein; Montagem de som [Sound montage]: Tomé de Souza e Igor Souza; Assistência de luz [Light assistance]: Fellipe Oliveira; Traquitanas de luz [Light gadgets]: Ale Melo/Perua Estúdio; Cenotecnia [Cenotechnics]: Eduardo Joly e Marcus Garcia; Produção Executiva [Executive production]: Iolanda Sinatra; Produção [Production]: Clarissa Sacchelli/ganhapão e K3 Tanzplan Hamburg; Coprodução [Co-production]: Sesc São Paulo; Financiado por [Funded by]: Hamburgische Kulturstiftung e Goethe Institut; Suporte administrativo [Administrative support]: Cais Produção Cultural; Apoio [Support]: Camila Klein; Agradecimentos [Acknowledgments]: Ana Rita Teodoro, Associação PARASITA, Clara Gouvêa do Prado, Cláudia Müller, Diogo Coelho Fandangueiro, Equipe da Bienal Sesc de Dança 2023, Equipe do K3 Tanzplan Hamburg, Fabrício Floro, Gloria Höckner, Grupo de Fandango de Tamanco Cuitelo de Capão Bonito e Ribeirão Grande, Ivan Bernardelli, João dos Santos Martins, José Luiz Ferreira Ramos, Jura Tamanqueiro, Maitê Lacerda, Pol Pi, Talita Rebizzi, Venetsiana Kalampaliki e Waléria Sacchelli Ramos.
bienal sesc de dança 2023
foto Cacá Bernardes
45 min | A14 [ 14 years old ] @art_project_bora www.borarts.com
SOMOO
Art Project BORA é um coletivo de Seul, na Coreia do Sul, que explora a dança contemporânea, o cinema, as artes cênicas e a música em suas criações. Com direção artística e coreográfica de Kim Bora, seus trabalhos têm viajado pelo mundo.
Art Project BORA is a collective from Seoul, South Korea. Its creations unite contemporary dance, cinema, performing arts and music. With artistic and choreographic direction by Kim Bora, the group has performed in several countries.
A libertação do corpo feminino é celebrada no espetáculo da coreógrafa coreana Kim Bora. Abordando o corpo da mulher como sujeito, capaz de ser visto e tocado em sua forma original e não manipulado como uma ideia ou um objeto de fetiche, o trabalho da diretora artística do grupo Art Project BORA questiona os papéis de gênero.
Tensionando as construções simbólicas do feminino e a expressividade da memória coletiva construída por cada dançarino, a artista explora o corpo por meio de imagens abstratas que flertam com o fantástico e buscam estruturar visualmente a genitália feminina por meio da coreografia.
Em cena, os bailarinos manipulam seus próprios corpos por meio de cordas – como se fossem uma espécie de marionete – e, aos poucos, se livram das amarras e dão novos contornos e movimentos aos seus corpos. Gestos tradicionais da cultura asiática, como unir as palmas das mãos em frente ao peito e se curvar, se misturam a movimentos da dança contemporânea e criam um banquete de imagens para os sentidos.
The show by Korean choreographer Kim Bora, artistic director of the Art Project BORA group, celebrates the liberation of the female body and questions gender roles, addressing the woman’s body as a subject, capable of being seen and touched in its original form and not manipulated as an idea or a fetish object.
Tensioning the symbolic constructions of the feminine and the expressiveness of the memory constructed by each dancer, the artist explores the body through abstract images that flirt with the fantastic and visually structure the female genitalia through choreography.
On stage, the dancers manipulate their bodies using strings – as if they were puppets – and gradually get rid of the shackles and give new contours to their bodies. Traditional gestures from Asian culture, such as placing the palms together in front of the chest and bowing, blend with contemporary dance movements and create a feast of images for the senses.
/ shows
Coreografia [Choreography]: Kim Bora; Dançarinos [Dancers]: Choi Soyoung, Bae Jinho, Lee Kyuheon, Jeong Jongung, Suh Yejin, Sohn Seungri e Kim Jihea; Música [Music]: Kim Jaeduk; Figurino [Costume]: Choi Insook; Design de luz [Light design]: Lee Seungho; Direção sonora [Sound direction]: Lee Dongjune; Produção [Production]: Lee Mijin; Produção executiva no Brasil [Executive production in Brazil]: Cadu Cardoso | SIM! Cultura; Direção de produção no Brasil [Production management in Brazil]: Daniele Sampaio | SIM! Cultura; Coordenação técnica no Brasil [Technical coordination in Brazil]: Melissa Guimarães; Técnicos de luz no Brasil [Light technicians in Brazil]: Marcel Alani, Pajeú Oliveira e Vini Hideki; Técnica de som no Brasil [Sound technique in Brazil]: Maria Rosa Lopes.
O ÊXTASE Jeremy Nedd e Impilo Mapantsula África do Sul e Suíça
70 min | A12 anos [ 12 years old ] @jeremy.nedd @impilomapantsula
THE ECSTATIC
Nascido no Brooklyn e baseado em Basel, na Suíça, o coreógrafo e performer Jeremy Nedd desmistifica e recontextualiza conceitos em seus trabalhos, confrontando definições. Esta obra foi criada com o Impilo Mapantsula, um coletivo internacional que promove o desenvolvimento da dança e da cultura sul-africana Pantsula.
Born in Brooklyn and based in Basel, Switzerland, the choreographer and performer Jeremy Nedd demystifies and recontextualizes concepts in his works, confronting definitions. This performance was created with Impilo Mapantsula, an international collective that promotes the development of South African Pantsula dance and culture.
Dois mundos e estéticas sul-africanas se encontram no espetáculo do coreógrafo e performer Jeremy Nedd. Conhecida pelos movimentos virtuosos e ágeis dos pés dos dançarinos, a Pantsula é não só um estilo de dança, mas uma expressão artística caracterizada por seus próprios códigos de vestimenta e linguagem, sua filosofia de vida e seu ponto de vista social e político que, durante o Apartheid, deu voz a toda uma geração.
No espetáculo, essa dança urbana e enérgica encontra o Praise Break, um modo de louvor presente no contexto da Igreja Cristã Pentecostal. Nele, a interrupção da oração faz emergir um corpo dançante que se funde à voz e à música gospel, borrando os limites entre o vigoroso e o catártico.
Friccionando esses dois universos, Jeremy e os bailarinos da Impilo Mapantsula – rede global de artistas da dança especializados em Pantsula – investigam o movimento sobre estados de êxtase e de quebra, descobrindo e abrindo novos espaços transcendentais dentro de si.
Two South African worlds and aesthetics meet in the show by choreographer and performer Jeremy Nedd. Known for the virtuoso and agile movements of the dancers’ feet, the Pantsula is a dance style and an artistic expression with dress codes and language, a philosophy of life, and a social and political point of view that, during Apartheid, gave voice to an entire generation.
In the show, this urban and energetic dance meets the Praise Break, a typical praise of the Pentecostal Christian Church. A dancing body emerges from the interruption of prayer and merges with voice and gospel music, blurring the boundaries between the vigorous and the cathartic.
Rubbing these two worlds, Jeremy and the dancers of Impilo Mapantsula – an international collective of dance artists specializing in Pantsula – investigate movement in states of ecstasy and breakdown, discovering new transcendental spaces within themselves.
espetáculos / shows
Concepção e coreografia [Concept and choreography]: Jeremy Nedd & Impilo Mapantsula; Performance e coreografia [Performance and choreography]: Kgotsofalang Moshe Mavundla, Tankiso Pheko, Tommy Tee Motsapi, Bonakele Mambotjie Masethi, Sicelo Malume ka Xaba, Sello Zilo Modiga e Vusi 2.2 Mdoyi; Técnica e luz [Technic and light]: Thomas Giger; Assistente de palco [Stage Assistants]: Laura Knüsel; Música e composição [Music and composition]: Xzavier Stone & Modulaw; Design de som [Audiodesign]: Fabrizio Di Salvo, rej deproc; Dramaturgia [Dramaturgy]: Anta Helena Recke; Coordenação de produção na Suíça [Head of production Switzerland]: Ursula Haas; Coordenação de produção na África do Sul [Head of production South Africa]: Daniela Goeller; Assistência de produção [Production assistance]: Kihako Narisawa e Lucas Del Rio Estevez; Coordenação de produção no Brasil [Head of production Brazil]: Mariana Novais - Ventania Cultural; Assistente de produção no Brasil [Production assistant Brazil]: Marô Zamaro; Turnê [Touring]: Caroline Froelich (Moin Moin Productions); Olhar externo [Outside Eye]: Deborah Joyce Holman e Maximilian Hanisch; Coprodução [Co-production]: Kaserne Basel, Arsenic Lausanne e Theater Tuchlaube Aarau; Apoio [Supported by]: Fachausschuss Tanz & Theater BS/BL, Pro Helvetia - Swiss Arts Council, Südkulturfonds, Migros Kulturprozent, Ernst Göhner Stiftung, Stanley Thomas Johnson Stiftung, Jacqueline Spengler-Stiftung, Schweizer Interpretenstiftung e Wilhelm und Ida Hertner-Strasser Stiftung.
bienal sesc de dança 2023
foto Philip Frowein
O SACRIFÍCIO
Dada Masilo África do Sul
60 min | A16 [ 16 years old ] @dada.masilo
THE SACRIFICE
Nascida em Joanesburgo, na África do Sul, a coreógrafa e bailarina Dada Masilo começou seus estudos em dança aos 11 anos, tendo sido aluna de locais como o Performing Arts Research and Training Studios, em Bruxelas. Seus trabalhos, como “Swan Lake” e “Giselle”, foram apresentados em mais de 25 países e receberam uma série de prêmios.
The choreographer and dancer Dada Masilo was born in Johannesburg, South Africa. She began her studies in dance at the age of 11 and studied at the Performing Arts Research and Training Studios in Brussels. Her performances, such as “Swan Lake” and “Giselle”, have been presented in more than 25 countries and received several awards.
O estudo de danças pouco conhecidas e sua fusão com a dança contemporânea e o balé clássico sempre fascinou Dada Masilo. Desta vez, a coreógrafa e bailarina se volta para a dança Tswana. Nativa do país africano Botswana, essa dança muitas vezes é utilizada em rituais de cura e como forma de contar histórias, além de estar presente na vida cotidiana das pessoas da região.
No espetáculo, o minimalismo compassado e expressivo da dança Tswana se encontra com a complexidade rítmica de “Sagração da Primavera”, obra de Pina Bausch (19402009). Por meio de ecos dramáticos e do riso, os bailarinos e músicos exploram os conceitos de ritual, coletividade e sacrifício. Porém, mais do que investigar a criação de algo novo a partir do convívio entre diferentes linguagens da dança, a artista propõe, pela primeira vez, um encontro com suas raízes e seus ancestrais.
Reflexo de sua herança Motswana [adjetivo que se refere aos membros do povo Tswana, grupo étnico no sul da África], a montagem questiona a escolha que deve ser feita coletivamente de quem ou o que será sacrificado. Aborda, também, a desumanidade atual, suas armadilhas individualistas e discriminatórias, ao explorar a união, a solidão e as relações de poder entre líderes e seguidores.
Studying little-known dances and fusing them with contemporary dance and classical ballet has always fascinated Dada Masilo. In this show, the choreographer and dancer directs her focus to Tswana dance, which is present in the daily lives of people from the African country Botswana. This dance is often used in healing rituals and as a form of storytelling.
In the show, the compassionate and expressive minimalism of the Tswana dance meets the rhythmic complexity of “The Rite of Spring”, a work by Pina Bausch (19402009). Through dramatic echoes and laughter, dancers and musicians explore the concepts of ritual, collectivity, and sacrifice. More than investigating the creation of something new from the different dances, the artist proposes, for the first time, an encounter with her roots and her ancestors.
Reflecting the Motswana heritage [an adjective that refers to members of the Tswana people, an ethnic group in southern Africa], the performance questions the choice – which must be made collectively – of who or what will be sacrificed. It also addresses inhumanity and its individualistic and discriminatory pitfalls by exploring unity, loneliness, and power relations between leaders and followers.
espetáculos / shows
Inspirado em “Sagração da Primavera”, de Pina Bausch [Inspired by Pina Bausch’s “The Rite of Spring” ]; Coreógrafa [Choreographer]: Dada Masilo; Compositores [Composers] Ann Masina, Leroy Mapholo, Tlale Makhene e Nathi Shongwe; Figurinos [Costumes]: David Hutt; Iluminação e projeção [Lighting and projection] Suzette le Sueur; Som [Sound]: Tebogo Moloto; Dançarinos [Dancers]: Dada Masilo, Sinazo Bokolo, Lehlohonolo Madise, Thandiwe Mqokeli, Eutychia Rakaki, Leorate Dibatana, Thuso Lobeko, Songezo Mcilizeli, Julio Jantjies e Tshepo Zasekhaya; Músicos [Musicians]: Khayakazi Madlala, Leroy Mapholo, Mpho Mothiba e Nathi Shongwe; Produção no Brasil [Production in Brazil]: Julia Gomes/Cenacult; Intérprete no Brasil [Interpret in Brazil]: Suia Legaspe; Diretora técnica no Brasil [Technical director in Brazil]: Luana Gouveia; Comissionado em parte por [Commissioned in part by]: The Prince Claus Fund Next Generation Award 2018 (Holanda/Netherlands), The Joyce Theatre Foundation’s Stephen and Cathy Weinroth Fund for New Work (EUA/USA); Apoio [Support]: Buhnen Koln/Tanz Koln (Alemanha/Germany); Ruhrfestspiele Recklinghausen GmbH (Alemanha/Germany); RomaEuropa (Itália/Italy), Maison de la Danse, Lyon (França/France), La Villette (França/France); Representação [Representation]: Quaternaire.
bienal sesc de dança 2023
foto John Hogg
TRETA, A PERFORMATIVE INVASION
Original Bomber Crew Brasil, PI
50 min | A16 [ 16 years old ] @original_bombercrew
TRETA,UMA INVASÃO PERFORMÁTICA
Original Bomber Crew é uma organização de práticas, pesquisas e produções da cultura hip hop. Iniciada em 2005, é referência no Piauí por seu trabalho de formação e criação em danças de rua, performances, batalhas, intervenções urbanas, festivais e oficinas.
Original Bomber Crew is, since 2005, an organization of practices, research and productions of hip-hop culture. It is a reference in Piauí for its work of training and its creations in street dances, performances, battles, urban interventions, festivals and workshops.
A obra surge da urgência de transmutar coreografias pichadas por um caos social.
O trabalho do Original Bomber Crew foi concebido no Grande Dirceu, aglomerado de bairros situados na Mata dos Cocais, no meio-norte do país, e faz parte de uma trilogia (“+ Suspeitø”, de 2020, e “Vapor”, de 2021) que aprofunda a elaboração do que é viver na quebrada e resistir aos açoites de periferização, tocando em vulnerabilidades e novas possibilidades a partir da dança.
O elenco reúne seis corpos-intérpretes de diferentes linguagens artísticas, atraídos pela encruzilhada percebida como universo comum de vida entre eles: a rua. Artistas que, na histórica escassez de políticas públicas para a cultura na região, promovem cotidianamente contextos junto a comunidades locais por meio de dança, grafite, fotografia, vídeo, skate e música.
A pesquisa coreográfica e sonora se apropria performaticamente da arquitetura dos espaços e incorpora movimentações da trajetória de cada um dos artistas, na construção de uma “dança-quebrada”.
A obra estreou no Junta Festival de Dança, em Teresina. Fez parte da programação do FIT Rio Preto, em São Paulo; do Festival Panorama Pantin, na França; da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo; e do Festival Panorama, no Rio.
The work transmutes choreographies spray-painted by social chaos.
Conceived by Original Bomber Crew at the Grande Dirceu, a neighborhood located in the Mata dos Cocais, in the mid-north of the country, the performance is part of a trilogy (“+ Suspeitø”, from 2020, and “Vapor”, from 2021) that deepens the elaboration of what it is to live in the “quebrada” [Brazilian slang for peripheral communities] and resist the attacks of peripheralization, addressing vulnerabilities and new possibilities through dance.
The cast brings together six bodies/interpreters of different arts, attracted by the crossroads perceived as a shared universe for all of them: the street. Artists who, in the historical scarcity of public policies for culture, promote dance, graffiti, photography, video, skateboarding and music practices with communities.
The choreographic and sound research performatively appropriates the architecture of the spaces and incorporates movements from the trajectory of each of the artists, in the construction of a “quebrada dance”.
The work premiered at the Junta Festival de Dança, in Teresina. It was part of the programming of FIT Rio Preto, in São Paulo; the Festival Panorama Pantin, in France; the São Paulo International Theater Festival; and the Panorama Festival, in Rio.
/ shows
Concepção [Conception]: Allexandre Bomber e César Costa; Direção [Direction]: Allexandre Bomber; Criação e performance [Creation and Performance]: Allexandre Bomber, Cesar Costa, Javé Montuchô, Malcom Jefferson, Maurício Pokemon, Phillip Marinho e Vini Nex; Concepção musical [Musical conception]: César Costa e Javé Montuchô; Coordenação técnica e desenho de luz [Technical coordination and light design]: Javé Montuchô; Fotografia [Photography]: Maurício Pokemon; Assistência administrativa [Administrative assistance]: Humilde Alves/CAMPO Arte Contemporânea; Direção de Produção [Production direction]: Regina Veloso/Casa de Produção.
Obra criada em residências de pesquisa e criação entre 2017 e 2018 em Teresina (Piauí), na Casa de Hip Hop, Espaço Balde e Campo Arte.
bienal sesc de dança 2023
foto Maurício Pokemon
76 BARRICADA [THE BARRICADE ]
Marcelo Evelin | Demolition Incorporada
78 Cabeção Pelo Mundo, o Show [Big Head around the World, the Show] Maria Eugênia Tita
80 C A M P O [F I E L D] Artefactos Bascos
82 Corpografias do pixo [Pixo coreographies]
Gê Viana e Marcia de Aquino
84 Cuidado com Nós [Beware of Us]
Gabriel Cândido l Repertórios Sobre Vivências
86 Histórias de Gestos [Stories of Gestures]
Estela Lapponi, Eduardo Fukushima, Luis Ferron, David Xavinho e Silvana de Jesus
88 KA’ADELA – Ação coletiva de contra-ataque [KA’ADELA –Counter attack collective action] Plataforma Ka’adela
90 SI-PÓ
Corpocontemporâneo21 – CC21
92 SustentAção – Performance Duracional em Dança [Sustenance – Durational Performance in Dance] Núcleo Fuga!
94 Teimosinho [Bop Bag Puppet] Flávio Rabelo
96 Trovoada [Thunderstorm] Grupo de Teatro Metáfora | Fernanda Silva
bienal sesc de dança 2023
BARRICADA
Bailarino, coreógrafo e pesquisador, Marcelo Evelin trabalha entre o Piauí e outros lugares do mundo com sua plataforma Demolition Incorporada, baseada no espaço autônomo CAMPO, em Teresina. O artista também leciona na Escola Superior de Artes de Amsterdã e é doutor honoris causa pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Dancer, choreographer and researcher, Marcelo Evelin works between Piauí and other places in the world with his platform Demolition Incorporada, based in CAMPO, in Teresina. The artist also teaches at the Amsterdam University of the Arts and holds an honorary doctorate from the Federal University of Piauí (UFPI). 50
Um conjunto de corpos encadeados se articula e desarticula em cena. Marcando um momento no tempo e no espaço, a arquitetura coreográfica questiona noções de autonomia e resistência ao interromper fluxos, deslocar identidades e friccionar fronteiras. A figura firme e porosa composta pelos performers tem a prática coletiva como alicerce, tal qual acontece nas barricadas da vida real.
Táticas populares de insurreição surgidas no século XVI, as barricadas são feitas com a aglomeração improvisada de qualquer material deslocado de suas funcionalidades para formar um organismo único e plural. Essas estruturas improvisadas, construídas como um movimento de confronto, também operam como proteção para uma determinada comunidade.
Criado pelo coreógrafo Marcelo Evelin e pela Plataforma Demolition Incorporada, a montagem propõe pensar a proximidade como estratégia de defesa e o estar juntos como posição política. O projeto vem sendo desenvolvido desde 2019, tendo sido apresentado no Brasil e em países como Japão, Bélgica, Uruguai, Espanha, França e Portugal. Na Bienal Sesc de Dança, o elenco foi formado por artistas locais, por meio de convocatória pública para uma residência com o artista, além da performance.
A group of connected bodies articulates and disarticulates on stage. The choreographic architecture defines a moment in time and space, and questions notions of autonomy and resistance by interrupting flows, displacing identities and rubbing boundaries. The firm and porous figure composed by the performers has the collective practice as a foundation, as in the barricades of real life.
The barricades are popular tactics of insurrection that emerged in the sixteenth century. They are made with the improvised agglomeration of any material displaced from its functionalities to form a single and plural organism. Built as a confrontational movement, they also operate as protection for a given community.
Created by the choreographer Marcelo Evelin and the Demolition Incorporated Platform, the performance proposes to think of proximity as a defense strategy and being together as a political position. The project has been under development since 2019 and has been presented in Brazil and countries such as Japan, Belgium, Uruguay, Spain, France, and Portugal. At the Bienal Sesc de Dança, the cast was formed by local artists, through a public call for an artistic residency with Marcelo Evelin, in addition to the performance.
Criação [Creation]: Marcelo Evelin/Demolition Incorporada; Com [With]: Elenco local participante da residência, escolhido por convocatória pública; Música [Music]: Composição de Heitor Villa-Lobos retrabalhada por Sho Takiguchi - “Floresta Amazônica”; Colaboração na criação [Collaboration in creation]: Túlio Rosa; Colaboradores na difusão [Collaboration in diffusion]: Bruno Moreno e Marcio Nonato; Assistência de produção [Production Assistance]: Gui de Areia/Demolition Incorporada; Administração [Administration]: Humilde Alves/CAMPO arte; Direção de produção [Production direction]: Regina Veloso/Casa de Produção; Coordenação técnica [Technical Coordination]: Corpo Rastreado/Jimmy Wong; Produção local [Local production]: Corpo Rastreado/Lud Picosque.
bienal sesc de dança 2023
foto Victor Martins
Para Crianças [ For Children ] 50 min | AL [ All Ages ]
CABEÇÃO PELO MUNDO, O SHOW
pa r a saçnairc rap a saçnairc ap r a crianças par a crianças
Atuando nos palcos desde os nove anos, Maria Eugênia Tita desenvolve um trabalho de criação cênica e pedagógica a partir das danças tradicionais brasileiras. Formada em história, compõe a equipe do Instituto Brincante e recebeu prêmios como o APCA de Dança.
Maria Eugênia Tita has been acting since she was nine years old. Nowadays, she develops a work of scenic and pedagogical creation based on traditional Brazilian dances. With a degree in history, she is part of the Instituto Brincante team and has received awards such as the APCA Dance Award.
Honrando o balaio artístico brasileiro, a dançarina e manipuladora Maria Eugênia Tita divide a cena com o simpático e encantador Cabeção. Inspirado na tradição de bonecos cabeçudos da cidade de São Caetano de Odivelas, no Pará, o personagem propõe uma viagem pela cultura popular brasileira e convida o público à dança e ao riso.
O Cabeção celebra sua maioridade na Bienal Sesc de Dança em uma nova versão musical de sua performance, que valoriza danças como o frevo, o cavalo marinho, o caboclinho e a capoeira. Acompanhados de uma banda mínima e múltipla, formada por acordeom, cavaquinho e percussão, ele e Tita comandam, junto dos músicos Alissom Lima e Cimara Fróis, um repertório de duos dançantes e canções compostas ao vivo a partir do uso de pedais e da participação da plateia.
Parceiro de cena da artista desde 2005, o personagem foi criado para a montagem “Nove de Frevereiro”, de Antônio Nóbrega, que também assina a concepção deste espetáculo ao lado de Rosane Almeida. Com a boa acolhida do público, o Cabeção saiu pelo mundo e se tornou uma atração independente, com números cênicos e performáticos.
Honoring the Brazilian artistic mix, the dancer and manipulator Maria Eugênia Tita shares the scene with the friendly and charming Cabeção (Big Head). Inspired by the tradition of big-head puppets from the city of São Caetano de Odivelas, in Pará, the character proposes a journey through Brazilian popular culture and invites the audience to dance and laugh.
Cabeção celebrates its coming of age at the Bienal Sesc de Dança in a new musical version of its performance, which emphasizes tipical Brazilian dances such as “frevo”, “cavalo marinho”, “caboclinho” and “capoeira”. Accompanied by a minimal and diverse music group, formed by accordion, cavaquinho (a string instrument), and percussion, Cabeção and Tita command, together with the musicians Alissom Lima and Cimara Fróis, a repertoire of dancing duos and live music based on the use of pedals and the participation of the audience.
The character has been a partner of the artist since 2005. It was created for the show “Nove de Frevereiro”, by Antônio Nóbrega, who also signs the conception of this performance alongside Rosane Almeida. With the great reception of the audience, Cabeção went around the world and became an independent attraction, with its performative acts.
Dançarina e manipuladora [Dancer and manipulator]: Maria Eugenia Tita; Concepção [Conception]: Antonio Nóbrega e Rosane Almeida; Músico performer [Performer musician]: Alissom Lima; Musicista performer [Performer musician]: Cimara Fróis; Confecção do boneco [Doll making]: Sandro Roberto; Comunicação [Communication]: Danielle Simões; Produção [Production]: Léo Birche.
sesc de dança 2023
foto Acervo Maria Eugenia TIta
C A M P O
Plataforma de Ieltxu Ortueta, artista basco residente no Brasil, a Artefactos Bascos investiga propostas interativas e coletivas nas quais toda criança é artista. Também integrante das redes Vincular e Small Size, o performer já apresentou seu trabalho em países como Alemanha e Chile.
The platform of Ieltxu Ortueta, a Basque artist living in Brazil, Artefactos Bascos investigates interactive and collective proposals in which every child is an artist. Also a member of the Vincular and Small Size networks, the performer has already presented his work in countries such as Germany and Chile.
Neste jogo de possibilidades, nada se fecha ou se esgota. Transitando por procedimentos artísticos das artes visuais, do design gráfico e da performance, o artista Ieltxu Ortueta propõe para crianças e adultos uma experimentação afetiva. Junto do músico Gil Fuser, eles constroem uma instalação que combina composições e descobertas.
Partindo da premissa de que toda criança é artista, a criação coletiva começa no vazio. Aos poucos, porém, pedras, galhos coloridos e papéis vão diagramando o chão de acordo com a singularidade de cada participante, que explora modos de se relacionar com os materiais e transforma coletivamente o espaço num campo de jogo com caminhos infinitos.
A música também se desenvolve junto à ação interativa proposta pela Artefactos Bascos, plataforma do artista basco radicado em São Paulo que desenvolve projetos multidisciplinares com foco nas infâncias. Criado ao vivo, o som parte de samples e instrumentos digitais inventados, misturando programação e música generativa – composta por algoritmos e códigos. Dessa forma, o tempo compartilhado pelo grupo vai se tornando, cada vez mais, um acontecimento irrepetível.
In this game of possibilities, nothing closes or runs out. Transiting through artistic procedures of the visual arts, graphic design and performance, the artist Ieltxu Ortueta proposes an affective experimentation. With the musician Gil Fuser, he builds an artistic installation that combines compositions and discoveries.
Starting from the premise that every child is an artist, the collective creation begins in the void. Gradually, stones, colorful branches and papers are combined on the floor. The uniqueness of each participant guides the different possibilities of relating to the materials and transforms the space into a playing field with infinite paths.
The interactive action has live music by Artefactos Bascos, a platform of the Basque artist based in São Paulo who develops multidisciplinary projects focused on childhoods. The music starts from samples and invented digital instruments, mixing programming and generative music –composed by algorithms and codes. In this way, the time shared by the group becomes, more and more, an unrepeatable event.
Criação, performance e espaço de jogo [Creation, performance and game space]: Ieltxu Ortueta; Criação sonora [Soundtrack creation]: Gil Fuser; Produção [Production]: Adryela Rodrigues | Sendero Cultural & Artefactos Bascos.
foto Husam Adin
CORPOGRAFIAS DO PIXO
Gê Viana é fotógrafa, performer e pesquisadora. Suas obras são marcadas pela crítica à cultura hegemônica e pelo uso de diversas técnicas artísticas, como a fotografia, a colagem com inserção da pintura e o pixo. Marcia de Aquino é bailarina, arte-educadora e performer. Desenvolve pesquisas em performance com artistas visuais e integra o Coletivo Linhas, que realiza intervenções urbanas por meio do crochê.
Gê Viana is a photographer, performer and researcher. Her works criticize the hegemonic culture and the use of artistic techniques such as photography, collage with the insertion of painting and graffiti. Marcia de Aquino is a dancer, art educator and performer. She researches performances with visual artists and is part of the Coletivo Linhas, which performs urban interventions through crochet. 40
O experimento performativo proporciona um encontro com a cidade e suas inscrições urbanas. As performers Marcia de Aquino e Gê Viana saem pelas ruas para corpografar pixações, lançando mão de seus corpos como dispositivos na tentativa de comporem uma dança. Tensionando o corpo cotidiano, as artistas buscam registrar, por meio de ações, os modos urbanos de resistência, seus desvios, mapas e códigos pichados no espaço público.
O trabalho surgiu a partir do questionamento da natureza das pixações e da forma como esses códigos interagem com os olhares de quem os observa. A ideia é mapear mensagens na superfície da cidade, conectando códigos escritos marginalizados e corpos abertos a um estado performativo. Rompendo com a percepção do espaço urbano como zona desprovida de fruição estética, a performance promove o contato do público com a diversidade de grafias urbanas e as inúmeras possibilidades de registro por meio do corpo.
O trabalho elabora um resgate do que é invisível na cidade ao dar visibilidade a imagens e processos sociais comumente colocados à margem da sociedade. Assim, entender e pesquisar as pixações – escolhidas por suas diferenças e semelhanças e pela memória e simbologia política em relação ao local – torna-se uma forma de potencializar as urgências urbanas.
The performative experiment provides an encounter with the city and its urban inscriptions. The performers Marcia de Aquino and Gê Viana go out into the streets to embody graffiti: their bodies turn into devices, in an attempt to compose a dance. Tensioning the body, the artists record, in their actions, the urban modes of resistance, their deviations, maps and codes painted in the public space.
The work arose from questioning the nature of graffiti and the way these codes interact with the looks of those who observe them. The idea is to map messages on the surface of the city, connecting marginalized written codes and open bodies to a performative state. The performance promotes the diversity of urban graphics and the countless possibilities of registering them through the body, breaking with the perception of urban space as an area devoid of aesthetic fruition.
The performance rescues what is invisible in the city by giving visibility to images and social processes placed at the margins of society. Thus, understanding and researching graffiti – chosen for its differences, similarities and its memories and political symbology concerning the place – becomes a way to potentiate urban urgencies.
Performers [Performers]: Gê Viana e Marcia de Aquino.
foto Caio Silva
10 min | AL [ All Ages ] @repsobrevivencias BEWARE
CUIDADO COM NÓS
Gabriel Cândido é dramaturgo, diretor, performer e produtor. Desde 2016 é integrante e fundador do Núcleo Negro de Pesquisa e Criação. Em 2019, idealizou o Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo, atuando também como curador e diretor do evento.
Gabriel Cândido is a playwright, director, performer and producer. Since 2016, he has been a member and founder of the Black Center for Research and Creation. In 2019, he idealized Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo, acting as curator and director of the event.
Pai e filho levam para o espaço público uma prática íntima e ancestral de suas vidas: o cuidado. Sentado em uma cadeira, o performer Gabriel Cândido tem seu cabelo lavado pelo pai, o cabeleireiro Luiz Antônio Cândido, mais conhecido como Toninho.
Por meio dessa ação silenciosa, costumeiramente realizada por eles em local privado, os dois friccionam não apenas as noções de espaço, mas também as relações de trocas afetivas estabelecidas entre pai e filho, nas quais a consciência de masculinidades e negritudes estão em desenvolvimento permanente.
Todas as dimensões da palavra cuidado servem como mediação para a performance. Nela, os corpos desses dois homens negros e cisgêneros, de diferentes gerações e tons de pele, disputam os imaginários, propondo outras formas de encantamento por meio de suas imagens.
“Cuidado com Nós” foi concebida por Gabriel em 2019 como parte de um conjunto de ações artísticas do projeto Repertórios Sobre Vivências, em que a linguagem da performance é utilizada em intersecção com as artes cênicas, o audiovisual e as artes visuais para produzir imagens sobre as relações entre ancestralidade, afeto e memória da população negra no Brasil.
Father and son bring an intimate and ancestral practice of their lives to the public space: care. Sitting on a chair, the performer Gabriel Cândido has his hair washed by his father, the hairdresser Luiz Antônio Cândido, better known as Toninho.
Through this silent action, usually performed in a private place, they rub not only the notions of space but also the affective exchanges between father and son, in which the consciousness of masculinities and blackness are in permanent development.
All dimensions of the word care serve as mediation for the performance. In it, the bodies of these two black and cisgender men, of different generations and skin tones, dispute the imaginaries, proposing other forms of enchantment through their images.
The show was conceived by Gabriel in 2019 as part of a set of artistic actions of the Repertórios Sobre Vivências [Repertoires About Experiences project], in which the language of performance is used in intersection with the performing arts, the audiovisual and the visual arts to produce images about the relationships between ancestry, affection and memory of the black population in Brazil.
Concepção e produção [Conception and production]: Gabriel Cândido; Performers [Performers]: Gabriel Cândido e Luiz Antônio Cândido; Produção executiva [Executive production]: Kauanda.
foto Edouard Fraipont
STORIES OF GESTURES
Estela Lapponi, Eduardo Fukushima, Luis Ferron, David Xavinho e Silvana de Jesus. Brasil, SP
HISTÓRIAS DE GESTOS
A partir da pesquisa que inaugurou a série em vídeo de Elisabete Finger, também presente na programação, cinco artistas foram convidados a desenvolver estudos coreográficos. Os gestos que dão nome a cada um dos episódios da videoinstalação – “Ficar em Pé”, “Cair”, “Sentar”, “Saltar” e “Girar” – foram recriados, recontados e remexidos em solos que manifestam entendimentos, narrativas e trajetórias diversas.
Five artists were invited to develop choreographic studies based on Elisabete Finger’s video series, also in the program. The gestures that give the name to each of the episodes of the video installation – “Standing”, “Falling”, “Sitting”, “Jumping” and “Spinning” – were recreated, retold, and remixed in solos that manifest diverse understandings, narratives, and trajectories.
FICAR EM PÉ –DO CAPENGAR DA BIPEDIA STANDING – FROM THE “CAPENGAR” OF BIPEDIA
As rodas nos pés como subterfúgio para explicitar um ato cansativo: ficar em pé custa! Neste solo, a performer e videoartista Estela Lapponi investiga as inúmeras maneiras de ficar em pé. Criadora do conceito decolonial de “corpo intruso”, a artista tem como foco de investigação o discurso cênico do corpo com deficiência, a prática performativa e relacional e o trânsito entre as linguagens visuais e cênicas.
The wheels on the feet make explicit a tiring act: standing costs! In this solo, the performer and video artist Estela Lapponi investigates the numerous ways to stay stand. Creator of the decolonial concept of the “intruding body”, the artist explores the scenic discourse of the body with disabilities, the performative and relational practice, and the transit between visual and scenic languages.
Concepção e Performance [Conception and performance]: Estela Lapponi; Preparação corporal BMC [BMC Body Prep]: Leticia Sekito; Roteiro de audiodescrição [Audio description script]: Estela Lapponi; Consultoria de audiodescrição [Audio description consultancy]: Natália Rocha; Consultoria de sonorização [Sound consulting]: Gustavo Portela. Acompanhamento [Accompaniment]: Elisabete Finger, Ana Teixeira e Karina Legrand. Apoio [Support]: Goethe-Institut
15 min | AL [All Ages] www.estelapponi.blogspot.com @estelapponi
CAIR FALLING
bienal sesc de dança 2023
Defendendo que só se cai duas vezes na vida, ao nascer e ao morrer – o resto é encenação –, a performance do coreógrafo, dançarino e professor Eduardo Fukushima gira em torno do “antes da queda”. O artista, pesquisador em técnicas corporais chinesas e japonesas, elabora uma dança antes do primeiro passo na beira do abismo, explorando vetores cima-baixo, e buscando formas de dançar o desequilíbrio em milhares de micro quedas no corpo.
The performance by the choreographer, dancer and teacher Eduardo Fukushima revolves around “before the fall”: he argues that one only falls twice in life, at birth and at death – the rest is staging. A researcher of Chinese and Japanese body techniques, the artist elaborates a dance before the first step on the edge of the abyss, exploring up-down vectors, and looking for ways to dance the imbalance in thousands of micro falls in the body.
Criação e performance [Creation and performance]: Eduardo Fukushima; Colaboração artística [Artistic collaboration]: Beatriz Sano; Desenho de luz [Light design]: Hideki Matsuka, Igor Sane e Beatriz Sano; Desenho de som [Sound design]: Eduardo Fukushima a partir de músicas de Rodolphe Alexis e captação de som de Chico Leibholz e Eduardo Magliano; Música de entrada [Input music]: “Cai Capital”, de Flavia Goa, Pitter Rocha e Veridiana Zurita; Figurino [Costume]: Irrita; Fotografias [Photographs]: Lucas Saccon; Agradecimentos [Acknowledgments]: Júlia Rocha, Isabel Ramos Monteiro, Rita Comparato, Elisabete Finger, Ana Teixeira, Instituto Goethe, Rolex Mentor & Protégé e festival Contém Dança de Curitiba; Acompanhamento [Accompaniment]: Elisabete Finger, Ana Teixeira e Karina Legrand. Apoio [Support]: Goethe-Institut
15 min | AL [All Ages] @eduardofukushimaa www.eduardofukushima.com
ilustração Manuela Eichner
SENTAR Sitting
SALTAR Jumping
Sentar, tomar assento, assentar-se, aprumar, aguardar, silenciar, descansar, assistir, escutar, prosear. A performance de Luis Ferron questiona onde e com quem se sentar. O artista da dança tem como mote inspirador para as suas criações a pesquisa e o trânsito pelas tramas de uma corporeidade brasileira composta por memórias, crenças, culturas e sotaques.
Sit down, take a seat, straighten up, wait, be silent, rest, watch, listen, talk. Luis Ferron’s performance questions where and with whom to sit. The dance artist has as an inspiring motto for his creations the research and the transit through the plots of a Brazilian corporeality composed of memories, beliefs, cultures and accents.
Concepção, atuação e trilha sonora [Conception, performance and soundtrack]: Luis Ferron; Acompanhamento [Accompaniment]: Elisabete Finger, Ana Teixeira e Karina Legrand. Apoio [Support]: Goethe-Institut
10 min | AL [All Ages] @luisferron2
No solo, o performer David Xavinho compartilha pensamentos e ações emergentes da ideia de saltar, propondo caminhos e soluções corporais para eles. O artista, que pesquisa a arte no intuito de entender as inteligências possíveis, também é intérprete-criador no Grupo Zumb.boys.
In the solo, the performer David Xavinho shares thoughts and actions about jumping, proposing paths and body solutions. The artist seeks to understand the various pieces of intelligence, and is also an interpreter-creator in the Zumb.boys Group.
Coreografia e performance [Choreography and performance]: David Xavinho; Acompanhamento [Accompaniment]: Elisabete Finger, Ana Teixeira e Karina Legrand. Apoio [Support]: Goethe-Institut
12 min | AL [All Ages] @davidxavinho
O tempo que gira rememora as vivências da infância e aprecia os movimentos presentes até hoje, sem fim: é começo, meio, e começo novamente. Em sua performance, Silvana de Jesus tece uma dança espiral na qual cabem brincadeiras de roda, gingas e mandingas. Idealizadora do processo criativo DançAdinkra, Silvana é artista e educadora há 20 anos, atuando com coletivos como Batakerê, Gumboot Dance Brasil e Protagonistas.
The spinning time recalls the experiences of childhood and appreciates the movements of now, without end: it is beginning, middle, and beginning again. In the performance, Silvana de Jesus weaves a spiral dance in which circle games, swings and mandingas fit. Idealizer of the creative process
DançAdinkra, Silvana has been an artist and educator for 20 years, working with collectives such as Batakerê, Gumboot Dance Brasil and Protagonistas.
Intérprete e criadora [Creative and interpreter]: Silvana de Jesus; Trilha Sonora [Soundtrack]: Dominique Vieira; Consultoria de Dança [Dance Consulting]: Vera Passos; Agradecimentos [Acknowledgments]: Elisabete Finger, Ana Teixeira, Karina Legrand, Goethe-Institut São Paulo e Sesc São Paulo; Acompanhamento [Accompaniment]: Elisabete Finger, Ana Teixeira e Karina Legrand. Apoio [Support]: Goethe-Institut
14 min| AL [All Ages] @silvana.jesuss
bienal sesc de dança 2023
50 min | AL [ All Ages ] @idylla_silmarovi @juaonyn www.dysilmarovi.wixsite.com/artistadacena
KA’ADELA –AÇÃO COLETIVA DE CONTRA-ATAQUE
Idealizada por Idylla Silmarovi, a Plataforma Ka’adela realiza pesquisas e experimentações em performance. Seu principal dispositivo cênico-performativo é a ocupação de monumentos coloniais como modo de questionar as imagens e as memórias que ocupam as cidades.
The Ka’adela Platform, conceived by Idylla Silmarovi, conducts research and experimentation in performance, occupying colonial monuments to question the images and memories that occupy the cities.
Um grande corpo de baile dança pelas ruas. Pensando a cidade como um museu de arte colonial a céu aberto, a performance propõe um contra-ataque aos seus símbolos, por meio de elementos das artes da presença. A ação busca materializar o sonho coletivo de destituir as imagens e memórias coloniais para trazer à tona aquelas que foram apagadas e ofuscadas pelo sistema.
Guiado por um roteiro performativo, o bando convida os presentes a repensarem questões em torno de memórias coletivas, parecenças e diferenças. Explorando uma linguagem artística híbrida e efêmera, como são os corpos, a obra é um “ka’atimbó”, uma macumba que levanta a poeira, espalha fumaça e refunda imaginários para criar outros mundos.
Idealizado pelos artistas Idylla Silmarovi e Juão Nyn, o trabalho é dançado por eles, pelos performers David Maurity e Vina Amorim, e pelos participantes da residência artística conduzida dias antes das apresentações pelos integrantes da Plataforma Ka’adela (Rafael Bacelar, Edgar Kanaykõ Xakriabá e Fredda Amorim). O coletivo é um projeto interterritorial e multilinguístico no campo das artes da cena, reunindo artistas e ativistas indígenas, negros e/ou LGBTQIA+. Juntos, eles desenvolvem ações performativas em monumentos coloniais de centros urbanos, dando novos sentidos a imagens que homenageiam torturadores, invasores e genocidas, e que reforçam estereótipos e mitos coloniais.
A large group of performers dances through the streets. The city is an open-air colonial art museum, and the performance proposes a counterattack to its symbols through elements of the performing arts. The action seeks to materialize the collective dream of destroying colonial images and memories to bring to the surface those that have been erased and overshadowed by the system.
Guided by a performative script, the artists invite people to rethink collective memories, similarities and differences. Exploring a hybrid and ephemeral artistic language, such as that of bodies, the work is a “ka’atimbó”, a macumba [a kind of Brazilian religious cult] that raises dust, spreads smoke and refounds imaginaries to create other worlds.
Conceived by the artists Idylla Silmarovi and Juão Nyn, the performance is danced by them, also by David Maurity and Vina Amorim, and by the participants of the artistic residency conducted days before the presentations by the members of the Ka’adela Platform (Rafael Bacelar, Edgar Kanaykõ Xakriabá and Fredda Amorim). The collective is an interterritorial and multilingual project in performing arts, bringing together indigenous, black and/or LGBTQIA+ artists and activists. Together, they develop performative actions in colonial monuments of urban centers, giving new meanings to images that honor torturers, invaders and people who allowed genocides, and that reinforce colonial stereotypes and myths.
Idealização [Idealization]: Idylla Silmarovi e Juão Nyn; Performers [Performers]: David Maurity, Idylla Silmarovi, Juão Nyn e Vina Amorim; Performers convidados [Guest performers]: Participantes da residência artística; Direção de cena [Scene direction]: Rafael Bacelar; Direção de fotografia [Photography direction]: Edgar Kanaykõ Xakriabá; Direção de produção [Production Direction]: Fredda Amorim; Criação [Creation]: Plataforma Ka’adela | A Plataforma Ka’adela tem idealização e direção geral de Idylla Silmarovi, dramaturgia e performance de David Maurity, orientação e performance de Juão Nyn, direção de Rafael Bacelar, direção de fotografia e de vídeo de Edgar Kanaykõ Xakriabá, direção de produção de Fredda Amorim e produção executiva e performance de Vina Amorim [The Ka’adela Platform was conceived and directed by Idylla Silmarovi, dramaturgy and performance by David Maurity, guidance and performance by Juão Nyn, direction by Rafael Bacelar, photography and video direction by Edgar Kanaykõ Xakriabá, production direction by Fredda Amorim and executive production and performance by Vina Amorim].
foto Coletivo Clap
40 min | AL [ All Ages ]
Composta por Odacy Oliveira e Valdemir Oliveira, o grupo Corpocontemporâneo21-CC21 investiga e produz trabalhos por meio de processos híbridos de criação em performance, dança, videodança e pintura corporal. Atualmente investiga as relações entre o corpo e os espaços naturais e urbanos.
Composed by Odacy Oliveira and Valdemir Oliveira, the Corpocontemporâneo21-CC21 group produces hybrid works with performance, dance, videodance and body painting. In this show, they investigate the relationship between the body and natural and urban spaces.
Um corpo irrompe no espaço. Procura alturas, aludindo à existência da árvore que pode, ou não, estar ali. Rasteja pelo chão que já foi floresta, espreitando ou se escondendo do predador. Corre e, se pudesse, voaria. Tensiona, num estado sutil de presença, os modos de ver e de se relacionar com o ambiente.
Entre o verde e o cinza, o performer Odacy Oliveira matiza essas variações na pele de seu corpo-manifesto, desenhando com argila em pó e reverenciando a ancestralidade de lugares hoje alterados. Criada por ele e pelo artista Valdemir Oliveira, a ação performática aborda as relações, inquietações, sensações e afetações dos corpos no e com os espaços naturais e urbanos.
O trabalho traz o encantamento pela floresta e a dor pelas queimadas no Norte do Brasil, reforçando que é no coletivo que se dá o reconhecimento de cada individualidade. Assim como na floresta os cipós coexistem com outros seres – sendo únicos, mas também vários –, a obra propõe encontros e formações de novos lugares e possibilidades de existência.
A body erupts into space. It looks for heights and alludes to the existence of a tree that may, or may not, be there. It crawls across the ground that was once a forest, lurks, or hides from the predator. It runs, and if it could, it would fly. It tensions, in a subtle state of presence, the ways of seeing and relating to the environment.
Between green and gray, the performer Odacy Oliveira blends these variations in the skin of his body manifesto, drawing with powdered clay and revering the ancestry of places that have now changed. Created by him and the artist Valdemir Oliveira, the performative action addresses the relationships, concerns, sensations and affectations of bodies in and with natural and urban spaces.
The work brings the enchantment for the forest and the pain for the fires in the North of Brazil, reinforcing that it is in the collective that the recognition of each individuality is given. Just as in the forest, the lianas coexist with other beings – being unique, but also being several – the performance proposes encounters and formations of new places and possibilities of existence.
Idealização [Idealization]: Corpocontemporâneo21 – CC21; Concepção e direção [Conception and direction]: Odacy Oliveira e Valdemir Oliveira; Direção de movimento e performance [Direction of movement and performance]: Odacy Oliveira; Produção [Production]: Sabatino Produções Artísticas; Grafismo [Graphics]: Odacy Oliveira e Valdemir Oliveira; Equipe Técnica [Technical Team]: Martin Sabatino e Alexandre Mesquita; Pintura corporal [Body painting]: Odacy Oliveira e Valdemir Oliveira (assistência); Trilha Sonora [Soundtrack]: Gui Augusto.
foto Vivian Gradela
90 min | AL [ All
SUSTENTAÇÃO –PERFORMANCE DURACIONAL EM DANÇA
O Núcleo Fuga! é um espaço de experimentação transdisciplinar formado por artistas, de diferentes estados do Brasil, que exploram contaminações poéticas entre as linguagens da dança, do teatro e da performance. O grupo, como linha de pesquisa vinculada aos cursos de dança e de teatro da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), investiga os imbricamentos entre a prática artística e a pesquisa acadêmica.
The Núcleo Fuga! is a space of transdisciplinary experimentation formed by artists from different states of Brazil. They explore the intersections between dance, theater and performance, and investigate the relationships between artistic practice and academic research. Their line of research is linked to the dance and theater courses of the State University of Mato Grosso do Sul (UEMS).
Carregando a si mesmas e umas às outras, as performers Bruna Reis, Dora de Andrade e Gabriela Giannetti percorrem o espaço público. No trajeto, como estratégia de resistência e abertura de mundos, elas propõem deslocamentos, acolhimentos e compartilhamentos de forças, além de outras formas de encontros e trocas com a cidade e as mulheres que cruzam pelo caminho.
O trio performa diferentes dinâmicas em três movimentos coreográficos: amparar, apoiar e vingar. A ação, que responde a uma realidade social e cultural sexista e violenta, reivindica outras configurações para as existências das mulheres, e foi criada pelo Núcleo Fuga!.
A performance duracional em dança parte da necessidade de dar visibilidade a perspectivas de sustentação. Assim, entre amparos e apoios, as artistas afirmam o que faz perseverar a vida, vingando as mulheres de agora e as de antes, caminhando juntas no tempo de não sucumbir.
Carrying themselves and each other, the performers Bruna Reis, Dora de Andrade, and Gabriela Giannetti walk through the public space. Along the way, as a strategy of resistance and opening up worlds, they propose displacements, welcoming and sharing of forces, as well as other encounters and exchanges with the city and the women who cross the path.
They perform distinct dynamics in three choreographic movements: sustain, support and revenge. The action responds to a sexist and violent social and cultural reality, and demands other configurations for women’s existence.
The durational performance in dance gives visibility to perspectives of support. Thus, between protections and supports, the artists affirm what makes life persevere, avenging the women of now and those of before, walking together in the time of not succumbing.
Concepção, performance e direção [Conception, performance and direction]: Bruna Reis, Dora de Andrade e Gabriela Giannetti; Preparação corporal [Body preparation]: Jussara Miller; Treinamento funcional [Functional training]: Moisés Teixeira; Mediação cultural [Cultural mediation]: Mônica Galvão; Apoio técnico e administrativo [Technical and administrative support]: Roberto Rezende; Marketing digital [Digital marketing]: Flávio Rabelo e Roberto Rezende; Design gráfico [Graphic design]: Alice Jardim; Direção de arte [Art direction]: Alice Jardim e Flávio Rabelo; Registro audiovisual [Audiovisual record]: Alice Jardim e Flávio Rabelo (Campinas, Ribeirão Preto, Santos e São Paulo) e Marina Pires (Campinas); Pesquisa [Search]: Núcleo Fuga!/Grupo De Pesquisa Corpo Sendo - Uems (Cnpq); Coordenadora de pesquisa [Research coordinator]: Prof. Dra. Dora De Andrade; Pesquisadores Núcleo Fuga! [Escape Nucleus Researchers!]: Ana Clara Amaral, Bruna Reis, Dora De Andrade, Flávio Rabelo, Gabriela Giannetti e Roberto Rezende; Coordenação de produção [Production coordination]: Cotiara Produtora - Ana Elisa Mello e Samya Enes; Produção executiva [Executive production]: Ana Elisa Mello; Produção [Production]: Cotiara Produtora; Parceria [Partnership]: Salão do Movimento.
sesc de dança 2023
foto Gabriella Zanardi
Flávio Rabelo Brasil, MG
120 min | AL [ All Ages ]
TEIMOSINHO
Artista, professor e pesquisador transdisciplinar, Flávio Rabelo tem experiência no audiovisual e em artes cênicas e visuais, transitando entre teatro, dança, performance, fotografia e cinema. Doutor em artes da cena pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também integra os grupos Cambar Coletivo e Núcleo Fuga!.
Artist, teacher and transdisciplinary researcher, Flávio Rabelo has experience in audiovisual, performing and visual arts, moving between theater, dance, performance, photography and cinema. Ph.D. in performing arts from the State University of Campinas (Unicamp), he is also a member of the groups Cambar Coletivo and Núcleo Fuga!.
Um boneco inflável, popularmente conhecido como João Bobo ou Teimosinho, convida os corpos a se movimentarem por meio da interação com ele. Idealizada e acionada pelo artista e pesquisador Flávio Rabelo, a ação transdisciplinar, duracional e participativa abre espaços de conversa sobre teimosia, arte e sociedade.
A partir da materialidade do boneco, duplo em tamanho real do artista, uma relação de brincadeira, dança e luta emerge. Nessa atmosfera constantemente modificada pelos presentes, o performer cria os vínculos e acordos necessários para que a ação se desenvolva em suas múltiplas camadas. Cambaleando de um lado para o outro, o Teimosinho evoca memórias de infância, promove diálogos e desperta elementos fundamentais para a existência coletiva enquanto espécie, como a ludicidade, a imaginação e o envolvimento despudorado dos corpos.
Criada durante o período da pandemia de Covid-19, a performance foi estruturada em torno de questionamentos a respeito da teimosia necessária para seguir fazendo arte, ao mesmo tempo em que busca criar um ambiente de leveza, diversão e liberdade. As pesquisas de linguagem relacionadas ao trabalho foram desenvolvidas ao longo dos últimos anos pelo artista, em parceria com o Cambar Coletivo e o Núcleo Fuga!, grupos dos quais também faz parte.
An inflatable bop bag puppet invites the bodies to move, interacting with it. Conceived and activated by the artist and researcher Flávio Rabelo, the transdisciplinary, durational and participative action initiates conversations about stubbornness, art and society.
From the materiality of the puppet, a relationship of play, dance and fight emerges. In this atmosphere modified by the audience, the performer creates the necessary bonds and agreements for the action to develop in its multiple layers.
Staggering from one side to the other, the bop bag puppet evokes childhood memories, promotes dialogues and awakens fundamental elements for collective existence, such as playfulness, imagination and the shameless involvement of bodies.
Created during the Covid-19 pandemic, the performance was structured around questions about the stubbornness needed to continue making art while creating an environment of lightness, fun and freedom. The artist developed the performance over the last few years, in partnership with Cambar Coletivo and Núcleo Fuga!, groups of which he is a member.
Concepção, pesquisa e acionamento [Conception, research and activation]: Flávio Rabelo; Parceria de pesquisa [Research partnership]: Cambar Coletivo e Núcleo Fuga!; Cenografia de infláveis [Inflatable scenography] (Boneco Teimosinho): Juan Cusicanki – Infla Power; Desenho técnico [Technical drawing]: Helbert Rodrigues; Vídeo [Video]: Márcio Vasconcelos (imagens e edição) e Renato Nonato (imagens e captação de áudio; Fotos [Photos]: Renata Voss; Parceria [Partnership]: Espaço Cultural Campo Belo das Artes | Diamantina – MG; Produção [Production]: Cotiara Produtora - Ana Elisa Mello e Samya Enes.
Cambar Coletivo é formado por [Cambar Coletivo is formed by] Flávio Rabelo, James Turpin e Roberto Rezende.
Núcleo Fuga! é formado por [Núcleo Fuga! is formed by] Ana Clara Amaral, Bruna Reis, Dora de Andrade, Flávio Rabelo, Gabriela Giannetti e Roberto Rezende. O coletivo é vinculado ao grupo de Pesquisa “Corpo Sendo”, do Curso de Dança e Teatro da UEMS.
foto Renata Voss
TROVOADA
Fernanda Silva é artista da cena, criadora do Grupo de Teatro Metáfora e do Espaço Cultural Metáfora, localizado na Parnaíba, município piauiense. Idealizou diversos solos de forma independente, como “Impossível Estuprar Esta Mulher Cheia de Vícios” e “Antônia, uma Luz que Chora”.
Fernanda Silva is an artist of the scene, creator of the Metaphor Theater Group and the Metaphor Cultural Space, located in Parnaíba, a municipality in Piauí. She idealized several solos, such as “Impossível Estuprar Esta Mulher Cheia de Vícios” and “Antônia, uma Luz que Chora”.
Um corpo em conexão com o chão e o céu celebra a vida como experiência única de cada ser. Em cena, a artista Fernanda Silva cria uma dança quântica que sonha tocar a lua e, ao mesmo tempo, ser raiz de árvore. Uma dança incendiária junto às estrelas, um rito de conexão, digital e analógico, para a esperança jamais morrer.
A performer criou o solo durante a pandemia de Covid-19, como forma de não aprofundar um quadro de depressão. A obra era transmitida do quintal da casa da artista pelas redes sociais, único palco possível durante aquele período. Agora, de volta ao presencial, a coreografia ganha novos contornos, mas carrega a valiosa simplicidade de uma boa conversa jogada fora em uma roda de amigos, festejando o encontro indispensável com o público.
A body in connection with the ground and the sky celebrates life as a unique experience for each being. On stage, the artist Fernanda Silva creates a quantum dance that dreams of touching the moon and, at the same time, being a tree root. An incendiary dance with the stars, a rite of connection, digital and analog, for hope to never die.
The performer created the solo during the Covid-19 pandemic, to get better from a depression. The show was broadcast from the backyard of her house to social media, the only possible stage during the period. Now, the choreography takes on new contours and carries the simplicity of a good conversation in a circle of friends, celebrating the indispensable encounter with the audience.
Criação e atuação [Creation and performance]: Fernanda Silva; Trilha sonora [Soundtrack]: Sinfonia Número 6, de Tchaikovsky, e Orquestra Mariinsky regida por Valery Gergiev; Vozes em off [Voices off ]: Celine Ruget (francês), Corinne Dipple (inglês), Saretta Blu (italiano), Heiko Kotelett (alemão) e Sidnei Cruz (português); Desenho de som [Sound design]: Danilo Carvalho; Técnico de som [Sound technician]: Salatiel Gonçalves; Fotografia [Photography]: Renato Mangolin; Produção executiva [Executive production]: Corpo Rastreado.
bienal sesc de dança 2023
foto Renato Mangolin
100 Histórias de Gestos [Stories of Gestures]
Elisabete Finger
102 Nunca Mais Abismos [Never Again Abysses] Edu O.
bienal sesc de dança 2023
OF GESTURES
STORIES
Elisabete Finger Alemanha e Brasil
Cerca de 10 min cada episódio | AL [ All Ages ] @elisabetefinger www.elisabetefinger.com
HISTÓRIAS DE GESTOS
Coreógrafa e performer, Elisabete Finger vive entre São Paulo e Berlim. No Brasil, estudou direito e políticas públicas, além de ter estudado dança e coreografia em diferentes lugares, incluindo a Casa Hoffmann (Curitiba), o CNDC d’Angers (França) e o MA SODA UdK/HZT (Alemanha).
Choreographer and performer, Elisabete Finger lives between São Paulo and Berlin. She studied law and public policy, as well as dance and choreography, at places like Casa Hoffmann (Curitiba), CNDC d’Angers (France), and MA SODA UdK/HZT (Germany).
Propondo uma viagem por gestos muito conhecidos, mas raramente interrogados, a série em vídeo de Elisabete Finger reúne cinco episódios: “Ficar em Pé”, “Cair”, “Sentar”, “Saltar” e “Girar”. Cada episódio lança um olhar sobre algumas das histórias, transformações e interações desses gestos, em diferentes tempos e contextos.
Por meio de pesquisas em diversos arquivos, a videoinstalação traz uma colagem de imagens em que fotografias, pinturas, desenhos, gráficos e memes se misturam a trechos de filmes, vídeos e obras coreográficas de artistas do Brasil e de outros países. Criada a partir do livro “Histoires de Gestes”, das autoras francesas Isabelle Launay e Marie Glon, a obra apresenta leituras e conexões críticas, expondo as tensões políticas, sociais e econômicas que se entrelaçam aos cor.
A série estreia em 21/9, quinta, às 21h. Assista em sesctv.org.br/gestos ou consulte sua operadora de TV.
Proposing a journey through some wellknown but rarely interrogated gestures, Elisabete Finger’s video series brings together five episodes: “Standing”, “Falling”, “Sitting”, “Jumping” and “Spinning”. Each episode looks at the stories, transformations, and interactions of these gestures, in different times and contexts.
Through research in several archives, the video installation presents a collage of images in which photographs, paintings, drawings and graphics are mixed with excerpts from films, videos and choreographic works by artists from Brazil and other countries. Created from the book “Histoires de Gestes”, by the French authors Isabelle Launay and Marie Glon, the work presents critical readings and connections, exposing the political, social and economic tensions that intertwine with bodies.
The series premieres on 9/21, Thursday, at 9 pm. Watch at sesctv.org.br/gestos or consult your TV operator.
instalações / isntallations
Direção e narração [Direction and voiceover]: Elisabete Finger; Acompanhamento e consultoria em pesquisa [Accompaniment and research adviser]: Ana Teixeira; Texto [Text]: Elisabete Finger, em colaboração com [in collaboration with] Ana Teixeira tendo como referência os textos de [having as a reference the texts by] Christine Roquet, Sylviane Pagès, Sophie Jacotot, Isabelle Ginot e Isabelle Launay; Consultores [Advisers]: Edu O. e Denny Neves; Pesquisa de imagens [Image search]: Priscila Maia, Danielli Mendes e Matthieu Rougé; Edição [Editing]: Clara Soria (Ficar em Pé) e Matthieu Rougé – Estúdio Zut; Captação de som [Sound recording]: Alessa e Kaj Duncan David; Mixagem de som [Sound treatment]: Alessa; Gráficos [Graphics]: Marcio Pontes; Acessibilidade [Accessibility]: Museu Vozes Diversas - Coordenação Cíntia Alves, equipe Edgar Jacques, Juliana Keiko, Malu Dini, Maria Fernanda Carmo, Marita Oliveira e Sylvia Sato; Consultoria em audiovisual e comunicação [Audio-visual and communication adviser]: Murilo Moregola; Diálogo e suporte ao desenvolvimento [Dialogue and development support]: Karina Legrand; Direção de produção [Production direction]: Carolina Goulart; Assistentes de produção [Production assistants]: Carolina Minozzi, Stephanie Cardoso e Ayeska Ariza; Assessoria e consultoria jurídica [Assessoria e consultoria jurídica]: RSA Rosana dos Santos Alcântara; Arte [Art]: Manuela Eichner; Difusão [Diffusion]: Corpo Rastreado; Apoio [Support]: Goethe-Institut; Realização [Presenters]: SescTV.
sesc de dança 2023
ilustração Manuela Eichner
NUNCA MAIS ABISMOS
Artista da dança, da performance e do teatro, Edu O. é também pesquisador, professor da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e diretor do Grupo X de Improvisação em Dança. Além de ter realizado produções como “Ah Se Eu Fosse Marilyn” e “O Corpo Perturbador”, trabalhou com a Candoco Dance Company (Londres) e com a Cie Kastor Agile (França).
Artist of dance, performance and theater, Edu O. is also a researcher, professor at the School of Dance at the Federal University of Bahia (UFBA) and director of Group X of Improvisation in Dance. He acted in “Ah Se Eu Fosse Marilyn” and “O Corpo Perturbador”, and worked with the Candoco Dance Company (London) and Cie Kastor Agile (France).
Novas narrativas da história de pessoas com deficiência são propostas nesta instalação performática. Idealizada por Edu O., a obra parte das pesquisas do artista sobre a bipedia compulsória presente na dança, que exclui e desumaniza corpos que não se enquadram na lógica normativa.
Durante quatro horas, os performers convidam o público a participar de uma experiência de relaxed performance. Nela, o espaço é transformado à medida que os intérpretes e os participantes constroem uma teia de nós, escritas, fotografias e memórias ao longo de três momentos que se cruzam: “Nós”, “Emergir” e “Silêncio”.
Durante “Nós”, uma rede de apoio e de afetos é gerada a partir do ato de tecer em coletivo. Em “Emergir”, por meio de solos realizados em instantes distintos, cada artista revela suas individualidades e estratégias para fugir dos abismos impostos pela exclusão e pela violência. Já em “Silêncio”, os performers deixam o espaço vazio para que a própria instalação apresente suas dinâmicas e acolha quem deseja repousar ali.
O trabalho conta com audiodescrição e tradução em libras realizadas pelos próprios artistas. Durante a ação, o público pode entrar e sair a qualquer momento, podendo permanecer no ambiente o tempo que desejar – seja para acompanhar as ações, seja para relaxar.
The performative installation proposes new narratives for the history of people with disabilities. Idealized by Edu O., the work is based on his research on the compulsory bipedalism of dance, which excludes and dehumanizes bodies that do not fit into this normative logic.
For four hours, the performers invite the audience to participate in a relaxed performance experience. The space is transformed as the performers and participants build a web of knots, writings, photographs and memories over three intersecting moments: “Us”, “Emerging” and “Silence”.
During “Us”, a network of support and affection is generated from the act of weaving collectively. In “Emerging”, through solos performed at distinct moments, the artists reveal their individualities and strategies to escape the chasms imposed by exclusion and violence. In “Silence”, the performers leave the space empty so that the installation welcomes those who wish to rest there.
The work has audio descriptions and sign language translation performed by the artists. During the action, the audience can come and go at any time: people can stay at the place as long as they want – either to follow the actions or to relax.
instalações / isntallations
Direção [Direction]: Edu O.; Performance [Performance]: Edu O., Jania Santos, Estela Lapponi, Ariadne Antico e Thiago Cohen; Performer e intérprete de Libras [Performer and Libras (Brazilian Sign Language) Interpreter]: Elinilson Soares; Direção de produção [Production Direction]: Daiana Carvalho; Assistente de produção e figurino [Production and costume assistance]: Nei Lima; Direção artística [Artistic Direction]: Aldren Lincoln.
foto Aldren Lincoln
108 AULA ABERTA [Open Class]: Aulão do Movimento – Uma experiência de dança com música ao vivo [Movement Class – a dance experience with live music] Com Rubens Oliveira e Pâmela Amy
109 AULA ABERTA [Open Class]: Baile
Carioca [Carioca Ball ] Com Alissin, Lilian Martins, Luzinha Gomes, Mario MLK Bros, Pablinho IDD, RD Ritmado, Weverton de Sousa, Yoshi Mhorrox e Dj Seduty
110 AULA ABERTA [Open Class]: Baque Rosa tá na rua: dançando maracatu com Mestra Joana Cavalcante [Baque Rosa is on the street: dancing maracatu with Master Joana Cavalcante] Com Mestra Joana Cavalcante, Isabelle Caldas, Jamile Passos, Erivannia Maria e Duda Lopes
111 AULA ABERTA [Open Class]: Pantsula – um ritmo sul-africano [Pantsula – A South African Rhythm] Com Sello Modiga e Sicelo Xaba, do Impilo Mapantsula
112 LANÇAMENTO [Release]: cartas para danças: como jogar com a história? [dance cards: how to play with history? ] Com Ana Mazzei, Cláudia Müller e Renan Marcondes
113 LANÇAMENTO [Release]: Histórias de Gestos: Quais histórias? Quais gestos? Quais corpos? [Stories of Gestures: Which Stories? Which Gestures? Which Bodies? ] Com Elisabete Finger, Ana Teixeira, Cintia Alves, Edu O., Karina Legrand, Sidênia Freire, David Xavinho, Eduardo Fukushima, Estela Lapponi, Luis Ferron e Silvana de Jesus
114 SABERES EM MOVIMENTO [Knowledge In Motion]: Aulas Magistrais e Encontros [Master Classes and Meetings] Com Carmen Luz, Leda Maria Martins, Gê Viana, Márcia de Aquino, Allexandre Bomber, César Costa, Giovanni Venturini, Idylla Silmarovi, Juão Nyn, Lívea Castro, Tieta Macau, Adnã Ionara, Edu O., Ariadne Antico, Moira Braga, Isadora Ifanger, Mithkal Alzghair, Hope Azeda e Wellington Gadelha
115 SABERES EM MOVIMENTO [Knowledge In Motion]: Pelos quereres da Dança – Uma Conversa [For the wants of Dance – A Conversation]: Aula Magistral [Master Class] Com Carmen Luz
116 SABERES EM MOVIMENTO [Knowledge
In Motion]: Aula Magistral [Magistral class] Com Leda Maria Martins
117 SABERES EM MOVIMENTO [Knowledge In Motion]: O que as danças movidas por experiências míticas e de matrizes corporais ancestrais enunciam sobre fazer dança na contemporaneidade? [What do dances moved by mythical experiences and ancestral body matrices enunciate about doing dance in contemporaneity? ] Com Tieta Macau e Adnã Ionara
118 SABERES EM MOVIMENTO [Knowledge
In Motion]: De que maneira a dança pode articular perguntas sociais vivas aos espaços urbanos? [How can dance articulate living social questions to urban spaces? ] Com Gê Viana, Márcia de Aquino, Allexandre Bomber, César Costa, Giovanni Venturini, Idylla Silmarovi, Juão Nyn e Livea Castro
119
SABERES EM MOVIMENTO [Knowledge In Motion]: Conversa Aleijada - De que maneira a deficiência tem contribuído para mudanças paradigmáticas e na produção de conhecimento no campo das artes? [How has disability contributed to paradigmatic changes and knowledge production in the field of arts? ] Com Edu O., Ariadne Antico, Moira Braga e Isadora Ifanger
120 SABERES EM MOVIMENTO [Knowledge In Motion]: O que a arte está fazendo agora para transformar as memórias do futuro? [What is art doing now to transform the memories of the future? ] Com Mithkal Alzghair, Hope Azeda e Wellington Gadelha
121 OFICINA [Workshop]: Grande Aula com Dada Masilo [Master Class with Dada Masilo] Com Dada Masilo e elenco do espetáculo “The Sacrifice”
122 LABORATÓRIO [Lab]: LÖYLY Com Javiera Peón-Veiga e equipe do espetáculo “HAMMAM”
123 OFICINA [Workshop]: Parkour, idosos e a cidade – Dançarquitetura [Parkour, elderly and the city – Dance and architecture] Com Jerônimo Bittencourt e Danielli Mendes
124 OFICINA [Workshop]: Scars of Soul #IamBrave Com Hope Azeda
125 OFICINA [Workshop]: Sobe e desce: Grandes percursos para pequenas pessoas [Up and down: big routes for small people] Com Adelly Costantini
127 RESIDÊNCIA [Residence]: KA’ADELA – Ação coletiva de contra-ataque [KA’ADELA – Counter attack collective action] Com Plataforma Ka’adela
128 EXPERIÊNCIA [Experience]: Pôr do Sol na Roseira [Sunset on the Rose Garden] Com Fernanda Silva, Comunidade Jongo Dito Ribeiro e Otis Selimane
129 VIVÊNCIA [Experience]: cartas para danças [dance cards] Com Ana Mazzei, Cláudia Müller e Renan Marcondes
bienal sesc de dança 2023
As ações formativas da Bienal Sesc de Dança são oferecidas como práticas compartilhadas, que colocam também os públicos em movimento. As oficinas, rodas de conversas, residências artísticas e demais atividades que integram a programação são um convite para que artistas, público e pesquisadores possam estar juntos para trocar suas vivências e práticas em dança.
The educational activities of the Bienal Sesc de Dança are shared practices, which also put audiences in motion. The workshops, meetings, artistic residencies, and other activities that are part of the program invite artists, the audience, and researchers to come together to share their experiences and practices in dance.
DE DANÇA COM MÚSICA AO VIVO
Convidados [Guests]: Rubens Oliveira (SP) e Pamela Amy (SP)
90 min | a partir de 12 [from 12 years old ]
MOVEMENT CLASS
Indo além das fronteiras das experiências corporais convencionais, a aula aberta convoca pessoas com diferentes histórias de vida, profissões e níveis de experiência em dança para desvendar novas possibilidades de movimentos e trocas. Guiados pelos artistas Rubens Oliveira e Pâmela Amy, os participantes são conduzidos por sequências coreográficas, exercícios de improvisação e técnicas de dança contemporânea, africana e afro-brasileira.
Dinâmico e adaptado às necessidades e capacidades individuais dos participantes, o encontro conta com trilha sonora ao vivo. Elaborada por três músicos, ela cria um ambiente vibrante para que todos possam explorar seus movimentos com liberdade e expressão. A sinergia entre a música e a dança é fundamental nessa jornada sensorial, proporcionando uma experiência profunda e única a cada participante.
The open class invites people with different life stories, professions and experiences in dance to discover new possibilities of movements and exchanges, going beyond the boundaries of conventional bodily experiences. Guided by the artists Rubens Oliveira and Pâmela Amy, the participants experience choreographic sequences, improvisation exercises and techniques of contemporary, African and Afro-Brazilian dances.
The class, adapted to the individual needs and capabilities of the participants, will have a live soundtrack. Elaborated by three musicians, the soundtrack creates a vibrant environment for everyone to explore their movements with freedom and expression. The synergy between music and dance is fundamental in this sensory journey, providing a unique experience to each participant.
Rubens Oliveira is a dancer, choreographer, art director, composer of dance soundtracks and director of Cia Gumboot Dance Brasil; Pâmela Amy is a dancer, performer, cultural producer and photographer. She has been working at Cia Gumboot Dance Brasil for ten years. AULÃO DO MOVIMENTO –
Rubens Oliveira é bailarino, coreógrafo, diretor de arte, compositor de trilhas sonoras para dança e diretor da Cia Gumboot Dance Brasil; Pamela Amy é bailarina, performer, produtora cultural e fotógrafa. Há dez anos atua na Cia Gumboot Dance Brasil.
Convidados [Guests]: Alissin (RJ), Lilian Martins (SP), Luzinha Gomes (RJ), Mario MLK Bros (SP), Pablinho IDD (RJ), RD Ritmado (RJ), Weverton de Sousa (SP), Yoshi Mhorrox (SP) e Dj Seduty (RJ)
120 min | Livre [All Ages]
Nesta aula aberta, os bailarinos da Clarin Cia. de Dança promovem a experiência de um baile carioca para o público. Acompanhados pelo DJ Seduty, eles dançam junto com os participantes e ensinam os passos básicos e os principais movimentos do funk e de danças urbanas. Divididos em grupos, todos os corpos são convidados a vivenciar a dança como um momento de diversão, inclusão e socialização.
Criada por Kelson Barros, a companhia é composta por artistas que se reúnem em torno da ideia de experimentação em dança e cultura popular, tendo experiências em danças como capoeira, breaking, balé e danças brasileiras.
The dancers of Clarin Cia. de Dança promote a carioca ball with the audience. Accompanied by DJ Seduty, the artists dance with the participants and teach the basic steps and the main movements of funk and urban dances. All bodies are invited to experience dance as a time of fun, inclusion and socialization.
Created by Kelson Barros, the company has artists who gather around the experimentation in dance and popular culture, with experiences in capoeira [a Brazilian martial art], breaking, ballet and Brazilian dances.
Alissin é bailarino e integrante da Clarin Cia. de Dança. Dançou no balé de diversos DJs nacionais e participou de clipes de artistas como Nego do Borel, Ruxell, Melody e MC Kekel; Lilian Martins é artista da dança, coreógrafa e produtora. Pesquisadora de danças negras e periféricas, é integrante da Clarin Cia. de Dança e do Gumboot Dance Brasil; Luzinha Gomes é artista da dança e integrante da companhia Passinho Carioca e da Clarin Cia. de Dança. Já participou da gravação de clipes de renomados artistas nacionais; Mario MLK Bros é bailarino e professor de dança. Trabalha com a Clarin Cia. de Dança e investiga as danças clássicas e urbanas no grupo Soul Fênix; Pablinho IDD é bailarino. Além de integrar os grupos Clarin Cia. de Dança e Imperadores da Dança, já dançou com Ivete Sangalo e Ludmilla, além de ter sido campeão do quadro Dança de Grupo, do Domingão do Faustão; RD Ritmado é bailarino. Dança na companhia Passinho Carioca e na Clarin Cia. de Dança, além de ser um dos fundadores do bonde Os Ritmados da Dança; Weverton de Sousa é bailarino. Formado pelo projeto Núcleo Luz, integra a Clarin Cia. de Dança e o Coletivo Mútuo; Yoshi Mhorrox é bailarino. Integrante da Clarin Cia. de Dança, desenvolve e pesquisa estilos de dança urbana como waacking, vogue, femme e dancehall; DJ Seduty é multiartista, DJ, produtor e designer. Sua caminhada contempla parcerias com artistas como Seu Jorge, MC Tchelinho e Dornelles, além do coletivo Heavy Baile.
bienal sesc de dança 2023
Alissin is a dancer and member of the Clarin Cia. de Dança. He danced in the ballet of several Brazilian DJs and participated in clips of artists such as Nego do Borel, Ruxell, Melody and MC Kekel; Lilian Martins is a dance artist, choreographer and producer. A researcher of black and peripheral dances, she is a member of Clarin Cia. de Dança and Gumboot Dance Brasil; Luzinha Gomes is a dance artist and member of the company Passinho Carioca and Clarin Cia. de Dança. She has participated in video clips of renowned Brazilian artists; Mario MLK Bros is a dancer and dance teacher. He works with Clarin Cia. de Dança and investigates classical and urban dances in the group Soul Fênix; Pablinho IDD is a dancer. In addition to being part of the groups Clarin Cia. de Dança and Imperadores da Dança, he has danced with Ivete Sangalo and Ludmilla, in addition to being champion of the group Dance of Domingão do Faustão; RD Ritmado is a dancer. He dances in the company Passinho Carioca and the Clarin Cia. de Dança, besides being one of the founders of the Ritmados da Dança; Weverton de Sousa is a dancer. He studied at the Núcleo Luz project and is now part of Clarin Cia. de Dança and Coletivo Mútuo; Yoshi Mhorrox is a dancer. A member of Clarin Cia. de Dança, he develops and researches urban dance styles such as waacking, vogue, femme and dancehall; DJ Seduty is a multi-artist, DJ, producer and designer. He has partnerships with artists such as Seu Jorge, MC Tchelinho and Dornelles, as well as the collective Heavy Baile. BAILE CARIOCA CARIOCA BALL Aula Aberta [
Open Class ]
BAQUE ROSA TÁ NA RUA: DANÇANDO MARACATU COM MESTRA JOANA CAVALCANTE
BAQUE ROSA IS ON THE STREET: DANCING MARACATU WITH MASTER JOANA CAVALCANTE
Aula Aberta [ Open Class ]
Convidados [Guests]: Mestra Joana Cavalcante (PE), Isabelle Caldas (PE), Jamile Passos (PE), Erivannia Maria (PE) e Duda Lopes (PE)
90 min | Livre [All Ages]
A cultura do maracatu é o foco desta aula aberta da Mestra Joana Cavalcante, única mulher a coordenar e apitar o batuque de uma nação de maracatu de baque virado, a Nação Encanto do Pina.
Ao lado das batuqueiras do Maracatu Baque Mulher de Recife (Isabelle Caldas, Jamile Passos, Erivannia Maria e Duda Lopes) e de integrantes da filial do movimento em São Paulo, Mestra Joana compartilha práticas básicas do maracatu de baque virado e da dança de Orixás da tradição Nagô. Além da troca de conhecimentos em torno dessa cultura popular, a mestra pernambucana rege uma apresentação musical para que todos os participantes dancem juntos ao som dos tambores.
The maracatu is the focus of this open class by Master Joana Cavalcante, the only woman to coordinate and beep the drumming of a nation of baque virado maracatu, the Encanto do Pina Nation.
Alongside the drummers of Maracatu Baque Mulher from Recife (Isabelle Caldas, Jamile Passos, Erivannia Maria and Duda Lopes) and members of the movement’s branch in São Paulo, Master Joana shares basic practices of the baque virado maracatu and the Orixás dance of the Nagô tradition. In addition to exchanging knowledge about this popular culture, the master from Pernambuco conducts a musical presentation for all participants to dance to the sound of the drums.
Mestra Joana Cavalcante é mestra da nação do Maracatu Encanto do Pina, coordenadora e idealizadora do Movimento Nacional Baque Mulher Feministas, do Baque Virado e do grupo de côco Mazuca da Quixaba, além de ser cantora, compositora e musicista; Maracatu Baque Mulher é um grupo percussivo fundado em 2008 no Recife por mulheres que buscam o empoderamento feminino por meio do batuque e da dança.
Master Joana Cavalcante is the master of the nation of Maracatu Encanto do Pina, coordinator and creator of the National Movement Baque Mulher Feministas, Baque Virado and the Mazuca da Quixaba. She is also a singer, songwriter and musician; Maracatu Baque Mulher is a percussive group created in 2008 in Recife by women who seek female empowerment through drumming and dance.
Convidados [Guests]: Sello Modiga e Sicelo Xaba, do Impilo Mapantsula (África do Sul)
120 min | a partir de 12 [from 12 years old ]
Os principais elementos da dança sul-africana Pantsula são compartilhados nesta aula aberta conduzida pelos artistas Sello Modiga e Sicelo Xaba, do Impilo Mapantsula, coletivo do espetáculo “The Ecstatic”. Durante o encontro, os participantes de todas as idades são convidados a experimentarem essa dança urbana e enérgica, conhecida pelos seus passos virtuosos e ágeis.
De forma criativa e divertida, os artistas apresentam o universo da Pantsula, explicando as camadas que compõem essa expressão artística, e levando cada um a adaptar para seus próprios corpos – por meio de aquecimento, coreografia e relaxamento – os movimentos, que envolvem saltos e giros. Após a prática física, os participantes também são estimulados a conversar sobre o que aprenderam.
The main elements of the South African dance Pantsula are shared with the audience in this open class conducted by the artists Sello Modiga and Sicelo Xaba, from Impilo Mapantsula, collective of the show “The Ecstatic”. During the meeting, participants of all ages are invited to this urban and energetic dance, of virtuous and agile steps.
In a creative and fun way, the artists present the Pantsula and the layers that compose it. Each person is invited to adapt to their own body – through warm-up, choreography and relaxation – the dance movements, which involve jumps and turns. After physical practice, participants are also encouraged to talk about what they have learned.
Impilo Mapantsula é um coletivo internacional que promove o desenvolvimento da dança e da cultura sul-africana Pantsula, documentando e mantendo seu legado vivo.
bienal sesc de dança 2023
Impilo Mapantsula iis an international collective that promotes the development of South African Pantsula dance and culture, documenting and keeping its legacy alive.
Lançamento [ Launch ]
Convidados [Guests]: Ana Mazzei (SP), Cláudia Müller (SP/MG) e Renan Marcondes (SP)
90 min | Livre [All Ages]
A Bienal Sesc de Dança marca e celebra a concretização de dois projetos gestados a partir dos pensamentos e práticas da dança. Com lançamento realizado durante o festival, “cartas para danças” e “Histórias de Gestos” apostam em formatos provocativos, como o vídeo e o jogo, para estreitar a relação do público com a linguagem. Frutos de articulações do Sesc São Paulo com criadores, pensadores e artistas, as propostas conduzem a diferentes experiências que atravessam o corpo, elemento fundamental da dança.
O trio criador do jogo inédito “cartas para danças”, que pode ser ativado em diversos dias durante a Bienal, conversa com o público sobre o uso e o desenvolvimento do projeto, que une a história da dança, a formação de público e a criação artística. Por meio de um compêndio de cartas, o jogo apresenta obras, escolhas e momentos-chave da história da dança contemporânea no Brasil. De forma lúdica, a ferramenta convida os participantes a uma série de movimentos e pensamentos a partir das inúmeras composições possíveis com as 30 cartas que fazem parte do baralho. A ideia é não apenas aproximar o público da dança, mas também permitir que o corpo experimente procedimentos da dança contemporânea de forma criativa e leve.
The Bienal Sesc de Dança celebrates two projects conceived from the thoughts and practices of dance. Launched during the festival, “dance cards” and “Stories of Gestures” bet on provocative formats, such as video and games, to strengthen the relationship with dance. The proposals lead to different experiences that cross the body, a fundamental element of dance, and are the result of Sesc São Paulo’s articulations with thinkers and artists.
The trio that created the game “dance cards” – which can be activated on several days during the Bienal Sesc de Dança – talks to the audience about the use and development of the project, which unites the history of dance, the formation of an audience and the artistic creation. Through a compendium of cards, the game presents works, choices and moments in the history of Brazilian contemporary dance. Playfully, the tool invites participants to a series of movements and thoughts from the numerous possible compositions with the 30 cards that are part of the game. The idea is to bring the audience closer to dance and to allow the body to experience contemporary dance procedures creatively and lightly.
Ana Mazzei é artista, professora e fundadora do Teatro Facada. Participou de exposições individuais e coletivas, incluindo a 32ª Bienal Internacional de São Paulo; Cláudia Müller é artista com pesquisas e trabalhos desenvolvidos em dança e performance. Doutora em artes pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), é também docente do curso de dança da Universidade Federal de Uberlândia (UFU); Renan Marcondes é artista e pesquisador, com foco nas relações entre performance, corpo e neoliberalismo. Doutor em artes cênicas pela Universidade de São Paulo (ECA/USP), foi contemplado com o Prêmio Tese Destaque 2023 e escreveu o livro “Desaparecer: Ausências do Corpo na Arte Contemporânea” (Annablume, 2023).
Ana Mazzei is an artist, teacher and founder of Teatro Facada. She has participated in solo and group exhibitions, including the 32nd São Paulo Biennial; Cláudia Müller is an artist who develops works in dance and performance. Ph.D. in arts from the State University of Rio de Janeiro (UERJ), she is also a professor of dance at the Federal University of Uberlândia (UFU); Renan Marcondes is an artist and researcher, focusing on the relationships between performance, body and neoliberalism. Ph.D. in performing arts from the University of São Paulo (ECA/USP), he was awarded the 2023 Outstanding Thesis Award and wrote the book “Desaparecer: Ausências do Corpo na Arte Contemporânea” (Annablume, 2023).
Convidados [Guests]: Elisabete Finger (Alemanha/Brasil), Ana Teixeira (SP), Cintia Alves (SP), Edu O. (BA), Karina Legrand (SP), Sidênia Freire (SP), David Xavinho (SP), Eduardo Fukushima (SP), Estela Lapponi (SP), Luis Ferron (SP) e Silvana de Jesus (SP)
90 min | Livre [All Ages]
O encontro reúne artistas, pesquisadores e colaboradores do projeto “Histórias de Gestos”, série em vídeo, presente na programação da Bienal. A obra audiovisual de Elisabete Finger apresenta cinco episódios – “Ficar em Pé”, “Cair”, “Sentar”, “Saltar” e “Girar” – que propõem uma viagem por gestos muito conhecidos, mas raramente interrogados. A pesquisa também se desdobrou na criação de cinco solos por cinco artistas diferentes, gerando novos estudos coreográficos a partir dos gestos, manifestando entendimentos, narrativas e trajetórias diversas.
Neste encontro com o público, os convidados abordam questões que atravessaram o processo de criação da série e das obras coreográficas, como a diversidade de corpos, danças e contextos, além dos distintos entendimentos de gestos e de suas possíveis histórias.
A série estreia em 21/9, quinta, às 21h. Assista em sesctv.org.br/gestos ou consulte sua operadora de TV.
The meeting brings together artists, researchers and collaborators of the “Stories of Gestures” project, video series, present in the Biennial’s program. The Audiovisual work of Elisabete Finger features five episodes –“Standing”, “Falling”, “Sitting”, “Jumping” and “Spinning” – that proposes a journey through well-known but rarely interrogated gestures. The research also unfolded in solos by five artists, generating new choreographic studies from the gestures, manifesting multiple understandings, narratives and trajectories.
In this meeting with the audience, the guests address issues that crossed the process of creating the series and the choreographic works, such as the diversity of bodies, dances and contexts, as well as the various understandings of gestures and their possible stories.
The series premieres on 9/21, Thursday, at 9 pm. Watch at sesctv.org.br/gestos or consult your TV operator.
HISTÓRIAS DE GESTOS: QUAIS HISTÓRIAS? QUAIS GESTOS? QUAIS CORPOS? [ Stories of Gestures: Which Stories?
Elisabete Finger é coreógrafa e performer; Ana Teixeira é doutora em comunicação e semiótica e professora do curso de comunicação das artes do corpo da PUC/SP; Cintia Alves é diretora, dramaturga e pesquisadora de acessibilidade estética; Edu O. é artista da dança, da performance e do teatro; Karina Legrand é gestora cultural e foi programadora da Virada Cultural Paulista e coordenadora de projetos culturais no GoetheInstitut São Paulo; Sidênia Freire é coordenadora de Programação do SescTV; David Xavinho é artista da dança e intérprete-criador no grupo Zumb.boys; Eduardo Fukushima é coreógrafo, dançarino e professor; Luis Ferron é artista da dança; Estela Lapponi é performer e videoartista; Luis Ferron é artista da dança; Silvana de Jesus é artista e educadora.
bienal sesc de dança 2023
Elisabete Finger is a choreographer and performer; Ana Teixeira holds a Ph.D. in communication and semiotics and teaches the body arts communication course in PUC/SP; Cintia Alves is a director, playwright and researcher of aesthetic accessibility; Edu O. is a dancer, performer and theater artist; Karina Legrand is a cultural manager. She has being a programmer at Virada Cultural Paulista and the coordinator of cultural projects at the Goethe-Institut São Paulo; Sidênia Freire is the programming coordinator at SescTV; David Xavinho is a dance artist and is an interpreter-creator in the Zumb. boys group; Eduardo Fukushima is a choreographer, dancer and teacher; Luis Ferron is a dance artist; Estela Lapponi is a performer and video artist; Luis Ferron is a dance artist; Silvana de Jesus is an artist and educator.
SABERES EM MOVIMENTO KNOWLEDGE IN MOTION
Aulas Magistrais e Encontros [ Master Classes and Meetings ]
Mediação [Mediation]: Sonia Sobral (SP) e Princesa Ricardo Marinelli (PR)
90 min | Livre [All Ages]
Reunidas sob o nome “Saberes em Movimento”, as rodas de conversa são alvoroçadas pela alegria de pensar o que se dança no tempo do agora, nos mais diversos lugares. Realizadas entre artistas participantes da Bienal, intelectuais, pesquisadores e comunidades, elas buscam refletir sobre assuntos presentes na programação e mover os saberes entre corpos que dançam, que assistem, que querem começar a dançar, que dançam profissionalmente ou que, simplesmente, dançam para fazer vida. Os diálogos, com mediação de Sonia Sobral e Princesa Ricardo Marinelli, são um convite para cultivar e compartilhar a imaginação entre pessoas, realidades e saberes, e também um lugar para chegar, no qual o corpo que vive se movimenta, desperto e dançando sobre seu território.
Gathered under the name “Knowledge in Motion”, the meetings bring the joy of thinking about what is dance in the time of now, in the most diverse places. Held among artists participating in the Bienal Sesc de Dança, intellectuals, researchers and communities, they seek to reflect on issues and move knowledge between bodies that dance, that watch, that want to start dancing, that dance professionally, or that dance to make life. The dialogues, mediated by Sonia Sobral and Princesa Ricardo Marinelli, are an invitation to cultivate and share the imagination between people, realities and knowledge, and also a place to arrive, in which the body that lives moves, awakening and dancing on its territory.
Sonia Sobral é curadora de dança. Foi gestora da programação de artes cênicas do Itaú Cultural por 17 anos e curadora de dança do Centro Cultural São Paulo, entre 2019 e 2020; Princesa Ricardo Marinelli é artista da dança, um fractal de desejos, intensidades e sonhos. Mestra em educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), é doutoranda em performances culturais pela Universidade Federal de Goiás (UFG).
Sonia Sobral is a dance curator. She was manager of Itaú Cultural’s performing arts program for 17 years and dance curator at Centro Cultural São Paulo between 2019 and 2020; Princesa Ricardo Marinell is a dance artist, a fractal of desires, intensities and dreams. Master in education from the Federal University of Paraná (UFPR), she is a doctoral student in cultural performances at the Federal University of Goiás (UFG).
PELOS QUERERES DA DANÇA – UMA CONVERSA FOR THE WANTS OF DANCE – A CONVERSATION
Convidados [Guests]: Carmen Luz (RJ)
Mediação [Mediation]: Sonia Sobral (SP)
90 min | Livre [All Ages]
Ministrada pela artista carioca Carmen Luz, a aula inaugura os encontros “Saberes em Movimento”. Ancorada em articulações múltiplas entre as artes, a coreógrafa, cineasta e artista visual propõe diálogos a respeito de biografias e suas decorrências nos fazeres artísticos, abrindo espaço para refletir sobre como as danças podem se inventar no mundo e num país como o Brasil. Carmen apresenta a dança como lugar de vida, baseada nas pulsões e estéticas que emergem de seus territórios, que se reinventam e escapam dos enquadramentos propostos por mercados e clichês da dança. O encontro é uma possibilidade do público ouvir a artista e trocar com ela sobre as escritas da vida e a constante possibilidade de afiar alianças.
Taught by the artist Carmen Luz, from Rio de Janeiro, the class inaugurates the meetings “Knowledge in Motion”. Anchored in multiple articulations between the arts, the choreographer, filmmaker and visual artist proposes dialogues about biographies and their consequences in artistic activities, reflecting on how dance can be invented in the world and a country like Brazil. Carmen presents dance as a place of life, based on impulses and aesthetics that emerge from their territories, which reinvent themselves and escape the frameworks proposed by dance clichés. The meeting is a possibility for the audience to hear the artist and exchange with her about the writings of life and the possibility of sharpening alliances.
Carmen Luz é coreógrafa, cineasta, artista visual e cênica. Sua pesquisa artística e teórica especula sobre a centralidade do racismo na cultura ocidental, as táticas e as estratégias para a manutenção da vida de povos racializados. Seu trabalho se desdobra em obras inter e multidisciplinares em diversos meios e suportes, abordando, especialmente, as existências africanas, as biografias e os imaginários afrodescendentes.
bienal sesc de dança 2023
Carmen Luz is a choreographer, filmmaker, visual and scenic artist. Her artistic and theoretical research speculates on the centrality of racism in Western culture and the tactics and strategies for maintaining the lives of racialized people. Her work unfolds in inter and multidisciplinary works in various media and supports, approaching, in particular, African existences, biographies and Afro-descendant imaginaries.
AULA MAGISTRAL COM LEDA MARIA MARTINS MASTER CLASS WITH LEDA MARIA MARTINS
A pensadora Leda Maria Martins propõe ideias e proposições teóricas que se cruzam a epistemologias e cosmovisões de várias matrizes cognitivas, como as derivadas dos saberes africanos transcriados nas Américas. O encontro indaga quais as possibilidades de dançar as corporalidades e de que modo as experiências e matrizes que nos habitam espiralam danças. Pensando o tempo e as temporalidades, o que dançar para estranhar o agora?
Leda Maria Martins presents ideas and theoretical propositions that intersect with epistemologies and worldviews of various cognitive matrices, such as those derived from African knowledge transcreated in the Americas. The meeting questions the possibilities of dancing and how the experiences and matrices that inhabit us inspire dances. Thinking about time and temporalities, what to dance to face the now?
Leda Maria Martins é poeta, ensaísta, dramaturga e professora. É rainha de Nossa Senhora das Mercês da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá, em Belo Horizonte. É doutora em Letras/Literatura Comparada pela UFMG e mestre em Artes pela Indiana University. Escreveu livros como “A cena em sombras” (Perspectiva, 1995), “Afrografias da Memória” (Perspectiva, 2ª edição revista e atualizada, 2021) e “Performances do tempo espiralar, poéticas do corpotela” (Cobogó, 2021).
Leda Maria Martins is a poet, essayist, playwright and teacher. She is queen of Nossa Senhora das Mercês of the Irmandade de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá, in Belo Horizonte. She holds a Ph.D. in literature from the Federal University of Minas Gerais (UFMG) and a Master’s in arts from Indiana University, in the United States. She has written books such as “A Cena em Sombras” (Perspectiva, 1995), “Afrografias da Memória” (Perspectiva, 2nd edition revised and updated, 2021) and “Performances do Tempo Espiralar, Poéticas do CorpoTela” (Cobogó, 2021).
O QUE AS DANÇAS MOVIDAS POR EXPERIÊNCIAS MÍTICAS
E DE MATRIZES CORPORAIS ANCESTRAIS ENUNCIAM SOBRE FAZER DANÇA NA CONTEMPORANEIDADE? WHAT DO DANCES MOVED BY MYTHICAL EXPERIENCES AND ANCESTRAL BODY MATRICES ENUNCIATE ABOUT DOING DANCE IN CONTEMPORANEITY?
Convidados [Guests]: Tieta Macau (MA/CE) e Adnã Ionara (SP)
Mediação [Mediation]: Sonia Sobral (SP) e Princesa Ricardo Marinelli (PR)
120 min | Livre [All Ages]
Neste encontro, a proposta é compartilhar a investigação das práticas em dança desde as ritualidades e encantarias de matrizes africanas e indígenas até as criações artísticas nas quais o trabalho é a vida incorporada. As convidadas também elaboram propostas sobre como rasurar as lógicas de fruição ainda excludentes e discriminatórias nas artes.
The proposal of this meeting is to share the investigation of dance practices from the ritualities and enchantments of African and indigenous matrices to the artistic creations in which work is life embodied. The guests also elaborate proposals on how to erase the logics of fruition that are still exclusionary and discriminatory in the arts.
Tieta Macau é produtor, artista transdisciplinar e criador de macumbarias cênicas. É um dos fundadores do Coletivo DiBando, além de colaborar com artistas e grupos do Maranhão, do Ceará e da Bahia; Adnã Ionara é artista e pesquisadora. Mestra em artes da cena pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), seus trabalhos pautam-se em perspectivas afrodiaspóricas de/em movimento.
bienal sesc de dança 2023
Tieta Macau is a producer, transdisciplinary artist and creator of scenic macumbarias. He is one of the founders of Coletivo DiBando, in addition to collaborating with artists and groups from Maranhão, Ceará and Bahia; Adnã Ionara is an artist and researcher. Master in performing arts from the State University of Campinas (Unicamp), her works are based on Afrodiasporic perspectives of/in motion.
[ Meeting ]
Encontro
DE QUE MANEIRA A DANÇA PODE ARTICULAR PERGUNTAS SOCIAIS VIVAS AOS ESPAÇOS URBANOS? COMO PODEM AS DANÇAS PROVOCAR O MODO COMO VIVEMOS AS CIDADES? PODE A DANÇA SUGERIR OUTROS ESPAÇOS SOCIAIS E REIVINDICAR O PRÓPRIO COTIDIANO? HOW CAN DANCE ARTICULATE LIVING SOCIAL QUESTIONS TO URBAN SPACES? HOW CAN DANCES PROVOKE THE WAY WE LIVE IN THE CITIES? CAN DANCE SUGGEST OTHER SOCIAL SPACES AND RECLAIM EVERYDAY LIFE?
Convidados [Guests]: Gê Viana (MA), Márcia de Aquino (MA), Allexandre Bomber (PI), César Costa (PI), Giovanni Venturini (SP), Idylla Silmarovi (MG), Juão Nyn (RN/SP) e Lívea Castro (PR)
Mediação [Mediation]: Sonia Sobral (SP) e Princesa Ricardo Marinelli (PR)
120 min | Livre [All Ages]
A relação entre a cidade e o dançar é o tema desta conversa. Entre os tantos elementos que compõem uma cidade, a ideia é pensar como as danças de quem vive em meios urbanos propõem um olhar crítico, provocador e poético sobre a mesma. Neste diálogo, danças nascidas das ruas lançam perguntas para as monumentalidades e questionam como as corporeidades desejantes podem prospectar futuros destituídos de imaginários monumentais.
The relationship between the city and dancing is the topic of this conversation. How do the dances of those who live in urban environments propose a critical, provocative and poetic look at the elements that make up a city? In this dialogue, dances born from the streets throw questions at the monumentalities and question how desiring corporeities can prospect futures devoid of monumental imaginaries.
Gê Viana é fotógrafa, performer e pesquisadora. Suas obras são marcadas pela crítica à cultura hegemônica e pelo uso de diversas técnicas artísticas, como a fotografia e o picho; Marcia de Aquino é bailarina, arte-educadora e performer; Allexandre Bomber é capoeirista, artista da dança e cofundador do Original Bomber Crew; César Costa é coreógrafo, músico, capoeirista e cofundador do Original Bomber Crew; Giovanni Venturini é ator, poeta e roteirista; Idylla Silmarovi é artista da cena e pesquisadora que se movimenta em coletivos; Juão Nyn é multiartista, ativista comunicador do movimento Indígena do Rio Grande do Norte; Lívea Castro é artista da dança, professora, pesquisadora e videoartista.
Gê Viana is a photographer, performer and researcher. Her works are marked by the criticism of hegemonic culture and the use of various artistic techniques, such as photography and graffiti; Marcia de Aquino is a dancer, art educator and performer; Allexandre Bomber is a capoeirista, dance artist and co-founder of the Original Bomber Crew; César Costa is a choreographer, musician, capoeirista and co-founder of the Original Bomber Crew; Giovanni Venturini is an actor, poet and screenwriter; Idylla Silmarovi is an artist of the scene and researcher who works in collectives; Juão Nyn is a multi-artist, activist communicator of the Indigenous movement of Rio Grande do Norte; Lívea Castro is a dance artist,
CONVERSA ALEIJADA – DE QUE MANEIRA A DEFICIÊNCIA TEM CONTRIBUÍDO PARA MUDANÇAS PARADIGMÁTICAS E NA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO NO CAMPO DAS ARTES? HOW HAS DISABILITY CONTRIBUTED TO PARADIGMATIC CHANGES AND KNOWLEDGE PRODUCTION IN THE FIELD OF ARTS?
O encontro é um desdobramento do projeto Conversa Aleijada, criado por Edu O. em 2021 para proporcionar o diálogo entre artistas Defs e a reflexão sobre suas pesquisas e práticas artísticas, considerando a deficiência como propulsora dos seus processos criativos e como importante ferramenta na produção de conhecimento no campo das artes. Tendo como base a Teoria Crip ou Teoria Aleijada, apresentada pelo teórico Robert McRuer, esses encontros apresentam novos modos de compreensão sobre a deficiência e a acessibilidade cultural.
The meeting is an offshoot of the Conversa Aleijada project, created by Edu O. in 2021 to provide dialogue between artists with disabilities and reflection on their research and artistic practices, considering disability as a driver of their creative processes and as a tool in the production of knowledge in the field of arts. Based on the Crip Theory or Crippled Theory, presented by theorist Robert McRuer, these meetings show new ways of understanding disability and cultural accessibility.
Edu O. é artista da dança, da performance e do teatro. É também pesquisador, professor da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e diretor do Grupo X de Improvisação em Dança; Ariadne Antico é artista, produtora e integrante da Cia. A Casa das Lagartixas. Há dez anos respira arte e palhaçaria, explorando seu próprio corpo como fonte de pesquisa; Moira Braga é artista da dança, do teatro, da performance e do audiovisual. É preparadora de elenco, consultora de audiodescrição e professora da escola e faculdade Angel Viana; Isadora Ifanger é artista DEF, atuando como atriz, performer e audiodescritora. Em seu mestrado em artes da cena, realiza pesquisa orientada por Sônia Goussinsky e Estela Lapponi.
bienal sesc de dança 2023
Edu O. is a dancer, performer and theater artist. He is also a researcher, professor at the School of Dance at the Federal University of Bahia (UFBA) and director of the Grupo X de Improvisação em Dança; Ariadne Antico is an artist, producer and member of Cia. A Casa das Lagartixas. For ten years, she has been breathing art and clowning, exploring her own body as a source of research; Moira Braga is a dancer, performer and audiovisual artist. She is a casting coach, audio description consultant and teacher at the Angel Viana school and college; Isadora Ifanger is a person with disabilities, acting as an actress, performer and audio descriptor. In her master’s degree in performing arts, she was supervised by Sônia Goussinsky and Estela Lapponi.
Encontro [ Meeting ]
O
QUE
A ARTE ESTÁ
FAZENDO
AGORA PARA
TRANSFORMAR AS MEMÓRIAS DO FUTURO? WHAT IS ART DOING NOW TO TRANSFORM THE MEMORIES OF THE FUTURE?
Convidados [Guests]: Mithkal Alzghair (França e Síria), Hope Azeda (Ruanda) e Wellington Gadelha (Brasil/CE)
Mediação [Mediation]: Sonia Sobral (SP) e Princesa Ricardo Marinelli (PR)
120 min | Livre [All Ages]
Artistas de Ruanda, do Brasil e da Síria dividem histórias sobre como as suas experiências vividas estão presentes em seus fazeres artísticos. Vindos de realidades onde a cultura e a arte são forças de regeneração de territórios que lidam com traumas sociais da violência e da minorização, os convidados compartilham e questionam formas de não paralisar diante de tantas questões históricas sobre as quais é preciso dar conta. A situação de Ruanda pós genocídio, os genocídios nos muitos brasis, e a realidade onde a paisagem de destroços cai sobre corpos são os guias para a discussão.
Artists from Rwanda, Brazil and Syria share stories about their experiences and artistic achievements. Coming from realities where culture and art are forces of regeneration of territories that deal with the social traumas of violence and minority, the guests share ways of not paralyzing in the face of so many historical issues that need to be addressed. The post-genocide situation of Rwanda, the genocides in the many Brazils, and the reality where the landscape of wreckage falls on bodies are the guides for the discussion.
Mithkal Alzghair é coreógrafo e dançarino. Nascido na Síria, estudou dança em Damasco e em Montpellier. Impedido de retornar à sua terra natal por causa da guerra, vive como refugiado político na França; Hope Azeda é dramaturga, diretora e fundadora da Mashirika Performing Arts Media Company. É pioneira no uso da arte como ferramenta para a construção da paz e é uma líder celebrada do setor artístico de Ruanda e do continente africano; Wellington Gadelha é artista multidisciplinar. Desenvolve trabalhos e pesquisas na Plataforma Afrontamento e integra uma rede de coletivos com ênfase em direitos humanos, periferia e juventude negra.
Mithkal Alzghair is a choreographer and dancer. Born in Syria, he studied dance in Damascus and Montpellier. Prevented from returning to his homeland because of the war, he lives as a political refugee in France; Hope Azeda is a playwright, director and founder of Mashirika Performing Arts Media Company. She is a pioneer in the use of art as a tool for peacebuilding and is a celebrated leader of the art sector in Rwanda and the African continent; Wellington Gadelha is a multidisciplinary artist. He is a member of the Afrontamento Platform and integrates a network of collectives with an emphasis on human rights, periphery and black youth.
Convidados [Guests]: Dada Masilo e elenco de “The Sacrifice” (África do Sul)
120 min | a partir de 16 anos [from 16 years old ]
Liderada pela coreógrafa e bailarina Dada Masilo e por membros da sua companhia de dança, esta aula passeia por notáveis arranjos de dança característicos do trabalho da artista, que investiga a fusão de estilos pouco conhecidos a elementos da dança contemporânea e do balé. O encontro propõe um passeio pelo universo coreográfico do espetáculo “The Sacrifice”. Nele, Dada une a dança contemporânea e o balé à Tswana. Nativa do país africano Botswana, essa dança muitas vezes é utilizada em rituais de cura e como forma de contar histórias, além de estar presente na vida cotidiana das pessoas da região.
The master class presents ways of doing dance that are characteristic of the work of choreographer and dancer Dada Masilo, who investigates the fusion of little-known styles with elements of contemporary dance and ballet. The meeting will also be attended by members of Dada’s dance company and proposes a tour through the choreographic universe of the show “The Sacrifice”. In it, Dada unites contemporary dance and ballet with Tswana. Native to the African country Botswana, this dance is often used in healing rituals and as a way of telling stories, in addition to being present in the daily lives of people in the region.
Dada Masilo é coreógrafa e bailarina nascida em Joanesburgo, na África do Sul. Começou seus estudos em dança aos onze anos, tendo sido aluna de locais como o Performing Arts Research and Training Studios, em Bruxelas. Seus trabalhos, como “Swan Lake” e “Giselle”, foram apresentados em mais de 25 países e receberam uma série de prêmios.
bienal sesc de dança 2023
Dada Masilo is a choreographer and dancer born in Johannesburg, South Africa. She began her studies in dance at the age of eleven, having been a student at venues such as the Performing Arts Research and Training Studios in Brussels. Her works, such as “Swan Lake” and “Giselle”, have been presented in more than 25 countries and have received a series of awards.
LÖYLY
Laboratório [ Lab ]
Convidados [Guests]: Javiera Peón-Veiga e equipe do espetáculo “HAMMAM” (Chile)
90 min | a partir de 16 [from 16 years old ]
A palavra finlandesa “löyly” se refere ao vapor obtido ao jogar água em pedras quentes, evocando um estado de transição, um limiar borrado, um espírito que se esvai e dissipa o calor. Neste laboratório conduzido pela artista chilena Javiera Peón-Veiga e pela equipe do espetáculo “HAMMAM”, os participantes são convidados a um banho coletivo.
Experimentando o dispositivo cênico presente na obra, a prática tem o vapor e a temperatura como guias. A ideia é que as pessoas possam se deixar tocar, atravessar, umedecer e curar por meio de seus movimentos e propriedades medicinais, tendo suas matérias corporais transmutadas. O projeto, dirigido pela artista e cocriado com Rodrigo Sobarzo, Antonia Peón-Veiga, Natalia Ramírez Püschel e Claudio Muñoz, explora o vapor d’água e o som como corpos ambientais, meios de contato e afetação, além de investigar o banho como fenômeno coletivo de depuração e transformação.
AVISO
Cada participante deverá trazer toalha e uma muda para troca de roupa.
The Finnish word “löyly” refers to the steam obtained by throwing water on hot stones, evoking a state of transition, a blurred threshold, a spirit that fades and dissipates heat. In this laboratory conducted by the Chilean artist Javiera Peón-Veiga and the team of the show “HAMMAM”, the participants are invited to a collective bath.
Experimenting with the scenic device of the show “HAMMAM”, the lab has steam and temperature as guides. The idea is that people can allow themselves to be touched, crossed, moistened and healed through their movements and medicinal properties, having their bodies transmuted.
The project, directed by the artist and co-created with Rodrigo Sobarzo, Antonia Peón-Veiga, Natalia Ramírez Püschel and Claudio Muñoz, explores water vapor and sound as environmental bodies, means of contact and affectation, as well as investigating bathing as a collective phenomenon of purification and transformation.
WARNING
Each participant must bring a towel and a change of clothes.
Javiera Peón-Veiga é coreógrafa, pesquisadora, performer e gestora. Pesquisa, em suas obras, experiências imersivas que questionam os limites entre o interior e o exterior dos corpos. É uma das fundadoras do NAVE, Centro de Creación y Residencia, no Chile.
Javiera Peón-Veiga is a choreographer, researcher, performer, and manager. She investigates immersive experiences that question the boundaries between the inside and outside of the body. She is one of the founders of NAVE, Centro de Creación y Residencia, in Chile.
Convidados [Guests]: Jerônimo Bittencourt (SC/SP) e Danielli Mendes (SP)
90 min | a partir de 60 anos [from 60 years old ]
Refletindo sobre a relação dos idosos com os espaços públicos, a vivência guiada pelos artistas Jerônimo Bittencourt e Danielli Mendes investiga novas possibilidades de interação dos participantes com seus próprios ritmos e com a cidade.
A potência dos corpos é estimulada a partir de uma experiência direta de reaproximação com as estruturas, com procedimentos simples e típicos da prática francesa parkour, como pressionar o concreto e se movimentar sobre bancos e mesas.
Integrando os participantes ao ambiente, a ideia é que eles redescubram certa autonomia e percorram o espaço ao redor sem pressa. Nesse percurso, as estruturas arquitetônicas deixam de ser obstáculos e passam a ser formas geométricas repletas de alma e de poesia que compõem o cenário por onde a dança e a vida fluem.
Reflecting on the relationship of the elderly with public spaces, the experience guided by the artists Jerônimo Bittencourt and Danielli Mendes investigates the possibilities of interaction of the participants with their rhythms and with the city.
The power of the bodies is stimulated by the rapprochement with the structures, including simple and typical procedures of the French parkour practice, such as pressing the concrete and moving on benches and tables.
The participants integrate into the environment and rediscover autonomy, walking through the space without haste. Along the way, the architectural structures cease to be obstacles and become geometric forms (full of soul and poetry) that make up the scenario through which dance and life flow.
–DANCE AND ARCHITECTURE
–
Jerônimo Bittencourt é bailarino, poeta e professor de parkour, pioneiro da prática para idosos no Brasil. Em seus trabalhos, pesquisa a relação de diferentes corpos com os espaços públicos e a arquitetura da cidade; Danielli Mendes é artista e professora de práticas corporais da medicina chinesa. Investiga técnicas para criar estratégias de fortalecimento e reposicionamento do centro vital, rompendo com narrativas colonizadas em seu corpo de mulher e artista negra.
bienal sesc de dança 2023
Jerônimo Bittencourt is a dancer, poet and parkour teacher. Pioneer of the practice of parkour for the elderly in Brazil. He researches the relationship between bodies, public space and the city’s architecture; Danielli Mendes is an artist and teacher of Chinese medicine bodily practices. She investigates strategies for strengthening and repositioning the vital center, breaking with colonized narratives in her body as a black woman and artist.
Oficina [ Workshop ]
Convidados [Guests]: Hope Azeda (Ruanda)
180 min | a partir de 14 [from 14 years old ]
SCARS OF SOUL #IAMBRAVE
Oficina [ Workshop ]
Imaginação, movimento e narrativa são as bases dessa oficina ministrada pela artista ruandesa Hope Azeda. Por meio de uma série de práticas que envolvem movimentos e metabolização, os participantes são estimulados a embarcar em uma jornada de autodescoberta e empoderamento, explorando suas forças interiores.
Por meio do uso de técnicas simples, o encontro é um convite para uma viagem introspectiva e transformadora, que tem a coragem, a cura e a reparação como nortes. A proposta é que, ao cuidar do bem-estar físico e emocional, as pessoas sejam inspiradas a explorar seus potenciais e a abraçar o que há de mais autêntico em si mesmas.
Hope, homenageada diversas vezes por seu engajamento cívico, utiliza a arte para difundir valores de humanidade e ajudar as comunidades ao redor do mundo a lidarem com seus próprios traumas, triunfando diante de adversidades.
Imagination, movement and narrative are the foundations of this workshop taught by Rwandan artist Hope Azeda. Through movement and metabolization practices, participants embark on a self-discovery and empowerment journey, exploring their inner strengths.
Through simple techniques, the meeting is an invitation to an introspective and transformative journey that has courage, healing and reparation as guides. The proposal is that, by taking care of physical and emotional well-being, people explore their potential and embrace what is most authentic in themselves.
Hope, honored several times for her civic engagement, uses art to spread values and help communities deal with their traumas, triumphing in the face of adversity.
Hope Azeda é dramaturga, diretora e fundadora da Mashirika Performing Arts Media Company e do Ubumuntu Arts Festival. Pioneira no uso da arte como ferramenta para a construção da paz, é uma líder celebrada no meio artístico de Ruanda e do continente africano
Hope Azeda Hope Azeda is a playwright, director and founder of Mashirika Performing Arts Media Company and the Ubumuntu Arts Festival. A pioneer in the use of art as a tool for peace-building, she is celebrated in the art world of Rwanda and the African continent.
Convidados [Guests]: Adelly Costantini (RJ)
60 min | a partir dos 3 anos [from 3 years old ]
PARA CRIANÇAS
Buscando proporcionar mais liberdade às expressões e aos aprendizados dos corpos das crianças, a oficina promove um estudo de possibilidades circenses em obstáculos no espaço público. Conduzida pela artista Adelly Costantini, a aula parte de pedagogias do circo, da dança e do parkour, prática na qual os praticantes usam o espaço urbano como suporte para saltos e trajetórias radicais de acrobacias.
Voltada para crianças de três a sete anos, a atividade instiga a percepção do corpo em relação ao espaço, usando desde contatos mais sutis – como o toque, a audição, a percepção e a noção de grupo – até práticas corporais mais complexas – como corridas, equilíbrios, escaladas e saltos. Entendendo que cada corpo pertence à cidade à sua maneira, a ideia é que os participantes descubram seus próprios recursos de confiança e se tornem sujeitos no ambiente, ao desenvolverem sua criatividade corporal.
Crianças com deficiências de mobilidade, visão, cognição e/ou audição são bem-vindas.
Adelly Costantini é artista e produtora. Trabalha com as múltiplas linguagens do circo e seus diferentes públicos e locações, além de pesquisar expressões de artes cênicas para as crianças
bienal sesc de dança 2023
The workshop explores the circus possibilities in the face of obstacles in the public space, fostering the freedom of expression and learning of children’s bodies. Led by the artist Adelly Costantini, the class is based on pedagogies of circus, dance and parkour, a practice in which the urban space works as a support for jumps and radical acrobatic trajectories.
Aimed at children aged three to seven, the activity instigates the perception of the body concerning the space: from more subtle contacts – such as touch, hearing, perception and the notion of group – to more complex bodily practices – such as running, balancing, climbing and jumping. Understanding that each body belongs to the city in its way, the idea is that participants discover their resources to increase confidence and become subjects, by developing bodily creativity.
Children with mobility, vision, cognition and/or hearing disabilities are welcome.
SOBE E DESCE: GRANDES PERCURSOS PARA PEQUENAS PESSOAS UP AND DOWN: BIG ROUTES FOR SMALL PEOPLE Oficina [ Workshop ]
Adelly Costantini is an artist and producer. She works with multiple circus languages and researches expressions of performing arts for children.
Por meio desta residência artística, o bailarino e coreógrafo Marcelo Evelin reúne pessoas interessadas em participar da recriação de sua performance “BARRICADA”. Durante seis dias, ele e os artistas Bruno Moreno e Marcio Nonato conduzem os participantes pelas práticas que alicerçam o trabalho, desenvolvido desde 2019 pela plataforma de criação de Evelin, a Demolition Incorporada.
Nele, um conjunto de corpos encadeados se articula e desarticula em cena, propondo pensar a proximidade como estratégia de defesa e o ato de estar juntos como posição política. A performance questiona noções de autonomia e resistência ao interromper fluxos, deslocar identidades e friccionar fronteiras.
A imersão é aberta a artistas e não artistas, com ou sem experiência anterior em dança, que se interessem por corpo, política e coletividade. Os participantes devem estar dispostos a serem tocados exaustivamente pelos outros e a participar de todo o período da residência e das apresentações.
APRESENTAÇÃO
PERFORMANCE nos dias 21 e 22/9, às 19h, na Estação Cultura
Marcelo Evelin é bailarino, coreógrafo e pesquisador. Leciona na Escola Superior de Artes de Amsterdã e é doutor honoris causa pela Universidade Federal do Piauí (UFPI); Bruno Moreno é artista residente do CAMPO Arte Contemporânea. Suas criações oscilam entre a instalação, a performance e o vídeo; Marcio Nonato é performer, iluminador, educador e gestor. Tem encontros, atravessamentos e processos como potências de seu interesse artístico.
Through this artistic residency, the dancer and choreographer Marcelo Evelin brings together people interested in participating in the recreation of his performance “The Barricade”. For six days, he and artists Bruno Moreno and Marcio Nonato lead participants through the practices that underpin the work, developed since 2019 by Evelin’s creative platform, the Demolition Incorporada.
In it, a group of connected bodies articulates and disarticulates on stage, proposing to think of proximity as a defense strategy and being together as a political position. The performance questions notions of autonomy and resistance by interrupting flows, displacing identities and rubbing boundaries.
The residency is open to artists and non-artists, with or without previous experience in dance, who are interested in body, politics and collectivity. Participants must be willing to be touched exhaustively by others and to participate throughout the residency and presentations.
SHOW
Performance presentation on 9/21 and 22, at 7pm, at Estação Cultura
Marcelo Evelin is a dancer, choreographer and researcher. He teaches at the Amsterdam University of the Arts and holds an honorary doctorate from the Federal University of Piauí (UFPI); Bruno Moreno is an artist-in-residence at CAMPO Arte Contemporânea. His creations oscillate between installation, performance and video; Marcio Nonato is a performer, lighting designer, educator and manager. His artistic interests include encounters, crossings and processes.
Convidados [Guests]: Plataforma Ka’adela (MG/RJ/RN/SP)
20 horas | a partir de 18 [from 18 years old ]
Menores de idade podem participar acompanhados dos responsáveis [Minors can participate accompanied by guardians]
Ao longo de cinco dias, os artistas David Maurity, Edgar Kanaykõ Xakriabá, Fredda Amorim, Idylla Silmarovi, Juão Nyn, Rafael Bacelar e Vina Amorim, integrantes da Plataforma Ka’adela, partilham seus principais elementos de criação nesta residência artística.
A partir dos eixos centrais com os quais o grupo trabalha, como a ocupação do espaço urbano, a coralidade (desierarquização das linguagens da cena), o mascaramento de si e dos monumentos, a destituição de monumentos e a refundação de outros, o encontro propõe a criação e a apresentação, durante a Bienal Sesc de Dança, da performance “KA’ADELA – Ação Coletiva de Contra-ataque”.
O trabalho nasce do desejo do coletivo de ocupar as ruas e seus monumentos com pessoas interessadas em realizar a ação junto a eles. É um convite para olhar a cidade como um grande museu de arte colonial a céu aberto e, a partir disso, contra-atacar seus símbolos no campo das artes da presença.
APRESENTAÇÃO
PERFORMANCE nos dias 20 e 21/9, às 16h30min, no Monumento à Mãe Preta/ Igreja São Benedito
For five days, the artists David Maurity, Edgar Kanaykõ Xakriabá, Fredda Amorim, Idylla Silmarovi, Juão Nyn, Rafael Bacelar and Vina Amorim, members of the Ka’adela Platform, share their process of artistic creation with the participants.
Based on the central axes with which the group works – such as the occupation of urban space, the de-hierarchization of the languages of the scene, the masking of oneself and monuments, the destitution of monuments and the foundation of others –, the meeting proposes the creation and presentation, during the Bienal Sesc de Dança, of the performance “KA’ADELA –CounterAttack Collective Action”.
The desire of the collective is to occupy the streets and monuments with people interested in acting. It is an invitation to look at the city as an open-air colonial art museum and, from there, to counterattack its symbols.
SHOW PERFORMANCE presentation 9/20 and 21, at 16h30pm, at the Monument to Mãe Preta/ Igreja São Benedito
Plataforma Ka’adela é um coletivo que realiza pesquisas e experimentações em performance. Seu principal dispositivo cênico-performativo é a ocupação de monumentos coloniais como modo de questionar as imagens e as memórias que ocupam as cidades.
bienal sesc de dança 2023
The Ka’adela Platform conducts research and experimentation in performance, occupying colonial monuments to question the images and memories that occupy the cities.
Convidados [Guests]: Fernanda Silva (PI), Comunidade Jongo Dito Ribeiro (SP) e Otis Selimane (Moçambique)
150 min | a partir de 10 [from 10 years old ]
PÔR DO SOL NA ROSEIRA
SUNSET ON THE ROSE GARDEN
Experiência [ Experience ]
A Casa de Cultura Fazenda Roseira, espaço que fomenta a memória e a cultura afro-brasileira, será palco de um entardecer com dança e música. Além de contemplar o pôr do sol, o público é convidado para uma experiência composta pela intervenção “Trovoada”, por uma vivência em jongo e pela apresentação musical “Renascimento”.
Trovoada
Um corpo em conexão com o chão e o céu celebra a vida como experiência única de cada ser. Em cena, a artista Fernanda Silva cria uma dança quântica que sonha tocar a lua e, ao mesmo tempo, ser raiz de árvore.
Vivência em Jongo
A partir de uma experiência prática da roda de jongo, a Comunidade Jongo Dito Ribeiro convida os presentes a vivenciarem os passos, os pontos e o ritmo dessa tradicional manifestação da cultura popular afro-brasileira, elemento de resistência e união.
Renascimento
O artista moçambicano Otis Selimane explora texturas e ritmos africanos neste show, incorporando, às músicas, brincadeiras de sua infância e experiências que teve recentemente no Brasil. “Renascimento” é uma ressalva ao inconsciente da escuta musical de Otis, à paisagem que ornamenta seu leito, local de sua procedência: Moçambique.
The Casa de Cultura Fazenda Roseira, a place that promotes Afro-Brazilian memory and culture, will host an event with dance and music. In addition to contemplating the sunset, the audience is invited to the intervention “Thunderstorm”, to an experience with jongo, and to the musical performance “Rebirth”.
Thunderstorm
A body in connection with the ground and the sky celebrates life as a unique experience for each being. On stage, the artist Fernanda Silva creates a quantum dance that dreams of touching the moon and, at the same time, being a tree root.
Experience with Jongo
From a practical experience with the jongo circle, the Comunidade Jongo Dito Ribeiro invites the participants to experience the steps and the rhythm of this traditional manifestation of Afro-Brazilian popular culture, an element of resistance and unity.
Rebirth
Mozambican artist Otis Selimane explores African textures and rhythms in this show, incorporating his childhood games and experiences he recently had in Brazil into the songs. “Rebirth” is a return to the landscape that influences Otis’ musical listening, his place of origin: Mozambique.
Fernanda Silva é artista da cena. Criadora do Grupo de Teatro Metáfora e do Espaço Cultural Metáfora, na Parnaíba; Comunidade Jongo Dito Ribeiro é formada por jongueiros que reconstituem o jongo em Campinas a partir da memória de Benedito Ribeiro; Otis Selimane é percussionista, baterista, cantor, compositor, produtor e educador moçambicano. Desde 2015 no Brasil, desenvolve projetos artísticos e educacionais ligados à cultura africana e afro-brasileira.
Fernanda Silva is an artist of the scene, creator of the Metaphor Theater Group and the Metaphor Cultural Space, located in Parnaíba; The Comunidade Jongo Dito Ribeiro is formed by artists who reconstitute the jongo in Campinas based on the memory of Benedito Ribeiro; Otis Selimane is a Mozambican percussionist, drummer, singer, songwriter, producer and educator. Since 2015 in Brazil, he develops artistic and educational projects linked to African and Afro-Brazilian culture.
Convidados [Guests]: Ana Mazzei (SP), Cláudia Müller (SP/MG) e Renan Marcondes (SP)
120 min | Livre [All Ages]
O jogo introduz obras, escolhas e momentos-chave da história da dança contemporânea. Por meio de um compêndio de cartas, os participantes são guiados pelos artistas Cláudia Müller e Renan Marcondes a se aproximarem da dança de forma prática. Pensada para ser jogada sozinha ou em grupo, a ferramenta convida a uma série de movimentos e pensamentos a partir das inúmeras composições possíveis com as 30 cartas que fazem parte do baralho.
Divididas em dois grupos – Ação e Complemento –, as cartas com desenhos criados por Ana Mazzei apresentam termos, símbolos e descrições que abordam, de forma lúdica, parte da trajetória da dança contemporânea no Brasil, tendo como foco artistas nacionais e suas participações em edições da Bienal Sesc de Dança.
Dialogando com formas oraculares de jogo, o intuito é não apenas conhecer mais sobre o passado desta linguagem, mas, a partir dele, imaginar e realizar possibilidades futuras e inéditas de movimentos e coreografias, convidando o corpo a experimentar procedimentos da dança contemporânea de forma criativa e leve.
The game brings together works and moments in the history of contemporary dance. Through a compendium of cards, the participants are guided by artists Cláudia Müller and Renan Marcondes to approach dance practically. Designed to be played alone or in a group, the tool promotes a series of movements and thoughts from countless compositions with the 30 cards that are part of the game.
Divided into two groups – Action and Complement –, the cards with drawings created by Ana Mazzei present terms, symbols and descriptions that playfully address part of the trajectory of contemporary dance in Brazil, focusing on national artists and their participation in editions of the Bienal Sesc de Dança.
Dialoguing with oracular forms of play, the aim is to learn more about the past of the dance and to imagine and realize future and unprecedented possibilities of movements and choreographies, inviting the body to experience contemporary dance procedures creatively and lightly.
Ana Mazzei é artista, professora e fundadora do Teatro Facada. Participou de exposições individuais e coletivas, incluindo a 32ª Bienal Internacional de São Paulo; Cláudia Müller é artista com pesquisas e trabalhos desenvolvidos em dança e performance. Doutora em artes pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), é também docente do curso de dança da Universidade Federal de Uberlândia (UFU); Renan Marcondes é artista e pesquisador, com foco nas relações entre performance, corpo e neoliberalismo. Doutor em artes cênicas pela Universidade de São Paulo (ECA/USP), foi contemplado com o Prêmio Tese Destaque 2023 e escreveu o livro “Desaparecer: Ausências do Corpo na Arte Contemporânea” (Annablume, 2023).
bienal sesc de dança 2023
Ana Mazzei is an artist, teacher and founder of Teatro Facada. She has participated in solo and group exhibitions, including the 32nd São Paulo Biennial; Cláudia Müller is an artist. She develops works in dance and performance. Ph.D. in arts from the State University of Rio de Janeiro (UERJ), she is also a professor of dance at the Federal University of Uberlândia (UFU); Renan Marcondes is an artist and researcher, focusing on the relationships between performance, body and neoliberalism. Ph.D. in performing arts from the University of São Paulo (ECA/USP), he was awarded the 2023 Outstanding Thesis Award and wrote the book “Desaparecer: Ausências do Corpo na Arte Contemporânea” (Annablume, 2023).
132 Balaio Groove
DJ Evelyn Cristina (SP)
143 Roda das Cumadre Dessa Brandão e Amanda Pacífico (SP)
136 Guitarrada das Manas feat. Leona Vingativa (PA)
138 Cavucada – a festa não será amanhã Cia Dançurbana (MS)
140 Gueto Elegance Badsista (SP)
142 Forró das Minas Apresenta: “Encantos de Rabeca e Pífano” Forró das Minas (SP)
144 Festa Mel DJ Ad Ferrera e Banda Swing de Mainha (SP)
146 Brasilidades Ball House of Avalanx (SP) convida Casa de Onijá (DF)
Durante a Bienal Sesc de Dança, a Área de Convivência do Sesc Campinas se transforma em uma pista de dança com direito a shows, performances e discotecagens. Além de aproveitar o momento para um intercâmbio descontraído em torno das atividades da Bienal, o Ponto de Encontro é um espaço para que todas as pessoas mexam seus corpos como desejarem.
During the Bienal Sesc de Dança, the living area of Sesc Campinas becomes a dance floor with shows, performances, and discos. The Meeting Point is a moment for a relaxed exchange around the activities of the Biennial and a space for all people to move their bodies as they wish.
bienal sesc de dança 2023
120 min | 18 anos [ 18 years and older ]
BALAIO GROOVE
Evelyn Cristina é Dj há 25 anos, além de atuar como produtora de trilhas para vídeos, espetáculos teatrais e intervenções multimídias. Já participou de shows de artistas e grupos como Racionais Mc’s, Jorge Ben Jor, Skank, Fabiana Cozza e Elza Soares, entre outros. É também Dj e ritmista do bloco afro Ilú Obá de Min.
Evelyn Cristina has been a DJ for 25 years and acting as a producer of video tracks, theatrical shows and multimedia interventions. She has participated in concerts of artists and groups such as Racionais MC’s, Jorge Ben Jor, Skank, Fabiana Cozza and Elza Soares, among others. She is also a DJ and rhythmist of the Ilú Obá de Min.
Dj Evelyn Cristina Brasil, SP
A Dj Evelyn Cristina inaugura a pista desta edição do Ponto de Encontro com seu Balaio Groove, com samples que mixam um repertório eclético e atualizado da música de todos os tempos. Em uma interatividade rítmica, música e memória proporcionam o encontro de várias sonoridades afetivas, repletas de reflexões etno-musicais. Este passeio harmônico transita pelo lounge, nu-jazz, indie, soul music e eletro-bossa, além de trazer o samba, o maracatu e a força do afrobeat. Criado há 15 anos, o projeto já passou por uma série de mostras e festivais de arte no Brasil e em países como França, Itália, Alemanha e Portugal.
DJ Evelyn Cristina opens the partys of this edition of Ponto de Encontro with her Balaio Groove, with samples that mix an eclectic and updated repertoire of music of all times. In a rhythmic interactivity, music and memory provide the meeting of affective sonorities full of ethnomusical reflections, ranging from lounge, nu jazz, indie, soul music and electrobossa to samba and maracatu, in addition to bringing the power of afrobeat. Created 15 years ago, the project has gone through exhibitions and art festivals in Brazil and in countries such as France, Italy, Germany and Portugal.
ponto de encontro /meeting point
bienal sesc de dança 2023
foto Paulo Liv
Dessa Brandão e Amanda Pacífico Brasil, SP
120 min | 18 anos [ 18 years and older ]
RODA DAS CUMADRE
Dessa Brandão é cantora e cavaquinista. É a criadora do “Pagode da Dessa”, no qual apresenta covers de sucessos do samba e do pagode. Possui uma carreira solo dentro do samba e se uniu com Amanda Pacífico para criar esse novo projeto; Amanda Pacífico é cantora e compositora. Foi vocalista da banda Mulamba até julho de 2023. Nascida em Belém, no Pará, e com apreço pelos ritmos de suas raízes, é uma das criadoras do “Pagode das Cumadre”.
Dessa Brandão is a singer and “cavaquinho” [small guitar] player. She is the creator of “Pagode da Dessa”, in which she presents covers of samba and pagode hits. She has a solo career within samba and teamed up with Amanda Pacífico to create this new project; Amanda Pacífico is a singer and songwriter. She was the lead singer of the band Mulamba until July 2023. Born in Belém, Pará, and with an appreciation for the rhythms of her roots, she is one of the creators of the “Pagode das Cumadre”.
O projeto das cantoras Dessa Brandão e Amanda Pacífico leva a alma e o poder das mulheres para os universos do samba e do pagode, criando um terreno de resistência contra o machismo. Com um repertório que passeia por composições tradicionais e contemporâneas, a dupla promove um momento de união e celebração por meio da música.
The project brings the soul and power of women to the universes of samba and pagode [types of Brazilian music], creating a terrain of resistance against the patriarchy. The repertoire unites traditional and contemporary compositions, and the duo promotes a moment of union and celebration through music.
Vocal e banjo [Vocals and banjo]: Dessa Brandão; Vocal [Vocals]: Amanda Pacífico; Tantan/repique anel [Brazilian bass drum and a percussion instrument]: Muca; Percussão conga, repique, mão e cuíca [Percussion instruments]: Bolinha; Pandeiro [Pandeiro]: Juliana do pandeiro; Cavaco [Cavaco]: Claudinho Monteiro; Violão [Guitar]: Matheus Crippa; Técnico de som [Sound technician]: Thiago Babalu; Técnico de monitor [Monitor technician]: Gaúcho; Técnica de luz [Light technique]: Luísa Ventura; Produção local [Local production]: Louise Bonassi; Roadie [Roadie]: Apollonia Carraro.
bienal sesc de dança 2023
ponto de encontro /meeting point
foto Bruja Lesbiana
Guitarrada das Manas feat. Leona Vingativa Brasil, PA
120 min | 18 anos [ 18 years and older ]
GUITARRADA DAS MANAS FEAT. LEONA VINGATIVA
Guitarrada das Manas é um duo formado pelas multi-instrumentistas Beá e Renata Beckmann. O projeto mescla ritmos da Amazônia com experimentações instrumentais; Leona Vingativa é cantora. Com suas produções que animam as pistas LGBTQIAP+ do Brasil, acumula mais de 5 milhões de visualizações nas plataformas digitais.
Guitarrada das Manas is a duo formed by the multi-instrumentalists Beá and Renata Beckmann. The project mixes rhythms from the Amazon with instrumental experimentation; Leona Vingativa is a singer. With her productions that enliven the LGBTQIAP+ parties in Brazil, she has accumulated over 5 million views on digital platforms.
A potência e a irreverência da música do Pará estão presentes neste encontro entre o duo Guitarrada das Manas, formado pelas multi-instrumentistas Beá e Renata Beckmann, e a artista e cantora Leona Vingativa. Unindo o experimentalismo instrumental com a sonoridade regional amazônica, elas apresentam um olhar feminino para a guitarrada, gênero musical geralmente tocado por homens. O show traz ritmos populares difundidos pela Amazônia, como o brega, a cumbia e o carimbó, além de sonoridades do pop e da música contemporânea.
The power and irreverence of the music of Pará mark the meeting between the artist and singer Leona Vingativa and the duo Guitarrada das Manas, formed by the multi-instrumentalists Beá and Renata Beckmann. They unite instrumental experimentalism with the regional Amazonian sonority, presenting a feminine look at the “guitarrada”, a Brazilian musical genre usually played by men. The show brings popular rhythms spread throughout the Amazon, such as “brega”, “cumbia” and “carimbó”, as well as pop and contemporary music sounds.
ponto de encontro /meeting point
bienal sesc de dança 2023
foto Luezley Sol
Cia Dançurbana Brasil, MS
100 min | 18 anos [ 18 years and older ]
CAVUCADA – A FESTA NÃO SERÁ AMANHÃ
Cia Dançurbana é um grupo de danças contemporâneas criado em 2002 em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Com 13 espetáculos no repertório, o coletivo composto por intérpretes-criadores de diferentes experiências artísticas, já se apresentou em mais de 50 cidades do país.
Cia Dançurbana is a contemporary dance group created in 2002 in Campo Grande, Mato Grosso do Sul. With 13 shows in its repertoire, the collective composed of interpreters-creators of different artistic experiences has performed in more than 50 cities in the country.
A Cia Dançurbana comemora seus vinte anos de trajetória na pista de dança. Sem divisão entre palco e plateia, artistas e público rememoram juntos coreografias presentes no repertório da companhia, além de se movimentarem embalados por sonoridades festivas de diferentes estilos. O espetáculo-festa, cujo título faz referência a um passo de dança do brega funk, passeia por elementos presentes no hip hop, no vogue, na dança contemporânea e em coreografias do TikTok. A obra privilegia o encontro, ressaltando seu potencial político e artístico, e valoriza a diversidade e a liberdade de cada participante.
Cia Dançurbana celebrates 20 years of experience. Without division between stage and audience, artists and audience recall choreographies of the company’s repertoire, moving to the rhythm of festive sounds of different styles. The party show, whose title refers to a brega funk dance step, travels through hip-hop, vogue, contemporary dance and TikTok choreographies. The work privileges the encounter, emphasizing its political and artistic potential, and values the diversity and freedom of each participant.
Criação e direção artística [Creation and artistic direction]: Jorge Alencar e Neto Machado; Intérpretes-criadores [Performers – creators]: Ariane Nogueira, Daniel Andrade, Jackeline Mourão, Livia Lopes, Marcos Mattos, Maura Menezes, Ralfer Campagna, Reginaldo Borges, Renata Leoni, Roberta Siqueira, Rose Mendonça e Wagner Gomes; Trilha e montagem sonora [Soundtrack and montage]: Reginaldo Borges; Identidade visual e peças gráficas [Visual identity and graphic pieces]: Tanto Cria; Designer e operação de luz [Light designer and operation]: Adriel Santos; Produção executiva [Executive production]: Roberta Siqueira; Produção [Production]: Ralfer Campagna e Maura Menezes; Social Media [Social Media]: Livia Lopes; Assessoria de comunicação [Communication advisory]: Isabela Ferreira - Reconta Assessoria; Personal style [Personal style]: Wity Prado; Figurino [Costume]: Gabriela Mancini e Herbert Correa; Direção geral e gestão da Cia [General direction and management of the Company]: Marcos Mattos.
bienal sesc de dança 2023
ponto de encontro /meeting point
foto Vaca Azul/Helton Pérez e Hana Chaves
Badsista Brasil, SP
120 min | 18 anos [ 18 years and older ]
GUETO ELEGANCE
Badsista é cantore, produtore e DJ. Produziu o álbum de estreia “Pajubá”, de Linn da Quebrada, e o EP “Corpo sem Juízo”, de Jup do Bairro, além de tocar como DJ em festivais consagrados, como Glastonbury, no Reino Unido. Lançado em 2021, “Gueto Elegance” é seu primeiro trabalho solo.
Badsista is a singer, producer and DJ. They produced the debut album “Pajubá”, by Linn da Quebrada, and the EP “Corpo sem Juízo”, by Jup do Bairro, besides playing as a DJ at renowned festivals, such as Glastonbury, in the United Kingdom. Released in 2021, “Gueto Elegance” is their first solo work.
Badsista apresenta canções de seu disco de estreia, “Gueto Elegance”, como “Chora Na Minha Frente”, “Bandida” e “Farse”. Nerd e maloqueire, Badsista representa de forma consciente e incisiva a comunidade LGBTQ+ e periférica da cidade de São Paulo, disseminando o fortalecimento e a possibilidade de permanência de pessoas periféricas e dissidentes na música. Realçando a elegância da periferia, apresenta ao lado das artistas Malka Julieta e Venus Garland suas canções com influências de estilos como house, techno e psytrance.
Badsista presents songs from their debut album, “Gueto Elegance”, including the musical tracks “Chora na Minha Frente”, “Bandida” and “Farse”. Nerd and “maloqueire” [a bum], Badsista consciously and incisively represents the LGBTQIAPN+ and peripheral community of São Paulo, disseminating the strengthening and the possibility of permanence of peripheral and dissident people in music. Highlighting the elegance of the periphery, they present their songs, influenced by house, techno and psytrance, alongside artists Malka Julieta and Venus Garland.
ponto de encontro /meeting point
bienal sesc de dança 2023
foto Valdinei Souza
Forró das Minas Brasil, SP
100 min | 18 anos [ 18 years and older ]
FORRÓ DAS MINAS APRESENTA: “ENCANTOS DE RABECA E PÍFANO”
Forró das Minas é um coletivo pioneiro no universo do forró pé de serra, por ser formado apenas por mulheres. Há mais de cinco anos, o grupo idealizado por Andressa Ferri busca empoderar mulheres, redefinir os espaços e as representações femininas na música, na arte e na cultura.
Forró das Minas is a pioneering collective in the universe of “forró pé de serra” because it is formed only by women. For more than five years, the group idealized by Andressa Ferri has sought to empower women and redefine female spaces and representations in music, art and culture.
A força e a expressão artística feminina no universo do forró de rabeca são festejadas pelo Forró das Minas no show “Encantos de Rabeca e Pífano”. O coletivo composto apenas por mulheres explora os sons da rabeca e do pífano por meio de arranjos originais e fusões criativas, criando uma viagem musical que combina tradição e contemporaneidade. Enaltecendo a cultura popular nordestina, o grupo apresenta composições que recebem influências do forró pé de serra, do xote e do baião, além de outras manifestações culturais da região.
The strength and the female artistic expression in the universe of “forró de rabeca” are celebrated by Forró das Minas in the show “Encantos de Rabeca e Pífano”. The womens collective explores the sounds of “rabeca” [type of fiddle] and “pífano” [type of fife] with original arrangements and creative fusions, creating a musical journey that combines tradition and contemporaneity. Praising the northeastern popular culture, the group presents compositions influenced by “forró pé de serra”, “xote” and “baião” [types of Brazilian music], as well as other cultural manifestations of the region.
Percussão [Percussion]: Rafaella Nepomuceno; Zabumba [Brazilian drum]: Naiara Perez; Rabeca [Brazilian fiddle]: Luana Pereirinha; Flauta e pífano [Flute and Fife]: Ariane Rodrigues; Baixo [Bass]: Paty Pereira; Cantora convidada [Guest singer] : Vanessa Oliveira; Percussionista convidada e produção [Guest percussionist and production]: Andressa Ferri; Assistente de produção [Production assistant]: Luciana Monteiro; Audiovisual e apoio [Audiovisual and support]: Wesley de Oliveira; Técnico de som [Sound technician]: Thiago Alves.
bienal sesc de dança 2023
ponto de encontro /meeting point
montagem Acervo Forró das Minas
DJ Ad Ferrera e Banda Swing de Mainha Brasil, SP
100 min | 18 anos [ 18 years and older ]
FESTA MEL
Festa Mel é um evento dedicado à comunidade LGBTQIA+, celebrando a euforia carnavalesca, a liberdade dos corpos, o espírito brega e a catarse festiva. Criada em 2013, promove uma jam improvisada entre DJs, músicos e cantores.
Festa Mel is an event dedicated to the LGBTQIA+ community, celebrating the carnival euphoria, the freedom of bodies, the spirit of cheesy and the festive catharsis. Created in 2013, it promotes an improvised jam between DJs, musicians and singers.
Conhecida por manter viva em São Paulo a efervescência da cena musical nordestina, nortista e das culturas periféricas, a Festa Mel celebra a liberdade, as culturas latinas e as canções das periferias do mundo. Além da discotecagem de Ad Ferrera, produtor, DJ e fundador do projeto, a festa dedicada ao brega-pop exalta a cultura popular da música de boteco com o show da banda Swing de Mainha, que é acompanhada por bailarinos e percussão instrumental ao vivo. O encontro é um convite para curtir uma mistura de sons, com direito a remixes abrasileirados de músicas do pop internacional e investigações de ritmos latinos, como o brega, o forró e o piseiro remix.
Known for keeping alive in São Paulo the northeastern and northern music scene and peripheral cultures, the Festa Mel celebrates freedom, Latin cultures and the songs of the world’s peripheries. In addition to DJing by Ad Ferrera, producer, DJ and founder of the project, the party dedicated to brega-pop exalts the popular culture with a show by the band Swing de Mainha, accompanied by dancers and live instrumental percussion. The meeting is an invitation to enjoy a mix of sounds, including Brazilian remixes of international pop songs and Latin rhythms, such as “brega” [cheesy], “forró” and “piseiro” remixes.
ponto de encontro /meeting point
bienal sesc de dança 2023
foto @melfestamel
convida Casa de Onijá (DF)
House of Avalanx (SP)
Brasil, SP e DF
155 min | 18 anos [ 18 years and older ]
BRASILIDADES BALL
House Of Avalanx é um grupo voltado ao estudo e à disseminação da Cultura Ballroom, manifestação cultural periférica difundida entre pessoas trans, pretas e latinas. Fundada em 2017 em Campinas, conta com mais de cinquenta integrantes e desenvolve projetos em diversas regiões do país.
House of Avalanx is a group dedicated to the study of Ballroom culture, a peripheral cultural manifestation widespread among trans, black and Latino people. Founded in 2017 in Campinas, it has more than 50 members and develops projects in various regions of the country.
Fechando a programação do Ponto de Encontro, a Bienal Sesc de Dança chama a House of Avalanx, de Campinas, para celebrar a cultura Ballroom - ou cultura dos Bailes. Junto de seus convidados da Casa de Onijá, o grupo adiciona brasilidade ao movimento nascido nos anos 1960 em Nova York dentro da comunidade LGBTQIA+.
Voltado para a exaltação da liberdade de corpos negros, trans e latinos, a Ballroom une acolhimento, moda, beleza e dança.
The Bienal Sesc de Dança invites the House of Avalanx, from Campinas, to close the Ponto de Encontro program and celebrate the Ballroom culture – or culture of the balls. Together with their guests from Casa de Onijá, the group adds Brazilianness to the movement born in the 1960s in New York within the LGBTQIAPN+ community. Aimed at exalting the freedom of black, trans, and Latino bodies, the Ballroom unites welcoming, fashion, beauty and dance.
ponto de encontro
bienal sesc de dança 2023
foto Murilo Mattos
bienal sesc de dança 2023
+ Dance]
Espaço digital com entrevistas, reportagens, crônicas e conteúdos diversos. Durante a Bienal Sesc de Dança, você pode acompanhar os bastidores e se aproximar do universo da dança contemporânea por meio de histórias e saberes das pessoas que fazem o festival – artistas, pesquisadores(as), curadores(as), equipes técnicas, plateias e todo mundo que integra o evento.
Acesse: sescsp.org.br/bienaldedanca e acompanhe as novidades e conteúdos inéditos!
Compartilhe suas experiências e registros nas redes usando #bienaldedanca #bienaldedanca2023
A website with interviews, news, journalistic chronicles and various contents.During the Bienal Sesc de Dança, you can go behind the scenes and get closer to the contemporary dance world through the stories and knowledge of the people who make the festival – artists, researchers, curators, technical teams, audiences and everyone who is part of the event.
Visit: sescsp.org.br/bienaldedanca and follow the news!
Share your experiences and photos on social media with #bienaldedanca #bienaldedanca2023
EDIÇÕES SESC
Educar, provocar, comunicar e, em igual medida, ampliar os diferentes debates propostos pela ação do Sesc em seus centros culturais e desportivos no Estado de São Paulo: esses são os nortes que têm definido o trabalho desenvolvido pelas Edições Sesc São Paulo.
Compondo um catálogo com mais de 300 títulos e que mantém a programação sociocultural do Sesc – voltada à educação não-formal – como uma de suas principais referências, a editora vem expandindo os temas de suas criações para as mais diversas áreas do conhecimento. Os títulos publicados compreendem uma grande variedade temática no campo da cultura e estão disponíveis nas Lojas Sesc, na livraria virtual do Portal Sesc São Paulo, nas principais livrarias e em aplicativos como Google Play e Apple Store.
Educating, provoking, communicating and, in equal measure, expanding the different debates proposed by the action of Sesc in its cultural and sports centers in the State of São Paulo: these are the guidelines that have defined the work developed by Edições Sesc São Paulo.
Composing a catalog with more than 300 titles and which maintains the sociocultural programming of Sesc – focused on non-formal education – as one of its main references, the publisher has been expanding the themes of its creations to the most diverse areas of knowledge. The titles published include a wide range of topics in the field of culture and are available at Sesc Stores, at the virtual bookstore of the Sesc São Paulo Portal, at major bookstores and at Google Play and Apple Store. + DANÇA
GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS
[+ Product Development Management]
O Sesc SP desenvolve produtos relacionados às ações institucionais, possibilitando a circulação da marca e a mediação de conteúdos relativos à sua atuação com os mais diversos públicos. Por meio das mais de 40 lojas localizadas nas Unidades do Estado de São Paulo e da loja virtual, o público tem acesso a livros, CDs, DVDs e diversas linhas exclusivas de produtos criados a partir da valorização e democratização da cultura.
Em 2023, durante a Bienal Sesc de Dança deste ano, o Sesc SP dá início à sua linha de jogos artísticos, com o lançamento de “Cartas para Danças”, de autoria dos coreógrafos Cláudia Müller e Renan Marcondes, com ilustrações da artista plástica Ana Mazzei. Com foco na produção de artistas do Brasil, o jogo é um conjunto de cartas que introduzem algumas possibilidades de movimentos e momentos-chave da história da dança contemporânea. O propósito é utilizar recursos lúdicos e práticos para aproximar o público dessa linguagem.
Acesse o catálogo em sescsp.org.br/loja
sesc de dança 2023
Sesc SP develops products related to institutional actions, enabling the circulation of the brand and the mediation of content related to its work with the most diverse audiences. Through the more than 40 stores in the Units of the State of São Paulo and the virtual store, the audience has access to books, CDs, DVDs and several exclusive products created for the appreciation and democratization of culture.
In 2023, during this year’s Bienal Sesc de Dança, Sesc SP launches its line of artistic games, with “dance cards”, authored by choreographers Cláudia Müller and Renan Marcondes, with illustrations by the artist Ana Mazzei. Focusing on the production of artists from Brazil, the game is a set of cards that introduce some possibilities of movements and some moments in the history of contemporary dance. The purpose is to use playful and practical resources to bring the audience closer to the language.
Access the catalog at sescsp.org.br/loja
informações / information
SESC DIGITAL [Digital Sesc]
A presença digital do Sesc São Paulo vem sendo construída desde a década de 90, sempre pautada pela distribuição diária de informações sobre seus programas, projetos e atividades.
O propósito de expandir o alcance de suas ações socioculturais vem do interesse institucional pela crescente universalização de seu atendimento, incluindo públicos que não têm contato com as mais de 40 unidades operacionais espalhadas pelo estado. Nesse sentido, diversos conteúdos relacionados ao universo da dança estão disponíveis on-line, como a coleção em homenagem a Ismael Ivo (1955-2021), com obras e espetáculos do coreógrafo e bailarino. O público também pode acessar a série “Dança Contemporânea”, produzida pelo SescTV, que reúne coreografias, making of e entrevistas com diretores, bailarinos e coreógrafos de companhias brasileiras de dança. E o “Acervo Ivaldo Bertazzo”, com espetáculos, palestras, e cursos desenvolvidos pelo coreógrafo.
Acompanhe todos os conteúdos exclusivos em: sescsp.org.br/sescdigital
The digital presence of Sesc São Paulo has been built since the 90's, always guided by the daily distribution of information about its programs, projects, and activities.
The purpose of expanding the scope of its sociocultural actions comes from the institutional interest in the increasing universalization of its service, including audiences that have no contact with the more than 40 cultural centers spread across the state.
In this sense, several contents related to the world of dance are available online, such as the collection in honor of Ismael Ivo (19552021), with works and shows by the choreographer and dancer. The audience can also access the “Dança Contemporânea” series, produced by SescTV, which brings together choreographies, making of and interviews with directors, dancers and choreographers from Brazilian dance companies. And the “Acervo Ivaldo Bertazzo”, with shows, lectures, exhibitions, debates and workshops developed by the choreographer.
Follow all the exclusive content at: sescsp.org.br/sescdigital
O SescTV é um canal de difusão cultural do Sesc em São Paulo. Distribuído gratuitamente, tem como missão ampliar a ação do Sesc para todo o Brasil. Sua programação é constituída por espetáculos, documentários, filmes e entrevistas. As atrações apresentam shows gravados ao vivo com variadas expressões da música e da dança contemporânea. Documentários sobre artes visuais, teatro e sociedade abordam nomes, fatos e ideias da cultura brasileira em conexão com temas universais. Ciclos temáticos de filmes e programas de entrevistas sobre literatura, cinema e outras linguagens artísticas também estão presentes na programação.
Além da programação ao vivo, o SescTV disponibiliza um acervo sob demanda com seus programas, séries e documentários em sesctv.org.br. O acesso ao conteúdo é gratuito e não precisa de cadastro para assistir.
Para sintonizar o SescTV, consulte sua operadora; assista on-line em sesctv.org.br/noar e siga o @sesctv nas redes sociais.
SescTV is a cultural diffusion channel of Sesc São Paulo. Free of charge, its mission is to expand Sesc’s action throughout Brazil. Its programming includes shows, documentaries, films and interviews. The attractions feature shows with varied expressions of contemporary music and dance. Documentaries on visual arts, theater and society discuss facts and ideas of Brazilian culture in connection with universal themes. Selections of films and talk shows about literature, cinema and other artistic languages are also part of the channel schedule.
In addition to the live programming, SescTV provides an on-demand collection of its programs, series and documentaries at sesctv.org.br. Access to the content is free and does not require registration to watch.
To tune in to SescTV, check with your TV operator; watch online at sesctv.org.br/noar and follow the @sesctv on social media.
LOCAIS Locations
Sesc Campinas
Rua Dom José I, 270/333 | Bonfim | Tel. (19) 3737 1500
Referência em atividades físico-esportivas e culturais, o Sesc começou a atuar em Campinas em 1948. A sede, uma das primeiras criadas no interior de São Paulo, tem um prédio moderno que abriga quadras, piscinas e um dos poucos teatros da cidade. No começo, o local oferecia serviços de assistência social mais convencionais, mas, com o passar do tempo, uma nova concepção de trabalho social foi criada e desenvolvida. Baseada no conceito de educação não formal por meio de atividades físico-esportivas, artísticas e de lazer, a nova concepção de assistência social se tornou modelo no Brasil e em outros países. Em 1998, o prédio foi desocupado para uma reforma que o modificou por completo e, em 2001, a unidade foi reinaugurada. No ano de 2006, foram adquiridos os galpões, que foram reformados e reabertos em 2011.
A reference in physical, sports, and cultural activities, Sesc started operating in Campinas in 1948. The headquarters, one of the first created in the countryside of the state of São Paulo, has a modern building that houses sports courts, swimming pools and one of the few theaters in the city. At first, the place offered more general welfare services, but over time, a new conception of social work was created and developed. Based on the concept of non-formal education through physical, sports, artistic, and leisure activities, the new notion of welfare became a model in Brazil and other countries. In 1998, the building underwent a renovation that completely changed it, and in 2001 the unit was reopened. In 2006, the warehouses were purchased, which were renovated and reopened in 2011.
Casa de Cultura Fazenda Roseira
Rua Domingos Haddad, 1
Residencial Parque da Fazenda
Instituição instalada na Casa Sede da antiga Fazenda Roseira, no Jardim Roseira. A casa, construída a partir do final do século XIX, de pau a pique (taipa) e tijolos, foi reformada em 1920. Hoje, a Casa de Cultura Fazenda Roseira tem como objetivos fomentar o ensino, a pesquisa, o desenvolvimento técnico, científico e institucional, intercâmbio e demais ações e projetos voltados à recuperação e preservação do patrimônio, da memória e da cultura afro-brasileira, com ênfase no campo da antropologia, etnografia, culinária, artes, museologia e outras áreas afins, na perspectiva de superação de desigualdades,
no compromisso com a construção de sociedades sustentáveis considerando a complexidade que reside nas suas múltiplas dimensões, pressupondo a qualidade de vida, a justiça social, o respeito às diversidades, a promoção da solidariedade e da cultura da Paz.”
The institution occupies the headquarters of the old Fazenda Roseira, in Jardim Roseira. The house, made of wattle and daub (rammed earth) and bricks, was built at the end of the nineteenth century and renovated in 1920. Nowadays, the Casa de Cultura Fazenda Roseira aims to promote teaching, research, technical, scientific and institutional development, exchange and other actions and projects aimed at the recovery and preservation of Afro-Brazilian heritage, memory and culture, with emphasis on the fields of anthropology, ethnography, cuisine, arts, museology and other related areas. The focus is on overcoming inequalities and the commitment to the construction of sustainable societies, considering the complexity in its multiple dimensions, presupposing the quality of life, social justice, respect for diversity, the promotion of solidarity and the culture of peace.
Cis Guanabara | Armazéns 1 e 2 | Gare Rua Mário Siqueira, 829 | Botafogo
O Centro Cultural Unicamp, CIS-GUANABARA como é conhecido, é um órgão vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura e está sediado no complexo da antiga Estação Guanabara, pertencente a extinta Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Localizado na região central, está instalado em dois imóveis construídos no final do séc. XIX, considerados ícones do patrimônio histórico, arquitetônico e cultural de Campinas em 2004, e recuperados por meio de parceria público-privada em 2007. Realiza importante papel na formação dos seus cidadãos proporcionando o desenvolvimento de projetos e ações nas mais variadas vertentes da arte, cultura e cidadania, reafirmando seu compromisso sociocultural na direção de criar, promover e consolidar-se como um espaço de ofertas públicas de bens e serviços culturais vinculados à promoção da causa da emancipação humana, preceito fundamental da sua criação.
The Unicamp Cultural Center, known as Cis Guanabara, is linked to the Pro-Rectory of Extension and Culture, headquartered in the complex of the former Guanabara Station, belonging to the extinct Mogiana Company of Railroads. Located in the central region of the city, it is housed in two properties (built in the late nineteenth century) that are icons of the histori-
cal, architectural and cultural heritage of Campinas since 2004, and recovered through a public-private partnership in 2007. The cultural center plays a role in the formation of citizens, providing the development of projects and actions in the most varied aspects of art, culture and citizenship, reaffirming its sociocultural commitment to create, promote and consolidate itself as a place that offers cultural goods and services linked to the promotion of human emancipation, a fundamental precept of Cis Guanabara.
Estação Cultura
Praça Marechal Floriano Peixoto, s/nº | Centro
Estação Cultura, Estação Fepasa ou Estação Central são os diversos nomes desta antiga estação ferroviária de Campinas, inaugurada em 1872 e hoje denominada Estação Cultura “Prefeito Antonio da Costa Santos”. Símbolo da cidade, sua construção, realizada por intermédio da Cia. Paulista de Estradas de Ferro, marca o início do desenvolvimento ferroviário do país. Ainda no século XIX, passou por diversas reformas e reparações. Atualmente é um espaço cultural plural, que recebe feiras, exposições, shows e eventos dos mais diversos.
Estação Cultura, Estação Fepasa, or Estação Central are the names of the old railway station of Campinas, inaugurated in 1872 and nowadays called Estação Cultura “Prefeito Antonio da Costa Santos”. Its construction is a symbol of the city and was carried out by the Paulista Railroad Company, marking the beginning of railroad development in the country. In the nineteenth century, it underwent several reforms and repairs. Nowadays, it is a cultural center that hosts fairs, exhibitions, shows and events.
Largo das Andorinhas
Travessa São Vicente de Paula Avenida Anchieta, s/nº | Centro
Um dos símbolos da cidade, a ave batiza este charmoso espaço central da cidade, onde foi instalado, em 1974, o monumento do bicentenário da Cidade. Contínua à praça está a Travessa São Vicente de Paula, outrora conhecida como Beco do Inferno, uma antiga viela sanitária dos primórdios da urbanização de Campinas e que hoje concentra serviços de cabeleireiras afro.
One of the symbols of the city, the bird baptizes this charming central space where, in 1974, the city’s bicentennial monument was installed. Adjacent to the square is the Travessa São Vicente de Paula, formerly known as Alley of Hell, an old sanitary alley from the early days of the urbanization of Campinas and which nowadays concentrates Afro hairdressers.
MIS - Museu da Imagem e do Som de Campinas
Rua Regente Feijó, 859 | Centro
A edificação que abriga o museu, Palácio dos Azulejos, foi construído em 1878 a mando de Joaquim Ferreira Penteado, Barão de Itatiba, inicialmente em taipa de pilão. Em 1968, a antiga casa abrigou o Departamento de Águas e Esgoto até 1996. Hoje abriga o Museu da Imagem e do Som de Campinas que agrega funções educativas e de lazer cultural, sendo um reconhecido ponto de debates e palestras, além de abrigar o último cineclube no centro da cidade.
The building that houses the museum, known as Palácio dos Azulejos, was built in rammed earth in 1878 at the behest of Joaquim Ferreira Penteado, the Baron of Itatiba. Between 1968 and 1996, the place housed the Department of Water and Sewage. Currently, it houses the Museum of Image and Sound of Campinas, which adds educational functions and cultural leisure, being a recognized point of debates and lectures, in addition to housing the last film club downtown.
Monumento
à Mãe Preta / Igreja São Benedito
Rua Cônego Cipião, 772 | Centro
Inaugurado em 1984, o monumento em bronze é uma réplica da obra do artista Júlio Guerra instalado no Largo do Paissandu na capital paulista. Em homenagem à comunidade afro, a peça representa a importância desta comunidade para a sociedade brasileira, nos atos de coragem e força por serem mulheres negras e viverem em um cotidiano desumano, tornando-se mães, amas de leite e serviçais, contudo nunca não tiveram o reconhecimento devido. A peça é bela e simbólica, monumento construído em homenagem à comunidade africana em Campinas. A figura demonstra uma mãe a nutrir seu filho.
informações / information
bienal sesc de dança 2023
Inaugurated in 1984, the bronze monument is a replica of the work of the artist Júlio Guerra installed in Largo do Paissandu, in the state capital. In honor of the African community, the piece represents the importance of this community for Brazilian society: illustrating the acts of courage and strength of black women who lived an inhuman daily life, becoming mothers, wet nurses, and servers, without ever having the due recognition. The piece is beautiful and symbolic, a monument built in honor of the African community in Campinas. The figure depicts a mother nurturing a child.
Praça Bento Quirino
Rua Barão de Jaguara, próximo ao nº 1.373 | Centro
Ponto de encontro da juventude campineira, a mais popular praça da cidade é bem agitada durante o dia e à noite recebendo feiras de artesanato e produtos alimentícios, não raro instalam-se telões e mesmo palco para atividades culturais. Nesta praça foi realizada a primeira missa de Campinas, em 1774. O marco zero de Campinas está representado por uma pequena placa comemorativa situada bem no centro da praça. A praça também é conhecida por Largo do Carmo por nela ficar a Basílica de Nossa Senhora do Carmo.
A meeting point for the youth of Campinas, the most popular square of the city is lively and hosts fairs of handicrafts and food products, as well as large screens and stages for cultural activities. The first mass in Campinas was held there in 1774. The ground zero of the city is represented by a small commemorative plaque in the center of the square, also known as Largo do Carmo because it contains the Basilica of Our Lady of Mount Carmel.
Praça Rui Barbosa
Rua 13 de maio, s/nº - próximo ao nº 577 | Centro
É conhecida na região por seu intenso comércio popular e por abrigar artistas de rua como malabaristas, mímicos, palhaços, sanfoneiros e “estátuas-vivas”, o Calçadão da Treze, resume a rica diversidade da cidade.
The square is known for its intense popular commerce and for hosting street artists such as jugglers, mimes, clowns, accordion players and “living statues”, in addition to the Calçadão da Treze, which summarizes the diversity of the city.
Rodoviária (Terminal Rodoviário de Campinas)
Rua Pereira Lima, 85 | Vila Industrial
Com a inauguração do moderno Terminal Intermodal Ramos de Azevedo, no dia 04 de junho de 2008, Campinas iniciou uma nova fase em sua história. O segundo maior terminal rodoviário do estado de São Paulo oferece ao grande número de passageiros, desde então, mais conforto, tecnologia, total acessibilidade e segurança. O empreendimento, que demandou investimentos da ordem de R$ 30 milhões e criou 800 empregos diretos, está sob a responsabilidade da Concessionaria do Terminal Rodoviário de Campinas (CTRC), formada pelas empresas Socicam e Equipav. O novo terminal possui três pavimentos (mezanino, térreo e subsolo), dentro de um complexo com área total de 70 mil metros quadrados, e se integra aos terminais urbanos e metropolitano, o empreendimento e considerado um cartão-postal de Campinas.
With the inauguration of the modern Ramos de Azevedo Intermodal Terminal on June 4th, 2008, Campinas began a new phase in its history. The second largest bus terminal in the state of São Paulo has since then offered passengers more comfort, technology, total accessibility and safety. The project, which required investments of around R$ 30 million and created 800 direct jobs, is under the responsibility of the Campinas Bus Terminal Concessionaire (CTRC), formed by the companies Socicam and Equipav. The new terminal has three floors (mezzanine, ground floor and basement), within a complex with a total area of 70 thousand square meters, and is integrated with the urban and metropolitan terminals. The enterprise is considered a postcard of Campinas.
Sala dos Toninhos (na Estação Cultura)
Rua Francisco Teodoro, 1.050 | Vila Industrial
A Sala dos Toninhos é um espaço que instiga a produtores e artistas a consolidarem, com seus fazeres e saberes, um fluxo cultural onde a difusão artística; a formação e as pedagogias culturais; a memória; a tradição oral; a pesquisa; a comunicação; a cultura digital e as artes integradas, estejam a serviço em dar forma, visibilidade e preservar as narrativas desses circuitos culturais independentes abarcados pela Rede Usina/Sala dos Toninhos, para, daí, incidir sobre o imaginário comunitário – local e global - e trazer à luz, políticas públicas e cidadania cultural como promotoras de transformação do indivíduo e social. A Rede Usina Geradora de Cultura é uma rede
formada por coletivos artísticos, Pontos de Cultura e artistas independentes. Atua desde 2013 com teatro, preservação de patrimônio, gestão cultural, mídia livre, cultura popular e tradicional, cinema experimental, cine-clubismo, fotografia, música, cultura de rua-periférica, cultura LGBTQIA+ e artes visuais e outras tendências. A Rede - um modelo consolidado de gestão e produção colaborativa, desenvolvimento das políticas da rede comunitária - realiza, de forma autônoma, a gestão do espaço multicultural Sala dos Toninhos; um Ponto de Cultura localizado na Estação Cultura de Campinas. A Rede Usina Geradora de Cultura é política, porém, apartidária e sem ideologia religiosa; cuida, produz e promove sua agenda e sua autonomia. Premiada pelo Ministério da Cultura como referência de Rede Cultural Local; no edital de seleção pública nº 03/2015.
The Sala dos Toninhos is a space that instigates producers and artists to consolidate, with their practices and knowledge, a cultural flow in which artistic diffusion, training, and cultural pedagogies, memory, oral tradition, research, communication, digital culture and integrated arts give form, visibility and preserve the narratives of the independent cultural circuits covered by the Usina/Sala dos Toninhos Network. The proposal is to focus on the local and global imaginary and bring to light public policies as promoters of transformation of the individual and society. The Usina Geradora de Cultura network is made up of artistic collectives, points of culture and independent artists. Since 2013, it has been working with theater, heritage preservation, cultural management, free media, popular and traditional culture, experimental cinema, film clubs, photography, music, street and peripheral culture, LGBTQIAPN+ culture and visual arts. The Network – a consolidated model of collaborative management and production, development of community network policies – carries out, autonomously, the management of the multicultural space Sala dos Toninhos, a point of culture located in the Campinas Culture Station. The Usina Geradora de Cultura Network is political but non-partisan and without religious ideology; cares for, produces and promotes its agenda and autonomy. Awarded by the Ministry of Culture as a reference of Local Cultural Network, in the public selection notice nº 03/2015.
Senac Campinas
Rua Sacramento, 490 | Centro
Fundada em 1947, a unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Campinas
foi uma das primeiras incursões do Senac São Paulo pelo interior, ao lado de Santos e Ribeirão Preto. A escolha pela cidade se deu em virtude de sua forte vocação comercial, seu desenvolvimento acelerado e sua concentração populacional acentuada em relação aos demais municípios da região, mantendo esse crescimento e dinâmica nos dias atuais. O prédio principal foi projetado pelo renomado arquiteto Paulo Mendes da Rocha e inaugurado em 1975. Em 2002, no mesmo endereço, o Senac amplia seus ambientes educacionais com o segundo edifício projeto pelo arquiteto Ricardo Chahin. Atualmente, a infraestrutura do Senac conta com áreas de convivência, biblioteca, auditório, 27 salas de aula e 23 laboratórios estruturados com equipamentos de última geração, totalizando 52 espaços voltados ao ensino técnico, especialização técnica, qualificação profissional e cursos de curta duração que promovem a atualização profissional conectados com o mundo do trabalho, bem como oferecemos soluções especiais para empresas.
Founded in 1947, the unit of the Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) in Campinas was one of the first incursions of Senac São Paulo through the interior, after Santos and Ribeirão Preto. The choice for the city was due to its commercial vocation, its accelerated development, and its accentuated population concentration, maintaining this growth and dynamics nowadays. The main building was designed by the renowned architect Paulo Mendes da Rocha and it was inaugurated in 1975. In 2002, at the same address, Senac expanded, with the second building designed by the architect Ricardo Chahin. Nowadays, Senac’s infrastructure has common areas, a library, an auditorium, 27 classrooms and 23 laboratories structured with state-of-the-art equipment: 52 spaces dedicated to technical education, technical specialization, professional qualification and workshops, which promote professional updating by connecting students to the world of work and offering solutions for companies.
Teatro Municipal José de Castro Mendes
Rua Conselheiro Gomide, 62 | Vila Industrial Importante equipamento cultural público de Campinas, funciona no prédio do antigo cinema da Vila Industrial, o Cine Casablanca que chegou a abrigar programas de rádio na cidade. Reinaugurado em dezembro de 2012, já sediou grandes eventos nacionais e estrangeiros, como espetáculos teatrais, óperas e coreografias de companhias de balé conceituadas. Sua estrutura de palco italiano comporta 760 pessoas
informações / information
na plateia. O teatro recebe o nome do ilustre campineiro, artista, historiador e músico Zék, José de Castro Mendes (1901 – 1970).
An important public cultural facility in Campinas, the theater operates in the building of the old cinema of the Industrial Village, the Cine Casablanca, which once housed radio programs. Re-inaugurated in December 2012, it has hosted national and foreign events, such as theater shows, operas and choreographies of renowned ballet companies. Its Italian stage structure holds 760 people in the audience. The theater is named after the illustrious Campinas native, artist, historian and musician Zék, José de Castro Mendes (1901 – 1970).
Unicamp - Casa do Lago
Cidade Universitária Zeferino Vaz, s/nº | Avenida Érico Veríssimo, 1.011 | Cidade Universitária
Fundada em 1966, a Universidade Estadual de Campinas se consolidou como uma das mais importantes instituições de ensino do Brasil, sendo responsável por 15% das pesquisas acadêmicas do país. Sua política estudantil é autônoma, embora subordinada ao Governo de Estado de São Paulo e a instituições de ensino nacionais e estrangeiras que fornecem seus principais recursos financeiros. No passado, o local onde está instalado o campus, que carrega o nome de seu fundador, Zeferino Vaz, era ocupado por cafezais e canaviais. Sua estrutura conta com espaços como a Casa do Lago, órgão da Diretoria de Cultura, da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, da Unicamp, que tem a missão de estimular produções artísticas e culturais e projetos de extensão da comunidade universitária.
Founded in 1966, the State University of Campinas has established as one of the most prestigious educational institutions in Brazil, accounting for 15% of the country’s academic research. Its student policy is independent, although subject to the State Government of São Paulo and to national and foreign educational institutions, which provide their primary financial resources. In the past, the space where the campus is located, named after its founder, Zeferino Vaz, was occupied by coffee plantations and sugarcane fields. The structure has areas such as Casa do Lago, a body of the Directorate of Culture, which is part of the Dean’s Office of Extension and Culture of the university. Its mission is to encourage artistic, cultural, and extension projects of the university community.
O Serviço Social do Comércio é uma instituição privada que promove o bem-estar social, o desenvolvimento cultural e a melhoria da qualidade de vida das pessoas que trabalham nos setores do comércio de bens, serviços e turismo, e da comunidade em geral. O Sesc, por ser mantido pelas empresas dessas áreas, considera como público prioritário seus trabalhadores.
No estado de São Paulo são mais de 40 unidades, onde é possível praticar atividades esportivas, desenvolver hábitos para uma vida mais saudável, participar de excursões e passeios turísticos, adquirir novos conhecimentos e habilidades, frequentar teatros, cinemas, bibliotecas, salas de exposição e outros espaços culturais, além de desfrutar de momentos de lazer com a família e amigos.
Como se Credenciar
Pessoas que trabalham, fazem estágio, atuam de maneira temporária ou se aposentaram em empresas do comércio de bens, serviços e turismo podem fazer gratuitamente a Credencial Plena do Sesc e ter acesso a muitos benefícios.
Acesse o app Credencial Sesc SP ou o site centralrelacionamento.sescsp.org. br para emitir ou renovar a Credencial Plena de maneira on-line. Nestes mesmos locais também é possível agendar horário para ir presencialmente em uma de nossas Unidades.
Mais informações, acesse: sescsp.org.br/credencialplena
Social Service of Commerce is a private institution that promotes social well-being, cultural development, and improving the quality of life of people working in the trade in goods, services, and tourism, and the community in general. Sesc, once maintained by companies in these areas, considers its workers a priority public..
In the state of São Paulo, there are more than 40 units where it is possible to practice sports activities, develop habits for a healthier life, participate in excursions and tourist tours, acquire new knowledge and skills, and attend theaters, cinemas, libraries, exhibition halls, and other cultural venues, in addition to enjoying leisure time with family and friends..
How To Join
People who work, do internships, work temporarily, or have retired from companies in the trade in goods, services, and tourism can apply for the Sesc Full Credential for free and have access to many benefits.
Access the Credencial Sesc SP app or the website centralrelationship. sescsp.org.br to issue or renew the Full Credential online. In these same places, it is also possible to schedule a time to visit one of our units in person.
For more information, visit sescsp.org.br/credencialplena
formative learning
shows instalations performances meeting point
QUINTA 14
17h às 20h
Histórias de Gestos
SESC | SALA MÚLTIPLO USO 2
20h
Encantado
SESC | GALPÃO
21h30
Balaio Groove
SESC | ÁREA DE CONVIVÊNCIA
SEXTA 15
11h às 20h
Histórias de Gestos
SESC | SALA MÚLTIPLO USO 2
14h
Aula Magistral
Carmen Luz
SESC | ESPAÇO ARENA
14h às 18h
Residência KA’ADELA
MIS | MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DE CAMPINAS
17h
Aulão do Movimento –Uma experiência de dança com música ao vivo
SESC | JARDIM DO GALPÃO
18h
cartas para danças
SESC | ÁREA DE CONVIVÊNCIA
18h30
Olhos nas costas e um riso irônico no canto da boca CIS GUANABARA | ARMAZÉM 1
19h
tReta, uma invasão performática
SALA DOS TONINHOS
20h
The Sacrifice
TEATRO CASTRO MENDES 20h30
Lavagem
SESC | GINÁSIO
21h30
Corpos Velhos –Pra que servem? SESC | GALPÃO
22h30
Roda das Cumadre
SESC | ÁREA DE CONVIVÊNCIA
SÁBADO 16
11h às 20h
Histórias de Gestos
SESC | SALA MÚLTIPLO USO 2
11h
Corpografias do pixo
LARGO DAS ANDORINHAS/ TRAVESSA SÃO
VICENTE DE PAULA
11h
Grande Aula com Dada Masilo
TEATRO CASTRO MENDES 14h
De que maneira a dança pode...?
SESC | ESPAÇO ARENA
14h às 18h
Residência KA’ADELA
MIS | MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DE CAMPINAS
15h
cartas para danças
CIS GUANABARA | GARE
15h
C A M P O
CIS GUANABARA | GARE
16h
Cabeção Pelo
Mundo, o Show CIS GUANABARA | GARE
17h
NumCorre CIS GUANABARA | GARE
17h
Trovoada
SESC | JARDIM DO GALPÃO
18h30
Olhos nas costas e um riso irônico no canto da boca CIS GUANABARA | ARMAZÉM 1
19h
SANGRIA –Manifestos Poéticos
SESC | TEATRO
19h
tReta, uma invasão performática
SALA DOS TONINHOS 20h
Selvagem CIS GUANABARA | ARMAZÉM 2
20h
The Sacrifice
TEATRO CASTRO MENDES
20h30
Lavagem SESC | GINÁSIO
21h30
Encantado SESC | GALPÃO
22h30
Guitarrada das Manas feat. Leona Vingativa
SESC | ÁREA DE CONVIVÊNCIA
DOMINGO 17
11h às 19h
Histórias de Gestos
SESC | SALA
MÚLTIPLO USO 2
11h
Corpografias do pixo
LARGO DAS ANDORINHAS/ TRAVESSA SÃO
VICENTE DE PAULA
13h
cartas para danças SESC | ÁREA DE CONVIVÊNCIA
14h às 18h
Residência BARRICADA
SALA DOS TONINHOS
14h às 18h
Residência KA’ADELA
MIS | MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DE CAMPINAS
15h
Cabeção Pelo
Mundo, o Show
SESC | JARDIM DO GALPÃO
16h
NumCorre
SESC | JARDIM DO GALPÃO
16h30
Pôr do Sol na Roseira
CASA DE CULTURA
FAZENDA ROSEIRA
19h
SANGRIA –Manifestos Poéticos
SESC | TEATRO
20h
Selvagem CIS GUANABARA | ARMAZÉM 2
20h30
Histórias de Gestos SESC | ÁREA DE CONVIVÊNCIA
SEGUNDA 18
11h às 19h
Histórias de Gestos
SESC | SALA MÚLTIPLO USO 2
11h
Cuidado com Nós SENAC
12h
Cuidado com Nós
PRAÇA RUI BARBOSA
13h
Cuidado com Nós
PRAÇA BENTO QUIRINO
14h às 15h30
Lançamento cartas para danças: como jogar com a história?
SESC | ESPAÇO ARENA
14h às 18h
Residência BARRICADA
SALA DOS TONINHOS
14h às 18h
Residência KA’ADELA
MIS | MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DE CAMPINAS
15h30 às 16h30
Histórias de Gestos
SESC | ÁREA DE CONVIVÊNCIA
16h30 às 18h30
Lançamento
Histórias de Gestos: Quais histórias? Quais gestos? Quais corpos?
SESC | ESPAÇO ARENA
10h
Parkour, idosos e a Cidade –Dançarquitetura
SESC | JARDIM DO GALPÃO
E ESPAÇO ARENA
11h às 20h
Histórias de Gestos
SESC | SALA
MÚLTIPLO USO 2
14h
O que as danças movidas por experiências míticas...?
SESC | ESPAÇO ARENA
14h às 18h
Residência
BARRICADA
SALA DOS TONINHOS
14h às 18h
Residência KA’ADELA
MIS | MUSEU DA IMAGEM
E DO SOM DE CAMPINAS
17h
Baile Carioca
PRAÇA BENTO QUIRINO
16h30
Cuidado com Nós
SESC | JARDIM DO GALPÃO
17h30
Cuidado com Nós
SESC | ÁREA DE CONVIVÊNCIA
18h30
Cuidado com Nós
RODOVIÁRIA
19h
GRAÇA
SESC | TEATRO
20h
Ato 1
CIS GUANABARA | ARMAZÉM 2
20h30
O Agora não Confabula com a Espera
SESC | GINÁSIO
22h30
Cavucada
SESC | ÁREA DE CONVIVÊNCIA
QUARTA
20
10h
Parkour, idosos e a Cidade –Dançarquitetura
SESC | JARDIM DO GALPÃO
E ESPAÇO ARENA
10h às 13h
Scars of Soul
#lamBrave
SESC | MEZANINO
14h
De que maneira a deficiência...?
SESC | ESPAÇO ARENA
14h às 18h
Residência
BARRICADA
SALA DOS TONINHOS
16h30
KA’ADELA –
Ação coletiva de contra-ataque
MONUMENTO À MÃE PRETA / IGREJA
SÃO BENEDITO
17h
Baque Rosa tá na rua
PRAÇA BENTO QUIRINO
18h30
Lança Cabocla
CIS GUANABARA | ARMAZÉM 1
19h
GRAÇA
SESC | TEATRO
20h
Ato 1
CIS GUANABARA | ARMAZÉM 2
20h
Somoo
TEATRO CASTRO MENDES
20h30
O Agora não Confabula com a Espera
SESC | GINÁSIO
21h30
EU NÃO SOU
SÓ EU EM MIM –
Estado de natureza –procedimento 01
SESC | GALPÃO
22h30
Badsista
SESC | ÁREA DE CONVIVÊNCIA
grade de programação / schedule
bienal sesc de dança 2023
QUINTA 21
10h às 13h
Scars of Soul
#lamBrave
SESC | MEZANINO
11h
SustentAção –Performance
Duracional em Dança PRAÇA BENTO QUIRINO
15h às 19h
Residência
BARRICADA
SALA DOS TONINHOS
16h30
KA’ADELA –
Ação coletiva de contra-ataque MONUMENTO À
MÃE PRETA / IGREJA
SÃO BENEDITO
17h
Pantsula –um ritmo sul-africano
SESC | JARDIM DO GALPÃO
17h
Schönheit ist
Nebensache ou
A beleza revela-se acessória
UNICAMP | CASA DO LAGO
18h
cartas para danças
SESC | ÁREA DE CONVIVÊNCIA
18h30
Lança Cabocla
CIS GUANABARA | ARMAZÉM 1
19h
BARRICADA
ESTAÇÃO CULTURA
19h
C A C U N D A
SESC | ESPAÇO ARENA
20h
Somoo
TEATRO CASTRO MENDES
21h30
EU NÃO SOU
SÓ EU EM MIM –
Estado de natureza –procedimento 01
SESC | GALPÃO
22h30
Forró das Minas
SESC | ÁREA DE CONVIVÊNCIA
SEXTA 22
10h cartas para danças
SENAC
15h às 19h
Residência
BARRICADA
SALA DOS TONINHOS
16h às 20h
Nunca Mais Abismos
SESC | SALA DE MÚLTIPLO USO 2
17h
SustentAção –Performance
Duracional em Dança
PRAÇA BENTO QUIRINO
17h
Schönheit ist
Nebensache ou A beleza revela-se acessória
UNICAMP | CASA DO LAGO
17h30
SI-PÓ
SESC | JARDIM DO GALPÃO
19h
BARRICADA
ESTAÇÃO CULTURA
19h
C A C U N D A
SESC | ESPAÇO ARENA
20h
Gente de Lá
CIS GUANABARA | ARMAZÉM 2
22h30
Festa Mel
SESC | ÁREA DE CONVIVÊNCIA
SÁBADO 23
10h
cartas para danças
RODOVIÁRIA
11h
Teimosinho
SENAC CAMPINAS
11h
Sobe e desce
SESC | ESPAÇO ARENA 14h
O que a arte está fazendo agora para transformar as memórias do futuro?
SESC | ESPAÇO ARENA
16h às 20h
Nunca Mais Abismos
SESC | SALA
MÚLTIPLO USO 2
17h30
SI-PÓ
SESC | JARDIM DO GALPÃO
18h30
Engasgadas, segundo rito para regurgitar o mundo
CIS GUANABARA | ARMAZÉM 1
19h
Devotees
SESC | TEATRO
20h
Gente de Lá
CIS GUANABARA | ARMAZÉM 2
20h
The Ecstatic TEATRO CASTRO MENDES
20h30
HAMMAM
SESC | GINÁSIO
21h30
Clamors
SESC | GALPÃO
22h30
Ball Brasilidades
SESC | ÁREA DE CONVIVÊNCIA
DOMINGO 24
11h
Teimosinho
RODOVIÁRIA
11h
Löyly
SESC | GINÁSIO
14h
Aula Magistral Leda
Maria Martins
SESC | ESPAÇO ARENA
15h às 19h
Nunca Mais
Abismos
SESC | SALA
MÚLTIPLO USO 2
16h
Com as Coisas
SESC | JARDIM DO GALPÃO
18h
Devotees
SESC | TEATRO
18h
The Ecstatic TEATRO CASTRO MENDES 18h30
Engasgadas, segundo rito para regurgitar o mundo CIS GUANABARA | ARMAZÉM 1
Assessoria Técnica e de Planejamento/ Technical Planning
Marta Raquel Colabone Consultoria técnica/ Technical Consultant
Luiz Deoclécio Massaro Galina
GERENTES
Departments
Ação Cultural / Cultural Action
Érika Mourão Trindade Dutra Estudos e Desenvolvimento / Studies and Development
João Paulo Leite Guadanucci Atendimento e Relacionamento com Públicos / Customer Service and Relationship Ricardo Gentil de Oliveira Artes Gráficas / Graphic Design
Rogério Ianelli Centro de Produção Audiovisual / Audiovisual Production Center Wagner Palazzi
Perez Difusão e Promoção/ Press Relation
Ligia Moreira Moreli Desenvolvimento de Produtos / Products Development
Évelim Moraes Sesc Digital / Digital Sesc Fernando Amodeo Tuacek Assessoria de Relações Internacionais / International Affairs
Heloisa Pisani Assessoria Jurídica / Legal
Carla Bertucci Assessoria de Imprensa /Press Relations Ana Lucia de La Vega Sesc Campinas Hideki Yoshimoto
BIENAL SESC DE DANÇA 2023
Coordenação geral / General Coordination Hideki Yoshimoto
Curadoria / Curatorship
Ana Dias de Andrade, Maitê Lacerda, Natália Nolli Sasso, Soraya Portela, Talita Rebizzi, Thiago Aoki
EQUIPE SESC/ SESC STAFF
Alexandre Porto, Aline Ribenboim, André Conceição, André Queiroz, Andrea Inez, Andreia Dorta, Ariane Magalhães Campos, Arnaldo Alves da Costa, Bárbara Iara Hugo, Carlos Rocha, Cássio Garboggini Quitério, Chiara Regina Peixe, Christine Villa dos Santos, Claudia Santos, Clovis Carvalho, Cristiane Gil, Cristiane Godoy Trombini, Cristiane Komesu, Daniel Figueira Veullieme, Daniel Sanchis Fernandes, Deise Lima, Denise Ventura, Edson da Cruz, Edson Gualberto de Souza, Eduardo Lopes Magiolino, Eloá Cipriano, Fabiano Bragantini Mastrodi, Felipe O. Scavassa, Fernanda Borges, Fernando dos Reis Souza, Fernando Marineli, Francisco Henrique da Silva Brants, Francisco Santinho, Gisele Scolaro Ribeiro, Giuliano Jorge Magalhães, Helena Bartolomeu, Heloisa Ururahy, Igor do Prado, Jacqueline Coutinho, Jefferson Luis da Cunha, José Eduardo Silva Ruiz, José Gonçalves da Silva Júnior, Juliana Ramos, Karina Musumeci, Kelly Teixeira Ferrari, Laura de Melo Andare, Lerisson C. Nascimento, Lilian Rocha, Luciane Otranto, Marcelo Paulino de Souza, Marcio Rocha, Marcos Henrique da Silva, Maria Lucia Miranda, Marina Rodrigues G. Santos, Maurício Ricci, Michael Ahrens, Miguel Pinheiro Alves, Moara Zahra Iak, Natália Caetano da Silva, Natalia Mazzeo G. Mattioli, Nóbrega Arimateia Sales, Patrícia Moraes Piazzo, Paula Teixeira, Poliana Queiroz, Priscila David Vellone Ruiz, Priscila Machado Nunes, Rafaela Ometto, Rebeca Caetano
Costa, Regina Gambini, Renata de Barros Corizola Yoshida, Rodrigo Gabrielli, Rodrigo R. Gonçalves, Ronaldo Domingues, Rubens Lutero, Samara F. Rosa Baptista, Sara Centofante, Sheila Andriani, Sheila Budney, Sibele Aguilar Oliveira Gioiosa, Sidênia Freire, Sidnei C. Martins, Silvia Eri Hirao, Silvia Garcia, Simone da Silva Aranha, Solange da Silva Rocha, Tamara Demuner, Tatiana Fukuhara Borges, Tatiane Claro Ito, Valquíria Pinheiros dos Santos, Vinícius Guimarães Carneiro, Vitor Franciscon
Ação Promocional/ Promotional action HMS Eventos Ambientação Externa/ Outdoor Scenography
Francine Moura
Produção e Logística/ Production and Logistics
João Carlos Couto Assessoria de Imprensa/ Press Relations
Frederico Paula
(Nossa Senhora da Pauta)
Editoria Web/ Web Editors Brenda Amaral, Carolina Vidal, Daline Ribeiro, Danilo Lima, Fernando Bisan, Giuliano Martins, Hellio Zulu, Vitor Penteado Fotografia/ Photography
Beto Assem Identidade Visual e Design Gráfico/ Visual
Identity and Graphic Design Cesar Albornoz
Produção de Texto/ Text Production
Mariana Marinho
Produção de Espaços/ Venues Production
Hideki Matsuka
Diagramação/ Layout
Thema Estúdio de Design e Comunicação –
Thea Severino e Márcio Freitas
Revisão e Tradução de Texto/ Editing and Text Translation Lucia Nascimento
B4767 Bienal Sesc de Dança: 13a, 2023 / Serviço Social do Comércio. – São Paulo: Sesc São Paulo, 2023. –144 p. il.: fotografias. Bilíngue (português/inglês).
Sesc Campinas: 15 a 24 de setembro. ISBN: 978-65-89239-45-1
1. Dança. 2. Dança contemporânea. 3. Bienal Sesc de Dança. 4. Bienal Sesc de Dança, 2023. 5. 13a Bienal Sesc de Dança. I. Título. II. Serviço Social do Comércio. III. SESC. IV. Sesc Campinas.
CDD 792
GEAC_regua_de_logos_V13.indd 1
papel capa Duo Design 300g/m miolo Alta Alvura 120g/m fontes GT America – Grilli Type e ABC Galápagos – ABC Dinamo tiragem 1.000 exemplares agosto de 2023