Conexão Varejo - Janeiro/2011

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Revista do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre/RS

Nº 31

janeiro 2011

Vale Mais Os sorteados da última edição da Campanha.

Tributos Cruzamento dos dados dos cartões pela fiscalização estadual.




Sumário

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Opinião

Um excelente futuro.

Mercado

As expectativas sobre e do Brasil para o ano que chega.

Tributos

Cruzamento dos dados dos cartões pela fiscalização estadual.

Gestão

Cada dia mais empresas investem na busca pela excelência.

Conecs

Renovação na Câmara dos Deputados pode trazer benefícios.

Vale Mais

Missão à China estreitou relações e gerou bons negócios.

Gastronomia

Entrevista

Claudemir Barreto Bernardo revela seu caminho até a presidência da Ajorsul.

Sindinews

Notícias e informações do setor varejista.

Perfil

Lengil, restaurador do impossível.

Desenvolvimento Humano

Cursos de capacitação beneficiaram mais de mil participantes.

Associadas Cozinha internacional, sabor local.

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Entidade

Conheça alguns dos sorteados da última edição da Campanha.

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Artigo

Chave para inovação, de Charles Bezerra.

Relação Trabalhista

Liberdade de Horário – Duas Décadas de Lutas (Parte Final).

Especial

Empreendimentos prometem mudar a cara de Porto Alegre.

DTS e Frigelar.

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Milton Moraes

Expediente

Opinião * por Ronaldo Sielichow

Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre/RS Rua dos Andradas, nº1.234. Edifício Santa Cruz, 22º andar – Porto Alegre/RS Fone: (51) 3025.8300 Fax: (51) 3228.1123

Um excelente futuro

Unidade Shopping Total Avenida Cristóvão Colombo, 545, loja 1122 Fone: (51) 3018.8122 Unidade Zona Norte Avenida Manoel Elias, 2180 Fone: (51) 3351.7520 Unidade Alvorada Avenida Presidente Getúlio Vargas, 937 Fone: (51) 3044.1418 www.sindilojaspoa.com.br Diretoria Sindilojas POA Presidente: Ronaldo Sielichow Vice-presidente: Paulo Kruse Vice-presidente Administrativo: Daniel Casais Vice-presidente Financeiro: Marco A. Belotto Pereira Vice-presidente de Relação do Trabalho e Capacitação: Sergio Axelrud Galbinski

J

aneiro, mês de férias para a maioria, será de intensa atividade para o Sindilojas Porto Alegre. Iniciativas de aprimoramento em busca da excelência em gestão estão em pleno processo de implantação.

Vice-presidente Comercial: João Rodrigues Vice-presidente de Relações Políticas e Institucionais: Arcione Piva Vice-presidente de Comunicação e Marketing: Paulo Penna Rey Diretor de Comunicação e Marketing: Antonio Gomes Diretor Administrativo: Roni Zenevich Diretor Financeiro: Augusto Hecktheuer Diretor Comercial: Tarcísio Pires Diretor de Relações Políticas e Institucionais: Antonio Sanzi Diretor de Relações do Trabalho e Capacitação: Vladimir Machado Suplentes: Alécio Ughini, Eduardo Suslik Igor, Gustavo Orlandini Schifino, Irio Piva, José Galló, Manoel Motyl, Marivaldo Tumelero, Mauro Suslik Tornain, Moacir Sibemberg, Nádia Regina Almeida, Nelson Jawetz, Ricardo De Conto, Silvio Sibemberg e Vilson Noer. Diretores Adjuntos: José Rodrigues e Luiz Caldas Milano Conselho Fiscal: Lídio Ughini, Wilson Scortegagna e Alcides Debus

Acreditando em nossa capacidade de superação, nos inscrevemos no Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP). Mas não foi só. Pensando em prestar serviços cada vez mais adequados aos nossos associados, compreendendo de forma ainda mais ampla o setor e projetando ações para o futuro, criamos um plano estratégico para o próximo decênio, pois temos com clareza nossa missão: representar, defender e promover o desenvolvimento da classe lojista, com excelência em serviços, gerando benefícios e vantagens para a categoria, associados e sociedade.

Suplentes: Carlos Schmaedecke, Hermes Queiroz e Orisvaldino Magnus Scheffer Conexão Varejo Publicação do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre (Sindilojas POA), produzida pela Uffizi Consultoria em Comunicação. As colaborações e sugestões de pauta para a publicação devem ser enviadas para revista@uffizi.com.br Atendimento ao leitor: www.sindilojaspoa.com.br

Por isso, mais do que nunca nos guiarão valores como ética, comprometimento, foco no resultado, trabalho em equipe, transparência na gestão e responsabilidade socioambiental. Convocamos todos a participar deste momento de construção de um Sindicato ainda mais representativo para um varejo ainda mais forte.

conexao@sindilojaspoa.com.br Fone: (51) 3025.8307 Assessoria de Imprensa: Sindilojas Porto Alegre imprensa@sindilojaspoa.com.br Conselho Editorial – Sindilojas POA Coordenador: Paulo Penna Rey Superintendente: Márcio Allegretti Assessoria de Comunicação e Marketing Coordenadora de Comunicação e Marketing: Caroline Kovalski Assistente de Comunicação: Vinícius Ghise

Com a certeza que fazemos o nosso melhor na busca do crescimento do setor e, consequentemente, por uma sociedade mais equilibrada, com crescimento econômico, boas oportunidades de negócios para os empreendedores locais e geração de emprego, o Sindilojas deseja um excelente ano de 2011, e que o sucesso esteja presente em todos os momentos de nossas vidas.

Uffizi Consultoria em Comunicação: Almir Freitas e Betina Barreras Diretor Executivo: Almir Freitas (MTb/RS 5.412) Editora: Betina Barreras Redatores: Betina Barreras,Carolina Borne e Fernando Halal Colaboradores: Charles Bezerra, Eduardo Plastina, Flávio Obino Filho Projeto Gráfico: Carla Cadó Vielmo Dietrich Editoração: Carla Cadó Vielmo Dietrich Impressão: Maredi Tiragem: 10 mil exemplares Revisão: Fabiano Bruno Gonçalves Comercialização: Uffizi Consultoria em Comunicação Fone: (51) 3330.6636 * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores

*Presidente do Sindilojas Porto Alegre


Mercado

O Brasil aos olhos da Europa Crescimento econômico, eleições presidenciais e perspectivas regionais.

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fato marcante no comportamento recente da economia internacional foi, sem dúvida, a recessão mundial de 2009. De acordo com o Panorama Econômico Mundial, publicado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), naquele ano, o produto mundial recuou 0,6%. No mesmo exercício em que o PIB da Europa registrou queda de 4,1%, o Brasil evidenciou uma redução de 0,2% no nível da atividade econômica. Para o economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE-RS) e professor aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Antônio Carlos Coitinho Fraquelli, em 2010, os olhos europeus continuaram visualizando um horizonte limitado, com a economia na Zona do Euro sem ultrapassar 1,7%. “Além de um fraco desempenho, a região ainda convive com a crise da dívida, um fenômeno que se acentuou após a eclosão do impasse na Grécia”, afirma Fraquelli. De acordo com o economista, o nível do endividamento, combi-

nado com déficits públicos crescentes, deixaram a Irlanda, a Espanha, Portugal e a Itália em uma situação de extrema debilidade. No entanto, apesar da sombra da crise ainda assombrar a Europa, na América do Sul a situação não parece tão complicada. Na avaliação de Fraquelli, o Brasil preservou a estabilidade, elevou o nível das reservas, manteve a classificação de grau de investimento, reduziu a taxa de desemprego e deve crescer 7,5% neste exercício. “Na rolagem das dívidas, os europeus hesitam em recorrer a Bruxelas, considerada a capital da União Europeia, ou ao FMI, porque temem, dentre outras consequências, a perda da soberania nacional; os brasileiros, ao contrário, comemoram a retomada do crescimento econômico do País”, observa.

2011 será positivo para o Brasil Em torno das perspectivas, o próximo ano será difícil para os

europeus e promissor para os brasileiros. Fraquelli avalia que os produtos da Zona do Euro e do Brasil crescerão 1,5% e 4,1%, respectivamente, em 2011. Na opinião do especialista, politicamente, o Velho Continente recebeu com bons olhos os resultados do pleito nacional. “A presidente Dilma deve ocupar maior espaço na Europa, porque a instabilidade internacional se manterá no ano que vem. A guerra das moedas, que tem alinhado a posição de Brasília com Bruxelas frente à fragilidade do dólar e do yuan, deverá permanecer no próximo ano”, assinala. De acordo com Fraquelli, a reunião do G-20 em Seul mostrou que as lideranças mundiais foram incapazes de estabilizar a economia global. “Por isso, os próximos meses serão marcados por rodadas de negociações, visando evitar uma guerra de divisas”, observa. Ao mesmo tempo, no plano interno, as autoridades deverão priorizar a diminuição da carga tributária, a convergência das taxas de juros para patamares praticados pela comunidade internacional e a preservação da competitividade do produto nacional. “As iniciativas microeconômicas pontuais serão bem recebidas pelos agentes econômicos, porém o País não pode adiar, indefinidamente, a aprovação das reformas econômicas”, conclui o economista.


Milton Moraes

Tributos Eduardo Plastina *

Cruzamento dos dados dos cartões pela fiscalização estadual N ão é novidade aos varejistas que, desde o início de 2005, as administradoras de cartão de crédito e de débito encontram-se obrigadas a informar, ao Fisco Estadual, as operações e prestações realizadas pelos estabelecimentos de contribuintes cujos pagamentos sejam feitos por meio de seus sistemas de crédito, débito ou similares, e que, com base nesses dados, a autoridade fiscal tem realizado cruzamento com as informações veiculadas pelos próprios contribuintes nas GIA/GIS, buscando identificar inconsistências de valores que sejam indiciárias de receitas não dadas à tributação. Desde então, sobretudo nos primeiros anos, diversos contribuintes foram surpreendidos com autuações, cuja motivação foi exatamente a diferença entre os valores declarados em GIA/GIS e aqueles informados como recebidos por intermédio de cartões de crédito e débito pelas respectivas administradoras. Embora grande parte das cobranças realizadas pelo Fisco Estadual refira-se efetivamente a montantes não tributados pelos contribuintes, tem-se cotidianamente identificado, cada vez mais, autuações indevidas, efetuadas a partir de interpretações equivocadas dos dados indiciários fornecidos pelo cruzamento fiscal. Em muitas oportunidades, contudo, tais autuações poderiam ser evitadas ou mesmo defendidas com grande chance de êxito pelos contribuintes, caso esses tivessem acesso a informações ou documentos essenciais. Normalmente, são quatro grupos de circunstâncias que geram

desproporção entre os valores informados em GIA/GIS e aqueles recebidos por meio de cartão de crédito e débito: (a) quando o contribuinte, cujo objeto social é exclusivamente comercial, realiza vendas em cartão de crédito e débito em valor inferior àquele informado ao Fisco a título de operações com mercadorias; (b) quando o contribuinte, cujo objeto social é comercial e de prestação de serviços, realiza vendas em cartão de crédito e débito em valor inferior àquele informado ao Fisco a título de operações com mercadorias; (c) quando o contribuinte, embora efetive a venda das mercadorias em dois ou mais estabelecimentos, utiliza preferencialmente um terceiro estabelecimento, não organizado sob a forma de depósito fechado, como centro de distribuição, realizando nele a saída das mercadorias; e (d) quando o contribuinte, possuindo mais de um estabelecimento, ainda que sazonalmente, transfere sem aviso à administradora o equipamento POS de uma para outra. Na hipótese (a) existe, efetivamente, valor não dado à tributação, razão pela qual a autuação só pode ser defendida usando-se argumentos acessórios, não relacionados ao equívoco dos dados indiciários. Nas demais, todavia, dependendo do exame da circunstância espe-

cífica, há grandes chances de o próprio contribuinte precaver-se para evitar eventuais autuações ou, caso esta ocorra, obter êxito em possíveis defesas administrativas ou judiciais que busquem afastar a tributação. No caso (b), deve-se comprovar que a diferença entre os valores declarados em GIA/GIS e aqueles informados como recebidos por intermédio de cartões de crédito e débito pelas respectivas administradoras decorre de receita advinda exclusivamente da prestação de serviços. Na hipótese (c), cumpre comprovar que a referida diferença ocorre em virtude da sistemática de operação dos estoques, não ocorrendo omissão de saídas para fins de tributação. No caso (d), por fim, o contribuinte, caso pretenda utilizar a POS originalmente instalada em um estabelecimento em outro, deve informar à administradora, para que esta altere seus cadastros, ou, então, caso tenha realizado essa transferência sem comunicação e seja autuado, deve comprovar essa circunstância, e, ainda, que as vendas com cartão de crédito e débito foram efetivamente efetuadas no estabelecimento que recebeu ilegalmente a POS. O fundamental, portanto, é o varejista estar alerta para as exigências fiscais e, sobretudo, para as possibilidades de diminuir os riscos tributários do cruzamento de dados ou então de defenderse devidamente de atuações realizadas sem subsídios fáticos consistentes. Eduardo Plastina – Souza, Berger, Simões e Plastina - Advogados

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Entidade

Estreitando relações com a China Missão organizada pelo Sindilojas viabilizou troca de informações e negócios. Fotos: Divulgação Sindilojas

O País: A China é o terceiro maior país do mundo e possui a maior população do planeta. A maior parte da população vive na região leste, concentrada principalmente em 42 grandes cidades, todas com mais de um milhão de habitantes. A cada ano, nascem aproximadamente 16 milhões de pessoas no país. Os chineses se comunicam em mais de 600 dialetos e se dividem em quase 200 grupos étnicos, dos quais 55 são oficialmente reconhecidos. Mais de 90% da população é alfabetizada. Embora a China seja uma das economias que mais crescem no mundo, 130 milhões de chineses estão abaixo da linha de pobreza, e a renda per capita anual é inferior a US$ 500.

Empresários visitaram as mais importantes feiras do país.

“É

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um país de inúmeras possibilidades como fonte de negócios, especialmente exportações. Foi uma experiência animadora”. As palavras do vicepresidente de Relações Políticas e Institucionais do Sindilojas POA, Arcione Piva, confirmam aquilo que os lojistas de Porto Alegre esperavam da recente missão à China. A viagem teve como objetivo proporcionar aos associados da entidade uma oportunidade de conhecer um dos maiores polos econômicos do mundo através das feiras locais Yiwu International Commodities Fair e 108ª Canton Fair – Fase III. Os eventos reúnem uma enorme variedade de produtos chineses nos diversos ramos da indústria. Dezoito pessoas compuseram a comitiva, entre associados do Sindilojas, empresários do setor e demais convidados. A missão

empresarial percorreu as principais rotas econômicas da China: Hong Kong, Xangai, Yiwu e Guangzhou. Uma equipe da ChinaInvest Consultoria Empresarial, empresa especializada em intercâmbio econômico, supervisionou o grupo e buscou facilitar o aproveitamento dos contatos comerciais. As duas semanas no maior país da Ásia Oriental foram bastante proveitosas, de acordo com os empresários. “Fomos conferir as dimensões dos negócios, e em que eles poderiam render aqui no Brasil. Mas alguns foram além e acabaram fechando negócios por lá mesmo”, comemora Piva. Em 2010, a Yiwu contou com 120 mil metros quadrados de área e mais de cinco mil expositores. Na Fase III da Canton Fair, considera-

da a maior feira comercial da China e uma das maiores do mundo, realizada em Guangzhou, cerca de 30 mil estandes foram distribuídos em uma área total de 1.130 metros quadrados.


Gastronomia

Dá água na boca

Foto: Nilton Santolin

As restaurantrices Carla Tellini e Jaqueline Meneghetti mergulharam no universo gaúcho e idealizaram o Bah, a sétima operação do Grupo Press Gastronomia, restaurante-âncora do BarraShoppingSul. Quem assina esta deliciosa receita é Carla Tellini, sóciadiretora do Grupo Press Gastronomia. É um prato cheio de cor e alegria, pelo aroma cítrico e doce, conferido pela laranja, limão e o mel. A pimenta dá vida ao prato que pode ser servido com saladas e uma farofa bem temperada. As costeletas podem ser servidas frias ou quentes.

Costeletas de porco picantes ao aroma de cítricos e mel Ingredientes r 2 kg de costeletas de porco r 15 g de pimentas 5 Bayas r 10g de páprica picante r Pimenta dedo-de-moça 40g r 50 g de sal marinho r 100 ml de azeite de oliva extravirgem r 200g de mel de laranjeiras r Raspas de 2 laranjas e 2 limões sicilianos r Suco de 6 laranjas e de 4 limões sicilianos Modo de fazer: Misturar em um recipiente de louça o azeite com a páprica, o sal, as pimentas 5 Bayas e a pimenta dedo-de-moça cortada em tiras finas (sem sementes)e reservar. Untar toda a costeleta com a mistura de temperos descrita acima, colocar em um saco plástico fechado e deixar marinar de quatro a seis horas, conforme o sabor desejado.

Após esse tempo, passar a costeleta para a assadeira com toda a marinada, a costeleta deve entrar no forno à temperatura ambiente. Embrulhar a costeleta em papel alumínio e levar ao forno aquecido a 180 graus centígrados por uma hora. Após retirar o papel alumínio, cuidar para que o molho formado fique na assadeira e levar novamente ao forno regando de tempos em tempos com o suco de laranja e limão e o molho da assadeira. Quando a carne estiver macia e se soltando do osso, colocar as raspas, untar com mel e levar ao forno a 200 graus centígrados até adquirir uma cor bem escura, quase preta. Ficar atento a esse último processo para não passar do ponto de caramelização e queimar. Rendimento: quatro porções

em

média,

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Artigo Charles Bezerra

Chave para inovação P

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ara inovar, uma empresa necessita criar um ambiente certo, uma cultura certa para inspirar as pessoas e potencializar suas mentes. Há alguns bilhões de anos uma sopa química deu origem à vida em nosso planeta. Antigas formas de vida foram ficando mais e mais sofisticadas por meio de três simples mecanismos (mutação, cruzamento e seleção), fantasticamente explicados por Darwin, em 1859. Alguns organismos começaram a desenvolver estruturas neurais, capacidade de se comunicar e de criar ferramentas. Desenvolvemos a capacidade do design, de criar o novo, também criamos a arte, a ciência e a tecnologia, com a qual dominamos todas as outras formas de vida. Com a capacidade de criar aceleramos ainda mais o processo e ganhamos escala. Mudamos tudo à nossa volta e criamos um modelo de vida além do que os recursos do planeta seriam capazes de sustentar. Alguém poderia dizer: “É porque somos muitos!”, mas será que é por isto mesmo? Se compararmos a biomassa humana com a biomassa das formigas, por exemplo, as formigas pesam de três a quatro vezes mais que nós. Seria o equivalente a ter 30 bilhões de pessoas no planeta atualmente. Também, alguém poderia dizer: “É porque não tem dinheiro para todo mundo!”, mas será que é falta de dinheiro? Lembrome do Ted Turner, criador da CNN, dizer que os trilhões de dólares gastos na Guerra Fria seriam suficientes para todo ser humano viver no paraíso material, ou seja, não é porque

somos muitos ou porque não temos dinheiro, mas sim pelo modelo de vida que escolhemos. Podemos pensar a tecnologia, a comunicação e a competição do mundo atual como partes de um processo similar aos usados na seleção natural. A tecnologia atua como um mecanismo de mutação e constantemente gera novas possibilidades. A comunicação e a conectividade permitem a combinação de ideias equivalente a um mecanismo de cruzamento. E, por fim, a competição dos mercados atua como um grande processo de seleção, decidindo o que sobrevive e passa para a próxima geração. Uma dinâmica capaz de nos manter em constante revolução e de criar toda essa diversidade de ideias, produtos, serviços e experiências que estamos presenciando. Darwin nunca disse que era o mais forte ou o mais inteligente que sobrevive, o que ele nos disse foi: “Quem sobrevive é quem está mais preparado para mudanças, ou seja, o mais adaptável”. Em um mundo de extrema competição como o que estamos vivendo, pessoas e organizações precisam aprender a se adaptar, cada vez mais rápido. O que determina o sucesso de uma organização é a capacidade de atrair a atenção dos consumidores para as suas ideias, produtos

ou serviços. E, para isso, é preciso se diferenciar. A essência da inovação é a busca pela diferenciação. A tentativa de deixar o cardume e buscar uma nova alternativa. Algo que, até então, não acontece na tecnologia ou em qualquer outro lugar, mas exclusivamente em nossas mentes. Uma capacidade que não dá para ser percebida pelo exterior. Não importa a idade, a origem, o sexo ou a cor da gravata, mas envolve a capacidade de navegar no problema sem se perder; modelar o todo e as partes, fazer as perguntas certas; vencer aparentes contradições; manter a mente de criança; arriscar; e, assim, criar e contar uma nova história. Conhecimento é a chave para abrir as portas da inovação e está diretamente ligado com a qualidade de nossas fontes e o treinamento intelectual que nos colocamos. Se procurarmos ideias radicalmente diferentes, nossa perspectiva precisa ser radicalmente diferente. Richard Feynman, ganhador do Prêmio Nobel de Física de 1965, costumava dizer que se colocava no lugar de marcianos para se perguntar: “O que eles iriam achar se encontrassem tal problema?”. Para inovar, uma empresa necessita criar um ambiente certo, uma cultura certa para inspirar as pessoas e potencializar suas mentes a atingir todo seu potencial. Não adianta comprar máquinas, processos, sistemas e não trabalhar o indivíduo. Trata-se da tarefa mais importante para os líderes de hoje. Em inovação não existem fórmulas. Antes de criar as inovações, precisamos criar os inovadores. Diretor-executivo do Gad’Innovation. Possui Ph.D. em Design pelo Illinois Institute of Technology e trabalhou como consultor de inovação em vários projetos internacionais. É autor dos livros “A Máquina de Inovação” e “O Designer Humilde: Lógica e Ética para Inovação”


Relação Trabalhista * por Flávio Obino Filho

Liberdade de Horário – Duas Décadas de Lutas (Final)

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m julho de 2002 ingressamos em nome do SINDILOJAS/POA com ADIN contra a Lei Municipal nº 7.109/92. Na oportunidade, pleiteamos a suspensão liminar sob a justificativa de que de forma diversa dos anos anteriores não havíamos celebrado convenção coletiva de trabalho estabelecendo a abertura do comércio nos domingos. Assim, as lojas que abriam normalmente em domingos não poderiam mais funcionar. A liminar foi indeferida, sob o fundamento de que não havia urgência (lei em vigor há dez anos). Um sentimento de frustração quase nos abateu, mas não desistimos. Repetimos a ação dez dias depois, desta vez em nome do SINDIÓPTICOS. No dia 2 de agosto de 2002 o Desembargador Clarindo Favretto deferiu a liminar suspendendo os efeitos da lei municipal. O comércio de Porto Alegre festejou a vitória e a partir daquele mês as lojas voltaram a funcionar em domingos, agora sem a obrigação de pagamento de prêmios pré-estabelecidos, garantindo-se aos empregados e empregadores todas as condições para a fixação de regras específicas, por empresa, para o trabalho no domingo. Foi uma vitória da paciência. Foram dez anos de espera. Somente quando tínhamos a convicção da vitória judicial é que apostamos na intervenção estatal. A Câmara Municipal, ainda sensível a pressão do sindicato dos comerciários e desconsiderando a opinião da sociedade de ver as lojas abertas em todos os domingos (várias pesquisas de opinião foram publicadas na época) editou no dia 23 de dezembro de 2002 nova lei de caráter restritivo (Lei nº 9.051/02). A lei praticamente repetia aquela

com vigência suspensa pelo TJRS, adotando alguns disfarces. O SINDILOJAS, no dia 26 de dezembro, ingressou com nova ADIN tendo sido a lei suspensa, mais uma vez pelo Desembargador Clarindo Favretto. Em seu voto o magistrado classificou a Câmara e o Governo Municipal de praticantes de dissimulação redacional. Durante todo o ano de 2003 o comércio funcionou tranquilamente aos domingos, que passou a ser o segundo dia com o maior volume de vendas. No dia 26 de agosto de 2003, o TJRS julgou a ação proposta pelo SINDILOJAS confirmando a inconstitucionalidade da lei municipal. O Desembargador Araken de Assis, em seu voto, assim se pronunciou: “(...) Rendem-se os Parlamentos, de um modo geral, à pressão convergente dos trabalhadores, olvidando o interesse dos consumidores. (...) É a cultura do ócio e da indolência, ou a defesa da cigarra, na fábula de La Fontaine. Mas, a Constituição nos quer formigas.” Mais uma vez agindo contra os interesses da sociedade, a Câmara Municipal, no final do mês de novembro de 2003, aprovou nova norma proibindo o funcionamento do comércio em domingos e feriados. Preparamos a ação de inconstitucionalidade com antecedência e ficamos aguardando o impulso do Prefeito João Verle. No dia 3 de dezembro o Diário Oficial publicou a Lei nº 9.268/03, um “presente de Natal” para a sociedade gaúcha. Como estávamos preparados, quando da abertura da secretaria do TJRS naquele mesmo dia, o nosso colega Antônio Job Barreto, acompanhado por emissoras de rádio e televisão, distribuiu a ação. No mesmo

dia – questão de poucas horas – e praticamente na frente das câmaras a liminar foi deferida. Certamente foi a lei com o menor período de vigência da história de Porto Alegre. Foi a última respiração daqueles que empunham a bandeira do atraso, que colocam obstáculos a melhora da qualidade de vida nas cidades e que se esquecem que a prioridade dos gestores municipais é promover o desenvolvimento social que somente é alcançado com o desenvolvimento econômico local. O Desembargador Arminio José Abreu Lima da Rosa, em seu despacho, foi taxativo: “a quase olímpica restrição ao comércio, em domingos e feriados, implica hostilidade manifesta aos princípios relativos ao valor social do trabalho, do desenvolvimento, da livre iniciativa, expansão econômica e, como óbvio, melhoria da qualidade de vida da cidade”. As ações de inconstitucionalidade durante a primeira década do Século XXI seguiram seu trâmite normal e, finalmente, em 17 de dezembro de 2009, foi publicada decisão do Ministro do STF Carlos Ayres Britto, negando seguimento ao recurso extraordinário do Município. Com o trânsito em julgado da decisão adotada no último processo que versava sobre o assunto, chegamos, vitoriosos, ao final da batalha pela liberdade de funcionamento em domingos. A guerra da liberdade de horário, contudo, permanece sendo travada. A remoção das barreiras que impedem o livre funcionamento do comércio em feriados é necessária. Foi bom ter contado esta história, melhor ainda ter participado dela. Advogado do escritório Flávio Obino Fº Advogados Associados obino@obinoadvogados.com.br

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Especial

Porto Alegre na mira do desenvolvimento Empreendimentos comerciais e residenciais em andamento prometem remodelar a paisagem das diferentes regiões da Capital.

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om grandes empreendimentos comerciais construídos, em execução e outros planejados para os próximos anos, Porto Alegre vai, gradativamente, modificando sua paisagem. Segundo Gilberto Cabeda, vice-presidente de comercialização do Sindicato da Habitação (Secovi-RS), Porto Alegre já está mais ou menos definida em termos de perfil de pontos comerciais existentes, como o Centro, a Azenha e a Assis Brasil. “Acredito que o Humaitá, na Zona Norte, principalmente com a cons-

trução da Arena do Grêmio e o número de condomínios erguidos na região nos próximos anos, vai estimular o aparecimento de novos pontos comerciais. O bairro ainda é muito deficitário nesse sentido”, constata. Por outro lado, na opinião de Cabeda, a Copa do Mundo não vai ser de grande impacto comercial, mas deve melhorar as vias de deslocamento para o acesso às zonas de comércio. Nos últimos cinco anos, a Zona Sul teve um considerável aumento nos empreendimentos


em diversos segmentos, como o Museu Iberê Camargo e o próprio BarraShopping, considerado pela empreendedora Multiplan o maior shopping da Região Sul do País, com 215 lojas e um investimento de cerca de R$ 12 milhões. Porém, segundo Cabeda, mesmo sendo um estabelecimento comercial bastante amplo, vai fazer com que novos pontos apareçam, como é o caso do Paseo Zona Sul. Do outro lado da cidade, o dirigente destaca o Bairro Bela Vista, que, embora próximo aos bairros Petrópolis e Moinhos de Vento, é muito diferente em termos de comércio. “O bairro tem apenas um supermercado, algumas lojas e um ou dois postos de gasolina. Os empresários poderiam dar mais atenção a isso e investir ali”, observa. O projeto de um novo centro comercial no Bairro Bela Vista, em Porto Alegre, foi discutido em maio pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano Ambiental (CMDUA). O empreendimento, de propriedade do Grupo Zaffari, está planejado para ser construído em um terreno de 11,4 mil metros quadrados na Avenida Furriel Luiz Antonio de Vargas, 239, próximo à avenida Carlos Gomes. O estudo prevê medidas que devem abrandar o trânsito, aprovadas pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Entre elas, um novo projeto de circulação nos arredores do empreendimento com a implantação da quarta faixa de tráfego na Avenida Nilo Peçanha, sentido bairro-centro, do Viaduto Jayme Caetano Braun até a Rua Regente. Outro ponto relacionado por Cabeda é que, no entorno da cidade,

Zona Sul tem como características empreendimentos a céu aberto em decorrência dos programas de governo como o Minha Casa, Minha Vida, estão surgindo muitos condomínios para a população das classes C e D, de menor salário. “É preciso desenvolvimento e análise dos interessados em estabelecer aí equipamentos comerciais”, adverte. Outro empreendimento que deve inaugurar sua primeira fase no segundo semestre de 2011 é o Bourbon Shopping Wallig. A sétima unidade da Rede Bourbon Shopping terá 220 lojas e oito cinemas, distribuídos em 167 mil m² de área construída. Também o Grupo Isdra, que controla o Rua

da Praia Shopping, vai inaugurar dois novos empreendimentos no próximo ano. Além de um hotel, o Shopping Floresta, entre as ruas Cristóvão Colombo e Félix da Cunha, deverá contar com mais de 160 lojas e estacionamento para oito mil veículos/dia. O Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (CMDUA) de Porto Alegre também aprovou o estudo de viabilidade urbanística de outro shopping center com 182 lojas, um supermercado e um hotel de 18 andares na Avenida Nilo Peçanha, no Bairro Três Figueiras. Para a Secretaria Municipal de Planejamento, o novo centro comercial implicará mudanças na circulação e acessibilidade no entorno do local. O estudo apresentado pela CMDUA prevê modificações sugeridas pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) em nove vias localizadas próximo ao empreendimento.

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342 empreendimentos em 195 empresas, totalizando 5.679 novas unidades em oferta. A área total em oferta é de 675,43 mil m². Foram identificados

É o segundo ano consecutivo em que as vendas aceleradas dimi-

Resultados do 13º Censo do Mercado Imobiliário de Porto Alegre

nuem o número de imóveis à venda.

Redução de 8,02% no tocante ao número de empresas com imóveis à venda.

Redução de 9,48% em relação ao número de unidades em oferta (à venda).

De acordo com o Sinduscon, esta redução no número de imóveis ofertados é consequência do aquecimento das vendas no mercado imobiliário. Em média, foram cadastrados 1,75 empreendimento por empresa, com média de 29 unidades em oferta por empresa.

5.324 unidades residenciais (93,75 % do total). 355 unidades comerciais (6,25 % do total). Residenciais:

4.775 apartamentos (84,08 % do total). 497 casas (8,75 % do total). 52 aptos de cobertura (0,91% do total).

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Mercado imobiliário

Empresas apostam no desenvolvimento comercial De olho nas oportunidades de crescimento comercial para os próximos anos, empresas de médio e grande porte se preparam para ampliar espaço em pelo menos cinco cidades brasileiras. Um recente levantamento feito pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), em parceria com a BM&FBovespa e a Ernst & Young Terco, aponta que, de um universo de 106 companhias com faturamento entre R$ 101 milhões e R$ 400 milhões, 49% planejam realizar uma oferta pública inicial (Initial Public Offering - IPO, na sigla em inglês) a fim de financiar crescimento. O estudo abrange diver-

sos segmentos, com ênfase para os setores automotivo, químico e petroquímico, comércio, agronegócio e construção, segundo Fernando Schmitt, diretor da Amcham. As companhias estão localizadas em cinco cidades: Recife, Goiânia, Porto Alegre, Curitiba e Campinas. Para o sócio da Ernst & Young, Paulo Sergio Dortas, as companhias devem se preparar para aproveitar a janela de oportunidade que será proporcionada pelo País nos próximos anos. “Dificilmente haverá outra Copa do Mundo, Olimpíada, pré-sal e um aumento da renda das classes C e D como acontece atualmente”, ressalta.

Não são, porém, apenas os empreendimentos comerciais que prometem mudar a cara da Capital. O cenário econômico nacional tem permitido o acesso à casa própria a uma grande fatia de brasileiros. Em Porto Alegre, não é diferente. A taxa de velocidade de vendas (relação das vendas sobre as ofertas) de imóveis novos em Porto Alegre foi de 11,81% em agosto último, resultado superior ao de julho, quando atingiu 11,63%, segundo apurou a Pesquisa do Mercado Imobiliário elaborada mensalmente pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul Sinduscon/RS. Em relação a agosto de 2009, também houve crescimento, uma vez que naquele mês a taxa foi de 11,31%. Em termos absolutos, em agosto de 2010, foram comercializadas 402 unidades novas. Em termos acumulados nos últimos doze meses fechados em agosto de 2010, foram vendidas 6.294 unidades, crescimento de 64,89% em relação ao total dos doze meses anteriores fechados em agosto de 2009, que foi de 3.817 unidades. De acordo com o XIII Censo do Mercado Imobiliário de Porto Alegre,Porto Alegre conta com 342 empreendimentos imobiliários à venda, totalizando 5.679 unidades novas, com uma área total em oferta de 675,43 mil m². Segundo o presidente do Sinduscon-RS, Paulo Vanzetto Garcia, o bom momento do mercado imobiliário de Porto Alegre traz significativas mudanças nos resultados deste trabalho realizado anualmente pelo Departamento de Economia e Estatística da Entidade. “O aumento no ritmo das vendas dos imóveis novos na Capital gaúcha tem resultado na redução de unidades ofertadas”, salientou.

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Gestão

Excelência em gestão Investimento de solidez para o futuro empresarial.

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ma empresa que possui visão de futuro, que norteia o processo organizacional, vê oportunidades, traça estratégias, se envolve e se compromete com a gestão, garantindo perpetuação e solidez no mercado. Mas, quando se fala em excelência em gestão, é de fundamental importância, conceber a ideia de que os colaboradores são os pilares que sustentam uma organização, e investir em excelência é o único caminho para o crescimento organizacional hoje. Em sintonia com a realidade de mercado, no segundo semestre de 2010, o Sindilojas Porto Alegre iniciou preparação para concorrer ao Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP) “e assim pretende nos instrumentalizar ainda mais para colaborar com o crescimento dos associados”, cita o presidente da Entidade, Ronaldo Sielichow. “Outra ferramenta para apoiar as empresas no alcance de seus objetivos é o Planejamento Estratégico. A instituição deve elaborar um mapa com missão, visão e valores e, a partir daí, monitorar e avaliar constantemente se a entidade está seguindo o caminho certo ao que se propôs”, afirma Claudio D’avila, consultor empresarial. Caso ainda existam problemas em alguma área, desenvolvem-se planos de ação para melhorar o desempenho. “Autoavaliação constante e participação em prêmios também são relevantes, pois ajudam no trabalho de aperfeiçoamento”, ressalta o vice-presidente da Feco-

mércio-RS e presidente do Comitê Setorial Comércio e Serviços do PGQP, Luiz Carlos Bohn.

Formação A academia está cada vez mais adaptada às novas demandas das empresas. O professor de graduação e MBA da ESPM/RS Gabriel Schlatter enfatiza a importância da gestão da qualidade ou excelência em gestão nos cursos de Administração, “uma vez que gestão em si é a essência da administração”. As disciplinas voltadas à gestão, recentemente inseridas nos currículos de graduação das faculdades, têm a ver com todos os processos e as formas dinâmicas de gestão. “Nossa maior preocupação é permitir que os alunos tenham acesso às chamadas ‘Melhores Práticas de Gestão’, compartilhando com o mercado experiências bem sucedidas junto às organizações de referência. Estamos sempre em busca de inovações, porém que tenham resultados concretos, evitando modismos”, pondera. Para que o Programa de Quali-

dade tenha sucesso é preciso empenho de todos os níveis hierárquicos. Bons gestores devem fazer da ética um compromisso assumido com suas empresas, pois é fator primordial que conduz à excelência. Ele é o elemento motivador, que ouve seus pares, une equipes e desperta a vontade coletiva de fazer mais e melhor. Diversas pesquisas mostram que, mais do que salários atrativos, a boa liderança é o principal elemento para a redução de turnover nas organizações. “O mercado corporativo é extremamente exigente, porém igualmente recompensador. A área exige resultados concretos e rápidos, muitas vezes sem dar tempo de o gestor desenvolver completamente suas estratégias”, diz Schlatter. Por outro lado, ele salienta que, quando uma organização reconhece um profissional competente, prontamente aposta nele, premiando fortemente seus resultados, seja sob a forma de complemento salarial, como bônus, ou em benefícios. “Também pode acontecer de um profissional ter um desempenho tão destacado que acabe sendo “assediado” por outras empresas. Isso faz parte da dinâmica do mercado corporativo”, assegura.


Conecs

Renovação na Câmara dos Deputados pode beneficiar lojistas

A ausência de alguns representantes dos shoppings facilitará a aprovação de regras de interesse dos varejistas.

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cada quatro anos as eleições renovam o Congresso Nacional, e surgem novas possibilidades de articulação e reconfiguração das relações políticas. Os grupos que mapeiam rapidamente o novo cenário político, e comprometem o maior número de parlamentares com suas demandas, podem conseguir avanços decisivos. Nas últimas três eleições para o Legislativo Federal a renovação na Câmara dos Deputados se manteve na casa dos 40%. Neste sentido, 43,7%, ou seja, 224 dos 513 deputados eleitos em 2006 não permanecerão no Congresso Nacional. Alguns representantes históricos dos proprietários de shopping

centers estão incluídos na lista, o que indica oportunidades para os lojistas de shopping se fortalecerem na próxima legislatura. Um exemplo é o caso de um deputado da Bahia, aliado histórico dos proprietários de shoppings, que não concorreu a estas eleições. Ele não se candidatou evitando assim ser barrado pelo Ficha Limpa e poderá ficar sem nenhum cargo público nos próximos anos. O deputado foi responsável pelo parecer que esvaziou completamente o projeto de lei 7137/02, que regulamenta as relações entre lojistas e proprietários de shopping centers. A meta do Conecs é fazer o projeto retornar ao texto original, e sem a presença do parlamentar

as possibilidades aumentam. Se analisarmos duas Comissões Permanentes da Câmara onde o Conecs atua mais fortemente, Defesa do Consumidor e Desenvolvimento Indústria e Comércio, é possível notar que houve avanços importantes como a não-eleição do deputado Léo Alcântara, defensor dos proprietários de shopping centers. Neste momento de rearticulação de forças, está sendo produzido um mapeamento de todas as comissões para avaliar as oportunidades que podem se abrir, principalmente com a nomeação pelos líderes dos partidos daqueles que vão compor as comissões em 2011. As negociações já estão tramitando pelos corredores do Congresso e o Conecs precisa participar. No próximo ano o Conselho vai buscar sensibilizar o governo para os problemas dos lojistas de shopping. Este é um caminho mais rápido para promover mudanças e prioridades para os trabalhos legislativos. Por fim, é preciso contar com a mobilização dos lojistas nos estados para fornecer dados e convencer os parlamentares da importância de pautar este tema em 2011. O Conecs precisa atuar localmente para construir uma massa crítica de parlamentares sensíveis ao tema. Escreva para contato@conecs. org.br e traga informações sobre as eleições em seu estado ou cidade e indique quais possíveis aliados dos lojistas de shopping podem ter sido eleitos. Estas informações serão fundamentais para construirmos nossas alianças para a próxima legislatura. Acesse nosso site www. conecs.org.br e acompanhe nosso monitoramento sobre projetos de lei de interesse dos lojistas.

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Carmem Machado, consumidora

Renato Marques, vendedor

Vale Mais

Final de ano premiado Sorteados da Vale Mais Comprar Aqui têm até o ano que vem para utilizar seus vales-compras.

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segunda edição da campanha “Vale Mais Comprar Aqui” mobilizou 2.125 lojas associadas do Sindilojas POA. A premiação de R$ 360 mil em valescompras, voltada para vendedores e clientes, teve resultados além do esperado. Foram 120 sortudos conhecidos no dia 18 de novembro em um evento realizado no Shopping Total, que contou, ainda, com o humor gaudério do Guri de Uruguaiana. Os consumidores sorteados ganharam vales no valor de R$ 5 mil para serem gastos nas lojas participantes e os vendedores receberam vales no valor de R$ 1.000. Entre os objetivos da campanha, estava o incentivo às vendas no mês de setembro, mês em que as datas comemorativas não têm tanto apelo comercial. O objetivo é que a Vale Mais ingresse no calendário promocional porto-alegrense no mês de setembro, adianta o vice-presidente de Comunicação e Marketing do Sindilojas, Paulo Penna Rey. “Já estamos dando início ao planejamento

para 2011”, projeta. A consumidora Lisiane Toigo, 28 anos, uma das vencedoras do prêmio, diz ter ficado muito surpresa, especialmente porque nunca havia sido beneficiada por qualquer premiação. “Foi uma grande felicidade, e me permitiu antecipar as compras de Natal”, afirmou a compradora da Loja Scala, que separou parte do valor do vale para adquirir uma televisão nova. Gelson Stroher, 27 anos, vendedor da Fechosul, não acreditou quando um amigo lhe contou que ele era um dos sorteados. “O prêmio está guardado, e vou gastá-lo

em presentes melhores para a família”, comemorou. Micheli dos Santos Silva, 26 anos, vendedora da Gaston, também comemorou a boa notícia. Casada há pouco mais de um mês, ela e o marido aproveitaram a premiação para reformar a nova casa. “O dinheiro veio em boa hora. Compramos material de pintura e vamos virar o ano realizados”, diz ela. Os ganhadores tem até o dia 18 de abril para realizar a troca dos vales por mercadorias nas lojas participantes. Mais informações em www.valemaiscompraraqui.com.br

Anderson Silva, vendedor


Delfino do Nascimento Neto, consumidor

Gelson Luis Stroher, vendedor

O prêmio está guardado, e vou gastálo em presentes melhores para a família. A campanha sorteou mais

Gelson

de R$ 360 mil em vales-presentes.

Eunice Maria Garcia Machado, consumidora

Foram recolhidos mais de

4 milhões de cupons.

Mais de 2000 lojas participaram da segunda edição da campanha.

“O dinheiro veio em boa hora. Compramos material de pintura e vamos virar o ano realizados”.

Lisiane Mendes Toigo, consumidora

Micheli

Micheli dos Santos Silva, vendedora

Foi uma grande felicidade, e me permitiu antecipar as compras de Natal. Lisiane

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Entrevista

Um dirigente lapidado pela vida

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Acadêmico de Direito, Claudemir Barreto Bernardo descobriu sua verdadeira vocação no ramo ótico, onde atua há 25 anos. Claudemir exerce pela segunda vez a presidência da Associação do Comércio de Joias, Relógios e Óptica do Rio Grande do Sul (Ajorsul). Aos 50 anos e pai de quatro filhos, atua como distribuidor e representante de materiais óticos e é sócio proprietário da empresa D`mol Distribuidora de Materiais Ópticos Ltda, e da Kimóptica, há dez anos no mercado, com foco no segmento de equipamentos para ótica, fornituras para relojoaria e joalherias. A Ajorsul representa os setores de joias, relógios e óptica há 50 anos no RS e conta com o reconhecimento e o respeito de várias entidades gaúchas como o Sindiópticas/RS, Sebrae/ RS, Sindipedras/ RS, Sedai e a Fiergs, além dos principais órgãos públicos e privados do Estado. Nacionalmente, têm parcerias estabelecidas com entidades como o IBGM – Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos. Bernardo ressalta que os

associados da Ajorsul têm à sua disposição a estrutura, a experiência e a tradição de uma associação consolidada no mercado. Segundo o dirigente, a entidade oferece informação, atualização, aprimoramento tecnológico, parcerias e oportunidades comerciais e mercadológicas, fomento e desenvolvimento dos setores que representa, além de contribuir para o crescimento da economia e da sociedade do Rio Grande do Sul. “Sua atuação ao longo de cinco décadas tem representado grandes chances de sucesso para várias empresas, construindo diferenciais e fornecendo suporte em variadas atividades”, avalia. Nesta entrevista, Claudemir Barreto Bernardo conta um pouco de sua trajetória e dos planos frente à Ajorsul. Conexão Varejo - Quando entrou no ramo de atividades de entidades de classe? Bernardo - No ano de 2000, a convite do ex-presidente da Ajorsul e amigo, Erizolei Belmiro Oliveira da Silva. Logo depois, exerci dois mandatos como vice-presidente da entidade. Conexão Varejo - Quando assumiu a presidência da Ajorsul? Bernardo - Assumi pela primeira vez em 1º de maio de 2005 pelo

Foto: Arquivo Pessoal

período de um ano. Em 2009, fui o primeiro presidente eleito pelo voto direto dos associados e, em 1º de janeiro de 2010 assumi o cargo pela segunda vez, até 31 de dezembro de 2011. Conexão Varejo - Quais seus planos até o final do seu mandato? Bernardo - Reestruturar a entidade, continuar com projetos das gestões passadas, criando uma nova estrutura, buscando aproximação com outras entidades de classe, como o Sindilojas, CDL, Sindióptica, entre outras. Também estamos investindo em políticas de segurança, como acompanhamento de projetos junto aos órgãos do governo do estado. Conexão Varejo - O que o senhor considera como suas maio-


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res conquistas? Bernardo - Ter formado uma equipe de trabalho dedicada, que irá provar que com trabalho, dedicação e honestidade se consegue alcançar os objetivos propostos. Conexão Varejo - O que apontaria como maiores desafios na sua trajetória profissional? Bernardo - Provar que uma associação pode realmente dar certo, quando se trabalha em equipe, com empenho, dedicação e honestidade. Conexão Varejo - Qual a importância da parceria com o Sindilojas? Bernardo - A nossa parceria com o Sindilojas POA ocorreu através do meu amigo André Roncatto, do Sindióptica, logo após termos assumido a presidência da Ajorsul. Nossa parceria vem crescendo em ações conjuntas, como as reuniões com a Brigada Militar, Secretaria Municipal da Indústria e Comércio (Smic), entre outras atividades. O Sindilojas vem buscando um

bom entendimento não só com a Ajorsul, mas também com outras entidades de classe. Qual o cenário atual das empresas do setor ótico no RS? Bernardo - O setor é bastante promissor, visto que o número de óticas vem aumentando significativamente no estado. O Rio Grande do Sul já entrou para o cenário nacional, considerando que as grandes redes de óticas do centro do país estão abrindo filiais e franquias no sul. Existem projetos de grandes magazines para aumentarem seu mix de produtos, incluindo o setor ótico e tudo isso, de certa forma, movimenta este segmento. Quais as perspectivas para o segmento nos próximos anos? Bernardo - Se o mercado ótico continuar neste ritmo e, com a abertura de novos shoppings e ampliações dos já existentes, com certeza o Rio Grande do Sul estará no cenário nacional muito breve com as maiores redes de óticas do país. Com isso o nosso empresário deve sair do anonimato, investindo em novos pontos de venda, buscando a qualificação, a competitividade, já que o mesmo sempre levará vantagem em rela-

ção a que vem de fora, visto que no Rio Grande do Sul o mercado ótico esta vinculado com o mercado de joias e relógios, chegando ao percentual de 80% e, este diferencial faz com que nossos empresários se tornem mais competitivos em relação aos que trabalham somente com o setor de ótica. Esta é mais uma tradição no sul: joias,relógios e óptica, unidos em um único mercado.

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Sindinews Foto: Kamila Karolczak

Prepare-se para o Liquida Porto Alegre Vem aí mais uma edição do Liquida Porto Alegre. O Liquida acontece no mês de fevereiro e tem o apoio do Sindilojas.

Planejamento estratégico Valter Nagelstein participou de encontro no Sindicato

Secretário da SMIC debate o comércio em reunião-almoço do Sindilojas O Sindilojas Porto Alegre recebeu a visita do Secretário Municipal de Produção, Indústria e Comércio (Smic), Valter Nagelstein, no dia 10 de novembro. Na ocasião, o secretário destacou a importância do varejo para o desenvolvimento econômico e

social do município e colocou-se à disposição dos lojistas para estabelecer parcerias, a fim de retomar crescimento. Segundo o titular da pasta, a Secretaria apoia os varejistas e o comércio, considerando-os produtores de riqueza e de emprego para a cidade.

Presidente participa de encontro sobre economia informal

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No dia 25 de novembro, em Brasília, o presidente do Sindilojas de Porto Alegre, Ronaldo Sielichow, participou do painel “Informalidade e Cidadania no Trabalho: articulação de ações e políticas para o desenvolvimento com inclusão social”. Durante o evento, Sielichow apresentou o case do Centro Popular de Compras de Porto Alegre. A informalidade é um dos principais obstáculos para o desenvolvimento econômico e social no País. Nesse contexto, o DIEESE desenvolveu o

projeto “Redução da Informalidade por meio do Diálogo Social”, com suporte financeiro do Fundo Multilateral de Investimentos (FUMIN) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Dentro do projeto, com duração de 36 meses, a partir de outubro de 2009, estão sendo apontadas e implementadas formas alternativas para melhorar as condições de trabalho, produção e qualidade de vida de pessoas e comunidades que estão na informalidade.

No dia 20 de novembro diretoria e colaboradores do Sindilojas Porto Alegre reuniram-se no SESC Campestre para debater o Planejamento Estratégico 2011 – 2020. Na ocasião, lideranças de cada área apresentaram indicadores e planos de ação para atingir os objetivos estratégicos, que almejam a sinergia, a qualidade e a excelência no trabalho não só para o Sindilojas, mas para toda classe lojista. Os colaboradores receberam um novo crachá com Missão, Visão e Valores do sindicato e assistiram a uma palestra de excelência em organização. O Planejamento estratégico do Sindilojas Porto Alegre foi um evento que visou a integração de toda equipe.

Adalberto Perna O Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre registra com pesar, o falecimento de Adalberto Raul Perna, ex-presidente da entidade, ocorrido no dia 5 de dezembro. Formado em Ciências Contábeis e em Administração de Empresas, Perna atuou como presidente do Sindicato na gestão 1968 – 1971. Foi presidente do Clube do Comércio e diretor-presidente da Loja Perna Atualidades Masculinas.


Sindilojas promove Treinamento de Endomarketing Fotos: Vinicius Ghise

Capacitação faz parte da rotina em todos os níveis hierárquicos do Sindicato Nos dias 11 e 12 de novembro, o Sindilojas realizou treinamento com a palestra “Endomarketing Estratégico - Porque e como fazer”, ministrada pela diretora-presidente da Agência de endomarketing Happy House Brasil, Analisa de Medeiros Brum. O objetivo do encontro foi capacitar o público interno

Homenageados pelo Sindilojas A advogada Teresa Cristina Moesch e o lojista Augusto Hecktheuer são os novos integrantes da galeria de homenageados do Sindilojas Porto Alegre. Teresa Moesch foi consultora jurídica do Sindicato de 1991 a 2007, e Hecktheuer, que participa da diretoria da entidade deste 1980, é o atual diretor financeiro. Em coquetel realizado na noite 30 de novembro

do Sindilojas Porto Alegre sobre a importância da comunicação e do endomarketing como ferramenta estratégica de gestão, e também a melhoria efetiva dos processos internos e do clima organizacional do sindicato. Participaram do evento, membros da diretoria, lideranças e setor de marketing.

Foto: Nabor Goulart

de 2010 ambos participaram do descerramento das placas na galeria, recebendo felicitações de diretores do Sindilojas, autoridades e familiares.

Novas Associadas Sindilojas r BOUTIQUE OK r ARMAZÉM DO PISO E REVESTIMENTO r CASA DAS PADARIAS r O BOTICÁRIO r ZACCARDI r NELLY POPPE r ZUKKY FASHION r SOUTH WAVE r CIA NOTEBOOK r VIZZUN BRAZIL r MUNDO MÁGICO r B H COMEX r CM PIRES r DELL ELETROCAR r FERNANDO BELORAY SMEJOFF PROJETOS r FOERNGES r GAS DA BOA r KROGNUS SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS r MEDITERRANEE REVESTIMENTOS r RODRIGO r AMERICA THECH r SILVEIRAFIOS r WJR CONSULTORIA E ASSESSORIA E NEGÓCIOS

Sindilojas promove palestra sobre vendas de final de ano O Sindilojas Porto Alegre ofereceu aos seus sócios efetivos duas palestras com Eduardo Tevah, vice-presidente do Grupo Tevah. Os encontros aconteceram nos dias 22 e 29 de novembro, no Auditório Henrique Gerchmann. Autor de quatro livros com mais de 150 mil exemplares vendidos e vencedor de importantes prêmios, o empresário, abordou ações para os lojistas obterem êxito nas vendas de final de ano.

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Perfil

Restaurando o impossível Lengil é especialista em arte barroca e atende clientes de diferentes países.

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tão sonhado ateliê. O talento multifacetado foi se confirmando com a rotina do dia a dia, e o hobby se tornou profissão. Hoje, Lengil esculpe madeira, pinta telas com imagens pastoris e se dedica a desafiadores trabalhos de restauração de gesso, alabastro, pó de mármore, pedra-sabão, cerâmica e biscuits. O artista tem como especialidade a restauração de peças barrocas - boa parte delas é enviada por clientes da Europa e América Latina, e contém grande valor histórico e artístico. Entre as peças mais raras, estão um jarro japonês de 350 anos e uma imagem italiana de São Francisco de Assis, que hoje ador-

na os escritórios de uma empresa no Velho Continente. Outro trabalho importante foi a recuperação de 12 telas enviadas pelo governo de Cuzco, no Peru, e a confecção de várias imagens para igrejas e capelas de Porto Alegre e todo o Brasil. Não à toa, ele ganhou o apelido de “restaurador do impossível”. Viúvo e pai de Patrícia, o artista não pensa em parar tão cedo. “Se a música é a linguagem da alma, minha arte é a linguagem dos olhos. Porque as pessoas veem e vibram com ela. Para mim, isso é o bastante para seguir adiante”, declara o artista. Para conhecer melhor o trabalho de Lengil, basta ir até o seu ateliê, na Rua dos Andradas, 1806/02, fone 51. 3224.1478. Foto: Milton Moraes

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om mais de meio século de profissão, ele é um dos mais inquietos artistas plásticos radicados no Rio Grande do Sul. Aos 74 anos, o sergipano Gílson Gonçalves dos Santos, o Lengil, faz questão de lembrar que a aposentadoria ainda está longe. A cada semana, dezenas de peças antigas chegam ao seu ateliê, localizado no Centro Histórico da Capital, e aguardam à espera das talentosas mãos do artista. Sua paixão pelas artes começou cedo, confeccionando brinquedos com a argila que coletava à beira do Rio São Francisco. Aos 7 anos, fez um barquinho à vela inspirado pelo pai pescador. Pela singela obra, foi premiado em um concurso entre escolas primárias organizado pela Prefeitura de Propriá (SE). “Fiz essa primeira peça movido pela necessidade, porque jamais ganhava brinquedos no Natal. Éramos 18 irmãos e nossa família era muito humilde”, recorda. Cinco anos depois, Santos ingressou em um seminário em Aracaju, onde teve a oportunidade de observar a arte sacra. Acabou se transferindo com a família para o Rio de Janeiro, onde se graduou em Belas Artes. Empolgado com o que ainda acreditava ser um hobby, fez mais de uma dezena de cursos de especialização e viagens de estudo a Buenos Aires e Montevidéu. Passou a conhecer a obra de diversos mestres que o inspirariam, como Aleijadinho, Frei Agostinho de Jesus, Frei Domingos da Conceição e José Joaquim da Veiga Vale. Já adulto, Santos trabalhou durante anos em uma companhia internacional sediada no Rio, como supervisor de vendas. Em 1969, foi transferido para a capital gaúcha – onde finalmente montaria o


Foto: Kamila Karolczak

Desenvolvimento Humano

Sindilojas investiu em capacitação Ao longo de 2010, mais de mil pessoas participaram de diferentes treinamentos oferecidos pela Entidade.

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ano de 2010 foi de trabalho intenso na área de capacitação e treinamento do Sindilojas Porto Alegre. Mais de mil pessoas aproveitaram os diversos cursos oferecidos pela entidade. Essas atividades fazem parte da ação Vale Mais Ser Associado, a fim de promover o desenvolvimento e contribuir para melhoria da gestão das empresas dos sócios lojistas. Ao todo, foram realizados 25 cursos de Atendente de Loja, três de Gestão de Custos e Formação de Preço de Venda, 15 cursos de Iniciação em informática e 15 de Internet Básica. Este último, gratuito e aberto à comunidade por meio da Ação de Responsabilidade Social Telecentro Mercado Público. O Curso de Atendente de Loja tem foco em atendimento e ven-

das, preparando o colaborador para o trabalho na atividade de varejo. “Sem dúvida é o que detém maior procura, seja por proprietários ou gestores que encaminham suas inscrições e a de seus colaboradores”, afirma o coordenador de Relacionamento com o Associado do Sindilojas POA, Juliano Guedes. Segundo Guedes, o curso tem ótima avaliação e receptividade pelas empresas associadas. “Mais do que a parte técnica, o curso de Atendente de Loja trabalha a parte comportamental, dando importância a aspectos fundamentais como postura, qualidade, conhecimento do produto, empatia, comunicação e tudo o que envolve a relação com o cliente e suas expectativas”, conta. Há sete anos trabalhando nas lojas Zimmer, a auxiliar ad-

Foto: Nabor Goulart

Palestras realizadas ao longo do ano reuniram mais de três mil pessoas

Especialista abordam temas específicos para o varejo ministrativa Carmen Bento conta que o curso proporcionou maior comunicação com os colegas e melhorou o relacionamento com o cliente externo. “Na hora de entrevistar um candidato, tenho uma visão mais ampla do processo de venda. Além da desenvoltura e do processo de aprendizagem, o que é sempre bom, assegura”. Já o curso de Gestão de Custos e Formação do Preço de Vendas é voltado ao aspecto técnico do tema, adota ferramentas e técnicas financeiras adequadas atendendo diretamente ao gestor do negócio. Em 2010 também foram realizados seis workshops e palestras com os especialistas Eduardo Tevah, Max Gehringer e Luiz Marins, com a participação de mais de três mil pessoas no total. Para os interessados em aprimorar seus conhecimentos em técnicas de varejo, entre os dias 17 e 20 de janeiro, nos turnos da manhã e da noite, o Sindilojas já tem programado um novo curso de Atendente de Loja. Entre os dias 7 e 10 de fevereiro, o curso acontece à noite. Mais informações pelo telefone: 51 3025.8300

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Associadas

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ransformar um simples ambiente em uma verdadeira sala de cinema é uma das propostas da DTS Cinema em Casa, dirigida pelos sócios Pedro Kunz, Edson Daroit e Vera Vasques. Com mais de dez anos de história, a DTS é especializada em projetos de automação residencial e corporativa, sempre primando pela qualidade dos seus serviços e produtos. Além de atender todo o Brasil, possui clientes no Uruguai. Entre os produtos oferecidos estão telas de projeção, projetores LCD, receivers, DVD, cai-

xas acústicas, plasma, personal lift, VHS, HDTV, System-Pedestais, cabos, lifts para projetor, de mesa e articulados para plasma. A DTS atende a um público diferenciado que busca qualidade e soluções completas, desde assessoria no projeto, até instalação. A DTS conta com equipe de 28 colaboradores capacitados para orientar sobre o melhor uso do produto/serviço adquirido para a casa ou para a empresa. Para os sócios, todo o ano é especial. Por isso, em 2011, a loja vai continuar investindo em treinamento da equipe, infra-

Fotos Milton Moraes

É coisa de cinema

A DTS viabiliza projetos em áudio e video estrutura e relacionamento com clientes. Dessa forma, busca aprimorar ainda mais o atendimento, a assessoria e a sofisticação dos projetos que realiza. Na parceria com o Sindilojas, empresa destaca, entre outros benefícios, o plano de saúde da Unimed

utilizado pelos funcionários. A empresa está localizada em Porto Alegre, na Rua José Antônio Aranha, 340, no bairro Três Figueiras. Para conhecer os projetos, visite o site www. cinemaemcasa.com ou entre em contato pelo telefone (51) 3328.9092.

Solução para dias de calor A

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inda como prestadora de serviços de assistência técnica da marca Frigidaire, a Frigelar começou suas atividades em 1966, em Porto Alegre. Em 1971, com a expansão de suas atividades, a empresa também passou a comercializar peças, componentes e equipamentos para refrigeração e condicionadores de ar. O crescimento dos negócios levou a Frigelar a dedicar-se exclusivamente à revenda de peças, câmaras frigoríficas e condicionadores de ar. Além da venda de gases refrigerantes, em 2003, a Frigelar iniciou a divisão meio-ambiente. A recuperação e a reciclagem de fluídos refrigeran-

tes atende às necessidades ambientais e técnicas do mercado de refrigeração e ar-condicionado. A empresa é referência no setor de reposição de peças para refrigeração, como uma das maiores distribuidoras nacionais do ramo. Estruturada em 20 pontos de venda e distribuição localizados em nove estados brasileiros, a Frigelar já soma uma área de 40 mil m² de estoque. São quatro centros de distribuição, localizados em Osasco/SP, Cachoeirinha/ RS, João Pessoa/PB e São José dos Pinhais/ PR, garantindo atendimento para as principais regiões do País. Para a Frigelar, o Sin-

A Frigelar possui 20 pontos de venda em nove estados dilojas desempenha papel essencial no cenário varejista gaúcho à medida que luta em benefício da categoria e sempre está atenta às novidades do setor e às vantagens oferecidas aos associados. O acompanhamento da evolução tecnológica do setor e as ampliações do mercado levaram a empresa a ingressar no

segmento de condicionadores de ar domésticos e comerciais. Atualmente, a empresa possui três lojas especializadas em condicionadores de ar, em São Paulo, Curitiba e uma em Porto Alegre, na Av. Pernambuco, 2285. Telefones (51) 3314.8999. FAX (51) 3222.5210 Visite o site: http://www.frigelar.com.br




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