Sinttel-Rio
boletim
do
www.sinttelrio.org.br
DIA
05
MES
SET
ANO
REDE Fenattel
2018
BASTA DE ESCULACHO!
Com a reforma trabalhista do ilegítimo Michel Temer, as empresas estão achando que podem fazer o que quiserem com os trabalhadores e ficar por isso mesmo. Estão redondamente enganadas. Porque estes trabalhadores tem um Sindicato que os defende: o Sinttel-Rio.
A
s empresas, especialmente a Serede, que é controlada pela Oi, estão exigindo que um só empregado faça o trabalho de quatro ou cinco sem ganhar nada a mais por isso. Ou seja, é como promoção de supermercado “pague um e leve cinco”. Só que nesse caso o trabalhador leva a pior. O resultado dessa prática de exploração é a demissão de quem não entra no esquema. E muitas vezes, o trabalhador não entra porque não foi treinado ou capacitado para exercer essas outras funções. O Sinttel-Rio não admitirá esse esculacho. Por isso convoca a categoria para uma grande mobilização contra essa covardia que atinge todos os trabalhadores da rede, tanto da Serede, como das demais empresas (Procisa, Tel Telecom, Icatel, Ezentis, Vatellina do Brasil entre outras). Vamos às empresas discutir o atendimento dessa Pauta: Operador multifuncional – As empresas, principalmente a Serede, criaram esta função para que um trabalhador acumule várias atividades (instalações de Oi fixo (voz), Velox, Oi TV) e inda unificar isso as funções de OSC, OSC de TUP, técnico em ADSL, técnico de dados, operador de FTTH e Instalador de DTH. O trabalho aumentou, mas o salário continua o mesmo. Pagam apenas por uma função. Em razão disso, demitem e reduzem postos de trabalho. É a famigerada mais valia, ou mais por menos. Cabista aéreo ou nível I – Eles possuem uma mão de obra especifica, mas são obrigados a executarem atividades de Velox (rede A), trocando os modens, reduzindo velocidades de internet, visitando os clientes Oi fixo, pegando senhas e entregando CVC/RAT sem receberem esses formulários entre outras atividades, sem ganhar nenhum centavo a mais. Total exploração; Operadores de DG – Há alguns anos acumularam as atividades dos
CAMILA PALMARES
Trabalhadores reunidos no Sinttel-Rio dia 01/09
examinadores de linha telefônica (sem aumento no salário), agora a Serede está impondo mais uma atividade, que é dos controladores do C.L (despachantes), ou seja, falar com clientes Oi, atender os técnicos de campo, atualizar dados e informações no sistema, realizar triagem, tudo em nome da tal “eficácia”, aumentando o trabalho sem aumentar o salário. Além das péssimas condições de trabalho e descumprimento do anexo II da NR 17. Não pagamento do bônus de R$ 50,00 – Na campanha salarial de 2017 o Sindicato conquistou na Serede o pagamento e um bônus que pode chegar até R$ 390,00. Um dos critérios para obtenção desse bônus é o empregado ter a documentação do veículo agregado em dia. Com a desculpa de que o pessoal não pagou o IPVA dentro do calendário do Detran 2018, a Serede suspendeu o bônus alegando que o trabalhador não está elegível para recebê-lo. Um absurdo. Ao fazer isso a empresa descumpre o que foi acordado, que prevê a restituição do bônus assim que o trabalhador regularize a situação. Na hora de cortar o benefício
a empresa é rápida, já pra restituir... Plano de saúde – Por dezenas de vezes o sindicato pontuou problemas com o plano de saúde Assim Clássico, da Serede, por sua abrangência e cobertura deficiente, não atendendo satisfatoriamente aos trabalhadores e seus familiares. O Sinttel exige a troca imediata. Não dá pra pagar por um serviço que não tem qualidade. Saúde é coisa séria. Banco de horas - Exigimos a confirmação da Serede que o banco de horas somente será implantado quando o aplicativo estiver disponível nos celulares dos trabalhadores para o real controle das horas extras realizadas. Já na Procisa, exigimos que não seja adotado o banco de horas de 180 dias conforme previsto na reforma trabalhista. Queremos negociar o que for mais benéfico ao trabalhador. Não a esse banco de horas desumano criado pelo golpista Temer. Cumprimento do piso salarial – O Sindicato está com ação trabalhista contra a Procisa, por tratamento não isonômico com os trabalhadores que CONTINUA NO VERSO >>