GRUPO CLARO
9 de novembro é dia luta!
Todos de preto em protesto e para pressionar a Claro Ocupações estudantis resistem no Brasil
Estudantes de 21 estados e do Distrito Federal ocupam mais de mil instituições de ensino como forma de protesto às diversas medidas do governo que retiram direitos sociais. Os alunos são contra a antiga PEC 241 (agora PEC 55), que prevê o corte de investimentos públicos por 20 anos e a reforma do ensino médio, sugerida pela Medida Provisória nº 746. A MP pode excluir as aulas de educação física, artes, sociologia e filosofia da grade curricular. A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas informou que, até agora, existem 1.154 ocupações em universidades, institutos e escolas municipais, estaduais e federais. O movimento começou no início de outubro, no Paraná, estado que concentra 850 ocupações. É de lá a jovem estudante Ana Júlia que, em discurso no Senado, emocionou e inspirou o país ao defender a luta dos alunos contra a decadência na Educação. A Universidade de Brasília (UnB), uma das maiores do país, também foi ocupada após a decisão de mais de 1.200 estudantes se reunirem em uma assembleia histórica, na noite de segunda-feira, 31.
CAMILA PALMARES
O Sinttel realizou ato dia 1°, na porta de todas as empresas do Grupo Claro – Mackenzie, Camerino, Presidente Vargas, Mena Barreto e Voluntários para mobilizar os trabalhadores para a campanha salarial. A próxima reunião com a empresa está marcada para o dia 9 de novembro, quando os trabalhadores vestirão preto em caráter de protesto e para pressionar a Claro a apresentar uma proposta decente.
A
primeira e única reunião de negociação aconteceu no dia 4 de setembro. Depois disso, a Claro desmarcou a reunião do dia 20 de outubro e reagendou para agora, no dia 9 de novembro, dois meses depois da primeira, alegando que não tem proposta.Passados exatos 60 dias da data-base 1º de setembro, a postura intransigente da empresa, fica mais evidente e o descaso também. A última e única proposta até agora foi rejeitada e previa: 3% de reajuste para salários excluindo gerentes e diretores; 0% para o Vale Refeição/Alimentação e PPR - proposta do gatilho, com metas e desafios inatingíveis, sem antecipação, com elegibilidade de 180 dias. Inaceitável! A empresa está usando a tática dos anos anteriores: empurra a negociação para dezembro e depois pressiona os trabalhadores para aprovarem a sua proposta. Esta estratégia nefasta todos nós, trabalhadores, já conhecemos, e tem causado efetivamente prejuízo para os nossos salários e benefícios. PERDAS NOS SALÁRIOS E BENEFÍCIOS
Desde 2014 os trabalhadores PERDEM no Vale Refeição/Alimentação
congelado (Embratel). Em 2015, perderam novamente, já que o Vale Refeição/ Alimentação foi congelado pelo segundo ano consecutivo (Embratel); e por um ano (Claro). Quanto ao reajuste, em 2015, todos os trabalhadores perderam. O reajuste aplicado foi inferior ao INPC e parcelado, no percentual total de 7,91%, numa inflação de 9,88%. Além disso, há um ano e dois meses, a Claro protela e não libera a minuta para o Sinttel-Rio do acordo coletivo de trabalho. Destacamos, ainda, que os Acordos anteriores de 2013/2015 não foram homologados pelo MTE, devido à pendência na documentação da Claro. Assim, o Aditivo de 2014/2015 nem protocolado foi e a empresa nada fez para resolver. Os empregados oriundos da Net, sob o mesmo CNPJ da Claro, desde janei-
ro/2015, são excluídos da negociação e têm salários e benefícios inferiores aos demais empregados do grupo. Os trabalhadores da Claro não vão permitir serem tratados com tanto descaso!
Por isso, dia 9 é dia usar preto em protesto à postura intransigente da Claro e para mostrar toda a indignação dos trabalhadores com as negociações da campanha salarial até agora.
Vivo: nova reunião dia 4 Após cancelar a reunião, a Vivo marcou para o dia 4 a nova rodada de negociação da campanha salarial. Na última reunião, a proposta da empresa era reajustar parte dos salários e benefícios somente em 2017 e alterar a jornada para os trabalhadores de campo, de 40h para 44 horas semanais. Um absurdo! Se formos considerar apenas o período de set/15 a ago/16, o reajuste necessário é de 9,62%. Na
rodada de negociação de sexta (4), o Sinttel e a comissão de negociação esperam que a empresa apresente uma proposta decente para ser apreciada pelos trabalhadores, que já tiveram perda da data base anterior. TIM: Uma nova reunião de negociação da campanha salarial está marcada para o dia 8, em São Paulo. O Sinttel e a Comissão esperam que a empresa apresente uma proposta digna.
ESCOLA SEM PARTIDO
Os estudantes também protestam contra a censura proposta pelo movimento "Escola Sem Partido", que serviu de base para criação de projetos de lei (PL) que limitam a atuação dos professores em sala de aula. Uma verdadeira mordaça à educação, esses PLs impedem que os alunos desenvolvam na escola um pensamento crítico e ativo sobre a sociedade. Para Sheila Jacob, jornalista e professora de português e literatura, o movimento representa uma tragédia para a educação no Brasil. "Com esse projeto, pretende-se defender o fim da reflexão crítica, do debate de ideias e questões sociais em sala, o que deveria ser a função primordial da educação: a formação de sujeitos críticos e não repetidores de conteúdo. Esse nome “Escola Sem Partido” é ótimo, mas é uma mentira. Na verdade, ele é proposto por quem toma partido sim, o partido de quem quer naturalizar as diversas formas de opressão, as desigualdades sociais", explica a professora. Ela acredita que o professor não deve impor suas convicções, mas sim apresentar o diferente, aquilo que questiona o senso comum. "A escola deve servir para isso, para ampliar horizontes, e não para manter o que já existe", conclui.
Veja como as medidas golpistas podem afetar você O governo golpista se empenha em fazer as mudanças que trará privilégios para os grandes grupos econômicos, às custas de conquistas de todos os brasileiros, que vêem seus direitos serem usurpados. Da última semana pra cá, diversas medidas comandadas pelo governo ilegítimo colocaram por terra direitos dos brasileiros, em especial dos trabalhadores. Para a diretora de imprensa do Sinttel-Rio, Keila Machado, alertar os trabalhadores da categoria sobre os perigos das ações deste governo golpista é de extrema importância, já que a mídia hegemônica não informa os verdadeiros objetivos por trás de tais medidas. "Eles não querem um povo pensante, que questiona e luta por seus direitos. Por isso, temos o dever de estar junto da categoria e realizar matérias esclarecedoras sobre a difícil conjuntura atual", afirma. Essa avalanche de golpes muda e afeta diretamente a sua vida e de toda a sua família. Entenda quais medidas dos golpistas colocam em risco a vida e a dignidade de toda a sociedade brasileira. PEC 241 - Mais conhecida como PEC da Maldade ou PEC do Fim do Mundo, passa a tramitar no Senado como PEC 55, e limita os investimentos em saúde,
educação e programas sociais, por 20 anos. O congelamento da aplicação de recursos em setores considerados críticos e que já não atendem a população como deveriam e muito menos no nível dos países desenvolvidos, aumentará as desigualdades. Serão menos escolas, menos creches, menos hospitais e atendimentos, menos segurança, menos transportes e menos oportunidades. Para ter algum tipo de acesso aos serviços básicos, a população terá que recorrer a planos de saúde, que também aumentarão os preços. Veja na página 2 quais foram os deputados traidores do povo, que votaram a favor deste absurdo. DESAPOSENTAÇÃO - Por 7 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou no dia 26/10 a desaposentação. Com a decisão, aposentados que permanecem no mercado de trabalho não podem mais pedir a revisão do benefício, ou seja, uma pensão maior por terem contribuído por mais tempo com a Previdência Social. Mesmo aposentados, muitos trabalhadores precisam se manter no mercado de trabalho e contribuem com a previdência. A rejeição do STF a um benefício mais justo a estes trabalhadores, que mesmo com idade, continuam fazendo a economia circular e pagando impostos, torna ainda mais difícil
a vida dos aposentados no Brasil. STF PROÍBE GREVE DE SERVIDOR - Mais uma perseguição aos
trabalhadores e sindicatos, desta vez, comandada pelo Supremo Tribunal Federal. Por seis votos a quatro, o Supremo decidiu que os servidores públicos que entrarem em greve podem ter o salário imediatamente cortado, como já acontece na iniciativa privada.A cassação do STF ao direito de paralisação do funcionalismo é um retrocesso em relação à liberdade de representatividade defendida na Constituição de 88. Como as ruas já vêm mostrando, os atos contra a aprovação da PEC 55 podem gerar, em seguida, greves. Por isso, houve esta corrida pela proibição de greves no serviço público. TERCEIRIZAÇÃO - Defendida pelos empresários e com apoio dos golpistas, a regulamentação da terceirização já tem um forte lobby para ser aprovada ainda este ano. As operadoras de telefonia são as empresas que mais pressionam pela aprovação, já que querem terceirizar a atividade de call center. Os empresários resgataram um projeto antigo - enviado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 1998 - e têm concentrado esforços para apressar a sua
votação, prevista para este mês na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com possibilidade de ir direto ao plenário da Câmara. Como o texto já passou pelo Senado, se receber sinal verde dos deputados, seguirá direto à sanção presidencial.
Entenda o que muda, caso a terceirização indiscriminada seja aprovada: COMO FUNCIONA HOJE: A Súmula 331 proíbe a contratação de trabalhadores terceirizados na atividade-fim das empresas. A Súmula resguarda os trabalhadores da terceirização indiscriminada por parte das empresas. COMO FICARIA: Caso o projeto seja aprovado pela Câmara dos Deputados e sancionado pelo presidente golpista, as empresas poderão contratar trabalhadores terceirizados em todas as etapas do processo produtivo. Ou seja, também nas atividades-fim e não mais só nas atividades-meio, como é hoje.