Jornal do Sinttel-Rio nº 1544

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CAMPANHA DAS OPERADORAS

Claro oferece menos que o INPC e retrocede

O GOLPE É CONTRA VOCÊ

Tempo de contribuição sobe para 49 anos

Mais um golpe do golpista Michel Temer nos trabalhadores. Assim podemos chamar a proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso Nacional pouco antes da meia-noite desta segunda-feira (5). Para receber 100% da aposentadoria, os brasileiros terão que contribuir, no mínimo, 49 anos. Além disso, o texto estabelece a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres e sugere a volta do trabalho escravo e a utilização de mão de obra infantil. Se aprovada, a regra valerá tanto para o serviço público, quanto para o privado, e atingirá mulheres com 45 anos ou menos, e homens com idade inferior a 50 anos. A sugestão de reforma, já tramita no Congresso como PEC 287, que ainda vai analisar o projeto, que só vai valer em 2017. Os trabalhadores rurais serão duramente prejudicados. No campo, as pessoas começam a trabalhar ainda crianças, o que faz com que o desgaste físico seja imensamente maior. Pois, se até agora eles não eram obrigados a contribuir para o INSS, se a reforma passar, terão de fazer contribuições para se aposentar, e a idade mínima será de 65 anos. A alíquota do rural será obrigatória e deverá estar atrelada ao salário mínimo. ROMBO É FARSA

O argumento para as mudanças nas regras para a aposentadoria é a farsa do rombo da previdência. O governo insiste nesta tese para legitimar tais mudanças e fazer parecer que estas não necessárias para que as futuras gerações tenham acesso à aposentadoria. Na verdade, especialistas já derrubaram esta teoria e esclarecem que outras fontes alimentam a receita da previdência. Os benefícios concedidos às empresas deixam de arrecadar bilhões para a seguridade social, em função da renúncia fiscal. Ou seja, o governo quer tirar direitos dos trabalhadores para pagar a dívida pública, que só alimenta uma dinâmica de benefícios para empresários e investidores. Para o ex-ministro da Previdência nos governos Lula e Dilma, Carlos Gabas, não existe nenhum rombo que justifique uma reforma arrasadora como a apresentada. “Não há um descontrole nas despesas que estão estáveis nos últimos anos. De 2014 a 2015 caiu um pouquinho, mas não existe um descontrole na despesa”, esclareceu.

CAMILA PALMARES

A última proposta do grupo Claro (Claro, Embratel e NET) para o Acordo Coletivo 201617 foi novamente rejeitada pela comissão nacional de negociações por representar um grave retrocesso para a categoria. Não aceitamos menos que o INPC integral (9,62%) para todos os salários e benefícios. Ressaltamos que o vale refeição/alimentação está congelado há três anos e acumula uma perda de mais de 30%.

M

aquiavélica, a Claro ofereceu reajuste pelo INPC para os trabalhadores que ganham até o piso, ou seja, um número restrito de empregados, assim mesmo a ser pago em jan/2017. Mantém exclusão aos gerentes e diretores e para os que ganharam acima do piso chegou a 7,01% parcelado em duas vezes. RISCO DE DEMISSÃO

Não bastasse essa proposta que não repõe as perdas, a Claro propôs dividir os trabalhadores entre os atuais e os futuros. A sua intenção é muito óbvia, ir pouco a pouco substituindo os antigos pelos novos e nivelando os futuros acordos por baixo.

OI

Paralisação realizada dia 18 de outubro na Presidente Vargas

A proposta da Claro é inaceitável. FINGE-SE DE MORTA

Ao final da última rodada de negociações, após a rejeição dessa proposta escabrosa, a Claro se comprometeu a dar uma resposta à Comissão e a Fenattel num prazo de dois dias. Mais uma vez ela promete uma coisa e faz outra. Não deu nenhum retorno nem marcou nenhuma nova data para voltar a negociar. O Sindicato vem cobrando sistema-

ticamente da empresa uma posição à contraproposta da comissão ou uma nova reunião, mas a Claro não dá sinal de vida. MAIS MOBILIZAÇÃO

Para o Sindicato, a empresa vem enrolando na tentativa de mais na frente empurrar essa mesma proposta goela abaixo dos trabalhadores. Diante disso a orientação do Sinttel-Rio é de que os trabalhadores intensifiquem a mobilização, pois não basta apenas rejeitar a proposta, o que

sabemos acontecerá. É preciso mais que isso. É imprescindível que ao rejeitá-la os trabalhadores aprovem a continuidade da luta com paralisações de pelo menos um turno e até a greve caso seja necessário. Só assim vamos ter poder de pressão até em caso de dissídio. Para estimular essa mobilização e saber o que os trabalhadores sugerem como forma de luta, o Sindicato criou o e-mail trabalhadoresclaro@sinttelrio.org.br O que o trabalhador vai fazer? Responda para esse e-mail.

Negociação prossegue hoje

As negociações na Oi foram retomadas ontem (6) e deveriam prosseguir até o dia 9, mas, de acordo com o que nos informou Yeda Paura, secretária geral do Sinttel, que participava da reunião, os representantes da Oi decidiram antecipar a conclusão das negociações para hoje (7). Além disso, nada mais havia sido definido até às 17h, quando fechávamos esta edição. Yeda reafirmou ainda que a Comissão se mantinha irredutível quanto à contraproposta apresentada na última reunião. “Não aceitamos menos

que o INPC (8,5%) para os salários, benefícios e demais cláusula econômica e para todos os trabalhadores” enfatizou. Tão logo sejam concluídas as negociações a categoria será informada através do portal do Sinttel-Rio www. sinttelrio.org.br e de boletim especial. A primeira proposta da Oi foi 0% de reajuste para os salários e benefícios. A Proposta foi rejeitada no ato pela comissão que fez a seguinte contraproposta que esperamos seja atendida: - Reajuste de 8,5, INPC integral para

as cláusulas econômicas - Antecipação do décimo-terceiro salário de 2017, em dez/2016 - Antecipação de metade de um salário do Placar, em dez/2016 - Tíquete extra no montante de R$ 1.000, em dezembro de 2016 - Estabilidade no emprego por dois anos - Fim das demissões - Garantia do Placar 2016 Embora em crise, a Oi continua produzindo e gerando riqueza, isso graças ao trabalho e a responsabi-

lidade de seus empregados em todo país. De acordo com dados do Diesse (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) a produtividade dos trabalhadores da Oi, em 2015, foi de R$ 1,3 milhão, ou seja, cada trabalhador contribuiu com esse montante para a geração de riqueza na Empresa. Não foram esses trabalhadores que levaram a empresa a pedir recuperação judicial com uma dívida de R$ 70 bilhões, mas sim a sua direção e as suas sucessivas gestões desastrosas.

Nextel: assembleia hoje às 10h, no Teleporto O Sindicato fará hoje, dia 7, assembleia para submeter aos trabalhadores a a proposta final negociada com a Nextel. A assembleia será às 10h, no prédio do Teleporto, 4º andar. Confira a proposta: Correção Salarial: Retroativo a 01 de Outubro de 2016 da seguinte forma: . Até R$ 4.000,00 – 9,06% .De R$ 4.000,01 a R$ 8.000,00 – 7% . Acima de R$ 8.000,01 - valor fixo de R$ 560,00 . As diferenças serão pagas na folha de pagamento de Dezembro/2016 (30/12/2016) Benefícios: .Creche - correção de 9,06% - Retroativo a Out/2016 – R$ 360,00 . Portador Deficiência - correção de 9,06% - Retroativo a Out/2016 - R$ 720,00 . VA/VR – Correção de 9,06% como segue (diferenças de dez/2016 serão creditadas no decorrer deste mês): · Empregados 8 horas:

. R$30,50/dia a partir de Dez/16 . R$32,00/dia a partir de Mar/17 ·Empregados 6 horas: . R$17,72/dia a partir de Dez/16 . R$18,60/dia a partir de Mar/17 · Correção em 9,06% na tabela de descontos do VR, conforme abaixo, inserindo-a no ACT2016/2017 conforme quadros

. Extensão do Plano de Previdência Privada para todos os trabalhadores com salários até R$ 4.300,00, a partir de Mar/2017, devido aos necessários ajustes administrativos junto à operadora e mesmo à necessidade de obter do empregado sua adesão. PPR 2016 · 1ª Parcela - 30% do salário base, já corrigido, pagamento no dia 15/12 · 2ª Parcela final – 31 de março 2017 . Iniciar negociações até o primeiro trimestre de 2017, visando

à elaboração do PPR-2017, com o compromisso de avaliar as sugestões do sindicato (sobre variável e target fixado) Novas Cláusulas: Cláusula trigésima oitava – trabalhadores com deficiência. A empresa abonará os períodos de ausências ao trabalho, aos trabalhadores com deficiência decorrente de comprovada manutenção de aparelhos relacionados à sua deficiência por até 03 (três) dias, durante o período de vigência desse acordo coletivo, mediante comprovação posterior, e desde

TIM e BT aprovam proposta

que comunicado o médico da empresa. Cláusula trigésima nona - licença para trabalhadoras vítimas de violência doméstica A empresa concederá licença remunerada de até cinco dias, durante o período de vigência desse acordo coletivo, para as trabalhadoras que venham a ser vítimas de violência doméstica, mediante a apresentação do Boletim de Ocorrência emitido pela autoridade policial competente, podendo haver recomendação médica.

Por ampla maioria os trabalhadores da Tim e da BT Telecom aprovaram por ampla maioria a proposta para Acordo Coletivo 2016/2017. As assembleias foram realizadas pelo Sinttel no dia 30, nos locais de trabalho. A proposta da Tim inclui reajuste salarial (em dezembro/2016) de 9,62% para trabalhadores do Call Center; 7 % para todos os demais trabalhadores e abono compensatório de R$ 850,00 para todos os trabalhadores (pago em dez/2016). Já o Vale Alimentação/Refeição reajuste de 9,62% para quem pratica jornada de 180h/mês e Jovens Aprendizes e reajuste de 11% para todos os demais trabalhadores (em setembro/2016).


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