DIA 28 VAMOS PARAR O BRASIL OPERADORAS
Sinttel realiza encontro com trabalhadores
O Sinttel realiza, no próximo dia 26, um encontro com trabalhadores das operadoras - Oi, Vivo, Claro, Tim, Nextel, Algar Telecom - às 18h, na sua subsede na Rua dos Andradas, 96/15º andar. O encontro pré campanha salarial tem como objetivo fortalecer a categoria para as pautas deste ano, discutir a escolha de representantes nos locais de trabalho e sindicalização. Ao longo de séculos, a classe empresarial explora os trabalhadores, para, assim, aumentar seus lucros. A cada dia, a filosofia da exploração da mão de obra se acentua, assim como a fortuna das grandes empresas, que não reconhecem e ignoram as reivindicações dos trabalhadores, que são, na verdade, a força motriz para o crescimento das corporações. Em recente estudo, a economista Renata Filgueiras, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - Dieese, realizou um levantamento de quanto cada empregado produz de riqueza (lucro) para as empresas do setor de telecomunicações. Segundo a pesquisa, na Oi, a produtividade de cada trabalhador por ano é de R$1.372.092, mais de R$100.000,00 por mês. Na Vivo, a produtividade por ano de cada um é de R$1.039.251,00, semelhante aos mesmos patamares da Claro, que, assim como a Tim, teve lucros exorbitantes. Em contrapartida, na última campanha, estas empresas endureceram ainda mais as negociações. Os empresários se utilizaram da instabilidade política e econômica do país como desculpa para não atender às reivindicações dos trabalhadores. É preciso dar um basta nas perdas salariais e de benefícios que sofremos nos últimos anos. Por isso, desde já, o Sindicato começa a organizar os trabalhadores para que possamos fortalecer a categoria e as pautas para a campanha salarial. É imprescindível a participação de todos os trabalhadores das operadoras, para mostramos força e mobilização para conquistas reais este ano. Todos ao encontro dia 26 de abril!
Só a adesão total à greve geral, convocada pela CUT e outras centrais para o dia 28, poderá pôr fim ao corte de direitos levado a cabo pelo governo golpista e ilegítimo
SOCORRO ANDRADE
O
s trabalhadores brasileiros da indústria, comércio, domésticos, serviços em geral e além deles, seus filhos, netos, as gerações futuras, estão com seus direitos constitucionais, tais como férias, 13º salário, repouso remunerado, hora extra, contrato de trabalho aposentadoria, pensão por morte etc ameaçados. Isso é muito mais que um dia de salário. Portanto, se você quer defender esses direitos e mostrar pra esse governo e esse congresso golpista que não vai aceitar o desmonte do estado e o fim da cidadania, deve aderir à greve geral. No dia 28 fique em casa e aproveite o dia para desfrutar do convívio com a família. PROFESSORES JÁ ADERIRAM
Na plenária das centrais sindicais organizadoras do movimento realizada dia 17, várias categorias já haviam aprovado a greve. Os trabalhadores do setor de ensino público e privado, do ensino fundamental à universidade
já aprovaram em assembleias nos seus sindicatos a adesão à greve. TRANSPORTES FAZEM ASSEMBLEIA
A adesão dos trabalhadores do setor de transportes (barcas, trens, metrô e ônibus municipais e intermunicipais) é dada como certa. Os diretores da Nova Central, entidade que congrega a maioria dos sindicatos de transportes do Rio, disse que a disposição do pessoal é parar. Mas vão fazer assembleia na próxima semana. Se os transportes coletivos pararem, não há motivo para você pagar táxi, lotada ou Uber para ir ao trabalho. A sua adesão será por solidariedade com esses trabalhadores e com a luta. As reformas propostas pelo governo argentino são menos drásticas que as anunciadas pelo governo golpista brasileiro. Mesmo assim, os trabalhadores argentinos aderiram em massa à greve geral realizada dia 6 de abril. Vamos seguir o exemplo deles e parar o Brasil dia 28.
Trabalhadores cobram deputados em aeroportos Uma ação da CUT e de outras centrais sindicais nos aeroportos começa a pressionar deputados a votarem contra a reforma trabalhista, que pode ser votada nesta semana. Mesmo com um acordo para colocar em pauta a Reforma Trabalhista somente em maio, parlamentares golpistas querem apressar a votação deste projeto criminoso no plenário da Câmara. Parta isso, eles estão usando um pedido de urgência. Ontem (18), no momento que deputados embarcavam para Brasília, as estaduais da CUT na Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe aperta-
ram o cerco para pressioná-los. Com megafone, faixas, cartazes e muito para dizer, os sindicalistas receberam o apoio da população, que aplaudiu o manifesto. No Ceará, por exemplo, a CUT, além das frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e parceiros do movimento sindical, promoveram manifestações no Aeroporto Internacional de Fortaleza e colocaram contra a parede 10 deputados federais, para votarem contra o fim da aposentadoria e dos direitos trabalhistas. Não haverá sossego para os parlamentares até que os trabalhadores consigam barrar mais um golpe contra o povo brasileiro.
Oi pagará mais a seus executivos que as concorrentes Apesar de ser alvo da maior recuperação judicial do país e de ter parcelado em duas vezes o reajuste salarial (abaixo da inflação) de seus empregados e de ter pago apenas 0,7 salários de Placar para esses mesmo empregados, a Oi diz que pagará mais a seus executivos que as suas concorrentes, diga-se de passagem, todas em melhor situação que ela. Tudo isso de acordo como o Estadão Conteúdo (Estadão on line) de ontem,
dia 18. A notícia diz ainda que a Oi pagará, em média, R$ 15,3 milhões a cada um de seus três diretores estatutários em 2017. A remuneração é mais de quatro vezes superior à estimada pelas concorrentes Vivo e TIM. Ainda de acordo com o Estadão, o total a ser pago pela Oi aos executivos deve somar R$ 45,8 milhões caso o valor seja aprovado na assembleia do dia 28 de abril, o que esperamos não aconteça,
contra R$ 10,9 milhões na Vivo e R$ 27,2 milhões na TIM, que tem cinco diretores a mais. REVOLTA E INDIGNAÇÃO
A notícia causou revolta e indignação nos trabalhadores da empresa no Rio de Janeiro e demais estados, e não é pra menos. A direção do Sinttel-Rio também repudia essa atitude de premiar justa-
mente aqueles que são os responsáveis por levá-la à situação de falência em que ela se encontra hoje. Mesmo na bancarrota, em 2016 a operadora pagou R$ 31,5 milhões à diretoria, sendo R$ 12 milhões em bônus. Caso os valores para 2017 sejam referendados, a remuneração a ser paga aos diretores terá um salto de 45,5%. O Sinttel exige que isso não seja aprovado pelos acionistas no dia 28.