Jornal Sinttel-Rio nº 1565

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QUEM GANHA COM AS REFORMAS? DATA BASE 1º DE ABRIL

Nova rodada de negociações dia 18

As empresas confirmaram para quinta-feira, dia 18, a 4ª rodada de negociações para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT2017-2018) dos trabalhadores das empresas prestadoras de serviços de telecomunicações. A reunião está marcada para o período da manhã. A reunião passada terminou com o impasse quando as empresas ofereceram 2% de reajuste para os salários e o Sindicato não aceitou. A expectativa da diretoria é que as empresas venham dispostas a negociar e a fazer uma proposta capaz de ser levada aos trabalhadores em assembleia. PISO ESTADUAL - De acordo com Amilton Barros, diretor de negociações coletivas do Sinttel, a diretoria do Sindicato não aceita nenhuma proposta que não inclua reajuste salarial e de benefícios pelo INPC integral (4,57%) mais ganho real, além do pagamento do piso salarial fixado em lei estadual para os trabalhadores de telecomunicações. Essa campanha, segundo Amilton, abrange mais de 15 mil trabalhadores em todo estado, distribuídos por mais de 100 empresas prestadores de serviços. Ele considera essa campanha uma das maiores do setor, mas também muito difícil. "Já estamos há um mês da data base da categoria (1º de abril) e até agora as empresas se limitaram a chorar misérias e se escorar na crise para negar o que o trabalhador tem direito que é a recuperação da inflação. Esperamos que hoje elas mudem o discurso” disse.

TV por assinatura também negocia dia 18

Na parte da tarde, a diretoria do Sinttel reúne-se com as empresas prestadoras de serviços de telecomunicações/tv por assinatura para discutir a renovação do Acordo Coletivo desses trabalhadores. Essa campanha abrange cerca de 5 mil distribuídos em cerca de 50 empresas em todo estado. O Sindicato reivindica para esses trabalhadores, além de reajuste salarial e de benefícios pelo INPC mais ganho real, a mudança da data base para 1º de abril e a unificação com os demais prestadores de serviços. A ideia é assegurar uma única data base e as mesmas conquistas a todos esses trabalhadores terceirizados em várias empresas.

Com certeza não é o trabalhador. Vejamos:

As empresas poderão pagar aos seus empregados apenas as horas trabalhadas e não por jornada fixa. Por exemplo, no setor de teleatendimento, o empregado chega para o serviço, o patrão o dispensa e credita as horas no banco de horas, o que já é absurdo. Com a reforma o patrão manda o trabalhador pra casa e não paga essas horas As empresas é que "negociam" com o empregado a jornada de trabalho que pode ser de até 12 horas por dia, quatro horas a mais, elevando a jornada semana para 48h. Acaba o pagamento de hora extra A empresa vai poder parcelar as férias dos empregados em até três vezes e o empregadi não pode contestar, estará na lei A empresa vai poder manter o empregado em regime de contrato temporário/experiência por até nove meses, pagando salário e benefícios mais baixos. Após esse prazo pode dispensá-los sem pagar nada (proporcionais de férias, 13ª, aviso prévio),

OCUPA BRASÍLIA 24/05

também não recolhem FGTS A reforma garante às empresas redução de uma hora para apenas meia hora o intervalo de almoço dos empregados As empresas não pagarão mais a multa de 40% sobre o saldo do FGTS em caso de demissão sem justa causa, nem o aviso prévio As empresas não serão mais obrigadas a homologar as rescisões de contrato nos sindicatos ou no Ministério do Trabalho, elas mesmas conferirão se estão pagando corretamente o que devem As empresas podem exigir de trabalhadores com jornadas especiais que permaneçam no trabalho além da jornada, mesmo que isso comprometa seriamente a saúde, caso, por exemplo, dos trabalhadores de teleatendimento/call center que têm jornada de seis horas para evitar perda auditiva, surdez, ou outras LER/DORTs

, financiado e lp o g o e u q te n ue a evide Diante disso, ficeiros e demais empresários e qa a u tr pela Fiesp, banqbolo um pato, foi mesmo con eram tinha como símdora e o povo brasileiro, que tiv ilma. classe trabalha pliados nos governos de Lula e D seus direitos am dicatos in S , T U C a d s é v já adora atra A classe trabalhCentrais e movimentos sociais ão is on filiados e dema rno golpista a recuar. Mas iss eitos forçaram o gove queremos o fim do corte de dir foi o suficiente, oria. e da aposentad

Traidores dos trabalhadores Na madrugada do último dia 27 de abril, a proposta da Reforma Trabalhista (PL 6787/16) do governo golpista foi aprovada na Câmara dos Deputados. Guarde bem os nomes dos deputados do Rio que votaram contra os trabalhadores e a favor da Reforma, que significa o retorno à escravidão. Vamos dar a resposta nas urnas! Nas eleições do ano que vem, estes traidores não ganharão os votos dos cariocas. Alexandre Serfiotis (PMDB) Altineu Côrtes (PMDB) Arolde de Oliveira (PSC)

OPERADORAS

Sinttel realiza ato amanhã

Com o intuito de mobilizar os trabalhadores das operadoras para a campanha salarial deste ano, o Sinttel realiza ato amanhã

Celso Jacob (PMDB) Cristiane Brasil (PTB) Francisco Floriano (DEM) Jair Bolsonaro (PSC) Julio Lopes (PP) Laura Carneiro (PMDB) Marcelo Delaroli (PR) Marcelo Matos (PHS) Marcos Soares (DEM) Otavio Leite (PSDB) Paulo Feijó (PR) Pedro Paulo (PMDB) Rosangela Gomes (PRB) Sergio Zveiter (PMDB)

(18), ao meio dia, em um dos prédios das operadoras. A ação faz parte da iniciativa do Sindicato de fortalecer a categoria para as negociações da Oi, Claro, Vivo, Tim, Nextel e Algar, que prometem ser mais duras ainda do que as do passado. Na ocasião, a exemplo do que foi feito no último ato, realizado dia 11, o Sinttel levará um painel com o levantamento dos itens mais relevantes dos Acordos de Trabalho

Simão Sessim (PP) Soraya Santos (PMDB) Sóstenes Cavalcante (DEM) Wilson Beserra (PMDB) Rodrigo Maia (DEM) - não votou porque é o atual Presidente da Câmara, mas é um dos grandes articuladores deste golpe contra os trabalhadores PRESSIONE OS SENADORES

Com a aprovação do texto da Reforma Trabalhista na Câmara, agora a proposta segue para tramitação no Senado. Esta é a hora de pressionarmos os senadores a

das principais operadoras. O objetivo é fazer com que os trabalhadores tomem conhecimento dos benefícios de cada uma, dos seus respectivos valores e façam uma análise comparativa dos Acordos. Além desta ação, o Sinttel aplicará uma pesquisa, em junho, entre os trabalhadores, a fim de saber como vêem o Sindicato, o jornal e o portal da entidade. Para junho, o Sindicato produzirá uma publicação es-

votarem contra esta reforma criminosa, que retira direitos garantidos pela CLT. A exemplo da greve geral do dia 28, quando o povo aderiu e foi às ruas dizer não às reformas golpistas - o que fez o governo recuar em alguns pontos - , devemos pressionar os senadores do Rio, enviando email e afirmando que eles devem ouvir a voz do povo. O senador Lindberg Farias (PT) é o único que já se declarou contra a reforma e a favor da classe trabalhadora. Vamos pressionar os senadores Romário (romario@senador.leg.br) e Eduardo Lopes (eduardo.lopes@senador.leg.br) .

pecífica sobre a campanha das operadoras. Também já está agendada para o dia 1º de junho, a segunda reunião com trabalhadores da Claro, Oi, Vivo, Tim, Nextel e Algar, às 18 horas , na subsede do Sindicato (Rua dos Andradas, 96, 15° andar, Centro ), que tem como objetivo, não só organizar a categoria para a campanha salarial, como também discutir a escolha de representantes nos locais de trabalho e sindicalização.


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