OPERADORAS
golpista e com a convocação de eleições Diretas já e a retomada da democracia.
FOTO EL PAÍS
FORA TEMER! Esse é o grito do povo brasileiro. Um grito que só vai calar com a queda do presidente Sinttel faz ato em Polidoro
O Sinttel-Rio realiza mais um ato amanhã (1o)na Oi para mobilizar os trabalhadores para a campanha salarial deste ano. Desta vez, será no prédio Polidoro, ao meio dia, quando os diretores apresentarão um painel elaborado pelo Sindicato com os principais itens e os respectivos valores dos Acordos Coletivos das operadoras Oi, Claro, Vivo e Tim. O Sinttel esteve ontem (30) na Claro e também na Oi Arcos e Praia de Botafogo há duas semanas. O levantamento possibilita que os trabalhadores façam uma comparação dos valores dos benefícios pagos por cada operadora e, assim, possam detectar quais podem avançar nas negociações da campanha deste ano. Também faz parte das ações de pré-campanha do Sindicato a realização de uma pesquisa de opinião junto aos trabalhadores das operadoras. O Sindicato quer saber o que os trabalhadores acham do jornal e do portal do Sinttel e quais pautas merecem mais destaque entre as matérias realizadas pela entidade. A pesquisa será distribuída pelos diretores de base - 50 por prédio - e depois encaminhada para o Sindicato. REUNIÃO AMANHÃ
O Sinttel também realiza amanhã a segunda reunião com trabalhadores da Claro, Oi, Vivo, Tim, Nextel e Algar, às 18 horas , na subsede do Sindicato (Rua dos Andradas, 96, 15° andar, Centro). Na ocasião serão discutidas as forma de distribuição da pesquisa e a pauta da publicação específica sobre a campanha das operadoras, prevista para final de junho.
"É! A gente quer é ser um cidadão A gente que viver uma nação" A música do saudoso Gonzaguinha, que foi hino das lutas do Sinttel-Rio nos anos 80, ecoou sobre o céu de Copacabana e com um coro de mais de 150 mil vozes que também gritavam em uníssono: “Fora Temer”. Assim foi o lançamento da campanha nacional por Diretas Já! No domingo, dia 28, a canção foi entoada pelos artistas Otto, Martinália e Tereza Cristina. O ato que contou com a participação de muitos artistas, como Milton Nascimento, Caetano Veloso, Criolo, entre outros, além de inúmeros artistas de teatro e televisão, políticos, estudantes, representantes dos vários movimentos sociais (sem teto, sem terra, sem emprego), dirigentes sindicais, etc. O ato foi convocado pela CUT e demais centrais sindicais, bem como pelas Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo. Esse movimento está crescendo e já conta com outras atividades sendo organizadas. Na opinião de Yeda Paura, secretária geral do Sinttel-Rio, que esteve em Copacabana, o ato superou todas as mais otimistas expectativas. “Foi uma das mais belas e contundentes demonstrações de repúdio ao golpista Temer e representação do que o povo quer. E isso foi apenas o começo, essas manifestações vão se espalhar por todo país”, disse. MÍDIA QUER ELEIÇÕES INDIRETAS
Ao contrário do povo, a mídia golpista quer eleições indiretas e um tucano no lugar de Temer para conduzir com esse mesmo congresso, composto de uma maioria
corrupta e indiciada na operação Lava Jato, as reformas trabalhista e previdenciária, que acabam com a aposentadoria e levam o regime de trabalho do Brasil à idade média ou a escravidão. Reformas pautadas pelo poder econômico. A mídia, aliás, já está tramando o golpe dentro do golpe. De acordo com o Blog Nocaute, do jornalista e escritor Fernando Moraes, a ideia é conseguir fazer Temer renunciar e colocar no seu lugar, via eleições indiretas, um tucano a ser eleito por esse congresso. Na noite de domingo, ocasião em que ocorria a manifestação em Copacabana, tucanos se reuniram com Temer e quem ainda resta do governo para convencê-lo disso. Obviamente, que ele sairá com algumas vantagens. Para evitar uma acordão é que temos que ocupar geral. Queremos Diretas Já! Para retomar a democracia e para impedir as reformas neoliberais que querem o estado mínimo e o povo na miséria. Queremos Diretas Já para banir do congresso gente como o execrável deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Capacho do golpista, Maia impede o povo de ocupar as galerias da Câmara durante a votação de questões polêmicas, como as reformas. Golpista de primeira hora, Maia, que defende o fim da aposentadoria, declarou sem qualquer pudor que não está na Câmara para ouvir o povo, que ali não é balcão de atendimento. Quem votou nele deve perguntar pra quê ele foi eleito. Diretas já para banir Maia, Bolsonaro e outras aberrações do congresso. O protesto teve início às 11h e se estendeu até às
19h. Por baixo, mais de 150 mil pessoas participaram da manifestação que atingiu o seu ponto alto no final da tarde quando os artistas ocuparam o palco e uniram suas vozes e sua arte ao grito de toda gente exigindo "Fora Temer e Diretas já”. OCUPA BRASÍLIA: GOVERNO USA VIOLÊNCIA
O "Ocupa Brasília" dia 24 de maio foi uma das maiores manifestações contra o governo golpista, contra as reformas e pelas Diretas Já. As caravanas em ônibus fretados pelos sindicatos, movimentos sociais, centrais sindicais, etc, partiram para Brasília desde o dia 22. Do Rio de Janeiro seguiram 70 ônibus, um deles fretado pelo Sinttel-Rio com vários dirigentes. A manifestação foi um sucesso e reuniu mais de 150 mil pessoas em Brasília, mas toda essa mobilização não conquistou uma referência sequer da mídia golpistas que é contra as diretas. Como sempre a mídia taxou de vândalos os manifestantes e deu destaque à violência. Mas não disse que o quebra-quebra foi uma resposta de jovens manifestantes a violência do batalhão de choque da PM. A mídia golpista também não fez nenhuma menção à ação do governo que quis baixar um decreto convocando as Forças Armadas para reprimir as manifestações. Um absurdo que a mídia devia ter denunciado. Estamos numa ditadura? Não. Estamos num governo golpista e impopular que conta hoje com mais de 95% de rejeição. Por isso ele usa a força para reprimir. Abaixo à mídia golpista.
Claro quer aplicar reforma golpista O golpe é contra os trabalhadores. Nós denunciamos o tempo todo e não estávamos blefando. Como a reforma trabalhista não foi aprovada na velocidade que o patronato queria e agora corre o risco de ir para o vinagre já que o povo ocupa às ruas exigindo eleições diretas já, o Grupo Claro (Claro, NET, Embratel, Americel, Telmex, Star One, Primesys) decidiu ele próprio aplicar agora a reforma golpista e nós sabemos o que isso significa: corte de direitos. A empresa enviou ao Sindicato a Minuta do Acordão 2015/2017 para assinatura pela diretoria do Sinttel-Rio, que só fará isso após minuciosa revisão e análise, observando detalhadamente se o que está
escrito foi exatamente o que foi aprovado pelos trabalhadores em assembleia. Até ai nada demais. Acontece que junto com esse documento a Claro enviou um Termo Aditivo sobre as jornadas especiais (plantões, escalas de revezamento e outras escalas). Pelo que vimos, a empresa está criando mais de 20 novas escalas, isso não está cheirando bem. Entre essas escalas há de tudo, uma delas prevê jornadas de 12X84 (doze horas trabalhadas por 84 de folga). Isso é bom demais para ser verdade. Desconfiamos que aí haja uma pegadinha e preferimos não pagar pra ver. A redação dessa proposta é absolutamente confusa veja: “Escala 12 X 12 / 12 x 84 (com turnos
fixos / ciclo de 6 dias) – Jornada de 200 horas (Anexo 12) Carga horária de 12(doze) horas diárias, com 1(uma) hora para intervalo de refeição dentro da jornada de trabalho, com 12 (doze) horas de descanso interjornada nos 2 (dois) primeiros dias de trabalho e no terceiro dia trabalhará 12 (doze) horas com uma interjornada de 84 (oitenta e quatro) horas. Uma folga do mês deverá coincidir com o Domingo, de forma a atender ao previsto na legislação vigente." Curiosamente ao Termo Aditivo da Claro, sabemos que a reforma trabalhista em discussão no congresso prevê, por exemplo, para as escalas especiais, essas praticadas pelo Grupo Claro, que o patrão
pode pagar apenas as horas trabalhadas. E não só isso, a mesma reforma prevê também que a partir da sua vigência os Acordos Coletivos se sobreporão à Lei, ou seja, valerá o acordado sobre o legislado. A diretoria do Sinttel-Rio decidiu denunciar essa manobra desde já aos trabalhadores na base, em ato ontem, dia 30, no prédio sede da empresa (Av.Pres. Vargas 1012 e no Complexo de Mackenzie) e continuará visitando e realizando atos nos demais e empresas do Grupo). Além disso, exigiu da empresa um documento informando todas as escalas especiais hoje em vigor em todos os setores e empresas do grupo. De posse desse documento o Sindicato
submeterá tudo à análise do nosso Departamento Jurídico. Não assinaremos nenhum termo aditivo sem ter absoluta certeza de que este não será bom para os trabalhadores. DEMISSÕES
O Grupo nega que haja demissões, mas basta uma visita do Sindicato aos locais de trabalho para verificarmos a mentira. A empresa não tem nenhum compromisso social com o país, demite sistematicamente em todos os setores. Só neste mês foram demitidos 10 trabalhadores do setor de lojística, quatro do setor de tecnologia da informação (TI) e vários de outros setores.