O GOLPE É CONTRA VOCÊ
O
12 HORAS DE TRABALHO E MEIA HORA DE ALMOÇO
governo golpista e a mídia dizem que a reforma trabalhista não tira direitos e que vai gerar emprego. O mesmo governo gastou bilhões em publicidade para propagar essa mentira. A reforma trabalhista, aprovada dia 11 pelo Congresso golpista, tira direitos e conquistas históricas dos trabalhadores, gera desemprego, nos coloca reféns da classe patronal e quer aniquilar os Sindicatos. Conforme alertamos há mais de um ano, o Golpe é Contra Você e foi financiado pela classe empresarial (indústria, comércio, agronegócio, sistema financeiro e mídia). Vale destacar que os partidos de esquerda que estão na luta contra o golpe (PT, PC do B, PSOL, REDE, PDT e PSB) votaram contras as reformas. As senadoras Gleise Hoffmann e Fátima Bezerra, ambas do PT, e Lídice da Mata (PSB) foram verdadeiras guerreiras ao tentar impedir a votação das reformas, mas foram vencidas pela truculência dos aliados do golpista. É importante refletirmos que, para impor todas essas perdas aos trabalhadores, os seus idealizadores (classe patronal, governo etc) precisam enfraquecer ou quebrar os Sindicatos e desmontar a sua unidade. É justamente neste aspecto das reformas que precisamos refletir. A conclusão é simples, agora, mais do que nunca, devemos fortalecer a organização sindical e a união dos trabalhadores. Foi graças a nossa união e à luta sindical que conquistamos todos os direitos hoje usurpados. Não podemos e não vamos aceitar o retrocesso imposto por um governo e um congresso golpistas. A luta continua e agora com muito mais força. A reforma trabalhista brasileira é inspirada nos modelos espanhol e francês, porém piorado. Na França, os trabalhadores não aceitaram as mudanças e, em conseqüência, foram fortalecidas a organização sindical e a mobilização, que levou o país a várias greves gerais. Na Espanha, também há grande resistência dos trabalhadores às reformas. Os mais jovens já sofrem com o desemprego. O Sinttel-Rio, através do seu Jornal, condenou duramente o golpe na democracia porque não tinha dúvidas que era contra os trabalhadores e a sociedade. E, por isso, sofreu críticas. Setores da categoria consideravam que o Sindicato estava partidarizando
e politizando o Jornal. E as críticas são importantes. Mas, diante disso, concluimos que estávamos certos. Era nosso papel denunciar e condenar o golpe e alertar os trabalhadores para o que estava por trás do "pato" exposto na frente da sede da FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo). A nossa preocupação sempre foi com a manutenção dos direitos e conquistas dos trabalhadores e com a democracia. Aprovado o golpe contra os trabalhadores, era preciso uma notícia bombástica para minimizar o seu efeito na sociedade e o estrago do governo, que só não caiu até agora porque está afundando os cofres públicos na compra de deputados para votar pela sua permanência. Nada mais impactante que a divulgação pelo juiz Moro (tudo fazia parte do espetáculo midiático) da condenação do presidente Lula por suposto crime de corrupção passiva no caso do triplex do Guarujá. Vale lembrar que nada foi provado contra o Lula no caso do tríplex, ele está sendo condenado por “evidências” e "convicções". Depois de mais de dois anos de investigação, de uma completa devassa na sua vida e de sua família, tudo que encontraram contra Lula não passa de "evidências”, não há nenhuma prova material. Não há contra ele, nenhuma gravação, nenhuma mala de dinheiro, nenhum avião com 400 quilos de pasta base de coca, nenhuma conta no exterior, nem compra de joia de alto valor. Não há nada. Lula está sendo condenado porque foi um dos maiores líderes sindicais do país e da América Latina. Por ter sido o primeiro sindicalista a ser eleito presidente e ter mudado efetivamente a vida dos brasileiros para melhor, tirando o país da linha da miséria. Lula é reconhecido no mundo inteiro e isso as elites não suportam e não aceitam. Portanto, a condenação do presidente Lula, líder em todas as pesquisas de opinião para eleição de 2018, é um ataque à classe trabalhadora e ao movimento sindical. Por tudo isso, o nosso Sindicato não pode se calar diante da parcialidade da justiça e partidarização de alguns juízes e chama os trabalhadores à mobilização, a luta e a sua organização no Sindicato. Sozinhos nada podemos, juntos não temos o que temer. A Diretoria
TODOS AMANHÃ AO ATO CONTRA AS REFORMAS A Cinelândia será o palco de um ato contra as reformas criminosas do governo ilegítimo, amanhã (20), a partir das 16h. A Frente Brasil Popular, formada por entidades em defesa da democracia, convoca à participação todos os brasileiros, que serão diretamente afetados pelas reformas trabalhista, aprovada na última semana, e a previdenciária. O ato também é contra a perseguição ao Lula, que há anos passa por um processo exclusivamente político e foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a uma pena de nove anos e meio sem nenhum tipo de prova.