Vivo já quer aplicar a reforma trabalhista
REFORMA TRABALHISTA
O que está em jogo
Mais uma vez destacamos um item da Reforma trabalhista que diz respeito às mulheres, em especial às grávidas. Como se não bastasse permitir que a lactante trabalhe em locais insalubres, a Reforma Trabalhista também prevê mudanças nas pausas para amamentação, que prejudicarão imensamente tanto à mãe como, principalmente, a criança. Direito a pausas para amamentação. A CLT prevê dois descansos de 30 minutos ao longo da jornada para que a mulher possa amamentar o filho/a até os 6 (seis) meses de idade ou acima de 6 meses, quando a saúde do filho exigir, a critério da autoridade competente. O PLC 38/2017 inclui um parágrafo prevendo que esses intervalos serão definidos entre a mulher e o empregador. Nota Técnica: A forma como as pausas são distribuídas é frequentemente objeto de negociação nos Acordos e Convenções Coletivas de Trabalho. Muitos sindicatos têm conseguido avançar sobre esse tema, ampliando o período de licença maternidade para 180 dias, garantindo a amamentação do filho até esta idade ou ainda reduzindo a jornada de trabalho para que a mãe chegue mais cedo em casa por um período estipulado no acordo. Isso porque é difícil concretizar as pausas, já que a maior parte das empresas não possui creches e as trabalhadoras não estão próximas aos filhos para amamentá-los. Com essa medida, as empresas poderão pressionar trabalhadoras a realizarem acordos individuais sobre as pausas justamente no período em que a estabilidade da gestante está chegando ao fim. Isso poderá resultar em acordos desfavoráveis para as trabalhadoras que têm filhos e restringir a proteção às crianças.
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A primeira rodada de negociação com a Vivo, em São Paulo, dia 9, nos dá a medida exata do que vamos enfrentar nas campanhas salariais deste semestre e não deixa dúvida quanto à estratégia que estamos adotando: unificação da campanha das operadoras e de todos trabalhadores por acordos mais equânimes. Mais do que nunca a hora é de união. A Vivo quer transferir o reajuste de salários e benefícios para 2018, quer cortar custos e já introduzir modificações com base na nova lei trabalhista. Avisamos que não vamos aceitar nada de perdas e que vai ter luta.
A
legando ainda não dispor do INPC de agosto, base para o reajuste dos trabalhadores com data base em 1º de setembro, nessa primeira rodada de negociações os representantes da Vivo foram bem claros ao dizer que precisam reduzir custos e crescer. Adiantaram que o INPC pode ficar em 2,36% ou 2,03%,mas que só será aplicado em 2018. Tudo que os trabalhadores da Vivo não admitem são mais perdas. O Sindicato já disse na mesa de negociação que não aceita o adiamento do reajuste para 2018 e que exige reajuste pelo INPC
Vivo lucra R$ 6,5 bi só no último trimestre
integral para todos os trabalhadores mais ganho real. Como se tudo isso não bastasse, a empresa acrescentou que vai estudar a introdução de algumas modificações previstas na nova lei trabalhista. A lei, apesar de sancionada pelo golpista, só entra em vigor em novembro. O Sindicato avisa que não vai aceitar retrocessos. Depois de chorar misérias e de dizer que só cresceu 1,7% em relação ao período anterior, a Vivo apresentou um calendário de negociação para os dias 13 e 27 de setembro, quando já terá o INPC do período
definido entre set/2016 e agosto/2017. PPR 2017 - Já está em 109%, se fosse paga hoje seria de 2,38 salários. LUCRO E RECEITA - A Vivo não tem do que reclamar. Está no melhor dos mundos. A receita que a empresa diz que foi de apenas 1,7% chegou a R$ 6,5 bilhões no último trimestre. Conforme dados do Dieese de 2016, o lucro líquido da empresa foi de R$ 4,08 bilhões. Essa empresa não tem mesmo do que reclamar e está mais do que na hora de dividir o bolo com os empregados. SÓ 13% PARA EMPREGADOS
- De toda riqueza gerada pela Vivo em 2016, apenas 13% foi gasto com os trabalhadores (despesa com pessoal). Convenhamos! Isso é muito pouco. Enquanto isso a produtividade dos trabalhadores no mesmo período cresceu 6%,foi de R$ 973.338, ou seja, cada trabalhador contribuiu, em média, com esse montante para geração da riqueza da Vivo. Chega de exploração. Os trabalhadores não suportam perdas e o Sindicato não vai aceitar corte de conquista nem de direitos. Para isso, estamos mobilizando a categoria para lutar sem temer.
Oi: trabalhadores aprovam pauta Depois de uma consulta realizada pelo Sinttel em todos os prédios da Oi, tivemos uma resposta muito satisfatória da categoria. 565 trabalhadores responderam a essa consulta e 95% deles aprovaram a Pauta de Reivindicações sugerida com alguns acréscimos que consideramos muito importantes. A assembleia realizada no dia 10, na sede do Sindicato aprovou essa Pauta que será encaminhada à Comissão Nacional de Negociações com pedido de abertura imediata de negociações. Considerando que essa campanha é nacional, a comissão aguardará o envio das pautas a serem aprovadas nos outros estados para encaminhar à empresa. Ressaltamos que a prioridade nessa campanha é o início das negociações em setembro, antes da assembleia dos acionistas; mudança da data base para 1º de setembro junto com as demais operadoras; auxílio creche como direito da criança e assim, concedido também aos trabalhadores; fim da coparticipação
extorsiva de 12% no vale refeição. Além disso, nas consultas os trabalhadores sugeriram outros itens inclusos na pauta tais como: vale refeição adicional em dezembro, folga de aniversário mais flexível, Plano de Cargos e Salários e aceitação de atestado para pais e mães levarem filhos menores ao médico. Principais reivindicações para a pauta da Oi: 1) Manutenção dos postos de trabalho durante a vigência do acordo 2) Data base 1º de setembro 3) Prevalência do legislado sobre o negociado. Garantindo o mais benéfico para o trabalhador 4) Reajuste salarial: 100% do INPC para todos os empregados. Incluindo o corpo gerencial 5) Aumento real de 5% 6) Piso salarial de R$ 2.205,00 (dois mil e duzentos e cinco reais) 7) Vale refeição sem coparticipação no valor de R$ 46,20 (vinte três tíquetes de quarenta e seis reais e vinte centavos)
8) Cesta básica sem coparticipação: R$ 530,25 (quinhentos e trinta reais e vinte e cinco centavos) 9) Auxílio medicamento: R$ 2300,00 (dois mil e trezentos reais) 10) Auxílio creche para todos os trabalhadores (homens e mulheres) para filhos até 7 anos - no valor de 100% do piso da categoria 11) Garantia pré-aposentadoria - garantir o emprego dos trabalhadores no período de 12 (doze) meses imediatamente anteriores à aposentadoria 12) Auxílio a dependente com deficiência - no valor de 100% do piso da categoria
13) Assistência médica e odontológica sem coparticipação 14) Garantia em primar sempre pela via negocial Oi/Sinttel-Rio para negociação do acordo coletivo e participação nos lucros 15) Vale refeição adicional em dezembro 16) Folga aniversário mais flexível. Negociável dentro do mês 17) Plano de Cargos e Salários - maior transparência, incluindo enquadramentos e promoções 18) Aceitação de atestado para pai e mãe levarem filho menor ao médico
Claro finge-se de morta
A Claro, embora o Sindicato tenha encaminhado a Pauta de Reivindicações há mais de dois meses e venha cobrando sistematicamente o início das negociações, continua se fingindo de morta sem dar qualquer retorno. Além da Pauta queremos negociar a PPR.
Mande sua sugestão para campanha pelo e-mail: campanhaoperadoras@sinttelrio.org.br
Sinttel converte auxílio doença em acidente Graças ao Departamento de saúde do Sinttel-Rio, Denis Martins Portela e Marcio Luis de França Barreto, trabalhadores da Serede, conseguiram obter o auxílio de acidente de trabalho - B91 - a que tinham direito. A empresa não quis fazer a CAT – Comunicação de Acidente de Trabalho -, na ocasião dos acidentes, mesmo sendo obrigada a comunicá-los à Previdência, e ambos estavam de licença como auxílio doença B31. O Sindicato abriu a CAT para os trabalhadores e conseguiu obter o B91,
que garante um ano de estabilidade após o retorno da licença. No caso de Denis, foi constatada incapacidade para o trabalho, em função de lesão nos membros superiores, a chamada LER, ocasionada pela sobrecarga de trabalho de digitação, um caso comum de acidente de trabalho na categoria. Já Marcio Luis, sofreu um sério acidente ao fazer uma instalação de linha telefônica próxima ao Morro do Cajueiro, em Madureira. Ele se desequilibrou e caiu da escada,
quando percebeu que havia um tiroteio ao seu redor. A queda causou uma lesão na coluna lombar, que impossibilita o retorno imediato ao trabalho. É muito comum a empresa se negar a fazer o registro da CAT, mesmo sendo obrigada, diante da comprovação do acidente de trabalho. A reforma trabalhista do governo golpista, que entra em vigor a partir de novembro, tenta afastar os trabalhadores dos sindicatos. Porém, quando vemos casos como estes em que
a empresa não protege a saúde e a própria vida do trabalhador, constatamos a importância da assistência do Sindicato aos sindicalizados, para o cumprimento da lei e a obtenção dos direitos.Desta forma,o Sinttel ressalta a importância da sindicalização e alerta os trabalhadores que passarem por situação semelhante a procurarem o departamento de saúde telefone 2204 9300 ou por email: saude@ sinttelrio.org.br - do Sindicato para garantir o auxílio B91 e, assim, a estabilidade.