CAMPANHA DAS OPERADORAS/A HORA É DE UNIÃO
Claro negocia dia 14
A REFORMA TRABALHISTA
O que está em jogo
Na série de matérias sobre a Nota técnica realizada pelo Diesse sobre os impactos negativos da Reforma Trabalhista, destacamos um ponto referente a banco de horas que o trabalhador deve tomar conhecimento. Compensação de jornada por acordo individual (banco de horas): estabelece a possibilidade de acordo de banco de horas por meio de acordo individual escrito, desde que a compensação ocorra, no máximo, no período de 6 meses. Nota Técnica: Contraria a Súmula 85 do TST que exige negociação coletiva. Também estabelece que a compensação da jornada de trabalho pode ser realizada por meio de acordos individuais, tácitos ou escritos, mas, nesse caso, a compensação deve ser realizada dentro do mesmo mês. Atualmente, sobre o banco de horas, a CLT prevê que: "Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de um ano, a soma das jornadas semanais de trabalho previstas nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias." Com a possibilidade de estabelecimento do banco de horas por meio de acordo individual, a estratégia utilizada pelas entidades sindicais para minorar os efeitos dessa forma de compensação de jornada poderá ser desarticulada. Existe, inclusive, a probabilidade de estabelecimento de condições distintas para os diversos trabalhadores e setores de uma mesma empresa.
Claro finalmente marcou o início das negociações para o da 14,isso depois de muitas cobranças do Sindicato. Mesmo assim a empresa já antecipou que na ocasião vai discutir apenas o Acordo Coletivo 20172018, não falará nada sobre a PPR 2017, cuja negociação foi interrompida pela empresa e até hoje não foi fechada. Até 2015 os trabalhadores da Claro recebiam
um adiantamento da PPR, a exemplo do que está fazendo agora a TIM. Ano passado a Claro frustrou as expectativas de todos os trabalhadores não fechando a negociação de PPR e consequentemente não pagando o adiantamento. O Sindicato cobra da empresa que reveja essa postura, feche a negociação de PPR e pague o adiantamento até final do mês. Já com relação ao acordo, a expectativa geral é
de que a empresa compense a demora com uma proposta compatível com seus lucros, que garanta, além de reajuste de salários pelo INPC integral mais ganho real de no mínimo 5%: 4Unificação dos benefícios de todos os trabalhadores do grupo (Claro, Embratel, NET, Prime, Telmex, entre outra) pelos maiores praticados acabando de vez com a discriminação hoje existentes 4Manutenção dos Postos de Trabalho
Vivo volta a negociar Na primeira rodada de negociação salarial a Vivo tratou de chorar misérias e intimidar a categoria realçando o cenário de crise e ataque aos direitos trabalhistas. Crise, aliás, que a Vivo não conhece. A intenção da empresa era deixar os trabalhadores acuados sujeitos a sua vontade. A tática não deu certo, os trabalhadores da Vivo não admitem perder mais nada. A categoria sabe que a crise que ameaça o Brasil e gera desemprego passa bem longe da Vivo, que vive no melhor dos mundos, batendo sucessivos recordes de lucro, rentabilidade e crescimento. De acordo com estudo do Dieese em 2016, o seu lucro líquido ficou em R$ 4,08 bilhões (um crescimento de 22,6%
em relação ao ano anterior), dando continuidade ao desempenho positivo dos últimos anos. É chegada a hora da Vivo dividir mais equanimemente o seu lucro com os trabalhadores. Não bastasse isso, o Brasil tem importância estratégica para Vivo/ Grupo Telefônica, tanto em termos de indicadores financeiros, quanto operacionais. De um total de 344,21 milhões de clientes do Grupo no mundo, 28% estão no Brasil, ou seja, 97 milhões. Se considerarmos os clientes de banda larga, essa participação sobe para 345. Portanto, o Sindicato não abre mão de reajuste integral pelo INPC linear para todos os trabalhadores, mais ganho real de 5%, garantia de emprego e
manutenção dos postos de trabalho no Rio e mais: 4Auxílio educação para todos no ensino de 3º grau 4Garantia de pré-aposentadoria para todos os trabalhadores, independente do tempo de empresa 4Inclusão de não dependente no plano de saúde 4Ressarcimento de estacionamento e pedágio aos condutores de carros agregados 4Vale combustível para condutores de cargos agregados com valor médio de R$ 1.100,00 PAGAMENTO DA PLR/2017 - A empresa paga na sexta, dia 28, a segundo parcela da PLR/2017.
Só falta a Oi
Todas as operadoras já iniciaram as negociações salariais com vistas ao Acordo Coletivo 2017/2018. Mas justo a Oi que vive um processo de recuperação judicial retarda o início das negociações. O Sinttel-Rio e a Fenattel que já vinham cobrando agilidade da empresa na abertura das negociações, agora, com a divulgação da Nota Técnica da Anatel, que não vislumbra claramente a possibilidade de intervenção na Oi, agora voltam a exigir formalmente da empresa a abertura imediata das negociações salariais e coloca como prioridade a garanta dos postos de trabalho. Não bastasse a famigerada nota técnica, a assembleia de acionistas foi marcada para o dia 9 de outubro. A negociação tem que acontecer antes disso. O Sindicato ressalta que a crise na Oi é resultado de sucessivas e desastrosas administrações
SOCORRO ANDRADE
TIM não apresenta proposta
Na primeira rodada de negociação com a TIM, realizada no último dia 31, a empresa não apresentou nenhuma proposta, sob a alegação do período de recessão e de que o INPC de agosto ainda não ter sido fechado. Porém, essa recessão não se aplica ao setor de telecomunicações, que sempre navegou sem turbulências. A exemplo das demais operadoras, a Tim tem números muito positivos. Em 2016, teve uma receita líquida R$ 15 bilhões e um lucro líquido de R$ 750 mil. E ela continua a crescer. Até o segundo trimestre deste ano, a Tim teve um lucro de R$ 219 milhões. Ou seja, a Tim pode e deve apresentar uma proposta com ganho real, ainda mais com a previsão de inflação a 2,5%. PPR: adiantamento dia 2/10 A Comissão de Negociação conseguiu o adiantamento da PPR 2017, que será de um salário, a ser pago dia 2 de outubro. WEBTV SINTTEL
Assista mesa redonda sobre a campanha
e os trabalhadores não podem continuar pagando por esses erros com a perda do emprego (mais de 3 mil só nos últimos dois anos) ou com o arrocho salarial e de benefícios. O Sindicato exige negociação já na Oi e quer: 4antecipação da data base para
setembro 4fim da coparticipação no vale refeição, hoje de 12% , uma extorsão 4reajuste de salário pelo INPC mais 5% de ganho real 4creche para homens 4garantia de todos os direitos previstos no acordo.
Mande sua sugestão para campanha pelo e-mail: campanhaoperadoras@sinttelrio.org.br
Dentro da programação da WebTv do Portal do Sinttel (www.sinttelrio.org.br ) as quintas-feiras é destinada a Campanha Unificada das Operadoras com uma mesa redonda onde três dirigentes do Sindicato falam sobre os itens da pauta, a reforma trabalhista, a produtividade das empresas, etc. Esta semana eles falarão da produtividade das empresas e também responderão a perguntas formuladas pelos trabalhadores, enviadas através do e-mail da campanha (veja ao lado).
Grito dos Excluídos dia 7 na Candelária Uma das resoluções mais importantes tirada no Congresso extraordinário da CUT, encerrado na última quinta (31), foi a decisão de realizar o lançamento de uma campanha para colher 1,3 milhão de assinaturas em apoio a um projeto de lei de iniciativa popular que anule os efeitos da reforma trabalhista. E a ação já tem data: será no feriado dia 7 de setembro, no já tradicional Grito
dos Excluídos, que acontecerá na Candelária e reúne milhares de manifestantes, várias entidades e movimentos, que combatem as injustiças e desigualdades sociais. Para Vagner Freitas, presidente da CUT, a campanha também pretende mobilizar a população contra as últimas medidas antidemocráticas do governo. "Já fizemos manifestações, atos públicos,
paralisações, greve geral. Agora, o trabalhador precisa também entrar em campo, se envolver nas atividades que os movimentos se propõem a fazer, pressionar o deputado em que ele votou, o senador. A construção desse projeto de lei revogatório será um importante instrumento para isso, pois levará os sindicatos a uma inserção mais intensa em suas
bases, ao contato direto com o trabalhador na ponta, para envolvê-lo nesse processo de resistência”, afirmou. DIA DE LUTAS - Além do Projeto de Lei, o Congresso da CUT, que reuniu mais de 700 representantes de sindicatos de todo o Brasil, decidiu unir categorias e movimentos sociais um dia nacional de lutas. Outra data considerada importante para a
CUT será o 3 de outubro, dia em que a criação da Petrobras completa 64 anos, e terá um ato de protesto, diante de sua sede no Rio de Janeiro, com objetivo de denunciar a operação de desmonte promovida pelo governo nesta e em outras empresas públicas, consideradas pelo sindicatos estratégicas na promoção do desenvolvimento nacional.