Revista Abigraf 265

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revista abigraf 265 maio/junho 2013

a r t e & i n d ú s t r i a g r á f i c a • a n o x x x VII i • m a i o / j u n h o 2 0 1 3 • nº 2 6 5



3º Prêmio ABIGRAF de Sustentabilidade VALORIZANDO E RECONHECENDO UM SETOR QUE A CADA DIA RENOVA SUAS PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS Em 2013, a ABIGRAF Nacional realiza a 3ª edição do Prêmio ABIGRAF de Sustentabilidade, com coordenação da ABTG. A premiação tem como objetivo reconhecer as empresas gráficas que desenvolveram as melhores práticas sustentáveis nos últimos dois anos. As categorias para inscrição no Prêmio serão definidas por porte de empresa, sendo: Pequena e Micro - 0 a 49 funcionários Média - de 50 a 249 funcionários Grande - A partir de 250 funcionários Os casos serão avaliados sob os aspectos que formam o “tripé” da sustentabilidade - Ambiental, Social e Econômico. As inscrições para o 3º Prêmio ABIGRAF de Sustentabilidade 2013 estarão abertas de 25 de agosto a 25 de setembro. A cerimônia de entrega dos troféus está marcada para a noite de 26 de novembro, durante o 23º Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini.

Realização

Coordenação

Patrocínio


O Buda, tinta acrílica sobre tela, 191 × 256,5 cm, 2000

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REVISTA ABIGRAF ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000 São Paulo SP Tel. (11) 3232-4500  Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br

Universalidade bem brasileira

Com um trabalho comprometido com uma incontestável consciência da realidade brasileira, unindo alegria, erotismo e reflexão social, Beatriz Milhazes conquistou tanto o mercado internacional de arte quanto o respeito dos críticos.

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Presidente da Abigraf Nacional: Fabio Arruda Mortara Presidente da Abigraf Regional SP: Levi Ceregato Gerente Geral: Wagner J. Silva Conselho Editorial: Cláudio Baronni, Fabio Arruda Mortara, Igor Archipovas, Levi Ceregato, Max Schrappe, Plinio Gramani Filho, Ricardo Viveiros e Wagner J. Silva Elaboração: Clemente & Gramani Editora e Comunicações Ltda. Rua Marquês de Paranaguá, 348, 1º andar 01303-905 São Paulo SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010  Fax (11) 3256-0919 E-mail: editoracg@gmail.com Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897), Ada Caperuto, Juliana Tavares, Marco Antonio Eid e Ricardo Viveiros Revisão: Giuliana Gramani Colaboradores: Álvaro de Moya, Claudio Ferlauto, Hamilton Terni Costa e Walter Vicioni Gonçalves Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Rosaria Scianci e Livian Corrêa

Os números da Grande Campinas

Os 90 municípios que compõem a Região Administrativa de Campinas colocam‑na como a segunda região mais rica do Estado, atrás apenas da Região Metropolitana de São Paulo. Mas o seu setor gráfico vive os mesmos problemas do restante do Estado.

Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão: MaisType Acabamento: Abril Capa: Laminação Soft Touch, reserva de verniz UV, hot stamping e relevo (com fitas MP do Brasil): UVPack Assinatura anual (6 edições): R$ 60,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 gramanieditora@gmail.com

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Membro fundador da Confederação Latino-Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf) REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

Mais Artes Gráficas e Type Brasil anunciam fusão FUNDADA EM 1965

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Apostando na consolidação como saída para os desafios enfrentados pelo setor, principalmente dedicadas ao segmento promocional gráficas paulistas se unem e criam a MaisType.


Os jornais no mundo digital

O presidente da ANJ fala à Revista Abigraf sobre o papel da entidade em colaborar com o mercado na construção de novos modelos de negócio no mundo digital e outros cenários vividos pelos jornais no Brasil e no mundo.

Muito além do papel

O 1-º Fórum Brasileiro de Comunicação e Impressão Digital, organizado pelo Digitec, instiga participantes a pensarem além do papel para aproveitarem as oportunidades propiciadas pelas novas tecnologias.

O bê‑á‑bá da sustentabilidade

Duas cartilhas, uma focada na rotulagem ambiental e outra no gerenciamento de resíduos, se propõem a ajudar as empresas que desejam trilhar o caminho da sustentabilidade.

As lutas de Labbate

O Brás é o cenário para a vida pessoal e profissional de Caetano Labbate. Meio gráfico, meio distribuidor de papel, ele lutou muito para transformar a infância humilde em uma carreira empresarial de destaque.

Aqui é assim, Na Lata

Com experiência em fotojornalismo, Renato Stockler e Bruno Miranda conduzem agência fotográfica voltada para a criação de histórias através das imagens, adicionando verdade a campanhas e materiais corporativos.

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arte & indús tria gráfica • ano xxxviii • maio/junho

Capa: Mundy, colagem sobre papel, 150 × 100 cm, 2011 Autora: Beatriz Milhazes

Editorial/Fabio Arruda Mortara ������������������������� 6 Rotativa ��������������������������������������������������������� 8 Office Brasil Escolar �������������������������������������28 Economia/ Zeina Latif �����������������������������������38 GMC Software Technology ����������������������������42 Notícias Gráficas/ MaisType ��������������������������43 Gráfica Matonense/Matão (SP) ����������������������48 Kodak/ Chapas Sonora ���������������������������������50 Armazém Especialidades Editoriais ����������������52 Educação/Walter Vicioni �������������������������������54 Gestão/Hamilton Terni Costa �������������������������56 Serigrafia Sign Future Textil ��������������������������60

Opinião/ Vicente de Paula Aleixo Dias (MG) ����62 Groupwork ���������������������������������������������������70 Memória/Ruy Mesquita ��������������������������������74 Memória/Roberto Civita ��������������������������������75 Olhar Gráfico/Cláudio Ferlauto ����������������������76 Quadrinhos/Álvaro de Moya ��������������������������80 Ilustração/Cris Burger �����������������������������������81 Oji Papéis Especiais �������������������������������������82 Prêmio Embanews ���������������������������������������88 Sistema Abigraf �������������������������������������������90 Há 30 Anos �������������������������������������������������97 Mensagem/Levi Ceregato �����������������������������98 maio /junho 2013  REVISTA ABIGR AF

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EDITORIAL

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stria gráfica Mobilização da indúet na guerra da comp itiv idade

estamos reivindicando a Em outras frentes, também de ria úst ind da escolares (caderno, agenda petitividade nção do IPI para os materiais ise No contexto da perda de com s os tem , fico grá alíquota zero de PIS/Cofin luindo o setor classif icadores), bem como e transformação brasileira, inc r de sta são qui res con imp de de o na atividade zação no sentid para os materiais citados e mantido incansável mobili s a substituição com os, ent s e, ainda, a retirada de sei am ira pag sile de a bra os por gráficas livr a desoneração da folh m era or tiv val o que re os sob de cem produt centual de 1% papéis de imprimir da lista da alíquota de 20% pelo per a primeira um os em tiv o elevadas pela Camex. Ob açã ta. ort bru al imp s alíquotas de sua da receita operacion ada ent res rep , sas nte, numa das mais nto das empre amos trabalhando diariame Est vitória, como é de conhecime , as va pla tem íticas da Abigraf Nacional 2/2012, que con acirradas mobilizações pol pela Medida Provisória 58 as r uzi red capazes de el-cartão. para obter alg uns estímulos embalagens em papel e pap ntado pleito ese apr foi nosso setor. as, de end as em itiv a pet par Aberto o prazo desvantagens com io me por , fico grá or perante o Governo dutos do setor Outra reivindicação do set de inclusão de mais 38 pro ia tor ela O r ). P S/S ção de margem de preferênc do Jardim (PP eral está relacionada à ado Fed do deputado federal Arnal o e str Ca pod lo da rce edi Ma A m or público. sta, deputado quando das compras do set da matéria na Comissão Mi inicialmente dos itea nacional em até 25% frente ple 38 fico grá dos o dez dut beneficiar um pro (PMDB/PI), incluiu ho a nte ere ref ta-se, portanto, de um gan torial e um ao produto importado. Tra (sendo nove do seg mento edi de Lei de ma do Projeto de competitividade. cadernos). O texto, já na for Federal ra ma Câ na mas a disposição do setor do ova apr foi , As dif iculdades são muitas, Conversão 01/2013 e ent sid pre a pel ainda. É importante que, em s, mas foi vetado gráfico para a luta é maior e no Senado sem alteraçõe bém das Abigrafs Regionais tam il. cada estado, os dirigentes Dilma Rousseff em 2 de abr os am inh os am enc com to de imedia e dialog uem Não resignados ante o veto, se mantenham mobilizados PTB/PE), relator ( iro nte Mo sando a corrente política o nd ros ma eng , Ar r ais parlamentares loc solicitação ao senado a tav tra bém . Com muito empenho, 012, que tam em prol de nossas bandeiras da Medida Provisória 601/2 s imo Ped o. ent os vencer essa guerra folha de pagam força e sinerg ia, conseg uirem o tema da desoneração da 37 o and aliz tot sa indústria! os do setor, pelo fortalecimento de nos a inclusão de todos os produt , fica grá ria úst ind umentos da itens. Apresentamos os arg ia, sília referente a essa matér Bra em r em audiência pública fmortara @abig raf.org.b do são ces con da ia ânc ort imp a ade nid expondo na oportu esultado foi positivo, pois o benefício ao nosso setor. O r no dia seu relatório, apresentado relator acolheu o pedido em o ssã mi Co a pel da ia foi aprova 7 de maio. No dia 8 a matér , ros out tre den do, tivas, incluin Mista das duas casas leg isla sos res imp s, ista s: livros, rev os seg uintes produtos gráfico , ais, formulários contínuos fisc e iais erc promocionais, com e os ern cad , sos tões impres envelopes, embalagens, car fig urações. Infelizmente, con tas tin etiquetas, em dis zo ho, com o vencimento do pra a MP caducou em 3 de jun legal para sua aprovação. já havíamos iniciado outra No entanto, em 9 de abril o ao incansável deputado ação em paralelo, solicitand dida dos mesmos tópicos na Me Arnaldo Jardim a inclusão , sta Mi o ssã mi tor na Co Provisória 612/13, cujo rela deputado Alf redo Kaefer o é io, ma de designado em 15 éo ldemir Moka (PMDB/MS) (PSDB/PR). O senador Wa raço Fer o ard Ric r ado ida pelo sen revisor. A comissão é presid nte é o deputado Vicente fica (PMDB/ES) e o vice-preside Bra sileira da Indústria Grá Presidente da Associação e dessa matéria são boas Indústrias Gráfica s das to dica Sin do e Cândido (PT/SP). No trâmit al) ion (Abigraf Nac is uma batalha na luta pela digraf-SP) no Estado de São Paulo (Sin as chances de vencermos ma os. ent am pag de a desoneração da folh

F abio A rruda M ortara

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São José dos Campos abriga todas as atividades da Kodak Brasil

Importante polo tecnológico,

São José dos Campos (SP) concentra a partir de 1º de julho todas as operações da Kodak no País, no seu escritório-​­sede. Com isso, o escritório localizado no bairro paulistano da Vila Olímpia será desativado. O complexo da empresa em São José dos Campos tem uma área total de 880 mil metros quadrados, sendo 80 mil metros quadrados de área cons­truí­da, um centro de distribuição com 15 mil metros quadrados e o prédio da administração com dois mil metros quadrados. “Como o Brasil

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é um mercado de grande destaque, sem dúvida a consolidação das operações em São José dos Campos nos dará mais força e efi­ciên­cia ope­ra­cio­nal para que a marca Kodak, bem como suas soluções para o mercado, ganhem ainda mais relevância de norte a sul do País”, declarou Gilberto Fa­rias, diretor geral da Kodak Brasileira e vice-​­presidente para a América Latina. Kodak Brasil Rodovia Presidente Dutra, 154, km 7 12240-​­000  São José dos Campos  SP Tel. (12) 3932.6000 www.kodak.com.br

Klabin vai aumentar produção de papéis para embalagens no Nordeste

estinada à unidade da Klabin em Goiana (PE), a MP24, máquina completa para a produção de pa­péis de embalagem do tipo testliner e papel mio­lo, adquirida da Voith Paper, tem seu início de operação previsto para mea­dos de 2014. Será a mais moderna máquina do mercado brasileiro na modalidade e deverá elevar a produção da Klabin no Nordeste para 160 mil toneladas por ano. REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

Empresa brasileira com 113 anos de existência, a Klabin é a maior produtora e exportadora de pa­péis do País, ocupando a liderança na fabricação de pa­ péis e cartões para embalagens, embalagens de papelão ondulado e sacos industriais, além de co­mer­cia­li­zar madeira em toras. Possui 16 unidades industriais no Brasil e uma na Argentina www.klabin.com.br

Jet Varnish 3D, da MGI, inovação no mercado de embalagens

abricante de equipamentos de impressão digital e acabamento, a MGI Digital Graphic Technology fez recentemente sua primeira incursão em acabamentos de re­ci­ pien­tes e embalagens com o lançamento da aplicadora de verniz local com efeito tridimensional, a JetVarnish 3D. A primeira versão do sistema JetVarnish foi lançada em 2008, apresentando apenas UV “plano”, versão que já está presente em mais de 40 paí­ses com um total de 120 máquinas instaladas. O novo modelo na versão 3D, introduzido na última Drupa, começou a ser co­m er­c ia­l i­z a­d o em novembro de 2012 e já tem 12 unidades instaladas. No mesmo mês, a MGI expôs no Salón L’Emballage, em Paris, para testar o interesse do setor pela JetVarnish 3D, obtendo a resposta de que o equipamento teria boa acolhida no

segmento de envase e manipulados por parte de fabricantes e compradores. A MGI já tinha estado presente nas duas edições an­ te­rio­res do L’Emballage em 2008 e 2010 e, na primeira participação, a sua JetVarnish original conquistou o prêmio do salão como a melhor nova máquina de produção. Por representar uma tecnologia nova no mercado, a MGI sabe que terá de desenvolver um trabalho de sensibilização no mercado para demonstrar os recursos e vantagens que o verniz 3D oferece. A fabricante afirma que o produto não é caro, permite tiragens grandes ou pequenas, admite dados variáveis e representa uma excelente alternativa para aqueles que procuram oferecer produtos di­fe­ren­cia­dos e competitivos. A MGI é representada no Brasil pela Fer­ros­taal. www.ferrostaal.com.br

SPP‑KSR apresenta linha de papéis Neo Autocopiativo

Maior distribuidora de pa­péis e produtos gráficos da América do Sul, a SPP-­KSR lançou o Neo Au­to­co­pia­ti­vo para complementar a linha de pa­péis de marca própria da empresa. ­Ideal para a confecção de for­ mu­lá­rios, receituários e guias com múltiplas vias, o Neo Au­to­co­pia­ti­ vo está disponível em três vias — ini­cial (CB), in­ter­me­diá­ria (CFB) e final (CF). “Já estamos conduzindo estudos de mercado e de via­bi­li­da­de com o intuito de oferecer novas versões da marca Neo para dar continuidade à oferta de linhas competitivas com a qualidade da SPP-KSR”, afirma Roberto Lazzarato, gerente executivo na­cio­nal de vendas e atendimento. A empresa iniciou a co­mer­cia­li­za­ção dos produtos com marca própria em 2008, lançando a linha Neo de couché importado, nas versões brilho e fosco, em folhas e b2obinas. Depois vie­ram, em 2012, o Neo Adesivo, também em brilho e fosco, e agora o Neo Au­to­ co­pia­ti­vo. Além da cor branca, as vias CFB e CF do Neo Au­to­co­pia­ti­vo também podem ser fornecidas em amarelo, azul, rosa e verde, e a via ini­cial na cor branca, no formato 66 × 96 cm, permitindo a elaboração de for­mu­lá­rios em até seis vias. www.sppksr.com.br



Plural, liderança consolidada no mercado de offset rotativa

L íder no ranking de capaci-

Impressoras digitais HP Indigo imprimem 800 milhões de rótulos para a Coca-Cola

A HP e a Coca-​­Cola são parceiras em uma das ações de maior sucesso da famosa marca de bebidas: a campanha Share a Coca-​­Cola, lançada neste ano em toda a Europa. O projeto contou com a participação de oito convertedores de rótulos de todo o continente, que coor­ de­na­ram a produção de embalagens personalizadas utilizando 12 impressoras digitais HP Indigo série WS6000. As impressoras fun­cio­na­ram 24 horas por dia, durante aproximadamente três meses, para produzir cerca de

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800 milhões de rótulos, a maior empreitada já registrada com esse tipo de equipamento. A campanha ajuda a Coca-​ ­Cola a estabelecer um contato mais direto com seus consumidores em 32 paí­ses, ao substituir o seu tra­di­cio­nal logotipo presente nas embalagens de Coca-​ ­Cola, Coca-​­Cola Light e Coca-​ ­Cola Zero por 150 dos principais nomes, apelidos e palavras afe­ tuo­sas de cada país. Para Marit ­Kroon, gerente de mar­ke­ting da Coca-​­Cola para a Europa, “a capacidade de personalizar essa enorme quantidade de rótulos com as impressoras digitais Indigo e, ao mesmo tempo, oferecer a qualidade e a consistência exigidas pela Coca-​­Cola geraram novas possibilidades para as campanhas cria­ti­vas que virão”. www.hp.com/go/HPIndigoPresses

Canon conquista certificação ISO 9001 REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

dade produtiva no Brasil pelo 10º ano consecutivo, a Plural Indústria Gráfica é o resultado de joint venture entre o Grupo Folha de São Paulo e a Quad/ Graphics USA , uma das maiores provedoras mundiais de soluções para impressão offset. Se­dia­da no município de Santana de Par­naí­ba (SP), no final do ano passado, com a aquisição da Quad/Graphics Nordeste

Carlos Roberto Jacomine, diretor geral da Plural

Indústria Gráfica, se­dia­da em Recife (PE), o seu quadro de fun­cio­ná­rios passou a ter cerca de 1.300 profissionais efetivos. O parque gráfico da Plural soma hoje 17 impressoras rotativas e sua capacidade produtiva nominal saltou de 1,5 milhão de cadernos de 16 páginas por hora para 1,9 milhão de impressões por hora, já in­cluí­da a unidade do Nordeste. www.plural.com.br

Valdir Arjona Gaspar assume comando total da RR Etiquetas

O presidente do grupo CCRR Par-

ticipações S.A , que congrega as empresas Colacril e RR Etiquetas, assumiu a liderança dos ne­gó­cios também na RR Etiquetas, após a venda da participação acio­ná­ria de Reinaldo e Ricardo Rodrigues, fundadores da RR em 1986. Em­preen­de­dor com mais de 30 anos de atua­ção no mercado de autoadesivos, Valdir Gaspar é um dos responsáveis pela difusão do uso desses materiais no Brasil. Principal executivo da Auto Adesivos Paraná, Colacril, ele deu início às atividades da empresa em 1984 a partir de uma pequena

linha de produção de adesivos e a transformou na maior indústria de autoadesivos da América Latina. Atual­m en­te seus produtos são utilizados nos principais segmentos do mercado na­cio­nal e exportados para mais de 20 paí­ses. www.ccrr.com.br

Empresa japonesa es­pe­cia­li­za­da no desenvolvimento de tec­no­lo­gias de ge­ren­cia­men­to de documentos e de imagem, a Canon anunciou no dia 21 de maio a conquista da certificação ISO-9001, norma que estabelece requisitos para um bom Sistema de Gestão da Qua­li­da­de (SGQ). O presidente da Canon no Brasil, Jun Otsuka, acredita que a certificação trará ainda mais reconhecimento para a empresa e servirá como um di­fe­ren­cial qualitativo em relação à qualidade dos seus serviços. www.canon.com.br



Novo presidente executivo na Abimaq/Sindimaq

No dia 3 de junho, durante a

Fase final da construção da fábrica de celulose da Suzano no Maranhão

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om o início das operações projetado para o quarto trimestre deste ano, a nova unidade in­dus­trial da Suzano Papel e Celulose, em Imperatriz (MA) terá capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas por ano de celulose de mercado de eucalípto, para exportação. www.suzano.com.br

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Agfa Graphics quer ISO 50001 para todas suas fábricas até 2014

ma das primeiras empresas do mundo a adotar o novo padrão de ge­ren­cia­men­to de energia, a Agfa Graphics já desfruta nas suas fábricas de produção de chapas na Alemanha e Reino Unido de certificação de acordo com as normas ISO 50001, concedida pela LRQA (Lloyd’s Register Qua­lity Assurance). Agora, todas as demais fábricas da Agfa, inclusive a unidade brasileira, estão trabalhando para obter a mesma certificação ainda neste ano ou, no máximo, até 2014. Segundo informações da empresa, ela é precursora em sustentabilidade am­bien­tal na indústria gráfica. Como em­p reen­d e­d o­r a global, a Agfa Graphics reconhece e apoia a necessidade de melhora contínua em sua atua­ção am­bien­ tal e cita como exemplo de produtos amigos da natureza a extensa REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

família de chapas para impressão livres de química. “È claro que a ISO 50001 é uma meta importante para muitas com­pa­nhias líderes e que esse padrão está prestes a se tornar cada vez mais importante no futuro”, disse Graham Coo­per, gerente global da Agfa Graphics na área da Serp (Sustainability and Energy Re­d uc­t ion Programme). “Nosso programa de sustentabilidade e redução de energia, tendo como peça chave a ISO 50001, nos ajuda a ge­ren­ciar melhor nosso consumo de energia. Ele já resultou na economia global de vá­ rios milhões de euros, comparando 2011 com 2012. Com nossa total capacidade de conseguir um padrão que muitas com­pa­nhias aspiram, a Agfa Graphics é claramente uma empresa líder na indústria”. www.agfagraphics.com.br

abertura da Feimafe, no Anhembi, em São Paulo, Luiz Aubert Neto, presidente da Abimaq/Sindimaq, anunciou que acaba de concluir o processo, ini­cia­do em 2007, de pro­f is­sio­na­li­za­ção da entidade com a contratação de José Velloso para o cargo de presidente executivo. Engenheiro mecânico e administrador de empresas, Velloso, 51 anos, casado e pai de dois filhos, acumula 30 anos de ex­p e­riên­cia no setor de máquinas e equipamentos. Foi diretor do grupo PTI – Power Trans­mis­

sion In­dus­tries do Brasil e é vice-​ ­presidente da Abimaq/Sindimaq desde 1998, tendo representado a entidade vá­rias vezes em substituição ao presidente.

APP sob nova direção no Brasil

Procurando am­pliar as ven-

das no País e marcar presença no mercado latino-​­americano, a Asia Pulp & Paper (APP) está rees­tru­tu­ran­do a sua operação no Brasil. Com capacidade de produção a­ nual de 15 milhões de toneladas de papel e celulose e vendas anuais de US$ 10 bilhões, a empresa sino-​­indonésia atua em 120 paí­ses e está reforçando o corpo de executivos em diversas re­giões do mundo, inclusive no Brasil. Como parte dessas mudanças, Arthur Gonoretzky substituiu Geraldo Ferreira no cargo de diretor geral da representante exclusiva da APP no Brasil, a Cathay, que mudou a sua denominação para Cathay América Latina. Gonoretzky, que estava à frente da operação latino-americana da trading Central Na­tio­nal Gottesman, reconhece que o desafio é grande. Além dos problemas enfrentados pelos mercados

desenvolvidos, o que os obriga a exportar o excedente de produção para outros paí­ses onde há crescimento das vendas, vá­ rias medidas adotadas pelo governo, como a elevação de alíquota e a exigência de licença prévia têm dificultado a entrada do papel importado no País. Umas das principais importadoras de papel no Brasil, a Cathay vendeu cerca de 100 mil toneladas no mercado na­cio­nal em 2012, queda de 10% em relação ao ano an­te­rior. O melhor resultado alcançado pela APP em nosso país foi a venda de 142 mil toneladas em 2010. Con­fian­te no po­ten­cial do nosso mercado, Gonoretzky ressalta: “O Brasil é o 9º maior consumidor de papel do mundo e o 10º maior produtor, com consumo por habitante de 47 quilos. Só para compararmos, o consumo per capita nos Estados Unidos é de 240 quilos”. www.cathay.com.br


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ExpoPrint 2014 reformula site Abiea premia qualidade em etiquetas e rótulos autoadesivos

Durante cerimônia rea­li­za­da no

A ExpoPrint Latin America 2014, mais importante feira da indústria gráfica da América Latina, reformulou seu site, oferecendo todas as informações sobre a feira. Foi cria­da também uma página no Fa­ce­book (www.facebook.com/expoprintlatinamerica) para falar sobre as novidades da feira e do mercado gráfico. O evento será rea­li­za­do em São Paulo, no Transamerica Expo Center, entre os dias 16 e 22 de julho de 2014. Os interessados em visitá-lo já podem se cadastrar gratuitamente através do link www.expoprint.com.br/pt/visitar/cadastro.

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Mudança de rumo no Grupo MWV

Grupo MWV (Mead/WestVaco Cor­po­ra­tion) comunicou no dia 30 de abril o encerramento da produção de embalagens de folding carton (embalagens ao consumidor) na sua unidade de Valinhos (SP). Esta decisão não se limita apenas ao Brasil, pois está alinhada à saí­da desse negócio de Home, H ­ ealth & Beauty em toda a Europa e América Latina. Segundo a empresa é uma atitude estratégica necessária em razão da conjuntura do mercado, com a impossibilidade de crescimento rentável no segmento ao longo dos anos, alia­da à falta de perspectiva de mudança desse cenário. O processo será gradativo e teve ínicio ime­dia­to, com término previsto para o terceiro trimestre deste ano. Por outro lado, o negócio de plásticos pri­má­rios para os segmentos de HH&B receberá robustos investimentos com a am­plia­ção e a transferência da produção de válvulas sprays e dispensadoras plásticas da cidade de São Paulo para o in­te­rior do Estado, na fábrica de Valinhos. O processo de transferência inicia-se no próximo mês de setembro e será con­cluí­do no segundo trimestre de 2014.

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http://br.meadwestvaco.com

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dia 13 de maio no Espaço Apesp, em São Paulo, a As­so­cia­ção Brasileira das In­dús­trias de Etiquetas Adesivas (­Abiea) fez a entrega dos tro­féus aos vencedores do 3º Prêmio Brasileiro de Excelência em Etiquetas e Rótulos Au­toa­de­si­vos 2012, promovido pela entidade. Os trabalhos foram inscritos em três ca­te­go­rias — processos de impressão, produtos e inovação —, divididas em 15 sub­ca­te­go­rias. Os ganhadores estarão aptos a se inscrever no prêmio máximo do setor, o World Label Awards, promovido pela L9 (Alian­ça Global de As­ so­cia­ções de Rótulos Au­toa­de­si­ vos), no qual a ­Abiea participa. Na pre­m ia­ç ão foram também ho­me­na­gea­dos os vencedores da categoria Fornecedor do Ano, com as empresas participantes divididas por área de atua­ção: equipamentos para impressão (rotativa, digital ou térmica), papel ou filme autoadesivo, substrato sem adesivo, tintas, cli­che­rias, facas, películas para termotransferência (ribbon) e para hot stamping. Francisco Sanches Neto, presidente da ­A biea e empresário do setor (Adesão Rótulos e Etiquetas), enfatizou: “Este é o maior e mais importante reconhecimento da indústria brasileira de rótulos autoadesivos. O simples fato de a empresa

inscrever um rótulo, a coloca em um patamar di­fe­ren­cia­d o dian­te do mercado. Empresas e projetos certamente serão reconhecidos por sua qualidade e competitividade. E, para nós, todos são vencedores”. A coor­ de­na­ção técnica do 3º Prêmio da ­Abiea ficou sob a responsabilidade da As­so­cia­ção Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG). A pre­mia­ção contou com o patrocínio da Syntpaper (ouro) Avery Dennison; Etirama e Kromia (prata); e Cepamaque, Mastercorp, MLC, HP, Oji Pa­péis, UPM, Zênite e Label Summit (bronze).

CATEGORIAS E EMPRESAS VENCEDORAS: Flexo Traço: Mack Color ◆ Flexo Cromia: Grif Rótulos ◆ Letterpress Cromia: Masterprint ◆ Serigrafia Traço: Giankoy ◆ Offset Cromia: Gráfica Ypê ◆ Impressão Digital Cromia: Ready Rótulos ◆ Booklets e Rótulos Bula: Flexoprint Etiquetas ◆ Sleeves: Gráfica Nova Fátima ◆ Segurança: Contiplan ◆ Inovação: Tyrex FORNECEDORES DO ANO Matéria- ​­ p rima: Avery Dennison ◆ Equipamentos para impressão: Etirama ◆ Facas: MLC ◆ Clicheria: Alfa Clicheria ◆ Tintas: Flint Group Narrow Web


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Povareskim traz nova impressora para o mercado de sinalização

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om ex­pe­riên­cia de quase 20 anos em ge­ren­cia­men­to e tec­ no­lo­gias de cor, a Povareskim Color Consulting lança em julho na feira Serigrafia Sign Future Textil a nova solução de impressão in­dus­trial Chromedot Microjet Viper SP 3204. O equipamento aceita larguras de até 3,20 metros, trabalha com até 16 canais de tinta (quatro por cabeçote Specta Polaris), pode operar em padrão de quatro ou seis cores (CMYK mais cyan e magenta lights), tem resolução máxima de até 1.200 dpi e velocidade estimada em 120 m²/ hora (duas passadas) em alta produtividade ou 60 m²/hora

(quatro passadas). Opera com tinta solvente MicroInk SP6 e permite impressão em vinil, lona ou papel, além de oferecer um tempo de secagem menor e de am­pliar o gamut tonal obtido através do conjunto tinta + tecnologia de impressão + sistema de ge­ren­cia­men­to de cores e Softwater Chromedot Sign Wide Gama. “Estamos cada vez mais unindo nossa ex­p e­riên­ cia no segmento de co­mer­cia­ li­za­ção e consultoria na área de cor para o setor gráfico com as novas tec­no­lo­gias do setor de sinalização”, afirma Oliver Povareskim, diretor da empresa. www.povareskim.com.br

Mimaki abre filial em Recife Es­pe­cia­li­za­da no desenvolvimen-

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to de tec­no­lo­gias e soluções em impressão digital, a Mimaki Brasil inaugura em agosto, em Recife (PE), sua primeira fi­lial fora da capital paulista. Com show­room e área aproximada de 120 metros quadrados, a unidade servirá de base para o desenvolvimento de mercado, bem como de soluções de impressão solvente, sublimática e UV. “A ini­cia­ti­va faz parte da nossa estratégia de crescimento e consolidação na­cio­nal da marca, tanto co­mer­cial como, principalmente, tecnicamente. Sentimos ainda uma carência em relação REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

ao suporte re­gio­nal de alta qualidade, e queremos disseminar essa ideia para o Nordeste”, ressalta Danilo Ribeiro, gerente co­ mer­c ial da empresa. A Mimaki optou pelo Estado de Pernambuco por sua localização geo­grá­ fi­ca e estratégica, conforme explica Alexandre Feitosa, responsável pela fi­lial: “A proximidade de Recife com diversos polos industriais e comerciais nos assegura atendermos a cada re­gião com sua pe­c u­l a­r ie­d a­d e, como exemplo o polo têxtil de Ca­rua­ru e Santa Cruz do Capiberibe”. www.mimakibrasil.com.br

Abrafoto muda de nome

Tendo por objetivo acompanhar as mudanças do mercado, em abril a Abrafoto alterou sua denominação, passando de Associação Brasileira dos Fotógrafos de Publicidade para Associação Brasileira dos Fotógrafos Profissionais. De acordo com Cristiano Burmester, presidente da entidade, a nomenclatura tornou-se pouco representativa, uma vez que o perfil de seus próprios associados modificou-se. “Hoje, os fotógrafos atendem os clientes de publicidade e fazem uma série de outras coisas. Assim, o nome limitava a percepção e também o interesse pela entidade”. Já com a nova roupagem, a Abrafoto está iniciando um ciclo de workshops sobre impressão fine art que percorrerá o País ao longo do ano. Realizado em parceria com a Epson, sob a batuta de Millard Schisler, coordenador de preservação da Cinemateca Brasileira, o workshop tem duração de dois dias e acontece em oito cidades. O primeiro encontro foi realizado no dia 25 de maio, no Emporium, ateliê de impressão digital e fine art em São Paulo. A programação e as inscrições estão no site www.abrafoto.org

T&C instala primeira Scodix no Brasil

No mês de abril, a equipe téc-

nica da T&C, treinada em Is­rael, com a participação e apoio dos técnicos da fabricante, instalou na Gráfica e Co­pia­do­ra Na­cio­ nal, em Recife (PE), o primeiro equipamento de enobrecimento de impressos da marca Scodix no Brasil. Trata-se de uma impressora jato de tinta de real­ce digital, que utiliza um polímero de alto brilho e durabilidade, o PolySense Scodix, o qual permite uma impressão di­fe­ren­cia­ da, semelhante à aplicação de uma lente transparente sobre o trabalho, pro­por­cio­nan­do nova dimensão aos impressos, que passam a ter também sensação táctil. A nova tecnologia, apresentada durante a Drupa 2012, consiste em um jato de tinta de alta resolução com revestimento seletivo de espessura, padronagem e alturas variáveis, para a impressão on-​­demand, inclusive por dados variáveis. Eliminando a necessidade de chapas de

Geraldo Trigueiro, proprietário da Gráfica e Copiadora Nacional

impressão, máscaras, produtos químicos e solventes, não agride o meio am­bien­te e ainda reduz o consumo de energia. O polímero de cura UV faz com que as impressoras Scodix possam trabalhar com uma gama muito grande de substratos tais como papel, cartão, PVC, dentre outros materiais. Com foco no enobrecimento, através da impressão digital localizada, a tecnologia Scodix é indicada para o real­ce de produtos fotográficos como fotolivros, materiais promocionais, convites, cartões, etiquetas e embalagens, agregando uma nova dimensão táctil que reforça a atratividade. www.tecshopping.com.br



Chega ao Brasil a Speedmaster SX 52-4 da Heidelberg

Na segunda quinzena de maio, a Heidelberg instalou no parque gráfico da Imprensa Ofi­cial do Estado do Rio de Janeiro a primeira impressora Speed­mas­ter SX 52 quatro cores com unidade de verniz em linha do Brasil. A Speed­mas­ter SX incorpora características da categoria XL e oferece tempos de acerto curtos, desperdício mínimo de papel e muitas opções de configurações desde duas até oito cores, incluindo a reversão automática, a tecnologia Anicolor e impressão com tintas e vernizes UV para substratos va­ria­dos. www.heidelberg.com.br

Pinacoteca apresenta cenário de sua produção gráfica

A exposição “100 anos de pro-

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dução gráfica e editorial” da Pinacoteca do Estado de São Paulo, aberta em março e que se encerra no dia 29 de setembro, celebra o centenário da edição do primeiro catálogo de obras do museu, em dezembro de 1912, propondo um panorama da edição gráfica e editorial na instituição ao longo desse período. A mostra, que conta com o apoio do Senai e da Oficina Tipográfica São Paulo, está organizada em seis módulos integrados. Publicações e cartazes produzidos ou organizados pela Pinacoteca estão concentrados nas duas paredes principais da galeria. Publicações e cartazes editados por outras instituições, que contextualizam a produção no período, se encontram ou na vitrine central (catálogos e livros) ou emoldurados na parede (cartazes). Um terceiro módulo exibe uma série temática de cartazes produzidos para exposições do Gabinete Fotográfico (1980–1982). Já a seção que apresenta processos e técnicas REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

de tipografia é composta por dois objetos expostos na entrada e na saída da sala e por uma vitrine menor, ao lado daquela dedicada às publicações do museu. Completam a mostra dois espaços interativos: uma sala de leitura com publicações do museu e um dispositivo multimídia que permite o acesso integral a catálogos raros e outros documentos pertencentes aos acervos da Pinacoteca do Estado. As publicações e documentos selecionados são um convite para o visitante adentrar um universo que abriga não só registros e testemunhos de ações, mas também a representação visual e estética de meios e modos de produção e circulação de ideias ao longo de mais de um século. EXPOSIÇÃO “100 ANOS DE PRODUÇÃO GRÁFICA E EDITORIAL” Pinacoteca do Estado de São Paulo Praça da Luz, 2 - São Paulo (SP) – Estação Luz do Metrô Tel. 11 3324-1000 De 16/3 a 29/9/2013 Horário: terça a domingo, das 10h às 18h; às quintas-feiras das 10h às 22h

Artecola assume maior fabricante colombiano de adesivos

A Pegatex, maior operação de ca-

pital na­cio­nal da Colômbia, agora faz parte do grupo Artecola. A ne­ go­cia­ção para a integração dos ne­gó­cios foi concretizada no dia 4 de junho, resultando na cria­ção da Pegatex Artecola S/A, ficando 55% do capital sob controle da companhia brasileira. “Essa alian­ ça po­si­cio­na­rá a Artecola Quí­mi­ ca entre as três maiores da Colômbia em receita líquida. É um passo estratégico em nossa caminhada rumo à Visão 2015, que é ser referência latino-​­americana nos segmentos de mercado em que atua­mos”, comemora o presidente executivo das empresas Artecola, Eduar­do Kunst. Com a conclusão das ne­g o­ cia­ções, as operações da Artecola Quí­mi­ca na Re­gião Andina, envolvendo as plantas do Peru e da Colômbia, se unem à Pegatex, passando a Artecola Quí­mi­ca Peru a ser uma sub­si­diá­ria da Pegatex Artecola S/A . Integra também o negócio a Molytec, dedicada à revenda de lubrificantes e limpadores especiais da alemã OKS (grupo Freundenberg), controlada pelos só­cios da Pegatex

e agora igualmente sob o controle da nova empresa. A operação contribuirá para alavancar a receita líquida das empresas Artecola em 2013, estimada em R$ 650 milhões, projetando um crescimento am­b i­c io­s o de 31% sobre os R$ 496 milhões de 2012. PEGATE X E MOLY TEC – Fundada em 1962, a Pegatex é a principal empresa co­lom­bia­na na fabricação de adesivos. Certificada ISO 9001:2008, ela tem entre seus mercados os setores de embalagem, moveleiro, artes gráficas e construção civil, com as marcas Pegadit, PL 285 e Carpincol. Já a Molytec mantém uma relação de 35 anos com a OKS, sendo sua maior distribuidora na América Latina e líder em seu segmento. www.artecola.com.br


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ENTREVISTA

Carlos Fernando Monteiro Lindenberg Neto

Eleito presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) em agosto do ano passado, Carlos Lindenberg Neto fala sobre o panorama do mercado de jornais no País, novas tecnologias e pleitos defendidos pela associação no biênio 2012–​­2014. Texto: Juliana Tavares

G

Os desafios dos jornais no Brasil

ra­dua­do em economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro ( PUC-Rio), com pós-​ ­g ra­dua­ção em Gestão pela Fundação Dom Cabral e pela Universidade de Harvard (nos Estados Unidos), o capixaba Carlos Fernando Monteiro Lindenberg Neto começou sua carreira em 1988, quando assessorava o pai, Carlos Lindenberg Filho, então diretor executivo da Rede Gazeta — maior grupo de comunicação do

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Espírito Santo, responsável pelos jornais A Gazeta e Notícia Agora, as rá­d ios Litoral Colatina e Gazeta FM e a Gazeta Online, entre outros. Em 2001, Carlos Lindenberg Neto — o “Café”, como é conhecido — assumiu o cargo do pai na Rede Gazeta, que congrega, atual­men­te, 20 ne­ gó­cios na área de comunicação. Ele também é membro do conselho da As­so­cia­ção Mun­dial de Jornais (WAN, sigla em inglês) e fundador do conselho deliberativo do Movimento Espírito


PENSE COMO OS

Santo em Ação, organização não gover- país “par­cial­men­te livre” no que se refere à namental que visa unir e cons­cien­ti­zar os sua imprensa. O que a ANJ tem feito para em­pre­sá­r ios da re­g ião sobre seu papel eco- melhorar esse quadro? nômico e so­cial para o Estado. Acumulan- Na verdade, essa é uma preo­cu­pa­ção perdo mais de duas décadas de ex­pe­r iên­c ia manente da ANJ, uma questão que, incluna gestão de jornais, e com passagem pela sive, consta do nosso estatuto. O fato novo vice-p ​­ residência da As­so­cia­ção Na­cio­nal de é o agravamento do quadro de vio­la­ções Jornais (ANJ) de 2002 a 2012, Carlos Lin- da liberdade de expressão, e não apenas denberg Neto ocupa, desde agosto último, a de imprensa, principalmente no que se refere aos assassinatos de presidência da entidade. profissionais de jornaNesta entrevista exclusilismo — inclusive ra­d ia­ va, ele analisa seus nove O QUE NOS PREOCUPA meses de mandato e os lis­tas e blogueiros — e a MAIS INTENSAMENTE de­sa­fios enfrentados peimpunidade dos crimiÉ A SUSTENTAÇÃO NAS los em­pre­sá­rios do setor. nosos. Essa é a principal razão dessa classiOPERAÇÕES IMPRESSAS, Quais foram os maiores ficação, não apenas por QUE SÃO RESPONSÁVEIS de­sa­f ios nesses nove me­ parte da Free­dom HouPELA MAIOR PARTE DA ses de mandato? se, mas também de ouRECEITA DAS EMPRESAS tras entidades como o Na ANJ temos enfatiJORNALÍSTICAS, E, Repórteres sem Fronzado a necessidade de AO MESMO TEMPO, teiras e o Comitê para trabalhar seguindo ala Proteção dos Jornaguns eixos estratégicos. AMPLIAR AS RECEITAS listas. Sob esse aspecto, A principal preo­c u­p a­ PROVENIENTES DE o Brasil vive uma si­tua­ ção da ­atual diretoria é PLATAFORMAS DIGITAIS ção paradoxal: ao mescolaborar com os as­so­ E ENCONTRAR NOVAS mo tempo que gozamos cia­dos na construção de FORMAS DE MONETIZAR de inequívoca liberdade um novo modelo de ne­ NOSSOS CONTEÚDOS. de expressão no plano gó­c ios no mundo digiins­t i­t u­cio­nal, enfrentatal, uma área com uma mos o aumento dos cadinâmica muito acelerada e na qual todas as empresas, em todo o sos de vio­lên­cia, em alguns casos extrema mundo, estão fazendo ex­pe­r iên­cias. Nesse — foram 15 assassinatos comprovadamencontexto, nosso foco está na valorização da te re­la­cio­na­dos à atividade pro­fis­sio­nal nos plataforma impressa, que continua eficaz últimos cinco anos, sendo três somente e efi­c ien­te tanto para as empresas quan- nos quatro primeiros meses de 2013. Outo para seus parceiros do mercado publi- tro fato preo­cu­pan­te é o grande número de citário, dá retorno e se mantém in­f luen­te casos de censura ju­d i­cial, principalmente na so­cie­da­de. Paralelamente, procuramos por parte de magistrados de 1º‒ grau, em apoiar as empresas jornalísticas na busca flagrante vio­la­ção do texto cons­ti­tu­cio­nal. de condições operacionais mínimas num am­bien­te de liberdade de imprensa. Ou- No discurso de posse na ANJ, o senhor refor­ tro eixo é o aperfeiçoamento das ferra- çou a importância de os jornais trabalharem mentas de gestão num cenário que exige em conjunto com as mí­dias sociais para man­ redobrado esforço de redução de custos. ter a rentabilidade. E um dos mecanismos Do lado da receita, estamos retomando dessa atua­ção seria a cobrança pelo con­teú­ as ações voltadas ao mercado anun­c ian­ do digital. O senhor acredita que essa prática te. Por fim, uma ini­cia­ti­va importante da tende a se expandir no Brasil? ­atual gestão é desenvolver um programa de Sim. Claramente, sim. Essa é uma tenqualificação em todas as ­­áreas de recursos dência mun­d ial. Só nos EUA , 48% dos jorhumanos das empresas. nais adotaram, nos últimos anos, alguma modalidade de cobrança pelo con­teú­do. De acordo com um ranking da organização A modalidade foi desenvolvida com sucesamericana Free­dom House, o Brasil é um so pelo The New York Times, que, ao final

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do primeiro trimestre deste ano, chegou a 676 mil assinaturas digitais para uma au­ diência paga total de 1.865.318. Recente­ mente, o jornal de maior circulação da Eu­ ropa, o alemão Bild, editado pelo grupo Axel Springer, e o Washington Post anun­cia­ ram que ado­ta­r iam a cobrança em junho. No âmbito da ANJ, as discussões a esse respeito se dão no Comitê de Es­tra­té­g ias Digitais, que municia as decisões da dire­ toria. As análises sugerem que esse é o ca­ minho mais adequado também no Brasil. Creio que nos próximos meses muitos dos jornais brasileiros que ainda não o fizeram adotarão alguma modalidade de paywall.

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Quan­do falamos em rentabilidade, não podemos esquecer do custo da matéria-​­prima, que está diretamente ligado ao preço final do produto, neste caso o jornal. De acordo com a Bracelpa, a N ­ orske Skog Pisa é a única fábrica de papel-​­jornal do Brasil, responsável pelo abastecimento de 30% do mercado de publicações. Quais são as dificuldades enfrentadas pelos 70% restantes para conseguir o insumo? Como equilibrar esse custo com o preço do jornal para não afetar o número de vendas? De fato, a indústria de papel de imprensa atravessa uma crise severa e de difícil so­ lução. Alguns fabricantes tradicionais en­ traram em concordata. Outros fecharam unidades de produção ou as converteram para a fabricação de outros tipos de papel. De um modo geral, os fabricantes tratam de sustentar os preços por meio da redução da oferta, uma vez que para vá­r ios deles a redução de preços in­v ia­bi­li­za suas opera­ ções. A produção brasileira já foi responsá­ vel por uma parcela maior do consumo do­ méstico, mas o abastecimento não tem sido um problema, em grande medida devido à estabilização econômica do Brasil, que já dura quase 20 anos e permitiu maior pre­ visibilidade na gestão de insumos. É claro que estamos atentos à evolução do abasteci­ mento dessa matéria-​­prima, mas o que nos preo­cu­pa mais intensamente é a sustenta­ ção nas operações impressas, que são res­ ponsáveis pela maior parte da receita das empresas jornalísticas, e, ao mesmo tempo, am­pliar as receitas pro­ve­nien­tes de plata­ formas digitais e encontrar novas formas de monetizar nossos con­teú­dos. REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

O senhor é o mais jovem presidente da ANJ. Como tem sido a receptividade dos as­so­cia­dos em relação à sua gestão estratégica? A ANJ representa com muita fidelidade — e unidade — os legítimos interesses da in­ dústria jornalística brasileira. Minha ante­ cessora, Judith Brito, foi a primeira mulher a presidir a entidade e eu, além de repre­ sentar um jornal de menor porte que o dos presidentes an­te­r io­res, sou o mais jo­ vem presidente da ANJ até hoje. Isso me orgulha muito, mas não significa uma co­ brança maior, e sim uma demonstração de con­f ian­ça. As di­re­to­r ias da ANJ são eleitas pelo Conselho de Administração e a praxe tem sido de que sejam di­re­to­r ias defini­ das por consenso. Desde que assumi, te­ nho contado com total respaldo dos as­so­ cia­dos, independentemente da circulação de seus jornais ou do porte de suas em­ presas. Na ­atual gestão estamos promo­ vendo algumas ini­c ia­t i­vas que talvez te­ nham maior impacto para os as­so­c ia­dos de menor porte, como o programa de qua­ lificação de recursos humanos, que, a­ liás, envolve par­ce­r ias com outras entidades, inclusive a ABTG. Mas isso não decorre de uma maior sensibilidade minha em relação às condições operacionais dos jornais me­ nores, mas de um entendimento por par­ te de todos de que só há jornais fortes se toda a indústria for robusta. Outro pleito defendido pela as­so­cia­ção nesse biê­nio é a valorização do jornal na educação e na construção da cidadania brasileira. De que maneira os jornais po­de­r iam exercer essa função? A promoção do desenvolvimento de pro­ jetos culturais e cien­t í­f i­cos que estimu­ lem a produção e difusão de bens culturais de valor universal é um dos objetivos es­ta­ tu­tá­r ios da ANJ. Isso inclui a educação e a formação de bons cidadãos. Os primeiros programas de Jornal e Educação no Brasil surgiram na década de 1980 e, desde en­ tão, a ANJ tem promovido a sua am­plia­ção. Ao final de 2012, havia 50 programas de Jornal e Educação que be­ne­f i­cia­vam cerca de 2,5 milhões de estudantes. Pela mesma razão que entendemos que o importante é o jornalismo, e não sua plataforma tecnoló­ gica, consideramos que a educação não está in­d is­so­cia­vel­men­te ligada aos cadernos e

livros impressos. Estes, assim como os jor­ nais, ainda darão uma importante contri­ buição à informação e à educação dos brasi­ leiros, mas estamos empenhados para que ambas cheguem aos seus des­ti­na­tá­r ios das formas mais adequadas, eficazes e efi­cien­ tes, o que inclui o uso de novas tec­no­lo­g ias, tanto no jornalismo quanto na educação. O que o futuro reserva para as empresas de jornais? Não há lugares reservados no futuro. O fu­ turo das empresas jornalísticas será o futu­ ro que soubermos construir, dependendo de nossa capacidade de nos reinventarmos, não vendo as novas tec­no­lo­gias como amea­ ças, mas como oportunidades. Sabemos como produzir jornalismo e informação co­ mer­cial e que isso representa uma propo­ sição de valor para a so­cie­da­de. É evidente que o modelo de negócio que sustentou a indústria por muitas décadas já não dá con­ ta da rea­li­da­de ­atual e temos que inovar. Na minha opi­nião, uma das con­se­quên­cias das transformações tecnológicas que estão ocorrendo é que não existe um modelo úni­ co e universal. Cabe às empresas identifi­ car e explorar aquele que se adequa mais ao seu mercado e à sua capacidade de aten­ der as necessidades desse mercado, que pode ser local ou global . . . ou ambos.



Beatriz Milhazes 1

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ARTE

O que significa ser artista? Criar para si ou para ou outros? Produzir para admirar ou para vender? A temática deve ser engajada num movimento político-​­social ou alienada? O trabalho é para decorar ou provocar? Para Beatriz Milhazes todas essas perguntas não têm nenhuma importância. Ela, com coragem e emoção, apenas pinta. E o Brasil ganha com o seu sucesso. Ricardo Viveiros (ABCA-​­A ICA)

1 Viagem ao centro da terra, tinta acrílica sobre tela, 170 × 180 cm, 1993 2 Bye, bye, love, tinta acrílica sobre tela, 220 × 130 cm, 2001/2012

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EXPORTANDO ALMA

A alma brasileira na sua mais feliz tradução 3 Night Club, tinta acrílica sobre tela, 191 × 190 cm, 2007 4 Radamés, após conquistar o Egito, declara seu amor para Aída, tinta acrílica sobre tela, 171 × 129 cm, 1984

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o final da década de 1930, Carmen Miranda usou frutas para simbolizar o Brasil e alcançar o estrelato em um show na Broad­way. Sob o signo das cores conquistou os EUA e o mundo, tornando-se a artista brasileira mais conhecida no planeta. Talvez, à época, inexistisse o conceito “imposição de mercado” praticado no mar­ke­ting ­atual, mas Carmen Miranda acertou em cheio na escolha das frutas como símbolo brasileiro, algo sen­sual e brejeiro como o nosso próprio povo. A arte da atriz e cantora até foi usada pelo então presidente norte-​­americano Franklin Roo­se­velt para sustentar sua “política da boa vizinhança”. Há quem afirme que Carmen Miranda serviu aos interesses “gringos”. Não é justo, ela já havia alcançado grande sucesso nos Estados Unidos em 1939, bem antes da aproximação norte-​­americana com os demais paí­ses das Américas. Yes, nós temos frutas e flores! Somos um país tropicalista, colorido e barulhento. E daí? Não há quem conheça e não goste de nós, exatamente pela maneira de sermos — um povo simpático e alegre, embora as adversidades que ainda há no Brasil.

As frutas e seu intenso colorido, sen­sua­l i­da­de e força de imagem foram para Carmen Miranda apenas signos. E neles também encontramos as origens da produção dos pintores construtivistas, abstratos, geo­mé­tri­cos, coloristas a partir do final da década de 1940, no Brasil e no mundo. Temos, aqui, bons exemplos: de Santa Rosa e Alfredo Volpi, passando por Cícero Dias e Flávio Shiró, até chegar a Paulo Baravelli e Ivald Granato. Nesses artistas, respeitandose cada época, podemos constatar liberdade no uso de novos materiais e nítida determinação em, antepondo-se ao im­pres­sio­nis­mo, expressar ideias de dentro para fora. E sem entrar no debate entre arte figurativa e não figurativa. Em Tunga e Waltércio Caldas, mais tarde, vamos encontrar o mesmo espírito libertário que não compromete a sensibilidade: traços, tons, volumes seguem sob absolutos cri­té­rios de qualidade e emoção, usando tudo o que a vida oferece como recurso para comunicar. A arte da ca­r io­ca Bea­triz Ferreira Milhazes não é “tropicalista”, tampouco faz uma releitura da pop-​­art. É, a rigor, a expressão da universalidade que existe na alma do povo brasileiro. Tão forte quanto foi e ainda é Carmen Miranda. Nascida no Rio de Janeiro em 1960, Bea­triz formou-se em Comunicação So­cial, ao mesmo tempo que cursava a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Mais tarde, aprendeu gravura e linóleo com Solange Oliveira e Valério Rodrigues. Bea­triz participou da Geração 80 — movimento 4


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5 Guanaraba – Projeto para o Tate Modern Restaurant. Tate Modern, Londres. Painel 1: 17,34 × 3,69 m; Painel 2: 11,52 × 3,69 m 6 Desculpe, mas teve que ser assim, tinta acrílica sobre tecido colado e tela, 187 × 180 cm, 1988

que determinou um novo conceito para a arte de uma década atrás. E isso, sem que a artista pertença a nenhuma tendência. Sua obra inovadora, com justiça valorizada in­ter ­na­cio­nal­men­te, demonstra ecléticos fundamentos. Identificamos o barroco, a linguagem re­vo­lu­c io­n á­r ia da Semana de Arte Moderna de 1922, o decorativo (sem preconceito, usado com debochada elegância) e o art deco, sem falar de outras interessantes in­f luên­c ias como Matisse e Mon­d rian. Desde 1997, Bea­ triz tem estudado em algumas universidades norte-​­americanas, o que lhe proporcionou conviver com o mercado estrangeiro. Seus quadros não são apenas vendidos por preços vultosos — alguns acima de dois milhões de dólares —, como também têm conquistado o respeito de críticos e mu­seó­lo­gos, e integrado respeitados acervos: MoMA, Guggenheim e Metropolitan, em Nova York; Reí­na Sofia, em Madri; e Tate Modern, em Londres.

apresentados em exposições individuais aqui e no ex­te­r ior. O desenho e a colagem marcam seu processo de cria­ção: a partir desses elementos a artista desenvolve o todo. A tela em branco, o desafio à cria­ção, e Bea­ triz começa a integrar com perfeito entrosamento — como na composição de uma sinfonia —, traços, volumes, cores que, sentindo a presença da luz, revelam figuras e formas da alma brasileira. Ela tem perfeita noção do que falta e do que não deve sobrar na tela. Pode não parecer, mas tudo está sob controle e, o mais incrível, há qualidade sem limitar a intensa emoção com que pinta. Por isso, a percepção da sen­sua ­l i­da­de nas obras. 6

O DESAFIO DAS CORES

revista issn 010 3•572x

a gráfic a • ano x xxviii • m aio/junh

o 2 0 1 3 • nº 265

revista abigra f

265 maio/j unho

2013

arte & in dústri

Capa

Mundy, colagem sobre papel, 150 × 100 cm, 2011

Bea­triz vive a magia da cria­ção desde pequena, quando ela e a irmã Márcia montavam espetáculos de dança, entretendo fa­m i­lia­res e amigos. “Bola” (Bea­triz) fazia ce­ná­r ios, figurinos e adereços. “Bolinha” (Márcia), co­reo­g ra­f ia e bailado. Sem falar da mãe, Glauce, professora de História da Arte, que atua­va na produção com apoio do “Bolão”, apelido do advogado José, pai das precoces “artistas”. O Rio de Janeiro vivia, entre os anos 1960 e 70, uma explosão cultural. A in­te­lec­tua­li­da­de rea­g ia à censura imposta pela ditadura militar que dominava o País desde o golpe de 1964. O casal Milhazes, gente educada e culta, transmitiu às filhas seu grande amor pelo Brasil. O trabalho de Bea­triz é comprometido com uma incontestável cons­ciên­cia da rea­li­da­de brasileira. Ao mesmo tempo que traduz a alegria e o erotismo de nossa gente, propõe contínua reflexão sobre a problemática so­cial do País. Pintora, gravadora, ilustradora, professora, cenógrafa, ela não se deixa envolver pela demanda do mercado — produz pouco. São, em média, menos de 10 trabalhos por ano, cinco pinturas (acrílica sobre tela) e três colagens ou gravuras,

Bea­triz monta, desmonta e remonta paisagens, pes­soas, retratos da vida buscando conflitos. Conta his­tó­r ias e nos faz refletir sobre elas. Provoca explosão de sentimentos. Mas tudo isso sem permitir que cada quadro precise ter certidão de nascimento, carteira de identidade, passaporte. Não. Cada cria­ção é um brasileiro chamado “Bea­triz Milhazes”, capaz de ser recebido e admirado em qualquer lugar do planeta, falando todos os idio­mas de quem admira a arte — algo que está vivo e tem dimensão universal. Na verdade, não é qualquer um que está preparado para os quadros de Bea­triz. São presenças perturbadoras, cria­das por uma mulher jovem, bonita, forte e meiga. Uma artista a quem o sucesso nos faz bem. maio /junho 2013  REVISTA ABIGR AF

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FEIRA

precisa sentir que seu investimento para visitar a feira terá retorno. Ele quer com­ prar e encontrar ne­go­c ia­ção di­fe­ren­c ia­d a em termos de prazos e descontos”. PLATAFORMA DE NEGÓCIOS

Varejo destaca importância da Office Brasil Escolar Feira é apontada como agente impulsionador para a realização de negócios. Na edição deste ano, em agosto, evento acontece em novo horário, das 10 às 20 horas.

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o­si­cio­na­da entre os principais even­ tos de ne­gó­cios do mundo para o se­ tor de artigos de papelaria, ma­te­r ial para escritório e escolar, a Office Brasil Es­ colar, que rea­li­za sua 27 ª‒ edição entre os dias 19 e 22 de agosto, vem se atua­li­zan­do ao longo dos anos para acompanhar as de­ mandas geradas pelas novas necessidades do varejo de papelaria. Antonio Martins Nogueira, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Ma­ te­r ial de Escritório e Papelaria de São Pau­ lo e Re­g ião (Simpa), ressalta que a Office Brasil Escolar é uma “oportunidade única” para o varejo antecipar os sucessos de ven­ das nos meses seguintes. “Os expositores fazem muitas pesquisas para desenvolver seus produtos e apresentam na feira aqui­ lo que será desejado pelo consumidor. Para nós, é muito importante obter esta infor­ mação sobre novas ten­dên­c ias, persona­ gens e inovações”. Segundo o dirigente, as compras feitas diretamente dos exposito­ res ajudam os varejistas a compor a va­r ie­ da­de de artigos de seus estabelecimentos. “Pequenas pa­pe­la­r ias costumam comprar volumes menores na feira para testar o REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal Feiras

mercado. Se o produto girar na pratelei­ ra, elas compram mais. Isso acaba gerando ne­gó­cios significativos para os fabricantes mesmo depois do final da feira”. O diretor co­mer­cial da Brasil Escolar – Rede Na­cio­nal de Pa­pe­la­r ias, Antonio Sere­ no, concorda. “A Office Brasil Escolar é im­ portante porque possibilita o contato mais próximo com os fornecedores habituais e novos. Mostra quais produtos expor, como compor o mix, como ma­nu­sear os produ­ tos”. Sereno destaca a importância da feira para a rea­li­za­ção de ne­gó­cios. “O varejista

“Para con­t i­nuar atendendo o mercado, a Office Brasil Escolar precisa acompanhar as constantes mudanças pelas quais o seg­ mento de pa­pe­la­r ias vem passando”, ex­ plica Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal Feiras. Para isso, o executivo ex­ plica que vem ouvindo todo o mercado — fabricantes, distribuidores, representantes comerciais, varejistas. “Nestas conversas, o que mais se destacou foi a necessidade de a feira manter-se como a principal platafor­ ma de ne­gó­cios do ano para o setor e é isso que vem nor­tean­do todas as nossas ações para esta edição”. A 27 ª‒ edição da Office Brasil Escolar terá mais de 200 expositores nacionais e internacionais. Durante a feira serão apre­ sentadas as novidades em produtos e ten­ dên­cias para a próxima temporada. Entre os expositores estão algumas das mais representativas empresas do setor, como Jandaia, Foroni, Dermiwil, Luxcel, Teca, Dello, Summit, Pacific, Imex, CHTech. Si­ mul­ta­nea­men­te, acontecerá a Expo Cell & Tecnologia, que reunirá fornecedores e lo­ jistas de todo o Brasil apresentando inova­ ções em celulares, tablets, aces­só­r ios, apli­ cativos, internet, soft­wares, impressoras, vídeo, automação, computadores, monito­ res, entre outros produtos. Mesmo inde­ pendentes, os eventos permitirão que os visitantes transitem livremente de uma feira para a outra. OFFICE BRASIL ESCOLAR 2013 – 27ª- FEIRA INTERNACIONAL DE PRODUTOS PARA PAPELARIA, ESCRITÓRIOS E ESCOLAS Data: 19 a 22 de agosto Novo horário: 10h às 20h (no dia 22, das 10h às 17h) Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi Promoção e organização: Francal Feiras Patrocínio: Abigraf São Paulo Apoio: Brasil Escolar, Simpa e Adispa, Associação dos Distribuidores de Papelaria Informações pelo telefone: (11) 2226-3100 Site: www.officepaperescolar.com.br Twitter: @OfficeEscolar Facebook: officepaperbrasil Entrada gratuita e restrita aos profissionais do setor. Proibida a entrada de menores de 14 anos, mesmo acompanhados.


www.ibema.com.br

CONHEÇA O BATALI

Não basta ser o melhor, tem que oferecer rentabilidade para quem usa. Esse é o propósito do papelcartão Batali, da Ibema. Ideal para embalagens leves e microondulados como caixas de brinquedos, calçados e eletroeletrônicos. O Batali tem como maior característica o menor custo benefício em acoplamentos. Isso porque o produto é, ao mesmo tempo, leve e resistente. Disponível nas gramaturas 190 e 210g/m², o Batali conta com uma camada interna composta por duplo revestimento de papelcartão reciclado e fibras de alto padrão de rendimento, com classificação WLC GT4. Para Juliana Neitzke, Gerente Comercial e Marketing, é possível fazer uma embalagem bonita, chamativa, que proteja o produto e tenha uma vida útil considerável. “A embalagem certamente fica mais barata, além de ser uma fonte renovável de matéria-prima e ter um processo de reciclagem mais rápido do que outros materiais”, afirma. Não há dúvidas que, em um mercado exigente onde os consumidores buscam preços justos e praticidade no produto, a embalagem é uma peça decisiva na conquista do consumidor. De acordo com Assunta Napolitano Camilo, consultora da Ibema e diretora da FuturePack Consultoria de Embalagens e do Instituto de Embalagens - Ensino & Pesquisa, percebe-se que as empresas seguem a tendência mundial de oferecer produtos feitos para caberem em espaços cada vez menores. “A população busca conveniência, estilo, saúde, segurança e sustentabilidade. As empresas se enquadram no que as pessoas dão importância”, ressalta. O papelcartão Batali complementa o portfólio de produtos da Ibema que ainda conta com os recém-lançados Impona, Blanka, Pako e Solida, além dos já consolidados Speciala, Supera e Pack Plus.

CLASSIFICAÇÃO: • Papelcartão Duplex. WLC GT4. FORMULAÇÃO: • Camada interna composta de papelcartão reciclado e fibras de alto rendimento; • Capa de celulose branqueada, com duplo revestimento; • Verso de aparas selecionadas. CARACTERÍSTICAS: • Menor custo benefício em acoplamentos. COR: • Capa branca, verso marrom. GRAMATURAS INICIAIS (g/m2): • 190 e 210.


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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS PARA O DIA A DIA DOS PROFISSIONAIS LIGADOS AO UNIVERSO GRÁFICO 1 Livro com 376 páginas em cores, em belíssima embalagem protetora 2 Desempenho do setor em 2012 3 Balança comercial 2010/2012 4 Tabelas para selecionar e localizar gráficas buscando-as através do serviço desejado 5 Dados de 2.202 gráficas de todo o Brasil contendo endereço, telefone, e-mail, site, certificações, número de funcionários, área instalada, formato máximo de impressão, processos, segmentos de atuação, produtos e serviços de cada uma, divididas por região, estado e município f ica Grá 6 Guia de Fornecedores com stria ú d In ra a a p informações sobre 554 empresas res cedo orne F e a d de equipamentos, sistemas, Gui matérias-primas, insumos e prestadores de serviços

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ens de balag cionais to • Em Promo amen chos Catálogos • Bulas os / dicion Cartu Acon lcartão • • Folhetos s Divers a. Pape dários plemento ãos Ltd • Calen tes / Su zes s & Irm do, 585 car t rta En Ca se Tulli • nto ire s / lidero Pessini de Figue steres pleme presso na s icA is • Pô tes / Su dos / Im cais 48 olita Gráf ya Coelh é Martin bra tas Fis ciona • Encar 22.77 trop Andre ronel Jos ória ES (27) 32 Promo dários Papéis Tim es • No ão Me . Co 60 Vit 47 Fax br Calen rciais • • Envelop gens Av • zes regi m. / 3-0 .26 nsa ia Carta 2904 ) 3200 uol.co Come nizados is / Me res / péis Vitór o fia Tel. 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01.07.13 18:18:23


ECONOMIA Texto: Ada Caperuto

A sólida base econômica da região de Campinas Os 90 municípios da região somam mais de 137 mil empresas, que geram aproximadamente 1,7 milhão de empregos formais, contribuindo, respectivamente, com 16% do total de empresas e 14% do total de empregos formais do Estado de São Paulo.

C

om popu l ação tot a l de 6.233.127 habitantes (Sea­ de/2009), a Re­g ião Admi­ nistrativa (RA) de Campinas é cons­ti­tuí­da por 90 mu­ni­ cí­pios1, incluindo os 19 da Re­g ião Metro­ politana de Campinas (RMC). A economia re­g io­nal ocupa a segunda posição no Esta­ do, atrás apenas da Re­g ião Metropolitana de São Paulo. Seu Produto Interno Bruto (PIB), de R$ 141.763,42 milhões em 2007, representou mais de 16% do total es­ta­dual. A estrutura econômica da RMC difere da dos demais mu­ni­cí­pios da RA de Cam­ pinas, por se voltar predominantemente à indústria e aos serviços, onde se concen­ tram inúmeras empresas de alta tecnolo­ gia. Na economia dos demais mu­ni­cí­pios da RA , o setor primário e a agroindústria de alimentos e bebidas têm papel relevan­ te e não existe a concentração do setor de serviços, encontrada na RMC. De acordo com os dados da Rais 2008, os 90 mu­ni­cí­pios da RA de Campinas pos­ suíam, em 2008, 137.982 estabelecimentos e 1.738.666 empregos formais, contribuin­

32

1  Fonte: Caracterização Regional do Estado de São Paulo a partir dos dados da Rais 2008 - Re­ giões Administrativas e Metropolitanas, publi­ cado em 2010 pela Secretaria de Economia e Pla­ nejamento do Governo do Estado de São Paulo. REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

do, respectivamente, com 16,38% e 14,84% do total do Estado de São Paulo. Na estrutura econômica da RA de Cam­ pinas em 2008 (MTE/Rais), a participação se­to­r ial era a seguinte: comércio, 41,76%; serviços, 34,25%; e indústria, 12,07%. Em relação à participação dos setores no total de empregos formais da RA , o cená­ rio era: indústria de transformação, em pri­ meiro lugar, com 31,50%; serviços, 30,89%, e comércio, 20,31%. Vale men­cio­nar ainda que a RA de Campinas é a que mais concen­ tra es­tân­cias turísticas (16 no total) e ar­ ranjos ou aglomerados produtivos (14 APLs ou APs) no Estado de São Paulo. O PIB per capita dos mu­ni­cí­pios da re­ gião varia de R$ 8.748,70, em Águas de Lindoia, a R$ 211.883,80, em Louveira. Os PIB s per capita da R A de Campinas (R$ 23.992,00) e da RMC (R$ 26.856,71) são su­pe­r io­res ao do Estado (R$ 22.667,25). A RA de Campinas abriga 15% da po­ pulação paulista. O porte po­pu ­la­cio­nal de seus mu­ni­cí­pios, no entanto, é bastante va­ riá­vel: a sede da re­g ião, Campinas, possui mais de um milhão de habitantes; cinco mu­ni­cí­pios (Piracicaba, Jun­d iaí, Limeira, Sumaré e Americana) têm entre 370 mil e 200 mil habitantes; 23, entre 196 mil e 53 mil habitantes; 26, entre 47 mil e 20 mil habitantes; e 35, entre 19,5 mil e 2 mil habitantes. A in­f raes­tru­tu­ra re­g io­nal é pri­v i­le­g ia­ da e sua logística competitiva, permitindo o transporte de pes­soas e o es­coa­men­to da produção tanto para o território paulista e na­cio­nal quanto para o ex­te­r ior. Abrange, entre outros, sistema fer­ro­v iá­r io, comple­ xo entroncamento ro­do­v iá­r io, formado por estradas, que fazem a ligação com a capi­ tal e o restante do Estado — destacando-se

o sistema Anhanguera–Bandeirantes, que une a RMSP, o porto de Santos e o nordes­ te do Estado de São Paulo —, além do Ae­ roporto In­ter­na­cio­nal de Viracopos, líder brasileiro no transporte de cargas. DIAS MELHORES

Dian­te deste conjunto de fatores positi­ vos, seria correto esperar que a indústria gráfica da RA de Campinas só tivesse mo­ tivos para comemorar. No entanto, as em­ presas locais passam por problemas idên­ ticos aos apurados nas demais re­g iões do Estado. Ainda assim, é possível capturar na opi­n ião dos industriais gráficos mo­ tivos concretos para acreditar que dias melhores estão por vir. Em um dos extremos está a Gráfica Visão Jun­d iaí, do município de Jun­d iaí, que atua nos segmentos co­mer­cial e pro­ mo­cio­nal, atendendo principalmente a in­ dústria. De acordo com o diretor Edison de Mo­raes Gonçalves, no ano passado houve uma retração su­pe­r ior a 20% na compara­ ção com 2011. A si­tua­ção também é bas­ tante ruim para José Ma­noel Carramenha, da Rumograf Indústria Gráfica, de Indaia­ tuba. Há 30 anos no mercado, a empresa, que produz pequenas embalagens, catálo­ gos, revistas e fôlderes, entre outros im­ pressos, teve que demitir mais da metade dos fun­cio­ná­r ios. O panorama é diferente para outras empresas. Embora tenha encontrado al­ gumas dificuldades, Ailton Vani da Silva, diretor da Silvamarts Composição Gráfica, de Campinas, avalia que o ano passado foi de ra­zoá­vel movimentação para sua em­ presa, que está em operação há 30 anos nos segmentos pro­mo­cio­nal, edi­to­r ial e corpo­ rativo. É também a opi­nião de José Carlos


Riz­zie­ri, superintendente da Gráfica Rami, de Jun­d iaí. Por sua vez, Ja­v ier Saiz Garcia, gerente co­mer­cial da CYMK Qua­lity Gráfica e Editora, explica: “Devido às gran­ des mudanças ocorridas no setor gráfico desde 2009, tivemos que optar por aten­ der qualquer tipo de trabalho ou deman­ da e com isso nos fortalecemos e consegui­ mos sobreviver às grandes crises no setor”. Há 20 anos no mercado, a empresa de Santa OS 90 MUNICÍPIOS DA REGIÃO ADMINISTRATIVA DE CAMPINAS MUNICÍPIO

fun­cio­ná­r ios, produzindo impressos para os segmentos edi­to­r ial, corporativo, pro­ mo­cio­nal e de embalagens, além de dados va­r iá­veis. Conforme o diretor geral Rodney Casadei, nos dois últimos anos, por con­ ta de investimentos rea­li­za­dos, a empresa passou por um pe­r ío­do de estagnação para poder crescer de modo seguro em 2013. “Por isso não apresentamos índices de crescimento, mas apenas estabilidade”.

Estiva Gerbi

10.044

Pinhalzinho

13.105

Holambra

11.299

Piracaia

25.116

Hortolândia

192.692

Piracicaba

364.571

32.148

Indaiatuba

201.619

Pirassununga

70.081

Águas da Prata

7.584

Ipeúna

6.016

Rafard

8.612

Águas de Lindoia

17.266

Iracemápolis

20.029

Rio Claro

186.253

Águas de São Pedro

2.707

Itapira

68.537

Rio das Pedras

29.501

Americana

210.638

Itatiba

101.471

Saltinho

7.059

Amparo

65.829

Itirapina

15.524

Santa Barbara D’Oeste

180.009

Analândia

4.293

Itobi

7.546

Santa Cruz da Conceição

4.002

Araras

118.843

Itupeva

44.859

Santa Cruz das Palmeiras

29.932

Artur Nogueira

44.177

Jaguariúna

44.311

Santa Gertrudes

21.634

Atibaia

126.603

Jarinu

23.847

Santa Maria da Serra

5.413

Bom Jesus dos Perdões

19.708

Joanópolis

11.768

Santo Antônio da Posse

20.650

Bragança Paulista

146.744

Jundiaí

370.126

Santo Antônio do Jardim

5.943

Brotas

21.580

Leme

91.756

São João da Boa Vista

83.639

Cabreúva

41.604

Limeira

276.022

São José do Rio Pardo

51.900

Caconde

18.538

Lindoia

6.712

São Pedro

31.662

Campinas

1.080.113

Louveira

37.125

São Sebastião da Grama

12.099

Campo Limpo Paulista

74.074

Mococa

66.290

Serra Negra

26.387

Capivari

48.576

Mogi Guaçu

137.245

Socorro

36.686

Casa Branca

28.307

Moji Mirim

86.505

Sumaré

241.311

Charqueada

15.085

Mombuca

3.266

Tambaú

22.406

Conchal

25.229

Monte Alegre do Sul

7.152

Tapiratiba

12.737

Cordeirópolis

21.080

Monte Mor

48.949

Torrinha

9.330

Corumbataí

3.874

Morungaba

11.769

Tuiuti

5.930

Cosmópolis

58.827

Nazaré Paulista

16.414

Valinhos

106.793

Divinolândia

11.208

Nova Odessa

51.242

Vargem

8.801

Elias Fausto

15.775

Paulínia

82.146

Vargem Grande do Sul

39.266

Engenheiro Coelho

15.721

Pedra Bela

5.780

Várzea Paulista

107.089

Espírito Santo do Pinhal

41.907

Pedreira

41.558

Vinhedo

63.611

Aguaí

Fonte: IBGE/2010

POPULAÇÃO

Bárbara D’Oeste tem no segmento pro­mo­ cio­nal seu principal foco. “Tivemos um ano muito bom, na média, mas nada compará­ vel aos números que vinham subindo até 2010”, completa o gerente. A estabilidade nos ne­gó­cios também foi citada por uma das maiores empresas do in­te­r ior do Estado, a Log & Print Gráfica e Logística, de Vinhedo, que atua há mais de 20 anos e soma aproximadamente 800

maio /junho 2013  REVISTA ABIGR AF

33


Já para Marcio Rocha, sócio-​­diretor da Art Laser Gráfica e Editora, de Araras, o ano de 2012 foi de leve elevação nos ser­ viços prestados há 21 anos como es­pe­cia­ lis­ta em folhetos promocionais. O ano foi positivo para Nilson José Sanita, diretor da Personal Grafik Gráfica e Editora, es­ tabelecida em Campinas, que registrou au­ mento de 10% no faturamento a­ nual com a produção de embalagens e impressos editoriais e promocionais. PROBLEMAS

Como já foi detectado nos levantamentos feitos an­te­r ior­men­te nas demais re­g iões paulistas, na R A de Campinas a indús­ tria gráfica se vê dian­te dos problemas co­ muns ao setor, como concorrência des­leal, ESTABELECIMENTOS GRÁFICOS NA REGIÃO ADMINISTRATIVA DE CAMPINAS

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Fonte: RAIS/MTE

MUNICÍPIO

2011

uso indevido de papel isento de impostos, guerra de preços, falta de qualificação de profissionais, alta carga de impostos (es­ pe­c ial­men­te os trabalhistas) e perda de ne­gó­c ios para diferentes tipos de mídia. “Existe concorrência com as co­pia­do­ras, pois pertencem a outro sindicato e estão fazendo o mesmo trabalho que o nosso, com a vantagem de pisos salariais até 50% menores”, aponta Edison de Mo­raes Gon­ çalves, da Gráfica Visão Jun­d iaí. José Ma­ noel Carramenha, da Rumograf, revela que existe um movimento contínuo de abertu­ ra de empresas, muitas delas fun­cio­nan­do sem regularização e que praticam preços até 40% in­fe­r io­res. “A adequação do mercado já vem ocor­ rendo há cinco anos: nós gráficos não

vimos, ou fingimos não ver, o que estava ocorrendo e, de uma hora para outra, fo­ mos sur­preen­d i­dos com a invasão digital e a queda na demanda de grandes e mé­ dias tiragens”, comenta Ja­v ier Saiz Garcia, da CYMK. Ele também aponta como gran­ de entrave a concorrência chinesa, assun­ to sobre o qual o diretor geral da Log & Print dá sua versão: “Com certeza, as no­ vas mí­d ias acabam absorvendo parte do que seria di­re­cio­na­do à indústria gráfica, porém esta não é a principal dificuldade de nosso segmento, e sim a concorrên­ cia interna com guerra de preços des­leal. O mercado chinês já leva grande parte dos impressos brasileiros, devido a outra rea­li­ da­de de impostos e baixos custos. O Bra­ sil precisa diminuir a carga tributária,

Pirassununga

11

Piracaia

3

Itupeva

9

Sao Pedro

3

Paulinia

8

Serra Negra

3

Campinas

140

São João da Boa Vista

8

Águas de Lindoia

2

Jundiaí

67

Cosmópolis

7

Brotas

2

Valinhos

57

Espírito Santo do Pinhal

7

Charqueada

2

Americana

46

Moji-Mirim

7

Iracemápolis

2

Limeira

41

Aguaí

6

Jarinu

2

Piracicaba

37

Campo Limpo Paulista

6

Rio das Pedras

2

Santa Barbara D’Oeste

37

Jaguariuna

6

Santo Antonio de Posse

2

Rio Claro

27

Louveira

6

São Sebastião da Grama

2

Atibaia

23

São José do Rio Pardo

6

Vargem Grande do Sul

2

Indaiatuba

22

Várzea Paulista

6

Caconde

1

Araras

20

Leme

5

Casa Branca

1

Pedreira

19

Mococa

5

Conchal

1

Bragança Paulista

18

Socorro

5

Divinolândia

1

Mogi-Guaçu

16

Amparo

4

Holambra

1

Vinhedo

16

Cordeirópolis

4

Nazaré Paulista

1

Itapira

15

Elias Fausto

4

Pinhalzinho

1

Itatiba

15

Monte Mor

4

Rafard

1

Sumaré

14

Santa Cruz das Palmeiras

4

Saltinho

1

Capivari

11

Artur Nogueira

3

Santa Gertrudes

1

Hortolândia

11

Bom Jesus dos Perdões

3

Tambau

1

Nova Odessa

11

Cabreuva

3

Total

REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

838


A Melhor Solução Para Economizar

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35 maio /junho 2013  REVISTA ABIGR AF


estimular a produtividade e, principal­ mente, incentivar a competição saudável dentro de nossa indústria”. INVESTIMENTOS

Nem todos os em­pre­sá­rios da RA de Campi­ nas consultados rea­li­za­ram investimentos no último ano, aguardando a melhora na si­ tua­ção do mercado para, então, renovar o parque gráfico. Porém, para Ailton Vani da Silva, da Silvamarts, reinvestir é uma ne­ cessidade para a manutenção da competi­ tividade. “Temos que estar atentos ao mer­ cado”, declara. Pensando igual, Ja­v ier Saiz Garcia, da CYMK , afirma: “Investimos na compra de uma máquina digital para sen­ tir este mercado, compramos uma máqui­ na de hot stamping para evitar a perda de prazos, uma máquina para revestimento de capa dura visando ao mercado edi­to­r ial, e começamos também a trabalhar numa melhor comunicação com nossos clien­tes FUNCIONÁRIOS GRÁFICOS NA REGIÃO ADMINISTRATIVA DE CAMPINAS

36

Fonte: RAIS/MTE

MUNICÍPIOS

2011

através de mí­d ias sociais. Enfim, não po­ demos parar um só momento”. Na gráfica Rami, que há 35 anos atua unicamente na produção de rótulos para as in­dús­trias de bebidas, alimentos e produtos de hi­g ie­ne, este ano começou com investi­ mentos em uma nova impressora. O mes­ mo ocorreu na Personal Grafik: “Fizemos aquisições em 2012 e planejamos investir este ano”, diz Nilson José Sanita. “Investi­ mos de forma séria e precisa em novas má­ quinas, além da capacitação de nossos pro­ fissionais e am­plia­ção do parque gráfico”, informa Rodney Casadei, da Log & Print. E mais: para acomodar os novos equipa­ mentos, a empresa adicionou sete mil me­ tros quadrados ao seu parque gráfico. EXPECTATIVAS

Para boa parte dos em­pre­sá­r ios consulta­ dos, as expectativas em relação a uma me­ lhora no mercado não são as mais otimistas.

Porém, também não são as pio­res. A maio­ ria acredita que os resultados virão, com muito trabalho — o que é bastante ra­zoá­vel — e apesar das dificuldades, que já são bem conhecidas. “O mercado está difícil, osci­ lante, vamos vivendo como diz o caboclo: fazendo hoje para pagar o de ontem”, sin­ tetiza José Ma­noel Carramenha, da Rumo­ graf. Ailton Vani da Silva, Ja­v ier Saiz Gar­ cia e José Carlos Riz­zie­r i acreditam que o mercado irá melhorar nos próximos meses, mas só concebem esta possibilidade porque o primeiro semestre foi muito ruim — seria uma espécie de “compensação”. A situação é bem diferente em empresas de maior por­ te, como a Log & Print Gráfica e Logística, que trabalha com planejamento estratégico e busca oportunidades não atendidas pelo mercado. “Nosso objetivo é, em 2013, com todos os investimentos em pleno fun­cio­na­ men­to, am­pliar­mos em 70% a capacidade de produção”, declara Rodney Casadei.

Cosmópolis

114

São José do Rio Pardo

23

Pirassununga

107

Leme

22

Itatiba

94

Iracemápolis

19

Campinas

1.277

Sumaré

90

Rio das Pedras

18

Vinhedo

1.244

Elias Fausto

84

Paulinia

15

Monte Mor

1.063

Capivari

83

Socorro

15

Valinhos

900

São Sebastião da Grama

79

Artur Nogueira

11

Jundiaí

762

Pinhalzinho

71

Serra Negra

10

Santa Barbara d’Oeste

546

Cordeirópolis

67

Santa Cruz das Palmeiras

8

Americana

481

Moji Mirim

66

Brotas

7

Limeira

310

Nova Odessa

62

Nazaré Paulista

7

Araras

250

Jaguariuna

57

Águas de Lindoia

6

Indaiatuba

245

Várzea Paulista

52

São Pedro

6

Hortolândia

207

Campo Limpo Paulista

48

Cabreuva

5

Itapira

206

Vargem Grande do Sul

44

Piracaia

4

Itupeva

204

Charqueada

43

Santa Gertrudes

4

Rio Claro

204

São João da Boa Vista

42

Caconde

3

Atibaia

193

Amparo

39

Holambra

3

Bragança Paulista

177

Jarinu

37

Tambaú

2

Pedreira

174

Santo Antonio de Posse

29

Casa Branca

1

Mogi Guaçu

146

Saltinho

27

Conchal

1

Aguaí

145

Espírito Santo do Pinhal

25

Divinolândia

1

Piracicaba

144

Bom Jesus dos Perdões

23

Rafard

1

Louveira

132

Mococa

23

Total

10.608

REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013


Empresas filiadas à Abigraf-SP na Região Administrativa de Campinas Art Laser Gráfica e Editora Ltda. Márcio Rocha R. Bruno Fiori, 130 13602-103 Araras SP Fone: (19) 3541-6417 marciorocha@artlasergrafica.com.br Art Press Clicheria Ltda. Glauco Daniel Pavan Via Marginal A, Rodovia Municipal dos Andradas, 68 13277-650 Valinhos SP Fone: (19) 3871-8483 financeiro@artpressonline.com BRL – Valid S.A. Rótulos Adesivos Ltda. Luís Valério Markman R. Carolina Florence, 1307 13073-076 Campinas SP Fone: (19) 3243-5775 brlltda@terra.com.br Carvajal Educação Ltda. Carlos Augusto Soto Cardona R. Germano DIX, 4800 13630-000 Pirassununga SP Fone: (19) 2116-1417 nivaldo.f@caderbras.com.br Célio Simões Cerri & Cia. Célio Simões Cerri R. 25, nºs 2027 e 2047 13503-010 Rio Claro SP Fone: (19) 3526-6666 fiscal@cautaformularios.com.br Citygráfica Artes Gráficas e Editora Ltda. Victor Pereira Melo R. Dr. Élton César, 261 13082-025 Campinas SP Fone: (19) 3228-8222 victor@citygrafica.com.br Concetto e Concetto Ltda. ME Izaias Cavallari R. Valdomiro Lopes de Almeida, 230 13236-150  Campo Limpo Paulista  SP Fone: (11) 4039-3830 financeiro@graficaartgraf.com.br Divisa Editora e Artes Gráficas Ltda. ME Antônio Carlos Moreira Av. 22, nº 1352 13503-007 Rio Claro SP Fone: (19) 3024-1722 diretoria@divisa.srv.br

Droven Print Gráfica Editora Ltda. ME Sílvia Maria da Silva Drovetto R. João Previtale, 2330 13272-854 Valinhos SP Fone: (19) 3929-6500 silvia@droven.com.br

Gráfica Patricelli Ltda. Thiago Patricelli R. Altemiro Souza Leite, 137 13063-050 Campinas SP Fone: (19) 3243-4585 graficapatricelli@uol.com.br

Emepê Indústria Gráfica Comércio Ltda. Marcelo Serafim Marchiori R. Fernando Piccinini, 540 13280-000 Vinhedo SP Fone: (19) 3826-8300 graficaemepe@graficaemepe.com.br

Gráfica Rami Ltda. José Carlos Rizzieri Av. Geny de Oliveira, Av. da Marginal Norte da Via Anhanguera, 4615 13206-245 Jundiaí SP Fone: (11) 4588-1100 geral@ramiprint.com.br

Formatho Impressos Ltda. EPP Lenin Lazzarini de Paula Av. São Paulo, 220 13202-610 Jundiaí SP Fone: (11) 4816-6003 lenin@formatho.com.br Formulários Covolan Ltda. Fábio José Covolan Av. Juscelino Kubitschek de Oliveira, 1106 13457-190  Santa Barbara d’Oeste  SP Fone: (19) 3026-0400 claudia@cymk.com.br Galdino Souza Cavalcante Neto Galdino Souza Cavalcante Praça Santo Antônio, 352 12942-470 Atibaia SP Fone: (11) 4411-7233 graficagalevan@hotmail.com GMMB Serviços Gráficos Ltda. ME Laércio Souza Gil Av. João Batista Spiandorello, 305 13218-741 Jundiaí SP Fone: (11) 4587-0548 profiscont@gmail.com Gráfica Amaral Ltda. Paulo Sérgio Tadeu do Amaral Av. Antônio Pires Pimentel, 1328 12914-001 Bragança Paulista SP Fone: (11) 4033-1305 grafica@graficaamaral.com.br Gráfica Editora Guteplan Ltda. Marcelo Costalonga Al. Itajubá, 2586 13278-530 Valinhos SP Fone: (19) 3869-3365 editora@guteplan.com.br Gráfica Horizonte Ltda. Leandro M. Siqueira R. Jundiainópolis, 570 13206-540 Jundiaí SP Fone: (11) 4587-1211 grafica@graficahorizonte.com.br

Oliveira & Oliveira Art Gráfica Ltda. Antônio C. Oliveira Praça da Catedral, 108, sala 6 13870-000  São João da Boa Vista  SP Fone: (19) 3623-1708 oliveiraeoliveira@terra.com.br Personal Grafik Gráfica e Editora Ltda. EPP Nílson José Sanita R. Rio das Pedras, 376 13040-003 Campinas SP Fone: (19) 3278-3327 personalgrafik@personalgrafik.com.br

Gráfica Visão Jundiaí Ltda. Edison de Moraes Gonçalves R. Carlos Gomes, 1633 13215-021 Jundiaí SP Fone: (11) 4521-3922 grafica@graficavisao.com.br

Poli-Set Artes Gráficas Ltda. José da Silva Cabral Filho R. Prof. João Luís de Campos, 343 13202-451 Jundiaí SP Fone: (11) 3379-2430 poliset@terra.com.br

João Carlos Bedin João Carlos Bedin R. Vigário João José Rodrigues, 795 13201-001 Jundiaí SP Fone: (11) 4587-0095 bandeirante.grafica@terra.com.br

Prado & Zamboni Ltda. Ivo Prado R. Lúcia Piffer Baptistella, 400 13253-120 Itatiba SP Fone: (11) 4524-6186 ivoprado1@uol.com.br

Litografia Bandeirantes Ltda. Valdomiro Luiz Paffaro Av. Mitsuzo Kondo, 150 13201-973 Jundiaí SP Fone: (11) 4585-5252 litoband@litoband.com.br

Rigesa Celulose Papel e Embalagens Ltda. Marcelo Marini Av. Carlos Grimaldi, 1701, 5º andar 13091-908 Campinas SP Fone: (19) 3869-9000 rigesa@rigesa.com.br

Log & Print Gráfica e Logística S.A. Rodney Paloni Casadei R. Joana Foresto Storani, 676 13280-000 Vinhedo SP Fone: (19) 3876-7323 marcelo.burlani@logprint.com.br Moai Estúdio Gráfico e Propaganda Ltda. Cleyton Domingues Honorato Av. Santa Bárbara do Rio Pardo, 851, sala 1 13040-078 Campinas SP Fone: (19) 2121-5340 moai@moai.com.br Mundo Digital Gráfica e Editora Ltda. Marta Regina Pardo Campos Freire Av. Juscelino Kubitschek de Oliveira, 910 13457-190  Santa Bárbara d’Oeste  SP Fone: (19) 3026-8000 marta@graficamundo.com.br

Rumograf Indústria Gráfica Ltda. José Manoel Carramenha R. José Francisco Ceccon, 44 13330-000 Indaiatuba SP Fone: (19) 3875-6177 rumograf@rumograf.com.br Silvamarts Composição Gráfica Ltda. Aílton Vani da Silva R. Flávio Teles, 15 13080-291 Campinas SP Fone: (19) 3112-8700 silvamarts@graficasilvamarts.com.br Tatoni & Cia. Ltda. Walter Tatoni Neto Av. Walter Tatoni, 525 13880-000  Vargem Grande do Sul  SP Fone: (19) 3641-5000 graficatatoni@graficatatoni.com.br

maio /junho 2013  REVISTA ABIGR AF

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ECONOMIA Zeina Latif, consultora econômica, sócia da Gibraltar Consulting

Conheça seus custos

A

decepção com a divulgação do PIB no primeiro trimestre, que cresceu 0,6% em relação ao an­te­r ior, fez analistas, mais uma vez, revisarem para baixo suas estimativas para o crescimento em 2013. Pelo relatório Focus do Banco Central, a projeção já está próxima de 2,5%, ante 4,5% esperado há um ano. Será que teremos novas decepções? Infelizmente, não é possível descartar essa possibilidade. As perspectivas de crescimento da economia brasileira permanecem frágeis. É verdade que a produA ORDEM É MAXIMIZAR ção in­dus­trial tem exibido comportamento mais faLUCROS, NÃO vorável recentemente, finRECEITAS. PARA TANTO, do o ciclo de ajuste de estoÉ NECESSÁRIO O ques ocorrido ano passado, EMPRESÁRIO CONHECER devendo migrar para o SUA EMPRESA, SUA lado positivo após a queda de 2,6% em 2012. No enESTRUTURA PRODUTIVA tanto, uma vez que a inE DE CUSTOS. dústria continua sofrendo com margens apertadas, o espaço para recuperação é muito limitado. Como agravante, há sinais de enfraquecimento da atividade econômica de forma mais disseminada. Nota-se a desaceleração do setor de serviços, refletindo o desempenho mais modesto do consumo das fa­mí­lias, o que pode limitar bastante a aceleração do crescimento do PIB em 2013, após o tímido 0,9% em 2012. O enfraquecimento em curso do setor de serviços reflete não apenas a menor demanda da indústria, mas também das fa­mí­l ias. Além disso, as margens do setor também se reduzem em função de aumentos de custos, reduzindo o estímulo à produção e ao investimento.

38 REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

Parte importante desse quadro decorre, ironicamente, das políticas de estímulo governamental à demanda, que se mostraram exageradas e acabaram causando a aceleração da inflação, prejudicando empresas e consumidores, que veem margens e sa­lá­r ios reais sendo cor­roí­dos. O País está caro. A pio­ra na con­fian­ça dos agentes econômicos se mostra espalhada entre os setores, devendo haver repercussões no mercado de trabalho. Os indicadores econômicos sugerem ter ocorrido algum grau de represamento de demissões, não apenas na indústria, gerando ocio­si­d a­de dos trabalhadores ocupados. Há, portanto, espaço para elevar por algum tempo a produção de bens e serviços sem necessidade de mais contratações. E, dado o crescimento mais lento do setor de serviços, que absorve mais intensamente mão de obra, as perspectivas para aumento do emprego são baixas, com efeitos que se re­troa­l i­men­tam e reduzem a força da economia. Grandes empresas já começaram a se adaptar a essa nova rea­li­da­de, fazendo esforços para corte de custos e recuperação de margens. Esse movimento fica claro a cada leitura dos jornais, que estampam reportagens relatando ajustes em grandes empresas, de editoras a bancos. A ordem é maximizar lucros, não receitas. Esse movimento tende a se alastrar pelo setor produtivo, atingindo pequenas e mé­dias empresas. Todos precisam aumentar a efi­ciên­cia e buscar ganhos de produtividade, antes de partirem para novos planos de investimento. Para tanto, é necessário o empresário conhecer sua empresa, sua estrutura produtiva e de custos, identificando excessos e falhas. Essa deve ser a agenda do empresário nestes tempos de incerteza.


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DIGITEC

Saia da caixa. Mude já. O Fórum Brasileiro de Comunicação e Impressão Digital na sua primeira edição apontou caminhos alternativos no mundo da impressão. Evento, promovido pelo Digitec, recebeu 128profissionais no dia 5 de junho. Texto e fotos: Tânia Galluzzi

40

H

á tempos, não só nos eventos da ABTG como em praticamente todas as oportunidades nas quais os gráficos se reú­nem, uma mesma mensagem é repetida: mude já, avalie seu negócio com olhos estrangeiros, mirando o mercado, e não o próprio umbigo. Essa é a premissa para qualquer tempo e hoje virou quase um mandamento. No 1º‒ Fórum Brasileiro de Comunicação e Impressão Digital não foi diferente. E o maior mérito do evento foi apresentar exemplos tanto de gente que está desenvolvendo os tão falados novos modelos de negócio através da impressão digital quanto de empresas que não falam

Reinaldo Espinosa, presidente da ABTG

REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

a linguagem do papel, mas usam a impressão na cria­ção de produtos inovadores. O encontro, promovido pelo Digitec, Grupo Técnico de Impressão Digital da ABTG, aconteceu no Tea­tro Cleyde Yáconis, em São Paulo, no dia 5 de junho, com a participação de 128 pes­soas. Mesmo tendo o processo como nor­tea­dor das discussões, de forma direta ou indireta todos os palestrantes bateram numa tecla também já desgastada no teclado da ABTG. A tecnologia é uma ferramenta. Neste caso, um conjunto de técnicas que abre múltiplas possibilidades. Mas ela exige cabeças pensantes, que consigam esmiuçá-la para transformar seus inúmeros recursos em produtos e serviços desejados pelo mercado e, sobretudo, lucrativos. Vamos repetir. A tecnologia não é um fim em si, é um meio. O evento ocorreu em

Eduardo Oliveira, da Tergoprint

quatro espaços si­mul­ta­nea­men­te. No auditório principal, as palestras e a apresentação de cases foram assistidos por 87 profissionais; em três salas menores, as oficinas de treinamento receberam 41 pes­soas. Logo na primeira apresentação, Reinaldo Espinosa, presidente da ABTG, chamou a atenção para o fato de que a maioria das empresas que estão inovando com a impressão digital não são as gráficas. “Ficamos discutindo se devemos imprimir em offset ou digital e perdendo o bonde das mudanças. Essa discussão está encerrada. Impressão con­ven­cio­nal, digital e comunicação vir­tual têm de conviver. Não há vilões”. Não há vilões, e sim uma grande mazela que atinge a indústria na­c io­n al como um todo: a baixa produtividade. Reinaldo apresentou duas reportagens recentes comparando a


tido a impressão digital tem de ser tratada como uma nova linha de negócio e não um apêndice dentro da gráfica. MUITO ALÉM DO PAPEL

Ricardo de Oliveira Leite, da Zocprint

Clineu Stefani, da PSI7

produtividade e a competitividade no Brasil e em outros paí­ses e o quão danoso é o desempenho ruim nesses quesitos. “Investimos milhares de dólares em equipamentos, mas não aplicamos recursos na formação de nossos colaboradores“, afirmou o presidente da ABTG ao enfatizar que a produtividade está diretamente ligada ao grau de capacitação das equipes. Ele destacou as ini­cia­ti­vas da ABTG nesse sentido, como as Semanas de Artes Gráficas, agora focadas em gestão, tecnologia e inovação, e o Enac, Exame Na­cio­nal de Ava­lia­ção para Capacitação dos Profissionais Gráficos. Reforçando a mensagem da mudança, Clineu Stefani, da PSI7, falou sobre a inserção de uma célula digital dentro da gráfica con­ven­cio­nal. Para ele, o negócio da gráfica hoje não é vender impressos e sim levar con­teú­do ao clien­te final e nesse sen-

A agenda no auditório foi completada com a apresentação de quatro cases, dois referentes à impressão em substratos não celulósicos e dois de web-to-​­print e e-​­commerce, envolvendo Cria­t a, Tergoprint, Zocprint e SjTech Digital. As mais comentadas, sobretudo por saí­rem do universo conhecido e seguro do papel, foram as duas primeiras. Evando Afonso de Abreu, da Cria­t a, de Belo Horizonte, es­pe­c ia ­l i­z a­d a na impressão em tecido para os mercados têxtil, publicitário e pro­mo­c io­n al, e Eduar­ do Oliveira, da paulistana Tergoprint, que usa a impressão digital na produção de peças em materiais como acrílico, vidro e laminado com foco no segmento de decoração, discorreram sobre o desenvolvimento de seus ne­gó­cios, os de­sa­f ios enfrentados, processos produtivos e resultados obtidos, enchendo os olhos da plateia com imagens de suas cria­ções. Nas três oficinas de treinamento os temas abordados foram grandes formatos, parametrização de custos no segmento digital, substratos e acabamento gerando produtividade na impressão digital, pré-​ ­impressão para o segmento têxtil, novos ne­gó­cios e finalização de arquivos. No encerramento do encontro, o presidente da ABTG ressaltou a imprescindibilidade de ir atrás das oportunidades onde quer que estejam, não antes de afirmar-se frustrado com a baixa presença dos gráficos no fórum. Um rápido levantamento com a própria plateia confirmou o que Reinaldo havia percebido: mais da metade dos presentes eram fornecedores. “O con­ teú­do apresentado aqui é muito relevante. Vamos fazer um esforço para aumentar a audiência do empresário gráfico, mesmo que tenhamos de desmembrar os assuntos, promovendo eventos gratuitos”. O evento foi patrocinado pela Canon, HP, Sindigraf- SP, Epson e Ampla, contando com o apoio da Abigraf-SP. Em pesquisa rea­li­za­da no final do encontro, 89,68% dos profissionais que assistiram às palestras e 99,14% dos participantes das oficinas manifestaram-se satisfeitos com o fórum.

41 maio /junho 2013  REVISTA ABIGR AF


SOFTWARE

apólices e cartas de renovação no caso das com­pa­n hias de seguro. A comunicação é toda controlada pela gráfica, que já recebe os dados com a definição de como eles devem chegar ao consumidor final”.

Foto: Álvaro Motta

NOVA FONTE DE LUCROS

Felix von Planta, gerente geral da GMC para a América Latina: “As gráficas que entenderem as novas plataformas como oportunidades sairão na frente com um forte diferencial”

Um passo no sentido da comunicação integrada

U

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m dos principais de­sa­f ios da in- origem suí­ça, a empresa começou a ­atuar dústria gráfica hoje é deixar de ser em 1993 fornecendo soft­w ares para a vista como um fornecedor de im- produção de extratos ban­c á­r ios. Em 20 pressão para assumir o posto de provedor anos a GMC rompeu as fronteiras do segde soluções de comunicação. Em muitos mento tran­sa­cio­nal para operar em vá­r ias segmentos, essa mudança é cru­cial, ­­á reas, como mar­ke­t ing direto, corda qual depende a sobrevivência reio híbrido, gestão de marca, SOLUÇÕES das empresas. Afinal, a inforaprovação online e trans­ mação há muito abandonou pro­m o­c io­n al, espalhanDA GMC AUXILIAM a fidelidade ao papel, mido-se pelo mundo atraAS GRÁFICAS A SE grando em maior ou mevés de sub­si­d iá­r ias em 26 TRANSFORMAREM nor grau para os meios elepaí­ses, incluindo o BraEM PROVEDORES trônicos. Dominar a gestão sil. De acordo com Felix DE SERVIÇOS DE desse con­teú­do, entregandovon Planta, gerente geral COMUNICAÇÃO. o onde, quando e como o clien­ da GMC para a América Late desejar, é o cerne dessa questão. tina, vá­r ias oportunidades estão Tal transformação exige um novo entendi- se abrindo para as gráficas. “Empresas de mento do empresário gráfico em relação ao ponta não se limitam mais a administrar seu negócio. É preciso reinventar-se, ado- a informação que gerará impressos trantando novos procedimentos e incorporando sacionais [boletos, carnês, contas]. Estão ferramentas alternativas. trabalhando na gestão de todos os docuEntre esses instrumentos estão as so- mentos que envolvem a comunicação enluções da GMC Soft­ware Technology. De tre os seus clien­tes e os clien­tes deles, como REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

No coração desse processo, chamado de Customer Com­m u­n i­c a­t ion Management (CCM), está o sistema da GMC . Simplificando, o soft­ware, alimentado por essas informações, gera os arquivos que vão se transformar, por exemplo, em uma carta impressa, uma mensagem eletrônica ou um e-​­mail acompanhado de um arquivo em PDF. “E a gráfica, acostumada a cobrar pelo impresso, passa a lucrar também com o ge­ ren­cia­men­to dos dados e com o envio da comunicação eletrônica, adaptada para todos os dispositivos [PCs, tablets, smartphones]”. O executivo explica que a solução da GMC abrange desde o projeto do documento, garantindo que os parâmetros estabelecidos pelos designers sejam traduzidos em comunicação eficaz e dinâmica, passa pelo ge­ren­cia­men­to do con­teú­do, com recursos para monitoramento e controle do ciclo da comunicação, cuida da publicação dos documentos em múltiplos canais e envolve até a coleta e ras­trea­men­to das respostas dos clien­tes. Os avanços são con­tí­nuos e o próximo passo é o uso do HTML5, versão mais recente da linguagem para estruturação e apresentação de con­teú­do na web. Sua aplicação possibilitará a cria­ção, por exemplo, de extratos dinâmicos. Ao recebê-lo, o usuá­r io poderá clicar sobre um gráfico e estendêlo para am­pliar a vi­sua­li­za­ção ou mesmo acessar um vídeo que traz uma mensagem de seu gerente de conta. “O Brasil tem um enorme po­ten­cial nessa área. As gráficas que entenderem as novas plataformas como oportunidades sairão na frente com um forte di­fe­ren­cial”, ressalta Felix. & GMC SOFTWARE TECHNOLOGY Tel. (11) 3443-6225 www.gmc.net


União, dinamismo e coragem Mais Artes Gráficas e Type Brasil promovem fusão e dão origem à MaisType, prometendo muita disposição e flexibilidade para atender o segmento promocional.

Texto: Tânia Galluzzi

ANO 22  Nº 90  JUNHO/2013

Mais Type.


V

ia de regra, a indústria gráfica brasileira vem assistindo passivamente ao movimento de consolidação que acomete o setor em vá­rios paí­ses. Algumas ini­cia­ti­vas agitam vez por outra o sonolento e acomodado cenário na­cio­nal, porém o mais comum são empresas morrendo à mingua quando po­de­riam ter buscado par­ce­rias enquanto saí­das ainda eram possíveis. Alian­ças entre gráficas saudáveis então se podem contar nos dedos. E é justamente isso o que acabam de promover duas empresas paulistas. No início de maio a Mais Artes Gráficas e a Type Brasil anun­cia­ram ofi­cial­men­te a fusão de suas operações e a cria­ção da MaisType, que nasce com R$ 30 milhões em faturamento e 120 fun­cio­ná­rios.

(E/D): Rodrigo Fernandes, diretor de operações; Neise Galego, diretora comercial; Thiago Fernandes, diretor presidente e Cláudia Galego, diretora comercial

Tudo foi muito rápido, como explicam os quatro só­cios: os irmãos Thia­go e Rodrigo Fernandes, que em 2003 cria­ram a Mais Artes Gráficas, e Neise e Claudia Galego, filhas do fundador da Type Brasil, Ma­noel Galego. As conversas começaram em agosto de 2012, depois da parceria em alguns trabalhos. O impulso veio da afinidade ime­dia­ta entre os irmãos, da semelhança na condução dos ne­gó­cios e da crença de que a operação representaria fortalecimento. O mercado viu além. Entendeu o movimento como um sinal de modernidade, de dinamismo em­pre­sa­rial, e está apostando na nova empreitada. “Além de os clien­tes terem endossado a ­união, grandes empresas, as quais não aten­d ía­m os, estão nos procurando”, comemora Thia­go Fernandes, responsável pela gestão da MaisType. “Os clien­tes estão sentindo a energia positiva desse encontro, nossa garra e vontade de atendê-​­los bem”, comenta Neise Galego, que divide com Claudia Galego o comando da área co­mer­cial.


Salto competitivo Afora a afinidade, contribuiu para a alian­ ça o fato de as gráficas atua­rem no mesmo segmento, o pro­mo­cio­nal, contudo em nichos distintos. A Mais Artes Gráficas vinha obtendo destaque no desenvolvimento de peças para agên­cias de publicidade e a Type Brasil estava consolidada na sea­ ra dos catálogos de moda. Optou-se por centralizar a operação na sede da Type, na Barra Funda, em uma área de 2.500 metros quadrados. “Estamos dando um

salto competitivo com esta fusão, o que é fundamental hoje no mercado gráfico, que passa por rápidas transformações. Já ini­cia­ mos com um custo fixo quase 50% menor e uma previsão de crescer 25% em 2014”, afirma Thia­go Fernandes. A fase agora é de acomodação, ajustes no processo de gestão e estabilização do novo negócio. O que vem depois já está na cabeça de Thia­go e Rodrigo Fernandes. Com 32 e 31 anos, respectivamente, a dupla faz parte de uma geração que traz um novo entendimento da indústria gráfica.


PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS Pré‑impressão: workflow Heidelberg OO Provas Chromedot OO Provas GMG OO Estações Apple G5 OO 2 equipamentos de CtP

(Computer-to-plate)

Impressão OO Impressora Heidelberg

Speedmaster 52 – 4+L OO Impressora Heidelberg

Speedmaster 74‑4 OO Impressora Heidelberg

Speedmaster 74‑ 4 +L OO Impressora Heidelberg CD 102 – 5+L

Acabamento “Vemos como um negócio, e não apenas como arte”, diz Rodrigo Fernandes, diretor de operações. Isso implica uma postura mais crítica e pragmática, traduzida em uma gestão moderna, calcada em controles de processo e no investimento contínuo em capacitação. “Acreditamos na consolidação do mercado gráfico e estamos nos estruturando para isso”, comenta Thia­go Fernandes. “Estamos abertos para o que o mercado precisa e isso exige o que chamo de humildade corajosa”, complementa Claudia Galego. Que bons ventos soprem às velas dos que se propõem a inovar.

OO 2 Alceadeiras e Grampeadeiras

Müller Martini com trilateral OO 4 Guilhotinas folha Inteira eletrônicas OO Dobradeira Stahl Folder TI 52 OO Dobradeira Stahl Folder TI 74 OO Dobradeira MBO 52 OO Máquina Horizon para lombada

quadrada PUR

Av. Marquês de São Vicente, 1.205 (Barra Funda) 01139-​­002 São Paulo SP Tel. (11) 3879-​­5591 www.maistype.com.br

OO 3 equipamentos de corte e vinco OO Máquina para aplicação

de hot stamping

Dados Variáveis OO Docutech Xerox 6115 PB OO Konica Minolta (colorida)


Av. Otaviano Alves de Lima, 4.400 - Freguesia do Ă“ - CEP 02909-900 - SĂŁo Paulo - SP Telefones: (011 ) 3990-1257 / 1495 / 1762 - e-mail: vendasgrafica@abril.com.br www.abrilgrafica.com.br


GRÁFICA-SP

Gráfica Matonense

Foco na fidelização dos clientes Ao investir fortemente em tecnologia e otimizar a produção, a Gráfica Matonense atinge seu principal objetivo: conquistar e manter clientes, muitos deles fiéis há quase três décadas. Texto: Juliana Tavares

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uperar os altos e baixos da economia é determinante para qualquer em­preen­ de­dor que deseja se manter por muito tempo no mercado. Porém, é preciso um pouco mais do que isso para ter destaque. A Gráfica Matonense, localizada em Matão, re­ gião central do Estado de São Paulo, é um bom exemplo de como uma empresa do setor pode rea­li­zar tal feito ao di­re­c io­nar todas suas es­ tra­té­g ias mercadológicas para um único fim: conquistar e manter a fidelidade dos clien­tes — muitos deles ativos há quase 30 anos, desde que a gráfica começou a fun­cio­nar. Na indústria gráfica a renovação tecnológi­ ca se apresenta muitas vezes como um fator crí­ tico de sucesso, o que é uma rea­li­da­de também na Matonense. De acordo com o diretor admi­ nistrativo Rubens Gilberto Zambom, nos últi­ mos anos muitas empresas gráficas, em parti­ cular as de grande e médio porte, investiram valores significativos em renovação de maqui­ nário, visando principalmente a automatiza­ ção. Ou seja, o objetivo principal foi am­pliar a capacidade de produção e reduzir custos. Por

isso mesmo, a modernização acaba se tornan­ do um importante di­fe­ren­cial mercadológico, pois permite agilizar o atendimento aos clien­ tes, satisfazendo es­pe­cial­men­te os prazos, que, no setor, são in­va­r ia­vel­men­te mínimos e um dos principais gargalos a serem vencidos. Além dos equipamentos, a Matonense con­ ta pontos favoráveis junto aos clien­tes ao somar sua grande ex­pe­r iên­cia de mercado à capacida­ de de se “reinventar”. “Há 15 anos detectamos a tendência de integrar o offset con­ven­cio­nal ao sistema digital”, diz Rubens. Nessa área, a grande alia­d a é a impressora Canon image­ Press C1 Plus, com tecnologia do quinto toner transparente, que possibilita a cria­ção de efei­ tos semelhantes ao verniz brilhante ou fosco. “Em um país como o nosso, com carga tributá­ ria tão elevada, que penaliza duramente os pe­ quenos em­pre­sá­r ios, e onde os juros são eleva­ díssimos, fica difícil planejar. Entendemos que é preciso perseverar, mas sempre com os pés no chão. Procurando, então, fugir da concorrência das grandes gráficas, projetamos investimentos em equipamentos digitais, pois a qualidade que apresentam se aproxima rapidamente do mais alto padrão de impressão offset”.

(E/D): Aldo Sergio Zambom, diretor comercial e Rubens Gilberto Zambom, diretor administrativo


APRIMORAMENTO PROFISSIONAL

A Matonense conta ainda com um setor exclu­ sivo de acabamento, montagem, empacotamen­ to e controle de qualidade. “Além de optar pelas melhores marcas de equipamentos, não descui­ damos no treinamento dos fun­c io­ná­r ios. So­ mente assim é possível apresentar um bom pro­ duto final. Com isso, aumentamos a capacidade de produção e a qualidade. Seja para produzir um simples folheto ou um sofisticado catálo­ go, seja para imprimir um livro com encader­ nação e acabamento es­pe­cial, as soluções apre­ sentadas conquistam os clien­tes e isso permitiu que nos colocássemos entre as empresas líderes do mercado re­g io­nal, es­pe­cial­men­te na faixa de pequenas e mé­dias tiragens”, esclarece o diretor.

Rubens Zambom avalia que a própria longe­ vidade da Gráfica Matonense revela o po­si­cio­ na­men­to de sucesso da empresa. “Podemos di­ zer que somos ‘casados’ com o mercado local e re­gio­nal, que tem características bem especiais. Muitos elo­g ios chegaram ao longo dos anos, o que nos fortalece e anima a con­ti­nuar em nos­ sa trajetória. Temos um profundo respeito pe­ los clien­tes, e a maioria deles está conosco desde o início. Colocamos em cada catálogo, folheto, rótulo, cartaz, encarte, display, mala-​­d ireta ou qualquer outro artigo que nos é con­f ia­do, todo o respeito e a admiração pelos profissionais de cria­ção. O resultado final tem sempre agrada­ do os clien­tes, os principais des­t i­na­t á­r ios de nossos esforços”, conclui o empresário.

PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS Digitais OO 2 Canon ImagePress C 1x Plus OO Canon IR 8500 OO Canon ImagePress 8105

Impressão OO Impressora Hamada bicolor OO Impressora Quickmaster bicolor OO Impressora Roland Practica

monocolor OO Impressora Heidelberg

monocolor OO 2 Impressoras PM 52 OO Impressora Printmaster bicolor

Acabamento OO Corte/vinco Eterna OO Corte/vinco Müller Martini OO Guilhotina Guarani CN/V OO Guilhotina Guarani OO 2 grampeadeiras automáticas OO Furadeira elétrica OO Picotadeira A.Baumhak OO Microsserrilhadeira OO Perfuramax 50 OO Equipamento para acoplagem

tunkers para capa dura

& GRÁFICA MATONENSE Tel. (16) 3382-​­4070 www.graficamatonense.com.br maio /junho 2013  REVISTA ABIGR AF

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CHAPAS

Nova linha de chapas Sonora, da Kodak, chega ao Brasil Em evento realizado na Escola Senai Theobaldo De Nigris, a Kodak apresentou ao profissionais do setor as novidades em chapas sem processo, com ênfase no seu importante apelo sustentável e ecológico.

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E

m 11 de junho, a Kodak Brasileira reali­ zou, no auditório da Escola Senai Theo­ bal­do De Nigris, em São Paulo, o lança­ mento ofi­cial das chapas digitais sem processo Sonora XP e Sonora News. No evento, que con­ tou com a participação de 70 pes­soas, entre em­ pre­sá­r ios gráficos e técnicos de pré-​­impressão, Enio Zucchino, gerente de mar­ke­t ing para o segmento de impressão co­mer­cial para a Amé­ rica Latina da Kodak, falou sobre as caracterís­ ticas dos produtos, lançados durante a Drupa 2012. Zucchino salientou que a nova geração de chapas Kodak dispensa o uso de processadoras e químicos, eliminando variáveis no processo de gravação das chapas, otimizando a impres­ são e a qualidade final do produto impresso. Além da apresentação rea­li­za­da pelo execu­ tivo e pelo diretor geral da Kodak Brasileira e vice-​­presidente para a América Latina, Gilber­ to Faria, os participantes do evento assistiram a uma demonstração em tempo real da chapa Sonora XP. Divididos em três grupos, eles con­ feriram de perto o desempenho da chapa Kodak Sonora na pré-​­impressão e impressão. No am­ bien­te de pré-​­impressão do Senai, puderam

Antonio Perez, Technical Sales Support da Kodak, participou da demonstração das chapas Sonora

REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

acompanhar a gravação da chapa e, pos­te­r ior­ men­te, no setor de impressão, o desempenho em relação ao tempo de acerto e ajustes até que a primeira página adquirisse a qualidade dese­ jada. No caso da Sonora XP, esse tempo é bas­ tante curto, levando de quatro a 20 folhas para o acerto, minimizando o desperdício. De acordo com o gerente de mar­ke­ting, no Brasil vá­r ias gráficas já utilizam a chapa Kodak Sonora como forma não somente de diminuir custos relativos a químicos, energia e proces­ sadora, como também de aumentar a quali­ dade de seus impressos. “Até agora, no merca­ do não há um produto similar à Sonora, nem que ofereça tantos be­ne­f í­cios”, explicou Enio, complementando: “A maior parte dos custos de produção de uma gráfica está re­la­cio­na­d a ao papel e à impressão. Esses são itens tangí­ veis do processo de produção. Há também os intangíveis, como mão de obra, tempo de acer­ to para impressão, bem como as variáveis re­la­ cio­na­das ao uso de químicos e processamento. A chapa Sonora elimina essas variáveis, tiran­ do a necessidade da processadora no fluxo de gravação das chapas”. Gilberto Faria destacou a importância do lançamento ofi­cial da linha Sonora no Brasil, uma vez que, conforme já anun­cia­do acerca das medidas de rees­tru­tu­ra­ção da Kodak em todo o mundo, o segmento gráfico é a grande aposta da companhia para os atuais e futuros desen­ volvimentos tecnológicos. “A Kodak aposta no segmento gráfico para dar seguimento ao seu processo de rees­tru­tu­ra­ção”, afirmou. “E, den­ tro desse projeto, o desenvolvimento de tec­no­ lo­g ias sustentáveis ocupa uma das pautas prin­ cipais. Isso é um dos elementos que norteia os pesquisadores e o desenvolvimento de novos produtos, ou seja, além de alta tecnologia, a Ko­ dak tem como missão desenvolver tec­no­lo­g ias am­bien­t al­men­te amigáveis. E um dos maio­ res e mais novos exemplos disso é a geração de chapas Sonora XP e Sonora News”. & KODAK Tel. (11) 2132-​­6000 www.kodak.com.br


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Sistema de Gest達o da Qualidade

ISO 9001:2008


Armazem Especialidades Editoriais

No final, um valor a mais ao impresso gráfico Trabalhando exclusivamente com acabamentos, o Armazem está há mais de uma década no mercado oferecendo soluções que são “toque final” e fazem toda a diferença nos produtos gráficos impressos.

Fotos: Álvaro Motta

Texto: Juliana Tavares

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ncontrar nichos específicos para ter sucesso no mercado é uma arte que nem todos dominam. Isso porque é necessário conhecer muito bem o se­ tor no qual se pretende a­ tuar, ir a fundo na in­ vestigação de todas as suas nuan­ces e possi­ bilidades e identificar quais são as ­­áreas mais promissoras. Foi com esse pensamento que o empresário paulistano João Abad Filho, em mea­dos do ano 2000, decidiu c­ riar a empresa Armazem Es­pe­cia ­l i­da­des Editoriais, estrutu­ rada sobre um único objetivo: fazer acabamen­ tos de qualidade e fechar o ciclo de produção gráfica com chave de ouro.

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O fundador do Armazem, João Abad Filho (centro), conduz a empresa com o apoio dos filhos Rafael (E) e Tiago

REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

“Sentimos uma falta muito grande de em­ presas es­pe­cia ­l i­za­d as no acabamento gráfico. Mesmo com alta tecnologia, existia um garga­ lo na produção e o processo não f­ luía. Foi nesse momento que eu pensei em montar a empresa”, explica o fundador. Surgida com esse intuito de ser uma “extensão” das in­dús­trias gráficas, seus principais clien­tes, o Armazem completará, em agosto, 13 anos de atua­ção na mesma sede, localizada na zona sul da capital paulista. Para conseguir atender com efi­ciên­cia todos os clien­tes, que pos­suem os mais diferentes per­ fis e estão cada vez mais exigentes, o Armazem investiu tanto em maquinário e mão de obra — ferramentas primordiais em qualquer negócio — como também na oferta de um amplo leque de serviços. O portfólio abrange os processos de al­cea­men­to, costura, costura aparente, costura Singer, costura copta, costura lateral com linha


ou barbante, em pequenos ou grandes formatos, encadernação em hot melt ou PUR em pequenos e grandes formatos, armação de capas em teci­ do, percalux, almofadada, frankônia, aplicação de cantoneiras, ferragens, aplicação de elástico em capas, ilhós, cantos arredondados, moleski­ nes, montagem de capa flexível automática, en­ cadernação de livros capa dura e flexível em pequenos e grandes formatos e manuseio em geral. A ideia é simples: disponibilizar soluções va­r ia­das em um único lugar. E o nome “Arma­ zem”, inclusive, remete às lojas que, em outros tempos, tinham essa mesma função.

Tudo em um só lugar

A lista de serviços oferecidos

trabalhar com pequenos e grandes formatos, em baixas e altas tiragens, o tipo de fun­cio­na­ li­da­de que outras não oferecem porque têm for­ matos limitados”, esclarece Abad, completando que, a partir de agora, haverá a possibilidade de atender mais demandas. CONFIANÇA NO FUTURO

Dividindo o ge­ren­cia­men­to administrativo com seus filhos, Tia­go Lira Abad e Ra­fael Lira Abad, o empresário conta, hoje, com 40 colabo­ radores e um total de 15 máquinas. Mas João Abad quer ir além e am­pliar essa estrutura. Pro­ va disso é a recente aquisição de equipamentos para encadernação com cola PUR . “Além da me­ lhor aderência oferecida, essas máquinas têm um importante di­fe­ren­cial: com elas podemos

Mesmo sem ter planos de investimento a médio e longo prazo, o diretor acredita que dias me­ lhores sempre estão por vir. “O mercado gráfi­ co vem sofrendo com os altos e baixos da eco­ nomia, o que é comum em qualquer setor, mas acredito que a solução para atravessar essa fase está na busca de alternativas inteligentes. São elas que garantirão um futuro promissor”, diz. O Armazem faz valer o ditado que determi­ na: para colhermos bons frutos é preciso plantar boas sementes no presente. Trazendo esse con­ ceito para o mundo em­pre­sa­r ial, pode-se enten­ der que investir em equipamentos, mão de obra capacitada e par­ce­r ias é fator fundamental para finalizar o processo gráfico com valor adi­cio­nal — e esta é a es­pe­cia­li­da­de do Armazem.

pelo Armazem reflete o ­ideal de consolidação da empresa para atendimento às gráficas de pequeno, médio e grande porte. Abaixo alguns exemplos: ◆◆ Costura de livros em pequenos e grandes formatos ◆◆ Armação de capas, pastas, displays em papelão (livros, cadernos, etc.), em tecido ou revestimentos especiais ◆◆ Encadernação em Hot Melt ou PUR ◆◆ Empastamentos em geral ◆◆ Armação de capas flexíveis ◆◆ Encadernação de livros fresados, brochuras costuradas, capa dura, flexíveis, com pequenos ou em grandes formatos

& ARMAZEM ESPECIALIDADES EDITORIAIS Tel. (11) 5061-​­4940 www.editoraarmazem.com.br editoraarmazem@uol.com.br contato@editoraarmazem.com.br maio /junho 2013  REVISTA ABIGR AF

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EDUCAÇÃO

Walter Vicioni Gonçalves

A educação numa sociedade que flui

A

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o longo da história, muitos ressal­ taram a mudança, a fluidez. Antes de Cristo, já o filósofo Heráclito afirmava que não existe uma rea­li­da­de es­ tática, nem mesmo estável. A ideia de trans­ formação aparece na imagem, por ele cria­ da, de que não podemos descer duas vezes ao mesmo rio, não somente porque o rio já não é o mesmo, mas também porque nós não somos os mesmos. Hoje, a velocidade do rio que nos leva pela vida é intensa, quase incontrolável. O que é hoje não permanecerá o mesmo amanhã e será totalmente diferente no fu­ turo. A adoção de novas tec­no­lo­g ias e a in­ trodução de novos produtos são constantes, quase diá­r ias. Os conhecimentos crescem, de forma incontrolável, em um turbilhão. Como dominá-​­los? A saí­da, preconizada por tantos artigos e discursos, é utilizar a própria tecnologia, mutante e veloz, como remédio. Usar a in­ ternet para transmitir aulas e tablets para armazenar centenas de textos e informa­ ções. Tecnologia para dominar e facilitar a apreen­são do fluxo contínuo de descober­ tas, inovações, novos conhecimentos. São as melhores soluções? Para obtermos a respos­ ta, precisamos analisar, no âmbito das ques­ tões educacionais, qual é o papel es­sen­cial de um educador. Certamente, pode-se afir­ mar que o educador não é um mero trans­ missor de conhecimentos. É claro que o alu­ no deve dominar conhecimentos, mas os essenciais, que, uma vez apreen­di­dos, serão a base para a aquisição dos demais. Nessa transmissão seletiva e orien­ta­da de conhe­ cimentos, recursos das tec­no­lo­g ias podem ser usados como ferramentas do professor, e não como condutores da forma de apreen­ são do saber. Mas o sucesso desse processo REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

“O senhor . . . mire, veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou”. João Guimarães Rosa

Grande Sertão: Veredas

de ensino não garante o êxito do processo edu­ca­cio­nal, já que o papel do educador não se restringe a transmitir os conhecimentos, mesmo os essenciais. Também o educador não é um so­lu­cio­ na­dor de questões sociais, como se a mera introdução de um diferente na sala de aula fosse su­fi­cien­te para resolver o problema da inclusão. A introdução forçada de um de­f i­ cien­te em uma sala de aula vai incluí-lo ou aprofundar sua exclusão? Se não forem to­ madas medidas para uma efetiva inclusão do de­f i­cien­te, o resultado é cons­cien­ti­zá-lo

de que é diferente, de que vive num mundo que não é o dele. Num mundo em que não se respeita o outro. Além disso, o educador não é um so­lu­ cio­na­dor de questões econômicas, como se o objetivo último da escola fosse formar o ser produtivo, um trabalhador que se en­ caixe na máquina de produção de bens para a so­cie­da­de. Dar ao aluno as bases de que necessita para empregar-se, sem refle­ xão e sem conhecer os valores inerentes ao trabalho, é adestrar, é formar autômatos. Da mesma forma, não se pode culpar um professor por não reverter a tendência para as drogas e a vio­lên­cia. Quais as armas que se lhes dá para tanto? Até que ponto lhes é cobrado o ato de educar uma crian­ça? Como é medido o desempenho de um pro­ fessor? Não é pelo nível de acertos de seus alunos em testes de conhecimentos? Qual o tempo que lhes é dado para transmitir valores, ética, respeito pelo outro? É preciso repensar a educação, mas como tarefa de educadores que foram formados num processo diferente da mera soma de conhecimentos em diferentes ­­áreas. Edu­ cadores que não simplesmente deem aulas, mas que saibam ensinar e tenham a sen­ sibilidade de aprender com seus alunos. Educadores que reconheçam a importân­ cia dos valores intrínsecos de uma so­cie­da­ de. Educadores que valorizem a cultura e a tradição de seu povo. Educadores que enal­ teçam o que é a essência de cada pessoa, en­ quanto indivíduo e ser so­cial. Educadores que saibam identificar o que é perene num mundo que flui e se transforma. Walter Vicioni Gonçalves Diretor Regional do Senai-SP e Superintendente do Sesi-SP


Há mais de 30 anos, a Silvamarts dá vida aos mais diferentes e criativos projetos gráficos com agilidade, ótimo atendimento, suporte técnico em todo o processo de impressão e preços altamente competitivos. Tudo isso sem falar da excelente qualidade de impressão e acabamento R. Flávio Telles, 15 • Jd. Sta. Genebra • Campinas-SP www.graficasilvamarts.com.br • 19 3112.8700


GESTÃO

Hamilton Terni Costa

E

Se estamos em uma indústria em transformação, é preciso se adaptar. Mas como?

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Fotos: Álvaro Motta

m nosso último artigo enfatiza­ mos a questão do foco estraté­ gico para nor­tear o processo de mudança na gráfica e nele sugeri­ mos cinco tipos de oferta de serviços e so­ luções de acordo com as características das principais linhas de produtos e segmen­ tos gráficos. O próprio título enfatizava o para onde. Pois bem, mas como construir esse caminho? Não quero aqui ficar teo­r i­zan­do e nem ditar uma regra de dez passos, sigas e se­ rás feliz, mas sim trazer o que fun­cio­na na prática. Na verdade sempre que me pergun­ tam isso minha primeira resposta é: atitu­ de. Tem que ter atitude. Tem que se tomar a decisão de mudança. E isso tem que vir dos donos ou dos diretores. De quem manda.

REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

Não há outro jeito. A partir daí se estabelece um processo de informação, de busca e pro­ cura de caminhos. Escutando outros, vendo palestras, lendo artigos, indo a congressos não só da área gráfica, mas de clien­tes, fre­ quentando se­mi­ná­r ios e cursos. Tenho vis­ to isso em vá­r ias empresas a partir da nova geração que começa a assumir o negócio, já com outra formação e preparo. O passo seguinte ime­d ia­to é a di­fe­ren­ cia­ç ão. Onde nos di­fe­ren­c ia­mos dos ou­ tros? Nós, de verdade, nos di­fe­ren­cia­mos dos outros? Recentemente li um artigo sobre uma pesquisa da americana NAPL (www.napl.org) em que constataram que somente 25% das empresas gráficas nor­ te-​­americanas têm elementos concretos de di­fe­ren­cia­ção no mercado. O que significa

que 75% não têm, ou melhor, em quase nada se di­fe­ren­ciam umas das outras. Não tenho ideia desse índice no Brasil, mas imagino que seja maior, possivelmen­ te 85% ou mais. Basta perguntar e as res­ postas virão re­la­cio­na­das a con­f ia­bi­li­da­de, atendimento, qualidade, re­la­cio­na­men­to, FSC etc. Tudo muito bom, mas nada cla­ ramente di­fe­ren­ciá­vel. Olhemos as propa­ gandas das gráficas: a quase totalidade de­ las, 99,5%, se refere aos equipamentos que pos­suem, à quantidade de cores de suas máquinas, à diversidade do seu parque in­ dus­trial e, muitas vezes, mostra a foto do prédio da empresa. Símbolos do patrimô­ nio, da luta dos donos para chegar até lá. O que, sem dúvida, é motivo de orgulho, mas não motivo de mar­ke­ting.


Venha para a

Faço um desafio ao leitor. Entre nos sites das gráficas, veja as propagandas impressas e os folhetos e me responda: qual é o di­fe­ren­cial dessas empresas? O que elas estão oferecendo ao clien­te além de um parque gráfico em tese modernizado? Há equipamentos tão di­fe­ren­cia­dos em relação aos dos concorrentes? Ainda mais hoje, que todos podem ter acesso a equipamentos e tecnologia? Qua­li­da­de, prazo e preço, continua sendo este o trio de ouro do setor gráfico? Que soluções a gráfica oferece? Que cases de sucesso já foram cria­dos com depoimentos dos clien­tes? Em que nichos ­atuam? Que serviços específicos podem ser identificados para esses nichos ou segmentos do mercado? Qual o re­fe­ren­cial dos seus clien­tes? Pois clien­te satisfeito, aquele para quem nosso fornecimento faz diferença, nos elogia, dá re­fe­rên­cias, nos indica a outros clien­tes. Agora vamos fazer essas mesmas perguntas sobre nossa empresa. E o que encontramos? Se nada é muito diferente, está na hora de buscar esse di­fe­ren­cial. Ou ser mais um, como a maioria. Passo seguinte: quem são os nossos melhores clien­tes? Há, claro, vá­r ias maneiras de classificá-​­los. Por faturamento, por prestígio, por resultado. Vamos pegar essa última classificação: por resultado. De que maneira? Peguemos um conjunto de trabalhos dos principais clien­tes. Pegue o faturamento, tire os impostos, tire a matéria-​­prima, tire o serviço de terceiros. O que sobrar divida pelo faturamento. Você vai achar o que efetivamente foi adi­c io­n a­do pela gráfica ao trabalho. Some os trabalhos dos clien­ tes por esse critério e analise. Quem são os seus maiores clien­tes por esse critério? Quais têm os melhores índices? Depois, se­le­cio­ne esses clien­tes e vá visitá-​­los. Para conhecê-​­los melhor, mais ainda do que você já conhece. Fale com as pes­ soas, não só aquelas com as quais você lida dia­r ia­men­te, mas peça para lhe apresentarem outras que você ainda não conhece e fale com elas. Não para perguntar o que elas acham da sua empresa, mas para saber o que fazem, que dificuldades têm hoje em termos de venda, clien­tes, mercado etc. Pergunte que planos eles têm para os próximos

meses e anos. Pretendem crescer? Quan­to? De que forma? O interessante dessa história é que na venda de empresa a empresa na rea­li­da­de lidamos com pes­soas o tempo todo, com exceção, é claro, se participamos de leilão reverso ou coisas do gênero, mas aí é outra história. As pes­soas têm de­sa­f ios, problemas pessoais e problemas do trabalho para resolver. E se de repente pudermos ajudar a resolver alguns desses problemas? Vamos exemplificar. Tome o caso da Arizona (www.arizona.com.br), que muitos conhecem, mas vale a pena enfatizar. Era uma gráfica de pequeno a médio porte que trabalhava com ma­te­r ial pro­mo­cio­nal. Nada diferente das outras. Mas os irmãos Haddad, o Marcus e o Alexandre, sempre inquietos, perceberam que con­t i­nuar naquela toa­da não ia levar a nada, exceto briga de preços. O que fizeram? Não muito diferente do que descrevemos. Começaram a conversar com o pes­soal de mar­ke­t ing dos clien­tes, das agên­c ias de propaganda e clien­tes finais. O que descobriram a partir dessas conversas? O que eu chamo de vácuo, ou seja, um lugar vazio entre a gráfica, a agência e o clien­te final. Um vácuo onde todos tinham problema. Na agência, onde encontrar no seu clien­te os arquivos corretos para as propagandas, o padrão de cor certo, o encaminhamento correto para impressão. Nas áreas ­­ de mar­k e­t ing dos clien­tes, onde manter em um lugar organizado esses mesmos arquivos, padrões e todo o seu arsenal de SKULs (todos os materiais de mar­ke­t ing: folhetos, anún­c ios, ma­te­r ial de ponto de venda etc.). Além disso, esse pes­soal perdia muito tempo preen­ chen­do re­la­tó­rios internos que explicassem e justificassem todas as ações de mar­ke­ ting. Um tremendo trabalho e um grande problema para esses profissionais. O que fizeram então os Haddad? A partir dessa constatação, começaram a ­criar uma plataforma online que juntasse as pontas perdidas dos clien­tes, agên­cias e impressores e, muito além disso, pro­por­cio­ nas­se soluções para o pes­soal de mar­ke­ting se organizar melhor e diminuir trabalhos cansativos e repetitivos. Eles pro­por­c io­ na­ram soluções e se estabeleceram nesse

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vácuo. Hoje são muito di­fe­ren­cia­dos e têm grandes profissionais junto com eles, como o Bruno Schrappe, por exemplo. Ah, vão dizer, eles nem imprimem mais, só terceirizam . . . Bem, eles manti­ veram o negócio estratégico de fornecer solução para mar­ke­t ing e para o branding do clien­te. Se nisso cabe impressão ou não é outra história. Decisão deles. Isso me remete a outra coisa, já que fa­ lei em mar­ke­ting. O outro passo a ser dado por essa gráfica que quer mudar é aprender mais e mais sobre mar­ke­ting. Não no senti­ do comum de que mar­ke­ting é sinônimo de propaganda. Ele é mais amplo, mais abran­ gente e um pouco mais complexo, mas vale a pena. Inclusive para vendas, que, nas empresas mais estruturadas, é uma das funções de mar­ke­ting, e não ao contrário. Por isso mesmo é que tenho visto ul­ timamente vá­r ias boas gráficas colocan­ do gerentes de mar­ke­ting, o que antes não existia de jeito nenhum. O interessante é que esses gerentes, em esmagadora maio­ ria, são mulheres. Não sei bem a razão, além da competência, é claro, mas imagi­ no que em um setor de predomínio mascu­ lino, como o nosso, trazer uma mulher para o mar­ke­ting significa trazer mais sensibi­ lidade para a empresa. Se for isso, ótimo. Copie também. Aí, vão me dizer, isso já é demais. Além de me mandar tomar uma atitude, rever toda a minha carteira e ir falar pes­soal­ men­te com as pes­soas que trabalham nos meus clien­tes ainda tenho que aprender mar­ke­ting? Ou mesmo colocar alguém que entende de mar­ke­t ing? Gerenta? Pois, la­ mento, foi isso mesmo o que eu disse. E só esqueci de dizer outra coisa ainda mais cha­ ta: descarte todos aqueles clien­tes que não lhe trazem resultado. Não precisa ser de uma vez, pois isso dói e podem lhe faltar REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

algumas duplicatas no fim do mês, mas co­ loque esse pes­soal na marca do pênalti. Al­ guns, jogue fora de ime­d ia­to e outros, com o tempo, assim que você começar a procu­ rar e entrar em clien­tes que tenham algu­ mas das características que você identifi­ cou nos seus bons clien­tes. Aqueles que lhe dão mais resultado, lembra? Pois, veja só, eles podem ser a base para você começar a construir serviços e soluções que façam esses mesmos clien­tes e os novos lhe pedir mais e lhe indicar para outros. Ou não foi assim que aconteceu com a Arizona, a An­ tilhas (www.antilhas.com.br), a AgDirect (www.agdirect.com.br) e vá­r ias outras por aí? Pois todas essas cria­ram o que chama­ mos de proposição de valor percebida pe­ los clien­tes. O que é isso? É o conjunto de be­ne­f í­cios que oferecemos e que resolvem problemas dos clien­tes. Se a nossa propo­ sição for di­fe­ren­cia­d a e percebida, ótimo, estamos no caminho dos 10% diferentes. Nem preciso dizer que no momento que você tomou uma atitude de mudança, revisou os seus diferenciais, reavaliou os clien­tes e foi falar com eles, foi buscar ou­ tros clien­tes cujos valores ba­tiam com os seus — e não estou falando de preço, mas sim, como disse acima, dos be­ne­f í­cios que você fornece através dos seus produtos e serviços —, você começou a perceber que nem todos os que trabalham ou trabalha­ vam para você tinham também a atitude correta e o perfeito entendimento do que os seus antigos e novos bons clien­tes real­ men­te querem e precisam. Então você fez o quê? Trocou. Selecionou e contratou outros com os quais você conversou e mostrou o tipo de atitude que todos pre­ci­sa­r iam ter na empresa daí para a frente. E não é que esse pes­soal lhe ajudou e lhe ajuda? Não é que trouxeram novas ideias? E não é que a partir disso você começou a

revisar toda sua tecnologia, a usar a inter­ net a seu favor, a automatizar o que é repeti­ tivo e facilitar para o seu clien­te todo o trâ­ mite de trabalhos, deixando o seu pes­soal de vendas mais livre? Para quê? Para ven­ der mais, claro, para ter mais tempo de vi­ sitar os clien­tes para entender quem decide, quem in­f luen­cia, quem compra. Nesse processo, entendendo o que faz bem para seus clien­tes e o que ajuda a resol­ ver os problemas deles, vamos de­li­nean­do nosso horizonte. Para onde vamos? (Sugi­ ro a leitura do nosso artigo an­te­r ior nesta revista: “A dificuldade de assumir riscos e mudar o nosso negócio . . . mas mudar para o quê?”). Definimos nosso foco estratégico e gra­dual­men­te vamos pavimentando essa estrada, trazendo novas tec­no­lo­g ias ade­ quadas, aumentando conhecimentos, ex­ perimentando, errando e acertando. Se re­ solvo colocar toda uma linha de impressão digital, por exemplo, analiso antes qual a mais adequada ao meu foco, ao meu mer­ cado-​­a lvo, ao meu nicho, aos meus clien­tes e decido se devo c­ riar uma estrutura à par­ te e depois integrá-la ou até mesmo traba­ lhar em um fluxo híbrido que permita ti­ rar o melhor de cada processo. Com menos empirismo. Não comprando máquina por­ que é legal ter máquinas, mas comprando o que melhor atende meus clien­tes. E não é que depois de um tempo você está entre aqueles 10% ou 15% das gráfi­ cas concretamente di­fe­ren­cia­das no mer­ cado? Parabéns, meu caro, você venceu. In­ dependentemente das transformações do setor gráfico, você soube mudar. Você sou­ be se adaptar. Difícil? O difícil é começar. O resto vem com determinação, muito tra­ balho e, even­tual­men­te, com alguma ajuda pro­f is­sio­nal externa. Que tal dar o primeiro passo já?

Hamilton Terni Costa, hternii@anconsulting. com.br, é diretor geral da ANconsulting, www.ansconsulting.com.br, ex-​­presidente da ABTG e também um dos criadores e coordenadores do curso de pós-​­graduação em Gestão Inovadora da Empresa Gráfica na Faculdade Senai Theobaldo De Nigris, onde ministra as matérias de Gestão Estratégica e Mar­ke­ting Industrial.


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Novidades em grandes formatos A Feira Serigrafia Sign FutureTextil apresenta tendências para os segmentos de comunicação visual e sinalização, com destaque para os impressos gigantes, tema de simpósio que ocorre pela primeira vez durante o evento.

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Texto: Ada Caperuto

e 10 a 13 de julho a BTS Informa rea­li­za a 23ª‒ edição da feira Serigrafia Sign FutureTextil, que reú­ne os principais fornecedores dos ramos da comunicação vi­sual e serigrafia. De acordo com os organizadores, em 2012 o evento registrou aumento de 20% no número de visitantes e também na área de exposição no Expo Center Norte, em São Paulo (SP). Neste ano, a feira ocupa um total de 40 mil metros quadrados, onde 650 marcas exibem produtos, serviços e soluções para aproximadamente 45 mil visitantes. Participam da feira, que tem apoio de entidades do setor, como a AbigrafSP, o Sindigraf- SP e a ABTG , os principais fornecedores dos setores abrangidos, REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

apresentando equipamentos, insumos, substratos e serviços para serigrafia, sinalização, comunicação vi­sual, impressão digital, impressão têxtil, materiais promocionais e personalização, entre outras aplicações. O evento conta ainda com o 1º‒ Simpósio de Impressão em Grandes Formatos, organizado em parceria com a ABTG/Digitec, a entrega do Prêmio Silk & Sign às empresas do setor que se destacarem em nove ca­te­go­r ias e o 3 º‒ Cam­

Jeti Titan 3020, da Agfa

peo­na­to Brasileiro de Envelopamento Automotivo (Cambea), rea­li­za­do pela Alko. TENDÊNCIA EM ALTA

Samba XT, da Ampla

A feira dará destaque a um dos principais segmentos dentro da área de sinalização e comunicação vi­sual, o de grandes formatos, que deverá ser aquecido pela movimentação econômica em torno dos grandes eventos esportivos que acontecem no Brasil a partir deste ano. Neste sentido,


a feira conta com a participação de alguns dos principais players do setor gráfico. A Agfa Graphics apresenta o equipamento Jeti Titan 3020 como a grande estrela do estande. “Por ser uma solução de impressão extremamente modular, ela neste ano contará com uma configuração de 40 cabeças, demonstrando a impressão produtiva em CMYK alia­da a uma aplicação robusta de tinta branca — pré-​ ­impressão, pós-​­impressão e branco spot”, declara Eduar­do Sousa, gerente de mar­ ke­t ing da empresa. Também estarão em

ColorWave 650, da Océ

exibição a linha de tecnologia UV Agfa Anapurna, apresentada em três modelos, e a série de tintas UV da fabricante. A Ampla apresenta ao mercado novos equipamentos de impressão UV, nas versões flatbed, rolo a rolo e híbrido, bem como modelos com tecnologia solvente e de sublimação de elevada produtividade. Entre as novidades está a impressora de alta produção Rio 8000s Aquatex, com largura de 1,80 m, quatro cabeças de impressão industriais de 7 pL e velocidade de até 67 m2/h. Outros equipamentos

CG100SR III, da Mimaki

demonstrados são: Samba XT 3216, com 16 cabeças e impressão de 7 pL, que atinge 284 m2/h; a Targa XT, com oito cabeças de impressão e velocidade de até 142 m2/h em 7 pL; e a Rio 8100, com duas cabeças de impressão, larguras de 1,80 e 3,20 m e velocidades de até 28 m2/h e 36 m2/h, respectivamente. A Océ traz a linha Arizona, composta por impressoras UV de mesa, com tecnologia Océ Va­ riaDot, que permite o disparo de gotas de seis picolitros, pro­por­cio­

Latex 850, da HP

nan­do impressões de alta qualidade em materiais rígidos ou flexíveis, e com diferentes opcionais, a exemplo do verniz localizado, disponível no modelo Arizona 460, e a veloz Arizona 550, que atinge 61 m2/h. Destaque também para a ColorWave 650, que imprime trabalhos em P&B ou cor em um único equipamento, com a tecnologia Océ CrystalPoint e velocidade de até 225 trabalhos no formato A1 por hora. A Mimaki apresenta a série CGSRIII, desenvolvida para trabalhos de corte e disponível nos modelos 60, 100 e 130. Os equipamentos oferecem mais precisão e força, além de marcas de registro in­ter­me­d iá­r ias, o que permite maior liberdade no desenvolvimento e cria­ção de produtos. Além do lançamento, a empresa vem com soluções para a área in­dus­trial, equipamentos de sublimação para o setor têxtil e para a produção dos mais diversos materiais de comunicação vi­sual. A HP Brasil participa com sua linha de tintas am­bien­t al­men­te sustentáveis por cura UV e HP látex, à base de água. Anun­ cian­do o rebranding da sua linha de impressoras e suprimentos látex HP Designjet e HP Scitex, ela expõe equipamentos de seu portfólio de impressão em grandes formatos: HP Latex 260, de 61 polegadas (1,55 m); HP Latex 280, de 104 polegadas (2,64 m); e HP Latex 850, de 126 polegadas (3,2 m). Também exibe a HP Scitex FB700, com tecnologia UV, que imprime no tamanho 2,5 m de largura (98 polegadas) e possui recursos de tinta branca op­cio­nal, para uso em diversas aplicações. maio /junho 2013  REVISTA ABIGR AF

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OPINIÃO

A

Tempo de investir em gestão

site interativo e com podem ser boas aliadas. Um iais soc nde gra ok e no Twitter em que parecia um tfólio e um perfil no Facebo por bom Ainda me lembro do tempo um e fon adas da melhor andaríamos com um tele ferramentas que, se explor de los mp exe absurdo a afirmação de que são que em trazer bons resultados. ícil imaginar isso, uma vez neira e com estratégia, pod no bolso. Na época, era dif ma nos não a ogi nol tec o futuro a partir da fios e essa os a tendência de enxergar Tem só conhecíamos telefones com nos me o pel o acaba limitando andamos com um (ou ctiva sobre o presente e iss spe per sa era palpável. Hoje, não só nos os em o pagamos contas, resolv vemos o amanhã. Porque o um) telefone no bolso, com um pouco a maneira como , ails e‑m s mo ebe os e rec vezes parece uma longa questões de trabalho, enviam rcado, assim como a vida, às me s sa nda age sas anizamos nos noite. Conseguimos ver des acessamos redes sociais e org estrada que percorremos à um é o farol ilumina, o que lar. em um único aparelho celu estrada somente o espaço que es açõ orm em estradas nsf tra as ess do. Mas nossa experiência ita lim bem Não restam dúvidas de que cho tre a relações interpessoais quanto que vem adiante, como um reconf iguraram tanto nossas pode nos ajudar a prever o com s mo ara dep lo. os dias nos reta, por exemp o mundo do trabalho. Todos cur va ao fim de uma longa itos de mu tos ole obs erar o mercado. nam tor , dos antemente, devemos consid elh Sem novidades que, em seg un ro, que e isso é ao novo mundo. Não possibilita projetar o futuro nos ia tór his ssa nossos esforços de adequação No rca uma ideia entusiasmada ace e quanto fazer essa projeção com esse texto, transmitir fundamental. Tão important . rio trá con o Pel os. em io do qual obteremos ógica que viv enrolar dessa visão, por me des da grande revolução tecnol o é tro den a liarmos o presente ante olharmos par ações necessárias para ava orm Acredito que é muito import inf as ou os is nos manter até que ponto devem cenários. Não podemos ma s mo par eci de nossas empresas e avaliar ant e o dia são impostas por um mund que impactam nosso dia a não ceder às pressões que nos conser vadores em aspectos cer nas ada já m foc ece tão par ges os produtos o é o caso da cada vez mais dinâmico e cuj mais do que imaginamos, com antecipar boas projeções a. nci ere ados. Só assim pod mos ult res mergulhados na obsolescê em r não podemos ignora gráfica. Nessa avaliação, também para o futuro da indústria em eu orv abs que rcado que fazemos parte de um me o ainda mais concorrência. and ger a.com.br o, parte esse dinamism vicente@ prima corgrafic ões, vaç ino às s rto abe ar est Nossos olhos precisam o. respeito à gestão do negóci especialmente as que dizem o uma das características A indústria gráfica tem com sas antigas e familiares. a presença de alg umas empre ao novo tempo, mas Muitas delas já se adaptaram antigas tecnologias. outras ainda estão reféns de ortância da Tenho defendido muito a imp , com a adesão a sof twares profissionalização da gestão o as rotinas, como a elaboraçã que tornam mais práticas ado lo. Também temos fal de um orçamento, por exemp antiga de de abandonarmos uma bastante sobre a necessida ipes o cliente e trabalhar com equ prática nossa de esperar pel ócio. r a margem de lucro do neg de venda, de modo a amplia re sob ra entemente, uma palest Tanto que até tivemos, rec Abigraf‑MG e pelo Sigemg, esse tema, promovida pela em parceria com a ABTG. estir em equipes de venda, E vender não sig nif ica só inv ulgação da gráfica. É preciso mas, principalmente, na div Indústria Gráfica Regional ncia, ser visto, deixar quê da Associação Bra sileira da fre nte side com Pre nte ias Gráfica s clie no te estar presen e do Sindicato das Indústr Minas Gerais (Abigraf‑MG) vas que o seu ati ect exp as as ) tod emg nte (Sig ais clie claras para esse no Estado de Minas Ger ias r. E, nesse contexto, as míd nde ate e pod nto ime end pre em

V icente de P aula A leixo D ias

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O papel para imprimir e escrever produzido pela International Paper vem de florestas plantadas de eucalipto, cultivadas no esquema de mosaico integrado com a mata nativa. Essa forma especial de cultivo preserva 2,9 milhões de hectares das florestas brasileiras. De acordo com a Bracelpa, o setor também emprega 115 mil pessoas diretamente, além de 575 mil empregos indiretos, ajudando a desenvolver as comunidades locais. Como saber se o papel que você adquire para a sua gráfica respeita todas as normas de sustentabilidade? Para garantir que um produto cumpre à risca todas as normas que sejam ecologicamente, economicamente e socialmente sustentáveis e justas, foram criados os selos de sustentabilidade. Antes de oferecer uma certificação a uma empresa, os órgãos responsáveis realizam minuciosas pesquisas e investigações. É compreendido todo o processo de fabricação do produto, levando em consideração pontos importantes como cumprimento das leis trabalhistas, relações com a comunidade e respeito ao meio ambiente. Duas certificações possuem destaque no ramo gráfico:

FSC®: O Forest Stewardship Council é um selo internacional criado em 1993 para controlar as práticas produtivas florestais. Ele garante o bom manejo de florestas, preocupando-se em conservar o meio ambiente com benefícios sociais e viabilidade econômica. Programa Brasileiro de Certificação Florestal (Cerflor): Lançado em 2002, o selo está sob o guarda-chuva do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) e surgiu para atender uma demanda do setor florestal do Brasil.

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SUSTENTABILIDADE Texto: Juliana Tavares

Embalagens que promovem o desenvolvimento sustentável Para orientar as empresas a se comunicarem de maneira clara e objetiva com seus clientes, a Abre desenvolveu uma cartilha que explica como aplicar a rotulagem ambiental, evitando mensagens ambíguas que possam confundir o consumidor.

U

m dos caminhos mais diretos para as empresas se comunica­ rem com seus clien­tes é através das embalagens. Por isso, este recurso é utilizado com frequ­ ência quando o objetivo é transmitir mensa­ gens sobre educação e cons­cien­ti­za­ção am­bien­ tal. Foi pensando em facilitar essa comunicação que a As­so­ cia­ção Brasileira de Embalagem (Abre) elaborou uma cartilha, cuja segunda edição foi publica­ da no ano passado, na qual ofe­ rece diretrizes para a aplicação da rotulagem am­bien­tal. O ob­ jetivo é mostrar às empresas ma­ neiras de informar o benefício am­bien­tal de seus produtos sem dar margem a ambiguidades. A rotulagem é dividida em três tipos: a primeira é ba­sea­d a na certificação através de selos ambientais; a segunda tem como princípio a autodeclaração am­ bien­tal, ou seja, a própria empre­ sa se responsabiliza pela inserção dos dados que informam o cará­ ter sustentável do produto; e a terceira descreve o ciclo de vida da embalagem, seguindo as nor­ mas da série ISO 14040 ( ABNT NBR ISO 14040 e 14044, de 2009 — veja mais detalhes no quadro).

Esse comprometimento com a prática sus­ tentável é uma rea­li­da­de presente na maioria dos setores econômicos, e isso não é de hoje. A indústria gráfica brasileira, por exemplo, é uma grande incentivadora dos projetos que vi­ sam ao desenvolvimento com respeito ao meio am­bien­te. O diretor do Grupo Em­pre­s a­r ial

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SUSTENTABILIDADE

de Embalagens da Abigraf Na­cio­nal (GE -Emba), Sidney Anversa Victor, que também responde pela vice-​­presidência da Abigraf Re­g io­ nal São Paulo, explica que esse estímulo é um das metas de trabalho da as­so­cia­ção. “Uma de nossas premissas é orien­tar as gráficas as­so­ cia­d as sobre a importância das diretrizes de rotulagem am­bien­t al. Um de nossos principais objetivos é a inserção da responsabilidade so­cioam­bien­tal no DNA dessas empresas”.

descarte seletivo nas embalagens de mil produtos ao ano, bem como a utilização da simbologia técnica de identificação de materiais em 300 itens durante o mesmo pe­r ío­do. Além da tarefa de informar a população sobre a importância da separação correta das embalagens adquiridas, o programa visa difundir o uso de símbolos específicos que possam uniformizar a comunicação e colaborar no processo de tria­gem feito pelas coo­pe­ra­ti­vas. A proposta foi elaborada no contexto do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) e segue na mesma linha do Plano Na­cio­nal de Re­sí­duos Sólidos (PNRS), que reú­ ne so­cie­da­de, empresas, prefeituras e governos estaduais e federal para con­tri­buí­rem na gestão de re­sí­duos do País. Dezoito meses depois da assinatura dessa proposta, cuja adesão é feita vo­lun­ta­r ia­men­te, a Abre contabilizou mais de 20 grandes empresas, entre elas Sadia, Nestlé e Lacta, que abraçaram a causa e incorporaram as orien­ta­ções previstas no pacto se­to­r ial. Ao todo, foram 1.020 produtos disponibilizados no mercado com a simbologia técnica. CICLO DE RECICLAGEM

PADRONIZAÇÃO DA SIMBOLOGIA

Em novembro de 2011, a Abre firmou um pacto se­to­r ial com o Ministério do Meio Am­ bien­te no qual prevê a inclusão do símbolo do

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Apesar de terem propósitos semelhantes, a rotulagem am­bien­t al e a simbologia técnica de identificação de materiais são ferramentas distintas: enquanto a primeira é uma comunicação direta com o consumidor, tendo a função


de estimular o seu interesse em produtos com menor impacto am­bien­t al, a segunda auxilia na identificação do ma­te­r ial para que as coo­pe­ ra­ti­vas possam separá-lo com mais facilidade. Essas diferenças, no entanto, não ex­c luem o papel so­cioam­bien­tal de ambas as ini­cia­ti­vas. “É possível usar as embalagens como ferramen­ tas de educação am­bien­tal, ensinando a fazer o descarte correto dos re­s í­duos”, afir­ mou a diretora exe­ cutiva da Abre, Lu­cia­ na Pellegrino, durante aud iênc ia rea ­l i­z a­d a em maio com a minis­ tra Izabella Teixeira, do Ministério do Meio Am­ bien­te, quando a as­so­cia­ ção apresentou o relató­ rio de cumprimento de metas previstas no pacto

se­to­r ial. Sidney Anversa Victor comparti­ lha dessa visão. “Hoje, a rotulagem am­bien­ tal de embalagens tem desempenhado um papel importante de comunicar à so­c ie­d a­ de os ganhos em efi­c iên­c ia am­bien­t al de um produto. Além disso, quando rea­li­za­da de modo transparente, permite ao consu­ midor optar por produtos que advenham de processos ori­g i­na­ ria­men­t e certifi­ cados com menor impacto am­bien­tal, como no caso dos se­ los FSC e SoyInk, que con­t ri­b uem não só com a preservação do meio am­bien­te, mas também com a repu­ tação da empresa no mercado”. E, de fato, a posição do empre­ sário pode ser verifi­ cada em muitas em­ presas do mercado, uma vez que a ini­cia­ ti­va privada está cada vez mais articulada na busca de soluções inteligentes que pos­ sam conter os impac­ tos ambientais.

Por dentro da rotulagem am­bien­tal

Atenta à necessidade de normali­ zar a relação entre produtos e con­ sumidores, ou relações business to business (B2B ), a In­ter­na­tio­nal Or­ ga­ni­za­tion for Stan­dar­di­za­tion (ISO ) criou a série de normas 14020 , que, além de descrever os prin­cí­pios ge­ rais (através da ISO 14020:2000 e da ABNT NBR ISO 14020:2002 ), regula­ menta o desenvolvimento e uso dos rótulos e declarações ambientais em três tipos: ◆◆ ◆◆

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Rotulagem am­bien­tal do Tipo I Autodeclarações ambientais (Rotulagem do Tipo II) Declarações ambientais do Tipo III.

As declarações ambientais po­ dem ser feitas através de textos, símbolos ou gráficos impressos no produto ou rótulo da embalagem. Os boletins técnicos, campanhas pu­bli­ci­tá­rias e mí­dias digital e ele­ trônica também são opções para a aplicação dessa metodologia. Fonte: Diretrizes de rotulagem ambiental para embalagens (Abre, maio de 2012)

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SUSTENTABILIDADE

Plano de Gerenciamento de Resíduos

Saiba como estruturar um sistema de gestão de resíduos, requisito essencial aos empresários gráficos que buscam a excelência operacional estendida aos aspectos da sustentabilidade. Este caderno foi impresso em papel reciclado Eco Millennium 90 g/m², produzido pela Bignardi Papéis

Texto: Ada Caperuto

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esta edição, a Revista Abigraf dá con­ tinuidade ao tema da gestão am­bien­ tal na indústria gráfica, apresentando o Plano de Ge­ren­cia­men­to de Re­sí­duos (PGR). O Ma­nual de ge­ren­cia­men­to de re­sí­duos – guia de procedimento passo a passo, publicado em 2006 pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Em­ presas no Estado do Rio de Janeiro (SebraeRJ) e pela Federação das In­dús­t rias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), apresenta o passo a passo para implantação do PGR para qualquer segmento in­dus­trial, incluindo o gráfico. A implantação do PGR deverá seguir três passos distintos. No primeiro deles, o planeja­ mento, são definidos os aspectos ambientais, conhecidos os requerimentos legais e estabe­ lecidos os objetivos e metas. O segundo pas­ so, o da implementação e operação, inclui o desenho da estrutura e atribuição das respon­ sabilidades; o treinamento, cons­cien­t i­za­ção e definição de com­pe­tên­cias; o manuseio e acon­ di­cio­na­men­to (dos re­sí­duos); o pré-​­tratamento e a destinação final destes; a documentação do PGR e o controle ope­ra­cio­nal. O terceiro, a verificação e ações corretivas, com­preen­de o monitoramento e medições; ava­lia­ção de não conformidades e ações preventivas e correti­ vas; registros e auditoria do PGR . Há, ainda, um quarto passo, que considera a revisão da gestão para fins de melhoria contínua. 1-º PASSO, O PLANEJAMENTO

Na fase de planejamento do PGR , será neces­ sário, antes de tudo, levantar os aspectos am­ bientais, ou seja, conhecer os re­sí­duos. Para a identificação das fontes de geração de re­sí­duos,

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faz-se necessário percorrer os processos da em­ presa, pois estes podem ser originados em ou­ tras á­­ reas da empresa, e não apenas no processo in­dus­trial pro­pria­men­te dito. Na fase seguinte, da classificação, utilizase a tipificação já citada na edição an­te­r ior (de acordo com a NBR 10.004), com o objetivo de definir a periculosidade dos re­sí­duos. É tam­ bém rea­li­z a­d a a quantificação, ou seja, a de­ terminação da quantidade de cada resíduo ge­ rado. Isso é fundamental para a definição das formas de transporte e armazenamento, assim como para a análise financeira do tratamento e da destinação final. O reconhecimentos dos requerimentos le­ gais é a fase seguinte a ser considerada no pla­ nejamento do PGR . Portanto, é necessário co­ nhecer detalhadamente todos os requerimentos legais e outros (por exemplo, exi­gên­c ias do clien­te) aos quais o plano estará subordinado. Por fim, é preciso considerar que o PGR , como qualquer plano de gestão, deverá apresen­ tar objetivos e metas. Os objetivos são di­re­cio­ na­men­tos gerais aos quais o plano deverá estar vinculado, enquanto as metas devem ser numé­ ricas e temporais. Para que o PGR seja capaz de otimizar as oportunidades vinculadas ao cor­ reto ge­ren­cia­men­to de re­sí­duos e reduzir os ris­ cos as­so­cia­dos às atividades que o compõem, é importante que ele seja fundamentado na teo­ ria dos 3Rs. Esta tendência mun­d ial que clas­ sifica as formas de gestão de re­sí­duos e prio­r i­ za a redução da geração na fonte, seguida dos outros dois Rs (reutilização e reciclagem), pode vir a ser o principal objetivo do PGR . Na próxi­ ma edição, a Revista Abigraf tratará dos demais passos para a correta execução de um PGR .


A INDÚSTRIA GRÁFICA ESTÁ

CADA VEZ MAIS VERDE

A ABTG Certificadora acredita em um futuro mais sustentável para a indústria gráfica. Por este motivo, acabamos de lançar o Selo de Qualidade Ambiental ABTG Certificadora, um símbolo de diferenciação e reconhecimento às empresas cujas práticas contribuem para a preservação do meio ambiente e melhor qualidade de vida desta e das gerações futuras.

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HISTÓRIA VIVA

Foto: Álvaro Motta

Caetano Labbate não teve muitas oportunidades na vida, mas as que estiveram ao alcance de suas mãos foram prontamente agarradas. Filho mais velho do casal de imigrantes italianos Labbate Caetano e Santa Juliani Labbate, lutou muito para vencer como empresário e destacar‑se na comunidade onde nasceu e vive até hoje, centrada no bairro do Brás, na capital paulista. Tânia Galluzzi

A

 Á rea de acabamento da Gráfica São Vito em 1976

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Caetano Labbate Nas ruas do Brás

os sete anos, nos idos de 1938, Cae­ ta­no Labbate começou a ajudar o pai no sustento da casa e de seus sete irmãos entregando jornais nas ruas do centro. Em 1941, proibido de tra­ balhar pela lei então promulgada por Getúlio Vargas por ter menos de 14 anos, começou a ca­ tar pa­péis pelas ruas da cidade. Com a ajuda do

zelador do prédio do antigo Departamento de Trabalho montou sua caixa de engraxate, aten­ dendo às figuras que passavam pelo Parque D. Pedro II e pelo Mercado Municipal. Três anos depois conseguiu sair das ruas, pisando pela primeira vez em uma gráfica. Um amigo da família arranjou-​­lhe uma colo­ cação como entregador em uma pequena tipo­ grafia, a Mingardo. Era pouco. Cae­t a­no que­ ria muito aprender um ofício e mesmo sem estudo tornou-se impressor minervista, blo­ quista e tipógrafo. E foi aí, lidando com os ve­ lhos tipos, que aprendeu a ler e escrever. Aos 17 anos e muitas horas extras chegou à fun­ ção de mestre. Hora extra por hora extra, en­ xergou uma chance de independência em uma tipografia praticamente desativada em Pinhei­ ros, a M.I. Mello. Começou a colocar as máqui­ nas para fun­c io­nar à noite até que, em julho de 1949, com serviço su­f i­c ien­te para ocupá-​ ­las também durante o dia, pediu demissão da Mingardo. Por três anos tocou sozinho a pro­ dução, quando o pro­prie­tá­r io decidiu vender-​ ­l he todos os equipamentos. Levou tudo para o bairro do Brás, perto de sua casa, e num espaço de 32 metros quadrados montou sua oficina, a


Gráfica São Vito. Em 1954 seu irmão Nicola foi ajudá-lo; dois anos depois foi a vez de seu pai, e em 1958 mudou-se para um armazém, onde pôde acomodar mais equipamentos.

Nas décadas seguintes a gráfica atravessou um pe­r ío­do de expansão, ocupou novos espaços, sempre no Brás, alcançando quase 80 fun­cio­ ná­r ios. Além dos impressos comerciais das em­ presas instaladas na inquieta zona ce­rea­lis­ta, por 17 anos a São Vito cuidou da impressão dos carnês do Baú da Felicidade. Em 1977, Cae­ta­no e Nicola, só­cios desde 1961, decidiram adotar uma nova estratégia, partindo para o comércio de pa­péis para impressão, formando a São Vito Indústria e Comércio de Pa­péis. O negócio pros­ perou e aproximou Cae­ta­no das questões rele­ vantes ao setor. Primeiro, da As­so­c ia­ç ão Na­ cio­nal dos Profissionais de Venda em Celulose, Papel e Derivados (Anave), da qual foi presiden­ te entre 1988 e 1990. Depois, do Sindicato Na­ cio­nal do Comércio Atacadista de Pa­péis e Pa­ pelão de São Paulo (Sinapel), que liderou entre 1992 e 1995. Mesmo antes de sua contribui­ ção como dirigente de classe, sua preo­cu­pa­ção em dar oportunidade e formar jovens profissio­ nais já havia lhe rendido o título de Personali­ dade Brasileira, outorgado pelo Instituto Bra­ sileiro de Administração e Desenvolvimento Edu­ca­cio­nal (Ibade), em 1981. Cae­t a­no conta com orgulho que ao lon­ go de sua vida como empresário — em 1996 a so­cie­d a­de com o irmão, que montou a Labate Pa­péis, foi desfeita — teve 612 fun­cio­ná­r ios e nenhuma ação trabalhista. “Sempre fui mui­ to rígido, gosto de limpeza, de organização, mas sempre soube respeitar os fun­cio­ná­r ios. Formei mais de 300 jovens”. Esse senso de amparo Cae­ta­no levou tam­ bém para a As­so­c ia­ç ão Beneficente São Vito Mártir, ligada à Igreja de São Vito, no coração do Brás, que frequenta desde crian­ça. No gal­ pão onde acon­te­ciam as partidas de futebol da comunidade, Cae­ta­no ajudou a erguer a creche que hoje recebe mais de 100 crian­ças, manten­ do-se atuan­te e envolvido, sobretudo nos finais de semana de maio a julho, quando acontece a tra­d i­cio­nal Festa de São Vito. Os anos 2000 não foram favoráveis aos ne­ gó­c ios para Cae­t a­no, que paulatinamente foi reduzindo a empresa e concentrando-se ape­ nas no corte de papel. Aos 82 anos Cae­ta­no re­ siste à ideia da aposentadoria, que pode vir de

Fotos: Arquivo pessoal

MUDANÇA DE RUMO

 Caetano (E) e o irmão Nicola inauguram as novas instalações da Gráfica São Vito, à Rua Sampaio Moreira, 200, no bairro do Brás, em 11 de janeiro de 1972  No Maksoud Plaza Hotel, em São Paulo, Caetano Labbate, como presidente da Associação Nacional dos Profissionais de Venda em Celulose, Papel e Derivados (Anave), discursa durante o 18 -º Fórum de Análise Anave, 1993

forma quase compulsória com a recente taxação do serviço de corte de papel, sobre a qual desde março deste ano incide o IPI. Se isso ocorrer, ele terá então mais tempo para dedicar-se ao tra­ balho voluntário e aos oito netos e duas bisne­ tas gêmeas, filhos de Rita de Cassia, Rosana e Cae­ta­no Labbate Ju­nior, frutos de sua u ­ nião com Aparecida de Camargo Labbate.

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REPRESENTANTE

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Serviço é o foco da Groupwork

esde agosto do ano passado a Manroland Web Systems é representada com exclusividade no Brasil pela Group­work. Para os clien­tes nada mudou. A equipe que os atendia antes do processo de insolvência da fabricante alemã e pos­te­r ior compra da divisão de rotativas pela fundação Possehl manteve-se praticamente a mesma. Já a estratégia de atua­ção inverteu-se. Os esforços concentram-se não mais na venda de equipamentos, e sim na prestação de serviço. “A venda de uma máquina é consequência do nosso trabalho”, afirma Ricardo Raimundo, diretor de serviços e sócio de Franz von Assistência Fürstenberg — amtécnica, análise bos ex-​­ d iretores de desempenho, e xec ut ivos d a terceirização do Manroland do controle da produção. Brasil — na A Groupwork, representante Group­work. da Manroland Web A mudanSystems, concentra-se ça se ajusta aos nas atuais novos contornos do mercado gráfico. necessidades do Rea­lis­tas, ambos afirmercado gráfico. mam que hoje as empresas estão muito mais interessadas em obter melhores resultados com os equipamentos que pos­suem do que em desembolsar altas quantias para comprar uma nova rotativa. “Quan­do você sabe que não poderá trocar seu carro nos próximos dois anos, o que você faz? Capricha na manutenção. É o que o gráfico está fazendo”, diz Ricardo Raimundo, que atua no pós-​ ­venda da Manroland há 20 anos, desde o tempo em que a marca era representada pela Intergrafica. A Group­work assumiu todos os contratos de manutenção da Manroland Web Systems no Brasil. A empresa não pertence à Manroland, mas possuiu uma relação con­tra­tual de parceria que lhe permi70 te usar a marca. Tal compromisso, somado REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

às oportunidades vislumbradas no País, justificaram a vinda do presidente ao Brasil. Eckhard Hörner-​ ­Marass, que assumiu o cargo em setembro de 2012, esteve por aqui no início de abril. Em três dias ele visitou 12 clien­tes e, de acordo com Ricardo Raimundo, ficou im­pres­s io­n a­do com a qualidade alcançada pela indústria na­cio­nal. FOCO NA OTIMIZAÇÃO

O objetivo da Group­work é justamente tornar as gráficas cada vez mais efi­cien­tes. “Estamos sendo chamados para fazer verdadeiras au- (E/D): Franz von Fürstenberg e Ricardo Raimundo diretores da Groupwork ditorias nos equipamentos, visando a uma work foram a Megtec, em função da necesmelhoria de desempenho. Isso não se li- sidade da indústria gráfica de atender as mita à manutenção: inclui a implantação questões ambientais, e a GWS, im­pul­sio­ de dispositivos eletrônicos e sistemas que na­da pela demanda por máquinas usadas. dão um upgrade na máquina, tornando-a Franz e Ricardo veem boas perspectivas mais produtiva”. também para a área de consumíveis, aposAlinhada com essa estratégia está a tando nos produtos Westland e Weilburger. cesta de representadas da Group­w ork. “Por trabalharmos com máquinas rotativas, Além da Manroland e suas impressoras nossos clien­tes são empresas de grande poroffset rotativas comerciais e para jornais te. Agora temos a oportunidade de atingir a estão os sistemas de controle de polui- pequena e a média gráfica”, comenta Franz. ção, secadores e porta-​­bobinas da fran- Ele não descarta ainda a possibilidade de co-​­americana Megtec, as ro­la­r ias de alto am­pliar o rol de representadas. Um camidesempenho da alemã Westland, os siste- nho natural é a inclusão da impressão digimas de automação de acabamento gráfico tal na esteira do acordo da Manroland com da também alemã Palamides, os sistemas a Océ. Outra ideia é a terceirização do conde lavagem automática da ita­lia­na Elettra, trole da produção, aproveitando os bons reos vernizes da alemã Weilburger, as rotati- sultados obtidos com a manutenção de um vas de jornais da in­d ia­na Yash Graphics e técnico em tempo integral em um de seus as impressoras rotativas seminovas prepa- clien­tes fora de São Paulo, medida que proradas pela holandesa GWS. A meta é po­si­ vocou queda de 60% no número de paradas cio­nar-se como uma empresa de soluções, não programadas da rotativa. atendendo as gráficas independente do & GROUPWORK timbre que carregam suas impressoras. Tel. (11) 3500-​­4411 Dentre as representações, os destaques www.groupwork.eu nos primeiros meses de operação da Group­


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MEMÓRIA

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Um jornalista que fez história

oram sessenta e cinco anos dedicados ao jor­ Mesquita, um dos primeiros jornalistas do Estadão, nalismo de um dos mais antigos e respeitados que pos­te­r ior­men­te virou pro­prie­tá­r io do jornal. Pas­ grupos editoriais do País, o Estado de S. Pau­ sou boa parte da juventude em Portugal, para onde a lo S/A , e uma vida inteira dedicada à informação e família se mudou após o envolvimento de seu pai, Jú­ ao respeito à ética. Aos 88 anos, um dos autores de lio de Mesquita Filho, na Revolução Cons­t i­t u­c io­na­ muitas linhas da história do jornalismo brasileiro, lis­ta de 1932. De volta ao Brasil, ele estudou Direito Ruy Mesquita faleceu em 21 de maio, na cidade onde por três anos, mas não se formou. Cursou a Faculda­ nasceu, São Paulo. de de Filosofia, Ciên­cias e Letras da Universidade de O “Dr. Ruy”, como era chamado por fun­cio­ná­r ios São Paulo (USP), mas acabou se tornando um jorna­ do Grupo Estado, foi, antes de tudo, um jornalista, lista. Em 1948, começou a trabalhar como repórter, autor de editoriais e reportagens avançando etapa a etapa na profis­ que marcaram época. Embora seus são. Diretor de redação do JT desde jornais tenham se tornado ícones 1966, ele deixou a publicação (en­ da resistência à censura impos­ cerrada no ano passado) e passou a ocupar o mesmo cargo no Estadão ta aos meios de comunicação no em 1996. Sempre teve o hábito de pe­r ío­do de regime militar, é bem cuidar pes­soal­men­te dos editoriais verdade que a família Mesquita do jornal e frequentemente troca­ ­apoiou, em um primeiro momen­ to, o golpe de estado que depôs o va ideias com os chefes de redação e presidente João Goulart em 1964. repórteres mais antigos. E assim foi A postura adotada em nome da de­ até a véspera de sua internação. mocracia logo foi revista pelos do­ A morte do Dr. Ruy marca o fim de uma era para o jornalismo im­ nos do jornal, que passaram para o lado oposto, da crítica. presso, que hoje se vê disputando espaço com plataformas eletrônicas Ex­poen­te mais conhecido de tal de no­tí­cias. Estas últimas não eram atitude é a substituição das repor­ muito apre­cia­das pelo velho editor, tagens cortadas pelos censores por como deixou claro em entrevista poe­mas de Camões e receitas cu­li­ dada ao programa Roda Viva (TV ná­r ias. A ideia foi do próprio Ruy Mesquita, com o intuito de chamar Cultura), em 2006: “Não é que não Eterno defensor da liberdade a atenção dos leitores para o que sou en­t u­sias­t a da mídia eletrôni­ ocorria na redação. Não apenas por de expressão, Ruy Mesquita, ca ( . . .) Eu vejo com grande apreen­ isto, “Dr. Ruy” acabou se tornando ou “Dr. Ruy”, ajudou a escrever são, porque o fenômeno de crise de figura respeitada por boa parte dos a história do País no comando jornal aqui é mais agudo, mas exis­ jornalistas que com­ba­t iam o regi­ de um dos mais antigos jornais te no mundo inteiro, nos Estados me militar — afinal, o patrão tenta­ brasileiros, O Estado de S. Paulo. Unidos a tendência é de diminuir as tiragens dos grandes jornais”. va protegê-​­los dos repressores, não permitindo que os censores soubessem os nomes dos Dr. Ruy, um defensor da liberdade, da democra­ repórteres que tinham escrito os textos. A censura cia e da livre-​­ini­cia­t i­va, que teve participação ativa prévia aos meios de comunicação foi suspensa no Bra­ em momentos importantes da história do Brasil e sil apenas em 1975, quando o Estadão fez cem anos e da América Latina, deixa muitas his­tó­r ias, deixa seu quando seu “filhote”, cria do Dr. Ruy, o Jornal da Tarde, nome gravado na memória do jornalismo brasileiro e deixa saudades na esposa Laura Maria Sampaio Lara completava apenas nove anos de existência. Ruy era paulistano de nascimento. Veio ao mun­ Mesquita, nos filhos Ruy, Fernão, Rodrigo e João, e do em 16 de abril de 1925, como neto de Julio de nos 12 netos e um bisneto.

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MEMÓRIA

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Roberto Civita, um editor

o dia 26 de maio a imprensa brasileira per­ parques gráficos. O grupo mantém ainda a Fundação deu um de seus mais ilustres representantes. Victor Civita, organização sem fins lucrativos que atua Faleceu em São Paulo, aos 76 anos, o empre­ por me­l ho­r ias na área da educação. sário Roberto Civita, filho de Victor Civita, fundador do Grupo Abril. Desde o Carnaval, quando passou por CONCRETIZAÇÃO DE UM PROJETO DE VIDA intervenção cirúrgica para corrigir um aneurisma ab­ Nascido em Milão e naturalizado brasileiro, Roberto dominal, ele vinha apresentando sucessivas pio­ras clí­ Civita morou em Nova York de 1939 a 1949. Diplo­ nicas e não resistiu. Presidente do Conselho de Ad­ mou-se em jornalismo e economia na Universidade ministração e diretor edi­to­r ial do da Pensilvânia e estagiou na edi­ Grupo Abril, Civita foi o respon­ tora Time Inc., que controlava as sável pela diversificação dos ne­gó­ revistas Time, Life e Sports Illustracios da editora cria­da por seu pai. ted. Quan­do voltou para São Pau­ Há pelo menos 20 anos, eram dele lo, respondeu à pergunta do pai, as decisões máximas de um con­ sobre o que desejava fazer na vida: glomerado de comunicação que, “Que­ro fazer uma revista de infor­ sob sua gestão, passou a publicar mação semanal, como a Time, uma con­teú­do e serviços online, a­ tuar revista de ne­gó­cios como a Fortuem TV segmentada, comércio ele­ ne e uma revista como a Playboy”. trônico e na área de educação (li­ Foi exatamente isso que fez. E, as­ vros didáticos e sistemas de ensi­ sim, se tornou um editor — como no) — a Abril Educação, da qual era preferia ser chamado. também presidente do conselho. Roberto Civita também fazia Apenas no ramo edi­t o­r ial o parte do Conselho Su­pe­r ior do Ins­ Grupo abrange mais de 50 títu­ tituto Verificador de Circulação los de publicações, entre elas algu­ (IVC) e do Conselho Deliberativo mas das mais destacadas da mídia da Escola Su­pe­r ior de Propagan­ brasileira, como as revistas Exada e Mar­ke­ting (ESPM). Em 2010, me, Qua­tro Rodas, Playboy, Claudia idealizou o IAEJ (Instituto de Al­ e, claro, Veja, a maior revista se­ tos Estudos em Jornalismo), cria­ Somente a iniciativa de criar manal do País com circulação de do com o objetivo de fomentar pro­ uma revista com o porte da mais de um milhão de exempla­ jetos e ini­cia­ti­vas educacionais de res, que foi idea­li­z a­d a pelo pró­ Veja já tornaria o empresário da estudos em jornalismo, sempre prio Roberto Civita. Somados to­ comunicação alguém digno de em parceria com instituições es­ dos os títulos, são vendidos cerca ser relembrado com o máximo pe­cia­l i­za­das e reconhecidas. Tam­ respeito. Roberto Civita fez de 200 milhões de exemplares de bém era membro da B ­ oard of Go­ revistas ao ano, sendo mais de qua­ vernors do Lauder Institute, da muito mais do que isso: ele tro milhões de assinaturas e quase Wharton Advisory ­Board, da Câ­ mudou os rumos do Grupo 30 milhões de leitores. Abril, transformando-o no mais mara de Mantenedores do Institu­ Após 23 anos à frente do gru­ to Millenium e da ­Board of Visitors importante conglomerado de po, o empresário conseguiu fazer comunicação da América Latina. da Columbia University Gra­dua­te a receita líquida da Editora Abril ­School of Journalism. chegar a R$ 2,975 bilhões em 2012, conforme o últi­ Roberto Civita era casado com Maria Antonia e mo balanço divulgado (informações de O Estado de S. pai de Gian­car­lo Civita — vice-​­presidente da Abril­ Paulo). Atual­men­te, o conglomerado está representa­ par (holding da família Civita que controla a Abril do pela Abril S.A. (da qual faz parte a Editora Abril e S/A e a Abril Educação S/A) —, de Victor Civita Neto e a Abril Educação), a MTV, a Elemídia, a Editora Ática, Roberta Civita, estes últimos, filhos de seu primeiro o Sistema Anglo de Ensino, a Casa Cor e importantes casamento, além de avô de seis netos.

75 maio /junho 2013  REVISTA ABIGR AF


go Thomas Rodri Fotografias de

ças embalagens, pe Revistas, livros, grandes sinalização são os promocionais e co. o de design gráfi temas de um curs bi um or Anhembi M Na Universidade por ional é realizada ss a formacão profi AMORIM ar lin es SSIH, ANDREIA A. etos interdiscip de ALICE ABDUL MA , GUILHERME MONTEIRO rso Cu meio de seis proj de ão o lus sã nc lu Conc lho de Co OS FRANCO um Trabalho de Garagem = Traba , ANDREIA FELIPE, DIEGO A. PARANH UZ CARVALHO, THAIS SILVA VALOTO. semestrais e de VICENTE o TAYRINE CR O, ad EIR rm RD fo CO o, an RIN SA ção de um BALDIN, KEILA CA de Curso de dura sign gráfico. de e sa ui sq pe por projetos de que foi uma seleção do Aqui mostramos o do curso 12. A coordenaçã produzido em 20 entre os sé Neto Farias e de design é de Jo nise Roma, o Tadeu Costa, De tã es s re so es of pr u, Gisela Bel, Luciano de Abre Claudio Gusmão t e outros. s, Gilberto Mario luzo, Laerte Luca

S, MAIRA ARANHA

de LUCAS FARIA Conclusão de Curso USA. Olé = Trabalho de GUEDES, THAMIRES CASTRO DE SO NNA SARA HA

GAMA DOS os de DANIELE A.

SANTOS,

de livr ME S. SANTOS, Acorde = Coleção RCIANO, GUILHER

E MA VA. FELIPE HENRIQU XIMILIANO DA SIL NADI, RENAN MA DO A. RIE RJO MA

A revista

Hares = nclusão Co de lho ba Tra de Curso de

ICA, FELIPE MAROST LOURENÇO, FELIPE BRECHUCA CONCEIÇÃO, GUILHERME G. DA CHINEN, LUCAS HAYASHI CAMARGO. ME ER ILH GU IZ LU

Aurora = Curso de de ão lus nc Co de Trabalho A, CAMILA DE SOUZ

Gráfica

#83/84

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tásticos saiu com os fan e FranRostos, de Jean caricatuçois Robert; as Bosco; ras (acima) de J. uto Lacaz. e o design de G

RNASCIALI, GABRIELA C. CA , JESSICA MENDES O LULA, LL ME DE S. E LUIZ HENRIQU HO KNOK. MARINA CARVAL

DANGELO,


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r de AMANDA DE SO LO, r = Interdisciplina rro Ho do os TRONI, DAVID ME sic Clás VIEIRA BRUNA PE ANA CLAUDIA IA. KENNEDY GARC ITALO BARROS,

SCEN,

inar de ANA SEBE aes = Interdiscipl Vinicius de Mor TAS BASTIDA, LUIS SEVILIO,

JONA A BRASIL. FELIPE MANDU, SALES, THAUAN O, THAIS HELENA PATRICIA DURÃ

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DA ROCHA COND

de ALINE = Interdisciplinar A, CAROLINE PAZ VIEIRA, Pedro Bandeira UMI MORINAG CAROLINE AY GIANASI. TORESIN, VANESSA MARCO AURELIO

Rodrigo Th Fotografias de

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SILVA SOUZA,

RO DE SOUZA,

rso de ALVA de Conclusão de Cu E MENEZES, Gravatá = Trabalho CHADO DOS SANTOS, BRUNO ATAÍD DE FREITAS.

BRUNO MA TO VALLADÃO S MARIOTO, RENA MARCELA VARE

CAIO CESAR DA Interdisciplinar de S KOBAYASHI, Glauber Rocha = S DE ANDRADE HANNUD, KYN NUNE DE VASSIMON. NICHOLA , VICTOR F. LUZ

ISEN NARCISO

PEDRO FRISCHE

77 maio /junho 2013  REVISTA ABIGR AF


Marcelo Lopes re cebe

Convite para o Ag raz Restaurante

no A’Design Awar d e te

m mais cinco trab alhos laureados na Itá lia

o primeiro prêm io

Cinco trabalhos do designer foram escolhidos pelo ju ri do A’ Design Aw ard Design & Competitions, pr êmio italiano realiz ado anualmente que de staca os melhores projetos e conceitos criativ os de design mundi al em mais de 50 categorias. M arcelo arrebatou um prêmio Platinum, dois Gol d e dois Silver, sempre na categori a A’ Design Award at Graphics and Advertising D esign. A premiação acon teceu em Como, It ália, no dia 14 de abril e as pe ças e campanhas pr emiadas fizeram parte de um a exposição no MOO D Museum of Outstanding Des ign, de 15 a 27 de abril.

À esquerda, acim a Gold Award O projeto para o Amaranto Restau rante dos hotéis Caesar Business foi premiado com o Golden Award, na subcategoria Campanha Institu cional, criada para unidades no Bras il, Argentina e Ch ile. À esquerda, no ce ntro Gold Award Catálogo “Emar Ba talha - 10 Anos de Design”. “O catálogo com emorando os 10 anos de design da joalheira Emar Batalha apresent a uma visão contemporânea que engloba pedr as, design e joalheria. A criaç ão inclui a visão pe rene da arte. Em 50 anos ou m ais, o livro irá exist ir como prova da arte e do desig n criado no início do século XXI. O livro e sua caixa de madeira estarã o em perfeito estado“, explica Lo pes. À esquerda, emba ixo e no topo da página. Platinum Award Projeto para o Ag raz Restaurante dos hotéis Caesar Park, venc edor do prêmio Pl atinum, na subcategoria Design Corporat ivo.

78 REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013


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Zumbis: Criaturas das Trevas

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s zumbis estão de vol­ ta, saltando dos ce­mi­té­ rios para as telas de ci­ nema e TV e, claro, para os quadrinhos. Além dos vam­ piros, monstros, lobisomens e mú­m ias, agora o momento é dos zumbis. O fato recente que desencadeou essa fase foi o su­ cesso da história em quadri­ nhos The Walking Dead, escrita por Robert Kirkman, desenha­ da por Charlie Adlard e Tony Moo­re. Essa cria­ção deu origem à série de televisão de maior sucesso dos tempos recentes. Esta nova fase dos quadrinhos é uma continuidade do pe­r ío­ do da EC Comics, perseguida e banida nos tempos do ma­ carthismo, nos States. Depois, a Warren em formato prestí­ gio consagrou novo momento de reconhecimento.

ZUMBIS E OUTRAS CRIATURAS DAS TREVAS Editora Kalaco Formato: 18,5 × 27,5 cm 240 páginas (PB) (apresentado em duas versões de capa)

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Álvaro de Moya é autor do livro Vapt-Vupt. REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

Agora, na sua importan­ te missão de sempre apoiar os quadrinhos nacionais, Fran­ co de Rosa lança uma edição es­p e­c ial de his­t ó­r ias clássi­ cas rea­li­z a­d as no nosso país, como as de Julio Shimamo­ to na primeira versão de Drá­ cula em 1957, Toni Rodrigues com O Ogro e Mike Deo­d a­to

Jr. com Licantropus e a versão do clássico do rock Bark at the Moon, do mestre inesquecível Jayme Cortez. Os autores atuais desta edi­ ção, consagrando a continuida­ de da fase brasileira de O Terror Negro, são do primeiro time: Gian Danton, Gustavo Macha­ do, Novais, Moretti, Mozart Couto, Alexandre Jubran, Sea­ bra, o grande Eugenio Colonne­ se, entre outros, e o próprio edi­ tor Franco de Rosa. Leia o livro e prepare-se para uma noite de insônia . . . ou pesadelos!


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Papel térmico é o foco da Oji

Fotos: Carlos Mendes

A produção da fabricante japonesa na sua planta industrial em Piracicaba (SP) deve atingir 60 mil toneladas em 2014.

Gilberto Julio Piat­to, presidente da OPE

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m setembro deste ano a Oji Pa­péis Especiais (OPE) completará dois anos. Ela nasceu da venda da fábrica de pa­péis especiais em Piracicaba, in­te­r ior de São Paulo, pela Fibria, para a Oji Holdings. O grupo já atua­va no Brasil através da Cenibra, controlada pela holding Japan Brazil Paper and Pulp Resources Development (JBP), formada por vá­r ias empresas japonesas, entre elas a Oji Paper. De lá para cá a unidade deixou de ser apenas uma planta fabril para transformar-se em uma empresa completa na produção de pa­péis térmicos, segmento em que detém a liderança no Brasil, com aproximadamente 80% de participação. A OPE mantém ainda a produção de pa­péis autocopiativos, da qual é líder na América Latina, exportando 50% de sua produção, e de papel couché revestido em uma face, utilizado sobretudo no segmento de autoadesivos. “Nosso plano ­atual será manter os nossos volumes de autocopiativos e couché e expandir con­ti­nua­men­te a produção de pa­péis térmicos. Na linha de imprimir e escrever produzimos o volume necessário para complementar a capacidade de nossas máquinas, com cerca de 15 a 20 mil toneladas/ano”, afirma Gilberto Julio Piat­to, presidente da OPE. De acordo com Kleber Soa­res Peron, coor­de­ na­dor de mar­ke­ting da OPE, atual­men­te o consumo de pa­péis térmicos no Brasil gira em torno de 65 mil toneladas ao ano. Eles estão nas bobinas de ponto de venda, gerando cupons fiscais, não fiscais e comprovantes de cartão de crédito, nos comprovantes ban­cá­r ios, nas etiquetas autoadesivas, nos tíquetes em geral, nos bilhetes de loteria, entre outros usos. Novas aplicações estão sendo testadas e implementadas, como em contas de água e luz. “O pro­f is­sio­nal que faz a leitura já emite a conta na hora e entrega para o morador, eliminando etapas”, explica

Kleber Peron. Outra área em que o papel térmico vem crescendo é a de tíquetes de es­ta­cio­ na­men­to. O mercado mun­d ial de papel térmico é estimado em 1,3 milhão de toneladas/ano e nos Estados Unidos o consumo está na faixa de 350 mil toneladas anuais. Hoje todo o papel térmico produzido em Piracicaba destina-se ao mercado interno, porém a intenção é atender outros paí­ses da América do Sul à medida que a capacidade produtiva se expanda. Os planos da empresa miram atingir a capacidade de 100 mil toneladas/ano nos próximos 10 anos. Na época da aquisição, Tomoo Edagawa, presidente do conselho administrativo da Oji Pa­péis Especiais, afirmou: “Com a aquisição da fábrica de Piracicaba, a Oji Holdings tornou-se detentora da maior capacidade de produção de papel térmico do mundo. Mas a OPE tem importância estratégica para a Oji HD, possibilitando a expansão para novos ne­gó­cios no Brasil, com o objetivo de se aproximar de outros mercados”.

60 anos A fábrica de Piracicaba iniciou suas operações em 1953, produzindo papel a partir da celulose de bagaço de cana-de-​­açúcar. Com seu desenvolvimento, conquistou a posição de líder na­cio­nal e latino-​­americana do setor de pa­péis especiais (térmicos e autocopiativos) e é pioneira na fabricação de couché on machine. Atual­men­te sua capacidade produtiva é de 123 mil toneladas/ano e na unidade trabalham 530 profissionais.

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Na Lata

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F OTOG R A F I A

Renato Stockler e Bruno Miranda comandam a Na Lata, agência fotográfica que mistura as linguagens documental e publicitária para criar narrações verdadeiras. Tânia Galluzzi

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Contadores de histórias 1 ( página dupla anterior) Ensaio “Cardoso – Mergulho” 2 ( página dupla anterior) Terminal Caju, Porto do Rio de Janeiro 3 ( página dupla anterior) Mina Conceição, Itabira, Minas Gerais 4 ( página dupla anterior) Identidade Visual, Silva Realizações. Parceria com a Fábrica de Ideias Brasileiras 5 ( página dupla anterior) Ensaio “Cardoso – Sob teus olhos fechados” 6 Terminal Caju, Porto Rio de Janeiro 7 Paris, França 8 Terminal T-37, Porto de Santos, SP

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base é o fotojornalismo. Na lida diá­r ia da cidade, o clique rápido, o olhar preciso, a sensibilidade para apri­sio­nar a essência do fato em um único quadro. Não há tem­ po a perder, embora o cuidado no trato de temas humanos exija com­preen­são e envolvimento. Com essa pegada Renato Stockler e Bruno Miranda tocam a Na Lata, agência de produ­ ção de con­teú­do fotográfico cria­da por eles em 2007. Em seis anos o projeto evoluiu, em breve agregará a produção em vídeo, mas a meta ini­ cial se mantém: c­ riar e contar his­tó­r ias através de imagens a partir das intersecções de rea­li­ da­des e vi­vên­cias, ou simplesmente adi­cio­nar verdade a campanhas pu­bli­ci­tá­r ias e materiais 8

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corporativos. A sutileza está em mesclar as lin­ guagens documental e publicitária, procuran­ do com­preen­der os valores dos clien­tes e tê-​­los guiando a câmera no momento da foto. Renato e Bruno se conheceram em 2005, quando Bruno mudou-se para São Paulo depois de completar o curso de Jornalismo em Vitória (ES). Ele passou a integrar a equipe de fotógrafos do jornal Folha de S.Paulo, da qual Renato, for­ mado na mesma área pela PUC-SP, fazia parte desde o ano an­te­rior. Ambos ha­v iam descoberto a fotografia durante a faculdade. Além da disci­ plina em si, cada um se lembra de um episódio

que lhes despertou o encantamento. Para Bru­ no foi a palestra de um pro­f is­sio­nal que ganha­ va a vida percorrendo o mundo fotografando. Para Renato, a vivência do resgate de uma baleia encalhada numa praia de Ubatuba, litoral nor­ te de São Paulo, que ele acompanhou munido de uma pequena Yashica. Cansados do ritmo incessante do fotojorna­ lismo, Renato e Bruno enxergaram espaço para


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9 Ensaio “Em Trânsito”, São Paulo 10 Ensaio “Cardoso - Roupa de Lona” 11 Ensaio “Cardoso - Pai” 12 Identidade Visual, Silva Realizações. Parceria com a Fábrica de Ideias Brasileiras

uma agência como a Na Lata, gerando con­teú­do fotográfico para empresas e editoras, sobretudo as interessadas em falar sobre o cruzamento entre o desenvolvimento econômico e o so­cial. Bruno ainda se manteve na Folha por mais um ano, dividindo seu tempo e seus esforços. OLHAR CONVERGENTE

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No dia a dia o olhar dos fotógrafos se completa. Renato é o metódico, o car­te­sia­no. Bruno, mais relaxado, tem maior facilidade para se aproximar das pes­soas, para entrar em suas his­tó­r ias. “Nos projetos menores trabalhamos separadamente. Nos outros vamos juntos, o que nos dá dois pontos de vista sobre a mesma si­t ua­ção, tornando o resultado final mais rico”, conta Renato. A ideia agora é incorporar o vídeo no pacote de serviços oferecidos pela Na Lata. “Não pensamos em nos transformar numa produtora de vídeo, e sim em con­ti­nuar contando his­tó­rias através de outra linguagem”, afirma Renato. Rompendo as limitações dos trabalhos comerciais, seguem os projetos pessoais. A dupla, que acredita na fotografia como instrumento

para transformação so­cial, vem retratando de manifestações populares como o Festival de Parintins — que deve virar livro — ao co­ti­dia­no nas ruas das cidades. Estavam na Folha quando o jornal criou, em parceria com a Fundação Schwab, o Prêmio Em­preen­de­dor So­cial, principal concurso de em­preen­de­do­r is­mo so­cioam­bien­tal na América Latina, e con­ti­nuam colaborando com o projeto. É a vontade de inventar a si mesmos e o mundo que os cerca em forma de imagem. 12

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PREMIAÇÃO

PRÊMIOS ESPECIAIS

Prêmio Embanews, a celebração da embalagem brasileira Durante a cerimônia de entrega do 22-º Prêmio Brasileiro de Embalagem Embanews foram consagrados os melhores do ano no setor e distribuídos 57 troféus “Roberto Hiraishi”.

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ea­li­z a­do há mais de duas déca­ das, o Prêmio Embanews destaca a qualidade da indústria de emba­ lagem na­cio­nal, contribuindo para o contí­ nuo crescimento do setor e incentivando o desenvolvimento de soluções inovadoras. A solenidade de pre­mia­ção, em meio a uma grande festa de confraternização, ocorreu na noite de 19 de abril, no Clube Sírio, na zona sul da capital paulista. O troféu Ro­ berto Hiraishi foi concedido a 57 embala­ gens, expostas pos­te­r ior­men­te no estande da revista Embanews, promotora do prê­ mio, durante a Feiplastic – Feira In­ter­na­ cio­nal de Plástico, de 20 a 24 de maio, no

Os profissionais que mais se destacaram no ano de 2012 também foram ho­me­na­ gea­dos. O presidente da Abigraf Na­cio­nal e Sindigraf- SP, Fabio Mortara foi eleito a Personalidade do Ano. Ao receber o prê­ mio, Mortara afirmou que o mérito é re­ sultado de um trabalho em conjunto e que “esse prêmio é, na verdade, um justo re­ conhecimento a todos aqueles que fazem parte da cadeia produtiva do papel”. Rogério Parra, chefe do Laboratório de Embalagem e Acon­d i­cio­na­men­to do Insti­ tuto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), foi es­ colhido o Melhor Pro­fis­sio­nal do Ano. Para a Orsa In­ter­na­tio­nal Paper Embalagens re­ cebeu o troféu de Melhor Empresa do Ano. A Cacau Show foi considerada o Melhor Clien­te do Ano. O título de Melhor Fornece­ dor do Ano ficou com a Klabin e o Núcleo de Estudos de Embalagem da Escola Su­pe­r ior de Propaganda e Mar­ke­t ing foi premiada como a Melhor Entidade do Ano. MELHOR EMBALAGEM DO ANO

Ricardo Hiraishi (D), diretor da Embanews, entregou o troféu de Personalidade do Ano a Fabio Arruda Mortara

pavilhão de exposições do Anhembi. Além disso, todos os trabalhos vencedores po­de­ riam ser inscritos no prêmio in­ter­na­c io­ nal de embalagem WorldStar Packaging Awards, rea­li­z a­do pela World Packaging Or­ga­ni­sa­tion (WPO).

A Future Pack, consultoria em embalagem, levou o troféu com a peça “Champanhei­ ra”, trabalho produzido em parceria com as empresas Ibema, Málaga e Box Print. Em­ balagem de papel-​­cartão para acon­di­cio­nar uma garrafa do espumante Reserva Ouro da Salton, quando aberta ela se transfor­ ma em um balde capaz de receber cubos de gelo para res­f riar o líquido sem compro­ meter a sua estrutura. A novidade é que, após o uso como balde de gelo, a champa­ nheira pode ser reutilizada com a secagem e armazenamento adequados. Abigraf-SP e ABTG apoiaram o evento.

Destaques do ano Antilhas Embalagens ◆ Box Print ◆ Celulose Irani ◆ Propack ◆ Santa Inês Outras empresas vencedoras Aro ◆ Baumgarten ◆ Bobst ◆ Brasilata ◆ Congraf ◆ Corn Products ◆ De Foco ◆ Eastman ◆ Embalagens Bandeirantes ◆ Embaquim ◆ Fotoimpress ◆ Globoplast ◆ Gráfica Gonçalves ◆ Gráfica Sarapuí ◆ Ibratec ◆ Ideia Brasil ◆ Igaratiba ◆ Interject ◆ Klabin ◆ Litografia Bandeirantes ◆ Litografia Valença ◆ Macron ◆ Mega Pack ◆ Metalgráfica Itaquá ◆ Moltec ◆ Multivac ◆ Papéis Amalia – Teruel ◆ Promáquina ◆ Revpack ◆ Rhoss Print ◆ Romiti ◆ Stone ◆ Trombini ◆ Zandei

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OS MAIORES CRAQUES DA INDÚSTRIA GRÁFICA

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SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

Enac tem boa adesão Exame, online e gratuito, identifica deficiências e ajuda as gráficas a capacitarem seus colaboradores.

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epois de um pe­río­do de tes­ tes, entrou efetivamente no ar no início de junho o Exame Na­ cio­nal de Ava­lia­ção para Capaci­ tação dos Profissionais Gráficos (Enac). Só na primeira semana, a ABTG, cria­do­ra dessa nova fer­ ramenta de ava­lia­ção de conhe­ cimento, registrou 60 cadastros, tanto de empresas quanto de pes­soas físicas, sendo que uma das gráficas interessadas aplicará o exame em 131 fun­cio­ná­rios. O Enac, cujas provas foram desenvolvidas em parceria com a Escola Senai Theo­bal­do De Ni­ gris, permite que as empresas, ao ava­lia­rem seus colaborado­ res, di­re­cio­nem corretamente os recursos que investem em capa­ citação. Pode, também, transfor­ mar-se em um instrumento de recrutamento e seleção, além de possibilitar a autocapacita­ ção pro­f is­sio­nal. No Enac o usuá­rio, pessoa fí­ sica ou jurídica, pode escolher qual ou quais provas deseja fa­ zer. Específicas, elas englobam os conhecimentos requeridos nos 33 principais cargos da

indústria gráfica na­c io­n al. As ava­lia­ções são elaboradas de acordo com a metodologia de ensino adotada pelo Senai, ba­ sea­da em com­pe­tên­cias, sendo capazes inclusive de indicar o nível de conhecimento do pro­

são apresentados através de re­ latório sigiloso, acessado ape­ nas pelo responsável da em­ presa ou pelo próprio usuá­rio in­di­vi­dual. Nesse relatório, afora as mé­dias da empresa, são apre­ sentados diversos comparativos.

fis­sio­nal em cada área de acor­ do com o seu desempenho em perguntas de diferentes graus de dificuldade. Os resultados

A empresa é confrontada, por exemplo, com gráficas da mes­ ma localidade, de outros estados e de outros ramos de atividade.

O documento pode comparar os resultados entre departamentos e apontar, dentro de uma fun­ ção como impressor offset mo­ nocolor, o desempenho em co­ nhecimentos específicos, bem como comparar a performance de cada fun­cio­ná­rio. Andrea Ponce, coor­de­na­do­ ra técnica e consultora sê­nior da ABTG, alerta para os cuidados na aplicação das provas. Uma vez que todo o procedimento é feito via internet, para garantir a qua­ lidade dos resultados é preciso que o processo seja acompanha­ do por um representante da em­ presa. O usuá­rio tem 45 minutos para a rea­li­za­ção de cada prova, tempo que poderá ser ajusta­ do à medida que o Enac ganhar corpo. “Quan­to mais capacitada, mais produtiva é a equipe ou o pro­f is­sio­nal, com reflexos dire­ tos na competitividade da em­ presa. E o Enac pode ajudar mui­ to o setor gráfico a identificar e corrigir suas de­f i­ciên­cias”, afirma Reinaldo Espinosa, presidente executivo da ABTG. www.abtg.org.br

Nova sede da Seccional em Ribeirão Preto Durante evento realizado em abril, a Abigraf-SP reinaugurou a Seccional em Ribeirão Preto, que passa a funcionar no prédio da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp).

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urante evento rea­l i­z a­d o na As­s o­c ia­ç ão Co­m er­c ial e In­dus­trial de Ribeirão Preto (Acirp), em 11 de abril a Abi­ graf-SP reinaugurou a sede da Sec­cio­nal no município de Ri­ beirão Preto. Participaram da solenidade em­pre­sá­rios e líde­ res do setor gráfico na re­gião, entre eles o 1º vice-​­presidente da Sec­cio­nal, Edson Bian­chi, da gráfica Art Chick; Sander Uzuel­

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le, diretor da Abigraf de Ribei­ rão Preto; José Carlos Carvalho, presidente da Acirp; Levi Cere­ gato, presidente da Abigraf-SP; e o presidente da Abigraf Na­ cio­nal e do Sindicato das Indús­ trias Gráficas no Estado de São Paulo (Sindigraf-SP), Fabio Arru­ da Mortara. O novo escritório está localizado na Rua Viscon­ de de Inhaú­ma, nº 439, 3º andar, re­gião central da cidade.

Na oca­sião, os participantes acompanharam uma palestra de Sander Uzuel­le sobre as no­ vas tec­no­lo­gias disponíveis no setor. Segundo Levi Ceregato, o parque gráfico de Ribeirão Pre­ to é um dos mais atua­li­za­dos do in­te­rior paulista, com mão de obra e técnica capacitadas que permitem às empresas ofere­ cer produtos de alta qualidade com preços competitivos.

De acordo com o Departa­ mento Econômico da Abigraf Na­cio­nal (Decon), a Re­gião Ad­ ministrativa de Ribeirão Preto emprega, atual­men­te, mais de dois mil trabalhadores, em 186 estabelecimentos gráficos. A Abigraf-SP conta, ainda, com mais duas seccionais: uma em São José dos Campos (que representa o Vale do Pa­raí­ba) e outra em Bauru.


Copagrem define grupos de trabalho Na segunda reunião, realizada em maio, os membros do Copagrem estabeleceram as diretrizes que nortearão o andamento dos trabalhos do comitê daqui em diante.

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lanejamento e estratégia fo­ ram as palavras de ordem da segunda reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Grá­ fica e Embalagem (Copagrem), rea­li­za­da em 7 de maio na sede da Federação das In­dús­trias do Estado de São Paulo (­Fiesp), na capital paulista. Me­dia­dos pelo coor­de­na­dor do comitê, Fabio Arruda Mortara, os participan­ tes — que representaram parte das 34 entidades de classe que integram o grupo — resgata­ ram os temas discutidos no en­ contro an­te­rior e determinaram quais ações serão colocadas em prática daqui em dian­te. A or­ ganização de cinco grupos de trabalho foi o caminho escolhi­ do para atingir esse objetivo. A cadeia produtiva do papel, grá­ fica e embalagem foi uma das ­­áreas que formou um grupo próprio. Seu objetivo será a dis­ cussão de assuntos relativos ao papel imune, bem como a ro­ tulagem, produção e importa­ ção, entre outras demandas do setor. A si­tua­ção do mercado brasileiro nas questões ligadas à importação e exportação, por

sua vez, será discutida no grupo de competitividade. A tributação também será analisada separadamente, por um grupo de trabalho que terá o desafio de lidar com as ques­ tões ligadas aos impostos. Nes­ te escopo, o desvio de finali­ dade do papel imune foi um dos assuntos abordados na pri­ meira reunião e retomado na segunda. Roberto Gian­n et­t i da Fonseca, diretor do depar­ tamento de relações interna­ cionais da ­Fiesp, apresentou proposta de suspensão da co­ brança do imposto até que o papel chegue às gráficas. So­ mente depois de utilizado para determinada finalidade é que o insumo receberia tributação ou, no caso de livros e demais materiais isentos, iria se tornar imune — tudo isso sob fiscali­ zação dos órgãos competentes, com profissionais capacitados e treinados para essa tarefa. Dian­ te da possibilidade de ter de as­ sumir os encargos da proposta, uma vez que o tributo passa­ ria de 9% para 18%, os parti­ cipantes decidiram analisar as

alternativas disponíveis pos­te­ rior­men­te, para que o parecer seja benéfico a todos. Os temas ligados ao meio am­bien­te também não ficaram

de fora. Para falar sobre as ações de manejo florestal, política na­cio­nal de re­sí­duos sólidos e assuntos re­l a­cio­na­d os foi es­ tabelecido o grupo de susten­ tabilidade. Finalmente, o grupo de valorização do papel ficará responsável pelas campanhas e ações de mar­ke­ting neste âm­ bito. Ao levantar esse assunto, Fabio Arruda Mortara falou so­ bre a Campanha de Valoriza­ ção da Comunicação Impressa — “Imprimir é Dar Vida”, cria­da em 2009 pela Abigraf Na­cio­ nal, e apresentou o projeto da Two Sides, que tem sede na Grã-​ ­Bretanha e acumula resultados positivos na Europa, nos Esta­ dos Unidos e na Austrália.

ENTIDADES QUE COMPÕEM O COPAGREM Abigraf Nacional – Associação Brasileira da Indústria Gráfica Sindigraf-SP – Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo ABTG – Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica Abemd – Associação Brasileira de Marketing Direto Abiea – Associação Brasileira das Indústrias de Etiquetas Adesivas Abimfi – Associação Brasileira da Indústria de Material Fotográfico e de Imagem Abirp – Associação Brasileira das Indústrias Recicladoras de Papel Abitim – Associação Brasileira das Indústrias de Tintas para Impressão ABPO – Associação Brasileira do Papelão Ondulado Abraform – Associação Brasileira da Indústria de Formulários, Documentos e Gerenciamento da Informação Abre – Associação Brasileira de Embalagem Abrelivros – Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares Abro – Associação Brasileira de Empresas com Rotativa Offset ABTCP – Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel Afeigraf – Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica Anatec – Associação Nacional de Editores de Publicações Andipa – Associação Nacional dos Distribuidores de Papel

Aner –Associação Nacional dos Editores de Revistas ANL – Associação Nacional de Livrarias Artefatos – Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Papel, Papelão, Cortiça e Embalagens Especiais ou Personalizadas Bracelpa – Associação Brasileira de Celulose e Papel CBL – Câmara Brasileira do Livro FBN – Fundação Biblioteca Nacional SBS – Sociedade Brasileira de Sivicultura Siapapeco – Sindicato da Indústria de Papel, Papelão e Cortiça no Estado de São Paulo Sigrarp – Sindicato das Indústrias Gráficas de São José do Rio Preto Sinapel – Sindicato Nacional do Comércio Atacadista de Papel e Papelão Sinapro – Sindicato das Agências de Propaganda do Estado de São Paulo Sindiplast – Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo SindJore – Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas de São Paulo Sinpesp – Sindicato da Indústria do Papelão no Estado de São Paulo Sip – Sindicato da Indústria do Papel Celulose e Pasta de Madeira para Papel no Estado de São Paulo Sitivesp – Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo Snel – Sindicato Nacional dos Editores de Livros maio /junho 2013  REVISTA ABIGR AF

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SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

Abigraf Nacional e ABTG participam do WPCF O World Print and Communication Forum, um dos mais importantes eventos sobre impressão gráfica do mundo, foi realizado na Holanda em junho.

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ea­li­z a­do em Amsterdã, Holanda, nos dias 6 e 7 de junho pela Fede­ ração Europeia para Impressão e Co­ municação Digital (Intergraf), o World Print and Com­m u­n i­c a­t ion Forum (WPCF), um dos principais eventos do setor de impressão e comunicação do mundo, contou com a participa­ ção do presidente da Abigraf Na­cio­ nal, Fabio Arruda Mortara, e de Bruno Mortara, superintendente da ABNT/ ONS-27, que representou a ABTG. Na pauta do encontro foram deba­ tidos temas como a si­tua­ção econô­ mica na Europa, em palestra apresen­ tada por Martin van ­Vliet, economista sê­nior do ING Bank; os indicadores econômicos da indústria gráfica eu­ ropeia, tema conduzido pela direção da Intergraf; a indústria gráfica ho­ landesa, painel de Fons Bakkes, da KVGO; e o valor da impressão, por Mi­ chael Makin, da Printing In­dus­tries of America (PIA) e presidente do WPCF. O evento contou com a partici­ pação de Bea­tri­ce Klose, da Intergraf;

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Bruno Mortara e Fabio Arruda Mortara com representantes da Coreia do Sul e Holanda

Kunio Ishibashi, da Federação das In­ dús­trias de Impressão do Japão; De­ sen Qu, Xiufen Dou e Yan Chen, da As­so­cia­ção de Tecnologia de Impres­ são da China; Kim Nam Soo, Jong Chan Lee e Cho Kap Chun, da As­so­cia­ ção de Impressores da Coreia. A este grupo, além de uma mesa redonda para compartilhamento de estatís­ ticas econômicas do mercado mun­

dial de impressão, foi apresentada — e aprovada — a ata da reunião rea­li­za­da em 11 de maio de 2012 em Dusseldorf (Alemanha). Adi­cio­nal­m en­te, Fabio Mortara apresentou um panorama da indústria gráfica brasileira e da Abigraf Na­cio­nal. O mesmo con­teú­do, porém relativo ao mercado co­rea­no, foi alvo de painel conduzido pela as­so­cia­ção representante daquele país.


1o SIMPÓSIO DE IMPRESSÃO EM

GRANDES

FORMATOS

10 a 12 de julho de 2013

TR ÊS D IAS D E PA L EST RAS E DI SCU SS Õ ES SO B R E UM D OS T EMAS MA IS AT UAI S DA I N DÚST R I A GR ÁF I CA. 1 0 D E J U LHO • QUARTA- F E I RA HORÁ RIO

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Gerenciamento de Cores para Impressão Digital por Sublimação

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Como Melhorar a Aplicação do Envelopamento de Veículos

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Como Vender de Maneira Mais Eficiente o Envelopamento de Veículos

Eduardo Ya mashita

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Special Print: Novas Opor tunidades da Impressão Digital (Decoração, Têxtil, Arquitetura, Moda, Imobiliário)

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Opor tunidades e Tendê ncias na Serigrafia

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Evolução da Sublimação Digital e as Tendências do Mercado

Renato Gonçalves

*Os temas e palestra s estão sujeitos a alterações.

I N SCR E VA-S E JÁ : LOCAL: Expo Center Norte | Serigrafia SIGN FutureTextil 2013 | Auditório • INGRESSOS: R$ 50,00 por palestra INFORMAÇÕES: (11) 2797 6700 | digitec@abtg.org.br • CONTATO: Roseane Brito RE ALIZAÇ ÃO

PATRO C Í N I O

APOIO

ABIGRAF-SP


SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

Novos Associados Abigraf

Apresentamos nesta página os novos associados da Abigraf Regional São Paulo, Seccional Ribeirão Preto e Abigraf Nacional.

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ABIGRAF REGIONAL SÃO PAULO Arte e Cor Indústria Gráfica Fundada em 1995, a empresa tra‑ balha com impressão offset e pro‑ duz impressos comerciais e promo‑ cionais, além de materiais em baixa tiragem em sistema digital. Elabo‑ ra, ainda, materiais para sinalização em diferentes tipos de suportes. Avenida dos Pequis, 381 São Paulo/SP Telefone: (11) 2916‑0573. www.artecor.net Contato: Sérgio Benati Júnior junior@artecor.net Arthur Blank do Brasil Impressos de Segurança Atua na área de impressos de se‑ gurança, produzindo documentos de identificação de diversos tipos, como RH, CNH, Trav. Cláudio Armando, 171 São Bernardo do Campo/SP Telefone: (11) 4930‑1936 Contato: Lincoln Sakaguchi Ito lincoln.ito@arthurblank.com.br Droven Print Gráfica e Editora Além de oferecer serviços de arte final e criação de materiais, a grá‑ fica, que está há dois anos no mer‑ cado, produz impressos comerciais, promocionais, cadernos, materiais editoriais, rótulos, entre outros. R. João Previtale, 2.330 Valinhos/SP Telefone: (19) 3929‑6500 www.droven.com.br REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013

Contato: Silvia Maria da Silva Drovetto silvia@droven.com.br Formidan Formulários Contínuos e Artes Gráficas No mercado há vinte anos, é espe‑ cializada na conversão de papéis em diversas aplicações, fornecendo formulários contínuos personaliza‑ dos, com ou sem impressão. Av. Pres. Tancredo Neves, 1.400, Rodoanel km 17 Carapicuíba/SP Telefone: (11) 4189‑9910 Contato: Marcelo Cardoso Pires marcelo@formidan.com.br Gráfica Bartolo Em atuação desde 1982, a empresa produz impressos editoriais, pro‑ mocionais, comerciais, brindes e embalagens, além de oferecer im‑ pressão digital e executar servi‑ ços nos mais variados formatos e modelos. R. Caetano Alberti, 22 Presidente Prudente/SP Telefone: (18) 3908‑5101 www.graficabartolo.com.br Contato: Danilo Molinari graficabartolo@graficabartolo. com.br Gráfica e Editora Carvalho Fundada há mais de 25 anos, a Grá‑ fica Carvalho produz diferentes ti‑ pos de impressos em processo off‑ set, como materiais promocionais, comerciais e editoriais. R. 1º de maio, 451 Pindorama/SP Telefone: (17) 3572‑1685 Contato: Sebastião Roberto de Carvalho roberto. graficacarvalho@hotmail.com Gráfica Estrela de Davi Com 10 anos de atuação, a Estrela de Davi desenvolve criação, proje‑ to, diagramação e produção gráfica para impressão. A empresa presta serviços para todo o território na‑ cional e possui clientes em diver‑ sos segmentos. Av. João Dias, 2.097 São Paulo/SP Telefone: (11) 5643‑9852 www.estreladedavime.com.br www.materialdafe.com.br

Contato: Silvia de Oliveira Lima silviaestreladedavi@hotmail.com Grupo Plast Park / Romitec Integrando o Grupo Plast Park, com mais de 20 anos no mercado de ma‑ teriais escolares e de escritório, a Romitec é especializada em papéis especiais, envelopes e cadernos. Av. Jerome Case, 1.175 Sorocaba/SP Telefone: (15) 2103‑5018. www.romitec.com.br Contato: Marcos Antonio de Campos marcos@romitec.com.br Lar Anália Franco de São Miguel (Grafilar) Com mais de 50 anos de atuação no mercado gráfico e editorial, produz formulários contínuos e folhetos, entre outros itens. R. Coronel Amando Simões, 779 São Manuel/SP Telefone: (14) 3812‑5700 www.grafilar.com.br Contato: João Claudio Dallacqua gerencia@grafilar.com.br Luiz Antonio Alves Fundada em 1992, produz folhetos, material promocional, impressos comerciais, etiquetas, envelopes e outros, sendo especializada em convites para casamentos. R. Coronel José Theodoro, 76 Jardinópolis/SP Telefone: (16) 3663‑3734 www.graficasaoluiz.com.br Contato: Luiz Antonio Alves atendimento@graficasaoluiz. com.br Magraf – Almeida & Ramos Gráfica Tradicional empresa do segmento gráfico em sua região, privilegia a constante modernização para ofe‑ recer aos clientes ampla gama de impressos e acabamento gráfico. R. Marechal Floriano Peixoto, 442 Santa Cruz do Rio Pardo/SP Telefone: (14) 3372‑6904 www.magraf.com.br Contato: Marcelo Zanette marcelo.magraf@terra.com.br Raízes Gráfica e Editora Há 17 anos no mercado, a Raízes Gráfica e Editora produz cartões

de visita, folhetos, jornais, revistas, apostilas, entre outros. R. Justino de Carvalho, 167 São José do Rio Preto/SP Telefone: (17) 3215‑7051 www.editoraraizes.com.br Contato: Marlon Wellington de Carvalho marlon@editoraraizes. com.br Roxprint A Roxprint presta serviços de seri‑ grafia, impressão digital, impres‑ são em offset e aplicação de hot stamping. R. Lino Coutinho, 1.495 São Paulo/SP Telefone: (11) 2063‑0502. www.roxprint.com.br Contato: Richard Cuesta Faria richard@roxprint.com.br ABIGRAF SECCIONAL RIBEIRÃO PRETO Herograf Indústria Gráfica Há 18 anos no mercado, produz impressos nos mais diversos ma‑ teriais, em especial fôlderes, folhe‑ tos, cartões e demais itens promo‑ cionais e comerciais. R. Padre Anchieta, 1030 Ribeirão Preto/SP Telefone: (16) 3630‑0050 Contato: Carlos Roberto de Oliveira carlosroberto@herograf. com.br Original Gráfica e Editora R. Adalberto Pajuaba, 489 Ribeirão Preto/SP Telefone: (16) 3633‑3334 Contato: Alessandro Ceciliano Ferreira alessandro@ graficaoriginal.com.br ABIGRAF NACIONAL Artecola Indústrias Químicas Rod. RS 239, 05801, Zona Industrial 2 Campo Bom/RS Contato: Marcos Vasques marcos.vasques@artecola.com.br VSP Papéis Especiais R. José Gomes Falcão, 221 São Paulo/SP Telefone: (11) 2714-2222 Contato: Márcia Lima marcialima@vsppapeis.com.br


O EVENTO QUE DISCUTE O MUNDO GRÁFICO PONTO A PONTO

O Ponto de Encontro é uma iniciativa da ABIGRAF Regional SP e do SINDIGRAF-SP. O evento promove palestras mensais, visando gerar maior integração entre os profissionais do setor gráfico, proporcionando aprimoramento em gestão.

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Para mais informações, ligue para (11) 3232 4512 ou escreva para inscricao@abigraf.org.br www.abigrafsp.org.br | www.sindigraf.org.br


SISTEMA ABIGRAF NOTÍCIAS

Prêmio Abigraf de Sustentabilidade abre inscrições em agosto Com novo nome e mudanças no regulamento, a premiação que reconhece o mérito socioambiental das indústrias gráficas terá os vencedores conhecidos na mesma noite de entrega dos troféus do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini, em novembro.

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om novo nome, mas com o mesmo objetivo, o Prêmio Abigraf de Sustentabilidade, nova denominação do Prêmio Abigraf de Responsabilidade So­cioam­b ien­t al, chega à sua terceira edição e abre inscri­ ções a partir de agosto. As in­ dús­trias gráficas que alinharam o desenvolvimento com res­ ponsabilidade am­bien­tal pode­ rão inscrever seus casos na pre­ mia­ção rea­li­za­da pela Abigraf Na­c io­n al e coor­d e­n a­d a pela As­so­cia­ção Brasileira de Tecno­ logia Gráfica (ABTG), também auditora do certame. A finalidade é dar reconhe­ cimento às gráficas que ­atuam de modo sustentável em todo o território na­cio­nal, incentivar o progresso das ações nesse sen­ tido e firmar a indústria gráfica brasileira como ativa pratican­ te desta postura. Concorrem ao 3º Prêmio Abigraf de Sustenta­ bilidade empresas gráficas que

apresentarem evi­dên­cias obje­ tivas de cumprimento dos as­ pectos que formam o “tripé” da sustentabilidade: am­bien­tal, so­cial e econômico.

investidos e os resultados obti­ dos, sejam estes financeiros, hu­ manos ou outros; Impacto na cul­ tura da empresa/envolvimento dos colaboradores; e Inovação,

Para fins de inscrição, os ca­ sos apresentados pelas em­ presas concorrentes deverão contemplar os seguintes que­ sitos de ava­lia­ção: Apresenta­ ção (objetividade, clareza, or­ ganização, planilhas, ilustrações e fotos); Metodologia (como foi desenvolvido e implanta­ do o projeto); Eficácia (análi­ se se o projeto atingiu total ou par­cial­men­te os resultados esperados); Efi­ciên­cia (análise da relação entre os recursos

ou seja, a originalidade da so­ lução proposta no projeto e o impacto no aperfeiçoamen­ to dos processos envolvidos. A comissão julgadora será formada por um grupo de, no mínimo, seis integrantes es­ pe­cia­lis­tas e acadêmicos que pos­suam indiscutível conheci­ mento do assunto e que não tenham vínculo empregatício com empresas gráficas e for­ necedores da cadeia produti­ va do setor.

As ca­te­go­rias para inscrição no concurso, estabelecidas por porte de empresa, são Peque­ na e Micro (0 a 49 fun­cio­ná­rios), Média (de 50 a 249 fun­cio­ná­ rios) e Grande (a partir de 250 fun­cio­ná­rios). Em cada catego­ ria serão pre­mia­das três em­ presas, as quais receberão tro­ féu (primeiro colocado) e placa (segundo e terceiro colocados). Nesta edição, ex­cep­cio­nal­men­ te, os vencedores serão anun­ cia­dos durante a cerimônia de entrega do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernan­ do Pini, a ser realizado dia 26 de novembro, no Espaço das Américas, em São Paulo. O formulário de inscrição e descrição do projeto está dis­ ponível no site www.abigraf. org.br. As inscrições para o Prê­ mio Abigraf de Sustentabilida­ de 2013 estarão abertas no pe­ ríodo entre 25 de agosto e 25 de setembro.

MÍDIA DE IMPACTO TOTAL NO SETOR GRÁFICO • Alta qualidade gráfica e editorial: vários prêmios conquistados no Brasil e no Exterior • Distribuída para dirigentes das indústrias gráficas comerciais, editoriais, de embalagens e de conversão; agências

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revista

de propaganda; diretores e gerentes de marketing e de produtos das grandes empresas

revista abigraf 265 maio/jun ho 2013

• O maior e mais importante veículo do setor gráfico brasileiro

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HÁ TRINTA ANOS Notícias publicadas na Revista Abigraf de maio e junho de 1983

Como revela a Revista Abigraf, o cenário para a indústria gráfica era animador, apesar de pequenos percalços. Naquele ano, embora tendo comprado menos ma­té­rias-​­primas e visto reduzir-se o nível de ocupação de mão de obra, os em­pre­sá­rios observaram o desempenho dos indicadores

e ava­lia­ram que o setor atravessava uma fase favorável de crescimento. Diz o texto daquela edição: “Quer o comparemos a um prazo maior, com o último bimestre de 1981, quer na comparação a curtíssimo prazo, com o bimestre setembro/outubro de 1982, seus números são promissores”.

BLANQUETAS NACIONAIS E

m mea­dos de maio de 1983, a indústria gráfica na­cio­nal passou a contar com uma grande novidade: a mul­ti­na­cio­nal Dunlop passou a fabricar blanquetas para impressão offset no Brasil. A inovação impressionou porque, até então, os em­ pre­sá­rios do setor de­pen­diam exclusivamente da importação desses produtos. Fabricadas em Sorocaba (SP), as blanquetas começaram a ser disponibilizadas em três tipos.

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ano de 1983 também marcou a estreia no mercado de uma das mais conhecidas marcas do setor papeleiro: o Report, da Cia Suzano de Papel e Celulose, lançado em mea­dos de julho não apenas para atender o consumo interno de papel offset, como também visando à exportação.

A

edição 88 da revista também anunciou a 26ª Assembleia Geral da Conlatingraf (Confederação Latino-​­Americana da Indústria Gráfica), ocorrida em 30 de abril de 1983 na capital pa­ra­guaia. A delegação brasileira foi liderada por Sidney Fernandes, presidente da Abigraf Na­cio­nal.

A

inda no âmbito da formação pro­f is­sio­nal, naquele pe­r ío­d o o Senai, por suas unidades de ensino de artes gráficas (”Theo­bal­ do De Nigris” e “Felicio Lanzara”), outorgou certificados a 1.214 concluintes, cumprindo seu objetivo de oferecer mão de obra qualificada à indústria gráfica. Foi paraninfo da turma Max Heinz Gunther Schrappe, diretor da então Abigraf em Revista e presidente da Abigraf-SP, que pronunciou as seguintes palavras: “( . . .) é chegada a hora e o momento da grande escolha: para uns, es­pe­cia­li­za­ção de uma atividade técnica mais elevada, que irá preparar pro­fis­sio­nal categorizado tão necessário em nossos dias; para outros, progressos em sua profissão já definida”.

rtigo do es­pe­cia­lis­ta Thomaz Caspary anunciou a grande inovação da época para a indústria da embalagem impressa: a tampografia. No texto publicado na edição 88 da revista, o processo é explicado como sendo um derivado da rotogravura, que oferecia vantagens sobre a serigrafia e hot stamping. “Comparada com o offset, rotogravura ou flexografia, a tampografia, por seus custos fixos bastante in­fe­rio­res ( . . .), oferece boa qualidade na impressão de embalagens e outros objetos a custos mínimos”, diz o texto do artigo.

A Abigraf Re­gio­nal São Paulo começava pouco a pouco a se tornar uma entidade mais dinâmica. Prova disso foi a rea­li­za­ção do “Seminário técnico sobre impressão offset e tintas gráficas”, a partir de convênio estabelecido com o Departamento Re­gio­nal do Senai e em parceria com a empresa Supercor. A carência por formação pro­fis­sio­nal era tanta que as 80 vagas oferecidas não foram su­fi­cien­ tes. A Abigraf-SP precisou adi­cio­nar outros dez inscritos ao limite de alunos an­te­rior­men­te proposto.

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MENSAGEM

E

ntas le u rb tu as u ág em ão aç eg av N

e temos reivindicado o é sem razão, portanto, qu Nã ria úst folha de Brasileira da Ind es federais a desoneração da dad ori aut Estatísticas da Associação às e qu materiais corroboram análise isenção de impostos para os os, ent am Gráfica (Abig raf Nacional) pag a a atividade de juntura enf rentada uota zero do PIS/Cofins par alíq , res ola temos feito sobre a dif ícil con esc éis de imprimir do primeiro trimestre, o livros e a retirada de seis pap de o ssã pre pelo setor. No fechamento im m suas alíquotas de ial apresentou déf icit de de cem produtos que tivera a list saldo de sua balança comerc da al igu a s setores têm a mais em relação elevadas pela Camex. Vário ão taç por US$ 62,13 milhões, 6,7% im bém tam atendidos! ão do empresariado semelhantes. Esperamos ser s ido ped o período de 2012. A percepç feit à tendência de retração. er a nossa lição de casa revela preocupação quanto Enquanto isso, temos de faz , ulo Pa o Sã l na gio Re af da Abigr , produtividade e custos. No exercício da presidência quanto à gestão, qualidade o tod de res sso pre , estamos pleiteando os com im ecificamente em São Paulo Esp são numerosos nossos contat o ent tim sen 10, a prorrogação ser unânime o governo do Estado, desde 20 o te an o Estado e do Brasil e parece per s. eza ert ICMS do terceiro nto turbulento e de inc de apreensão ante o mome do prazo de recolhimento do o a par l cia ini so pas o A solicitação tem sido É importante lembrar que para o vigésimo dia do mês. o ret cor ico óst ido antes mesmo gn dia ades é o nte negada. O ICMS é recolh me ada ter enf rentamento de adversid rei realizamos alg umas o, devemos buscar a amento da folha salarial. Já pag dos problemas. Nesse sentid do ria úst ind a tra árias. Seg uimos e conspiram con com as autoridades fazend as nci diê compreensão dos fatores qu au da per com nte, destoa à dif ícil situação, posta. São Paulo, infelizme res o nd era gráfica. O primeiro refere‑se esp . a manufatura brasileira há estímulos como menor de competitividade de toda de outros estados, nos quais ros out de sas pre em rer com pagamentos de tributos A baixa capacidade de concor alíquota do ICMS, dilação dos de ços pre os industriais. o jogaram cessão de áreas em distritos países e o baixo investiment con e tos du pro brasileira vencerá o governo e os de certeza, a indústria gráfica m Co ser viços administrados pel do o os trabalhar nas alturas. O cust adverso. Para isso, precisam nto me mo e de grandes oligo/monopólios est eda ários crescentes com qu presa e no contexto capital, carga tributária, sal muito no âmbito de cada em a par ir est inv de icação, coragem interesse ociativo, com empenho, ded da produtividade e o baixo ass dia a cad a e e de virar o jogo. tados, qu fiantes de nossa capacidad competir com produtos impor con e a m sta afa nosso mercado, ficam mais fortalecidos em . oferta da produção brasileira de r possibilidade de aumento lce regato@abig raf.org.b sso ampliação do no de a cel par a e qu é cia uên A conseq scimento da renda acabou mercado proveniente do cre dutos importados. sendo capitalizada pelos pro nte estão perdendo a Há seg mentos que nitidame empresas de outras nações capacidade de concorrer com e burocracia, juros menores, nas quais há menos impostos ria bio mais favorável. A indúst log ística mais barata e câm os setores. Exemplos são os livr gráfica inclui‑se entre esses s e medicamentos. Chegamo e embalagens de alimentos os livr de s tenas de tonelada ao absurdo de assistir a cen na China. São produtos brasileiros sendo impressos e ar sendo supridos pelo parqu impressos que poderiam est por mais de 20 mil empresas gráfico nacional, constituído 0 mil trabalhadores. e empregador de mais de 22 ústria gráfica no exato Esses problemas pegam a ind adaptando à convivência momento em que ela está se ao advento do livro dig ital. com as mídias eletrônicas e s ilizam nossa atividade, ma fica Regional São fatores que não inviab Bra sileira da Indústria Grá ção rea e se áli Presidente da Associação an o, açã qu ade de so ces exigem todo um pro São Paulo (Abigraf‑SP) dológica. rca me ade lid rea va no a a um

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REVISTA ABIGR AF  maio /junho 2013


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