REVISTA MENSUAL GRATUITA - AÑO 4 - 2011 - JUNIO Nº47
Pedro Miguel Rocha
Só començo a escrever quando teño unha historia a fervilhar dentro de min.
Uxía Senlle
Presenta o seu novo disco Meu canto.
Isabel Mastache
No museo Benaki de Atenas
CONTENIDOS
EDITA - Masque2 REDACCIÓN ADMINISTRACIÓN PUBLICIDAD Río Umia 22-7º C - A POIO (Pontevedra) CONTACTAR 698 173 669 bahiasur@mundo-r.com web: www.bahiadixital.com DISEÑO MAQUETACIÓN Carmen Carreiro REDACCIÓN Basilio Aberastain COLABORACIÓN Vicente Montejano Pedro Villamarín Amandio Rodrigues Salvador Rajó José Gavinho Pinto IMPRIME Gráficas Anduriña DEPÓSITO LEGAL VG - 813 - 2007
PAG4/5/6/7.:Pedro Miguel Rocha PAG8/9.:Uxía Senlle PAG10/11/12:Primer Plano PAG14.:Balenciaga PAG16.:Ricard Terré PAG18 /19.:Isabel Mastache PAG.20/21.:Gilles Serra PAG22.:Sargaceiros de Venade PAG24/25.:RMS Sta. Helena PAG26/27.: Vigo Transforma PAG28.: Axenda PAG29.: Tiempo de Lectura PAG30/31.:Tourón PAG32/33: Viaje a Huelva PAG35.: Provar Portugal PAG36.: Reloj de arena PAG37.: Bolos Celta PAG38/39.: Ribeiro PAG40/41.: Salud PAG42/43.: CF Erizana Femenino PAG44/45.: Aceba PAG46/47: Reseña Histórica
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Pedro Miguel Rocha Pedro Miguel Rocha naceu en Vouzela en 1973, é licenciado en Ensino de Portugués e Inglés e reside no Miño. Publicou en 2009 Juntos Temos Poder, en 2010 Chegámos a Fisterra e Já Não se Fazem Homens como Antigamente e, en 2011, O Eremita Galego, novela pola que acaba de recibir o Maria Ondina Braga. Ese galardón, que outorga o Concello de Braga, ten como obxectivo “honrar a memoria desta insigne escritora, nacida e falecida na cidade, e cuxa obra representa un patrimonio da máis elevada importancia para a cultura portuguesa e un gran motivo de orgullo para todos os bracarenses”.
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As suas obras acostumam situar-se em localidades galegas, o que é que o inspira da Galiza? A Galiza traz-me à memória alguns dos melhores momentos da minha vida. Creio que esse facto é, à partida, o principal motivo que leva o meu imaginário criativo a tocar algumas das vossas localidades e alguns dos vossos magníficos recantos naturais. Para além disso, no final da década de noventa, estudei Galego na Universidade do Minho, em Braga. Aprendi, desde essa altura, a apreciar a vossa cultura, as vossas tradições, o vosso património e, como é óbvio, a vossa língua, que é, no fundo, também a nossa, com particularidades distintas, fruto dos caminhos históricos que seguiram os nossos povos. Há público leitor galego e português. O que é que nos diferencia e o que é que nos une? Em primeiro lugar, creio que o universo dos leitores portugueses e o dos leitores galegos é bastante heterogéneo, sendo, dessa forma, difícil fazer uma generalização. De qualquer forma, o que nos une são, sem dúvida, os tipos de livros que lemos. Nos tops das livrarias, dos dois lados da fronteira, encontramos desde as biografías, até às obras dos grandes autores nacionais, passando pelos Thrillers anglo-saxónicos. Quanto ao que nos separa, aponto a evidente escassez de obras de autores galegos nas livrarias de Portugal e o inver6
so: com a óbvia excepção de Saramago, quando vou à Galiza encontro poucos livros de escritores lusos. Que se deberia fazer para que as “pontes” culturais, linguísticas e históricas entre as duas beiras do Minho fossem mais sólidas? Julgo que o ponto fulcral dessa questão reside perto de quem nos governa. Já muito foi feito nos últimos anos por parte da sociedade civil, mas continua a existir, na minha opinião, falta de vontade política para aproximar um pouco mais as vivências dos dois territórios. Há uma espécie de receio histórico que persiste em atrapalhar uma maior aproximação. Um exemplo claro dessa falta de vontade que apontei é a demora e o desinteresse em levar, com fácil acessibilidade, a RTP e outras televisões portuguesas aos lares galegos. Acaba de participar na Feira do Livro do Porto, como valora a asistência de público e de vendas? Estive, realmente, na Feira do Livro do Porto, no passado dia 28 de Maio, a promover o meu segundo livro, intitulado Chegámos a Fisterra. Faço um balanço positivo desta minha passagem pela Feira e fiquei feliz por constatar que, apesar de Portugal estar a atravesar um período de marcadas dificuldades financeiras, os portugueses continuam a investir na leitura e no conhecimento, uma das chaves do engrandecimento e do desenvolvimento de qualquer nação.
A magia de ler um livro, o tacto do papel, o cheiro das folhas, têm data de caducidade? Acho que não. Espero, sinceramente, que não! Sei que existe um forte lóbi por parte das empresas produtoras de aparelhos de leitura digital. Tenho consciência que estas estão ansiosas por aumentar os seus lucros e que vão tentando contaminar a comunicação social com as aparentes vantagens do download de uma obra, mas tenho esperança que as futuras gerações continuem a apreciar a magia presente no acto de pegar num livro real, o qual nunca avaria, nem fica sem batería. Os livros electrónicos facilitam a divulgação da leitura? Na sequência da resposta anterior, penso que podemos e devemos divulgar as vantagens da leitura, as obras e os autores através do mundo digital, nomeadamente através da Internet e das redes sociais. No entanto, o passo seguinte tem que ser, inevitavelmente, o de ir à livraria manusear o livro, cheirá-lo, folheá-lo e levá-lo para casa. O Eremita Galego acaba de ser premiado com o María Ondina Braga. Que significa para você este prémio? Fiquei, obviamente, muito feliz por receber este importante prémio, instituído pela Câmara Municipal de Braga, que
honra a figura de Maria Ondina Braga, uma escritora e tradutora bracarense de enorme prestígio. Esta atribuição fez com que o meu trabalho se tornasse um pouco mais visível, trazendo-lhe um laivo de credibilidade e aumentando, simultaneamente, a minha responsabilidade em termos de escrita. Qual é a sua disciplina de trabalho e que ambiente precisa para escrever? Normalmente, só começo a escrever quando tenho uma história a fervilhar dentro de mim. Pode ter as suas raízes em algo que li, em algo que vi, que vivenciei ou que alguém experimentou. Quando isso sucede, faço um pouco de investigação sobre o tema em causa, escolho o título da obra, sentome na minha secretária – rodeado de silêncio - e escrevo com regularidade até que o livro esteja finalizado. Que nova história tem em mente, pode adiantar-nos uma sinopse? Tenho, na verdade, em mente uma nova obra, cuja narrativa passará, uma vez mais, pela Galiza, mais concretamente, por Laxe. Trata-se de uma história que aborda a questão da vida depois da morte e que procura trazer à discussão as reais possibilidades que temos em mãos para contactar com quem já partiu deste Mundo. Carmen Carreiro
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Uxía Senlle 8
Uxía Senlle acaba de voltar de Brasil, dunha xira con moito éxito, non só entre os emigrantes galegos senón tamén por parte dos brasileiros, que acolleron moi ben as súas cancións, a súa música que lle chega en galego, que os sorprende gratamente pola proximidade linguistica e cultural, volta para presentarnos a súa última creación discográfica, Meu canto, un disco gravado no Brasil, con temas fundamentais do seu repertorio en directo, unha proposta limpa de artificios, onde comparte complicidades co instrumentalista Sergio Tannus e extraordinarios músicos brasileiros, antigos amigos uns e outros novos, algúns especiais como Lenine ou Socorro Lira, que entre todos foron sumando sensibilidades a este disco que é, como dí Uxía “unha celebración do canto, do íntimo, do persoal onde a voz é a gran protagonista, Meu canto porque a marioría das cancións conteñen a palabra canto e porque é un disco que reflexiona sobre o acto de cantar”. O disco foi gravado nun lugar de excepción, nos estudos Biscoito Fino de Río de Janeiro, un estudo por onde pasan os grandes, como Chico Buarque ou María Bethânia, sendo o productor Jaime Alem. No Meu canto, Uxía Senlle recopila
cancións con textos dos poetas galegos, como Manuel María, Curros Enriquez ou Uxio Novoneyra, cunha voz mais fermosa, doce e serea que nunca. Esta relación de Uxía cos países lusófonos, ven xa de lonxe, dende que Uxía tomara a iniciativa de poñer en marcha o festival Cantos na Maré no ano 2005. Muller inqueda e creativa non só nos sorprende coa súa música, é tamén productora, rescatadora ou descubridora das músicas e cancións populares, e desta faceta coa que disfruta e se encontra moi a gusto, temos como resultado as Malvela ou a señora Carme, mulleres do seu barrio, da sua familia, que cantaban dende sempre na casa ou nas xuntanzas veciñais, pasaron por impulso de Uxía Senlle a actuar para o público, a compartir e divertir coas cancións de sempre, e ao mesmo tempo facendo unha laboura divulgativa do noso patrimonio musical. Na súa axenda ademáis da xira de presentación do seu disco, esta o deseño e posta en marcha do próximo Cantos Na Maré, escribir, quere retomar a escrita e seguir construindo creando, dándolle forma a novos proxectos.
Primer Plano UNA MUJER EN ÁFRICA El ejército se prepara para restablecer el orden en el país. Los extranjeros se han ido antes de que las cosas se pongan feas. Pero María Vial no está dispuesta a abandonar la plantación de café antes de la recolecta porque hayan sonado unos cuantos disparos. Al igual que su suegro y su ex marido, está convencida de que Chérif, el alcalde de un pueblo vecino, la protegerá a ella y a su familia. Tiene una guardia personal, una milicia privada formada por hombres bien entrenados, bien armados y muy duros. Ficha artística: Isabelle Huppert (María Vial); Isaach Bankolé (el boxeador); Christophe Lambert (André Vial); Nicolás Duvauchelle (Manuel Vial); William Nadylam (el alcalde). Directora, Claire Denis; Guión, Claire Denis y Marie N’Diaye; Fotografía, Ives Cape. País, FranciaCamerún. Año de producción 2009. Duración 102 minutos. LOS PITUFOS-3D. Basada en los personajes de dibujos creados por Peyo, la película está protagonizada por Neil Patrick Harris, Hank Azaria, Sofia Vergara y Jayma Mays, y dirgida por Raja Gosnell. Sinopsis: Cuando el malvado brujo Gargamel, persigue a los pitufos fuera de su pueblo, caen fuera del mundo mágico y dentro del nuestro- de hecho, en el centro de Nueva York en Central Park. Los Pitufos deben encontrar la manera de regresar a su pueblo antes de que Gargamel les consiga localizar. ROMPECABEZAS Para definir la ópera primera de la directora argentina 10
Natalia Smirnoff, que ha asistido como ayudante de dirección y/o directora de reparto de algunos de los cineastas argentinos más representativos de esta última década, entre ellos Pablo Trapero y Lucrecia Martel, podríamos componer un puzzle con sus reflexiones y éstas nos devolverían la esencia, conformada, de su film. El reparto, uno de los puntos más destacados por la crítica internacional, descansa sobre las figuras de María Onetto (La mujer sin cabeza, de Lucrecia Martel), Gabriel Goity (Un novio para mi mujer, de Juan Taratuto) y Arturo Goetz (El nido vacío y Derecho de familia, de Daniel Burman; La niña santa, de Lucrecia Martel y Los condenados, de Isaki Lacuesta). La película de Smirnoff, que participó en las pasadas ediciones del Festival de Berlín y en Horizontes Latinos del Festival de Cine de San Sebastián, ROMPECABEZAS “habla de una madre, de todas las madres en cierto modo, de ese sentimiento maravilloso e increíble que les hace entregar su amor incondicional a otros, a sus hijos, su familia, y también de su necesidad de controlarlo todo. Me gusta que no sea una heroína obvia; su fortaleza no es aparente. Me gusta cómo gana. Su fuerza de voluntad y su determinación son sus dos motores. Pero eso no significa que no tenga emociones o que no llore”. Sobre el paralelismo entre CINE y su ROMPECABEZAS, la directora afirma: “Hacer un rompecabezas es juntar muchas piececitas para crear una imagen total. Escribir y rodar una película es exactamente lo mismo, pero con un puzle de un millón de piezas. Para hacer un rompecabezas hay que tener en cuenta hasta la pieza más pequeña, fijarse en la forma, los
colores, las peculiaridades. Solo así puede verse cómo conectan las piezas. Lo mismo pasa con los actores, las tomas, las escenas, el atrezo, los decorados, el vestuario, el sonido, las voces, los colores, la luz… Hay que estar al tanto de cada elemento y jugar con ellos. Pero para jugar correctamente, se debe tener en cuenta cada pieza por separado y unirlas con sumo cuidado”. Sinopsis: María del Carmen es un ama de casa de cuarenta y pico años cuya única preocupación en los últimos veinte años ha sido el bienestar de su marido y de sus hijos, ahora mayores. Pero cuando le regalan un rompecabezas para su cumpleaños, descubre que tiene un don muy especial: puede hacer puzzles a una velocidad increíble. Intrigada por un anuncio, “Se busca compañero para campeonato de rompecabezas”, pegado al tablón de una tienda de su barrio, decide entregarse a su nueva adicción a pesar del nulo apoyo que recibe de su familia. Con el autor del anuncio, un solterón millonario con mucha personalidad, aprende las reglas del juego, aunque eso implique mentir a su marido… María está decidida a llegar al siguiente nivel: sueña con ganar el torneo nacional y viajar a Alemania para competir en el Campeonato del Mundo de Rompecabezas. LOS HOMBRES QUE NO AMABAN A LAS MUJERES Columbia Pictures Presenta Millenium: Los Hombres que no Amaban a las Mujeres, nueva adaptación cinematográfica del primer libro de la trilogía Millennium, escrita por Stieg Larsson, gran éxito de ventas internacional. Dirigida por David Fincher (La Red Social) y protagoniza11
entrega es Elsa Pataky. Los dos se unen a viejos conocidos como Jordana Brewster, Cris. Este fin de semana la taquilla fue claramente dominada por la quinta entrega de la saga, Fast & Furious 5, que se alza a la primera posición en cuanto a recaudación de la franquicia, demostrando así que sigue muy viva y cuenta con muchos fans. La película había recaudado en España a finales de abril 4.423.000 de euros con 344 copias y 460 pantallas, con un promedio por pantalla de 3413 euros. Thor fue la segunda opción más elegida. Aunque contaba con copias 3D, no pudo con el empuje de Fast & Furious 5, quedando en segunda posición. Fast & Furious 5 consiguió asimismo la recaudación de fin de semana más grande del 2011 con copias 2D. Fast & Furious 5 no solo ha triunfado en España, ha batido records en el mundo entero: En EEUU, recaudó 86 millones de dólares en su primer fin de semana. Se estrenó siendo nº 1 en Rusia, Alemania, Austria, Turquía , Australia, Reino unido etc..., con cifras de records, y se esperan resultados similares en otros muchos territorios pendientes de estreno. Sin duda, FAST & FURIOUS 5 seguirá nº1 en la carrera hacia el éxito.
da por Daniel Craig y Rooney Mara, la película está basada en la primera novela de la trilogía, que a día de hoy ha vendido 50 millones de ejemplares en 46 países, convirtiéndose en un fenómeno mundial. El guión ha sido ha adaptado por Steven Zaillian. Ya tenéis a vuestra disposición en www.image.net, en calidad online y en calidad de emisión, el teaser trailer de la película. Así mismo, tenéis acceso al cartel teaser. Millenium: Los Hombres que no Amaban a las Mujeres se estrenará en España el 13 de Enero de 2012. FAST & FURIOUS 5 Vin Diesel y Paul Walker protagonizan Fast & Furious 5, la última entrega de la explosiva franquicia basada en la velocidad, que reúne a muchas de las estrellas de los anteriores capítulos. Con el recién llegadol Dwayne Johnson, la saga que enganchó al mundo con buenas dosis de adrenalina se autosupera llevando la acción y el espectáculo a una escala global. En Fast & Furious 5, el expoli Brian O’Conner (Paul Walker) se une a exconvicto Dom Toretto (Vin Diesel) en un lugar desconocido para ellos; el lado opuesto de la ley, en la exótica ciudad de Río de Janeiro. Además de Dwayne Johnson, la otra cara nueva de esta 12
Balenciaga
El día 7 de junio se inauguró el Cristóbal Balenciaga Museoa, en la villa de Getaria, Guipuzkoa, siendo este el primer museo del mundo de estas características dedicado exclusivamente a un modisto. La idea del museo se puso en marcha bajo la tutela de la Fundación Cristóbal Balenciaga, en su función de promocionar, difundir y potenciar la trascendencia, relevancia, importancia y relieve de la persona y obra del genial diseñador considerado el creador del arte de la alta costura. Tres grandes espacios, cuatro plantas, seis salas y una cuidada selección de 90 piezas especiales, configuran, a grandes rasgos, el primer museo pensado y dedicado a uno de los mayores genios de la moda universal: Cristóbal Balenciaga. El museo además de exhibir, de manera rotatoria, parte de las más de 1.200 piezas, que bajo la tutela de la Fundación han sido recibidas, hasta el momento, mediante cesiones, donaciones, depósitos institucionales o privados, busca convertirse en un centro internacional con vocación didáctica, divulgativa e investigadora en torno a la figura del modisto-creador. El germen del recién inaugurado Cristóbal Balenciaga Museoa se remonta a 1987. Por aquel entonces, el 50 aniversario de la apertura de la Casa Balenciaga en París motivó la celebración de 14
un homenaje a la figura del genio guipuzcoano, celebrado en Donostia por iniciativa del Ayuntamiento de Getaria y de un estrecho colaborador del modisto-creador, Ramón Esparza. Fruto de esta iniciativa fue la constitución de una asociación que se encargara de canalizar diversas iniciativas de difusión de la obra y vida del propio Balenciaga. Siete años después, en 1994, se daría un nuevo paso en este sentido con la formalización de la Asociación Promotora de la Fundación Cristóbal Balenciaga, lo que derivó en el nacimiento de la propia Fundación en octubre de 1999. Integrada, en un principio, por el Ministerio de Educación y Cultura, así como por el Ayuntamiento de Getaria, la presidencia de la misma recayó en otro gran modisto, amigo y discípulo de Balenciaga, Hubert de Givenchy. Entre los objetivos primordiales de esta institución estaba la idea de la construcción, desarrolo y mantenimiento del Museo Baleciaga, siendo este el punto de partida de la puesta en marcha de este proyecto ahora hecho realidad. Cristóbal Balenciaga Eizaquirre nació en Guetaria en enero de 1895, (Guipuzkoa), está considerado el creador del arte de la alta costura, con tan solo 18 años ya creaba sus propios vestidos, realizaba frecuentes viajes a París, siempre tratando de apren-
Estrena museo en Getaria
der de los más grandes. La sublimación de la silueta femenina era el objetivo de Balenciaga. Aunque el alguna ocasión dijo “una mujer no necesita ser perfecta o bella para llevar mis vestidos, el vestido lo hará por ella”, su modelo preferida se llamaba Colette y era una mujer muy delgada, de espalda inacabable y caderas muy anchas, En sus dibujos, Balenciaga da a entender cuál era su ideal femenino y a qué daba importancia. Sus siluetas tienen siempre más espalda que cintura, están coronadas por sombreros muy estilizados y los zapatos son un mero punto. Lo importante son las texturas, la caída; que la línea sea inmediatamente reconocible; que todo corresponda a un gesto simple, elegante, definitivo. Pero que la concepción sea escultórica no significa que la ropa no sea cómoda, que el cuerpo femenino no se deslice fácilmente entre sus pliegues. Balenciaga soñaba con un traje sin costuras y con poder resolverlo todo gracias al corte. Las mangas son, según los expertos, la prueba más concluyente de la supremacía de su arte, buscaba la manga perfecta, que permitiese una total libertad de movimiento. Se retiró cuando la moda dejó de ser un reducto de exigencia, cuando comprendió que la perfección era una quimera que nadie iba a compartir con él.
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Ricard Terré
Un conjunto obras maestras del fotografo se exponen en Vigo
La Fundación Barrié de La Maza en colaboración con La Fábrica ha inaugurado en Vigo una exposición retrospectiva sobre la obra del fotógrafo Ricard Terré. Un recorrido antológico formado por 121 fotografías de diferente formato, seleccionadas por el comisario de la exposición Chema Conesa, la muestra pretende hacer una relectura de la obra de este catalán instalado en Vigo desde 1959 hasta su muerte. Ricard Terré utiliza la fotografía para expandir su mirada irónica, su sentido del humor y obtener un retrato de su entorno en el que se explica a sí mismo la condición humana con una mirada de impecable elegancia, empatía y calidad sentimental. Su personalísima técnica, caracterizada por los encuadres arriesgados de sus imágenes, los contrastes acentuados y la búsqueda de la proximidad con los modelos lo convierte en un ensayista de la fotografía con una mirada subjetiva en busca del alma más allá del rostro o de la creencia más allá del rito. Este proyecto cultural plantea un recorrido por las imágenes y por la vida de este fotógrafo, e incluye la edición de un libro, publicado por La Fábrica, dentro de su colección Obras Maestras, con 300 páginas y 153 fotografías. En él se recoge una amplia investigación de la vida de Terré, a través de una exhaustiva cronología ilustrada con imágenes. Ricard Terré nació en Sant Boi de Llobregat, Barcelona, en 1928. Estudió en la Escuela de Altos Estudios Mercantiles de Barcelona y comenzó en el mundo del arte como pintor y caricaturista. Fue en 1955 cuando empezó a practicar la fotografía. En ese momento entró en contacto con miembros de la Agrupación Fotográfica de Cataluña donde coincidiría con Xavier Miserachs y Ramón Masats, con los que expuso por primera vez en 1957 en la exposición Terré-Miserachs-Masats. En 1958 se integró en el grupo AFAL (Agrupación Fotográfica de Almería) donde pasó a formar parte de su comité directivo y participó en todas sus actividades. Sus obras más conocidas las realizó entre 1955 y 1960. En la década de los años 60 abandonó la práctica de la fotografía. Tras 20 años de silencio porque decía, no le interesaban los encargos "decorativos", en la década de los años 80, ya jubilado, reinició su actividad fotográfica y su obra comenzó a recibir, con exposiciones tanto individuales como colectivas y libros, el reconocimiento que tanto merecía. Aunque él distinguía estas dos etapas en su vida de fotógrafo, lo cierto es que no tenía en cuenta el aspecto cronológico de sus fotografías en las exposiciones. Consideraba que lo que importaba de ellas era la manera en que reflejaban el espíritu humano. Según Terré, la fuerza de la fotografía estaba en poder mostrar a los demás un acontecimiento irrepetible. Su forma de creación estaba más cercana a la poesía que a la crónica, en la que una imagen no vale más que mil palabras, sino que contiene mil sentidos. Utilizaba las imágenes no como representación de la realidad, sino como la metáfora de otro mundo interior. Su obra se caracterizó también por los encuadres arriesgados de sus imágenes, los contrastes acentuados y la búsqueda de la proximidad con los modelos. No era la suya una fotografía de reportaje sino que, más bien, se le podría definir como un ensayista de la fotografía. En 2008 recibió el premio Bartolomé Ros a su trayectoria profesional en PHotoEspaña y falleció el 29 de octubre de 2009 en Vigo, tras sufrir una larga enfermedad. Fundación Pedro Barrie de la Maza Rua Policarpo Sanz, 31-Vigo
aEl TĂşnel Restaurante
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Isabel Mastache A diseñadora galega, ex alumna de Esdemga, expón as súas creacións no festival “Arrgh, Monster in Fashion”” no museo Benaki de Atenas
“Arrrgh, Monsters in Fashion”, exposición internacional ubicada no marco do Athens Festival 2011, presentará pezas dos deseñadores e artistas máis impactantes e relevantes do panorama artístico e da moda actual. O Benaki Museum de Atenas, Grecia, será o escenario que acollerá a partir do día 15 de maio, e ata o 31 de xullo, a exposición internacional titulada “Arrrgh! Monsters in Fashion”, ubicada dentro do marco do Athens Festival 2011. A mostra recolle o traballo de diversos artistas da última década, aproximándonos a un mundo case antiestético, onde se entremezcla o corpo humano coa monstrosidade, o enigmático e o belo co radical e o grotesco. Novos códigos visuais e novas linguaxes que exploran deseñadores como Walter Van Beirendonck, JeanCharles de Castelbajac, Comme des Garçons, Martin Margiela ou Junya Watanabe, e onde a representación española virá da man de Isabel Mastache, ex alumna de ESDEMGA, Andrea Ayala Closa, e Agatha Ruiz de la Prada. A mostra complementase coa publicación ilustrada “NOT A TOY. Fashioning Radical Characters”, onde poderemos encontrar extensas referencias sobre a influencia do deseño de personaxes en moda e artes, apoiadas por múltiples artistas da escena internacional, algúns deles, como Mastache, representados na exposición, e onde se engaden outros creadores como Alexander McQueen, Hussein Chalayan ou John Galliano. Isabel Mastache continúa, así colleitando recoñecementos internacionais. Despois de gañar en 2008 o Primeiro Premio no Certame de deseñadores novos “Tesoira” e en 2009 o recoñecemento ó mellor proxecto fin de estudos en “Debut 09” de Esdemga, máis tarde presentou a súa colección polas pasarelas de Cibeles, en El Ego, espazo adicado aos creadores xóvenes en febreiro de 2010 e, no mesmo ano, Isabel foi a única seleccionada española no festival de Hyéres, recoñecido internacionalmente polo alto grao de creatividade e vangarda. Foi en Hyéres onde Michael Stipe, líder da banda americana REM, se interesou polos deseños da creadora galega, e vímolo vestido íntegramente cos seus deseños no seu último videoclip, chamado “Alligator_Aviator_Autopilot_Antimatter”. 18
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Gilles Serra
Directo general de Crédit Agricole Banca Privada
O Alemania y Francia salvan a España o se cargan el sistema bancario europeo. En este país el paro es una profesión como otra cualquiera. Nadie se puede creer que las cajas han tomado todos los créditos malos y los bancos, sólo los buenos Gilles Serra es un gran conocedor de la economía española y no alberga dudas sobre algunas cuestiones candentes. Sostiene que Francia y Alemania deberán «salvar» a España y ayudarle a supera la crisis, opina que hay un 8% de «parados profesionales» y cree que los bancos españoles también deberán ser recapitalizados por el agujero inmobiliario, porque «no sé quién se puede creer que las cajas han tomado todos los créditos malos y los bancos sólo los buenos». El 20
director general de Crédit Agricole Banca Privada ofreció recientemente una conferencia en Bilbao -a la que, entre otras personalidades, asistieron el alcalde, Iñaki Azkuna, y el cónsul francés, Didier Ortollanz- para conmemorar los 15 años de presencia de la entidad financiera gala en la capital vizcaína. Mientras otros países europeos están ya en plena senda de recuperación, a España se le vaticina un escenario realmente complicado en el corto-medio plazo. ¿Por qué tal diferencia? La de España es una crisis hecha por y para los españoles. Aquí no ha habido una crisis mundial, sino ibérica. La crisis es totalmente ibérica y se ha originado a base de demasiado
crédito inmobiliario. Ha sido provocada por el sector inmobiliario y en España, inmobiliario y banca son la misma palabra. Cuando se para ese sector, todo se para. La construcción se paró a finales de 2007 y eso tuvo una coincidencia con la crisis mundial. Entonces, ¿la crisis española no tiene nada que ver con la crisis mundial? La crisis española es solamente española. La única vinculación entre ambas es que de cada 100 euros de crédito que daban los bancos españoles, 60 euros procedían de depósitos y los 40 restantes venían de fuera. Por lo tanto, cuando se produjo la crisis de liquidez mundial, los bancos tuvieron que parar los préstamos a lo bestia y entonces fue cuando se vio la burbuja con toda su intensidad. ¿Esa situación está en el origen de la gran desconfianza de los mercados hacia la economía española y su sector financiero? La gran desconfianza que hay ahora en España es a raíz de lo que pasa con el sector inmobiliario en los bancos. El balance de bancos y cajas en España es igual a dos veces el PIB español. El 50%, es decir, el equivalente al PIB español, está prestado al sector inmobiliario. Esto es, son unos 370.000 millones de euros en créditos a promotores y otros 300.000 en créditos hipotecarios. Eso es demasiado dinero. Y la ley bancaria dice que si se tiene un crédito que representa como máximo un valor del 80% de la tasación de la casa cuando se hizo el préstamo, no se tienen que hacer provisiones si no te pagan. Todas las casas financiadas en 2007, y de las que los bancos tienen el 80% de su financiación, no valen esa cantidad. Por lo tanto, hay un agujero muy importante que no se ha declarado. EL PESO DEL LADRILLO Pero se supone que el sector financiero español ya se ha desnudado y ha dado a conocer su exposición al ladrillo. El Estado está haciendo una labor bastante buena con las cajas de ahorro. Pero hay que recordar que las cajas y los bancos tienen exactamente el mismo tamaño. No sé quién se puede creer que las cajas han tomado todos los créditos malos y los bancos todos los buenos. El problema es el crédito inmobiliario en España. Los grandes bancos, como el BBVA o el Santander, que tienen operaciones fuera de España, tendrán una situación muy diferente. Pero todos los bancos en su actividad en España tienen el mismo problema, e incluyo a los extranjeros que operan aquí. El problema es un agujero en la actividad principal del país. En ese escenario, ¿qué cabe esperar que ocurrirá? Todo el ejercicio de consolidación y de recapitalización de las cajas está bien enfocado, pero ese ejercicio aún no ha empezado para los bancos. ¿Y cómo se debe aplicar ese ejercicio? El Banco de España dirá lo que hay que hacer para recapitalizar los bancos cuando sea necesario. No soy experto en bancos españoles, pero si tienen el 50% de los créditos que
se daban al sector inmobiliario, no me puedo creer que las cajas hayan tomado todo lo malo y los bancos todo lo bueno. Entonces, ¿por qué se ha identificado a las cajas como el gran mal de la economía española? Creo que era más fácil denunciar a las cajas que hablar de los bancos. ¿El proceso de reordenación de las cajas es suficiente para que puedan afrontar el futuro con garantías? Aún no, pero forma parte de un proceso. La pregunta se podrá contestar dentro de 18 meses, cuando sepamos qué se ha hecho con la banca y se conozca dónde se han puesto todos los morosos que hay en las cajas, quién se lo queda y cuál es el capital que se pone en las cajas. Lo que está claro es que tras la limpieza y tras la concentración, las cajas van a desarrollar un gran papel en la economía española. Encrucijada Más allá del sector financiero, ¿cree que las medidas del Gobierno son suficientes para que España pueda superar esta grave crisis o aún se deben poner en marcha más actuaciones? Hay un proverbio japonés que dice que no se puede cazar la niebla con un abanico, y ahora estamos mucho en plan de abanico. Está muy bien lo que ha hecho el Estado para tratar de reducir el déficit, pero el problema principal es el del stock inmobiliario vacío, que se puede vender, pero si se pone a su precio. Si se bajan los precios el 50%, se empezarán a vender porque el ahorro se ha disparado en España, pero la condición es que se pongan los precios en su sitio. Tanto el Gobierno como los organismos internacionales aseguran que no hay riesgo de que España tenga que ser rescatada. ¿Comparte esa tesis o cree que existe tal riesgo? Tengo absolutamente claro que Europa, y cuando digo Europa digo Alemania y Francia, tienen que escoger entre dos estrategias. O bien salvan a España y le ayudan a pasar esta crisis, o bien se cargan el sistema bancario europeo. ¿Habla de un rescate? No tiene por qué ser un rescate en toda regla, pero sí inyectar liquidez, refinanciar deuda, etc. Con todo, usted plantea una disyuntiva tremenda España tiene una deuda que sube muy rápido y que va a subir más si tiene que recapitalizar a los bancos. Se va a necesitar liquidez y Europa hará todo lo que sea necesario para seguir facilitando esa liquidez. El paro ya afecta a 4,5 millones de personas y la tasa alcanza el 21%. ¿Hasta dónde llegará». No cabe duda de que subirá al 25%. En España, el paro es una profesión como cualquier otra. Hay un paro estructural del 8% y el Estado nunca ha querido suprimirlo. Hay un 8% de parados profesionales que viven de esto y algún día habrá que arreglarlo. Sólo hay que decir que con esto se acaba, aunque quien lo haga perderá las elecciones. Vicente Montejano
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Sargaceiros de Venade Por José María Gavinho Pinto
Nos anos de 1929 1 1949, a Capitania do Porto de Caminha abria concurso para arrematação da colheita de sargaço nas prais da fortaleza de Nossa Senhora da homens de Venade. Então nos meses de Junho, julho e agosto, 12 ou 14 homes bons, trabalhadores e fortes, iam viver para a ínsua para apanharem o sargaço habitavam numas casinhas que lá existiam em bom estado de conservação, que eram do tempo que lá habitavam tropas, prestavam lá serviço doi sfaroleiros, que habitavam em boas mordias, e tinham a igreja de Nossa Senhora da ínsua muito asseada, e até lustrosa. A ïnsua durante a época do sagraço era habtiada por mais doze ou catorze pessoas que faziam uma excelente companhía aos faroleiros; os sargaceiros faziam comida numa panela muito grande de tréspernas; dentro dessa panela punham tudo que era bom “menos a pedra”. O pão era cozido em Venade, tinha um paladar un pouquinho azedo, que era para se aguentar mais tempo sem crian bolor. Era muito bom este pão. Os sargaceiros, junto scom os faroleiros, iam todos os días orar a Nosa Seroa da ïnsua. A cohelita do sargaço, era um trabalho violento; muitas vezes os homens eram obrigados a meterem-se ao mar com a áuga pela cintura para trazerem o redenho cheio para terra; era preciso muita foça. Outras vezes o mar deixava em terra, na linha de praia-mar, montanhas de sargaço; este era mais fácil de apanhar, mas era preciso transportá-lo á cabeça em cestos de dois alqueires ou em padiolas para o lugar onde o colocavam a secar; deposi de seo era apanhado e bem guardado para despois ser transportado para terra. O transporte era feiro em pequenas embarcaÇöes que só aguentavam como meio carro de sargaço seco. Escolhiam as marés vivas e mar chão zinho, e cuando a água do río Minho corría para 22
montante, á vinham eles rio acima, entrAvam no río Coura e descarregavam em Venade: Mais tarde os homens, sargaceiros de Venade, construíram um barco grande, talvez de vinte toneladas, para transportarem o sargaço, esse barco subia o río Minho, entrava no río Coura, e descarregava o sargaço naquela lingueta que está pertinho da ponte do caminho de ferro. O esqueleto deste barco está sepultado na margem do río Coura, entre a ponte do caminho de ferro e a ponte da estrada nacional. Os sargaceiros passavam pelas ruas de Caminha em grupo de vinte e trinta homens, quase todos vestiam coletes ou casacos de Burel, o grupo trazia sempre concertina, ora cantavam, ora tocavam, passavam ás très e aquarto horas da madrugada, oregreso era o caír da tarde, lá vinham eles a tocar e a cantar, de quando em vez, era silèncio, ouvia-se uma voz, Miguel!!, está na linha, un grupo respondía, dalhe força. Ouvia-se então um estampido que fazia eco, era a expulsao de gases intestinais, e a concertina continuava a tocar. O transporte do sargaço era feito em carros de bois, de vez em quando o carro chiava e eles juntavam-lhe sebo, com medo dos agentes da sua Excelencia a augoridade, que umas vezes os autuavam por falta de lubrificaçao, outras por o candeeiro não dava luz. Os sargaceiros de Venade eram homens trabalhadores e honestos, possuidores de muitos terrenos, nesse tempo quem tinha muitas terras era rico. Dizia-se “fulano colhe muitos carros de milho. Venade é terra de gente rica”, a palavra de um homen de Venade é ouro de lei, nñao faz falta escritura. ERam assim os sargaceiros de Venade, ha cinquenta anos; trabalho, cantigas, concertina, gargalladas, música, amor e boa disposição.
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RMS St. Helena Pasó por Vigo el último trasatlánatico del Servicio Postal Británico Por Francisco Díaz Guerrero
El pasado mes de marzo, el puerto de Vigo recibió la visita de un buque muy especial: el último trasatlántico del Servicio Postal Británico RMS St. Helena. Heredero de una larga dinastía de buques de pasaje que a lo largo de siglos mantuvieron comunicado al Reino Unido con sus colonias de ultramar, el RMS St. Helena es el último superviviente de una legendaria flota de navíos, que durante décadas encumbraron a la marina mercante británica a lo más alto de la aristocracia marinera. Precisamente las siglas “RMS” que distinguen a este tipo de embarcaciones significan “Royal Mail Ship”, o lo que es lo mismo, Buque Correo Real. A bordo del RMS St. Helena, arribaron a Vigo en tránsito hacia el Reino Unido, 94 pasajeros procedentes de Ciudad del Cabo (Sudáfrica), y las islas de Santa Elena y Ascensión, consideradas como dos de los enclaves habitados más inaccesibles del planeta junto con la isla de Tristan da Cunha, situada más al sur que las anteriores, y que ostenta este récord. El viaje, de un mes de duración, incluye también una escala en Santa Cruz de Tenerife, a donde llega el barco directamente desde Ascensión tras una semana de viaje. 24
La isla de Santa Elena, cuya fama debe por ser el lugar donde murió desterrado Napoleón Bonaparte, es un pequeño paraíso tropical de 122 kilómetros cuadrados de superficie (poco más que la que abarca el ayuntamiento de Vigo), situado en medio del Atlántico entre el Ecuador y el Trópico de Capricornio. El enclave, de indudable estrategia militar, está habitado por poco más de cuatro mil personas que se concentran en los distritos de Jamestown, capital de la isla, Half Tree Hollow y St. Paul’s. Los grupos étnicos que existen en Santa Elena son descendientes de africanos (50%), blancos (25%) y descendientes de chinos (25%). La isla fue descubierta en mayo de 1502 por el navegante ourensán al servicio del rey de Portugal, Joao da Nova, también conocido por Xoan de Novoa, que regresaba a Europa tras la tercera expedición portuguesa a la India. Sus recursos naturales se centran en la pesca, donde la langosta es una de sus capturas estelares, y la agricultura, limitada al 12% de su territorio dado su origen volcánico. Hoy en día, la única comunicación posible con este remoto territorio es por vía marítima, ya que tanto Santa Elena como Ascensión
carecen de aeropuerto comercial. Para sus habitantes, el barco es el cordón umbilical que los mantienen conectados con el continente africano, en este caso con el puerto de Ciudad del Cabo, del que lo separan seis días de navegación en dos conexiones mensuales de ida y vuelta. No es una conexión rápida, desde luego, pero a los tranquilos habitantes de la isla poco les importan las prisas, y para ellos viajar al continente es por otra parte un acontecimiento que pocas veces se pueden permitir, ya que el viaje redondo no sale por menos de 900 euros, ocupando el camarote más asequible. El RMS St. Helena, al ser un buque mixto de pasaje y carga, puede transportar además de un total de 128 pasajeros que viajan atendidos por una tripulación de 56 personas, las mercancías necesarias para que la isla no quede desabastecida. Medicinas, libros, revistas, correo y equipos audiovisuales, además de los productos necesarios para la alimentación de sus habitantes conforman la carga habitual del buque, que también dispone de conexiones eléctricas para el transporte de contenedores frigoríficos con alimentos congelados. Desde luego, el viajero que se decanta por viajar en el RMS St. Helena sabe que lo va a hacer en un barco cómodo, pero lleno de limitaciones. Sus reducidas medidas de poco más de cien metros de eslora por 19 de manga y 6.767 toneladas de registro bruto hablan a las claras de que estamos ante una embarcación cuyo pasaje está compuesto básicamente por personas a las que la necesidad obliga a recurrir a él, y no por una clientela que busque un barco con la oferta lúdica de los cruceros. Aún así, y teniendo en cuenta los largos días de navegación, el buque cuenta con una pequeña piscina
donde el pasaje puede refrescarse durante los días de navegación por latitudes tropicales, así como una pequeña biblioteca, que incluye videoteca, y una sala de gimnasio. El comedor principal es sin duda el lugar de mayor amplitud y en él se sirven las comidas “atractivamente presentadas” según la publicidad de la compañía. El resto de los espacios públicos se ciñen al salón principal que tanto hace las veces de discoteca como lugar de charlas, y a la cubierta exterior donde el pasajero puede disfrutar de la lectura sentado cómodamente en su hamaca, o de la contemplación del inmenso océano, muchas veces interrumpida por la visita de delfines o de alguna puesta de sol irrepetible. Pero hacer este viaje distinto a bordo de tan singular trasatlántico, tiene los días contados, ya que el gobierno británico tiene planeado construir un aeropuerto comercial en la isla, un proyecto que data de 1960 y que tras numerosas idas y venidas parece que el actual gabinete del primer ministro británico David Cameron le dará el empujón definitivo para Itinerario del Sta. Helena que se haga realidad en 2012. Será cuando el RMS St. Helena pase a un segundo plano, ya que las pérdidas que origina su explotación lo tienen abocado a la retirada. De momento no hay fecha fija, pero mientras tanto, en su horizonte más cercano es probable que vuelva a Vigo el próximo 6 de octubre, tras zarpar de Ciudad del Cabo el 10 de setiembre. Esto, siempre y cuando aparezca algún flete para traer contenedores con pescado congelado, como viene haciendo habitualmente cada vez que recala en Vigo, a razón de una o dos veces por año desde su primera visita a la ciudad en agosto de 1999.
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Vigo transforma PROGRAMACIÓN DE LA INICIATIVA VASOS COMUNICANTES Desde el día 23 de junio y hasta la finalización del festival el día 2 de julio, la iniciativa Vasos Comunicantes, coordinada por el artista gallego afincado en Bruselas Isaac Cordal, llenará espacios significativos de la ciudad de Vigo con diferentes trabajos de arte, ciencia y tecnología. Distintas instalaciones, performances, proyecciones, talleres y exposiciones que completan y extienden la oferta de Vigo Transforma al ciudadano y al visitante para descubrirles la intensidad de las nuevas propuestas de jóvenes creadores y artistas y fomentar el intercambio desde la óptica más libre y abierta al espectador.Ver, oír, explorar, experimentar y formar parte de la capacidad de transformación que aporta la inspiración artística. En Vigo.
INSTALACIONES: ‘Sonosferas’, de la mano del antropólogo y artista sonoro Chiu Longina, que recoge el pulso de la ciudad mediante un gran ‘macrófono’. ‘Waves’, donde el artista Daniel Palacios reúne espacio e imagen mediante un largo trozo de cuerd. ‘BlitzTag’ y ‘Led Throwies’ son las propuestas del colectivo de artistas digitales Graffiti Research Lab Germany, dedicados a equipar a escritores de graffiti, artistas urbanos y manifestantes con las tecnologías de código abierto para la comunicación urbana. ‘Comecocos Bahía’, presentado por el equipo TransBahía Pacman y cuyo proyecto consiste en la instalación de una macro-proyección de un videojuego sobre la fachada del Hotel Bahía. ‘Contenedores’, donde varios artistas gallegos vinculados al arte urbano, graffiti y mural van a intervenir dos contenedores. ‘The Church of the Blind Reverend', de Giles Walker, que ha estado trabajando con robots en los últimos 20 años. ‘Amplificador de Secretos’, de los artistas Xulio Lago y Roberto Braña, que recuperan dos yogures unidos por un hilo, pero magnificando su escala. PERFORMANCES: ‘Parkour Sonoro (a cidade como instrumento)’, del artista MDMME y que consistirá en una serie de intervenciones sonoras espontáneas en el espacio público de Vigo. ‘Synthoscope’, a cargo del artista Servando Barreiro, que consiste en una performance audiovisual que explora la relación entre las frecuencias de audio y la representación visual de la misma. ‘Moita Poesía, Poca Diversión’, con las artistas Lucía Aldao y María Lado, que pretende llamar la atención de aquellos que miran la poesía de reojo. TALLERES: ‘Taller de Reciclaje de Lonas en Maravillosos Objetos’, un taller impartido por Silvia Sánchez en dos turnos, por las mañanas para niños con el Taller VIGOTRANSFORMERS y por las tardes para adolescentes y adultos con Objetos VIGOTRANSFORMADOS. ‘Taller de Puredata + Minitronics’, impartido por Servando Barreiro y orientado a gente con inquietudes artísticas, electrónicas, audiovisuales, y experimentales. ‘Orquesta Exploratoria: Taller de Sonido y Espacio Público’, impartido por Nacho Muñoz y Carlos Suarez y dirigido a mayores de 14 años donde se trabajan aspectos relacionados con el universo de la escucha y de sonido. ‘La Calle es el Terreno de Juego’, impartido por Basurama, donde se reflexionará sobre los usos habituales del espacio urbano, los usos posibles, los mecanismos de transformación de nuestro entorno y el enorme potencial de la acción directa mediante intervenciones lúdicas. El plazo para inscribirse a dichos talleres está abierto y las plazas son limitadas. Todos los talleres son de 2 días de duración
PROYECCIONES: Proyección de la película documental ‘Contra a morte. Unha aproximación a Lois Pereiro’, de Alexandre Cancelo y Iago Martínez, con posterior coloquio-charla sobre el documental y la figura del poeta Lois Pereiro. El cortometraje documental ‘Muro Público’, de Pablo Outón, que propone una reflexión en torno al concepto de propiedad del Arte público a través del apropiacionismo creativo en 26
el entorno urbano. El documental ‘Óscar’, de Sergio Morkin, que gira en torno a un emergente artístico que nace de la crítica situación socioeconómica de Argentina. EXPOSICIONES: ‘Espacio Containers’, en la Plaza de la Estrella. En el interior uno de los dos contenedores habrá una exposición bajo el título ‘Muro público’, en la que se proyecta el corto documental con el mismo nombre y se exponen distintas fotografías de los murales acabados. En el otro contenedor habrá otra exposición que lleva por título ‘Totem Revolotem’, organizada por Alg-a y la asociación Amalgama, con obra gráfica de pequeño formato de artistas gallegos.
MODA TRANSFORMA Además este año, dentro de la programación de Vasos Comunicantes, se destinará un espacio especial dedicado a la moda gallega a través de las propuestas de jóvenes diseñadores. El ‘Desfile de Moda de Jóvenes Creadores’ tendrá lugar el sábado 2 de Julio en el Nuevo Tinglado del Puerto de Vigo. Se seleccionarán las propuestas más creativas de jóvenes diseñadores y se les proporcionarán los medios necesarios para que luzcan sus colecciones. Para participar, todos los interesados deberán enviar un dossier a moda@vigotransforma.comcon sus colecciones y un currículum personal. Se atenderá a criterios de innovación, creatividad y calidad. Una actividad gratuita en un acto sencillo, fresco, lúdico y representativo que acercará al público las propuestas más jóvenes de la moda gallega. El Festival Vigo Transforma cuenta con el apoyo de la Xunta de Galicia, dentro de la programación del ‘Ano da Música de Galicia 2011’.
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MIMI MANGANA Expone su obra en el Centro Cuntural de Nova Caixa Galicia
PAULO NEVES / ESCULTURAS DO 11 DE XUÑO Ó 19 DE XULLO GALERÍA A+B de 11 a 13,30 y 18 a 21 horas Rúa Galicia 28 - A Guarda (Pontevedra) galeria@artebronce.com www.galeriaartebronce.com Telef.: 986 611 259
Mimí Mangana Rojos de pasión, sangre de la naturaleza que hacen de la fantasía líneas mágicas de colores intensos, luz de amaneceres soñados con el brillo de la luna y una música en mi bemol desde las estrellas. Tulipanes enrosados y un toque de azahar que hacen florecer y perfurmar las vivencias oníricas de Mimí Mangana en una intensa melodía que pone esplendor y significado a su obra pictórica. Mis parabienes Mimí Vicente Montejano Con sus arrebatos de color, Mimí Mangana simboliza en sus lienzos la naturaleza, sus sueños, ensoñaciones celestes, etcétera, etcétera. En su búsqueda pictórica, “la materia de pintar” la transforma en una visión onírica, que con todo su esplendor la muestra sin engaños. Enhorabuena Mimí F. Quesada
PAULA GÓMEZ DEL VALLE FOTOGRAFÍA Ata o 2O de xuño de 2011 / Fundación Rodríguez Iglesias
CLAUDIO MASEIRO MUSEO DO MAR Avda. Atlántida 160 - Vigo Vista del Berbés de principios de siglo. Acrílico de 65x81, una de las obras de Claudio Maseiro expuesta y vendida en el Mercado de Arte de Sabarís, celebrado el pasado 29 de mayo. http://www.telefonica.net/web2/maseiro/ Correo electrónico claudiomaseiro@hotmail.com claudiomaseiro@telefonica.net 28
Imaxe e literatura van da man na exposición da Fundación Rodríguez Iglesias, “Palabras Imaxi-nadas”, de Paula Gómez del Valle. Nesta mostra, que permanecerá aberta ao público desde o 23 de maio ata o 20 de xuño, os retratos dalgúns dos principais escritores galegos contemporáneos combinan coas palabras que lle suxeriron á propia fotógrafa ás súas instantáneas. Trátase de imaxes de gran formato en branco e negro que recollen os rostros de autores galegos como Teresa Moure, Diego Ameixeiras, Xavier Alcalá, Jaureguizar, Berta Dávila e Teresa Gonzalez Costa. De luns a venres, de 12.00 a 13.30 e de 17.00 a 19.30 horas. Lugar: Fundación Rodríguez Iglesias (Edificio Hércules. R/ Cordelería, 32)
Tiempo de lectura
EL VALS LENTO DE LAS TORTUGAS Katherine Pancol Editorial:La Esfera de los Libros La novela continúa con la vida de las y los protagonistas de Los ojos amarillos de los cocodrilos: Joséphine y Zoé se han instalado en un buen barrio de París gracias al éxito de la novela que finalmente ha reivindicado su verdadera autora. Horténse se ha ido a estudiar moda a Londres y ve frecuentemente a Gary, el hijo de Shirley, quien también ha decidido vivir una temporada en Inglaterra. Philippe y su hijo también se han trasladado a Londres aunque van frecuentemente a París a visitar a Iris, ingresada en una clínica psiquiátrica por hallarse en una profunda depresión. La madre de Joséphine y de Iris, Henriette, trama una venganza contra su ex marido y su amante, Josiane, quienes por fin han encontrado la felicidad y están extasiados con los poderes casi sobrenaturales de su hijo de meses. De nuevo, un retablo de las vidas de
unos personajes con los que los lectores de todo el mundo podrán sentirse identificados.
TODO ES SILENCIO Disponible en Ebook Manuel Rivas
LA HABITACIÓN Emma Donoghue Editorial: Alfaguara Para Jack, un niño de cinco años, la Habitación es el mundo entero, el lugar donde nació, donde come, juega y aprende con su madre. Por la noche, Mamá lo pone a dormir en el Armario, por si viene el Viejo Nick. La Habitación es el hogar de Jack, mientras para su madre es el cubículo donde lleva siete años encerrada, secuestrada desde los diecinueve. Con gran tesón e ingenio, la joven ha creado en ese reducido espacio una vida para su hijo, y su amor por él es lo único que le permite soportar lo insoportable. Sin embargo, la curiosidad de Jack va en aumento, a la par que la desesperación de su madre, que sabe que la Habitación no podrá contener ambas cosas por mucho más tiempo.
En Noitiá, en la costa atlántica, hubo un tiempo en que las redes del contrabando, reconvertidas al narcotráfico, alcanzaron tanta influencia que estuvieron muy cerca de controlarlo todo: el poder social, las instituciones, la vida de sus gentes. Fins, Leda y Brinco exploran la costa a la búsqueda de lo que el mar arroja tras algún naufragio, el mar es para ellos un espacio de continuo descubrimiento. El destino de estos jóvenes estará marcado por la sombra odiosa y fascinante a un tiempo del omnipresente Mariscal, dueño de casi todo en Noitiá. Manuel Rivas, con una prosa incisiva que tan pronto es mar en calma como embravecido, da forma a un universo fronterizo en el que los silencios van moldeando a cada uno de los protagonistas. Una novela que relata cómo los círculos del crimen rodean y corrompen, no siempre con éxito, el extraño duende de la condición humana.
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Tourón
Visitas guiadas a Área Arqueolóxica polo historiador e arqueólogo Lois Vilar
A área arqueolóxica de Tourón, está situada en Ponte Caldelas, ten unha extensión de algo mais de 150.000 metros cadrados. No seu interior, atópase un dos conxuntos de arte rupestre ao aire libre mais importantes de Galicia. Cinco estacións visitables de diferentes tamaños, ofrecen a posibilidade de contemplar unha ampla variedade de petróglífos ou gravados sobre a rocha. Unha serie de sinais, distribuídos ao longo de todo o recinto, axudan a identificar as estacións á vez que sinalan os grupos de gravados e marcan a dirección da vista. Os petroglifos que se atopan dentro da Área Arqueolóxica de Toruón caracterízanse pola grande orixinalidade das figu30
ras representadas. Cazoletas, combinacións circulares, zoomorfos, trisqueles, esvásticas ou o gran cervo macho con baleirado interior de Nabal de Martiño, son só unha mostra da variedade de deseño e calidade de execución que atesoura este xacemento. Os cérvidos son un dos motivos máis representados nos petróglifos galegos. Atópanse reproducidos en diferentes estilos, posturas e dimensións pero en todos eles se observa un profundo coñecemento do comportamento animal por parte do artista, así como o seu desexo de plasmar a realidade natural de forma atinada. Adóitanse representar actividades relacionadas coa berrea.
Outras veces, plásmanse manadas e grupos de exemplares de diferente sexo e idade en actitude tranquila, pacendo das árbores, como a réolica que pode contemplarse nun dos humidais existentes na Área Arqueolóxica. Dende o punto de vista compositivo, podemos diferenciar a existencia de petróglifos sinxelos, como os círculos concéntricos con cazoletas interiores de Outeiro de Forcadela, e doutros extraordinariamente complexos,como o gran panel de Laxe das Cruces, que contén un numeroso e heteroxéneo conxunto de motivos xeométricos e naturalistas, ou a grande escena gravada en Nabal de Martiño. Recentes traballos levados a cabo na Área Arqueolóxica, permitiron documentar evidencias da existencia dun posible poboado da Idade de Bronce. Posiblemente os grupos humanos que ocuparon este lugar entre o III e II milenino a.C. viviron en poboados con cabanas máis ou menos circulares, rea-
lizadas con materiais vexetais e, ás veces, protexidas por unha estacada de madeira. Observatorio da paixase Integrados no percorrido, atópanse dous puntos dende os que se pode observar a paisaxe circundante. A través das fotografías panorámicas que se representan nas plataformas, pódese gozar de excelentes vistas sobre a paisaxe da Área Arqueolóxica de Tourón e do seu contorno.
Teléfono para visitas guiadas 986 090 300 WEB: www.pontecaldelas.org A próxima visita nocturna guiada á Área Arqueolóxica de Tourón, será o sábado 17 de xullo as 22:30 horas. A visita estará comentada por Lois Villar, historiador e arqueólogo. 31
Viaje a Huelva
Por Salvador Rajó
Vivencias de una pareja de fotógrafos en su viaje a Huelva para la recolección de la fresa.(Parte II)
Seguimos, ya sin cámaras, paseando el lugar y observando otras cuadrillas donde era fácil contemplar otra forma de trabajar e incluso que a diferencia de la que veníamos de fotografiar, que eran todos rumanos, aquí la mezcla de nacionalidades era evidente, nos enteraríamos más tarde que había búlgaros, polacos, servios, marroquíes y otros. También nos dimos cuenta que con ellos sería muy difícil hacer fotografía y menos aun entablar alguna conversación, ya que estos grupos estaban dirigidos y vigilados por capataces o encargados muy mal encarados/as, algo que no vimos en el grupo rumano. Después de un largo paseo entre invernaderos, arrancamos el coche y nos dirigimos hacia Matalascañas, pero, como llegamos muy temprano, nos desviamos al Rocío que estaba a muy poquitos kilómetros; hicimos algunas fotografías de este bonito pueblo y reservamos dos plazas para dentro de dos días ir a conocer el Parque de Doñana. Dos visitas hicimos al Rocío, suficiente para enterarte de aquello que si no conversas con los nativos, nunca te enterarías, y la verdad es que con el máximo respeto a la fe de los creyentes, todo lo que después se cuece en este bello pueblo es especulación y abuso, en nombre de esa fe, insisto que respetable. Hasta el punto llega la especulación que se están quedando sin vecinos 32
nativos, ya que el precio del suelo debe de ser ahora mismo lo más caro de España, con mucha diferencia; solo algunas cofradías pueden comprar y disfrutar de ese suelo. De los desplazamientos que de aquí salen hacia Doñana, mejor no os hablo, ni del precio, ni del disfrute. Lo siento, pero estoy tan defraudado que necesitaría muchos párrafos para desahogar toda mi indignación. Después de la visita al Rocío, nos dirigi-
mos a Matalascañas, con ánimo de tomarnos unas gambas blancas, tortillitas de camarones y una buena fuente de pescaditos, todo ello regado con el mejor vino blanco del condado. Así fue, tan pronto nos vio Luís, que así se llamaba el camarero y socio que el día anterior había tenido una entrañable conversación con nosotros, nos ofreció una mesa en el interior, ya que hacía un viento con rachas muy fuertes; había que dejar el cigarrillo para después, con el café y el brandy. Ya era “poco” lo que íbamos a pedir que aun
encima el amigo Luís nos agrandó las raciones. Os confesamos que hasta la mitad disfrutamos con las ricas gambas casi crudas y las deliciosas tortillas de camarones, pero creernos que al llegar los pescaditos el esfuerzo fue terrible, todo para no hacerle un feo a Luís; gracias que el vino condado nos ayudó a bajar todo aquello, desde luego son únicos rebozando los pescaditos, fue un homenaje que necesitó de un larguísimo paseo de dos horas para digerir lo metido entre pecho y espalda. Una vez recuperados de la sobredosis, nos tomamos un café y retornamos al hostal para descansar de este productivo día, no pensamos en la cena, no estaba el cuerpo para coñas; subimos a la habitación y nos tomamos dos naranjas, sin más y a dormir para estar frescos al día siguiente. Antes de meterme en la cama, salí a la ventana y pude ver unas colas de personas ante los cajeros de la Caja Rural, todos con su libreta de ahorros en la mano, observé como casi todos salían con una sonrisa, pero me dio mucha pena un hombre de raza negra que juraba en arameo, indignado porque había comprobado al meter la cartilla que no le habían ingresado su dinero. Como pude y con bastante temor hice algunas fotografías a los cajeros repletos de trabajadores y me fui a dormir, era temprano, pero estaba cansado y un poco perjudicado por los excesos culinarios. Llegó el día de la verdad, donde tenemos que utilizar todo nuestro encanto para conseguir toda la información posible sobre la recolección de la fresa. Después de un desayuno igual al de ayer, nos dirigimos a los invernaderos donde sabíamos que sería posible trabajar sin ningún tipo de cortapisas. Así fue como tan solo llegar al invernadero nos cruzamos con la que el día anterior nos había parecido la “jefa”del grupo de mujeres y hombres rumanos que allí trabajaban. Le pedí que posara para mi con las manos llenas de fresas, no lo dudó, con una sonrisa se apresuró a arrancar unas hermosas frutas rojas que apetecía comérselas, así posó, con las manos ocupadas por tan delicioso fruto; aprovecho el momento y después del posado le pregunto por aquello que quería saber: Hola, me llamo Salvador y tu. Mi nombre es Nora que significa Feliz. ¡ummm! Que precioso nombre... Nora ¿Y dime Nora, tal como reza tu nombre, eres feliz? Ahora si, hemos conseguido lo que queríamos, escapar de la miseria que padecíamos en nuestro país. ¿Cuantos años llevas en España? Llevamos tres años dedicados a la fresa Hablas en plural, dime Nora ¿qué familia tienes? Aquí estamos tres, mi marido, mi hija de 19 años y yo. Un hijo de 21 años se quedó en Rumanía. ¿Trabajáis los tres en estos invernaderos? Si, ahora mismo estamos trabajando los tres, lo que nos permite aspirar a adelantar nuestra vuelta a casa. La vuelta a casa, ¿dejaste una casa en Rumanía? No, cuando hablo de casa me refiero a mi país, cuando nos vinimos ya no teníamos nada, pero somos jóvenes y con muchas ganas de volver para vivir con dignidad y que nuestros hijos puedan recordar esto como algo positivo. ¿Como llevas este trabajo eventual? y ¿es suficiente para aguantar todo el año o tenéis otras ocupaciones? Desde hace dos años nos dedicamos a estos invernaderos todo el año.
¿Como todo el año, si la fresa no se recolecta más que un par de meses? Nosotros estamos todo el año para la recolección, plantación y cuidado de los invernaderos, nos sobra trabajo aquí y eso para nosotros es importantísimo, porque nos mantiene unidos y sobretodo nos hace tener menos gastos. Nora, ayer cuando paseaba por aquí pude observar como en los demás invernaderos está la figura de un capataz o encargado ¿quién manda en vuestro grupo? No necesitamos que nos vigilen, sabemos cual es la producción que se espera de nosotros y procuramos cumplirlo con creces; así con lo que se ahorra el dueño, nos paga mejor a todos y eso puedo asegurarte que lo notamos, además aquí estamos los mismos durante toda la recolección lo que hace que cada día la recolección sea todos los días prácticamente la misma. Yo hoy tendré que trabajar un poco más por tu culpa... una sonrisa. Por tus palabras, me haces pensar que estáis contentos ¿acierto? Si muy contentos, esperamos en quince años o menos volver a nuestra tierra y trabajar para nosotros. ¿Trabajar la tierra? Si, creo que podremos ahorrar lo suficiente para comprar algo allí. Hablando de ahorrar, ¿puedo preguntarte cuanto cobras? Bueno, nosotros cobramos treinta y seis euros diarios cada uno por seis horas de trabajo, si hacemos alguna hora más, nos la pagan a siete euros cada una. ¿Donde os hospedáis? Tenemos casa en el pueblo, nos la presta el dueño para el que trabajamos, también disponemos de un pequeño coche cuando lo necesitamos, ya te dije que nos tratan muy bien. 33
Pues si Nora, parece que así es. ¿Entonces esas chabolas que se ven desde la carretera, para quienes son? Son para los grupos de trabajadores temporales, ahí se alojan las familias. Te voy a hacer una pregunta que entendería no me contestaras: ¿cuanto ahorráis cada mes? Llevamos una vida muy modesta, gastamos lo mínimo y así estamos consiguiendo ahorrar lo necesario para volver a Rumanía. ¿Cuanto es lo necesario para ti, Nora? Una sonrisa y la respuesta: lo suficiente para soñar. ¿Os tratan bien en nuestro país? ¿Notas alguna discriminación? Como te dije vivimos en el pueblo y estamos muy cómodos, además no somos gente que nos dejemos ofender, ni despreciar;pero la verdad es que no nos hace falta ningún tipo de defensa. ¿Te gusta esta tierra? Si, solo conozco esto, pero la gente es muy alegre y nosotros no tenemos problemas porque nos dedicamos a trabajar y no nos metemos con nadie. ¿Tiene novio tu hija? Bueno, algo hay, pero cosas de jóvenes, creo que nada demasiado serio. Hablas muy bien nuestro idioma ¿como lo consigues? Dicen que nosotros tenemos mucha facilidad para hablar español, será verdad, pues yo lo entiendo muy bien y creo que también lo hablo suficientemente bien; mi hija también le resulta fácil, es a mi marido al que le cuesta más. 34
¿Como verías un futuro en España? Muchas noches, mi marido y yo nos hacemos esa pregunta, hemos escapado de la miseria, pero la tierra tira y creo que cuando tengamos lo suficiente ahorrado volveremos y trabajaremos nuestra propia plantación. ¿Que sientes cuando escuchas las lamentables noticias que ocasionan a veces ciudadanos del Este? Mira, quizá por esto te estoy contestando a todas tus preguntas, para que nos conozcáis mejor, que somos como vosotros cuando emigrabais, gentes trabajadoras que escaparon buscando sobrevivir... un silencio. ¿Me permites un beso? Si, un beso y una tarrina de fresas, para ti y para tu guapa y callada mujer. Gracias Nora por tu amabilidad, cuidaros mucho, os merecéis el ser felices. Después de esta conversación ya no pude más. No olvido que soy hijo de emigrante y tuve que sufrir la falta de madre en mis años infantiles. Espero que como a nosotros, esta “aventura” os sirva para alejar vuestros miedos a otras gentes, a otras culturas, al fin todos los seres humanos buscamos lo mismo: sobrevivir con dignidad.
Provar Portugal Por Amândio Rodrígues
É rodeado do grandioso património aromático português, entre cheiros e cores únicos e inesquecíveis que começo esta crónica. Cheira a hortelã, rosmaninho, funcho, alecrim, coentros… e a carqueja, com a qual se faz um delicioso arrozinho. Provo, por entre cheiros e aromas, um surpreendente prato tradicional da cozinha minhota, o debulho de sável, ao som de “Gente da Minha Terra” da voz prodigiosa de Mariza. Que deleite! Brindo com Primeiras Vinhas, acabadinho de chegar ao mercado, um dos melhores vinhos brancos portugueses da nossa região, o Minho, é claro. Este excelente vinho só vem corroborar a riqueza vitivinícola da Região dos Vinhos Verdes e os melhores críticos da área não hesitam em se curvar perante este néctares. Trajadura e o Alvarinho Biológico do amigo Abílio são dois outros vinhos verdes plenos de frescura que aconselho a provar. Cá espero o espumante produzido, também pelo amigo Abílio, que no passado ano enlouqueceu quem o provou. Pedro Garcias provou-o e rendeu-se a todas as virtudes engarrafadas. Provo, agora, o arroz de carqueja que vem fumegante para a mesa. Que mescla de paladares! Com uma simples erva do monte se constrói um divino prato – como é rico o nosso Portugal gastronómico! Folheio o livro de Sophia de Mello Breyner Andresen, degustando
um soberbo vinho do Porto e um queijo de Azeitão – “ (…) esta gente cujo o rosto, às vezes luminoso e outras vezes tosco, ora me lembra escravos, ora me lembra reis, faz renascer meu gosto de luta e de combate, contra o abutre e a cobra, o porco e o milhafre, meu canto se renova e recomeço a busca de um país, liberto de uma vida limpa e de um tempo justo.” Aproveito, por fim, para felicitar o amigo Luís pela realização da Feira de Antiguidades e Velharias. No terceiro Domingo de cada mês, Caminha poderá contar com este interessante e cultural evento. Deixo-vos, assim, o convite para uma escapadela até cá. Antes mesmo de terminar, falo-vos de uma novidade “fresquinha” que me acaba de chegar, mais uma surpresa vínica. Desta feita, trata-se de um rosé biológico de Alvarinho. Provo-o no meio do silêncio brutal que me rodeia e enquanto os taninos perduram despeço-me e marco encontro em Caminha, no Amândio Restaurante, para Provar Portugal!
Amândio Restaurante, Rua Direita, 129 Caminha, Portugal Telef.: (+351)258921177 35
reloj
de arena
Organizado por la comisión local del Quinto Centenario y en estrecha colaboración con el Centro de Estudios Históricos de Pontevedra, durante todo el mes de octubre de 1988 se llevó a cabo una magna exposición documental medieval, cedida por diferentes archivos históricos de la Nación, fundaciones y colecciones privadas, en la Casa de la Cultura de Baiona. una exposición cartográfica sobre Baiona y el Mar, donde aparecían documentos inéditos de la Edad Media y principios de la Moderna en los que podía observarse planos y mapas de la cartografía cantonal de Galicia, especialmente de varios aspectos de la historia medieval de la villa y la fortaleza Monte Boi, luego denominada Monte Real. Tras visitas por distintos archivos de España, entre ellos cabe citar Simancas, el Museo Naval y el Servicio Geográfico e Histórico 36
MIlitardel, el catedrático de Historia, Juan Juega Puig y el que suscribe este espacio, fueron los encargados de traer esta exposición a Baiona. También se expuso una amplia cartografía de la colección de Román Pereiro, en la que incluían ejemplares no expuestos entonces realizados por el MOPU. (Ministerio de Obras Públicas). Han pasado 23 años de aquel acontecimiento cultural y de los facsímiles que se hicieron de la amplia e interesante colección de planos sobre la fortificación de Monte Real se ha perdido la pista en el Ayuntamiento de Baiona, eso al menos es lo que se ha contestado cuando por parte de quienes preguntaban se interesaron por ellos. Eran más de 60 planos, ¿aparecerán?, ¿se sabe quién los tiene?. Averigüen, averigüen…
Bolos CELTA
MODALIDAD INDIVIDUAL Los pasados días 4 y 5 de junio se celebró en las instalaciones de la Quinta Asturiana de Navalcarnero (Madrid), la XX edición del campeonato de España de Bolos Celta (modalidad individual). En el mismo participaron además de 5 jugadores adscritos a la Federación Gallega de Bolos, 4 de la Federación Asturiana y 3 de la Federación Madrileña. La Federación Gallega desplazó a los siguientes jugadores: José Rodriguez (campeón gallego 2011) y Pedro Lago del club de bolos San Vicente de Mañufe Urbano Sotelo e Ignacio Peixoto del club de bolos Camos Sergio Silva del club de bolos Belesar-Urgal (campeón de España 2010). Jugaron además por la Federación Asturiana: Noe Garcia; Manuel Fernández; José A. Garcia y Jovino Pelaez. Por la Federación Madrileña: Alfredo Campo; José Luis Cuellar y Sergio Martínez. El día 4 desde las 10,00 horas e ininterrumpidamente se jugaron las fases de clasificación, accediendo a semifinales los jugadores: José Rodriguez y Sergio Silva de la Federación Gallega, además de Manuel Fernández de la Federación Asturiana y Alfredo Campo de la Federación Madrileña. El domingo día 5, a partir de las 10,00 horas se jugaron las semifinales del torneo con los siguientes resultados: José Rodriguez Sergio Silva
6 5
Alfredo Campo Manuel Fernández
2 6
XX Campeonato de España
A continuación se celebró la final entre los dos vencedores de semifinales con el siguiente resultado: José Rodriguez 2 Manuel Fernández 1 Parciales: (4-3) (1-4) (4-3) La clasificación final fue la siguiente: Campeón: JOSE RODRIGUEZ DOMINGUEZ (Bolos San Vicente de Mañufe-Gondomar) Sub-campeón: MANUEL FERNANDEZ GONZALEZ (Bolos Compastur-Tineo-Asturias) 3º clasificado: SERGIO SILVA VILA (Bolos Belesar-Urgal-Baiona) 4º clasificado: ALFREDO CAMPO CHACON (Bolos Centro Asturiano-Madrid) 5º clasificado: PEDRO LAGO MARTINEZ (Bolos San Vicente de Mañufe-Gondomar) 6º clasificado: NOE GARCIA GOMEZ (Bolos La Oteda-TineoAsturias) 7º clasificado: URBANO SOTELO RAMOS (Bolos Camos-Nigrán) 8º clasificado: JOSE A. GARCIA RODRIGUEZ (Bolos La PaneraCangas del Narcea- Asturias). Con este campeonato el jugador gallego, José Rodríguez Domínguez pasa a ser el único jugador español con cuatro títulos nacionales individuales, seguido de Belarmíno Ronderos Feito del club de bolos La Oteda de Tineo-Asturias que tiene tres. 37
Ribeiro
Vuelta a los orígenes Pedro Villamarín
No se sabe a ciencia cierta donde están los origenes del Ribeiro, pero existen documentos que certifican que en el S.II antes de Cristo, los romanos ya surtían de tan ricos caldos a los emperadores. Pero su cultivo y desarrollo surge a través de los monje cistercienses quienes se asentaron en el monasterio de San Clodio y descubrieron el elevado potencial de las variedades autóctonas de la zona. El mayor esplendor del Ribeiro llega en los S. XV Y XVI, ya que el vino era una de las principales riquezas de la zona ; gozando de gran prestigio en todo el mundo exportándose a 38
toda Europa ; y desde el puerto de Ferrol se embarcaba con destino a las Américas en el año 1592. Los Viñedos del Ribeiro están situados en los valles en los que fluyen los Ríos Miño, Avia, Barbantiño y Arnoia siendo su extensión de 2685 hectáreas. La D.o.Ribeiro es la más antigua de Galicia y una de las más antiguas de España, su reglamento data del año 1932. Una de las principales peculariedades de sus vinos frente a otras D.o. Gallegas que utilizan una sola uva (monovarietales), son los ensamblajes plurivarietales utilizando para sus vinificaciones y elaboraciones, las variedades autóctonas siendo
la reina de ellas, la Treixadura acompañada de la Godello, Loureiro, Albariño, Lado, Torrontés … La producción media de los últimos años ronda anualmente los 15,000,000 de kg de uva, siendo un 90 % de su total las variedades blancas. En el Ribeiro existe una catalogación entre Bodegas y Cosecheros, este último solo puede comercializar los vinos procedentes de sus viñedos no pudiendo superar los 60,000 litros año. -El resurgir del Ribeiro en los últimos años viene propiciado por las esmeradas elaboraciones a partir de las variedades autóctonas, por el respeto y cuidado del terruño, aportando este- cada año diferentes características y comportamientos , según la climatología; y por la sabia mezcla del bodeguero jugando con las ricas variedades. -Haciendo un breve paseo túristico por el Ribeiro podemos empezar por el municipio termal de Arnoia donde encontramos los complejos y untuosos Vinos de Luis Anxo Rodriguez Viña de Martín y A Torna dos Pasas, las pequeñas elaboraciones de Jose Merens con su Lagar de Merens, el vino de garaje de Javier Monsalve con su Eloy Lorenzo, el ímpetu de Aroa Rojo con su Manuel Rojo; llegamos a Ribadavia y nos encontramos el
contraste de la mayor bodega de Galicia con sus Colecciones Costeira , y por otro lado con los hermanos -Glez- y su laureado Casal de Armán, unos cientos de metros casi al lado nos encontramos con el viticultor Antonio Cajide y su Sameiras; nos dirijimos río arriba surcando el Avia y descubrimos a Manuel Formigo y su Teira X, que traslada sus conocimientos adquiridos en Francia al terruño de Beade, en Leiro están dos de los precursores de la nueva generación de Ribeiros Arsenio Paz con su Vilerma y Javier Alén con el Viña Mein, a su lado los viñedos de Sebio y Ricardo con las diferentes elaboraciones de los Gomariz . Volvemos para atrás y surcamos las aguas del Río Miño donde nos encontramos otra de las grandes bodegas con personalidad los Cunqueiro una de las bodegas más antiguas de la d.o. Y cuyo principal referente es el III Milenium, en Puga encontramos una bodega con “Alma” bodegas Campante con sus Reboreda y el Tostado Alma de Reboreda bajo la batuta de Ana Mendez, y para finalizar la visita en la otra orilla del rio en Santa Cruz de Arrabaldo encontramos al prestigioso enólogo nacional Pepe Hidalgo con sus Casanova y Máxima. 39
Patología vascular El 50% de los pacientes mayor de 50 años presenta algún tipo de patología vascular, un porcentaje que irá en aumento a medida que se alarga la esperanza de vida de la sociedad, según han comentado los expertos durante el 57º Congreso Nacional de la Sociedad Española de Angiología y Cirugía Vascular que se celebró en Valladolid los días 2, 3 y 4 de junio, y se dieron cita alrededor de 450 profesionales de la especialidad para analizar los avances de la patología vascular en sus diferentes aspectos asistenciales, docentes, investigadores y de gestión, además de debatir en torno a la cirugía endovascular y sus aplicaciones, la insuficiencia venosa crónica, el pie diabético, las arteriopatías, etc. “En España las enfermedades del aparato circulatorio son la primera causa de muerte en ambos sexos, superando a los temidos cánceres, y surgen en el seno de una sociedad evolucionada al igual que ocurre con la diabetes y la hipertensión”, comenta el profesor Francisco Lozano, presidente de la Sociedad Española de Angiología y Cirugía Vascular (SEACV). Los estudios epidemiológicos señalan la Enfermedad Arterial Periférica como la patología 40
vascular que mayor prevalencia presenta entre la población, oscilando entre el 2% y el 10% dependiendo de la edad, del sexo y de los métodos diagnósticos utilizados. “Los porcentajes se disparan cuando consideramos grupos de población especiales (con factores de riesgo, diabéticos, con cardiopatías o enfermedad cerebrovascular) y superan el 50% cuando se trata de pacientes con antecedentes conjuntos de enfermedad coronaria y cerebrovascular”, ha explicado el profesor Lozano. Además del envejecimiento poblacional, “la aparición de nuevas técnicas diagnósticas han permitido contar con nuevas herramientas de diagnóstico que aceleran y facilitan la detección de la patología y permiten abordarla en mejores condiciones”, argumenta el profesor Carlos Vaquero, presidente del Comité Organizador del Congreso. Así, cada año los especialistas atienden a 17.000 pacientes entre una población de un millón de habitantes, correspondiendo la mitad de ellas a patologías venosas relacionadas con la aparición de varices. No obstante, los médicos confían en que las nuevas restricciones tabáquicas derivadas de la nueva normativa y el
consecuente descenso en el número de fumadores tenga también un impacto positivo en el número de pacientes, puesto que “el tabaco induce al desarrollo de enfermedades degenerativas de las arterias”, según comenta el doctor Vaquero. No obstante, la falta de datos exactos sobre el impacto de la enfermedad vascular motiva, a juicio del profesor Lozano, “que a veces parezca que los planificadores sanitarios integrados en los órganos de gestión desconozcan cómo debe ser una unidad asistencial de la especialidad, cuál es la forma más adecuada de integrarla en el marco de un hospital, y los requerimientos tecnológicos de esas instalaciones”. En este sentido, la SEACV, en conjunto con las sociedades regionales y autonómicas de la especialidad, y la Comisión Nacional de la Especialidad “se ha propuesto asesorar y conectar periódicamente con las autoridades sanitarias centrales y autonómicas, asumiendo el reto de compatibilizar la escasez de recursos con las necesidades de todo tipo que los pacientes con patología vascular tienen derecho a ver satisfechas”, añade el profesor Lozano. Avances terapéuticos En cuanto a las técnicas endovasculares, “se ha producido un desarrollo tremendo empujado por el gran desarrollo tecnológico que rodea a la Medicina”, según ha reconocido el profesor Eduardo Ros, presidente Capítulo de Cirugía Endovascular de la SEACV, que ha asegurado estar ante “una auténtica vorágine de técnicas endovasculares de mínima invasión, lo cual es fundamental al tratar diariamente con pacientes pluripatológicos con los que debemos vigilar al máximo las intervenciones e intentar reducir al mínimo la agresión para evitar posibles complicaciones”. En la actualidad, el acceso a las nuevas técnicas es adecuado en aquellos hospitales que cuentan con servicios de Cirugía Vascular docente y en la mayoría de los centros hospitalarios no docentes, donde la mayoría de los profesionales desarrolla todas las técnicas innovadoras. El reto está, en opinión del profesor Ros, “en trasladar las novedades a algunas comunidades autónomas que aún no han desarrollado plenamente la especialidad y en algunos centros más pequeños”. Las técnicas vigentes en España no tienen nada que envidiar a los que se utilizan en el resto de Europa aunque el reto pendiente de nuestro país es mejorar las instalaciones, puesto que los profesionales aún trabajan con arcos portátiles que limitan la visión y dificultan el trabajo. “En Europa, tal vez porque han apostado más en este ámbito, tienen instalaciones fijas en los quirófanos, lo que permite un tratamiento de la imagen más desarrollado”, añade el profesor Ros. La SEACV Fundada hace 50 años, la Sociedad Española de Angiología y Cirugía Vascular (SEACV) es una entidad sin ánimo de lucro y está configurada como fundación docente e investigadora. Formada por más de 1.000 socios, tiene como objeto social el desarrollo de la investigación y docencia para la prevención y tratamiento de las enfermedades vasculares. Para ello, en la actualidad, la Sociedad cuenta con diversos Capítulos y Secciones: Capítulo de Diagnóstico Vascular No Invasivo (CDVNI), el Capítulo Español de Flebología (CEF), el Capítulo de Cirugía Endovascular, el Grupo de Trabajo de Pie Diabético, etc. 41
Eriza CF. Femenino
El Erizana C.F. femenino mantiene la categoría una vez que superó aunque por los pelos un puesto que le permite estar un año más en la Primera Nacional. Su entrenador, Juan Carlos García Fernández, Charly, analiza en esta entrevista algunos de los aspectos del equipo femenino. ¿Cómo ha resultado la temporada? Nueva y bastante complicada. ¿Por qué complicada? Porque es totalmente diferente al equipo masculino, sobre todo de llevar un grupo, es decir, la forma de tratar a una jugadora, hay que medir más las palabras. Sin embargo, el comportamiento ha sido excelente. Por tanto, no es algo peor llevar y entrenar a un equipo femenino sino totalmente diferente. ¿Cuál es su currículum profesional? Tengo treinta años. En el nivel 2 estoy desde hace dos años. El primer equipo con el nivel 1 fue el Gondomar infantil, quedamos cuarto en la clasificación, después fiché con los cadetes de la Gallega y el primer año descendimos, luego cogí a los cadetes de San Miguel, íbamos segundos cuando lo dejé por problemas con la 42
directiva, faltaban sólo por disputar cuatro partidos. Después cogí el equipo femenino del Erizana a la vez que llevaba como segundo entrenador del Pontevedra B, quedando cuartos por la cola en la Tercera División. ¿Va a seguir la temporada próxima en el Erizana? No hay todavía contactos, pero hay algo más de un 60 por ciento de que siga. ¿Cuál es el principal problema? Que es un grupo muy justo, acabamos la temporada sólo con 17 jugadoras y para nada compensadas las líneas. Luego que no conté con un número continuado de jugadoras en las entrenamientos, ya que sólo podían venir a entrenar entre 7 u 8 jugadoras, de las cuales 3 jugaron 10 minutos en toda la temporada… ¿Qué días entrenaba? Martes, miércoles y viernes, de 21.30 a 23 horas. Si sigue como entrenador ¿qué necesita y pide a la junta directiva que preside Miguel Cedeira? Reforzar la línea defensiva con dos incorporaciones, en ese caso, observaremos yo y la directiva a jugadoras para reforzar al equipo.
También tenemos pensado incorporar otras dos jugadoras para la delantera, hemos hablado ya con algunas jugadoras de fuera pero está aún por concretar. Pero, sin duda, los más fuerte y necesario es fichar otras cuatro jugadoras buenas para el medio centro, hasta el momento hay una posible, pero a la espera de poder contactar con algunas más. ¿Cuáles son los objetivos del equipo femenino, por su parte y de la directiva? Depende mucho de los fichajes que se hagan. Lo bueno sería entrar en la pelea con la liga pero, repito, siempre que sea una plantilla competitiva ¿Alguna otra petición a la junta directiva? Un día tener el campo para nosotros solos en ese horario que dije de entrenamiento. ¿A qué se debieron las últimas derrotas en la temporada? A la falta de intensidad y concentración una vez lograda la permanencia, así que perdimos ante el Friol de Lugo en casa y en el campo del campeón El Olivo en su campo. ¿Echa la culpa de alguna que otra derrota a los árbitros? Los árbitros en esta categoría como en las demás actúan más o menos igual. Eso sí, son rigurosos en el aspecto de enseñar cartulinas por doquier, tal como por el mero hecho de hablar dirigiéndote a ellos. En casa tuvimos muchos arbitrajes escandalosos. Por ejemplo, contra Amigos del Duero de Zamora íbamos empatado a cero y metimos un gol, yo celebré el gol y me expulsaron, pedí explicaciones y no dio ni una sola razón. A tenor de este suceso el árbitro se inventa un penalti en contra, que menos más que no metieron, pero con la posibilidad de que si empatan hubiéramos con ello perdido la permanencia. ¿Y la afición cómo responde? La afición acude al campo pero es demasiado exigente hacia el equipo local y lo más grave, a veces, algunos se exaltan con falta de respeto hacia las jugadoras
¿Cuántas bajas van a haber? Sobre 2 ó 3 ¿Y altas? Como mínimo entre 6 y 7 jugadoras. ¿Recuerda quién ha sido la máxima goleadora? Tomy con unos 20 goles. Algunos aspectos a destacar de alguna jugadora Además, la portera Ani, es de las dos mejores de la liga. La más joven es Cynthia, con 17 años, y la mayor, María Lindsay, con 26 años. Plantilla La plantilla está formada por: porteras, Ani y Cari; defensas, Elena, Laura, Maca, Desi, Daviña, Queca y Brenda; medios, Eva, Anita, Carla, Cynthia y Lara; delanteras,. Pachi, Tomy, Cecilia y Tania. El Trofeo Erizana aún está por determinar la fecha. El comienzo de la próxima temporada es en septiembre. El presupuesto del equipo rondó en los 42.000 euros. Paradores paga los desplazamientos. Dispone de un contrato de 24.000 euros, respondiendo a las exigencias del equipo la Fundación Deporte Galego, de la Secretaría Xeral para O Deporte, y Galicia Calidade como empresa privada, dentro del deporte de élite de Galicia. La próxima temporada se espera mantener el mismo presupuesto. Existe un convenio con el Ayuntamiento de Baiona para mantener las instalaciones e infraestructuras y sobre todo las Escuelas Deportivas. Coordinan el Erizana, Adolfo Valverde Valtierra, en el campo administrativo, y Daniel Vázquez Lijó, como secretario federativo. Para los equipos base, José Luis Rial Fernández y Alejandro Cabral Alba, como planificadores y entrenamientos. Ocupando la segunda plaza de técnico en el equipo femenino, Óscar Cedeira Silva y Mar Comesaña Fernández. El presidente es Miguel Cedeira.
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Aceba Baiona Real Centro Comercial Aberto
Baiona es historia, es elegante, es belleza, es diversión, es deporte, es una Villa para caminar y sorprenderse con su bien conservado casco antiguo, de calles empedradas y casas con soportales. Baiona es el destino preferido de los turistas, por la variada oferta de entretenimiento y ocio, ya que además del incomparable marco natural donde destaca su costa y el parque natural de las Islas Cíes al fondo, Baiona ofrece una red de restaurantes donde degustar los mejores pescados y mariscos de la Ría, además de otras delicias de excelente calidad a buen precio. Pero además Baiona es un gran Centro Comercial Aberto, donde adquirir, moda, cerámica, arte, accesorios, objetos de regalo...y para terminar un día perfecto, los pub y locales de copas de la zona, ofrecen una variedad de cócteles, cervezas, tes o cafés, siempre acompañados por buena música. Baiona es todo esto y más, hay que descubrirla... es Real.
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Rese帽a hist贸rica Por Vicente Montejano
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El propietario del primer balneario de Baiona, acullá por el año 1892, fue Ignacio Alonso Cordero. Es sabido que su mujer padecía de una enfermedad de huesos y mejoraba con baños de algas en la Concheira, lo que pudo decidir que abriera la casa de baños junto a los arenales de la misma; entorno conocido como San Patrick y que comprendía lo que más tarde se conoce como Marqués de Quintanar, Avenida Jesulín y Plan de la Roca. Ignacio Alonso Cordero era médico y amigo de un colega profesional que guardaba una cierta relación con la Casa Real, del que recibió un regalo de doce copas de cristal fino de la empresa francesa Baccarat, una de las cuales fue entregada por la hija de Ignacio Alonso, Consuelo (profesora de piano que vivía en la calle, entonces denominada, Consistorio, luego José Antonio, y actualmente rúa do Reloxo; en su casa tenía dos pianos con los que enseñaba y aprendió, por cierto, Margarita Peralba, hermana de Santos Peralba, teniente general y jefe del Estado Mayor y a quien la actual Corporación municipal le ha rendido póstumo tributo dedicándole la rotonda de Sabarís con su nombre y una escultura del ala de una avioneta) a Flora Esperón, quien a finales de 2006 se jubiló como funcionaria administrativa pero, en realidad vino cumpliendo las funciones de oficial de 1ª en el Ayuntamiento de Baiona. Ignacio Alonso Cordero fue alcalde de Baiona en el bienio 1925-1926. La primera pavimentación de la calle Elduayen fue llevada a cabo durante el mandato municipal de Aurelio Rey Alar. Asimismo, las zanjas del Barrio de la Anunciada, donde los peques jugaban al escondite allá por el bienio de 1942-43, fueron pavimentadas. Tres gabarras cargaban la piedra del muelle de Ladoca que desde el Rompeolas se transportaba por un camión con ruedas macizas conducido por un chófer vasco, quien residía en casa de los padres de Flora Esperón. Este vasco, recuerda Flora “era muy simpático y le gustaba mucho Baiona al mismo tiempo que nos enseñaba a expresar en vasco la frase, gallina negra pone huevos blancos” La actual carretera de entrada a Baiona, sustituyendo, por tanto, como principal al Camiño Real se construyó en 1865. Cabe recordar algo que en la actualidad parece irreal, tal como que todo Sabarís hasta el Camiño Real estaba formado en su mayoría por dunas y que las aguas del litoral alcanzaban las rocas pegadas al convento de las dominicas, al estilo de una villa como Combarro, y que el agua invadía la calzada de Ventura Misa y que lo que hoy se conoce como la primera línea de Elduayen, Alférez Barreiro y Monte Real formaba el litoral de la bahía. La calle que hoy se denomina Herminio Ramos se llamaba a finales del siglo XIX, José Elduayen, pasando después a denominarse la que ahora ostenta el paseo marítimo. Respecto a la que hoy se conoce como Carabela Pinta, fue pavimentada en 1965 por Manuel Copena Araujo “Nolete”. Por esa calle a mediados del siglo XIX discurría un regato, de cuyo subsuelo afloraba el agua a una antigua fuente que este
verano se va a recuperar. Ni que decir tiene que a cierta profundidad de esa calle sigue discurriendo agua que llega al litoral de la rada. Pedro Miranda Suárez de Puga, padre de Teresiña, poseedor de varios nichos en el cementerio municipal, propuso al ayuntamiento que le diesen tres seguidos para de ese modo crear un panteón familiar. Era propietario, además del inmueble donde está ahora el Consistorio. El edificio fue adquirido por las arcas municipales por el entonces alcalde Ricardo Agustí Sanjuan (1938-1944), así como las escaleras del Cais, por su sucesor en el cargo, Evaristo Casal del Rey González, quien vivía en la zona de Santísima Trinidad. En el salón de sesiones del Ayuntamiento de Baiona, la maestra Mery con alumnado de la villa hacía teatro, realizándose un atrezzo y vestuario a base de manualidades, sombreritos de cartón forrados de rojo entreverado con amarillo para representar la bandera española, así como las caras de los peques tiznada de sendos colores, con canciones como ésta que aún recuerdan los que fueron sus alumnas “Tengo un ramito de flores que es una monada, lo miro y lo remiro entusiasmada…” Teresiña Miranda Yáñez y Lágrimas Salgado Yáñez, hijas de Pedro Miranda Suárez de Puga, eran dueñas de la casa contigua al Consistorio baionés, cuya entrada está en la confluencia de las calles Lorenzo de la Carrera, Conde y San Lorenzo. Por último, significar que lo que hoy se conoce como el hotel Rompeolas, empezó como mero kiosko in tempore de la década de los cincuenta del pasado siglo. Una década antes se inicia el barrio de la Anunciada. FAMILIAS Iniciamos un recorrido por algunos apellidos de la comarca. Hoy corresponde iniciar este periplo con los apellidos Santos-Vilar. En la foto que se acompaña aparecen Isaac Santos Davila y Filomena Vilar Acevedo, cuyo matrimonio tuvo ocho hijos, Jenaro (en la foto), Perfecta, Generosa, María, Josefa, Isaac, Jacinto y Paco. Isaac Santos y Filomena Vilar son los bisabuelos de Flora Esperón, y prima hermana de Policarpo Vilar Ochoa (tío abuelo de Manuel Ramón Vilar Márquez) y de Emilia Vilar Ochoa (abuela de Manuel Cedeira Vilar). Son, asimismo, tatarabuelos de la actual concejala de Cultura, María Iglesias Fernández, y bisabuelos de Flora Pedreira Álvarez, además de ser abuelos de Juan Manuel Santos Ramos y bisabuelos de María José Santos Pino. Dispongo de una foto de la libreta de marinero de Isaac Santos, nacido el 6 de enero de 1858, así como de un dato totalmente anecdótico, como es que el hermano de Isaac, Jenaro Santos Davila, residente en Montevideo, y casado con Capitolina, fue el mentor de poner nombres tan exóticos como el de su mujer a miembros de la familia, de ahí nombres como Oquendo, Numancia o Argentino, entre otros. Jenaro Santos Davila estuvo en Baiona sobre el 13 de noviembre de 1928. 47