8cm
melhor cuidar
2,16cm
ENFERMAGEM EM GERONTOLOGIA E GERIATRIA O envelhecimento da população é uma realidade incontornável. Espera-se que nas próximas décadas se viva mais anos e com mais saúde. Para um envelhecimento bem-sucedido, saudável e ativo (desejável), é fundamental a adoção de um conjunto de atitudes e comportamentos, por parte das pessoas e da sociedade. Neste livro, abordam-se políticas, modelos, respostas sociais, tecnologias, papel da comunidade, atividade física, alimentação, atividade social, entre outras áreas, fundamentais para o planeamento e a intervenção no apoio ao processo de bem envelhecer. Também é indiscutível que o envelhecimento está associado a um conjunto de problemas de saúde que carecem de uma resposta adequada, de forma a minimizar as eventuais consequências negativas, das quais se destacam os problemas da cognição, da fragilidade, da vulnerabilidade, do abuso/violência e negligência, do humor depressivo, das quedas (entre outros), resultando na perda de capacidades que permitem a autonomia cognitiva e funcional das pessoas mais velhas. Muitas destas perdas são potenciadas pela morbilidade associada ao envelhecimento e pela morbilidade acumulada ao longo da vida, o que remete para a necessidade de uma gestão adequada do regime terapêutico. Neste livro são abordados os problemas e as intervenções/programas com potencial de promoção da autonomia e independência da pessoa mais velha.
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Aborda-se, ainda, o contexto/problemas dos familiares cuidadores e do seu contributo no processo de parceria de cuidados quando alguém fica dependente. Trata-se de uma obra abrangente, que integra autores de diferentes classes profissionais, fundamental para a formação na área da saúde, essencialmente de enfermagem, de estudantes e de pessoas que se interessem pelo estudo do envelhecimento e das respostas às pessoas mais velhas.
17,2 x 24cm (confirmado)
8cm
Lidel Enfermagem
ENFERMAGEM EM GERONTOLOGIA E GERIATRIA
ler para
17,2 x 24cm
ENFERMAGEM EM GERONTOLOGIA E GERIATRIA
Lia Sousa Professora Adjunta na Escola Superior de Saúde do Vale do Ave do Instituto Politécnico de Saúde do Norte; Investigadora Associada no Innovation & Development in Nursing (NursID) e na Unidade de Investigação em Inteligência Artificial e Saúde da Escola Superior de Saúde do Vale do Ave do Instituto Politécnico de Saúde do Norte; Vogal da Direção d’A Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental.
Odete Araújo Professora Adjunta na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho; Membro Integrado na Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E); Diretora Adjunta do Centro de Investigação em Enfermagem (CiEnf) na Universidade do Minho.
ISBN 978-989-752-614-5
www.lidel.pt
9 789897 526145
www.lidel.pt
Carlos Sequeira Professor Coordenador Principal na Escola Superior de Enfermagem do Porto; Coordenador da Unidade de Investigação da Escola Superior de Enfermagem do Porto; Coordenador do Innovation & Development in Nursing (NursID); Sócio Fundador e Presidente da Direção d'A Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental.
Índice
Autores............................................................................................................................................... VII Prefácio.............................................................................................................................................. XVII Carme Ferré‑Grau
Siglas e acrónimos............................................................................................................................. XIX
I ENFERMAGEM EM GERONTOLOGIA 1. O envelhecimento em Portugal: estado atual e perspetivas futuras...........................................
3
Ricardo Pocinho, Pedro Carrana, Cristina Cruz, Emanuel Margarido, Rui Duarte Santos
2. Envelhecimento, família e suporte familiar...............................................................................
9
Isabel Araújo, Lurdes Teixeira
3. Perspetivas socioeconómicas sobre o envelhecimento em Portugal..........................................
15
Jose Ignacio Martín
4. O processo de envelhecimento na perspetiva do curso de vida: transições e percursos de cuidados ................................................................................................................................
21
Manuel Lopes, Margarida Goes, Lara Guedes de Pinho, Carma Gouveia
5. Aging in place: envelhecimento em casa e na comunidade. Respostas no domínio da saúde promotoras de um envelhecimento ativo e saudável.................................................................
43
António M. Fonseca
6. Estratégias promotoras de um envelhecimento “bem‑sucedido”...............................................
51
Taiane Abreu, Oscar Ribeiro
6.1. Papel da atividade física....................................................................................................
55
Susana Póvoas, Mário Inácio
6.2. Papel da atividade cognitiva..............................................................................................
60
Filipa Costa Couto, Luísa Teixeira-Santos, Elzbieta Bobrowicz-Campos, João Apóstolo
6.3. Papel da atividade social...................................................................................................
66
Lia Araújo
7. Farmacoterapia: as particularidades na pessoa mais velha........................................................
71
Marisa Rodrigues Machado
8. Identificação das pessoas idosas em risco de maus‑tratos.........................................................
89
João F. Fundinho, José Ferreira‑Alves ©Lidel – Edições Técnicas, Lda.
8.1. Diferentes tipos de violência à pessoa idosa.....................................................................
94
Eugénia Anes, Manuel Brás
9. Síndrome de fragilidade das pessoas mais velhas...................................................................... 103 Patrícia M. Pereira de Llano, Celmira Lange, Carlos Sequeira
10. Solidão nas pessoas mais velhas.............................................................................................. 109 Isabel Gil, Maria de Lurdes Almeida
IV
Enfermagem em Gerontologia e Geriatria
11. Cuidadores e programas de capacitação.................................................................................. 117 Lia Sousa, Odete Araújo, Carlos Sequeira
11.1. O perfil sociodemográfico dos cuidadores.................................................................... 118 Lia Sousa, Odete Araújo
11.2. Os cuidadores familiares das pessoas mais velhas: sobrecarga..................................... 121 Carlos Sequeira, Carmen Andrade
11.3. Programas de apoio para os cuidadores familiares de idosos....................................... 128 Lia Sousa, Carlos Sequeira, Carme Ferré-Grau, Odete Araújo
11.3.1. Cuidar de Quem Cuida: respostas de apoio a cuidadores informais................. 128 Rita Tavares de Sousa, Ana Pinheiro, Ana Reis, Carmina Rei
11.3.2. Fazer a Diferença 3: um programa de estimulação cognitiva individual......... 131 Rosa Silva
11.3.3. Programa InCARE: capacitação de cuidadores familiares de pessoas idosas após um acidente vascular cerebral.................................................................. 133 Odete Araújo
11.3.4. (Es)Tar com a Demência: programa psicoeducativo para cuidadores familiares de pessoas com demência a residir no domicílio.............................................. 137 Lia Sousa
11.4. Pós-cuidadores informais: contributos para uma preparação antecipada da transição.... 143 Helder Rocha Pereira, Carmen Andrade
12. Educação gerontológica (gerontagogia, gerontologia social, geratividade)............................ 151 Ricardo Pocinho, Pedro Carrana, Cristina Cruz, Cristóvão Margarido, Rui Duarte Santos
13. Respostas sociais para pessoas mais velhas............................................................................. 157 Silvana Martins, Cidália Cunha, Odete Araújo
13.1. Resposta social para as pessoas mais velhas durante a pandemia................................ 164 Odete Araújo, Carlos Sequeira, Carme Ferré-Grau, Lia Sousa
14. Gerontotecnologia.................................................................................................................... 169 Daniela Oliveira, António Carlos Abelha, José Manuel Machado
15. Espiritualidade na pessoa mais velha...................................................................................... 173 Célia Maria Jordão Simões Silva
16. Sexualidade, intimidade e comportamento sexual da pessoa mais velha................................ 179 Claudia Feio, Marcela Silva
17. Instrumentos de avaliação para a pessoa mais velha............................................................... 185 Odete Araújo, Cláudia Oliveira, Rui Novais, Fátima Braga, Helena José
18. Desafios para a formação em enfermagem em gerontologia em Portugal.............................. 197 Hélder Fernandes, André Novo, Carlos Pires Magalhães
II ENFERMAGEM EM GERIATRIA 19. Patologias que afetam as pessoas mais velhas......................................................................... 207 Hugo Sousa
19.1. Principais doenças neurológicas nas pessoas mais velhas............................................ 222 Raquel Rocha, Vítor Tedim Cruz
Índice
V
20. Diagnósticos e intervenções de enfermagem no cuidado à pessoa mais velha....................... 233 Carlos Sequeira
20.1. Com dependência nas atividades de vida diária............................................................ 235 Patrícia Araújo, Anusca Moreira, Nuno Lucas, Nuno Araújo
20.2. Com o humor alterado................................................................................................... 248 Francisco Sampaio
20.3. Com a cognição alterada............................................................................................... 251 Rita Costa, Lia Sousa
20.4. Com a comunicação alterada......................................................................................... 257 Carlos Sequeira, Joana Salgueiro
20.5. Com adesão ao regime terapêutico comprometida....................................................... 260 Georgina Araújo, Sandra Galante
20.6. Com risco de queda....................................................................................................... 263 Nilza Nogueira, Fátima Araújo
21. O envelhecimento e os cuidados continuados na comunidade................................................ 267 Manuel Lopes, Ana Margarida Advinha, Carla Pereira, César Fonseca
22. Programas de intervenção para pessoas mais velhas............................................................... 287 Odete Araújo, Carlos Sequeira, Lia Sousa
22.1. Prevenir o declínio funcional associado à hospitalização: um programa de cuidado centrado na funcionalidade........................................................................................... 288 João Tavares, Lisa Veiga Nunes, Joana Grácio
22.2. Care expert: intervenção digital de comunicação e apoio à pessoa em tratamento de quimioterapia para o cancro da mama...................................................................... 291 Filipa Ventura
22.3. Promoção da adesão à medicação na pessoa idosa com doença crónica: programa de intervenção............................................................................................................... 294 Cláudia Oliveira, Helena José
22.4. Terapia de reminiscência: construção de um programa para intervenção grupal......... 297 Isabel Gil
23. Cuidados em fim de vida......................................................................................................... 301 Manuela Cerqueira
23.1. O papel dos enfermeiros nos cuidados paliativos......................................................... 305 Cátia Ferreira
23.2. Esperança em cuidados paliativos/fim de vida. A esperança na senescência: cuidar na preservação da identidade e do legado..................................................................... 307
©Lidel – Edições Técnicas, Lda.
Ana Querido, Maria dos Anjos Dixe, Carlos Laranjeira
23.3. Direito à morte e morte digna: os valores da sociedade moderna e a forma de se entender a morte............................................................................................................ 315 Eduardo Duque
24. Ética e envelhecimento: uma exigência impreterível.............................................................. 325 Clara Simões
Índice remissivo................................................................................................................................. 331
Autores
Coordenadores/Autores Lia Sousa
Professora Adjunta e Coordenadora do Mestrado em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica na Escola Superior de Saúde do Vale do Ave do Instituto Politécnico de Saúde do Norte; Investigadora Associada no Grupo Innovation & Development in Nursing (NursID) do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde & Rede de Investigação em Saúde (CINTESIS@RISE); Investigadora Integrada na Unidade de Investigação em Inteligência Artificial e Saúde na Escola Superior de Saúde do Vale do Ave do Instituto Politécnico de Saúde do Norte; Mestre e Especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica; Pós‑Doutorada e Doutorada em Ciências de En‑ fermagem; Vogal da Direção d’A Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental; Editora Associada da Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental; desenvolve investigação e tem publicações nacionais e internacionais no domínio do envelhecimento, cognição e saúde mental. Odete Araújo
Professora Adjunta na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho; Membro In‑ tegrado na Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E) no Núcleo UMinho da Universidade do Minho; Diretora Adjunta do Centro de Investigação em Enfermagem (CIEnf) na Universidade do Minho; Especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica e Mestre em Gerontologia; Pós‑Doutorada e Doutorada em Enfermagem; integra redes nacionais e internacionais de investigação no domínio do envelhecimento, cuidado informal e saúde mental. Carlos Sequeira
Professor Coordenador Principal na Escola Superior de Enfermagem do Porto; Coordenador da Uni‑ dade de Investigação da Escola Superior de Enfermagem do Porto; Coordenador do Grupo NursID do CINTESIS@RISE da Universidade do Porto; Doutorado e Agregado em Enfermagem; Sócio Fundador e Presidente da Direção d’A Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental; Diretor da Revista Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental.
Autores Ana Margarida Advinha
Professora Auxiliar na Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano da Universidade de Évora; Investigadora Integrada no Comprehensive Health Research Centre (CHRC). Ana Pinheiro ©Lidel – Edições Técnicas, Lda.
Psicóloga no Centro de Assistência Social à Terceira Idade e Infância de Sanguêdo (CASTIIS – IPSS). Ana Querido
Professora Coordenadora na Escola Superior de Saúde do Politécnico de Leiria; Investigadora Integrada no Center for Innovative Care and Health Technology (ciTechCare) do Politécnico de Leiria; Investigadora Colaboradora no CINTESIS@RISE; Coordenadora do Grupo de Espirituali‑ dade em Saúde da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos.
VIII
Enfermagem em Gerontologia e Geriatria
Ana Reis
Psicóloga Clínica e da Saúde no Serviço de Psicologia do Centro Hospitalar Universitário de São João, EPE; Professora Adjunta Convidada na Escola Superior de Saúde de Santa Maria; Psicóloga Clínica na EME Saúde, Porto; Doutorada em Psicologia e Saúde pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. André Novo
Professor Coordenador na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Bragança; Inves‑ tigador no Research Centre for Active Living and Wellbeing (LiveWell) do Instituto Politécnico de Bragança. António Carlos Abelha
Diretor de Curso do Mestrado Integrado em Engenharia Biomédica; Professor Auxiliar do Depar‑ tamento de Informática da Escola de Engenharia da Universidade do Minho. António M. Fonseca
Psicólogo; Professor Associado na Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa; Investigador no Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano da Universi‑ dade Católica Portuguesa; Consultor da Fundação Calouste Gulbenkian (área do envelhecimento). Anusca Moreira
Enfermeira Especialista em Enfermagem de Reabilitação na Unidade de Cuidados na Comunidade de Âncora do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Grande Porto VII – Gaia; Mestre em Enfermagem de Reabilitação; Pós‑Graduada em Enfermagem de Saúde Familiar. Carla Pereira
Chefe de Divisão de Planeamento e Melhoria da Qualidade na Direção‑Geral da Saúde; Investiga‑ dora no Centro de Investigação em Saúde Pública (CISP) e no CHRC da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Universidade NOVA de Lisboa; Doutorada em Saúde Pública; Mestre em Gestão de Serviços de Saúde; Licenciada em Fisioterapia. Carlos Laranjeira
Professor Coordenador na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Leiria; Investigador Integrado no ciTechCare do Politécnico de Leiria; Investigador Colaborador no CHRC da Univer‑ sidade de Évora; Mestre e Especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica; Doutor em Ciências de Enfermagem e Psicologia da Saúde; Pós-Doutorado em Saúde Pública. Carlos Pires Magalhães
Professor Adjunto na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Bragança; Investigador Integrado Doutorado na UICISA: E da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Carma Gouveia
Enfermeira no Serviço de Cirurgia Cardiotorácica do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, EPE; Mestre em Gestão de Serviços de Saúde; Pós-Especialização em Administração Hospitalar; Pós-Graduada em Gestão da Informação e Business Intelligence na Saúde. Carme Ferré‑Grau
Professora Emérita na Universitat Rovira i Virgili; Coordenadora do Programa de Doutoramento em Infermeria y Salud na Universitat Rovira i Virgili.
Autores
IX
Carmen Andrade
Professora Coordenadora na Escola Superior de Saúde da Universidade dos Açores; Investigadora Integrada no CINTESIS@RISE; Doutorada em Enfermagem. Carmina Rei
Psicóloga Clínica e da Saúde na Casa de Saúde de Santa Catarina (CSSC), na Clínica da Saúde do Instituto Português de Psicologia e Outras Ciências (INSPSIC), e na Cleanic. Cátia Ferreira
Enfermeira Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica; Enfermeira nos Serviços de Cuidados Paliativos do Centro Hospitalar Universitário São João, EPE; Mestre em Cuidados Paliativos. Célia Maria Jordão Simões Silva
Professora Doutora em Enfermagem na Escola Superior de Saúde de Leiria do Instituto Politécnico de Leiria. Celmira Lange
Enfermeira; Doutora em Enfermagem; Docente do Programa de Pós‑Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. César Fonseca
Professor Coordenador do Departamento de Enfermagem da Universidade de Évora; Membro Integrado Doutorado no CHRC. Cidália Cunha
Mestre em Educação – Formação, Trabalho e Recursos Humanos; Gestora de Projetos Educativos e Sociais. Clara Simões
Professora Doutora em Bioética; Professora Adjunta Principal na Escola Superior de Saúde do Vale do Ave do Instituto Politécnico de Saúde do Norte; Investigadora na Unidade de Investigação em Inteligência Artificial do Instituto Politécnico de Saúde do Norte. Claudia Feio
Enfermeira Gerontóloga; Doutora em Enfermagem pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); Pós‑Doutoranda em Enfermagem na UERJ; Professora Associada do Curso de Enferma‑ gem, da Residência em Enfermagem com ênfase em Cardiologia e da Especialização de Gestão de Saúde na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).
©Lidel – Edições Técnicas, Lda.
Cláudia Oliveira
Professora Coordenadora na Escola Superior de Saúde Jean Piaget de Algarve; Mestre e Doutora em Enfermagem pela Universidade Católica Portuguesa; Enfermeira Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica. Cristina Cruz
Diretora Técnica no Centro de Dia da Fundação Assistência, Desenvolvimento e Formação Profis‑ sional (ADFP); Doutorada em Psicogerontologia.
X
Enfermagem em Gerontologia e Geriatria
Cristóvão Margarido
Assistente Social; Professor Coordenador no Departamento de Ciências Sociais da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria; Coordenador do Polo de Leiria do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade NOVA de Lisboa (CICS.NOVA). Daniela Oliveira
Doutorada em Engenharia Biomédica, especialista em Informática Médica. Eduardo Duque
Professor Auxiliar na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portu‑ guesa; Investigador no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho. Elzbieta Bobrowicz‑Campos
Psicóloga Clínica e de Saúde; Investigadora Auxiliar no Centro de Investigação e Intervenção Social no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa; Docente Convidada no Departamento de Psicologia Social e das Organizações no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa. Emanuel Margarido
Assistente Social; Professor Adjunto no Departamento de Ciências Sociais da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria. Eugénia Anes
Professora na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Bragança; Investigadora Inte‑ grada na UICISA: E. Fátima Araújo
Professora Adjunta na Escola Superior de Enfermagem do Porto; Investigadora Integrada no Grupo NursID do CINTESIS@RISE; Doutora em Psicologia e Mestre em Saúde Pública. Fátima Braga
Professora Adjunta na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho; Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica; Investigadora no CIEnf da Escola de Enfermagem da Universidade do Minho. Filipa Costa Couto
Enfermeira Perioperatória Generalista no Hospital Privado de Alfena do Grupo Trofa Saúde; Inves‑ tigadora Colaboradora na UICISA: E da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Filipa Ventura
Investigadora Júnior na UICISA: E da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Francisco Sampaio
Professor Adjunto na Escola Superior de Enfermagem do Porto; Investigador Doutorado Integrado no CINTESIS@RISE; Presidente da Mesa do Colégio da Especialidade de Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica da Ordem dos Enfermeiros (Mandato 2020-2023); Membro da Coordenação Regional de Saúde Mental da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, I.P. Georgina Araújo
Enfermeira na Unidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE; Mestre em Ciências de Enfermagem.
Autores
XI
Hélder Fernandes
Professor Adjunto na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Bragança; Investigador na UICISA: E da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Helder Rocha Pereira
Professor Coordenador na Escola Superior de Saúde da Universidade dos Açores; Enfermeiro Es‑ pecialista em Enfermagem Comunitária; Doutor em Enfermagem. Helena José
Professora Coordenadora na Escola Superior de Saúde Atlântica; Coordenadora do Curso de Li‑ cenciatura em Enfermagem na Escola Superior de Saúde Atlântica; Investigadora na UICISA: E da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Hugo Sousa
Interno de Formação Específica em Patologia Clínica no Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga, EPE; Investigador Sénior do Grupo de Oncologia Molecular e Patologia Viral do Centro de Investigação do Instituto Português de Oncologia do Porto Francisco Gentil, EPE; Professor Auxiliar no ISAVE – Instituto Superior de Saúde; Doutorado em Ciências Biomédicas no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto. Isabel Araújo
Professora Doutora em Ciências de Enfermagem; Diretora do Departamento das Ciências da Saúde na Escola Superior de Saúde do Vale do Ave do Instituto Politécnico de Saúde do Norte; Investi‑ gadora na Unidade de Investigação em Inteligência Artificial e Saúde do Instituto Politécnico de Saúde do Norte. Isabel Gil
Professora Adjunta na Unidade Científico‑Pedagógica de Enfermagem do Idoso da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra; Investigadora na UICISA: E da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Joana Grácio
Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE; Investigadora no Núcleo de Investigação em Enfermagem do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Joana Salgueiro
Enfermeira no Centro Hospitalar Universitário de São João, EPE; Mestre em Ciências de Enfer‑ magem. João Apóstolo ©Lidel – Edições Técnicas, Lda.
Professor Coordenador Principal na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. João F. Fundinho
Investigador Convidado do Grupo de Investigação em Desenvolvimento do Adulto e Envelhecimento na Escola de Psicologia da Universidade do Minho; Doutorado em Psicologia Básica pela Escola de Psicologia da Universidade do Minho.
XII
Enfermagem em Gerontologia e Geriatria
João Tavares
Professor Adjunto na Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro; Investigador no CIN‑ TESIS@RISE e na UICISA: E da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. José Ferreira‑Alves
Professor Auxiliar na Escola de Psicologia da Universidade do Minho; Coordenador do Grupo de Investigação em Desenvolvimento do Adulto e Envelhecimento na Escola de Psicologia da Uni‑ versidade do Minho; Professor de Psicologia do Desenvolvimento do Adulto e Envelhecimento e de História da Psicologia. Jose Ignacio Martín
Investigador no CINTESIS@RISE; Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Aveiro. José Manuel Machado
Diretor do Centro ALGORITMI; Professor Associado com Agregação no Departamento de Infor‑ mática da Escola de Engenharia da Universidade do Minho. Lara Guedes de Pinho
Professora Coordenadora no Departamento de Enfermagem da Universidade de Évora; Investiga‑ dora Integrada no CHRC. Lia Araújo
Professora Adjunta na Escola Superior de Educação de Viseu; Investigadora no CINTESIS@RISE. Lisa Veiga Nunes
Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra; Professora Adjunta Convidada na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra; Investigadora no Núcleo de Investigação em Enfermagem do Centro Hospitalar e Uni‑ versitário de Coimbra. Luísa Teixeira‑Santos
Assistente Convidada na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra; Bolseira de Investigação da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) no CINTESIS@RISE da Universidade do Porto. Lurdes Teixeira
Socióloga; Professora Adjunta Principal no Instituto Politécnico de Saúde do Norte. Manuel Brás
Professor Adjunto na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Bragança; Coordenador do Curso de Mestrado em Enfermagem Comunitária na Área de Enfermagem de Saúde Familiar; Investigador Integrado no Grupo NursID do CINTESIS@RISE; Doutorado em Ciências de Enfer‑ magem pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto. Manuel Lopes
Professor Coordenador Principal na Escola Superior de Enfermagem de São João de Deus; Diretor da Escola Superior de Enfermagem de São João de Deus da Universidade de Évora; Investigador no CHRC.
Autores
XIII
Manuela Cerqueira
Subdiretora da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viana do Castelo; Professora Coordenadora na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viana do Castelo; Investi‑ gadora na UICISA: E da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Marcela Silva
Assistente Social Gerontóloga; Professora no Curso de Serviço Social do Centro de Artes Humanida‑ de e Letras (CAHL/UFRB); Coordenadora do Grupo de Trabalho de Envelhecimento Populacional (GTENPO/UFRB); Coordenadora do Grupo de Trabalho de Serviço Social (GTSSEDU/UFRB); Mestre em Educação e Contemporaneidade pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB); Dou‑ torada em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Margarida Goes
Professora Adjunta na Escola Superior de Enfermagem de São João de Deus da Universidade de Évora; Investigadora Integrada no CHRC. Maria de Lurdes Almeida
Professora Coordenadora na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra; Coordenadora da Unidade Científico-Pedagógica de Enfermagem do Idoso na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra; Investigadora na UICISA: E da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. Maria dos Anjos Dixe
Professora Coordenadora na Escola Superior de Saúde do Politécnico de Leiria; Investigadora no ciTechCare do Politécnico de Leiria. Mário Inácio
Professor Auxiliar na Universidade da Maia; Investigador Integrado no Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano (CIDESD); Professor Visitante na Universidade de Oxford Brookes, Reino Unido. Marisa Rodrigues Machado
Professora Adjunta Principal na Escola Superior de Saúde do Vale do Ave do Instituto Politécnico de Saúde do Norte; Diretora da Escola Superior de Saúde do Vale do Ave do Instituto Politécnico de Saúde do Norte; Investigadora no One Health Toxicology Research Unit (1H-ToxRun) do Instituto Universitário das Ciências da Saúde; Investigadora na Unidade de Investigação Health and Human Movement Laboratory (H2M) do Instituto Politécnico de Saúde do Norte. Nilza Nogueira
Professora Coordenadora na Escola Superior de Enfermagem do Porto; Investigadora no Grupo NursID do CINTESIS@RISE.
©Lidel – Edições Técnicas, Lda.
Nuno Araújo
Professor Adjunto Principal na Escola Superior de Saúde do Vale do Ave do Instituto Politécnico de Saúde do Norte; Investigador Integrado na Unidade de Investigação em Inteligência Artificial e Saúde na Escola Superior de Saúde do Vale do Ave do Instituto Politécnico de Saúde do Norte; Investigador Associado na Business Research Unit no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.
XIV
Enfermagem em Gerontologia e Geriatria
Nuno Lucas
Enfermeiro Especialista em Reabilitação no Serviço de Neurologia do Centro Hospitalar Universi‑ tário de São João, EPE; Pós‑Graduado em Enfermagem Gerontogeriátrica. Oscar Ribeiro
Professor de Psicologia na Universidade de Aveiro; Investigador Principal do Grupo AgeingC no CINTESIS@RISE. Patrícia Araújo
Enfermeira Especialista em Reabilitação no Serviço de Neurologia do Centro Hospitalar Universi‑ tário de São João, EPE; Mestre em Enfermagem de Reabilitação. Patrícia M. Pereira de Llano
Enfermeira Especialista em Enfermagem em Cardiologia no Institut de Cardiologie de Montréal, Canadá; Doutora em Ciências da Saúde pelo Programa de Pós‑Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Pedro Carrana
Investigador no Centro de Investigação em Qualidade de Vida (CIEQV) do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra do Politécnico de Coimbra. Raquel Rocha
Assistente Hospitalar em Neurologia no Hospital Pedro Hispano da Unidade Local de Saúde de Matosinhos, EPE; Professora Convidada na Escola Superior de Enfermagem do Porto; Pós-Graduada em Investigação Clínica pela Harvard Medical School. Ricardo Pocinho
Professor na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria; Investigador no Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA.IPLeiria). Rita Costa
Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica na Unidade de Cuidados na Comunidade Senhora da Hora da Unidade Local de Saúde de Matosinhos, EPE; Mestre em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica. Rita Tavares de Sousa
Investigadora no Centro de Investigação e Intervenções Educativas da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Rosa Silva
Professora Adjunta na Escola Superior de Enfermagem do Porto; Investigadora Integrada no CIN‑ TESIS@RISE da Universidade do Porto. Rui Duarte Santos
Professor Adjunto na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Leiria; Investigador Integrado no CICS.NOVA.IPLeiria. Rui Novais
Professor Adjunto na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho; Investigador no CIEnf da Universidade do Minho; Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica.
Autores
XV
Sandra Galante
Enfermeira Especialista em Enfermagem de Reabilitação no Serviço de Neurologia do Centro Hospitalar Universitário de São João, EPE; Pós‑Graduada em Enfermagem Avançada. Silvana Martins
Psicóloga Clínica; Investigadora na UICISA: E. Susana Póvoas
Professora Associada da Universidade da Maia; Investigadora no CIDESD; Departamento de Sports Science and Clinical Biomechanics, SDU Sport and Health Sciences Cluster (SHSC) na University of Southern Denmark, Dinamarca. Taiane Abreu
Bolseira de Investigação; Doutoranda do Programa Doutoral em Gerontologia e Geriatria na Uni‑ versidade de Aveiro e na Universidade do Porto. Vítor Tedim Cruz
©Lidel – Edições Técnicas, Lda.
Diretor do Serviço de Neurologia no Hospital Pedro Hispano da Unidade Local de Saúde de Ma‑ tosinhos, EPE; Investigador Doutorado da Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.
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Prefácio
É com enorme prazer que retribuo o convite para escrever algumas palavras no prefácio do livro Enfermagem em Gerontologia e Geriatria, cujos autores são profissionais de enfermagem em Portugal, referências nacionais e internacionais nesta área do conhecimento, e com os quais tive a imensa satisfação de partilhar uma parte importante do meu percurso profissional e pessoal. O envelhecimento demográfico é uma realidade com um impacto considerável nas sociedades desenvolvidas, sendo uma circunstância positiva que influencia inúmeras dimensões da vida fami‑ liar, económica e sanitária. A sociedade atual enfrenta o desafio de promover a sensibilização para as necessidades suscitadas pelo processo de envelhecimento e, também, o desafio de promover a formação de profissionais nesta área. É neste sentido que a publicação desta obra, com a inclusão de um capítulo que visa refletir sobre os desafios na formação gerontológica em Portugal e a descrição da enfermagem em geriatria, pareceu‑me muito oportuna, uma vez que, de entre os profissionais de saúde, os enfermeiros são os profissionais que mais tempo cuidam das pessoas mais velhas e das suas famílias. Assim, é intenção dos autores contribuir para o desenvolvimento e atualização de competências e técnicas na área da enfermagem em gerontologia e geriatria, e analisar a necessidade de examinar novas respostas aos contínuos desafios sociais e de saúde que se projetam nesta área do conhecimento. De facto, o leitor encontrará neste livro formas de responder às necessidades suscitadas pelo processo de envelhecimento, através da experiência de vários investigadores que partilham os resultados obtidos no desenvolvimento de programas destinados a promover a qualidade de vida e a reduzir o impacto da doença e/ou da dependência durante esta fase da vida. O livro descreve programas muito interessantes dirigidos a pessoas dependentes, tais como: prevenir o declínio funcional associado à hospitalização: um programa de cuidado centrado na funcionalidade; care expert: comunicação digital e intervenção de apoio a pessoas submetidas a quimioterapia para trata‑ mento do cancro da mama; promoção da adesão à medicação na pessoa idosa com doença crónica: programa de intervenção; terapia de reminiscência: construção de um programa de intervenção em grupo. Todos estes programas têm demonstrado a sua eficácia na prestação de cuidados à pessoa idosa com patologia crónica. Os autores referem, ainda, que a assistência familiar a uma pessoa idosa dependente é, por vezes, uma tarefa difícil e complexa, envolvendo uma grande responsabilidade para o cuidador informal, que não está suficientemente preparado para acompanhar o familiar durante o processo da sua doença e/ou dependência. Para facilitar esta tarefa, o livro descreve diferentes programas de formação e intervenção especialmente dirigidos aos familiares de pessoas com doença crónica e/ ou dependentes, programas esses que foram previamente validados e demonstraram a sua eficácia: Cuidar de Quem Cuida ‑ respostas de apoio aos cuidadores informais; Fazer a Diferença 3 ‑ Progra‑ ma de Estimulação Cognitiva Individual; Programa InCare: Formação de cuidadores familiares de pessoas idosas após Acidente Vascular Cerebral; e “(Es)Tar com a demência”, Programa psicoedu‑ cativo para cuidadores familiares de pessoas com demência a viver no domicílio. Estes programas, dirigidos a pessoas idosas e a familiares cuidadores, são descritos em pormenor no texto, são de fácil aplicação por parte dos enfermeiros na sua prática clínica ou de replicação e aprofundamento na investigação. A comunicação de programas realizados e avaliados por vários investigadores na área do envelhecimento é um ponto forte deste manual e promove a evidência científica em Enfer‑ magem. Segundo Collière (1993), “cuidar é, antes de mais, um ato de vida” e engloba uma infinita
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Enfermagem em Gerontologia e Geriatria
variedade de atividades que visam manter e preservar a vida. Esta afirmação inclui, também, o acompanhamento em fim de vida, uma vez que acompanhar na morte é uma forma de promover a vida. É esta ideia de “cuidar” que orienta a parte do livro dedicada à descrição do capítulo sobre o papel do enfermeiro em cuidados paliativos (Capítulo 23, “Cuidados em fim de vida”) e à análise de aspetos como a esperança de vida em cuidados paliativos, o direito a uma morte digna e o con‑ traste com os valores sociais em relação à morte, como exemplo descrito no Capítulo 24, “Ética e envelhecimento: uma exigência impreterível”. Muitos dos assuntos descritos no livro são abordados a partir de um ponto de vista crítico e reflexivo, que estimula no leitor a capacidade de ajudar, escutar e compreender a complexidade da interação entre enfermeiro‑doente e família na fase final da vida. É uma obra corajosa onde se partilham experiências e se abordam aspetos práticos dos cuidados, em temas sensíveis como a sexualidade, a espiritualidade, a ética em relação a uma morte digna e outros temas inovadores no campo da gerontotecnologia. Como Professora Investigadora na área dos cuidadores familiares de pessoas dependentes, congratulo‑me com a publicação desta obra e agradeço aos autores o facto de terem empreendido esta tarefa no momento certo, até porque a recente pandemia global causada pela COVID‑19 tornou ainda mais visível as dificuldades e os desafios para garantir o bem‑estar das pessoas mais velhas e das suas famílias. Convido‑vos a lerem atentamente este livro, onde encontrarão formas de promover a qualidade dos cuidados de enfermagem às pessoas idosas e suas famílias, baseadas na evidência científica e que têm demonstrado a sua eficácia no aumento da qualidade de vida dos diferentes atores na arte do cuidar em diferentes contextos: na comunidade, no domicílio e em diferentes con‑ textos de internamento hospitalar e/ou cuidados continuados. Não tenho dúvidas de que será uma obra de referência nos vários domínios de estudo relacionados com o processo de envelhecimento. Carme Ferré‑Grau (coautora)
socioeconómicas sobre 3 Perspetivas o envelhecimento em Portugal Jose Ignacio Martín
PONTOS-CHAVE zz Impacto profundo da COVID-19: a pandemia exacerbou as vulnerabilidades dos idosos em Portugal,
agravando questões de saúde, isolamento e solidão;
zz Desafios socioeconómicos: o envelhecimento da população traz desafios socioeconómicos signifi‑
cativos, necessitando de soluções urgentes e inovadoras para sustentabilidade e equidade;
zz Pobreza e desigualdade: elevadas taxas de pobreza entre os idosos sinalizam a necessidade de
intervenções imediatas e focadas em desigualdades e inseguranças;
zz Reformas e sustentabilidade social: a crise ressalta a urgência de reformas nos sistemas de pensões
e de abordagens centradas no indivíduo para assegurar a dignidade e o bem-estar dos idosos.
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ESTATUTO ECONÓMICO DAS PESSOAS IDOSAS EM PORTUGAL O envelhecimento da população portuguesa ganha cada vez mais peso na vida social e económica. O objetivo neste capítulo é recolher os desafios colocados pelo envelhecimento da população à sociedade, e propor uma nova visão para enfrentar estes desafios num futuro contexto de pós ‑COVID‑19. Entre 2015 e 2018, de acordo com o cenário central de projeção, Portugal perdeu população. Dos atuais 10,3 para 7,5 milhões de pessoas, ficando abaixo do limiar de 10 milhões em 2031 (Instituto Nacional de Estatística [INE], 2015). O índice de envelhecimento mais do que duplicará, passando de 147 para 317 idosos, por cada 100 jovens, em 2080 (INE, 2015). O índice de envelhecimento só tenderá a estabilizar na proximidade de 2060, quando as gerações nascidas num contexto de níveis de fecundidade abaixo do limiar de substituição das gerações já se encontrarem no grupo etário 65 e mais (INE, 2015). Portugal tem uma população envelhecida com uma tendência a envelhecer ainda mais. Mas outro problema maior é que uma parte substancial da população idosa portuguesa é vulnerável. Estudos apontam para dados grandes de vulnerabilidade entre pessoas idosas, em que quase um terço dos idososera solteiro e passava oito ou mais horas por dia sozinho, e um quinto vivia sozinho (Mota‑Pinto et al., 2011), e em que o status social revelou que ser mulher mais idosa e viver uma área rural foram preditores de analfabetismo e ocupação indiferenciada (Mota‑Pinto et al., 2011). Os desafios gerados pelo envelhecimento da população são enormes. Deseja-se destacar ques‑ tões associadas às significativas mudanças socioeconómicas, especialmente no que diz respeito às alterações de estilos de vida e as escolhas de consumo, num contexto em que se antevê uma crise económica estrutural provocada pela pandemia da COVID‑19 (Nicola et al., 2020). Neste cenário, os desafios prévios não desaparecem, a futura crise provocada pela COVID‑19 vai fazer com que os anteriores desafios sejam inultrapassáveis sem uma mudança de vários aspetos da nossa vida pessoal e coletiva. O envelhecimento da população em países com economias abertas implica um desafio em vários planos: para os próprios idosos, porque o seu peso crescente tensiona os recursos coletivos existentes e reduz a quantidade per capita a que têm acesso (Pérez, 2005); para as famílias, o desafio traduz‑se
O processo de envelhecimento na perspetiva do curso de vida: transições e percursos de cuidados
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eficiente e promova o bem‑estar dos membros da família, tanto quanto possível, em cada uma das etapas do ciclo vital. A avaliação da satisfação de cada um dos membros da família é fundamental para o sucesso dos modelos adotados. Assim, quando há uma alteração no autocuidado familiar deve haver um acompanhamento por parte da equipa de saúde, no sentido de promover a autonomia familiar em todos os domínios atrás abordados. Com base nos contributos teóricos atrás referidos, mas também nos diversos trabalhos que têm vindo a ser desenvolvidos, propõe‑se um modelo compreensivo da pessoa inserida num determinado contexto, considerando a condição de saúde, as funções e o autocuidado (Lopes, 2018) (Figura 4.2). Comunidade
Funções (cognição, pensamento, emoção, consciência, entre outras)
Pessoa
Família
Autocuidado (comer, beber, lavar-se, vestir-se, dormir, entre outros)
Condição de saúde-doença
Figura 4.2 – Modelo compreensivo da pessoa, considerando a condição de saúde,
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as funções e o autocuidado.
Conforme observado na Figura 4.2, o modelo apresenta a pessoa integrada numa determinada família e comunidade. Consideramos ainda as seguintes dimensões: funções, autocuidado e condição de saúde‑doença – estas dimensões são específicas da pessoa, mas adquirem um determinado perfil em função das características da respetiva família e da comunidade em que se insere, bem como da interação estabelecida. Tal significa que existirá um padrão de autocuidado muito influenciado pelos hábitos e cultura familiares e comunitários. Por outro lado, as três dimensões referidas interinfluenciam‑se mutuamente. Ou seja, a condição de saúde, simultaneamente, resulta do autocuidado e das funções. Por sua vez, nestas, repercute‑se a condição de saúde, alterando‑as. Ou seja, o autocuidado é modificado pela condição de saúde, podendo esta limitá‑lo até à dependência. O mesmo relativamente às funções. A cognição, o pen‑ samento e as emoções podem ser profundamente alterados pela condição de saúde e vice‑versa. De acordo com o modelo apresentado, torna‑se relativamente fácil compreender a importância do autocuidado e das funções na preservação de uma determinada condição de saúde. Ou seja, pode‑ mos afirmar que, em grande parte, a saúde da pessoa depende das funções (por exemplo, cognição, pensamento, emoção, consciência), mas também do modo como o autocuidado é assumido. Este depende do nível de cognição e pensamento, transformados em ação.
Identificação das pessoas idosas em risco de maus‑tratos
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TIPOS DE VIOLÊNCIA Quando a pessoa idosa é vítima de um crime ou de qualquer ato violento sem conformidade legal significa, frequentemente, que é alvo de vários tipos de violência, tornando imperativa a discrimina‑ ção de conceitos, o estudo da incidência, a análise dos seus determinantes e os resultados conforme os diferentes tipos de violência contra pessoas idosas (APAV, 2020). A classificação do tipo de abuso ou violência pode variar conforme se constitui ou não ofensa criminal, se provoca ou não dano, por omissão ou negligência, tipo de agressor, o local da agressão (UNECE, 2013). Conforme a motivação, pode ser intencional ou não intencional. O agressor pode ser estranho, conhecido, confiável ou até o próprio idoso. Pode ocorrer no domicílio ou em instituição. Assim, a violência contra a pessoa idosa pode ser classificada em diferentes categorias: física; psicológica; sexual; financeira/material; e negligência; autonegligência e discriminação (UNECE, 2013; Hall Karch, Crosby, 2016). Ou, segundo a WHO, podemos encontrar cinco tipos de violência à pessoa idosa, ou seja, a violência física; a violência psicológica ou emocional; a violência sexual; a violência financeira; a negligência e o abandono (Quadro 8.1.1). Quadro 8.1.1 – Tipos de violência à pessoa idosa, segundo a WHO. Abuso físico Bater, empurrar, chutar
Uso inapropriado de drogas ou de restrições
Abuso psicológico ou emocional Insultos, ameaças, humilhação, comportamento controlador, confinamento e isolamento Abuso sexual Contacto sexual sem consentimento Exploração financeira Usar indevidamente ou roubar o dinheiro ou bens de uma pessoa Negligência ou abandono
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Não fornecer alimentação, habitação ou assistência
Relativamente à taxonomia utilizada para classificar os diferentes tipos de violência, constatamos que, numa análise geral, é muito semelhante quando analisamos a perspetiva de diferentes autores, mas, numa análise mais detalhada, verificamos que não existe unanimidade em relação a aspetos mais específicos. Estas diferenças dizem respeito essencialmente à negligência e ao abandono. Acerca dos conceitos de negligência ou abandono empregados como sinónimos pela WHO (WHO, 2016), parece não existir um consenso unânime de acordo com a APAV (APAV, 2020). O abandono “passa pelo distanciamento físico e/ou emocional absoluto e definitivo que resulta na falta de prestação de cuidados e conduz a pessoa idosa à total carência de redes de apoio familiar ou outras” (APAV, 2020, p. 33). A negligência significa a “recusa, omissão ou ineficácia na prestação de cuidados, obrigações ou deveres à pessoa idosa pelo/a seu/sua cuidador/a, e inclui, entre outros exemplos, a recusa/omissão de alimentação, recusa/omissão de suporte material e emocional e o descuido a nível dos cuidados de higiene e de saúde” (APAV, 2020, p. 38). Não será aqui efetuada a distinção entre conceitos e dados, pela dificuldade em separar na prática a violência por negligência e a violência por abandono.
Cuidadores e programas de capacitação
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11.3.2 Fazer a Diferença 3: um programa de estimulação cognitiva individual Tradução e validação: liderado por Rosa Silva
A estimulação cognitiva (EC) é uma intervenção com o objetivo terapêutico de preservar as com‑ petências cognitivas da pessoa idosa que apresenta algum grau de deterioração cognitiva, visando a implementação de um conjunto de atividades, normalmente em grupo, ao longo de várias sessões, lideradas por um enfermeiro. Estas atividades procuram estimular vários domínios cognitivos como a atenção/concentração, orientação, memória, linguagem, entre outros. Programas de EC estão associados a ganhos em saúde, não só em termos cognitivos, mas também no que se refere ao humor, bem‑estar e qualidade de vida (Aguirre et al., 2014; Apóstolo & Cardoso, 2014; Sousa, Araújo, Silva, 2020).
ESTIMULAÇÃO COGNITIVA INDIVIDUAL Nem todos os indivíduos com deterioração cognitiva têm acesso à EC de grupo, por alterações da mobilidade, falta de acesso a este tipo de intervenção na sua área de residência ou por uma questão de opção pessoal. Neste sentido, desenvolveram‑se alguns programas de estimulação cognitiva in‑ dividual (ECI), a ser implementados por um cuidador, com orientação de um profissional de saúde, no conforto do lar (Silva et al., 2020). Um dos programas mais estruturados, para este contexto, é o Fazer a Diferença 3 (FD3) – Terapia individual de estimulação cognitiva: Um manual para os cuidadores (Apóstolo, Silva, Bobrowicz‑Campos, Costa, 2019; Yates, 2016; Yates et al., 2015). A informação contida no manual deste programa de ECI está direcionada para o cuidador da pessoa com deterioração cognitiva (PcDC) e o conteúdo apresenta‑se organizado em duas partes. A primeira parte está centrada no “como” utilizar o manual e na apresentação de 13 boas práticas, designadas princípios‑chave. A segunda parte corresponde às sessões de ECI, totalizando 75 sessões que se centram em diversos temas entre os quais: “A minha vida”; “Assuntos atuais”, “Alimentação”; “Ser criativo”, entre outros (Apóstolo et al., 2019; Silva, 2019). Os 13 princípios‑chave guiam os cuidadores familiares/informais durante as sessões de ECI, com o objetivo de adequar as sessões à realidade da PcDC. Portanto, estes princípios têm como objetivo capacitar, auxiliar e orientar os cuidadores para o desenvolvimento das sessões de ECI (Apóstolo et al., 2019; Silva, 2019) e estão, sinteticamente, apresentados na Tabela 11.3.1. Tabela 11.3.1 – Princípios‑chave do programa Fazer a Diferença 3. Princípio‑chave
Justificação
Estimular a mente
O principal objetivo é ativar e envolver a mente da PcDC, oferecendo a possibilidade de realizar um conjunto de atividades estimulantes
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Desenvolver novas ideias, pen- A comunicação deve encorajar a PcDC a utilizar o seu conhecimento, mas em samentos e associações simultâneo ajudá‑la a desenvolver novos pensamentos Utilizar a orientação de forma A orientação deve ser utilizada de forma subtil e implícita no início de cada sessão sensível Focar‑se em opiniões mais do Ao questionar a opinião da PcDC obtêm‑se respostas que podem ser divertidas, que em factos tristes, controversas ou intrigantes, mas nunca erradas (continua)
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Enfermagem em Gerontologia e Geriatria
LISTA DE DIAGNÓSTICOS E INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NO CUIDADO À PESSOA MAIS VELHA Autocuidado “Atividade executada pelo próprio: tratar do que é necessário para se manter; manter‑se ope‑ racional e lidar com as necessidades individuais básicas e íntimas e as atividades da vida diária” – CIPE® 2015:42. Foco: Autocuidado: Vestir‑se “Trocar de roupa: escolher e ir buscar a roupa, vestir, abotoar e apertar os fechos tanto na parte superior como inferior do corpo, usar os fechos, peúgas, meias e calçado como, por exemplo, sapatos” – CIPE® 2015:121. Diagnóstico
Intervenções de enfermagem
Autocuidado: vestir‑se dependente, em grau elevado
Autocuidado: vestir‑se dependente, em grau moderado
Conhecimento
DIMENSÃO
Autocuidado: vestir‑se dependente, em grau reduzido
Conhecimento sobre técnica de adap-
tação para o autocuidado: vestir‑se não demonstrado/demonstrado Conhecimento sobre dispositivo auxiliar para o autocuidado: vestir‑se não demonstrado/demonstrado
Avaliar o autocuidado: vestir‑se Supervisionar a pessoa no autocuidado: vestir‑se Incentivar o autocuidado: vestir‑se Incentivar o autocuidado: vestir‑se com dispositivos Assistir no autocuidado: vestir‑se Providenciar dispositivos para o autocuidado: vestir‑se Avaliar conhecimento sobre técnica de adaptação para
o autocuidado: vestir‑se
Ensinar sobre técnica de adaptação para o autocuida-
do: vestir‑se
Avaliar conhecimento sobre dispositivo auxiliar para o
autocuidado: vestir‑se
Ensinar sobre dispositivo auxiliar para o autocuidado:
vestir‑se
Aprendizagem de capacidades
DIMENSÃO
Avaliar aprendizagem de capacidades sobre técnica de
adaptação para o autocuidado: vestir‑se
Aprendizagem de capacidades sobre téc-
nica de adaptação para o autocuidado: vestir‑se não demonstrado/demonstrado Aprendizagem de capacidades para uso de dispositivo auxiliar para o autocuidado: vestir‑se não demonstrado/demonstrado
Instruir sobre técnica de adaptação para o autocuidado:
vestir‑se
Treinar o uso de técnica de adaptação para o auto
cuidado: vestir‑se
Avaliar aprendizagem de capacidades para usar dispo-
sitivo auxiliar para o autocuidado: vestir‑se
Instruir o uso de dispositivo auxiliar para o autocuidado:
vestir‑se
Treinar o uso de dispositivo auxiliar para o autocuidado:
Prestador de cuidados
DIMENSÃO
vestir‑se
Conhecimento
do prestador de cuidados sobre o autocuidado: vestir‑se não demonstrado/demonstrado Conhecimento do prestador de cuidados sobre dispositivo auxiliar para o autocuidado: vestir‑se, não demonstrado/ /demonstrado
Avaliar o conhecimento do prestador de cuidados para
dar/assistir no autocuidado: vestir‑se
Ensinar o prestador de cuidados para dar/assistir no
autocuidado: vestir‑se
Avaliar conhecimento do prestador de cuidados sobre
dispositivo auxiliar para o autocuidado: vestir‑se
Ensinar o prestador de cuidados sobre dispositivo auxi-
liar para o autocuidado: vestir‑se
8cm
melhor cuidar
2,16cm
ENFERMAGEM EM GERONTOLOGIA E GERIATRIA O envelhecimento da população é uma realidade incontornável. Espera-se que nas próximas décadas se viva mais anos e com mais saúde. Para um envelhecimento bem-sucedido, saudável e ativo (desejável), é fundamental a adoção de um conjunto de atitudes e comportamentos, por parte das pessoas e da sociedade. Neste livro, abordam-se políticas, modelos, respostas sociais, tecnologias, papel da comunidade, atividade física, alimentação, atividade social, entre outras áreas, fundamentais para o planeamento e a intervenção no apoio ao processo de bem envelhecer. Também é indiscutível que o envelhecimento está associado a um conjunto de problemas de saúde que carecem de uma resposta adequada, de forma a minimizar as eventuais consequências negativas, das quais se destacam os problemas da cognição, da fragilidade, da vulnerabilidade, do abuso/violência e negligência, do humor depressivo, das quedas (entre outros), resultando na perda de capacidades que permitem a autonomia cognitiva e funcional das pessoas mais velhas. Muitas destas perdas são potenciadas pela morbilidade associada ao envelhecimento e pela morbilidade acumulada ao longo da vida, o que remete para a necessidade de uma gestão adequada do regime terapêutico. Neste livro são abordados os problemas e as intervenções/programas com potencial de promoção da autonomia e independência da pessoa mais velha.
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
Aborda-se, ainda, o contexto/problemas dos familiares cuidadores e do seu contributo no processo de parceria de cuidados quando alguém fica dependente. Trata-se de uma obra abrangente, que integra autores de diferentes classes profissionais, fundamental para a formação na área da saúde, essencialmente de enfermagem, de estudantes e de pessoas que se interessem pelo estudo do envelhecimento e das respostas às pessoas mais velhas.
17,2 x 24cm (confirmado)
8cm
Lidel Enfermagem
ENFERMAGEM EM GERONTOLOGIA E GERIATRIA
ler para
17,2 x 24cm
ENFERMAGEM EM GERONTOLOGIA E GERIATRIA
Lia Sousa Professora Adjunta na Escola Superior de Saúde do Vale do Ave do Instituto Politécnico de Saúde do Norte; Investigadora Associada no Innovation & Development in Nursing (NursID) e na Unidade de Investigação em Inteligência Artificial e Saúde da Escola Superior de Saúde do Vale do Ave do Instituto Politécnico de Saúde do Norte; Vogal da Direção d’A Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental.
Odete Araújo Professora Adjunta na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho; Membro Integrado na Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E); Diretora Adjunta do Centro de Investigação em Enfermagem (CiEnf) na Universidade do Minho.
ISBN 978-989-752-614-5
www.lidel.pt
9 789897 526145
www.lidel.pt
Carlos Sequeira Professor Coordenador Principal na Escola Superior de Enfermagem do Porto; Coordenador da Unidade de Investigação da Escola Superior de Enfermagem do Porto; Coordenador do Innovation & Development in Nursing (NursID); Sócio Fundador e Presidente da Direção d'A Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental.