1 minute read

3. Os líderes pagãos do Senado

Next Article
Bibliografia

Bibliografia

É muito fácil e cômodo julgar e condenar sumariamente uma doutrina sem antes se dar ao trabalho de estudá-la e conhecê-la. Até o final do conflito entre cristãos e pagãos, esses grandes senhores recusavam orgulhosamente ocuparse desse “culto de bárbaros”. À medida que o cristianismo se expandia e se firmava no Império, principalmente depois de haver obtido as boas graças do imperador, o desprezo não tinha mais o sentido de antes. Como qualquer outro povo, também, e de modo especial, o romano vivia de tradições e, por isso, manteve o costume do desdém por meio do silêncio; porém o que antes era menosprezo convicto, transformou-se, com o passar do tempo, em meio tático para combater o adversário.

Tem-se a impressão de que Macróbio, silenciando sobre o cristianismo, quis persuadir seus leitores de que tudo continuava como antes, e com aquilo que estava acontecendo não valia a pena preocupar-se. Omitindo-se, quis convencer que a vitória dessa nova religião não era mais que aparente, sem maiores conseqüências e sem futuro, e que tudo retomaria em breve seu curso normal.

Advertisement

3 — Os líderes pagãos do Senado

Os chefes da antiga religião, restringindo seus esforços aos estreitos limites dos interesses puramente terrenos, fomentavam a indiferença religiosa. Muitos homens ilustres permaneciam fiéis ao culto tradicional só pelo fato de nele haverem nascido e se criado, e não viam razões para mudar de religião. Os cristãos atacavam os princípios e costumes da religião, e seus seguidores, sem argumentos suficientemente convincentes para defendê-la, optavam pelo silêncio.

Quando aconteceu o último grande embate entre os dois grupos em confronto, havia claras divergências entre os adep-

This article is from: