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política religiosa de Graciano

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Bibliografia

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do problema como, de resto, fez no que diz respeito ao relacionamento entre Igreja e Estado.

Na questão Igreja-Estado-paganismo, Ambrósio é claro quando afirma que o imperador, não só como pessoa privada e simples fiel mas também como pessoa pública e investida da mais alta autoridade, está dentro da Igreja e, por conseguinte, sujeito à Igreja e ao seu serviço. Com esse princípio, o Bispo dá, indiretamente, resposta à questão das relações entre o imperador cristão e os cultos pagãos, no sentido de o imperador não poder ser indiferente, ou simular, ou não zelar pelas necessidades e interesses da Igreja em cujo seio vive e pela qual deve militar, e que, conseqüentemente, não só não pode praticar o culto pagão, mas nem sequer favorecê-lo ou subvencioná-lo.

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3 —Aplicação dos princípios de Ambrósio na política religiosa de Graciano

O imperador Valentiniano quis, em 367, não só fazer-se assessorar por um colega, como afirmam os historiadores, mas assegurar a coroa para seu filho Graciano, com oito anos de idade. O desejo de fixar a hereditariedade do poder na própria família era o sonho habitual dos imperadores. O exército, que freqüentemente destronava até velhos e ilustres príncipes, aceitou sem maiores dificuldades este menino como chefe.

Morto Valentiniano em 375, Graciano, que não tinha mais que dezesseis anos de idade, foi reconhecido como imperador do Ocidente. As legiões gaulesas acampadas na Ilíria, apressaram-se em associar a Graciano seu irmão Valentiniano II, com a idade de quatro ou cinco anos. Valente, senhor do Oriente, e Graciano, do Ocidente, não acolheram de início, com muita simpatia o novo colega; porém mais tarde, reconhece-

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