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A PERCEPÇÃO DE UM AMBIENTE DE ACORDO COM A NEUROARQUITETURA Percebemos o ambiente ao nosso redor utilizando os cinco sentidos,
visão, audição, olfato e tato. Erroneamente julgamos o sentido da visão como o mais importante para a percepção do mundo exterior, porém também captamos outras informações como sons, cheiros, texturas, temperaturas e sabores para interpretar um ambiente. Somos muito mais do que nosso cérebro, nós pensamos com o corpo inteiro. Nesse sentido, compreendemos e respondemos ao mundo com o corpo inteiro. Sempre que vivenciamos o mundo, estamos vivenciando a nós mesmos simultaneamente, como o que podemos fazer, e ampliando nossas possibilidades de percepção e ação (Louise T. Chawla, O COMEÇO... 2020). Outro importante fator para a percepção de um ambiente é o tempo de ocupação neste, podendo gerar dois tipos principais de efeitos no nosso organismo: efeitos de curto prazo, mais imediatos e efêmeros, e efeitos de longo prazo, mudanças mais estruturais que demoram mais a acontecer, mas que também persistem por mais tempo (PAIVA e JEDON 2019). Logo, percepção é algo relativo, diferentes fatores podem distinguir como percebemos uma mesma realidade (LOTTO, 2019). O estudo na área de NeuroArquitetura contribui para a melhor compreensão de como diferentes características sensoriais podem afetar as percepções de um determinado ambiente. Esses fatores variam de acordo com as diferenças dos órgãos sensoriais de cada pessoa, podendo fazer com que a mais simples seja realidade percebida de maneira completamente diferente. Depende, por exemplo, se o usuário possuí ou não alguma deficiência e até mesmo da sua idade, idosos possuem maior dificuldade de visualizar algumas informações e crianças ainda não adquiriram muito senso de direção. Extrapolando essa noção básica, até mesmo diferenças culturais afetam diretamente a forma de percepção, um caso disso é que enquanto algumas culturas associam a com preta ao luto, outras associam a cor branca.
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