Nº 19 • 2013 • R$ 9,90
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ANTONIO GUERREIRO | PEGGY GUGGENHEIM | ST. TROPEZ | DOM PÉRIGNON | AS GRAVATAS | MANDARIN NYC | SEREIAS DE VERÃO
ANTONIO GUERREIRO PEGGY GUGGENHEIM ST. TROPEZ DOM PÉRIGNON AS GRAVATAS MANDARIN NYC
Sereias de Verão
cover GIRL
ANDRESSA BENDER
| Notebook de Claudio Schleder | Diretores Claudio Schleder Fabio Curi Brigitte Bardot e Sacha Distel em St.Tropez, circa 1958 Diretor Editor Claudio Schleder Direção de Arte RL Markossa Colaboradores Redação Bronie Lozneanu Camila Fremder Cosette Jolie Izabel Mandl Melina Schleder Tatiana Sasaki Colaboradores Fotografia
E Deus criou St. Tropez, e Brigitte...
A famosa escritora francesa Colette falou certa vez que “nenhum caminho leva você direto a St. Tropez, e tem só um jeito de se chegar ao porto. E quando você for embora, terá que fazer o mesmo caminho de volta. Mas quem vai querer partir?” Pois o povoado, na época, era “onde a nata de Paris e especialmente do bairro boêmio de Montparnasse enlouquecem.” O símbolo de St.Tropez é Brigitte Bardot, que lá se apaixonou por uma casa, na verdade um paraíso tropical repleto de cactus, mimosas, figueiras e uma pequena casa coberta de bouganvilleas. E batizou a charmosa propriedade de La Madrague. E foi por ali que tudo aconteceu naqueles anos loucos. Talk dá uma revoada no balneário...
Marcelo Spatafora Tábata Schleder Revisão Patricia Mendes
Diretor Comercial Fabio Curi Gerente de Publicidade Claudio Schleder Filho Contato de Publicidade Rafael Curi Tratamento de imagem e Pré-impressão RL Markossa Impressão e Acabamento Prol Gráfica
cover girl
Andressa Bender foto
Alessandra Levtchenko styling e produção
Amanda Chatah direção de arte
Aldine Saad assistência de fotografia
Naelson De Castro e Marcelo Andrade make
TALK é uma publicação de Om.Com Comunicação e Mídia Manager Publicidade Redação e Administração Rua Jerônimo da Veiga 428 Cj.: 82 – CEP: 04536-001 Tel.: 3078-7716 – São Paulo – SP
Kiko de Lima asssistentes de produção
Carol Levtchenko e Flora Chatah roupas e acessórios
Minha Avó Tinha e acervo pessoal de Amanda Chatah tratamento de imagens
Studio WM Fusion
TALK não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados. As pessoas que não constam no expediente não têm autorização para falar em nome de TALK ou a retirar qualquer tipo de material se não tiverem em seu poder uma carta em papel timbrado assinada pelo diretor.
Elegance is an attitude “It’s time to make dreams come true.“
The Longines Master Collection
www.longines.com - SAC: (11) 3035-1010
Andre Agassi
| The Talk Of The Town |
Só Pisco salva
(d’après)
Meu entrevero avec mon amie de Paris desta vez se deu no restaurante La Mar do chef peruvian Gaston Acurio, aqui no Itaim BB. Ela estava louca para provar os famosos ceviches do chef que bateu Alex Atala no tal ranking da revista Restaurant, a tal que ninguém nunca viu... Aliás, minha amiga está ainda traumatizada com a performance da galinha assassinada em público com muito sang (arghhhh!) pelo nosso über chef Alex. No La Mar, tout allait bien, degustando entre um calamar e um ceviche de robalo plein de gôut, quando a enxerida exclamou: “Mas quel bruit... baruuulho! Parece um galinheiro de peruuuas!” Olhei para a mesa ao lado e vi que toda animação vinha de um grupo de blogueiras fervidíssimas, em volta do lançamento de uma nova marca de lingerie. O cacarejar que tanto incomodou minha amiga francesa aumentava os decibéis na hora em que uma clicava outra para postar no Instagram. Caras e bocas, plumas e paetês, e mais poses requebradas que da Gisele Bündchen posando para o Mario Testino, vocês me entendem né? Aí a francesa explodiu: “Blogueeeeiras...” Parecia que ela havia se engasgado com um anel de lula... E completou: “Pour le moin, pelo menos se fosse o casal Garance Doré e Tyler Brûlé, pour moi eles são authentiques. Le reste son patricinhas riches que não tem nada melhor para fazer. Isto virou
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uuma praaaaga sociale...” Aí caiu a minha ficha, e fiquei elocubrando com o que deviam se divertiam as socialites do passado. Escreviam livros de etiqueta? Se ocupavam com playboys? (Se é que ainda existem, alguém viu algum perdido por aí – ah, hoje alguns são DJs) Passavam as tardes no shopping? Faziam cursos de gastronomia? (hoje algumas são chefs de cuisine) Dirigiam alguma instituição de caridade? (Hoje isto tudo foi convertido nas famigeradas ongs)... Voltando à mesa do La Mar, que a esta altura já servia arroz com fruits de mer, minha amiga suspirava “Hummm, delicieux, sublime, exquis...” já conformada com a cacofonia sinfônica das blogueiras à coté, pois já estava no seu quinto Pisco, que la vie est belle... Curiosa, ela queria dar nome aos blogs, e começou a perguntar: “Qui est la blonde mignon? Qui est la grande brune? Qui est la très mince?” Não parava de me bombardear com infinitas questões. Para satisfazer sua curiosidade, desandei a enumerar: Lalá, Lelé, Lili, Loló e Lulu! Aí, não sei se os Piscos Sours lhe subiram à tête, mas a parisienne adorou, soltando uma gargalhada fenomenal, que fêz as bloggers estremecerem: “Rarará!” E acrescentou: “Ce n’est pas um pays serieux, já dizia le grand general De Gaulle” enquanto se lambuzava com a sobremesa, delicadas orelhas de burro mergulhadas em confiture de figos. – Cosette Jolie
| talk Show |
Pura contemplação
A Galeria Nacional é a mais nova dos Jardins, trazendo uma proposta de apresentar objetos que transitam entre arte e design Idealizada pelos empresários Marcelo Tilkian Maia e Priscilla Nasrallah, a dupla está intimamente ligada ao métier, pois Marcelo graduou-se em Cinema e em Administração, ambas pela FAAP, e sempre teve interesse em arte e design. Conheceu sua sócia quando colaboravam juntos em uma galeria de arte. Já Priscilla é formada em administração pela ESPM e cursou mestrado em Arte Contemporânea pelo Sotheby’s Institute of Art, em Londres. Voltou para o Brasil em 2010, quando começou a trabalhar na Galeria Millan. Cresceu neste meio: seu avô, Michel Nasrallah, possuiu uma galeria de arte em Beirute, no Líbano, de onde veio sua família. Já passaram pela galeria nacional, artistas tão ecléticos quanto Ana Strumpf, que apresentou seu trabalho com colagens e redesenhos usando mais de 30 capas de revistas; o “Tropical Digital” de Fábio Gurjão, com impressões digitais feitas no programa Illustrator; “Playground” de Rodrigo Almeida; “Prataria” de Roberta Cardoso,
Galeria Nacional, a intersecção entre arte e design
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trabalho manual utilizando técnicas variadas de pintura e colagem de decalques em pratos e bandejas e a exposição performática do florista Vic Meirelles. “Nós decidimos que onde houver arte, onde quer que vejamos talento e originalidade, nós devemos promovê-la e distribuíla”, explica Priscilla. O projeto nasceu da interseção entre arte e produto, imagem e conceito buscando uma nova atitude no mercado brasileiro. A galeria nacional tem como diferencial o aspecto multidisciplinar onde um artista visual pode assumir o papel de designer de produto e um designer de objeto pode criar para pura contemplação. “Mais do que uma loja de arte, estamos comprometidos com cultura, liberdade de expressão e com o prazer que a arte pode proporcionar ao público”, explica Marcelo. A loja, com 100 metros quadrados, pé direito duplo e dois andares, foi projetada pelos arquitetos Eduardo Chalabi e Paula Zemel. www.galerianacional.com.br
Os eclĂŠticos galeristas Marcelo Tilkian Maia e Priscilla Nasrallah
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| talk Show |
Travessia
A brasileira Roberta já desbravou os mares de Galápagos
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Foto de Fabio Paradise
Roberta Borsari foi a primeira mulher no mundo a surfar a Pororoca Amazônica de caiaque e a primeira atleta a realizar a travessia de stand up paddle em mar aberto em Alcatrazes »
w w w. l a p a s t i n a . c o m
O Pedro escolheu ligar no sábado para Mariana.
BEBA COM MODERAÇÃO
Ela escolheu esquecer o ex-namorado.
A La Pastina escolheu os sabores de uma noite que nenhum dos dois vai esquecer. Selecionar um a um, cada ingrediente, de cada produtor, de cada cantinho do mundo, pensando em cada receita. Principalmente, pensando em você. Esse é o prazer, a história e o negócio que a La Pastina escolheu.
Foto de Cristian Rapu Edmunds e Marcelo Silva
| talk Show |
Tudo é muito intenso na Ilha de Páscoa, por ser a mais afastada de todos os continentes, a força da natureza é impressionante
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Durante o período que passou neste lugar sagrado, Roberta Borsari não só remou, mas também surfou de SUP por praias paradisíacas com águas cristalinas de cor turquesa, em contraste com as escuras rochas vulcânicas. Também praticou trekking no vulcão Rano Raraku, conhecido como “fábrica de moais”, pois ali os nativos esculpiam as estátuas que são o maior símbolo da cultura Rapa Nui. “A visita à Ilha de Páscoa é uma experiência única para qualquer pessoa que seja ligada ao mar. Estar em contato com a cultura e toda a força espiritual dos guerreiros polinésios e se aprofundar na história da ilha, ao visitar os sítios arqueológicos, e também conhecer de perto os costumes da população local é uma experiência única”.
A atleta acaba de voltar da fascinante Ilha de Páscoa, o lugar mais isolado do mundo. A brasileira, que já desbravou os mares de destinos como Galápagos, Maldivas e Alcatrazes, define a viagem como uma das mais importantes e desafiadoras do Projeto SUPtravessias – registrando, pela ótica do SUP - stand up paddle , as belezas naturais, curiosidades, história e a cultura das mais diversas ilhas do Brasil e do mundo. “Tudo é muito intenso na Ilha de Páscoa, por ser a mais afastada de todos os continentes, a força da natureza é impressionante. O vento, as ondas e as correntes marítimas são fortíssimos”, explica Roberta. Ali, ela experimentou uma das remadas mais difíceis de sua vida: a travessia até a ilha de Motu Nui, palco da competição conhecida como “Homem Pássaro”.
O vento, as ondas e as correntes marítimas são fortíssimos
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Foto de Cristian Rapu Edmunds e Marcelo Silva
Foto de Clemente Coutinho
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Tam Tam Quem não se recorda da icônica banqueta colorida da década de 1960? Pois bem, ela surge re-transformada para adicionar funcionalidade ao champagne Veuve Clicquot. Para degustá-lo na temperatura ideal, basta abrir a banqueta “yellow Clicquot” e num passe de mágica ela se transforma num lindo balde de gelo. E tem mais: vem acompanhada de uma garrafa de Veuve Clicquot Yellow Label e quatro taças f lute de acrílico. A Tam Tam pode ser transportada para onde sua imaginação levar. Agora é só brindar. veuve-clicquot.com
Sensações aromáticas Uma história de alquimia, uma experiência sensorial através dos prazeres proporcionados pelos ingredientes. A Eau de Toilette Dudalina Masculino com nota cítrico amadeirada remete ao frescor da natureza com folhas secas que combinam sensações aromáticas com madeiras envolventes! As notas de vetiver misturadas com folhas de violeta pontuam esta fragrância tornando-a marcante e sofisticada. Ela é ideal para o homem moderno e centrado que não faz concessões. dudalina.com.br
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| ESSENCIAIS |
Days of wine and roses Referência com seu amplo portfólio de vinhos, a World Wine prepara várias opções de cestas e kits exclusivos, para comemorar a passagem em grande estilo. Ela sempre prepara tradicionais cestas de Natal, com itens gastronômicos selecionados que caracterizam a data, como panettones, frutas secas, espumantes, massas, vinhos, cervejas, destilados e alimentos. Em kits especiais, a World Wine sugere opções que contemplam espumantes, champagnes e panettones. O mais chic de todos combina panetonne Fasano com Dom Pérignon. Para finalizar, ela mais uma vez destaca grandes rótulos, reconhecidos pelos top críticos do mundo como indispensáveis quando o assunto é qualidade, contemplando altas pontuações e preços baixos. Espanha, Argentina, Chile, Portugal, Itália e França são os países que fazem parte desta seleção. A contagem regressiva já começou, é só se deliciar... www.worldwine.com.br
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26/07/12
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(11) 3168-3037 Rua Pais de Araújo, 137 Le Vin Itaim:
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Loja 152 - (21) 2431-8898 Av. das Américas, 4.666 Barra Shopping Le Vin Barra da Tijuca:
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Mas há 12 anos você encontra no Brasil o melhor da culinária francesa. Le Vin Bistro.
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olho do Guerreiro por MICHAEL KOELLREUTTER
De Sandra Brea a Betty Faria (sem esquecer Sonia Braga!), o fotógrafo Antonio Guerreiro colecionou modelos e romances nos anos 70 e 80. Belo, galante e sedutor, chegou, inclusive, a despertar interesses sexuais de Roberto Gambino Moreira, o estonteante travesti Roberta Close que, aliás, fotografou nua e divina, numa imagem inesquecível. “O Guerreiro pediu, assim que cheguei ao estúdio, para que tirasse a roupa. Fiquei nuinha na hora!”, contou Roberta numa entrevista. “Mas foi muito respeitador e, mesmo que tentasse alguma coisa comigo, não iria rolar, pois sou muito profissional. Mas agora que as fotos terminaram, se Guerreiro me ligar para jantar saio com ele na hora!” Antonio nasceu em Madrid, naturalizou-se português, veio pra o Brasil com cinco anos, voltou para Portugal com onze, morou no Marrocos, retornou ao Rio, cidade que adotou. Perdeu a virgindade aos 16 anos com a espalhafatosa baiana milionária Denise Muniz. A baiana, rica e vaidosa, presenteou Antonio com uma câmera apenas para que ele a fotografasse (nua?). Um dia pintou a diferença de idade: Guerreiro separou-se, mas... levou a câmera! Então, com apoio do Ricardo Amaral (que
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cedeu o espaço), montou um estúdio na Lapa, com duas ou três lâmpadas e um papel atrás, feito fundo infinito. Foi quando conheceu o irreverente colunista Daniel Más do “Correio da Manhã” que ficava ao lado. Começou a fotografar para a coluna e o estúdio se transformou num desfile de celebridades. Na sequência, vieram os love affairs e seu maior obstáculo no decorrer da carreira: a interferência de maridos. Notória é sua historia com a atriz Maitê Proença que o contratou para fazer fotos pessoais. Após a entrega (surprise!), Maitê lhe telefona: “Antonio eu te paguei por vinte fotos e você só me entrega sete!” Logo ficou explicado. O marido, Paulo Marinho, recebeu o envelope e tirou as treze fotos em que Maitê estava nua. Desde então, Antonio Guerreiro nunca mais deixou que um marido entrasse em seu estúdio! “Sempre percebi que eles não aguentam quando digo para apertar os peitos ou colocar as mãos entre as coxas”. Jorge Guinle, Jô Soares, Luiza Brunet, Carmen e Antonia Mayrink Veiga, Mario Henrique Simonsen, Gisella Amaral, Charlene Shorto, Zózimo, Regina Marcondes Ferraz, Vivi Nabuco e mais e mais... Confiram!
Rita Lee posa para o colunista Daniel MĂĄs no jornal Ăšltima Hora, em 1973
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Bea Feitler, a inesquecĂvel diretora de arte, foto para Interview, Copacabana Palace, anos 1970
A fervida colunista carioca Hildegarde Angel, 1979
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Cover girl Charlene Shorto, Interview, 1980
A classy Christiana Neves da Rocha, 1978, ensaio particular
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Estonteante Antonia Mayrink Veiga, estĂşdio 1976
Antonio Guerreiro com Costanza Pascolato, nos debuts dela como fashionista, 1970
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A jet setter Andrea Dellal, ensaio particular em estĂşdio, 2007
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A primeira dama do teatro, Fernanda Montenegro para Interview, 1979
A incrĂvel Elke Maravilha no ateliĂŞ de Clodovil, anos 70
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A Ăcone socialite Carmem Mayrink Veiga, para a revista Setenta, anos setenta
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Saint Tropez
Os anos loucos de
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La Madrague: Brigitte se apaixonou por um paraíso tropical com cactus, mimosas, figueiras e uma casa coberta de bouganvilleas...
O povoado de St. Tropez é um porto onde a nata de Paris enlouquece
Já nos Anos 20 do século passado, o pequeno e charmoso povoado de pescadores do Sul da França era o local eleito pelas celebridades em busca de um refúgio para um veraneio tranqüilo...
O casal 20 do cinema dos anos 60: Bardot e Delon al mare
As irmĂŁs dinamarquesas Annette e Mirette Stroyberg, a primeira famosa pelo papel em “Liaisons Dangereusesâ€? de 1959
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A
famosa escritora Collete escolheu o coração da baía de Caroubiers na vila La Treille e comentou em seu livro Prison et Paradis: “O povoado de St. Tropez é um porto onde a nata de Paris e especialmente do bairro boêmio de Montparnasse enlouquecem. A bordo dos iates, o beautiful people da época se jogava saboreando cocktails e, claro, o melhor champagne”. E já na época, a escritora alvoroçava a crônica social da pacata cidadezinha de pescadores que se escandalizava com ela nadando nas águas cristalinas da pequena baía. Então, não é de se espantar que décadas mais tarde outra musa do cinema provocava a mesma comoção nesta praia, só que agora o frenesi seria mundial. Brigitte Bardot não descobriu St. Tropez. Foi depois de participar do Festival de Cannes de 1956, que ela vislumbrou o caminho desse recanto de pescadores, após se hospedar no Aiolli Hotel enquanto protagonizava o filme de seu primeiro marido. Algum tempo depois, Brigitte se apaixonou por um paraíso tropical repleto de
cactus, mimosas, figueiras e uma pequena casa coberta de bouganvilleas, pagando a soma de... 35.000 euros! E batizou a charmosa propriedade de La Madrague. Foi nesta casa que rolavam todas as festas que passaram a ser o símbolo de St.Tropez nos anos 1960. Eram reuniões pé-na-areia, em torno de uma fogueira bem em frente a casa. Foi o auge da carreira da musa, que tinha apenas 22 anos de idade e passava uma imagem de felicidade radiante em total comunhão com a natureza. É preciso dizer que no filme E Deus Criou a Mulher, Brigitte apareceu pela primeira vez nua na grande tela, mostrando que o corpo feminino podia ser um objeto de arte e que o amor físico não era necessariamente sinônimo de pecado. Isto agradou inclusive aos americanos, pois este filme teve um sucesso fulminante atraindo oito milhões de espectadores ao cinema, que ignoraram todos os xerifes locais e a velhusca liga das senhoras católicas e sua cruzada em prol da virtude. E este frenesi se espalhou por toda a terra, de Lapland ao Equador.
Dolce farniente na praia La Cigale
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A maravilhosa Romy Schneider tomando sol na La Madrague
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Picnic no iate: maior moda nos anos setenta
Bisous à St Tropez...
Em 1963, outra escritora de vanguarda, Françoise Sagan comemorou seu aniversário no iate do produtor Sam Spiegel. No deck, desejando felicidade e brindando, encontrava-se toda a movida da época, a atriz e musa Romy Schneider, o cantor Gilbert Bécaud, o coreógrafo Roland Petit, o playboy Gunther Sachs e o diretor Anatole Litvak. Até a diva Greta Garbo fez duas misteriosas incursões a St.Tropez, acompanhada pelo seu amante jet setter Massimo Gargia. A estrela de Hollywood se divertiu no Pigeonnier, um club gay dirigido por Sophie Rallo e Daniel Bellon, onde os shows de drag queen fascinavam a audiência. La Garbo também passou uma tarde com a princesa Giovanna Pignatelli numa Villa onde elas discutiram os rumos do mundo. Astros como Elton John acompanhado de seu então namorado David Furnish, e George Michael com seu namorado Kenny Goss possuíam villas em Ramatuelle, fazendo com que St. Tropez rapidamente tivesse uma noite fervida e se tornasse um destino gay friendly. A Aqua beach e o filme La Cage aux Folles contribuíram muito para a causa. O filme de Edouard Molinaro adaptado de uma peça do escritor Jean Poiret tinha como protagonistas o hilariante casal gay dono de um club, interpretado pelos stars Michel Serrault e Ugo Tognazzi. O casal homossexual vivia cercado de boás pink, penas de avestruz e luzes de neon. Já dá para ter uma ideia, não é? Mais uma musa, Juliette Gréco, a cantora intelectual abandonou as caves enfumaçadas de St. Germain des Près, onde reinava em companhia da escritora Françoise Sagan, do músico e escritor Boris Vian e da atriz Maria Bell, e vestiu um maiô para pegar uma “corzinha” ao longo do deck no barco de Marc Doelnitz, e o flerte era apenas com o ator Michel Piccoli que iria protagonizar, desta vez na vida real, o marido da star de Saint Germain. O cantor Johnny Hallyday foi introduzido em St. Tropez pelo playboy Sacha Distel e se encantou tanto que construiu uma hacienda gigantesca de 900 metros quadrados, que ele batizou de La Laurada, projetada pelo arquiteto Roland Morisse. Anos depois outra hóspede ilustre, Donatella Versace, iria ser a inquilina da mansão. Quando não está em sua casa, Johnny pode ser visto no iate ancorado no porto de St. Tropez, de onde ele organiza excursões para a Córsega, para dar um alô ao cantor e amigo Michel Sardou.
O playboy Gunter Sachs jogando xadrez nos jardins de sua villa La Capilla
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Mick e Bianca celebram o casamento na limo
Banho de magnum na piscina
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Brigitte: da casa para a praia é um pulo
Sénéquier, a pâtisserie do ‘beau monde’ da praia
E é claro, Mick Jagger não poderia faltar. Diz a lenda que ele odeia ser chamado de Mick, pois seu nome é Michael, mas foi em St. Tropez que o apelido pegou. Eram férias e ele adolescente viajou com os pais aproveitando para curtir esportes radicais e dormir ao relento vendo as estrelas em Tahiti beach. E foi aqui em St. Tropez que ele casou dezesseis anos depois com a modelo nicaraguense Bianca Rose. Eles costumavam se hospedar numa suíte do Byblos hotel e foi ali, na primavera de 1971 que Mick fez seu pedido de casamento. Só para citar alguns membros da procissão: Nathalie Delon, casada com el boniton Alain, Roger Vadim e Patrick Litchfield, fotógrafo e primo da rainha Elizabeth, eram os padrinhos de Mick, e Keith Richards e Anita Pallemberg eram as testemunhas de Bianca, que chegaram atrasados, perseguidos pela polícia... Keith foi interpelado como suspeito, pois vestia calça rasgada, uma jaqueta camuflada e pesadas botas de couro. Mas no fim, depois de uma grande balbúrdia, deu tudo certo, os pombinhos juraram amor eterno diante da foto do então presidente Pompidou. A festa continuou no Café des Arts com centenas de convidados como Paul MacCartney, Ringo Starr, Keith Moon, Eric Clapton, e The Who, entre outros, que saborearam toneladas de caviar, regadas à cocaína e champagne... Anos depois quando Brigitte resolveu se afastar do cinema, se dedicando apenas à causa dos animais, ela convidou a maravilhosa Romy Schneider para passar uns dias com ela em sua casa La Madrague. As duas divas costumavam tomar sol com uma pasta branca no rosto, os peitos de fora e grandes óculos escuros. Uma ocasião, um paparazzo dependurado numa árvore, conseguiu fotografar a intimidade das duas beldades, que foram parar em várias páginas de revistas alemãs. Brigitte comentou: “Poderia se dizer que os dois maiores símbolos sexuais europeus do cinema foram reduzidos à ruínas...” Mas, La fête continue toujours!
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mulheres e peixes, o oceano sempre escolhe as sereias. “Entre Porque mitos líquidos adequam-se muito bem às grandes
profundidades. As atlantes contemporâneas estão mais perto do que pensamos. Somos nós. Basta deixar a água escorrer pelos olhos, pelo ventre, pelas pernas. Lembrar do elemento fluído que nos faz diferentes, que nos faz sinuosas, que faz nossos cabelos longos conversarem com as algas em um diálogo lento e macio. É isso: maciez e umidade, nudez flutuante contrastando com as escamas de um mau dia (a vida na superfície não é fácil). Quantas vezes precisamos falar? Não somos iscas, não somos monstros, não somos seres divididos entre o que há abaixo e acima da nossa cintura. Não somos estátuas também. O nosso canto pode até entrar por um ouvido e sair por outro. Mas pode ter certeza, quando acreditamos em nossas próprias origens, é o encanto que fica.
”
Sirena fotografia ALESSANDRA LEVTCHENKO tratamento de imagens STUDIO WM FUSION styling e produção AMANDA CHATAH direção de arte ALDINE SAAD textos ADRIANA CALABRÓ assistência de fotografia NAELSON DE CASTRO e MARCELO ANDRADE make KIKO DE LIMA | AGENCIA FIRST modelo ANDRESSA BENDER | OCA MODELS asssistentes de produção CAROL LEVTCHENKO e FLORA CHATAH roupas e acessórios Minha avó tinha e acervo pessoal | Amanda Chatah
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Ouvidos tampados com cera nĂŁo bastam quando jĂĄ estamos enredadas.
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Toda mulher tem um oceano que esconde e revela quest천es abissais.
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O espelho ĂŠ imagem lĂquida. E tem saudades do mar.
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Na minha profundidade me perco, para voltar a me encontrar.
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P e GG Y
Guggenhe im
eneza V em te ar
A americana que a arte contempor foi para Europa se tornou ânea con a grande , adquiriu um quistar palazzo mecenas e do sÊculo XX
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A mecenas Peggy Guggenheim foi imortalizada nos mosaicos de Orsoni para comemorar o 60° aniversårio da Collection
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“
Presume-se sempre que Veneza é a cidade ideal para uma lua de mel, mas é um erro grave. Viver em Veneza, ou simplesmente visitá-la, significa se apaixonar por ela, e no coração não sobra espaço para mais nada.” Peggy Guggenheim
O Palazzo Venier dei Leoni no Grand Canale em Veneza que abriga o museu criado por Peggy
Peggy Guggenheim
é descendente de duas famílias judaicas prestigiosas, com origens repletas de histórias surreais. Um dos seus avôs nasceu como Jesus Cristo em cima de um estábulo na Bavária, enquanto que o outro era um mascate. Se ambos começaram a vida de maneira super modesta, eles acabaram em grande pompa: um se tornou banqueiro e outro dono de minas de cobre. Peggy nasceu em Nova York em 1898 e um dos eventos marcantes de sua adolescência foi o desaparecimento do pai no naufrágio do Titanic. Ela nunca se conformaria com o evento e durante toda sua vida esteve em busca de um homem protetor, que substituísse a figura do pai. Aos 20 anos, ela trabalhou numa livraria em Manhattan onde freqüentou um circuito artístico
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Óculos criado especialmente para Peggy pelo artista americano Edward Melcarth
intelectual, conhecendo aquele que seria seu primeiro marido, Laurence Vail. Ele era escritor dadaísta e artista de colagem de grande talento. Em 1921, Peggy e o marido viajaram para a Europa e passaram a frequentar toda a boemia parisiense e o círculo de americanos expatriados,
Peggy Guggenheim num dos salões de sua casa rodeada por sua coleção de obras do século XX
como Brancusi, Djuna Barns e Marcel Duchamp, que seriam seus amigos pelo resto da vida. Em 1938, incentivada por sua amiga Peggy Waldman, abriu uma galeria de arte em Londres, chamada de Guggenheim Jeune Gallery, que marcou o inicio de sua carreira e que mudaria também o rumo de toda arte do pós guerra. Foi seu amigo Samuel Beckett que a aconselhou a se dedicar totalmente à arte contemporânea, que para ele era uma “coisa viva”. Marcel Duchamp teve um papel primordial na formação de Peggy, lhe introduzindo aos jovens artistas, mostrando
as diferenças entre arte abstrata e surrealista. A primeira exposição apresentou os trabalhos de Jean Cocteau, enquanto que a segunda foi a primeira individual de Vassily Kandinsky na Inglaterra. Em 1939, ela resolveu abrir um museu de arte moderna em Londres convidando seu amigo Herbert Read para assumir o cargo de diretor. No início dos anos 1940, em plena Segunda Guerra, Peggy formou sua coleção comprando um quadro por dia! Algumas das obras primas como trabalhos de Francis Picabia, Georges Braque, Salvador Dalí, e Piet Mondrian
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Na abertura da Biennale de Veneza de 1948, Peggy arranja um mobile de Calder
A obra “The Studio” de Pablo Picasso, 1928, óleo sobre tela
“Mural” de Jackson Pollock, 1943, óleo sobre tela
são desta época. Ela deixou Fernand Léger boquiaberto, adquirindo seu quadro Men in the City no mesmo dia que Hitler invadiu a Noruega. A escultura de Brancusi, Bird in Space foi comprada quando os alemães estavam às portas de Paris. Era tempo então de se refugiar com seu novo marido, o artista Max Ernst em Nova York, onde imediatamente abriu um espaço para um novo museu de arte moderna, enquanto aumentava o seu acervo. Por ali passariam muitos jovens artistas da época, como Robert Motherwell, William Baziotes, Mark Rothko,
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David Hare, Janet Sobel, Robert de Niro Sr., Clyfford Still e Jackson Pollock, o “star” da galeria, que fez sua primeira exposição individual com Peggy em 1943. Ela foi responsável por introduzir o expressionismo abstrato, o primeiro e genuíno movimento de arte americana de importância internacional. Em 1948 ela foi convidada a participar da Bienal de Veneza, onde apresentou aos europeus artistas como Arshile Gorky, Jackson Pollock e Mark Rothko, e a presença de cubistas, abstracionistas e surrealistas fez
“The Birth of Liquid Desires” de Salvador Dalì, 1932, óleo sobre tela
“Voice of Space” de René Magritte, 1932, óleo sobre tela “The Red Tower” de De Chirico, 1913, óleo sobre tela
com que o pavilhão apresentasse um amplo e coerente painel do modernismo. Neste mesmo ano, ela comprou o Palazzo Venier dei Leoni no Grand Canale em Veneza, onde se instalou. Em 1949 organizou uma exposição de esculturas em seus jardins e dois anos depois abriu sua coleção para a visitação do publico. Durante seus 30 anos em Veneza, ela continuou colecionando arte e apoiando artistas americanos e europeus. Nos anos 1960 ela recebeu o título de cidadã honorária de Veneza. No final da década, Peggy foi
convidada pelo museu fundado pelo seu tio, o Solomon R. Guggenheim em Nova York para exibir toda sua coleção. Foi nesta ocasião que ela resolveu doar seu palácio com todas as obras de arte para a Fundação Guggenheim. A carreira de Peggy Guggenheim faz parte da história do século XX, pois tomou como sua missão, desenvolver e proteger a arte de sua época. Sua coleção segue sendo uma das mais relevantes de arte moderna do mundo. www.guggenheim-venice.it
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Entrada da 45ª Anual de Arte FAAP com os trabalhos dos artistas convidados: à esquerda Daniel de Paula e à direita Anaisa Franco
Estado permanente de criação e produção por Marcos Moraes
A 45ª Anual de Arte, como uma mostra de artes visuais dos alunos da FAAP, nos convida, mais uma vez, a um olhar e a uma reflexão sobre a produção artística contemporânea, para tentarmos ver, nela, a inquietação presente na produção de jovens artistas em seu processo de formação
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| Mostra Anual de Arte da FAAP | Por seu tempo de existência e longevidade de presença no circuito artístico da cidade, a história da exposição já é conhecida, mas é sempre oportuno lembrar que, além da origem associada ao curso de formação de professores de desenho, o início da exposição está, também, muito próximo da inauguração do Museu de Arte Brasileira da FAAP, portanto desde as décadas de 1950/ 60. A mostra foi se firmando no cenário artístico, e hoje pode ser percebida como uma das mais tradicionais e duradouras dentre as de arte contemporânea da cidade de São Paulo. A cada edição, busca inovar-se em seu formato e em suas condições de espaço de difusão da produção artística, ao mesmo tempo em que se apresenta como uma estratégia de apoio às investigações, ao incentivar – os prêmios bolsa de estudo são a materialização disto – e proporcionar condições de visibilidade para a produção de seu corpo discente. Para essa edição, a 45ª Anual de Arte da FAAP apresenta um conjunto de 34 obras produzidas por 27 alunos que possibilitam uma visão panorâmica das experimentações e das práticas artísticas contemporâneas desenvolvidas pelo corpo discente da Fundação, particularmente aquela que se realiza vinculada às pesquisas de natureza visual, decorrentes dos cursos de artes. Outra característica fundamental e inerente ao projeto da Anual é sua forma ampla de participação, traduzida pelo processo de inscrição e seleção oferecido, de forma aberta a toda a comunidade da Instituição, o que afirma uma vez mais seu projeto de fomento e suporte às atividades de natureza criativa, artísticas e culturais. A seleção das obras inscritas, e temos aqui a permanência de uma estratégia, e também outra peculiaridade do processo, se faz pela apreciação dos trabalhos e, não como é
Obra Luto, 2013 de Natalia Kondo
Vista parcial da exposição com as obras sem título, de 2013 da aluna Rita Damasceno, além de obras dos alunos premiados Felipe Campedelli e Alexandre Baptista
Obra Cupimerço-me, 2013 do aluno premiado Alexandre Baptista
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| Mostra Anual de Arte da FAAP |
Vista Geral da exposição, em primeiro plano a obra Devenir, 2013 da artista convidada Anaisa Franco
habitual em projetos desta natureza, por intermédio de registros e documentos (fotografias ou portfólios). Outra característica é a possibilidade de organização da exposição de forma a proporcionar uma leitura das investigações desenvolvidas pelos alunos a partir de ações iniciadas, totalmente, no âmbito acadêmico. Em sua 45ª edição, a Anual de Arte mais uma vez pode ser apresentada como uma atividade que privilegia a inovação e o potencial criador, integrando o projeto institucional da Fundação que, de forma coerente com seus objetivos e ideais, atua incentivando e apoiando a produção artística e cultural. Ela se apresenta, ainda, como um espaço propício principalmente no sentido da valorização das atividades da Faculdade de Artes Plásticas ao oferecer condições e suporte para a visibilidade externa da produção contemporânea, objeto de investigação e formação profissional, fundamental no âmbito da Faculdade. O apoio implica, assim, na reafirmação da relevância do trabalho de seu quadro docente e discente, e na crença do papel e do potencial da arte como agente vital no processo de reflexão e transformação, no mundo contemporâneo.
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A exposição reúne as propostas destacadas pela Comissão de Seleção, sempre constituída por profissionais atuantes nas distintas áreas da produção e prática artística – artistas, pesquisadores, críticos, curadores e historiadores – que ao selecionarem os alunos e seus trabalhos, estão propondo, também, a articulação de uma possível compreensão do conjunto da produção apresentada para este processo. Se a pesquisa, bem como o caráter experimental, são elementos fundamentais no que costumamos identificar como produção artística, na seleção aqui apresentada estes foram dois dos principais critérios utilizados, possibilitando, assim, que a mostra permaneça fiel ao seu espírito de dar visibilidade às propostas de inovação, mas também na busca por refletir a presença da diversidade de proposições, questões e tratamentos identificáveis nas práticas artísticas contemporâneas e das reflexões delas decorrentes. Como programação paralela, e atividade complementar da exposição e, portanto, no intuito de afirmar seu caráter de espaço de discussão, são realizadas ações rentes à mostra, consistindo em encontros – abertos ao público – com a Comissão de Premiação, com a Comissão de Seleção
Obra Estudo sobre a origem ou a necessidade do outro, 2013 do aluno premiado Felipe Campedelli
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| Mostra Anual de Arte da FAAP | Vista parcial da exposição: em primeiro plano, obra Conflictus Taxonomicos, 2013 do aluno premiado Yudi Rafael Lemes Koike e, ao fundo, a obra Organismo (Alto de Pinheiros, Butantã, Consolação, Barueri, Barra Funda, Moema), 2013 de Celine Bourdon de Araújo
Obras / função oblíqua e o que um tijolo quer ser?, ambas de 2013 de Daniel de Paula, artista convidado
e, ainda, uma conversa com os dois artistas convidados. Esses encontros e conversas, abertos não apenas aos alunos, professores e artistas selecionados, mas também ao público externo e a interessados em geral, se propõem estreitar as possibilidades de reflexão e articulação crítica, em torno das investigações, em poéticas visuais, levadas a termo, pelos alunos. Neste sentido, eles têm como objetivo potencializar os momentos de trocas reflexivas sobre estas experimentações e práticas artísticas contemporâneas perceptíveis no processo de formação dos alunos, e visíveis na exposição. Inserida no projeto da mostra desde 1999, a participação de “artistas convidados” na Anual de Arte da FAAP é uma ação que se mantém, também nesta edição, com
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o convite formulado aos artistas Anaisa Franco e Daniel de Paula, os mais recentes artistas que participaram do Programa de Residência Artística da FAAP, na Cité des Arts, em Paris. Essa estratégia – do artista convidado inserido no contexto da Anual – constitui-se em uma oportunidade de diálogo entre as produções, dos atuais estudantes (em particular dos de artes visuais), com artistas inseridos no sistema artístico, ao possibilitar, com sua presença, na exposição, uma expansão das possíveis relações entre as diferentes instâncias do fazer artístico. Completa-se, desta forma, o círculo: para a Fundação, o objetivo principal ao realizar a mostra é incentivar a produção artística dos alunos, além de criar um espaço
de reflexão a partir de novas ideias e percepções sobre a arte. Esse incentivo tem como objeto central e interface a educação, expandindo este campo de experiências para além dos ‘muros acadêmicos’ e reinserindo-a na relação com um amplo e diversificado segmento de público. A FAAP é um polo de investigação e difusão da produção de jovens artistas e que permite a vivência e experimentação das artes com seriedade e de acordo com as exigências do sistema artístico. Pensando na experiência com a arte como possibilidade de potencializar as perspectivas de diálogo e aproximação entre artistas e participantes, então o espaço da Anual amplia, ainda mais, esta perspectiva, ao trazê-la para o espaço institucional de educação.
PAINEL geral Comissão de Seleção da 45ª Anual de Arte – FAAP
aline van langendonck, galciane neves, marcos moraes, ronaldo entler Prêmios na 45ª Anual de Arte FAAP •Bolsa anual de 90% cleo
•Bolsa anual de 75%
maria nehring dobberthin, felipe campedelli arcaro, renata ribas alexandre kriemann baptista, luiza gottschalk
•Bolsa anual de 60% celine
bourdon de araújo, yudi rafael lemes koike
Comissão de Premiação da 45ª Anual de Arte – FAAP
ana maria maia, pablo lafuente, thiago honório
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É com essa que eu vou... Quem ao menos uma vez na vida não sentiu desejo por uma comprou por impulso só por que gostou da cara dela e nunca usou. Então, deu de presente para alguém, que não foi com a cara da gravata e também não usou. O guarda roupa do homem está repleto de gravatas, ornamentos perfeitos no armário, nem sempre na camisa. Um acessório tão masculino há de ser feminino também, apenas por que é belo. Quando usado, muda completamente de figura. Nem sempre um homem de gravata é perfeito, pois às vezes parece que ele está muito arrumadinho, a personalidade fica presa pelo nó da gravata. Tem também aquela historia do executivo que processou o patrão por que ele era obrigado a usar gravata, mesmo sem ter que lidar com o público. Na verdade ele morria de inveja de suas colegas mulheres, que podiam aparecer de t-shirt ou com um farto decote. Ninguém obriga nenhuma mulher a vir de gravata. E é claro, ninguém quer sair com um homem que não fica bem de gravata, isso já é um mau sinal, não é? Diga-me com que gravata andas que te direi quem és... »
gravata,
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Ficou louco por esta gravata na loja, comprou, mas usar nem pensar...
A gravata pertenceu ao seu tio Leon, um aventureiro que ele adorava. Costumava usá-la em suas expedições pelo país. Por isso quando a vestia sentia um sabor de adrenalina...
Nos exames da escola ou numa importante entrevista de trabalho, era tiro e queda...
Nunca tinha comprado uma gravata, ganhou todas de presente da mãe, da tia, da avó e da namorada...
Assim que botava a gravata, sua personalidade mudava, podia chover canivetes, mas seu humor ficava lindo...
Não usava a linda gravata em restaurante, com temor de afundá-la na sopa...
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Adorava gravatas vintage, ia num brechó e escolhia uma bem psicodélica, e ficava sonhando, imaginando os caminhos que ela havia percorrido com o antigo dono...
Tinha verdadeiro xodó por uma gravata de bolas comprada há mais de três décadas. Certeza absoluta, ela lhe trazia sorte, era um talismã.
A cada viagem, uma gravata. É uma espécie de ritual, ele se lembra de onde cada uma vem, mas sua preferida é uma de Tóquio...
Ele tinha apenas uma única gravata, mas que nunca usava...
Descendente de uma tribo de príncipes africanos, para ele o elefante representava força, prosperidade, longevidade e sabedoria. Portanto, a gravata era seu estandarte...
Era funcionário público, tirou a gravata e foi ao cinema
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| traveler chic |
Manhattan, Central Park com o Mandarin Ă esquerda: a cidade a seus pĂŠs
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Nas nuvens em Manhattan O Mandarin Oriental de New York já começa nas alturas, com uma vista fascinante do Central Park pois ele se situa na Columbus Circle, ao lado do Time Warner Center, seu lobby está no 35° andar e apresenta uma decoração que combina dois mundos, o asiático e o ocidental »
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| traveler chic | Na Suíte Oriental, design contemporâneo e uma elegante e original mistura de art déco com toques asiáticos, declinando cinzas, ouro e madeiras nobres
L
ogo na entrada, o visitante é acolhido por uma escultura gigante de vidro de Dale Chihuly, tecidos e cerâmicas chinesas que remetem ao estilo do Mandarin de Hong Kong. O hotel ocupa até o 54° andar, onde encontramos a suíte Taipan, com design contemporâneo e uma elegante e original mistura de art déco com toques asiáticos, declinando cinzas, ouro e madeiras nobres, com banheiros de mármore preto e peças de marfim. Este ambiente de sonho combina com a mais alta tecnologia de entretenimento no quarto. Além do Central Park, pode-se admirar o Rio Hudson e o skyline de Manhattan. O Mandarin, junto ao Time Warner Center no Columbus Circle
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No lobby monumental do 35°andar, o visitante é acolhido por uma escultura gigante de vidro de Dale Chihuly
Banheiros de mármore preto e peças de marfim. Este ambiente de sonho combina com a mais alta tecnologia de entretenimento no quarto
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| traveler chic | O restaurante Asiate do Mandarin, também se beneficia de cenário de tirar o fôlego, contemplando seus frequentadores com uma cuisine americana de toque asiático moderno
Sauna a vapor ametista e cristal no spa
Thai Yoga Suite no spa, de madeira teca preta com banheira de imersão profunda
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Amuse Bouche La Mer como starter
Costela refogada com purê de batatas
Degustação de Dessert, pâtisserie de fruits de la saison
Adega monumental abrigando uma impressionante coleção de mais de dois mil rótulos
O restaurante Asiate do Mandarin, também se beneficia de cenário de tirar o fôlego, contemplando seus frequentadores com uma cuisine americana de toque asiático moderno. A decoração foi elaborada pelo designer Toni Chi, com uma entrada teatral e uma escultura no teto que reproduz as frondosas árvores do Central Park, criando um efeito outdoor-indoor. O Asiate tem uma adega monumental que vai do chão ao teto abrigando uma impressionante coleção de mais de dois mil rótulos. O ‘The Spa’ é um oásis para se relaxar e rejuvenescer nas alturas, com a Thai Yoga Suite em madeira teca preta e uma banheira de imersão profunda, um Tea Lounge Oriental e uma suíte VIP particular com lareira, sauna a vapor e ducha. Ao se consultar com o terapeuta, você se beneficia com uma relaxante massagem nos pés antes de iniciar o tratamento. A sensação é de se estar nas nuvens. www.mandorinoriental.com
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Gramercy, um dos bairros mais charmosos de Nova York abriga num townhouse o The Inn at Irving Place
De volta para o passado Localizado em Gramercy, um dos bairros mais charmosos de Nova York, o The Inn at Irving Place é um hotel de apenas treze quartos que se destaca pelo tom intimista, com atmosfera do século dezenove e com os espíritos dos famosos newyorkers do passado. A apenas alguns passos do Gramercy Park, o único parque privado de Nova York, preservado por altos portões de ferro pretos, de onde começam ruas com alguns dos mais bem conservados prédios residenciais nos estilos de arquitetura colonial e gótica, como o National Arts Club, a residência novaiorquina de Oscar Wilde, e a Pete’s Tavern onde O.Henry escreveu suas short stories. Ao entrar pela porta da townhouse se tem a sensação de que seremos recebidos pelo mordomo Carson, da série Downton Abbey. Decorado com antiguidades escolhidas a dedo, como camas com quatro dosséis de ferro e sofás Duncan Phyfe, cada cômodo tem sua própria personalidade nesse prédio que ainda mantém a aura de outros tempos. Uma alternativa perfeita para quem não quer abrir mão de um serviço personalizado, mas prefere uma localização alternativa ao Upper East Side e toda a grandiosidade da Quinta Avenida. Imprescindível experimentar o ‘Royal Tea Service’ com degustação em cinco etapas na Lady Mendels, casa de chá destaque do hotel, com toda pompa inglesa necessária para colocá-lo nas listas dos melhores da cidade. Vale explorar bem o bairro a pé, e descobrir pérolas que saem dos clichés turísticos, como a Bedford Cheese Shop, parada obrigatória aos amantes do queijo, a feira orgânica que acontece na Union Square e tomar um drink no começo da noite no Gramercy Park Hotel, cujo dono, o artista plástico Julian Schnabel, o decorou com obras de arte de sua coleção particular, que vai de Picasso a Andy Warhol. Se hospedar no The Inn at Irving Place é como pegar um trem de volta para outro século. www.innatirving.com
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Decorado com antiguidades escolhidas a dedo, como camas com quatro dosséis de ferro e sofás Duncan Phyfe, cada cômodo tem sua própria personalidade
O Royal Tea Service tem degustação em cinco etapas na Lady Mendels, casa de chá destaque do hotel, com toda pompa inglesa
A escadaria conduz aos apenas treze quartos que se destacam pelo tom intimista, com atmosfera do sĂŠculo dezenove e com o espĂrito dos famosos newyorkers do passado
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O Piano Bar, indicado por diversos guias da cidade como atração obrigatória para um happy hour ou jantar
Fachada imponente do The Aubrey em Santiago, uma mansão construída em 1927 no bairro de Bellavista
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Chile, confesso que vivi Para sentir a verdadeira atmosfera de Santiago, no Chile, a sugestão é o hotel boutique the Aubrey, instalado no bairro de Bellavista, um dos mais tradicionais e boêmios da cidade. É ali que bares e restaurantes, inclusive os que pertencem ao simpático Pateo Bellavista, convivem com atrações como o teleférico sobre o parque San Cristóbal, perfeito para alcançar uma completa vista da capital, e a intrigante casa do poeta Pablo Neruda conhecida como La Chascona. Logo na entrada desse hotel que esbanja personalidade, o hóspede tem a impressão de chegar a uma casa de família, com fachada imponente, vários andares e amplo pátio. De fato, a mansão construída em 1927 pertenceu a um empreendedor chileno que investiu em estradas para o interior e ascendeu financeiramente de forma meteórica, além de conquistar seu lugar como figura pública. Mas foi em 2006 que dois empresários, um inglês e outro australiano, resolveram comprar a propriedade – na época em mau estado de conservação –, reformá-la com a ajuda dos arquitetos Alejandro Valdés e Cristóbal Amunátegui e transformá-la no que é hoje: um espaço original onde as pessoas sentem-se mais convidados do que hóspedes. Entre as áreas comuns do the Aubrey estão salas, ante-salas e escadas que misturam o antigo e o atual, o clássico e o contemporâneo, sempre primando pelo bom gosto. Há ainda a bem frequentada piscina sobre os arcos do pátio, com muitas espreguiçadeiras e hidromassagem integrada. Os quartos, cada um decorado de forma única, também reservam surpresas: há os pequenos e acolhedores, com vistas para o parque,os que possuem terraço e ainda as amplas suítes como a Pavillion, com Jacuzzi instalada em um pátio privativo. O visitante pode escolher entre as 15 opções que variam de preço dependendo das características e do tamanho. Outros pontos altos do hotel são a equipe, que atingiu uma boa mescla entre espontaneidade, simpatia e eficiência, e o concorrido e muito bem decorado Piano Bar, indicado por diversos guias da cidade como atração obrigatória para um happy hour ou jantar. Para ficar ainda melhor, a companhia de um autêntico Pisco Sour ou um bom vinho. Chileno, é claro. (colaborou: Adriana Calabró) www.theaubrey.com Os quartos, cada um decorado de forma única,também reservam surpresas: com vistas para o parque, os que possuem terraço e ainda as amplas suítes como a Pavillion, com Jacuzzi instalada
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O George V Alto de Pinheiros tem projeto assinado por Ruy Ohtake e o lobby é decorado pelo escritório HBA – Hirsch Bedner Associates – aliando beleza e funcionalidade
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Um hotel para chamar de casa
O George V Alto de Pinheiros e Casa Branca são residenciais de luxo que aliam ambientes sofisticados a serviços impecáveis em dois dos mais nobres endereços de São Paulo, para transformar curtas e longas permanências em uma experiência única
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A Suíte Super Luxo do George V Alto de Pinheiros surpreende com cozinha completa, sala de estar com mesa de trabalho e banheiro de mármore com jacuzzi e amenities L’Occitane
Projetadas
para atender clientes discretos e extremamente exigentes, as unidades primam pelo tratamento personalizado de cada demanda, por mimos e cuidados exclusivos e por uma atmosfera que respire conforto e hospitalidade. Prova disso é que não é raro ouvir de seus hóspedes que são “a sua segunda casa” ou “a sua casa em São Paulo”. A poucos metros da Rua Oscar Freire, considerada uma das oito ruas mais luxuosas do mundo, a unidade da Alameda Casa Branca foi projetada por Itamar Berezin e decorada por Sig Bergamin. Seus apartamentos mantêm o status de serem um dos maiores da capital paulistana. Com até 126m² metros quadrados nas suítes conectantes, oferecem diversos tipos de apartamentos, com uma ou duas suítes, lavabo e varanda, além de closet em madeira e banheiro em mármore com ducha e jacuzzi. Cada ambiente foi decorado para ser acolhedor e funcional, reunindo cuidados especiais como amenities L’Occitane, lençóis selecionados, menu de travesseiros e docking station, além de amplas varandas com frente para a Alameda Casa Branca. As cozinhas são disponibilizadas com utensílios e equipamentos para melhor atender aos hóspedes. Os amantes da boa gastronomia também encontram, no térreo, o Hillman Bistrô, um restaurante que lembra a São Paulo antiga, com fontes laterais e decoração acolhedora.
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Lençóis selecionados, menu de travesseiros e docking station, além de amplas varandas da Suíte Super Luxo do George V Casa Branca trazem ao hóspede o aconchego de sua própria casa
Sua cozinha contemporânea tem toques brasileiros com menu saboroso, e além de atender aos hóspedes, o bistrô está aberto ao público e tem boa estrutura para receber eventos exclusivos. O George V Casa Branca ainda oferece outros confortos como: room service 24 horas, serviço de guest relations, Wi-Fi em todo o hotel, fitness center com equipamentos Life Fitness, saunas seca e úmida, piscina, SPA e sala de reuniões, além do pacote de benefícios que foi incorporado às diárias, incluindo cortesias como jornal local, internet, frutas frescas, duas passadorias e engraxate. Há unidades especiais para não fumantes, e hóspedes acompanhados de seus pets também são bem vindos. A poucos metros da Avenida Brigadeiro Faria Lima e próximo à Praça Panamericana, em um bairro arborizado e com fácil acesso está a unidade George V Alto de Pinheiros. Com projeto assinado por Ruy Ohtake e decoração do escritório HBA (Hirsch Bedner Associates) seus ambientes aliam beleza e funcionalidade, traduzidas em suítes amplas, sofisticadas e acolhedoras, combinadas com serviços impecáveis para garantir o máximo de conforto, conveniência e privacidade. Na categoria Luxo, as amplas suítes surpreendem com cozinha completa com acabamento em granito, sala de estar com mesa de trabalho, black-out, closet em madeira com cofre digital e banheiro de mármore com ducha e
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O Hillman Bistrô do George V Casa Branca investiu na mistura de culinária clássica e contemporânea, sem deixar de lado alguns toques de brasilidade
jacuzzi. E nas categorias Super Luxo e Master é possível desfrutar de amenities L’Occitane e mimos ainda mais exclusivos, capazes de atingir os mais altos níveis de satisfação. Outra agradável surpresa é o Natingui Bistrô, localizado no térreo, que serve cozinha brasileira e internacional num ambiente acolhedor com serviço impecável, também aberto para eventos e público em geral. Mas o que faz do George V Alto de Pinheiros e Casa Branca experiências únicas entre os hotéis de alto padrão da sofisticada São Paulo? O serviço exclusivo e personalizado aos clientes. Além disso, as duas unidades implementaram sistema de chaves eletrônicas nos elevadores para garantir maior privacidade e segurança para os hóspedes. Nenhum de seus ambientes é barulhento ou movimentado. A rotina do hotel transcorre de maneira funcional e agradável para atender as prioridades de cada hóspede. Em poucas palavras, as unidades Alto de Pinheiros e Casa Branca do George V Residence propiciam tudo o que um grande hotel oferece, mas sua maior vocação ainda é saber exclusividades e exigências que seus clientes apreciam, se preferem sauna seca à sauna úmida, se preferem ler o jornal no quarto ou no lobby. Esse é seu segredo, a fórmula mágica como fazem cada hóspede se sentir em casa. www.gvap.com.br e www.gvcb.com.br
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| talk Show |
DUDALINA 595 big party para comemorar três anos da Loja DUDALINA 595 com coquetel de Morena Leite e participação especial do Groove Allegro e o DJ Claudio Ramiro, quando os convidados VIPs aproveitaram para fazer compras de Natal fotos Priscila Meireles
O diretor de varejo Rui Leopoldo, a presidente da Dudalina Sônia Hess e diretor de marketing Edinho Vasques
A apresentadora Rita Lisauskas
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Marina de Sabrit e Fabio Arruda
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| talk Show |
Maria Antonia Truci, Veridiana Ferreira, S么nia Hess, Jo茫o Miranda, Tahiana Baiton, Tamille Zanata
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Eric Cagnassi, Edinho Vasques e Felipe Lessa
O Maestro Renato Misiuk da Groove Allegro agitou a festa
Bem-vestidos Dudalina
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A Abadia de Hautvillers em Champagne-Ardenne
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O grande espetáculo do
vinho A história do século passado é permeada por fabulosas conquistas e retumbantes fracassos. O mesmo se dá com os vinhos que acompanham com grandes ou pequenas safras as peripécias da humanidade. Aqui só vamos falar dos vinhos majestosos
1985 Dom Pérignon
Épernay - Champagne
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| O grande espetáculo do vinho – 1985 |
1985 Novos ares sopram no Kremlin em 1985 e um homem moderno assume o poder, Mikhail Gorbatchev, futuro pai da Perestroika e da Glasnost. Nos Estados Unidos, Ronald Reagan é eleito para um segundo mandato. No Oriente Médio se desenrola uma sangrenta guerra entre dois vizinhos beligerantes, Irã e Iraque, enquanto que na França o navio Raimbow Warrior do Greenpeace, fretado para protestar contra os testes nucleares da França na ilha de Mururoa, é sabotado por agentes secretos franceses e no porto de Oakland na Nova Zelândia. Os agentes foram condenados a dez anos de prisão e o Ministro da Defesa francês Charles Hemu pede demissão. Começa-se a cogitar de um tunel sobre a Mancha, e a pirâmide de vidro no Louvre vai ser construida. O Primeiro Ministro Laurent Fabius implanta o teste contra a Aids. No dia 19 de setembro o México foi palco de um dos piores terremotos da história. O tremor atingiu 8.1 na Escala Richter abalando as estruturas da Cidade do México. O sismo aconteceu um ano antes da Copa do Mundo que seria disputada no ano seguinte. Ao todo 9500 pessoas morreram. Na Inglaterra a Dama de Ferro Margaret Thatcher faz os mineiros capitularem após um ano de greve. Neste ano o Brasil passava por grandes transformações. Após longo período sob uma ditadura militar, o país começava a dar os primeiros passos rumo à democracia. Nesse cenário, pela primeira vez, idealizado pelo empresário Roberto Medina, o primeiro Rock in Rio aconteceu no bairro de Jacarepaguá. Junto com o sonho nasce a Cidade do Rock, uma área de 250 mil metros quadrados construída especialmente para o festival.Nela se apresentaram artistas que levaram multidões ao delírio como AC/DC, Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Queen e os brasileiros Gilberto Gil, Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho.Depois de uma extenuante campanha, Tancredo Neves é eleito presidente em
O primeiro Rock in Rio aconteceu no bairro de Jacarepaguá, na Cidade do Rock
A novela Roque Santeiro é liberada e se torna grande sucesso. Os protagonistas Lima Duarte com seu Sinhozinho Malta e Regina Duarte com a viúva Porcina com modelito exagerado
15 de janeiro pelo Colégio Eleitoral derrotando Paulo Maluf. Estava encerrado o regime militar. Só que a saúde do presidente não permitiu que ele assumisse, pois faleceu 38 dias depois, assumindo o vice José Sarney. Dez anos depois de ser censurada, a novela Roque Santeiro é liberada e se torna grande sucesso. Escrita por Dias Gomes, a novela bateu recordes de audiência com um elenco onde se destacavam Lima Duarte com seu inesquecível Sinhozinho Malta e seu bordão “Tô Certo ou tô errado” e Regina Duarte no papel da Viúva Porcina com suas roupas exageradas.
Casal improvável em 1985: a Dama de Ferro e Gorbatchev, o pai da Glasnost
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As caves centenárias da Dom Pérignon
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ierre Pérignon não era um monge beneditino qualquer. Pobreza, castidade e obediência até podiam guiar a sua alma, mas sua missão era mais glamourosa: criar o “melhor vinho do mundo”, como ele próprio proclamava. Experimentações atrás de experimentações, e muita observação, preenchiam a sua rotina nos vinhedos que emolduravam o mosteiro e nas caves da propriedade. Em uma de suas empreitadas como “cientista” amarrou as rolhas com arame para conseguir domar a segunda fermentação do vinho na garrafa. E assim começou a delinear a fórmula do chamado método champenoise. “Venham ver, venham ver! Estou bebendo estrelas!” Teria dito, admirado. O vinho feito na abadia ganhou personalidade própria e ficou conhecido em todo o reino como “vinho de Pérignon” ou “vinho de Père Pérignon”. Os fornecedores do Palácio de Versailles incluíram a bebida na sua lista de compras e o borbulhante de Dom Pérignon passou a ser artigo indispensável nas cerimônias festivas do rei Louis XIV. Em 1694, o vinho do mosteiro já batia todos os recordes de preço – valia 950 pounds (400 litros). Era o mais caro do reino. Pierre Pérignon tinha conseguido realizar o seu propósito. Morreu em 1715, mas seu nome continua ligado a uma das bebidas mais luxuosas do planeta. Em 1981, o champagne Dom Pérignon 1961 brindou o casamento da princesa Diana e o príncipe Charles. E há cinco anos, em Hong Kong, três magnums de Dom Pérignon Oenothèque (1966, 1973 e 1976) foram arramatados por US$ 93.260. O rótulo Dom Pérignon Rosé Vintage 1959 também está na mira dos colecionadores – apenas 306 garrafas foram produzidas e raras vezes apareceram no mercado. Em uma dessas ocasiões, há dois anos, em Nova York, pagou-se um valor de US$ 84.700 por duas delas.
Mas o melhor Dom Pérignon do século passado, nasceu em 1985, graças ao perfeito estado sanitario das uvas e sua maturidade ideal. Excepcionalmente o outono bem ameno permitiu uma segunda colheita no final do mês e o mosto atingiu uma media de 10°C, que é considerado excelente com uma taxa de acidez entre 8 a 9,5 gr por litro, o que garante uma bebida equilibrada e longeva. Na epoca os vinicultores disseram que as potencialidades da safra de 1985 eram bem semelhantes às de 1975. O Don Pérignon nasce da mistura de duas uvas nobres, a pinot noir e chardonnay. Tanto nas safras de 1985, 82 e 76, as uvas brancas foram privilegiadas para 60% de chardonnay para 40% de pinot noir.
Segredos do Don Pérignon 1985
O Dom Pérignon 1985 se veste de uma roupagem cor de ouro palha bem clara. Os aromas que se destacam são florais com tendencia para a acácia, e uma pitada de hera. Na boca é vivaz e longo, com equilibrio perfeito e sobretudo fineza admiravel. As uvas selecionadas são de grand cru, seu apogeu se deu em 1995 e sua evolução foi até 2005.
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SABORES
Snoubar Snoubar ou pinole... Não importa que nome se dê às sementes dos pinhos que crescem especialmente nas charmosas encostas do Líbano e em partes do Mediterrâneo. O importante, sim, é não ignorar o brilho que estas verdadeiras pérolas aromáticas conferem a alguns famosos pratos da cozinha libanesa, e deixar de adicioná-las. Pois estas pequenas maravilhas são imprescindíveis na refinada harmonia de diversas das delícias milenares que recebem a saborosa chancela de “Culinária Árabe”. Provas significativas disso são os conhecidíssimos kibe frito e sfiha de verdura, só para ficar em dois exemplos que, para o leigo, podem parecer singelos, mas não passam despercebidos ao rigor dos especialistas. Sem um toque apropriado dessa nobilíssima semente importada, as duas iguarias ficam bem distantes de todo seu encanto e da fidelidade integral às receitas originais. Não é difícil compreender porque (desconhecido de muitos) apenas em cozinhas libanesas bem tradicionais o snoubar costuma ser presença obrigatória: se no próprio Libano o produto é bastante valorizado, no Brasil
Sfiha de verdura: uma das iguarias enriquecidas pelo delicado sabor do snoubar no ...
Nas aromáticas sementes dos pinheiros do Líbano, um dos grandes segredos da requintada e milenar culinária árabe.
ele chega às casas importadoras bem próximo de seu significado simbólico para os verdadeiros gourmets -“pequenas jóias”... Segundo Aline Atala, engenheira de alimentos do Almanara , “geralmente os pratos árabes determinam em sua composição uma pequena quantidade do pinole, pois o fundamental é obter uma composição equilibrada; o melhor de tudo é que ele é muito nutritivo, rico em vitamina E, zinco, potássio e magnésio e ajuda no controle do colesterol. Ou seja, não é apenas uma maravilha no sabor”. Aline enfatiza que “o Almanara não abre mão das receitas de família trazidas do Líbano”. Por esse motivo, finaliza “o snoubar é um produto que está sempre à mão do Chef, como tantas outras especiarias indispensáveis”. Se você é fã da culinária árabe, ao cozinhar ou degustar fique atento a esse detalhe fundamental em alguns de seus quitutes preferidos: o pequenino snoubar é quem vai dar o toque final de classe.
ALMANARA foto: Murillo Mendes
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FOGO de ch達o chega aos Jardins
A rua Augusta acaba de ganhar um presente, uma das mais tradicionais churrascarias do Brasil, a Fogo de Ch達o Jardins
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A rede Fogo de Chão já é reconhecida mundialmente por preservar o jeito gaúcho de fazer churrasco e servir cortes exclusivos de carne, entre eles Ancho Premium, Filet Mignon, Shoulder Steak e Costela Premium, e a novidade é que nesta casa haverá uma loja Fogo de Chão no lounge onde serão vendidos artigos exclusivos da marca
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Ela é a churrascaria mais premium do Brasil. Vinda de Porto Alegre em 1979 tem nove casas no Brasil e fez tanto sucesso nos Estados Unidos que já abriu vinte e um pontos por lá. Além desta inauguração, a Fogo de Chão não vai parar por aí, pois também abre mais uma casa nos Estados Unidos até o final deste ano: Nova York. De acordo com Jandir Dalberto, presidente de Operações no Brasil, este projeto já estava programado há três anos e o plano de expansão da rede segue a todo vapor. “Pretendemos ainda abrir um novo restaurante no próximo ano aqui no país. Já estamos em busca de locais estratégicos”, enfatiza Jandir. A novidade é que nesta casa haverá uma loja Fogo de Chão no lounge onde serão vendidos artigos exclusivos da marca. O novo restaurante tem capacidade para 380 lugares e amplo estacionamento. A rede já é reconhecida mundialmente por preservar o jeito gaúcho de fazer churrasco e servir cortes exclusivos de carne, entre eles Ancho Premium, Filet Mignon, Shoulder Steak e Costela Premium. Delícias para quem adora degustar só carnes de primeira com o melhor serviço, em um dos melhores endereço da cidade. www.fogodechao.com.br jardins@fogodechao.com.br
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O balanço dos
70 Foto de Ron Galella
Os anos 70 foram um momento bem estranho para o high society, quando a discoteca substituiu o salão de baile, uma em particular, o Studio 54. “Esta é a casa noturna do futuro, pra lá de democrática”, anunciou de maneira entusiástica Truman Capote, exceto por um detalhe. O Studio 54 era tão exclusivo e difícil de penetrar quanto num baile de milionários.
O playboy Ricky von Opel, a atriz Marisa Berenson e Andy Wahrol: a nova realeza cai na farra... Circa 1975
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Uma companhia ideal para viagens internacionais, este relógio combina um cronógrafo de alta precisão com segundo fuso horário pelo padrão UTC (Universal Time Coordinated). Sua caixa imponente com bezel acetinado, mostrador de 24-horas e indicador dia/noite tem um estilo high-tech casual onde a tradicional relojoaria encontra o design moderno. Caixa de 43mm em aço inoxidável combezel e botões acetinados. Cronógrafo automático, mostrador de segundos central, contador de 30 min e 12 horas e um segundo fuso horário. Feito à mão na manufatura de relógios Montblanc em Le Locle, Suíça. Montblanc Manufacture in Le Locle, Switzerland.
São Paulo: Cidade Jardim 11 3552 8000 | Oscar Freire 11 3068 8811 | Higienópolis 11 3662 2525 | Morumbi 11 5184 0775 Ibirapuera 11 5096 1714 | Rio de Janeiro: 21 3252 2744 | Brasília: 61 3361 3051 | Campinas: 19 3255 8922 | Curitiba: 41 3322 7806