Jornal da Pinheiro nº 14

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JORNAL

DA

PINHEIRO DISTRIBUIÇÃO GRATUITA | Ano 5 | Nº 14

No país da Rio+20, o desafio da sustentabilidade

Foto: Divulgação

Empresas do terceiro setor discutem o futuro do planeta Marcelly Caetano

Cotas raciais causam polêmica O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou constitucional a política de cotas da Universidade de Brasília (UnB). O tema fez retornar a discussão sobre a discriminação racial no país. Especialistas discordam da eficácia do programa. Já para os cotistas a desigualdade diminuiu. (p.3)

Veja mais... Aluguel de bicicletas é sucesso na cidade p.4 Trabalhar com materiais recicláveis aumenta a responsablidade socioambiental

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sustentabilidade está na moda. Não sai das propagandas, está na boca do povo. Ganhou inclusive uma conferência das Nações Unidas para chamar de sua. O termo ganha importância cada vez maior na

vida de todos e a crescente preocupação com o futuro do planeta está, aos poucos, pautando as decisões de consumo e de investimento. Mas o que é ser sustentável? Como aplicar esse complexo conceito na vida

d o c i d a d ã o c o m u m ? Va m o s conhecer algumas experiências que mostram que com baixo custo e boa vontade um novo caminho pode ser trilhado na relação do homem com o meio ambiente, preservando o planeta (p.5).

Qual a melhor alimentação nas cantinas? p.7 Trabalho de estilista agita FPG p.8


Adeus desordem

Editorial

Região do Catete, Glória e Flamengo ganha uma UOP

Queridos leitores, ao mesmo tempo em que o Rio discute o direito das cotas raciais do Supremo Tribunal Federal, também somos tentados a falar em sustentabilidade como projeto da Cidade Maravilhosa para 2017. Mesmo a sustentabilidade fazendo parte das nossas conversas diariamente, não distinguimos o real valor que ela tem para o futuro da sociedade contemporânea. Valor esse encontrados em pequenos sonhos, sonhos como o de pessoas que vocês irão encontrar ao longo dessas páginas, que veem na luta ou nos fliperamas um jeito de atingirem suas metas profissionais e de serem felizes. Felicidade esta, também estampada na cara dos estudantes de jornalismo, que organizaram com perfeição o 1° FPG fashion. Por fim, vale ressaltar a importância da oportunidade de escrever neste jornal, já que ele nos da à sensação do poder de mudar as coisas, de falar sem medo, sem a censura. Já que há três anos não tinha ideia do tamanho da responsabilidade que um jornalista carrega. Esse poder concedido aos jornalistas, ainda mexe com o imaginário de muitos estudantes de comunicação, que como eu, idealiza fazer acontecer.

Jornal Laboratório do curso de Jornalismo da Faculdade Pinheiro Guimarães www.faculdadepinheiroguimaraes.edu.br Produzido pelos alunos da disciplina Jornal Laboratório (7º período) Diretor-Executivo: Armando S. Pinheiro Guimarães Coordenador do curso: André Luiz Cardoso Editor-Chefe: Sergio Xavier(sergiosx@gmail.com) Repórteres: Alexandre Souza, Ana Carolina, Andreia S. Helena, Camila Fernandes, Domingos Octavio, Eliza Neves, Esdras da Silva, Felipe de Oliveira, Gabriel Sousa, Ginguiola Severiano, Gisele Feitosa, Gisele Moreira, Guilherme Teixeira, Ivana Carolina, Iza Hellen, Joice Francisco, Jorge Prado, Julliana Vitória, Leonardo Andrade, Leonardo Freitas, Letícia da Rocha, Marcelly Caetano, Mirian Silva, Natália Zózimo, Priscila Renovato, Rafaela Monsores, Raquel Antonio, Rodrigo Ciantar, Rosemary Bastos, Sabryna Stelita, Simone Assunção, Thais Rodrigues, Thatiana Lourenço, Thiago Fidelis e Viviane Nascimento. Diagramação: turma de Jornal Laboratório Revisão: Cláudio Pimenta Impressão: Gráfica Folha Dirigida Rua do Riachuelo, 144 - Centro RJ - CEP 20230-014 Tiragem:15 mil exemplares Rua Silveira Martins, 153 – Catete - RJ Telefone: (21) 2205-0797

Viviane Sousa • vivi.nascimento90@yahoo.com.br Gisele Moreira• giselemoraze@gmail.com

Sede da nova Unidade da Ordem Pública na Glória

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mês de maio foi período de conquistas para a região do Catete, onde fica a Faculdade Pinheiro Guimarães, e os bairros da Glória e o do Flamengo, na Zona Sul.Foi implantado, no início do mês, um plano de combate ao crack e inaugurado uma Unidade de Ordem Pública (UOP), que terá o apoio de mais de 300 guardas municipais na região diariamente, no intuito de solucionar problemas graves que atinge os bairros, como o grande número de ambulantes irregulares, flanelinhas e dependentes químicos nas ruas. Os guardas municipais trabalham em turnos, garantindo patrulhamento 24 horas por dia, sete dias por semana. Todas as equipes que atuarão na nova unidade estarão equipadas com rádios transmissores e palmtops

(computadores de mão), acoplados a mini impressoras, onde as irregularidades serão registradas e transmitidas imediatamente para uma central de controle da Guarda Municipal, além de contarem com 13 viaturas (quatro motos) e equipamentos não letais. Não haverá rotatividade de efetivo, garantindo que um determinado grupo de guardas cuide sempre da mesma área. A base da nova UOP está localizada na Rua Antônio Mendes Campos, 77, na Glória. A administradora regional, Leila Maywald, diz que a chegada da UOP – fruto de uma reivindicação antiga da população – trará mais segurança para estudantes e moradores da região do Catete, da Glória e do Flamengo.“A UOP é um passo fundamental, para que a área seja revitalizada. To-

Operação da UOP.

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dos esses bairros são históricos e turísticos”, avalia a administradora. O próximo passo da Associação de Moradores e Amigos do Flamengo, onde Leila é a administradora, será implementar o Corredor Cultural Turístico e Gastronômico do Flamengo, de Laranjeiras, do Largo do Machado, do Catete e da Glória, a fim de valorizar mais a região transformando-a no 2° Polo Turístico do Rio de Janeiro. Já os moradores como a dona de casa, Sandra Faria, de 58 anos, por exemplo, disse esperar que a presença dos guardas reduza também o número de viciados nas ruas. “Hoje, pela quantidade de agentes circulando, não encontrei moradores de rua até agora. Espero que continue assim e vire uma constante no bairro”.


EDUCAÇÃO

Cotas Raciais geram polêmica nas universidades públicas Decisão tem como objetivo reverter o racismo histórico presente na sociedade brasileira

Camila Fernandes • mila@milafernandes.com.br Felipe Carvalho • felipecarvalho_rio@hotmail.com Eliza Neves • elizaneves@gmail.com

Rio de Janeiro - UERJ e da Faculdade Pinheiro Guimarães, apesar de existir há alguns anos, o tema é polêmico porque lida com valores, logo, suscita debates calorosos. “O primeiro problema é que há falhas estruturais na educação fundamental pública e isso dificulta a entrada dos alunos oriundos desse sistema nas melhores universidades. O segundo problema é que há mais demanda por vagas na universidade pública do que lugares oferecidos” – comenta. Para ela, cursos como o de comunicação que são bastante disputados, exigem muito estudo e esforço para aprovação no concurso de acesso. Alunos de escolas públicas e privadas, independente de origem étnica têm que se dedicar muito para serem aprovados. As cotas surgiram nos Estados Unidos na década de 60 e são consideradas uma forma de ação

afirmativa, algo para reverter o racismo histórico contra determinadas classes étnicas. Vitor Silva ingressou na UERJ em 2005, para o curso de História, através da reserva de cotas para estudantes negros. Ele diz nunca ter presenciado preconceito, e acredita que seja pelo fato dos estudantes cotistas apresentarem o mesmo desempenho dos ingressantes pela ampla concorrência.

“Sou a favor das cotas para a população negra, pois acredito que é um benefício justo àqueles que, por tanto tempo, tiveram seus direitos tolhidos”. A herança da escravidão é muito presente na sociedade atual e a política de cotas, a meu ver, visa reparar uma disparidade comprovada entre negros e brancos” – afirma Vitor. Há quem conteste as políticas de cota racial reconhecendo que a desigualdade existe, mas é de classe e não de raça ou cor e, portanto, uma política de cota social seria mais eficiente e mais justa. Se o argumento é valido ou não, a questão é o que ele revela do pensamento dos grupos que formam a sociedade brasileira. O mais importante .é que o debate seja realizado pelas esferas governamentais e sociedade, para que a democracia seja a grande vencedora neste processo.

Foto: Felipe Carvalho

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as últimas semanas, o noticiário que movimentou a mídia foi a decisão do Supremo Tribunal Federal - STF - que considerou constitucional a política de cotas raciais para seleção de estudantes da Universidade de Brasília - UnB. A aprovação da política de cotas raciais traz à tona o debate sobre a discriminação racial no país. No Brasil, ainda há falta de qualidade de atendimento da imensa demanda por ensino superior requerida pelos estudantes que concluem o ensino médio. Dessa forma, medidas como o Programa Universidade para Todos - ProUni - são alternativas que visam a contribuir com a redução das desigualdades sociais e econômicas vividas por grande parte da população estudantil no Brasil. Para Denise Siqueira, professora adjunta da Universidade do Estado do

Vitor acredita que cotas diminuem a desigualdade entre negros e brancos

A inserção do folclore nas escolas

Atividades informais são utilizadas como método de aprendizado para a fixação cultural

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domínio sobre os elementos culturais de um povo pode garantir sua identidade. Diante de uma herança cultural tão rica, diversa e dinâmica; uma educação de qualidade pode viabilizar outros olhares sobre o folclore dentro do contexto escolar para extrair dele uma aproximação do aluno com sua história cultural. Segundo a orientadora escolar, Iracy Lopes, estimular os estudantes a pesquisar sobre suas próprias comunidades e hábitos familiares pode ser um ótimo ponto de partida para o ensino da noção de folclore, aumentando o processo criativo além de aproximá-lo de uma identidade coletiva fundamental

para sua evolução em sua vida social. Na escola, o folclore pode ser utilizado através do professor, fazendo com que o aluno entenda seu o conceito inicial. Os métodos utilizados por esses professores variam de acordo com a faixa etária dos alunos. As formas mais aplicadas para inserção do mesmo é a utilização de jogos, músicas, brinquedos e livros para didáticos, fazendo com que os alunos entendam o folclore de maneira natural. A estudante do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual Nun’Alvares, Beatriz Alves fala sobre seu importante contato a historia cultural, pois teve a chance de conhecer de perto detalhes

da cultura brasileira através de um projeto que envolvia todas a escola ao redor do folclore. “Meu trabalho foi sobre o boi bumbá. Acho que jamais conheceria a rica cultura de uma região tão distante de mim como a Amazônia se não fosse através desse trabalho”, conclui a aluna: “O que aprendi é de fundamental importância. A iniciativa das escolas municipais, estaduais e privadas abordarem o tema, para que preserve valores culturais de forma dinâmica aos alunos das instituições, desmistificando elementos culturais que de família, explicando a elas que tudo que aprenderam em casa faz parte da noção geral folclórica.

Foto: divulgação

Natália Zozimo • nataliazozimo@hotmail.com Julianna Rodrigues • julianna.vitoria@hotmail.com Sabryna Stelita • stelita@yahoo.com.br

Saci perere um dos dos personagens mais famosos do folclore brasileiro

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CULTURA

10 anos de Flip

Paraty abre as portas para a literatura, e homenageia Drummond Iza Soares • iza_hellen@hotmail.com Pricila Renovato • pricilarenovatoc@gmail.com Leonardo Mareto • leomareto@gmail.com

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ste ano a Flip (feira literária de Paraty) comemora 10 anos, e para essa 10ª edição está inovando com o propósito de trazer e divulgar a boa literatura à todos.Serão mais de 40 escritores vindos de 14 paises, que se encontrarão para 5 dias de programação. Este ano o evento traz como grande homenageado o escritor, poeta e cronista Carlos Drummond de Andrade que era ligado à poesia. Sua obra também abrangia a prosa, crônica, conto e literatura infantil. Será destaque também o dinamismo de Drummond e seus trabalhos literários mesmo sendo um autor do século passado. As seleções de autores brasileiros, tais como a forma narrativa

de Rubens Figueidredo, e o “Sertão” de Francisco Dantas e a obra de lirismo de João Anzanello Carrascoza. Entre as atrações internacionais estão o americano-nigeriano Teju Cole, a cubana Zoe Valdés e a portuguesa Dulce Maria Cardoso, vencedora do prêmio União Européia A conferência terá duas partes: na primeira o cronista gaúcho Luis Fernando Veríssimo dialoga sobre os 10 anos de Flip e as mudanças do Brasil. Depois acontecerão as homenagens feitas pelos poetas Antonio Cícero e Silviano Santiago a Carlos Drummond de Andrade. No show de Abertura, Lenine – Grande ícone Baiano da MPB fica com a responsabilidade de receber leitores

e fãs para a décima edição da festa. O show será realizado no dia 4 de Junho, quarta-feira às 21h30. Shows de uma verdadeira cultura Paratiense a Ciranda de Tarituba acontecerá logo após a abertura. A 10ª edição da Flip prepara para comemorar em grande estilo a co-curadoria de Flávio Moura, responsável pela programação do evento entre 2008 e 2010, além de um convite, uma seleção de obras de alguns dos autores que estiveram presentes nos primeiros anos do evento. Também haverá um livro sobre as nove edições do evento, com reportagens afetivas de Zuenir Ventura, Angel Gurria Quintana, Humberto Werneck e Sérgio Augusto. Um dos principais

objetivos do evento é estimular para o gosto pela leitura em jovens e crianças. Pela internet, você pode encontrar no site www.ticketsforfun.com.br ou também adiantar por telefone: (21) 4003-5588. No site do evento: www.flip.org.br outras informações poderão ser passadas.

Carlos Drummond de Andrade autor homenageado do ano de 2012.

Bike Rio

Sucesso saudável para a população e para o meio ambiente Raquel Antonio • kel_1611@hotmail.com Thais Antonio • thais_rj17@hotmail.com Letícia da Rocha • leticiaa.rocha@gmail.com

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esde que foi implantado no Rio em outubro de 2011, o Bike Rio já foi utilizado por mais de 120 mil pessoas com mais de 600 mil viagens. O projeto possui mais de 70 mil usuários cariocas e turistas. Em sete meses de uso as “laranjinhas” nunca foram furtadas ou sofreram vandalismo. O Bike Rio é um projeto da Prefeitura do Rio em parceria com o Banco Itaú e o sistema de bicicletas Serttel. O sistema que distribui mais de 600 veículos em 36 pontos estratégicos do Rio faz parte dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Em média são cinco mil viagens por dia. Os moradores do Rio que utilizam

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o serviço acreditam que a iniciativa da Prefeitura só tem a acrescentar para a cidade. “Bom, eu acho que facilita a nossa vida. Além de ser saudável às vezes a gente está andando em algum lugar e quer voltar de bicicleta, é só parar em algum lugar que tenha. Eu acho que é muito bacana.”, disse Cibele Dias, moradora do Leme. Através de um aparelho de smartphone é possível acessar o local mais próximo para alugar a bicicleta. O modelo do Rio, inspirou o projeto piloto em São Paulo “Acho que essa possibilidade de fazer a locação da sua bicicleta com a rede de ciclovias que a gente tem na cidade vai melhorar o trânsito, é bom pro meio ambiente. É bom pra saúde das pessoas andar de

bicicleta, esse é um super programa para cidade e um super ganho para o Rio”, disse o prefeito Eduardo Paes. Atualmente as bicicletas estão disponíveis no centro da cidade e em bairros da zona sul, como Ipanema, Leblon, Laranjeiras, Copacabana, entre outros. A prefeitura e os parceiros já

estudam a ampliação do sistema. Nos horários de pico é difícil encontrar bicicletas para locação. De acordo com a administração do Bike Rio, o número de atendentes foi aumentado e funcionários são disponibilizados para redistribuir as bicicletas entre as estações de maior movimento.

Estação da Bike Rio na orla do Rio de Janeiro Bike Rio (foto: divulgação)


GERAL

Sustentabilidade: fonte de renda para muita gente Recicláveis formam importante cadeia produtiva e contribuem para mundo mais limpo Thiago Fidélis• chicofidelis@hotmail.com Rosemary da Hora• rosemarybastos@gmail.com Marcelly Caetano • marcellycaetano@yahoo.com.br

Desenvolvimento sustentável passou a ter um peso maior na vida de muitas pessoas.

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om a chegada da Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, uma palavra passou a ter peso cada vez maior na vida das pessoas e nas decisões de governos ao redor do mundo: sustentabilidade. Não é de hoje a preocupação com o impacto da ocupação humana na Terra. Em 1968, chefes de estado reuniramse na Itália para tentar estabelecer limites para o crescimento, o chamado Clube de Roma. Quatro anos depois, em 1972, na conferência de Estocolmo, surgiu a ideia do desenvolvimento com respeito ao meio ambiente. Na Conferência de Montreal (Canadá), em 1987, o Documento Nosso Futuro Comum, conhecido como Relatório Brundtland - em homenagem à primeira-ministra da Noruega à época Gro Brundtland define o que é o desenvolvimento sustentável. Um marco na luta por um mundo melhor foi a Rio 92, a maior conferência ambiental já realizada pela ONU que definiu

entre outros temas, uma convenção sobre mudanças climáticas. Mas o assunto ainda é árido para muita gente É o que afirma um estudo realizado em parceria entre os institutos Ethos e Akatu. A pesquisa revela que 56% dos entrevistados não sabem o que a palavra significa, o que revela pouco interesse em aplicar o conceito no cotidiano. Por que é tão difícil aplicar os mandamentos para um mundo saudável na vida real? Faltam bons exemplos, segundo afirma o coordenador do Forum Brasileiro de ONGs, Carlos Henrique Painel. “Os governos têm que fazer disso uma política de Estado, não de Governo. Eles precisam dar o exemplo. Se não, dificilmente, a sociedade abraçará a idéia”, explica. Segundo Érica Sepúlveda, consultora ambiental da ONG Ecomarapendi, o papel dos cidadãos é cada vez maior na busca por um mundo sustentável. “A educação socioambiental é a melhor maneira de incentivar

a formação de uma geração consciente da importância de uma relação de troca saudável entre homem e meio ambiente”, explica. “Estou com 57 anos, não trabalho fora, mas, para mim está dando lucro. Vivo tranquilo com o dinheiro daqui, sou aposentado. É suficiente para mim e minha família”. A frase é de Jorge da Silva, 57, catador da cooperativa responsável pelo Ecoponto que funciona no estacionamento de um supermercado, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio. O empreendimento, porém, começou devagar. Só com o apoio do mercado-que passou a doar as caixas de papelão para os catadores -, é que a coisa melhorou. Hoje, são 20 ecobarreiras e cinco ecopontos que contam com o apoio de grandes empresas, além do Governo Estadual. Os cooperados têm, o INSS pago pela cooperativa, auxilio produção e auxílio natalino subsidiado pelo Governo Federal. Todos precisam tomar as vacinas contra o tétano e hepatites A e C. Para Márcio Carvalho, presidente da Federação dos Catadores de Materiais Recicláveis, ainda há empecilhos ao desenvolvimento da atividade, mêsmo com o apoio do governo. “A maior dificuldade no dia a dia é a falta de transporte, além de consciência da população, que vê os catadores como marginais. As pessoas não nos veem como um agente ambiental”, lamenta Márcio. Atitudes simples como economizar energia, separar os materiais recicláveis dos orgânicos, como restos de comida ajudam - e muito - para um mundo com menos desperdício, como explica Painel. “Nós não queremos que o sujeito tenha uma lixeira de cada cor em casa, não dá. Se puder separar os restos de comida do que é reciclável, já é uma grande ajuda”, completou.

Mostrar ao jovem que é parte importante e pode fazer a diferença na sociedade. Que dá para fazer alguma coisa. Este é o objetivo do programa Heróis do futuro, tocado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN). Com vídeos 3D, com conteúdo da Rio 92 a Rio+20, os monitores fazem visitas às escolas e promovem debates entre os estudantes. De acordo com Carolina Zaccoli, analista de gerência de meio ambiente da entidade, a escolha de falar sobre sustentabilidade usando heróis se justifica. “As crianças e adolescentes são o perfil de idade que pode mostrar a diferença, ser um herói. Quando foi escolhido esse perfil, nós pensamos de que maneira poderíamos contribuir para os esclarecimentos destes assuntos abordados”, explica. Segundo Carolina, o projeto destoa dos outros do setor por falar do meio ambiente de outra forma. “Muita gente fala do lado negativo do meio ambiente, de forma alarmista. Nós queremos demonstrar o lado positivo, a alternativa para o desenvolvimento sustentável e defesa do meio ambiente”, ano 5

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ESPORTES

Academia pública: benefícios para a população Cresce o número de academias ao ar livre em todo país

Rafaela Monsores • monsores82@hotmail.com Mirian Oliveira • mirianoliver75@yahoo.com.br Gisele Santos • giselefeit@yahoo.com.br

orientar, Rogério informou que existe sim um professor para ajudar no uso dos equipamentos. Apesar de satisfeito, o mais novo adepto da prática desse esporte acha que ainda é necessário uma divulgação maior para que todos tenham acesso a esse meio saudável, e um investimento na segurança do local, pois existem muitos atos de vandalismo. É comum ver que cada vez mais cresce o número de brasileiros que optam por hábitos saudáveis. Por esse motivo, os órgãos competentes têm investido nesse tipo de academia. Para a professora de educação física, Amanda Furtado, isso se deve ao fato das autoridades estarem

conscientes da importância de uma cultura de educação corporal e que todos tenham acesso à prática de exercícios físicos. Além disso, ela explica que é necessário antes de iniciar uma atividade, o acompanhamento de um profissional especializado, que passe orientações quanto à realização dos exercícios. Seguem algumas dicas da professora Amanda Furtado: • antes de iniciar qualquer atividade física, consulte seu médico; • mantenha-se hidratado e utilize roupas leves; • verifique a função de cada aparelho na placa orientativa; • comece com uma atividade leve,

como a caminhada; • alongue-se antes e após terminar os exercícios; • realize no máximo três séries de cada exercício com 15 repetições. Foto: Divulgação

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ão é todo dia que andamos pela cidade e percebemos novos projetos. Um exemplo de algo que tem feito a diferença para o público de diversas idades foi a criação da Academia de Ginástica ao Ar Livre, mais conhecida como “Academia para Terceira Idade”. Usuário de uma dessas inúmeras academias do Rio de Janeiro, Rogério Campos, 44 anos, malha há pouco mais de quatro meses e vê o projeto como uma boa iniciativa da prefeitura. Para ele, o maior ganho que obteve foi o aumento da disposição, além das amizades que fez no local. Perguntado sobre se há algum profissional para

Praticantes das academias gratuitas

Lutadores por um sonho Joice Francisco Gomes • joy_nyo@yahoo.com.br Jorge Prado Capo • jorge.pradocapo@ymail.com Gisele Moraze • giselemoraze@hotmail.com

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om o objetivo de transformar um grande sonho em realidade, o lutador José Thiago Brito (conhecido como Tytan), reuniu pessoas com o mesmo interesse dando a oportunidade para treinar e se tornarem lutadores profissionais nascendo assim a FILL- Federação Internacional de luta livre. A reunião aconteceu no ano de 2007 com poucas pessoas, mas hoje a FILL conta com os lutadores Lorain Campos (Amazing Black), Tiago Dienstbach (Distúrbio), entre outros. Os treinos aconteciam na praia de São Conrado anteriormente, logo depois conseguiram um local fixo para treinarem sem preocupações de imprevistos. Muitas pessoas ainda veem

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a luta livre com certo tipo de preconceito, diferente da opinião do lutador Tiago Maia que não vê o esporte como marginalizado, pelo contrário, muitas pessoas gostavam dele aqui no Brasil na época do Ted Boy Marino. Depois que a Rede Globo acabou com o programa, ele caiu no esquecimento de muitos e agora esta retornando. No que depender da FILL, voltando para ficar que o motiva a ir adiante é o fato de gostar, não temer os riscos e ter disposição para seguir mesmo em meio aos problemas. O lutador Tytan afirma: “Todos somos fãs e queremos ver não só a equipe dar certo, mas o esporte se popularizar no país. Lógico, que se for pelas nossas mãos, motivo pelo

Foto: Divulgação

qual trabalhamos, será maravilhoso, mas apenas contribuir para um melhor cenário para o esporte no Brasil, isso também vale”. A grande diferença entre a FILL e outras federações é a forma de como se luta. É sim um show voltado para o entretenimento, mas também um esporte com grandes riscos, acabando de vez com a visão de “marmelada” para quem está assistindo, pois apesar de se tratar de um teatro marcial , as lesões são reais. Alguns tiveram apoio da família, outros não, afinal sempre haverá a preocupação de se machucar no treino, como foi o caso do lutador Raoni Cruz (Raoni Warrior). Ele diz que já teve um trauma severo na coluna, uma clavícula deslocada.

Lutadores do FILL (Federação Internacional de Luta Livre)


SAÚDE

Reduzem os casos de dengue no RJ

Situação já não é endêmica e cidade sai do estágio de alerta Domingos Octavio Dias • tavotere@hotmail.com Ginguiola Severiano • gigi.severiano@hotmail.com Gabriel Ribeiro • gabrielribeiro1990@globo.com

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Foto: Gabriel Ribeiro

dengue no Rio de Janeiro já não é mais considerada epidemia. Com a diminuição da temperatura nesta época do ano, os casos tendem a ter uma diminuição esperada, mas a redução de registros ficaram abaixo em relação ao ano passado. Segundo o secretário de saúde do município do Rio, Hans Dohmann, as mortes causadas pela dengue diminuíram 83% em comparação com 2010. Os números favoráveis se dão principalmente às campanhas de conscientização no combate ao aedes aegypti. No Brasil, os casos da doença diminuíram 84% em comparação os quatro primeiros meses do ano passado. Isso mostra que a população

Com baixa nos registros dos casos da dengue, o governo desativa postos de atendimento prioritário.

tem se conscientizado da importância da prevenção da doença. O secretário de saúde do estado, Sergio Cortes, enfatiza que a população não deve descuidar, apesar das boas notícias, e lançou recentemente uma campanha de conscientização. A “Campanha dos 10 minutos Contra a Dengue” é um estímulo para que as pessoas dediquem dez minutos do seu tempo na semana para eliminar os possíveis focos próximos às suas residências, já que vasos, garrafas, pneus, e caixas d’água correspondem a 80% dos casos. Diante da diminuição, o governo estará desativando aos poucos os postos de atendimento prioritário à dengue e os carros fumacê, já se preparando para o próximo verão.

Cantinas: O que oferecer?

Alimentos in natura versus industrializados

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odo mundo sabe da importância de comer bem: ajuda nos manter ativos para realizar as tarefas do dia a dia e melhora nosso humor. Uma alimentação saudável requer muita diversidade de ingredientes em todas as refeições, com equilíbrio entre carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais, alerta-nos a nutricionista Luciano Araújo, do Colégio MOPI. Nas escolas e universidades, um espaço ocupado por crianças e jovens, isso se torna ainda mais relevante. Porém, todo mundo sabe que a oferta de alimentos saudáveis nas cantinas e lanchonetes dessas instituições costuma ficar bem abaixo do desejável. Por questões de praticidade, custo e

armazenamento são mais fáceis encontrar produtos industrializados, que causam mais dano á saúde. No entanto, a ajudante da cantina Oficina do Lanche, Elizabeth Mello, informou-nos e esclareceu que não é devido a praticidade que as cantinas só trabalham e fornecem produtos industrializados, mas sim porque é lei, os produtos serem de forno e industrializados. Disse ainda que a vigilância sanitária fiscaliza de três em três meses todas as cantinas. Sendo assim, fica difícil defender o consumo de alimentos in natura e orientar nossos jovens a consumi-los, quando é lei a venda de produtos industrializados nas cantinas e lanchonetes de nossas escolas e universidades.

Foto: Acervo da Record

Viviane Sousa • vivi.nascimento90@hotmail.com Ana Carolina • anacarolinanegreiros@gmail.com Rodrigo Ciantar • rodrigociantar@lancenet.com.br

Cantina do Colégio MOPI ano 5

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ACONTECEU NA PINHEIRO

Alunos realizam evento de moda

Estilista Bárbara Távora apresentou coleção outono/inverno no FPG Fashion Esdras Santos • esdrasfpg1@gmail.com Guilherme Alves • guilhermetalves@yahoo.com.br Thatiana Lourenço • thatiana_lourenco@hotmail.com

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o dia 10 de maio, a Faculdade Pinheiro Guimarães recebeu o primeiro evento de moda da sua história: o FPG Fashion. Na ocasião, a estilista Bárbara Távora apresentou a coleção outono/inverno, que foi concebida durante uma viagem à Portugal. A organização ficou por conta das alunas Marcelly Caetano e Natália Zózimo, ambas do 7º período. A coleção foi idealizada por Bárbara no ateliê ‘Amor Maior que o Mundo’, lugar onde as criações e desenhos se tornam realidade. “Em cada peça da coleção há sensibilidade e poesia”, afirma a estilista. Para ornamentar

e compor o cenário, seis mandalas foram confeccionadas. A trilha sonora da apresentação ficou por conta do DJ Português. Além do FPG Fashion, a Faculdade Pinheiro Guimarães foi palco do Varal Cultural, que aconteceu entre os dias 27 de abril e 04 de maio. No evento, idealizado pelo bibliotecário Cléber Rocha, foi lançada a Biblioteca Virtual, projeto que conta com um acervo digital composto por mais de 1.400 obras literárias e científicas. Os alunos ainda foram incentivados a doar um livro de sua coleção particular. Após a ação, a expectativa é de que o hábito da leitura se desenvolva entre os alunos.

Foto - Divulgação

Inspiração para criar a coleção veio durante uma viagem da estilista Bárbara Távora à Portugal

FPG Fashion

Faculdade Pinheiro Guimarães realiza seu primeiro desfile Trazendo Moda e Beleza com a estilista Bárbara Távora Ivana Machado • icmmel@yahoo.com.br Simone Assunção• mony.assunção@yahoo.com.br Alexandre Cruz. alexarraiz2121@hotmail.com

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primeira edição do FPG de moda aconteceu no último dia 10 e contou com a participação de alunas da própria faculdade, que desfilaram a coleção outono/ inverno da Estilista Barbara Távora. O evento contou com o apoio da instituição e foi organizado pela aluna Natalia Zózimo.

Foi a primeira vez que Bárbara expôs sua coleção em uma faculdade. De acordo com a estilista, cada projeto tem seu aspecto diferente: “Cada coleção é um desafio, a coleção do desfile é extremamente romântica, fala dos sonhos de menina e dos contos de fada. As modelagens são ultra-femininas sem perder o conforto com uma pegada moderna do que é tendência mundial”

O evento contou com a presença de alunos, professores e convidados. De acordo com Natalia, o sucesso foi muito além do planejado. “O evento teve o sucesso, além do que eu aguardava. As pessoas compareceram e aplaudiram.

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Quem estava ali, ficou à vontade, isso era o que esperava e acho que consegui”. Completa Natalia. Além de todo apoio, a instituição disponibilizou funcionários para ajudar na organização e alguns alunos ficaram a frente da produção do evento. A maior dificuldade encontrada para a organizadora foi contratar serviços para o evento e conseguir patrocínios, mas Natalia não desistiu e já pensa em uma segunda edição do evento: “Já recebei propostas para fazer a coleção primavera/ verão. Ainda não é certo, mas é uma idéia em análise.”, completa a estu-

dante. Natália se preocupa com a questão da visão de muitos, de que, o jornalismo é apenas rádio e TV, queria fazer algo diferente do que já havia acontecido na faculdade. Algo que levasse os alunos de uma faculdade de jornalismo a trabalharem em uma área que até então muitos não haviam conhecido ou vivido.


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