SOLIDARIEDADE
UMA AÇÃO PELA CIDADANIA O Programa Identidade Solidária, da Polícia Civil, é uma iniciativa de assistência social pioneira no DF, que garante um direito básico ao indivíduo: o de ser reconhecido como sujeito de direitos, o que lhe permite ter acesso a outros direitos fundamentais para o seu exercício pleno como cidadão DA REDAÇÃO
ASCOM/PCDF
E
m 1999, o escritor Stephen Chbosky publicou um livro, chamado: “As Vantagens de Ser Invisível”, uma obra de ficção que, como o próprio nome diz, tem um enredo com viés inusitado: mostra como ser invisível pode ser algo interessante para um grupo de jovens da classe média-alta americana. Já na vida real, se tomarmos o título do livro em seu sentido oposto, principalmente para quem vem de regiões pobres e desfavorecidas das grandes cidades brasileiras, são muitas e extremamente angustiantes as desvantagens de ser invisível. Uma das formas de ser invisível é não contar com documentos básicos de identificação (como o CPF, o RG ou a certidão de nascimento), o que, para o governo, equivale a ter de provar que você existe, para ter o direito de receber benefícios públicos e ter acesso a serviços essenciais, como ter um emprego formal, comprar uma casa com financiamento e até estar matriculado em uma escola. Quase na mesma época de lançamento do livro, por volta de 1998, Eliud Sousa Martins Jr., papiloscopista da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), não parava de pensar nas limitantes dificuldades que as pessoas humildes, especialmente do Entorno do DF, enfrentavam para o seu reconhecimento como cidadãs. Depois de refletir, concebeu o esboço de
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um programa social que poderia facilitar a vida de tanta gente que vivia à margem dos seus direitos. Surgia o Programa Identidade Solidária, que em pouco tempo se tornou o principal braço social da PCDF. A iniciativa se tornou tão exitosa que, em 2001, uma lei distrital incorporou o programa à