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14 e 18 de setembro de 2020 • Evento 100% online
Deloitte: mudança para o digital pode ser gradativa De acordo com os especialistas da área de SAP da consultoria, Carlos Eduardo Fogarolli e Marco Antonio Dearo, a transformação digital pode ser gradual e com adequações à estratégia do negócio. ACOMPANHAR A velocidade da transformação digital exigida pela pandemia tem sido um dos maiores desafios para as empresas e seus sistemas corporativos. Embora a meta ainda seja a jornada digital integral, o que inclui migrações intensas de ERPs, é possível encontrar um caminho do meio. Ou seja, um processo que identifica as dores dos clientes e as áreas que necessitam de mudanças mais urgentes, promovendo transformações digitais rápidas e parciais. Marco Antonio Dearo, sócio da área de SAP da Deloitte no Brasil, disse que a pandemia acelerou a necessidade de transformação digital dos negócios, mas observou que ela pode acontecer de forma mais seletiva. Em vez de promover uma transformação gigantesca, plurianual, o processo pode priorizar setores de acordo com a realidade do negócio de cada cliente. “A percepção do valor da tecnologia se torna mais rápida. Essa é a chave da questão: fazer com que as pessoas sintam o valor da transformação mais rapidamente. Isso aumenta o engajamento das equipes, com ganho em quantidade e qualidade”, completou Carlos Eduardo Fogarolli, sócio da área de SAP da Deloitte no Brasil. Para 2021, Fogarolli acredita que, em algum momento, serão retomadas as discussões em que o S/4HANA é o habilitador para as grandes transformações digitais. Ele apontou, porém, no curto prazo, para a necessidade mais urgente de descomplicar a experiência do usuário. Segundo Fogarolli, as transformações mais pontuais e com alto valor agregado para o negócio vão ganhar preferência no mundo dos negócios. “Já reparamos agora um crescimento acentuado em relação à cadeia de suprimentos; muita gente querendo
“As transformações mais pontuais e com alto valor agregado para o negócio vão ganhar preferência no mundo dos negócios.”
“Foi fundamental não apenas mostrar o valor da solução para os CIOs, mas também ajudá-los a promover internamente a solução para cada área de negócio.”
CARLOS EDUARDO FOGAROLLI, sócio da área de SAP da Deloitte no Brasil
MARCO ANTONIO DEARO, sócio da área de SAP da Deloitte no Brasil
entregar mais rápido e com menor custo. Nesse cenário em que o comércio eletrônico e o varejo foram potencializados, vejo muitas oportunidades ao redor da cadeia de suprimentos”, afirmou Fogarolli. Desde o lançamento do SAP Leonardo, a Deloitte se reconhece como um parceiro protagonista, capaz de acompanhar o mesmo ritmo de transformação vivenciado pela SAP nos últimos quatro anos. Desde então, a consultoria vem trabalhando com o conceito Kinetic Enterprise. Relacionado ao processo de migração que enfatiza as tecnologias inteligentes do S/4HANA, o Kinetic Enterprise se divide em quatro grandes grupos: finanças, cadeia de suprimentos, clientes e talentos (capital humano). Fogarolli e Dearo contaram que a Deloitte começou a trabalhar com ênfase na abordagem do negócio no ano passado. “Foi fundamental não apenas mostrar o valor da solução para os CIOs, mas também ajudá-los a promover internamente a solução para cada área de negócio. Fizemos isso nos quatro pilares do Kinetic Enterprise”, explica Dearo. Para Fogarolli, a abordagem moldada à necessidade do negócio de cada cliente foi crucial para os sucessos alcançados pela equipe em 2020. Ele afirmou que sete projetos SAP foram concluídos sem quaisquer alterações durante a pandemia. “Combinamos a entrega da tecnologia com a capacidade de entender o negócio e o potencial da solução num projeto de transformação digital.”
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