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o tempo de infância, eu ouvia, às vezes, meu pai falar em Heimat, um lugar muito distante de onde nós morávamos. Referia-se a uma colônia formada por imigrantes alemães que ele conhecera ao acompanhar uma família vizinha que se mudou para lá quando esse grupo já havia se dissolvido e suas terras estavam à venda. Posteriormente, quando estudante secundário, chamava-me a atenção o fato de, nos antigos mapas de Santa Catarina, figurar a localidade de Heimat e eu me perguntava qual o significado e a razão desse nome para aquele ponto no interior do estado. Em meados da década de 1990, tomei conhecimento do trabalho acadêmico que um aluno da Universidade Federal de Santa Catarina desenvolveu, no laboratório de informática, sobre a colônia Heimat, usando como material principal o acervo fotográfico produzido por jovens imigrantes que participaram do projeto Heimat.1 Para o historiador, a fotografia é também uma importante fonte de pesquisa e o referido acervo despertou minha curiosidade, levando-me a procurar outros documentos 1
Trata-se do policial militar Cláudio Hochleitner. O acervo fotográfico compõe-se de dois álbuns que retratam a trajetória dos jovens em sua viagem da Alemanha até o Brasil e aspectos da vida cotidiana em Heimat.
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