GENTE, DIGITAL - A GRANDE TRANSFORMAÇÃO DIGITAL E SEUS IMPACTOS, PARA AS PESSOAS, NOS NEGÓCIOS

Page 23

23

3.1 Força de Trabalho, Aumentada? O descolamento entre a velocidade do avanço das tecnologias e a capacidade das empresas de acompanhar seu potencial aconte, de forma exponencial, desde a estreia da internet comercial. Mas começou bem antes, no início da revolução da informação na década de 1970. Hardware entrou nas empresas na década de 70, mas o impacto em performance e produtividade só veio nos anos 90, porque hardware [e programação] evoluíam tão rapidamente que boa parte do que se conseguia em performance se perdia na mudança contínua nas plataformas de hardware e software. Nos anos 1980, começou uma era de software, com PCs aparecendo nas mesas dos funcionários, criando a possibilidade de qualquer um, em qualquer lugar e domínio, começar a dar novo propósito ao hardware. A década de 1990 é da internet; aqui no Brasil, a rede comercial chegou em 1995. E levou uns 10 anos pra pegar, o que se deu nos meados dos anos 2000 com smartphones e dados móveis de verdade. A combinação dessas décadas de evolução possibilita, agora, a internet das coisas, cuja dinâmica parece ser uma composição nãolinear das revoluções das quatro décadas anteriores - de hardware, software, redes e mobilidade. Essa combinação de dinâmicas, causada e causando tudo-como-serviço e desorganizando quase todo tipo de mercado e organizações, cria uma percepção de mudança exponencial nas tecnologias de informação. E as pessoas passam a querer trabalhar em organizações que conseguem acompanhar as mudanças, se equilibrar no caos. O que envolve aprendizado, dentro e fora da organização, novas demandas sobre a gestão de capital humano e de performance dos colaboradores. A inclusão digital do capital humano, em todo tipo de negócio, passa a ser preocupação e problema fundamental. Lá na frente, quando resolvida a contento, levará a uma força de trabalho aumentada [augmented workforce]. Que a gente ainda não sabe o que é, direito. Mas vai saber. Uma força de trabalho aumentada teria, nas organizações, o mesmo efeito que Google tem em conversas de bar. Quando alguém diz algo entre dois goles, o interlocutor consulta a opinião de Google sobre o assunto. Se souber como achar uma fonte qualificada, a informação sendo discutida é validada ou não, na mesma hora. Google aumenta a conversa no bar, no futebol... Pense nesse efeito, nas pessoas, no ambiente de trabalho. Isso é só a ponta do iceberg da expansão e extensão da capacidade humana, combinação de inteligência artificial, máquinas de busca, grandes volumes de dados e informação sobre tudo, conectividade, sensores, atuadores e, principalmente, redes. Algumas, triviais, disponíveis agora, como redes de médicos no Whatsapp, onde especialistas em múltiplas competências se ajudam mutuamente em seu e nosso benefício. Esse processo de expansão de conhecimento na e pela rede funciona para saúde, software, filosofia, futebol, qualquer coisa. Mas tal capacidade expandida não se limita a conhecimento. Ações e criações também são afetadas pela rede. A rede expande, por exemplo, a capacidade de freelancers, de quem trabalha nas plataformas da economia da empreitada e de negócios que se articulam com multidões. Essa nova força de trabalho -muito maior que a força local da empresa– ainda não é entendida pelos gestores de capital humano e ainda menos por quem faz a


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook

Articles inside

11. Empresas Precisam Ler Mais Ficção Científica

2min
page 87

Créditos

0
pages 94-95

10. Empresas Competem por Pessoas. E por Diversidade

3min
pages 78-79

11.1 Sem Falar em Ler História, de Sempre

9min
pages 88-92

10.3 Agregadores de Demandas por Habilidades

8min
pages 83-86

10.1 Seis Demandas da Sociedade do Conhecimento

5min
pages 80-81

10.2 Carreiras Mutantes

1min
page 82

9.3 O Conflito pela Interface com o Usuário

8min
pages 73-77

9.2 Os Líderes Escondidos

2min
page 72

9. Lideranças para a Sobrevivência

4min
pages 67-69

9.1 Digital não é um Departamento

3min
pages 70-71

8. Uma Cultura de Mudança Permanente

5min
pages 60-62

8.1 Apostas Digitais

5min
pages 63-66

7.2 Destreza, Digital

3min
pages 54-55

7.3 Bottom up: Negócios Digitais, de Cabeça pra Baixo

6min
pages 56-59

7.1 Digital Não é Igual em Todos os Mercados

3min
pages 52-53

7. Digital: Evolução Antes de Revolução?

4min
pages 50-51

6.3 Clientes, NÃO: Usuários

3min
pages 48-49

6.2 A Organização Simplesmente Irresistível

3min
pages 46-47

6.1 A Experiência Positiva dos Colaboradores

3min
pages 44-45

6. Quatro [ou Cinco] Vetores da Organização do Futuro

7min
pages 40-43

5.1 Cobrir o Negócio com uma Capa Digital: Adianta? Não

4min
pages 36-37

5.2 LEAN não é Fazer o Mínimo é Minimizar Perdas

4min
pages 38-39

4.1 Abraçar a Velocidade da Mudança

5min
pages 30-33

5. Um Novo Modo Operacional

3min
pages 34-35

4. Informaticidade

5min
pages 27-29

2.1 Incrível: Governos já foram Startups

4min
pages 12-13

2.3 Todo o Poder para as Pontas

7min
pages 16-19

3.1 Força de Trabalho, Aumentada?

7min
pages 23-26

2.2 Crescer é um Problema

3min
pages 14-15

3. Velocidades: Exponenciais e Lineares

4min
pages 20-22

2. Não dá para, Simplesmente, Virar um Startup

2min
pages 10-11

1. Introdução

8min
pages 7-9

Conteúdo

4min
pages 5-6
Issuu converts static files into: digital portfolios, online yearbooks, online catalogs, digital photo albums and more. Sign up and create your flipbook.