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N 129 ABRIL 2021
REVESTIMENTO INCREMENTA QUALIDADE E AUMENTA LONGEVIDADE DO MOLDE
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Helena Silva * * Revista MOLDE
Revestimento e tratamento podem parecer, à primeira vista, pequenos pormenores do processo de fabrico do molde para a injeção de plásticos. Mas são muito mais do que isso. Melhorar o acabamento e, com isso, proporcionar ganhos de qualidade são apenas algumas das vantagens que estes procedimentos proporcionam. Mas os fabricantes de moldes enumeram outros benefícios, como a maior longevidade do molde, a diminuição do tempo de ciclo ou a redução da corrosão e do desgaste. Com isto, asseguram, um bom revestimento e tratamento pode traduzirse em ganhos de competitividade como a redução dos custos de manutenções pós-venda.
E é precisamente neste aspeto que se inserem o revestimento e o tratamento. Destacando que estes têm benefícios imediatos, como “a diminuição do tempo de ciclo, maior longevidade do molde, redução da corrosão e desgaste, menor necessidade de utilizar desmoldantes ou lubrificantes durante a injeção e aumento dos intervalos de manutenção”, Carlos Pelicano adianta um outro aspeto que, no caso da Somema, é de extrema relevância: “a diminuição de custos de manutenções pós-venda”. Para si, “a combinação dos materiais e tratamentos térmicos e/ ou revestimentos cria desafios técnicos importantes e ganhos significativos na produtividade dos moldes e ferramentas”. E, defende, revestimento e tratamento devem ser um ponto acautelado desde o início do processo. Ou seja, no projeto. É nessa fase, entende, que se encontra “a chave do sucesso”, uma vez que esse é o momento em que são definidos os materiais e respetivos tratamentos e revestimentos.
CONHECIMENTO TÉCNICO Como forma de ilustrar a sua posição sobre a importância destes procedimentos, apresenta um exemplo concreto de um projeto interno da Somema, os óculos COVision, “O objetivo era reduzir o desgaste durante o processo de injeção do policarbonato e, desta forma, aumentar a longevidade do polimento espelho do molde. Houve uma escolha criteriosa do tipo de aço e respetivo tratamento e revestimento. Para o tipo de revestimento escolhido, foi necessário optar por um aço que tivesse uma temperatura do revenido superior à temperatura de aplicação do revestimento”, refere. Salientando que é grande a variedade de revestimentos no mercado, Carlos Pelicano considera ser essencial “conhecer tecnicamente cada tipo”, de forma a conseguir aplicar a solução ideal a cada caso e, com / / Carlos Pelicano - Somema
Tratamento e revestimento são, para os produtores de moldes, mais do que apenas um pormenor no processo de fabrico. Na verdade, o seu papel pode ser determinante, possibilitando um conjunto de fatores essenciais que asseguram a qualidade do produto final. Carlos Pelicano, da Somema, começa por salientar que a “melhoria contínua”, seja na produtividade da indústria, seja na qualidade do produto e serviço fornecidos, é um fator relevante para a competitividade das empresas. E no seu entender, essa competitividade faz-se de “pequenas melhorias que podem passar despercebidas, mas que representam grandes benefícios na qualidade e redução do custo na produção de peças plásticas”.
isso, “garantir a satisfação do cliente, com melhores resultados e a menor custo”. “A parceria com empresas fornecedoras, bem como a formação e divulgação sobre as melhores técnicas disponíveis” são, no seu entender, condições fundamentais para que “se consigam bons resultados para todas as partes envolvidas na nossa indústria”. A concluir, chama ainda a atenção para um outro pormenor de extrema relevância: “é bastante importante fazer um follow-up do molde, durante a sua vida útil, para conjuntamente com o cliente avaliar os aspetos que devem ser melhorados em novos moldes, nomeadamente a escolha de tratamentos e revestimentos com impacto maior na sua longevidade”.